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27 de mar. de 2013

Perfis de Mulher: Edith Piaf

Muitas estrelas da música tiveram vidas trágicas, sobretudo no século XX. Com a mais conhecida cantora francesa não foi diferente: Edith Piaf enfrentou grandes dificuldades durante toda a vida e tanta intensidade a fez sucumbir aos 47 anos.
Edith Giovanna Gassion nasceu em dezembro de 1915, filha de um acrobata e uma cantora. Era descendente de italianos e marroquinos, e recebeu o nome Edith em homenagem a uma enfermeira inglesa executada durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Abandonada muito cedo, morou com as duas avós, incluindo a paterna, que era dona de um bordel, enquanto o pai lutava na guerra. Aos sete anos, foi acometida por uma cegueira misteriosa, que alvoroçou as prostitutas do bordel de sua avó, fazendo-as juntar dinheiro para uma peregrinação em favor de Edith, que se mostrou bem-sucedida. O que a menina tinha, na verdade, era ceratite, uma inflamação na córnea.
No início da adolescência, juntou-se ao pai acrobata e aos 14 anos cantou pela primeira vez em frente ao público. Já longe do pai, tornou-se cantora de rua, como a mãe, e aos 17 anos teve sua única filha, Marcelle, com um moço que fazia entregas. Marcelle morreria aos dois anos de idade, vítima de meningite. No mês seguinte a essa tragédia, a vida de Edith mudou, ao conhecer Louis Lepleé, dono de uma boate. Ele a treinou, ajudou-a a ter confiança para subir no palco e a aconselhou a apresentar-se sempre com roupas pretas, mais tarde sua marca. E foi também Louis que lhe deu o apelido La môme piaf, o pequeno pardal, em alusão a seu nervosismo e baixa estatura.
O sucesso foi imediato e Piaf se tornou amiga de vários artistas e compositores franceses. O assassinato de Louis, em 1936, veio lhe tirar o sossego, uma vez que sua carreira que começava já se via ameaçada por um escândalo. Felizmente foi comprovado que Piaf não tinha nada a ver com o crime, e hoje se acredita que Lepleé foi morto devido a um envolvimento com a máfia. Ela prosseguiu cantando, ajudada por outros mentores, como a compositora Marguerite Monnot, que escreveu muitas músicas baseadas na vida de Edith nas ruas.
Piaf também exercitou seu lado boa samaritana e ajudou a revelar grandes nomes da música francesa, dando-lhes um lugar em seu show quando eles ainda estavam no começo da carreira. Fazem parte desse grupo Charles Aznavour e Yves Montand. Foi com Azanavour que ela sofreu um sério acidente automobilístico, quebrando um braço e duas costelas, e a partir daí precisando constantemente de morfina. 
O nome do pai de sua filha não ficou para a posteridade, mas o dos amores de Piaf, sim. O maior deles, Marcel Cerdan, um boxeador, morreu em um acidente de avião, deixando a cantora devastada e fazendo com que o relacionamento virasse manchete em jornais do mundo todo. Piaf casou-se duas vezes: a primeira em 1952 com o cantor francês Jacques Pills e a segunda em 1962 com o cabeleireiro transformado em cantor Théo Sarapo, de origem grega. Sua vida pessoal não foi atribulada apenas por seus amores. Durante a Segunda Guerra Mundial, Piaf cantava para as tropas nazistas que ocuparam a França, e foi muito criticada por esse ato. Hoje sabemos que Piaf ajudou várias pessoas a fugir dos alemães, e inclusive aceitava tirar fotos com prisioneiros para que, da cópia da foto, eles fizessem um passaporte para escapar.
Piaf faleceu em 1963, vítima de câncer de pulmão. Por sua vida pouco regrada, o arcebispo da Igreja Católica não permitiu um funeral aberto para ela, mas cerca de 100 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre. Passados quase cinquenta anos de sua morte, Edith Piaf permanece um ícone da música mundial, pois ganhou fama internacional durante as décadas de 1940 e 1950. Biografias foram escritas sobre sua trajetória complicada. Claro que uma vida tão incrível atraiu a atenção da indústria do cinema, e em 2007 estreou “Piaf, um hino ao amor”, cinebiografia que reconta com perfeição a vida e os amores desse ícone.

“Tudo o que eu fiz na minha vida foi desobedecer”
Edith Piaf (1915 – 1963) 

5 de mar. de 2013

Dois Momentos Irônicos na Trilha Sonora de Nascido para Matar


No post do Questionário Cinematográfico respondi algumas questões com filmes de um cineasta adorado por muitos, inclusive por mim: Stanley Kubrick. Neste final de semana tive a felicidade de esbarrar com uma de suas películas passando na telinha, mais precisamente no canal TCM durante um especial sobre a Guerra do Vietnã. Nem preciso falar qual é a obra cinematográfica de Kubrick, neh?!

Nascido para Matar é baseado em um livro de Gustav Hasford, chamado The Short-Timers. A trama é claramente dividida em duas partes: o Treinamento e a Batalha. Em ambos os segmentos a principal característica fixa-se na frieza/crueldade, no sabor de desumanidade recaída em cada instante. Com certeza é um retrato bem particular de uma das guerras mais contorversas já registradas.

Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora corresponde a altura! Desde as composições específicas para a película até os clássicos da cultura popular, como Paint it Black ressoando nos créditos finais, funcionam. Mas, foram as inserções musicais com ar contraditório que concederam a cena - como se quisessem desdizer o já dito -  as que mais me encantaram.

Desta forma, selecionei duas cenas do filme que combinam músicas improváveis e um gostinho de ironia, bem no estilo ousado de Stanley; Confira:

Ordem dos Vídeos:
Música Original. . ........ . .... Música no Filme
A canção de Nancy Sinatra - como podem ver pela tradução AQUI inclusa - conta a história de uma garota sensual e decidida, pronta para desprezar. Quando da gravação Nancy foi incentivada a cantar como se fosse uma adolescente esnobando um quarentão. Sabendo disto, fica fácil de notar a ironia na cena de Nascido para Matar quando a protagonista do momento é uma prostituta vietnamita tentando conseguir um trabalho. Por mais que, como diria Satine de Moulin Rouge, "a girl has got to eat", garanto que ela estaria pensando no quanto adoraria aniquilar os soldados americanos com suas botas!


Ordem dos Vídeos:
Música no Filme. . ........ . .... Música Original
Que Surfin' Bird é um clássico do surf-rock todos sabem. Ou, caso não se tenha associado o título da música a própria fica aqui uma dica: "Papa-Oom-Mow-Mow". Gravada em 1963 pela banda The Trashmen, a canção logo chegou entre os hits mais executados graças ao ritmo contagiante e letra nonsense super divertida. Até aqui tudo bem. Contudo, ao ver esta música servindo de fundo para cenas de combate emolduradas por sorrisos insensíveis diante da guerra, gera-se certo incômodo. O humor inerente da canção serve de contraste entre o horror e o prazer de matar. A ironia do divertimento perante a destruição do outrem é perfeitamente desenhada com esta soundtrack.


Irônico, não?!


4 de mar. de 2013

Nova Música Brasileira

Queridos Leitores...

Gostaria de apresentar a vocês, algumas novas caras da nossa MPB, que faz alusão ao velho, mas trazendo muito conteúdo novo para nossa cultura.

A música popular brasileira anda à mil nos últimos tempos e temos que conhecer quem anda escrevendo a nossa história musical.

Segue, então, alguns vídeos dignos de serem conhecidos!



                                                  Cinema Americano - Thaís Gulin

Thaís Gulin é uma voz que se destaca... Cantora e compositora, lançou seu primeiro disco em 2007. Queridinha e namorada de, ninguém mais que Chico Buarque, dá uma amostra em "Cinema Americano", do compositor Rodrigo Bittencourt, de como embalar uma música intensa com a maciez de seu timbre.
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                                                            Não consigo - Tono


Tono é uma banda formada por Ana Cláudia Lomelino, Bem Gil, Bruno Di Lullo e Rafael Rocha, faz um som conceitual e cheio de suingue, que mescla sensualidade com regionalismo, e claro, que isso, ao meu ver... Não sou crítica de música, mas posso dizer o que a banda me causa. Foi uma das minhas últimas descobertas e digo, que, fica complicado parar de ouvir. As letras, bem elaboradas e sutis, variam entre metáforas bem boladas de coisas cotidianas do amor, da tecnologia e da decepção até uma música com 2 frases que faz com que o ouvinte viaje no que ela pode querer dizer (Ele me Lê). Sem explicação a mistura... é isso que faz a banda ser tão boa.
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Bogotá - Criolo
                                                         
Segundo o que eu ouvi por aí, Criolo quase desistiu de ser cantor. Durante muito tempo, ninguém deu a atenção que ele merecia. Só que, alguém, que eu também não sei quem foi, ficou sabendo do seu trabalho e resolveu investir nele no meio do rap. Claro que essa música não é um rap de raíz, mas caso queiram descobrir mais coisas desse tesouro que é a música do Criolo, vocês vão se deparar com muita coisa bacana.
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                                                         Devolve Moço - Ana Cañas

Ana Canãs fazia artes cênicas, quando se deparou com Ella Fitzgerald em um teste para um musical e descobriu sua verdadeira vocação. Começou a cantar jazz na noite paulistana, isso depois dos 20 anos. Em 2007, gravou "Amor e Caos", seu primeiro disco, que leva essa bela canção que segue na descrição. Lançou outro álbum, em 2009, intitulado "Hein?!", fez parcerias com cantores renomados, e tem até uma música que compôs a trilha sonora de novela global. Ana já está no cenário musical há uns anos, mas isso não significa que é conhecidíssima, e por isso ela está entre os meus selecionados desse post. Vale a pena conhecer essa sonoridade mesclada de Cañas.
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                                          Zé Cafofinho e as Suas Correntes - Dança da Noite

Zé Cafofinho, o novo nome para o cantor, compositor e multiinstrumentalista, Tiago Andrade. Pernambucano e ativo na cena musical do estado há mais de 10 anos, ele trás com esse novo alter ego seu projeto de pessoa mais madura, com seus companheiros, Cláudio Negrão, Felipe Gomes, Márcio Oliveira, Rapha B, um som extremamente original. Só tenho uma coisa a dizer: Som que causa. Sem definições, como a grande maioria das novas caras da música brasileira, dá uma vontade de ouvir mais e mais.
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                                            Trupe Chá de Boldo - A Rolinha e o Minhocão

Eu não conheço a história da Trupe Chá de Boldo. Coloquei porque nesse último fim de semana eles se apresentaram em Belo Horizonte e eu simplesmente AMEI. Show muito alto astral e dá muita vontade de saber tudo o que eles já fizeram. São 13 integrantes, uma bagunça organizada, com letras bem humoradas e é isso. No mais, se tiverem a oportunidade de ir a um show, não percam. Vale MUITO a pena.
Ah, claro, sem me esquecer, que há poucos dias eles conseguiram o podium do Disk MTV, com seu clipe "Garrafa" e, desbancaram até, Justin Bieber. Merecido. 
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                                                        Suspuro Blue - Dolores 602
                                             
Dolores 602 é uma banda novinha, ainda. De Belo Horizonte, Camila Menezes (baixo) e Isabella Figueira (Bateria) estavam atrás de uma vocalista para montar uma banda, quando, através de uma amiga em comum, conheceram Débora Ventura (Voz e Violão) e Táskia Ferraz (Guitarra). Logo no primeiro dia, elas sentiram aquela química bacana e montaram a Banda. 
Em uma primeira instância, a banda tinha um repertório apenas cover, que abrange o gosto de cada uma delas, muito bem selecionado, que passeava por Rollings Stones, Beatles e Cake até Belchior, Raul, Morais Moreira, Caetano e Chico. 
Hoje, com músicas autorais da banda e de compositores amigos, Dolores 602 encanta à todos por onde se apresenta. Não há quem não se abale com o carisma e competência das integrantes. 

O primeiro disco está em andamento e elas estão ascendendo por aí... Em breve Dolores estará bombando pelos rádios e eu quero ver quem vem aqui comentar que ouviu a voz suave e intensa de Débora nas ondas das AM/FM's.
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                                                                   Lenda - Céu

Essa música pra quem já é fã de Céu, já é passada. Foi uma das primeiras a estourar, junto com seu primeiro disco, "CéU", de 2005. Filha de Edgard Poças, maestro e compositor brasileiro, começou sua carreira artística em 2002, mostrando que o ritmo está nas veias e não dá pra negar. Basta ouvir. 
Céu lançou seu segundo álbum, "Vagarosa", em 2009. Agora está com o ultimo, de 2012, "Caravana Sereia Bloom". Uma delícia de mistura de afrobeat, hip hop, jazz, R&B e por aí vai.


Eu teria muitas outras coisas para mostrar, mas acho que para um post, está de bom tamanho. Gostaria de agradecer às minhas amigas queridas, que me apresentaram grande parte desse repertório que postei e dizer  que, quem mais tiver o que acrescentar, manda aí, que é justo e legítimo a participação de todos.


Aproveitem!

19 de fev. de 2013

Agnete Kjølsrud... é bela e fera!

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Olá, queridos e queridas que acompanham o Antes que ordinárias

Depois de tanto tempo ausente, volto bem ao meu estilo, trazendo um pouco daquilo que eu curto, música!

Para recomeçar minhas postagens nesse blog maravilhoso, nada mais minha cara do que trazer um pouquinho de música que eu gosto e recomendo. Para isto, deixo para vocês uma cantora maravilhosa, que eu simplesmente amo! 
Me refiro a Agnete Kjølsrud, a quem conheci por intermédio de meu marido. Agnete foi vocalista da banda Animal Alpha e atualmente integra a banda  norueguesa, Djerv. A bela é dona de uma voz maravilhosamente única. Eu adoro o jeito em que ela oscila sua forma de cantar. Entre algo que vem a demonstrar uma aparente delicadeza, mas, também, escancarando uma voz forte(com um tanto de agressividade) e bem diferente... longe, muito longe de ser comum!

Realmente, a danada é bela e fera demais... ela arrasa! Confiram!!!






Abaixo, alguns vídeos que super indico.
Eu simplesmente adoro a performance dela neste vídeo.
Madman

Headstone

De sua época com a banda Animal Alpha 
Bundy

Big Surprise

Fire Fire Fire

Este último vídeo, foi uma parceria de Agnete com Dimmu Borgir
Gateways

Então é isso...

Espero que tenham gostado! 

Beijinhos...

Câmbio, desligo!

11 de fev. de 2013

Perfis de Mulher: Carmen Miranda


Em época de carnaval, nos lembramos de grandes nomes do samba. Quem quer dar um toque mais vintage à folia com certeza dança ao som de Carmen Miranda, portuguesa de coração e alma brasileiros, que levou a música e os estereótipos do nosso país para o mundo e, apesar da vida curta, permanece um ícone não apenas na mente dos foliões, mas também de todos que apreciam bons filmes e boa música.
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 1909 numa pequena vila perto do município de Marco de Canaveses, em Portugal. Apelidada de Carmen pelo pai, um amante de ópera, era a segunda de seis filhos. Quando tinha um ano de idade, veio com a mãe para o Rio de Janeiro, onde o pai já estava havia alguns meses. Aos 14 anos parou de estudar e foi trabalhar em uma boutique, a fim de ajudar a pagar o tratamento de tuberculose da irmã mais velha. Aprendeu a costurar e abriu sua própria chapelaria, onde cantava enquanto trabalhava. Esse hábito lhe trouxe a oferta de gravar um disco.
O sucesso de seu disco levou Carmen a seu feito pioneiro inicial: ela foi a primeira pessoa a ter um contrato com uma rádio no Brasil, a Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Suas apresentações no rádio e ao vivo faziam sucesso e, em 1939, ela foi abordada por um agente da Broadway que queria levá-la para seu show. Ela aceitou, com a condição de que seus companheiros do Bando da Lua fossem junto.
O êxito na Broadway se repetiu nos filmes. Sua primeira experiência cinematográfica foi em 1933, no documentário “A voz do carnaval”, mas foi com os musicais que ela se consolidou. Se Getúlio Vargas apoiou sua ida para os Estados Unidos, em um fato inédito, durante a Segunda Guerra Mundial o presidente Roosevelt resolveu usá-la como parte da “política da boa vizinhança”, que consistia em manobras culturais para aproximar os EUA dos países latino-americanos. A ideia funcionou, e os filmes de Carmen fizeram imenso sucesso.
A admiração dos americanos e do povo brasileiro não era compartilhado pela elite do Brasil. Em 1940, ao fazer um evento beneficente, ela foi vaiada e criticada por levar uma imagem negativa do nosso país para o exterior. De fato, era estereotipada os filmes, tendo de falar com forte sotaque. Depois do incidente, gravou a música “Disseram que eu voltei americanizada” e ficou 14 anos sem voltar ao Brasil.
Nos EUA, continuava colhendo os frutos da popularidade: em 1941 foi a primeira e até hoje única latina a imortalizar suas mãos e pés no cimento do Grauman’s Chinese Theater. Em 1945, era a mulher mais bem paga de Hollywood. Infelizmente, este foi também seu último ano de glórias. Seus próximos filmes fracassaram, e sua imagem exótica já não mais agradava. Casou-se em 1947 com um produtor de cinema, David Albert Sebastian, e sofreu um aborto espontâneo no ano seguinte. O casamento também naufragou, embora ela não tenha tido tempo de se divorciar.
Se em uma época ela era adorada e parodiada, lançava moda e hits musicais, agora Carmen era consumida por álcool, tabaco, anfetaminas e barbitúricos. Ela só se recuperou de um colapso nervoso ao voltar para o Brasil, tendo desta vez uma recepção mais calorosa. De volta aos EUA, quis encerrar sua carreira mas, durante a gravação de um episódio do programa de TV “The Jimmy Durante Show”, ela teve um ataque cardíaco. Não se abalou e continuou seus número. Naquela noite, enquanto dormia, teve outro ataque cardíaco, este fatal. Aos 46 anos de idade, estava morta, e seu funeral no Rio de Janeiro foi acompanhado por meio milhão de pessoas.
Selo americano de 2011
Suas músicas ainda são consideradas marcas registradas do Brasil. Sua vida foi objeto de estudo, de livros e documentários. No entanto, o que mais permanece é sua imagem. No início da década de 1940, as lojas norte-americanas foram invadidas por roupas brilhantes, sapatos de plataforma, joias chamativas e chapéus de fruta. Até hoje joias em formato de frutas são confeccionadas inspiradas nela e todo carnaval podemos encontrar um folião fantasiado de Carmen.     

“Vou empregar todos os meus esforços para que a música popular do Brasil conquiste a América do Norte, o que seria um caminho para a sua consagração em todo o mundo.”

Carmen Miranda (1909 – 1955)

4 de jan. de 2013

Peter steele... Type O Negative!

Se estivesse vivo, meu querido Peter Steele - da banda Type O Negative - estaria completando hoje 51 anos de idade.

Para comemorarmos, deixo aqui algumas músicas deste maravilhoso, dono de uma voz singular.





Beijinhos...

Câmbio, desligo!

10 de dez. de 2012

Preparando-se para "feriar"?

Preparando-se para as férias de final de ano?


Então, eis aqui uma música deliciosa pra abrir a temporada de descanso(ou de curtição, farra e afins... que seja!). :)

Essa música, em meu ponto de vista, é mais uma crítica(com uma super pitada de humor) muitíssimo bem sacada que a banda Rammstein fez aos EUA. Como eu disse, apenas meu ponto de vista! 

Ok, prometo que não vou ficar aqui falando o quanto eu acho o Till Lindemann(vocalista) um #lindão... prometo mesmo! *-*


Beijinhos e abraços... 

Câmbio, desligo!

10 de nov. de 2012

Perfis de Mulher: Clara Nunes


A voz do Brasil? Sem dúvida, a voz que melhor cantou as coisas do Brasil: o samba, o mar, a religiosidade, o romantismo e a alegria. Uma exuberância sem igual, vestida como uma praticante da umbanda, sem a produção exagerada de suas contemporâneas, Clara Nunes conquistou o mundo em menos de 40 anos de uma existência intensa.
Nascida Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, num distrito da cidade de Paraopeba, em Minas Gerais, era a caçula de sete filhos. Tendo ficado órfã muito pequena, ficou sob a tutela de dois irmãos, mas teve de se mudar para a casa de outra irmã, em Belo Horizonte, quando seu irmão matou um namoradinho dela. Tragédias à parte, já na infância Clara mostrava ter talento, pois ganhou um concurso de canto aos dez anos, em 1952, e se apresentava sempre no coral da Igreja.
Em Belo Horizonte, trabalhando como tecelã de dia e estudando à noite, Cara foi descoberta por um violinista que, empolgado, levou-a a vários programas de rádio. Seria aos 18 que ela teria o talento reconhecido ao vencer a etapa mineira de um concurso de rádio, ficando com o terceiro lugar na etapa nacional. Dessa vez ela deixou seu trabalho como tecelã para se apresentar na Rádio Inconfidência, sendo considerada por três anos consecutivos a melhor cantora de Minas Gerais. Já assinava o sobrenome Nunes, da família materna. Apareceu no programa de Hebe Camargo antes de ganhar seu próprio programa em uma TV local, em que recebia grandes nomes da música brasileira.
Aos 23 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Sem preconceitos, apresentou-se em bares, casas noturnas e escolas de samba do subúrbio. No mesmo ano ela assinou contrato com a gravadora Odeon e lançou seu primeiro LP, “A Voz Adorável de Clara Nunes”, um fracasso de vendas devido à insistência da gravadora para que o repertório fosse de músicas românticas, como boleros. Três anos depois, a consagração: seu segundo LP, além de ser um sucesso, foi sua porta de entrada para o mundo do samba.
Em 1970 Clara se tornou uma artista internacional ao se apresentar em Angola. Na capa de seu novo LP, o quarto da carreira, ela apareceu com roupas relacionadas às vestimentas afro-brasilerias e passou a adotar esse estilo. Nos anos seguintes, com a venda de LPs aumentando a cada novo lançamento, a cantora foi convidada a se apresentar na televisão de Portugal e também na Suécia e França.      
Seu disco “Alvorecer” vendeu mais de 300 mil cópias, quebrando o tabu de que mulheres não vendiam LPs no Brasil. No mesmo ano, 1974, Clara participou da peça “Brasileiro, Profissão Esperança”, sobre a cantora Dolores Duran. Nos anos seguintes, gravou sua primeira composição própria, “À flor da pele” e participou do lendário show do Riocentro, espetáculo em prol da anistia durante o qual um atentado foi planejado, mas não ocorreu como o esperado. Ela também voltou a Angola e se apresentou na Alemanha e na TV japonesa.  
Clara casou-se com o poeta, compositor e produtor Paulo César Pinheiro em 1976 e, após três abortos espontâneos, teve de se submeter à retirada do útero. Com a negação do sonho de ser mãe, ela focou-se cada vez mais na carreira, obtendo sucesso até o último dia. Em 1983 ela se submeteu a uma cirurgia para retirar varizes que a incomodavam. Um componente do anestésico causou-lhe um choque anafilático que provocou a dilatação de seus vasos sanguíneos, resultando em um edema. Após o problema ser controlado, a cantora permaneceu em coma por 28 dias durante os quais as mais estapafúrdias teorias sobre a causa do coma surgiram entre seus fãs e a imprensa. Clara, temerosa de tomar uma anestesia peridural devido ao risco de ficar paraplégica caso tivesse uma reação, insistiu por uma anestesia geral. Em 2 de abril de 1983, Clara faleceu, dando início a um grande tumulto e comoção durante seu velório, ocorrido na quadra de sua escola de samba do coração, a Portela.     
Mesmo depois da morte, vários discos foram lançados com gravações da cantora, trazendo-lhes novos fãs. Outros álbuns surgiram em sua homenagem, incluindo “Clara Nunes com vida”, em que outros cantores gravaram duetos póstumos com ela. Sua voz também se fez ouvir em diversas coletâneas de música brasileira lançadas em outros países. Sua história virou musical e livro.
O distrito de Cedro, onde Clara nasceu, emancipou-se e adotou o nome de Caetanópolis. Graças ao esforço da primogênita da família, hoje essa cidade conta com uma creche, um acervo, uma casa da cultura, um memorial e um festival em homenagem a ela, que perpetuam o legado desta inesquecível brasileira.   

29 de out. de 2012

Mr. Sandman... ou Mr. Sandman!?


Olhem que coisinha mais fofa... esbarrei com essas "fofolettes"(The Chordettes), inclusive já falei sobre elas aqui no grupo, na postagem "Elas são umas fofolettes!".
As achei umas verdadeiras fofuras e amei encontrar uma música que gosto "so much", Mr. Sandman.

The Chordettes - Mr. Sandman

PORÉM, sempre a ouvi na voz de uma banda que gosto tantão, chamada Blind Guardian. Digamos que seja uma versão mais... é... como diria... mais pancadinha!  


Eu indico que ouçam as duas versões(o segundo vídeo é um clipe que eu adoro! Sugiro que confiram ele todo!!). Tanto o áudio das  Chordettes, quanto o clipe sensacional do Blind (abaixo) são curtinhos e valem a pena. 

Nem preciso dizer que prefiro a segunda versão, né!? Quem me conhece, sabe disso. Apesar de achar as vozes das "gracinhettes" muito lindinhas. Ainda assim, fico com a versão dos rapazes! ;)
 
Confiram a versão com Blind Guardian - Mr. Sandman

A caracterização dos rapazes é muito boa! Showwwwww mesmo!

E aí? Me digam qual vocês preferem! 

 Mr. Sandman... ou Mr. Sandman!?

;)

Beijinhos...

Câmbio, desligo!!

13 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Janis Joplin


Uma artista que revolucionou a música no século XX e conseguiu uma legião de fãs teve sua carreira precocemente interrompida pela morte aos 27 anos, causada por overdose. As drogas e a bebida tolheram sua saúde e muitas vezes prejudicaram suas apresentações, mas não impediram que ela escrevesse seu nome na história da música.  
Nascida Janis Lyn Joplin em 19 de janeiro de 1943 no Texas, era a mais velha de três filhos e, segundo seus pais, sempre demandou mais atenção que os outros. Na adolescência fez amizade com um grupo de pessoas que, como ela, se sentiam excluídas pela maioria. Acima do peso e com a pele marcada pela acne, Janis era motivo constante de chacota por parte de seus colegas. Mesmo depois de famosa, ao participar de uma reunião de ex-alunos, Janis sentiu-se desconfortável e fora de seu ambiente natural.
Janis começou a cantar no coro da Igreja, como muitas outras cantoras de sucesso. Na época de estudante, no entanto, ela preferia se dedicar à pintura. No começo de 1963 ela decidiu sair da Universidade do Texas e ir para San Francisco, onde teve seu primeiro contato com as drogas. Usou muita heroína enquanto gravava suas primeiras fitas, até ser persuadida a voltar a sua terra natal para livrar-se das drogas. Lá ela até pensou em mudar de vida e estudar Sociologia, mas uma apresentação solo em Austin mudou os rumos de sua carreira.
Um promoter da banda “The Big Brother and the Holding Company” a viu e a convidou para se juntar a eles e mudar-se para a Califórnia. A primeira grande apresentação com a banda foi em um templo Hare Krishna. Janis e outros membros do grupo já estavam então há um ano usando drogas intravenosas. Depois do primeiro álbum, a banda começou uma turnê por várias cidades e participou de alguns festivais, mas foi só com o segundo disco, capitaneado por Janis, que eles alcançaram imenso sucesso: “Cheap Thrills” ficou no topo das paradas por oito semanas e vendeu um milhão de cópias em um mês.
O maior destaque dado pela imprensa a Janis em eventos e programas de televisão gerou descontentamento nos outros membros da banda. Em 1969, usando 200 dólares de heroína por dia, Janis deixou The Big Brother e formou outra banda, chamada The Kozmic Blues Band, com a qual fez uma turnê pela Europa no mesmo ano. Outro momento importante com o grupo foi a apresentação em Woodstock. Após uma espera de dez horas regada a uma mistura de drogas e bebida, Janis subiu ao palco mas não ficou feliz com sua performance, mesmo assim permaneceu até o fim do festival. Um problema semelhante ocorreu na apresentação da banda no Madison Square Garden, quando, de acordo com depoimentos, a plateia assistia a seus números sem saber se ela conseguiria chegar ao final. Na ocasião ela cantou com Tina Turner, cantora de quem Janis era fã.
Após o fim de The Kozmic Blues Band depois de um disco e menos de um ano, Janis veio para o Brasil, onde parou de beber e usar drogas e se envolveu com David Niehaus, rico estudante Americano que estava dando a volta ao mundo. Ela e Niehaus romperam após a volta aos EUA, uma vez que Janis não estava disposta a deixar a carreira em segundo plano para viajar com David e ele também não tolerava que ela usasse drogas. Então ela fundou a Full Tilt Boogie Band, com a qual iniciou uma turnê e a gravação de um álbum que não terminaria.
Janis no Brasil
Em 4 de outubro de 1970 ela foi encontrada morta em um quarto de hotel. Ela estava neste hotel de Los Angeles desde o final de agosto para a gravação do album Pearl, nome que faz referência ao apelido dado por seus amigos. Também estava noiva do estudante Seth Morgan, que na época tinha 21 anos. Poucos dias antes de morrer havia gravado uma mensagem musical para o aniversário de 30 anos de John Lennon.  Hoje a hipótese mais aceita é a de que sua morte foi causada por uma overdose accidental, visto que ela recebera um tipo de heroína muito mais forte do que estava acostumada, o que aconteceu com outros usuários na mesma época. Sua morte chocou o mundo da música, que dezesseis dias antes havia perdido o guitarrista Jimi Hendrix, também aos 27 anos.     
Comparada a grandes músicos como Elvis Presley, tinha uma presença única e elétrica. Seu disco póstumo foi um grande sucesso e influenciou inúmeras outras bandas e cantores. Seu estilo despojado virou marca dos hippies na década de 1970 e suas tatuagens abriram uma porta para que os desenhos no corpo passassem a ser melhor aceitos pela sociedade. Dezenas de compilações de suas músicas foram feitas e muitos livros foram escritos. Uma biografia lançada por sua irmã em 1992 virou peça de teatro em 2001. No ano de 1979 o filme The Rose foi feito inspirando-se na vida da cantora, mas até hoje ela ainda não ganhou sua merecida cinebiografia.   

“Quando eu canto, eu me sinto como quando você se apaixona pela primeira vez. É mais que sexo. É quando duas pessoas têm o que realmente se pode chamar de amor, quando você toca alguém pela primeira vez, mas é enorme, multiplicado por todo o público.”
Janis Joplin (1943-1970)                      

17 de set. de 2012

Playlist Cegos na Música

A perda de um sentido ou função faz com que os outros fiquem mais aguçados. É uma regra básica da sobrevivência humana, a compensação para uma melhor adaptação. E graças a esta forma de moldar-se as possibilidades e necessidades é que o universo musical agradece; Afinal, alguns dos melhores, mais bem afinados e ousados músicos foram "vítimas" da perda da visão e "vencedores" na magia da audição.

Por conta disto, montei uma playlist com músicos cegos e suas canções/interpretações:


Ray Charles


Stevie Wonder



Diane Schuur



Jose Feliciano



Blind Willie McTell



Terri Gibbs



Moondog



Nobuyuki Tsujii
What is a soul? It's like electricity - we don't really know what it is, but it's a force that can light a room. 

10 de set. de 2012

Hoje vamos de Brasil... vamos de Marisa Monte!

Percebendo que minhas postagens sobre música sempre envolveram artistas de outros países, hoje resolvi mergulhar um pouco na música brasileira e postar preciosidades de uma cantora espetacular que eu gosto MUITO, Marisa Monte.

Dona de uma beleza única, com uma voz singular, essa grande artista vai enfeitar a sessão música desta semana, aqui no Antes que ordinárias.

Então, vou postar algumas músicas que eu aaaaaaaaaaaamo ouvir na voz dessa maravilhosa!

O xote das meninas...
Essa música não é dela... eu sei (todos sabem)... mas resolvi iniciar com ela, pois simplesmente aaadooooro escutá-la na voz da lindona Marisa Monte. Uma delícia!!! 
 
A sua

Velha infância

Gerânio

É você

Na estrada
Essa eu já cantei inúmeras vezes em meus ataques de pseudo cantora! *-*

Infinito Particular
Bem leve

E por último deixo para vocês o recente clipe da Marisa com o atleta Anderson Silva:
Ainda bem 
Confesso que à primeira vista não fui fisgada pela canção. Mas, depois de ouvir mais vezes me encantei pela composição. 

Me despeço, desejando que vocês tenham gostado da seleção de músicas dessa semana. Por mim, colocaria mais inúmeras outras, contudo vou parando por aqui. Mas, antes, deixarei algumas imagens dessa mulher sensacional!
Todas as fotos foram retiradas do site: http://www.marisamonte.com.br/pt/fotos/
Beijinhos...
Câmbio, desligo!