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23 de mai. de 2012

Conhece-te a Ti Mesmo

Como primeiro post, fiquei pensando se deveria pegar mais leve ou esculhambar de vez, já que o assunto aqui é sexualidade.

Em todo caso, acho que não foi por esse viés que peguei o fio da meada, e resolvi que um bom assunto para começar uma coluna sobre sexo seria masturbação.

Tratada por grande parte das pessoas como tabu, principalmente no meio feminino, é uma prática iniciada bem antes de termos ideia do que ela representa, além de ser um momento para conhecermos nosso corpo.
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Quem nunca se masturbou, que atire a primeira pedra. E não é só do ato comumente identificado como masturbação que estou falando. Digo, também, sentar-se com as perninhas um pouco mais cruzadas no 'balancê-balancê' do ônibus, da duchinha do chuveiro na hora do banho, do travesseiro entre as pernas para dormir. E para os meninos, aquele momento em que ficam esfregando seus companheiros mais amados em algum lugar. Isso tudo é um ato masturbatório. Desculpem-me tirar de vocês a doce ilusão de que isso não é 'tããão' masturbação assim.

Poderia até mesmo dizer que coçar-se ou machucar-se compulsivamente é, também, uma forma de estímulo auto-erótico identificado como masturbatório, mas não será por essas vias que estou querendo enveredar e muito menos, ser apedrejada na rua por um dito tão infame. [Ironia mode on - para os desavisados].

De qualquer modo, estimular-se sexualmente é coisa natural, e pelo meu ponto de vista, crucial. Para uma vida sexual mais interessante e desinibida, é certo que se você conhece seu corpo, vai poder tirar muito mais proveito e prazer de uma relação a dois (Ou a quantos quiser. Vai saber as preferências variadas por aí, né?!) . E nada mais coerente do que você se tocar para saber onde é que estão os pontos mais interessantes de seu corpo.

Essa é uma atividade que começa lá nos primórdios de nossas vidas, mas é descoberta como tal, quando já se tem uma idade mais avançadinha. Quero dizer, avançadinha é lá para uns sete ou oito anos de idade, quando a gente vai começando a se tocar com a incerteza de que aquilo é errado, mas certos de que ninguém pode ver.

Nessa idade não sabemos o que estamos fazendo e nem pra qual finalidade, mas é gostoso e começa quando um quentinho ou vontade de fazer xixi incessante surge (para as meninas) e o 'amigão' dos meninos começa a ficar assanhadinho demais. Acho até, que no caso dos meninos, nem é necessário que ele fique assanhado. O fato de tê-lo ali, eternamente pendurado neles, já basta, para nas horas vagas, ficar brincando.

E a gente pega, esfrega, alisa, entre outras 'cositchas' que fazemos, gostamos. Eventualmente, vem uma outra sensação logo em seguida, completamente diferente, mas muito gostosa, que deixa o corpo meio tenso, a respiração ofegante e acaba rápido. Ah, e claro... Não adianta tentar manter e nem tentar tê-la de imediato novamente, porque demanda um tempo para que volte.

Gente, mas isso não é fantástico? Uma descoberta dessas em seu próprio corpo não pode ser algo ruim. É uma pena que, junto dessa sensação física muito louca e satisfatória, muitas vezes, vem um sentimento muito inconveniente chamado Culpa.

Não é sempre e nem todos que sentem culpa, mas é bastante comum, principalmente para as meninas, e que infelizmente, na maioria dos casos, a culpa não é passageira e a sujeita cresce com aquilo guardado. Isso, quando não pára de vez de se tocar ou nega até a morte que o faz.
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Ah, galera, por que cargas d'água uma coisa tão natural, gostosa e relaxante tem que ser tão pesada e tomada como tabu? Na verdade, eu nem sei porquê é que eu citei a parte masculina da história aqui, já que falar de 'punheta' é algo tão banal. Acho até, que tem muitas meninas que não sabem que a nomenclatura popular para a ‘punheta’ feminina é ‘siririca’. (Não gosto dessa palavra. Ela me lembra siri e não vejo o menor sentido pra ela ter a denotação que tem.)
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Enfim, é bom que reflitamos se nos conhecemos ou não, se sabemos onde é que nosso corpo arrepia, responde, sente prazer ou não sente nenhum. Quais são os carinhos que você gosta? Você sabe? Qual o tipo de toque o qual você responde mais? Todas essas são perguntas que temos a resposta na ponta dos dedos. Basta não ter medo de usá-los.