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20 de set. de 2012

Sexo, sangue e violência em série... Spartacus!

Ah, queridos e queridas, estava pensando em algo para postar aqui e lembrei-me de um seriado que gostei demais de conferir. Lembro que na época eu relutei bastante tempo para assisti-lo. Apesar de aclamado pelo público, não me batia aquele feeling... 'Sacomé', né!? Tem que rolar uma química! Mas, depois de um tempo, tive a oportunidade de conferir a série em questão. Foi então que assisti o pilot e, confesso, não gostei taaaaanto. Lá vem a história da tal química! No entanto, fui teimosa e continuei conferindo. Assisti o segundo episódio. Resultado? Na época, que já faz alguns meses, Fiquei até 4:45 da madrugada de terça-feira(era um feriado) vendo 4 episódios seguidos(o estímulo maior foi saber que poderia dormir bastante e repor as energias). Será que me empolguei!? Pois é, gostei do que vi!

Spartacus se mostrou um seriado intenso!! Ouvi alguns relatos, de telespectadores, de que a séria apresentava violência excessiva. Alô!?!? Por favor! Quem espera ver GLADIADORES trocando tapinha nas costas e dizendo, com licença, por favor e obrigado, mude o programa. Quem sabe, ursinhos carinhosos... Nada contra, mas, é preciso contextualizar, antes de falar. Outros comentários 'interessantes', foram a respeito de todo o sangue que aparece durante as lutas. Aí eu li algo assim: Caramba, um arranhão e jorra todo aquele sangue. Pô, será que não entenderam a ideia!? Sim, lembra um pouquinho 300, nesse quesito, com algo meio HQ. Gostei da proposta... dos 'exageros'! O seriado tbem esbanja em sensualidade e sexualidade... Cenas de sexo rolam, solta. Não tem só aquele lance de mulher pelada, não. Muitos homens, tbem. Sim, muuuuuuiiitos... E não é só "bumbunzim" de fora non. Homens passeando, tal qual vieram ao mundo, o tempo todo... Não sou depravada, pessoal. Apenas não tenho problemas em ver essa belezura toda! rsrs *suspiros*

Então é isso... um seriado com muita nudez, muito sangue, palavrões e afins. Sim! Mas, não para nisso. Ok!? O que posso afirmar é que gostei do figurino, maquiagem... Direção de arte merece palmas. Impossível não falar da fotografia. Tem um enredo muito legal e atuações, em sua maioria, muito boas! Então, se for assistir, tire as crianças da sala, pq esse é um seriado com Classificação Indicativa de 18 anos. Confesso, que não estava em minha top list de seriados, mas com a aproximação dos últimos episódios da primeira temporada fiquei muuiiito satisfeita com o que vi e ele passou a fazer parte dessa listinha. Pra quem está atrasado em conferi-lo, assim como eu estive, indico que veja.

Quem acompanha a série sabe que Andy Whitfield (que fez o personagem Spartacus), foi diagnosticado com câncer e morreu há pouco mais de um ano(setembro de 2011). Se quiser saber um pouco mais sobre essa triste notícia, é só ler a matéria Morre Andy Whitfield, protagonista da série Spartacus: Blood and Sand, postada pelo CinemaComRapadura.



Sinopse: Traído pelos romanos. Forçado à escravidão. Renascido como um Gladiador. O clássico conto do rebelde mais infame da República toma vida na gráfica e visceral nova série Spartacus: Blood and Sand. Separado de sua pátria e da mulher que ama, Spartacus é condenado ao mundo brutal da arena, onde sangue e morte são a principal diversão. Mas nem todas as batalhas são lutadas nas areias. Deslealdade, corrupção, e o fascínio de prazeres sensuais constantemente testarão Spartacus. Para sobreviver, ele tem que se tornar mais que um homem. Mais que um gladiador. Ele tem que se tornar uma lenda. [FilmesComLegenda]
 Para quem já conferiu, já sabe que a segunda temporada, Spartacus Vengeance, está disponível também.

Me despeço por aqui, desejando que vocês tenham gostado da dica...
Beijinhos!
Câmbio, desligo! 

Acessibilidade e Televisão Combinam?

Imagem retirada DAQUI
Para quem desconhece o termo, acessibilidade vai além das mudanças para a permissão de que deficientes físicos consigam locomoverem-se, fazerem uso de produtos e alcançarem informações, trata-se de uma inclusão mais direta e duradoura, garantindo que a população, em sua mais pura totalidade, consiga usufruir do mínimo com dignidade. Assim, considerando a pergunta título, a acessibilidade é como um pretinho básico, combina com tudo; Inclusive televisão. Contudo, como tudo que na vida demande uma ação mais efetivas, financeira e social, a tão apregoada inclusão parece estar longe de ser vivenciada em sua plenitude.

Geralmente nesta coluna falo sobre alguma pérola da TV Aberta a ser relembrada, desta vez, entretanto, optei por trazer o trecho de uma matéria realizada para o programa Globo Universidade que compila informações interessantíssimas sobre o curso de Tradução, especialmente na elaboração de Closed Caption, e Audiodescrição. Segue o vídeo: 


Eu que sempre fui uma apaixonada pelo cinema, ficava imaginando como era a experiência desta arte através da vivência de uma pessoa com limitações físicas na visão - sendo cego ou com baixa visibilidade. Algo tão maravilhoso e fácil para mim era percebido com fascínio por outrem que não usufrui de todos os sentidos? Não sei se algum dia saberei esta resposta, mas, sei que a acessibilidade e a inclusão do recurso de audiodescrisão são vitais para que a diferença no acesso a um mesmo programa televisivo ou película fixe-se apenas nas opiniões pessoais. 


13 de set. de 2012

Bem vindo ao novo Sítio do Picapau Amarelo

Tenho certeza de que todos aqui já ouviram falar da boneca de pano serelepe e tagarela, Emília... também da menina linda, do nariz arrebitado, Narizinho... do valente Pedrinho, o inteligente Viconde Sabugosa e os demais personagens criados pelo maravilhoso Monteiro Lobato.

Depois de tantas versões do Sítio do Picapau Amarelo, eis que neste ano surgiu o desenho animado. São 26 episódios baseados na obra "Reinações de Narizinho". A dublagem de Emília, Narizinho e Pedrinho são feitas, respectivamente, pelos atores Isabella Guarnieri, Larissa Manoela e Vini Takahashi.

Para quem nunca viu, fica aqui a dica ... seguem alguns episódios completos!

 Um lugar diferente - Ep. 1

Um grande aventureiro - Ep. 2

As promessas do Rabicó - Ep. 3

O bolo da tia Nastácia - Ep. 4

A pílula do Dr. Caramujo

A princesa do Reino das Águas Claras

A viagem da dona Benta

Então é isso...

Me despeço por aqui.

Beijinhos!!

Câmbio, desligo.

6 de set. de 2012

Criminal Minds

AVISO: Este texto é da nossa colaboradora Joicy Sorcière.

Hoje vou indicar uma série que eu gusto muito, Criminal Minds.

Este é um sériado de suspense que conta com uma equipe de elite do FBI que possui especialidade em analisar perfis de criminosos perigosos. Se você relacionou ao CSI, não se engane, pois essa equipe vai muito além para encontrar os piores tipos de criminosos imagináveis. Eles "estudam" a mente dos psicopatas e essas análises são feitas de forma que colaborem na antecipação de seus planos e assim evitar que continuem com seus crimes bárbaros.

Para quem ainda não conhece, fica a dica para que confiram. Se você curte seriados que abordam essa temática de investigação, eu super indico.

Quem assiste não consegue deixar de se encantar pelo lindão Derek Morgan(aiaiai), o nerd super hiper mega inteligente e mais querido, Dr. Spencer Reid(posso morder!?), o seríssimo e muito competente(e tbem trenzão) Aaron Hotchner, o conceituadíiíssimo David Rossi(que apareceu no meio da série, após a saída do personagem Jason Gideon)... temos também a autêntica e suuuuper estilosa Penelope Garcia, a linda e meiga Jennifer Jareau (J.J.) e a gatona, estilo"arrasa quarteirão" Emily Prentis(que apareceu para substituir a personagem Elle Greenway).


Seguem abaixo algumas imagens...

Derek Morgan
Dr.Spencer Reid
Aaron Hotchner
Emily Prentis
J.J.
David Rossi
Penelope Garcia
Descontração Total


TV Cult: Presença de Anita

Neste dia do sexo pensei sobre o que traria aqui para a sessão de TV Aberta do blog... Queria algo relacionado ao tema, mas, que não se desvirtuasse muito do panorama das postagens costumeiras. Foi aí que lembrei de uma minissérie que ganhou grandes proporções na mídia da época e até hoje é lembrada como referência no estilo; Afinal, se Mel Lisboa fez outras personagens não importa, ela sempre será recordada como a ninfeta intensa, sedutora, ludibriosa e desequilibrada de

Inspirada no livro homônimo de Mário Donato - avisando aqui que a minissérie adotou da licença poética do texto original - Manoel Carlos conta a história de Fernando (José Mayer) um arquiteto que tenta concluir o seu primeiro livro, enquanto sua esposa Lúcia (Helena Ranaldi) busca a solução para o casamento fracassado, e o surgimento de Anita (Mel Lisboa) na vida deles. Fernando encontra na misteriosa Anita a personagem ideal para o seu romance. Contudo, os encantos extremos da garota - indo de angelical a lasciva - fazem com que a inspiração torne-se obsessão e o inevitável relacionamento entre os dois tem consequências desastrosas.

Como a personagem de Anita era muito passional, várias foram as cenas de sedução, nudez e sexo protagonizadas por Mel, ainda desconhecida na época. Logo chamando a atenção do público. Suas roupas leves e insinuantes eram uma contradição ao obscuro de seu passado; Sendo que a única informação concreta que se tinha sobre tal é que a mesma vivera com um artista plástico, Arnando, muito mais velho que ela e cujo o qual conheceu quando tinha apenas 12 anos, após fugir de sua casa para ser livre. 

Outra informação interessante para a condução da trama era a fascinação da garota por uma boneca de louça - Conchita - que guardaria a alma da antiga moradora de sua atual casa, assassinada pelo amante.  

Mais algumas personagens são inclusas na trama - como o inocente Zezinho (Leonardo Miggorin), vitimizado idem pela sedução de Anita -, entretanto, nada é tão intenso quanto a relação absurda de amor e ódio entre Anita e Nando. 


Deixo agora algumas curiosidades retiradas do site Memória Globo:
- Lançado em 1948, o romance de Mário Donato causou escândalo. A Igreja reprovou a obra do jornalista, que atraiu muitos leitores jovens e indignou senhoras cristãs de São Paulo. Manoel Carlos se inspirou no enredo do livro, mas criou novos personagens, eliminou outros e desenvolveu tramas paralelas para escrever a minissérie.
- O livro de Mário Donato também serviu de inspiração para a novela A Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro, exibida em 1964, pela TV Excelsior e um filme de 1951.
- Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida para interpretar Anita. A seleção concorrida: a estudante Mel Lisboa foi aprovada para o papel entre mais de 100 jovens.
- Com o sucesso de audiência e a repercussão da minissérie, a direção da TV Globo chegou a pensar na ampliação de Presença de Anita. No entanto, como grande parte da série já estava gravada – e como a exibição estava praticamente na metade –, não foi possível prolongar a trama.
- A figurinista Helena Gastal conta que, assim que a minissérie entrou no ar, as lojas do Saara, popular centro de compras no Rio de Janeiro, começaram a vender o “kit Anita”, que vinha com uma calcinha, uma camiseta e uma gargantilha com pingente de estrela, visual da personagem.
- O sambista Nelson Sargento fez uma participação especial na minissérie.
- Em agosto de 2001, foi lançado o roteiro de Presença de Anita, escrito por Manoel Carlos. O livro trazia praticamente o mesmo script que o elenco recebeu para as gravações, com exceção de alguns detalhes técnicos.
- Presença de Anita foi reapresentada em setembro de 2002 e, nesse mesmo ano, foi lançada em DVD. A minissérie também foi exibida no Multishow, canal da Globosat, em comemoração aos 40 anos da TV Globo, em 2005.
- Presença de Anita foi vendida para o Equador, Honduras, Nicarágua Peru, Portugal e Uruguai.
"Essas paredes, as tábuas do chão, portas, janelas, tudo isso é testemunha do que aconteceu entre os dois amantes. E esse espelho, olha esse espelho... Ele refletiu toda cena de ciúmes, também a morte dos dois, já imaginou que fascinante conhecer o passado de um espelho? Entrar por dentro dele, como Alice?"

30 de ago. de 2012

Enquanto isto na Sessão da Tarde... John Hughes!

Conhece aquele jogo de associações mentais onde alguém diz uma palavra e você tem que responder com a primeira que surgir em sua mente? Pois é, para mim, toda vez que penso em Sessão da Tarde, imediatamente, remeto-me a John Hughes. É impossível desvencilhar um do outro; São como queijo e goiabada:

A combinação perfeita!

No geral, nesta sessão do blog eu falo sobre algum programa em específico. Contudo, em virtude da magnitude do trabalho de Hughes - principalmente por ter representado toda uma geração - somado ao fato de que por vezes as pessoas não associam o filme ao diretor/roteirista, resolvi falar (confesso que por alto) de seu trabalho.
Os anos 80 não seriam os mesmos sem John;A Sessão da Tarde não seria tão nostálgica sem o trabalho de Hughes.
John Hughes Jr. nasceu em 18 de fevereiro de 1950, além de diretor, foi  produtor e roteirista. Sua carreira começou através de seus escritos, já que na década de 70,  trabalhou para a revista National Lampoon. Daí passou para os roteiros (filmes e séries), sendo que por ocasiões usou o pseudônimo Edmond Dantès, uma homenagem ao personagem principal de O Conde de Monte Cristo, para apresentar seus trabalhos.

Uma curiosidade interessante é a de que seus filmes possuíam certa característica particular para a época, sempre apresentando cenas extras após os créditos finais.

Hughes faleceu em 2009, aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan. No Oscar 2010 foi apresentada uma homenagem ao seu trabalho, a qual contou com a participação dos seus astros (agora não mais) adolescentes.

E por falar em adolescência, não consigo imaginar outro diretor/roteirista que tenha captado com a mesma destreza esta fase da vida. Sem exageros, John Hughes conseguiu transportar diversos aspectos irrefutáveis e dilemas atemporais - vide Clube dos CincoCurtindo a Vida Adoidado.
 
Como seus maiores destaques de trabalhos são de diretor e roteirista, trago a sua filmografia e faço um desafio para os que presenciaram a Sessão da Tarde principalmente nos anos 80/90: Quantos dos filmes listados você assistiu durante as tardes nas sessões de cinema da telinha? 

John Hughes como Diretor:
1991 - Curly Sue
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões

John Hughes como Roteirista:
2008 - Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
2003 - Beethoven 5
2002 - Encontro de Amor
2002 - Esqueceram de Mim 4
2001 - Beethoven 4
2001 - Os Viajantes do Tempo
2000 - Beethoven 3 - Uma Família em Apuros
1998 - Nadando Contra a Corrente
1997 - Esqueceram de Mim 3
1997 - Flubber
1996 - 101 Dálmatas - O Filme
1994 - Milagre na Rua 34
1994 - Ninguém Segura Este Bebê
1993 - Beethoven 2
1993 - Denis, O Pimentinha
1992 - Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York
1992 - Beethoven - O Magnífico
1991 - Curly Sue
1991 - De Volta para Casa
1991 - Construindo uma Carreira
1990 - Esqueceram de Mim
1989 - Christmas Vacation
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - As Grandes Férias
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1987 - Alguém Muito Especial
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1986 - A Garota de Rosa-Shocking
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Férias Frustradas II
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões
1983 - Piratas das Ilhas Selvagens
1983 - Mr. Mom
1982 - A Reunião dos Alunos Loucos


E aí, quantos filmes foram?


Para terminar esta singela homenagem a este mestre da Sessão da Tarde, deixo aqui uma Playlist que fiz com algumas músicas das trilhas sonoras dos filmes de John Hughes. Espero que gostem.

Ouça:



 

16 de ago. de 2012

TV Cult: Coração Selvagem

Eduardo Palomo - Imagem Retirada DAQUI
Se na música Sidney Magal é meu prazer culposo, no universo televisivo este encargo fica com o folhetim mexicano Corazón Salvaje. Ambientado no início do século XX em Martinica, tem como plot principal o amor de Mônica (Edith González) e João do Diabo (Eduardo Palomo). Trata-se de uma história muito popular no México, tendo sido realizado 4 versões em telenovelas e 1 versão para filme. A que irei falar hoje é a mais bem conceituada de todas, tendo recebido prêmios e sido sucesso absoluto de público, além de transmitida aqui no Brasil  pela SBT.
Todo el mundo tiene un corazón salvaje y una superficie misteriosa.
Sempre suspeitei que em outra vida - meu passado me condena - eu devo ter vivido em uma época repleta de ciganos e flamenco, só isso explica a minha fascinação por tipos exagerados. Por isto, quem sabe, tenha tanto fascínio pela figura do Juan del Diablo - chamado assim por não ter sobrenome reconhecido. Criado livre das convenções da época, era uma persona  de atitudes bruscas e, porque não dizer, feridas já que morou nas ruas e presenciou uma realidade bem diferente das da classe dominante. Este passado conturbado fez com que Juan tratasse as mulheres em pé de igualdade e como seres pensantes - o que destoava do ensinado e difundido no período. Sim, a personagem de Eduardo Palomo era feminista! Este detalhe foi sugerido pelo próprio intérprete, conforme se percebe pelos depoimentos gravados para o especial La Historia Detras Del Mito - Eduardo Palomo:


Por falar em Eduardo Palomo - Seu Lindo! - o ator consagrou-se na pele do João do Diabo, mas, também era cantor e estava num processo de mudança para os EUA quando veio a falecer por um ataque cardíaco com apenas 41 anos.
Si yo la tuviera a usted, solo volviéndome ciego, sordo o imbécil, la dejaría por otra.
Além de eu não ter a dimensão da novela mundo a fora, quando eu assisti a mesma pela SBT não achei estranho a sexualidade ser explorada de forma relativamente aberta. Todavia, a mesma fora gravada em 1993 e pioneira em trazer a temática para as telinhas mexicanas. Tudo, é claro, com aquele sabor brega latino - parecendo os famosos livros de banca estrelados por Fabio. Muitas frases de efeito, aproximações demoradas e aqueles artifícios de luz para criar um clima de insinuação sexual sem ter que apelar e, assim, limitar a faixa etária.

O lado sexual desta novela foi tão marcante que uma das cenas mais comentadas e lembradas é a da primeira vez entre Mônica e Juan:


Sua canção tema acabou virando hit no México e colocando no mapa Miguel Mijares:


Um ponto que acredito valer creditar é que a história do casal principal não é daquelas em que num instante tudo acontece e pronto: Apaixonados. Não, Juan e Mônica vão se conhecendo, ainda machucados do passado e sem intenções maiores, e aos poucos percebendo o sentimento. Para mim faz muito mais sentido do que aquelas paixões arrebatadores de infância que nunca passam - vide Avenida Brasil.
A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy. 

9 de ago. de 2012

Homossexualidade em série... Queer as Folk!

Aproveitando que estamos numa semana especial, aqui no Antes que ordinárias, onde temos abordando o tema homossexualidade, aproveitarei para deixar a dica de um seriado super interessante: “Queer as Folk”. Quando fui buscar um seriado que abordasse essa temática, digamos que esse foi o mais sugerido, para a postagem.
"Queer as Folk é o nome de duas séries televisivas dramáticas de sucesso, criadas por Russell T. Davies. O título é uma paródia com uma expressão inglesa: “ninguém é tão estranho como nós” (”nobody is so weird as folk”), com “ninguém é tão bicha como nós” (”nobody is so queer as folk”).
A série original começou a ser produzida em 1999 pela Red Production Company para o canal “Channel 4? britânico. Contava os conflitos diários de três gays que viviam em Manchester. A série adaptada é uma co-produção EUA–Canadá e começou a ser transmitida no ano 2000 nos canais Showtime (EUA) e Showcase (Canadá).
Conta a história de cinco gays e um casal de lésbicas que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania. Há diferenças óbvias entre as duas séries: primeiro na quantidade de personagens e enredos, segundo nas cenas de nudez. Esta série é um marco na luta dos direitos LGBTT, pois investe num enredo sem cunho pornográfico ou apelativo, retratando homossexuais como pessoas normais, vivendo o seu dia-a-dia."[Intertainer]
Pode-se dizer que 'Queer as Folk' vai além de simplesmente levantar uma bandeira, pois, mais do que isso, serve para nos levar a refletir sobre diversas situações, tanto nas questões do preconceito, quanto as relações familiares e profissionais.  
 
É considerada uma série que aborda de forma franca e sem censura, o cotidiano dos homossexuais, apresentando  grande carga de drama, humor, e sexo. 

Ficou em exibição, entre 2000 e 2005… e pelo que pude perceber, deixou muitos fãs com saudades.
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Para conhecer um pouco sobre os atores que fazem os personagens principais da série, indico que vá até o blog “As 7 cores”, clicando no título da postagem: Quem é quem em Queer as Folk.

Então, fica a dica!
Segue o video com os episódios 1 e 2 da primeira temporada.


Beijinhos...

Câmbio, desligo! 

O Estereótipo Gay das Novelas

Imagem retirada do Blog da Rinca
Quando uma personagem homossexual cai nas graças do público é uma boa coisa; Será? Nem sempre o que se agarra ao gosto popular combina com o que deveria ser tal. O que quero dizer com isto? Bom, por mais carismático que seja uma persona nas telinhas, senão for bem trabalhada, esta se torna limitada e distante da realidade. Qual o problema disto? A perpetuação de estereótipos preconceituosos. 

Começo afirmando que falarei de modo geral sobre as novelas que trataram da temática LGBTT; Considero que há exceções a regra, entretanto, quis fazer um retrato do clichê insistente e perigoso que é a tal da generalização. Não estou questionando o trabalho do ator com o que lhe é concedido, estou apenas levantando uma proposição baseada no famoso e dúbio apontamento de quem imita quem; É a arte que imita a vida ou a vida que copia a arte? Seja qual for, está na hora de uma nova perspectiva.

A inspiração surgiu por conta dos últimos eventos desta "pérola" da teledramaturgia brasileira que é Avenida Brasil. Roni, aquele que se casou com a piriguete Suelen, tem sua sexualidade questionada constantemente e, quanto mais o público percebe a homossexualidade, mais acontecem mudanças na postura dele. Até aí não estaria equivocado para trama, contudo, algumas destas alterações irritaram-me pelo pseudo-óbvio.
Nem todo o homossexual é "afetado".
Não é porque ele tem interesse amoroso e sexual por outros homens que se torna, automaticamente, num ser entre o masculino e o feminino. O cara não é mais ou menos gracioso de acordo com sua "masculinidade", ou mesmo irá perder esta por estar transando com o mesmo gênero. Sempre me incomodou esta alegria purpurinada de certas personagens, com seus trejeitos e mazelas. Ok, um tantinho de humor e exagero não faz mal a ninguém. Contudo, dá para fazer o mesmo sem que soe a gozação, veja  a abordagem do tema em Modern Family. Ou seja, ele não deixa de ser homem - ou mesmo vira um protótipo de mulher - por ser gay e cor-de-rosa, como o próprio nome diz, é só uma cor.
Nem todo o gay sonha em ser estilista.
Voltando ao Roni e o ponto inspiracional desta postagem; O jogador de futebol do Divino largou dia destes a "bomba"  inesperada de que, mesmo sendo muito bom no esporte, o sonho dele é ser estilista. Justo quando a sexualidade posta em questão torna-se mais evidente. Agora me pergunto: Não dava para retratar a homossexualidade dele sem que ele tivesse de mudar de profissão? Tinha que ser justamente estilista? Não existem gays em "profissões de macho"? Se assim o for, alguém avisa o Michael dos Santos que homossexuais não podem ser esportistas.
Nem toda a lésbica é masculinizada.
Mulher é mulher e feminilidade relativa a cada uma, independente de sua orientação sexual. Trata-se de um traço de personalidade que é explorado da forma como cada uma prefere. Igualmente ao que mencionei sobre a ala masculina, serve aqui. Para que retratar uma lésbica com trejeitos mais bruscos, com gostos tidos como de homens - outra besteira é esta divisão "de menino" e "de menina" - e prontas para a briga. Quem disse que estar em uma relação homoafetiva faz da "fêmea" um modelo próximo do "macho"? Portia deveria ter sido notificada sobre isto quando escolheu um vestido de conto de fadas para se casar com Ellen.
Nem todo Travesti ou Transexual ama glitter.
Acredito que de todos os retratos clichês existentes, os dos Travestis e Transexuais são os mais equivocados. Afinal, toda a persona criada dentro deste âmbito que me lembro de ter conferido na telinha, é provável que haja exceções e não me recorde agora, vinha multicolorida, bem maquilada, fã de Cher e Madonna e sem nunca descer do salto. Se for por esta descrição com certeza eu daria uma Transex/Travesti fabulosa! A suavidade e a elegância são características pessoais, Lea T é prova disto.
A "polêmica" do beijo homossexual em Novelas.
Coloquei já entre aspas por não conseguir encontrar fundamento para tanta controvérsia. O amor deveria ser celebrado em todas as suas formas; Então, para finalizar, uma seleção de beijos - nem vou falar que são gays, porque não acho que isto importe - e muito amor: 
I started being really proud of the fact that I was gay even though I wasn't. 

2 de ago. de 2012

Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…

“Alô! Alô! Planeta Terra chamando, planeta Terra chamando! Alô! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…"
Se tem algo que acredito que deva ser estimulado durante toda a vida é a tal da "imaginação infantil". Coloco entre aspas vez que penso ser um fator além das idades, algo inerente ao espírito. A imaginação que esquece dos limites é responsável pelas maiores invenções e reviravoltas sociais, esta espécie de "sonhar" é característica daqueles insanos que nunca deixam de cogitar as impossibilidades. A exemplo de um certo garotinho que  figurou na telinha da TV Cultura lá no início dos anos 90; Já sabe quem é? Vai aí mais uma dica: "Ah, né?!"

O pequeno voluntarioso Lucas Silva e Silva - interpretado por Luciano Amaral, sim, aquele do Castelo Rá-Tim-Bum - era a personagem principal de um dos programas brazucas mais interessantes: O Mundo da Lua. Com o pretexto de um gravador que Lucas recebeu de seu avô no aniversário de 10 anos, inicia-se uma jornada entre a infância e a adolescência, seus conflitos e as escapatórias imaginativas do menino quando os problemas reais o afetavam.

De cara pode soar perigosa a alternativa dele, contudo, é neste espaço imaginário - o mundo da lua - que encontra as respostas, enxergando tudo sob uma nova perspectiva. Sem pretensões, acabava fazendo um verdadeiro exercício de autoconhecimento. O grande mérito disto resta, justamente, nas mãos do criador do programa e roteirista da maior parte dos episódios, Flávio de Souza.

Imagem retirada daqui.
A equipe de sucesso não parava por aí, afinal, o elenco de apoio era tão fantástico quanto o protagonista; A começar por seu avô Orlando, que nas mãos de Gianfrancesco Guarnieri virou um simpático e engraçado ser. Também se tinha a hilária empregada - Ana D'Lira - e seus amores por um apresentador de rádio. Há que se falar dos pais, típicos e amorosos, Rogério (Antônio Fagundes) e Carolina (Mira Haar); Para fechar, uma tradicional adolescente e seus rompantes, a qual servia de contrassenso para Lucas, sua irmã Juliana (Mayana Blum).

No fim, nada mais era do que uma família como qualquer outra, com seus problemas e suas percepções do crescimento. Daí a graça da imaginação como elemento fabuloso para ensinar e alargar os olhares infantis. O encanto das desventuras descritas naqueles diários de bordo era tamanho que, como guria que cresceu aos embalos culturais, fica difícil de esquecer aquela abertura anunciando que tudo poderia acontecer.

Caso você não conheça, ou mesmo queira relembrar, deixo aqui o primeiro episódio - de 52 - para conferir. E boa viagem ao universo lunar:

"I believe in the imagination. What I cannot see is infinitely more important than what I can see". 

26 de jul. de 2012

Vamos "seriar"!?

Há algumas semanas eu falei sobre alguns seriados que muitos gostam, menos eu(e descobri que mais alguns tbem não curtem). Quem não viu a postagem, pode ler clicando aqui => Muitos gostam... eu não!!!

Contudo, hoje irei apresentar aqui alguns seriados que eu gosto demais, não necessariamente nessa ordem. Apenas fui escrevendo na sequência que fui lembrando. Então, fica a dica!

 True Blood
True Blood é uma série vampiresca. Depois de séculos vivendo no submundo, os vampiros resolveram sair dos caixões e passar a conviver no meio dos humanos. Uma série com muita sensualidade, sexualidade e sangue... hot, hot, hot... alguns dizem que é "seriado cheio putaria". Se é ou não, eu sei que gosto muito de uma putaria! ProntoFalei... ;)

Six Feet Under
É uma série que gira em torno da família Fisher, donos de uma casa funerária. As tramas tem sempre um paralelo com as mortes retratadas em cada episódio. É um seriado com apenas 5 temporadas, que em minha opinião são curtas, uma vez que tem apenas 12 e/ou 13 episódios em cada. Chorei litros no último episódio, principalmente os minutos finais. Fiquei deprimida por dias. Assisti as 5 temporadas em alguns dias de minhas férias, ano passado. Definitivamente, sou dessas!
Imagem daqui
Law & Order - Special Victims Unit 
Eu sou simplesmente apaixonada por essa série. Para mim ainda é difícil postar uma foto sem que meu Eliot esteja nela. Não foi fácil aceitar o fato do Christopher Meloni ter saído, mesmo tendo amaaaaado a participação dele em True blood e curtido essa nova turma que adentrou L&O-SVU. Mas, velhos hábitos não morrem tão facilmente, então ainda imagino o Eliot aparecendo algum dia, com um retorno triunfal.
Sorry, mas ainda não consigo postar uma imagem que não tenha meu Chris Meloni. Imagem daqui
Criminal Minds
Eu gostei desse tipo de programa de investigação criminal. É uma série que apresenta uma unidade de investigação comportamental. Se você relacionou ao CSI, não se engane, pois essa equipe vai muito além para encontrar os piores tipos de criminosos imagináveis. Eles "estudam" a mente dos psicopatas, antecipando seus passos. Quem assiste não consegue deixar de se encantar pelo tudãodiliça Derek Morgan(Xééééééééssuis me abana!), o nerd super hiper mega inteligente e mais querido, Dr. Spencer Reid(nhac), o seríssimo e super competente(e tbem homão) Aaron Hotchner, o conceituadíssimo David Rossi(que apareceu no meio da série...)... temos também a autêntica e toda estilosa Penelope Garcia, a lindíssima Jennifer Jareau (J.J para os íntimos...) e a lindona, do tipo "arrasa quarteirão" Emily Prentis.
Da esquerda para a direita: Morgan, Penelope, Emily, Aaron, David, J.J. e Reid... imagem daqui
The Walking Dead
Seriado que virou febre... é interessante observar as relações das pessoas em meio ao caótico apocalipse zumbi, com situações que levam muitos sobreviventes à beira da insanidade. Recomendo a HQ que originou a série.
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American Horror Story
Esse foi um daqueles seriados que comecei a assistir com os dois pés atrás. Isso aconteceu porque tive certo receio por conta da temática envolvida, horror(que apesar de curtir muito, tive medo de ser apenas "mais do mesmo"). Felizmente mordi a língua e adorei toda a primeira temporada. Depois de pesquisar, descobri que cada temporada será independente, ou seja, com início, meio e fim. Então, vamos seguindo na expectativa(confesso que não tão grande!) de que a segunda temporada não me decepcione e eu possa morder a língua novamente. 
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Spartacus 
Escrevi sobre esse seriado há alguns meses, em meu blog Umas e outras... se desejar conferir, é só clicar no título à seguir => Spartacus: Blood and Sand e como eu disse por lá, é um seriado intenso que esbanja em sensualidade e sexualidade... SIM, cenas de sexo rolam solta!! Não tem só mulher pelada não, baby. Muitos homens, tbem. Sim, muuuuuuiiitos... E não é só "bumbunzinho" de fora. Homens(lindos!!) passeando, tal qual vieram ao mundo, o tempo todo... Se sou depravada? Imagine... Apenas não tenho problemas em ver essa belezura toda! Então é isso... um seriado com muita nudez, muito sexo, muito sangue, palavrões e afins. Mas, não para nisso. Ok!? O que posso afirmar é que gostei do figurino, maquiagem... Direção de arte merece palmas. Impossível não falar da fotografia. Tem um enredo muito legal e atuações, em sua maioria, muito boas! Assisti a primeira temporada Spartacus: Blood and Sand e estou acompanhando a segunda, Spartacus: Vengeance.
Imagem de Spartacus: Blood and Sand, primeira temporada. O ator Andy Whitfield (o gladiador lindo da fotografia) que fez o personagem Spartacus descobriu um cancer enquanto se preparava para a segunda temporada(Spartacus: Vengeance) e veio a falecer, sendo substituido pelo ator Liam McIntyre.
Game Of Thrones
Está aí, uma série excelente... intrigante, apaixonante, surpreendente e revoltante em alguns momentos(não vou colocar spoilers... mas, vou adiantar que algumas mortes me deixaram "morrida de morte matada"). É uma série do tipo que faz seu sangue ferver, te faz perder o fôlego!! Indico os livros que deram origem ao seriado.
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Dexter
Dexter é o único psicopata que eu amo de verdade... hahahahhaah... poxa, o cara conquistou meu coração(e de mais meio mundo, claro!). Contudo, eu gostei mesmo até a quarta temporada. A quinta eu assisti "arrastando" e achei muito blehhhhh! A sexta temporada eu vi apenas um pedaço do primeiro episódio, mas ainda vou tentar dar continuidade pra ver "de qual que é". É uma pena quando as séries "perdem o rumo". A verdade é que eu comecei a ver Dexter depois de assisti a maravilhosa atuação de Michael C. Hall em Six Feet Under(seriado que citei no começo dessa postagem).
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 Prison Break
Eu estava me esquecendo de colocar essa na lista. Mas, seria um pecado deixá-la de fora, pois foi uma das mais fodásticas, em minha opinião. Comecei a assistir esse seriado sem grandes expectativas. Digamos que era uma época em que eu estava bastante deprimida com o término de minhas séries preferidas e precisava preencher o vazio(vi enquanto eu aguardava as temporadas seguintes de cada uma delas). Simplesmente amei Prision Break. Seriado que me deixou sem fôlego do início ao fim. Também assisti toda a série durante alguma de minhas férias passadas.
Enquanto a maioria das gatas gostam do caçula Michael Scofield(de azul) com sua carinha de menininho eu sou mais chegada no irmão mais velho Lincoln Burrows(de branco) com sua cara de lobo mau... Nhaaac!!! Imagem daqui
Então, essas são algumas séries que eu acompanhei (a maioria ainda acompanho) e gostei muito! Há outras que assisto, mas resolvi publicar as que foram/são mais interessantes, em minha opinião. Sim, estou correndo o risco de estar deixando alguma de fora, por esquecimento...

E você, curte algo dessa lista? Quais as suas séries preferidas? Sinta-se à vontade para comentar...

Beijinhos...
Câmbio, desligo!