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5 de mar. de 2013

Dois Momentos Irônicos na Trilha Sonora de Nascido para Matar


No post do Questionário Cinematográfico respondi algumas questões com filmes de um cineasta adorado por muitos, inclusive por mim: Stanley Kubrick. Neste final de semana tive a felicidade de esbarrar com uma de suas películas passando na telinha, mais precisamente no canal TCM durante um especial sobre a Guerra do Vietnã. Nem preciso falar qual é a obra cinematográfica de Kubrick, neh?!

Nascido para Matar é baseado em um livro de Gustav Hasford, chamado The Short-Timers. A trama é claramente dividida em duas partes: o Treinamento e a Batalha. Em ambos os segmentos a principal característica fixa-se na frieza/crueldade, no sabor de desumanidade recaída em cada instante. Com certeza é um retrato bem particular de uma das guerras mais contorversas já registradas.

Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora corresponde a altura! Desde as composições específicas para a película até os clássicos da cultura popular, como Paint it Black ressoando nos créditos finais, funcionam. Mas, foram as inserções musicais com ar contraditório que concederam a cena - como se quisessem desdizer o já dito -  as que mais me encantaram.

Desta forma, selecionei duas cenas do filme que combinam músicas improváveis e um gostinho de ironia, bem no estilo ousado de Stanley; Confira:

Ordem dos Vídeos:
Música Original. . ........ . .... Música no Filme
A canção de Nancy Sinatra - como podem ver pela tradução AQUI inclusa - conta a história de uma garota sensual e decidida, pronta para desprezar. Quando da gravação Nancy foi incentivada a cantar como se fosse uma adolescente esnobando um quarentão. Sabendo disto, fica fácil de notar a ironia na cena de Nascido para Matar quando a protagonista do momento é uma prostituta vietnamita tentando conseguir um trabalho. Por mais que, como diria Satine de Moulin Rouge, "a girl has got to eat", garanto que ela estaria pensando no quanto adoraria aniquilar os soldados americanos com suas botas!


Ordem dos Vídeos:
Música no Filme. . ........ . .... Música Original
Que Surfin' Bird é um clássico do surf-rock todos sabem. Ou, caso não se tenha associado o título da música a própria fica aqui uma dica: "Papa-Oom-Mow-Mow". Gravada em 1963 pela banda The Trashmen, a canção logo chegou entre os hits mais executados graças ao ritmo contagiante e letra nonsense super divertida. Até aqui tudo bem. Contudo, ao ver esta música servindo de fundo para cenas de combate emolduradas por sorrisos insensíveis diante da guerra, gera-se certo incômodo. O humor inerente da canção serve de contraste entre o horror e o prazer de matar. A ironia do divertimento perante a destruição do outrem é perfeitamente desenhada com esta soundtrack.


Irônico, não?!


22 de fev. de 2013

Depoimento de Mulher

Em meus textos, poesias, sempre falei/falo da feminilidade e do universo que é Ser Mulher – já que vivemos num limiar fantástico entre a sensibilidade e a razão, entre a força e a delicadeza, cada uma na proporção que julga acertada.
Somos a diversidade!

Os homens, em sua maioria, não conseguem compreender porque tamanha complicação existe na mulher quando o quesito é definir-se, amar-se, aceitar-se. Alguns até julgam tratar-se de pura frescura ou mesmo insanidade. Só que se esquecem da quantidade de funções e pré-definições que cada uma acaba aglomerando ao longo do tempo. A mulher não é apenas mulher: é mãe, é profissional, é amante, é amiga e mais outras tantas subdivisões inclusas nisto. Complicado resta localizar-se nesta confusão toda.

Levei muito tempo para compreender quem sou e mais outro tanto para permitir-me ser/gostar de quem eu sou. Agora estou confortável em minha pele, sem demagogias, sem frases feitas, estou de bem comigo. Para chegar neste ponto não foi nada fácil, vi-me presa em idéias do que seria correto, bonito, aceitável, que em muitas ocasiões não se encaixavam comigo e destruíram a minha auto-estima. Tenho certeza que não fui a única que teve que atravessar o inferno para notar que o céu em mim já residia.

Logo de pequena aprendi que existem duas realidades competindo entre si: A masculina e a feminina. Sendo que a primeira deveria brincar de bola, de carrinho, enquanto a segunda seria delicada e adoraria bonecas. Nunca fui assim. Sempre gostei de sujeira, de futebol e de brigar; Uma verdadeira moleca! Por um tempo ouvi comentários de como minha postura era inadequada e de menino. O bom de criança é isso, eu ouvia e não ligava. Só queria continuar como sempre.

Já na adolescência, continuei atípica. Não era de maquilar-me, ou de usar a última moda, ou mesmo de sair paquerar e ter um chilique porque "Aquele" guri que todas gostavam veio falar comigo. Usava roupas largas – algumas até do meu pai – num estilo beirando ao grunge. Não era depressiva, só fechada. Comecei a duvidar de mim.

Neste âmbito de questionamentos percebi-me fraca perante o ambiente. O primeiro ataque recai sobre a aparência. Pensava: “Não sou bonita. Desprovida de charme. Gorda.” E mais outras tantas besteiras que não calavam. Depois, comecei a achar que ser estudiosa também era um problema. Também via a sexualidade como algo até certo ponto limitado.

Por muitos anos pensei sim que a mulher tinha que ser: Magra, esbelta, inteligente – mas não demais –, delicada e sexualmente refreada. Dá para acreditar que na era digital, após tantos anos de acontecimentos marcantes para o feminismo, o conceito que me foi repassado era este! (Palhaçada, não é mesmo?)

O que me causa mais espanto é que ainda muitas mulheres entendem isto como sinônimo de feminilidade. Senão na totalidade, em partes. Por alguma razão estamos emperradas em quatro obstáculos, quatro papéis que, em separado, apenas servem para barrar a magnitude pessoal de cada uma de nós.

Nos prendemos a FÊMEA, exigindo que nossa aparência deve ser a mais perfeita e padronizada possível. Quando é a diferença que nos torna atraentes, interessantes. Se for magrinha, adore suas linhas retas, abuse das cores, arrase na sua miudeza. No caso de ser gordinha, ressalte as curvas, caminhe como se o mundo devesse seguir cada voltinha sua, idolatre sua abundância. Muito busto? Pouco Busto? Quadril largo? Fino? Alta? Baixa? Seja você, valorize você. Afinal, temos sorte, somos naturalmente lindas!

Emperramos na MÃE/ESPOSA. Ao contrário do dito, nem todas as mulheres tem os mesmos objetivos, a mesma ideia de família. Eu sonho em ser mãe, mas você pode não querer isto e está tudo bem. É um espírito livre e não pensa em casar? Ou acha que casar com seus 40/50/60 anos é o ideal? Ok. Ainda se critica as que escolhem um caminho diferente, rotula-se. Ser mulher é estar além disto e não ligar para tais. Seguir seu caminho conforme você julga certo; Isto sim é viver a sua infinidade.

Ficamos congeladas na PROFISSIONAL. Ambicionamos muito e somos incrivelmente capazes. Na expansão que vivemos, sabemos de nosso poder. Todavia, ainda há quem se intimide com a figura de uma mulher bem-sucedida, inteligente e decidida. Não devemos viver somente para o trabalho, isto é certo; Fechar os encantos em prol de terceiros. Podemos e devemos ser profissionais e femininas. Afinal, um lado não afeta o outro, não é verdade?

Travamos diante da VÊNUS. A sexualidade sempre será tabu e nem se sabe o porquê. Acredite na sua e a explore de maneira saudável e segura. Pense em você e não apenas no seu companheiro(a). Somos desejo somado a emocionalidade e devemos provar da nossa amplitude.

O que é ser mulher hoje senão o encontro de todas estas áreas em harmonia? Ainda estou muito longe do ideal; Vejo-me bem mais próxima, no entanto. Agora me sinto mais segura, fiel aos meus princípios, adorando a beleza real que há nas particularidades minhas. E todas nós merecemos este equilíbrio almejado. Como já se cantou em Pagu: “Porque nem toda feiticeira é corcunda; Nem toda brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem...”. Somos iguais e opostas, corajosas e sem medidas; Desejo que, nesta miscelânea toda, possamos aproveitar a magia de cada aspecto, tornando-nos fortes como nascemos para ser.

Afinal, somos guerreiras e deusas do cotidiano.

18 de fev. de 2013

Crise de Abstinência de Magia


Hoje não consigo parar de ouvir uma certa música do ZZ Top - Over You; Aquela voz cortada implorando por encontrar uma forma de esquecer o passado, mantendo a resistência necessária para levantar-se e mudar de vida... Impossível deixar de correlacionar conosco, não é verdade?


Há quem diga que a insatisfação é condição humana primordial, não se exaure. Penso, particularmente, que a questão não se rege pela satisfação do esperado, mas, pela busca por tal. Afinal, que força motriz consideraria a mudança se o aguardado não fosse extraordinário? Esta foi a premissa que enxerguei na película Broken English de 2007. A personagem principal Nora Wilder está vivendo uma sequência de eventos cômodos, os quais chama de vida. Na casa dos 30, solitária e confusa, Nora inicia uma jornada de pequenos trajetos rumo ao equilíbrio. Entretanto, em que pese jure ser amante da estagnação, vê-se arrebatada ao conhecer Julien. Uma atitude drástica é o que lhe resta.

  • Atire a primeira pedra quem nunca quis acordar da apatia diária.
Qual é a melhor forma de escapismo para uma realidade melhor? Sou das que foge ou em letras ou em cenas; Quando escolhi este filme, estava fugindo daquela insatisfação pungente de quem tem manias de poeta. Não imaginava eu que esbarraria com um leve contorno dos meus medos e anseios. Carregamos a vida ou o seu fluxo é que nos conduz? A resposta sempre vem depois de uma ressaca moral, precedida de uma conjugação de passos anestesiados... Um dia você acorda e percebe que deixou de perceber; Seu trabalho é automático, seus gestos são uma cópia apagada dos de ontem, seus relacionamentos rasos. Um dia você acorda em apatia. O que resta é agir ou continuar. Norma agiu, ZZ Top agiu, eu agi.... e você? Vai ficar só na crise ou correr em direção a magia?

- It’s not wrong to want someone to love you. Most people are together just so they are not alone. But some people want magic. I think you are one of them. 
- Something wrong with that? 
- Nothing, but it doesn’t happen all the time.


— Broken English


Quando falo em magia, não tento expressar algo tão inalcançável quanto o conceito literal prega. Não! Imagino as escolhas que evitamos por comodismo e que, no final da equação, fariam a diferença necessária para um melhor estado de espírito. Acomodar-se até as situações mais desagradáveis é fácil; O complicado é encarar a mudança. Nisto baseia-se o filme Good Dick de 2008, o qual traz uma jovem problemática, presa em si mesma, mas que, graças a estas intempéries da existência, encontra alguém disposto a impor uma alteração.

  • Confronta-te!
Já parou na frente do espelho perguntando-se: Como me transformei em quem sou? Gosto disto? Por mais que as circunstâncias do ontem sejam bagagens pesadas e assustadoras, uma hora temos que enfrentar o que está escondido nas reentrâncias caladas do passado. Encarar, selecionar e deixar para trás. Somente abrindo espaço é que o novo pode aninhar-se. Quer uma perspectiva nova em sua vida? Que tal começar dando um novo passo, tomando um novo rumo, bancando seu guia pessoal ao mágico...   

Que vida?! O que você faz? Você não faz nada!

- Good Dick

... Já disse Anäis Nin:
"Nego-me a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária, a estabelecer relações ordinárias. Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Adapto-me a mim mesma."

13 de fev. de 2013

Lya Luft, Madame Bovary e 50 Tons de Cinza


Então, está no ar mais um vídeo do nosso vlog - estreando as atividades de 2013 neste quesito. O mesmo traz uma análise comparativa entre três livros e a evolução social feminina: Identidade pessoal X Repressões. Segue:


Os livros citados no vídeo são:

  • A Mulher, O Lúdico e O Grotesco em Lya Luft (Maria Osana de Medeiros Costa): Ótima leitura, a autora fez um apanhado curiosos sobre as personagens femininas no universo Luftiniano, correlacionando com a sociedade patriarcal e elementos Freudiano.
  • Madame Bovary (Gustave Flaubert): Clássico literário com um certo ponto mítico em sua publicação, já que o autor chegou a ser preso em função da obra ter sido considerada promíscua, além de que teria sido baseada em eventos reais.
  • 50 Tons de Cinza (E. L. James): Romance com pegada de "soft porn" e um tom tradicional daqueles folhetins açucarados. É uma leitura para entretenimento, recomendada aos fãs do estilo.
Espero que tenham gostado,
Até mais!

4 de fev. de 2013

8 Exames Essenciais para as Mulheres Acima de 20 anos


Que cuidar da saúde é importantíssimo, todo mundo sabe. Infelizmente, entre saber e cuidar-se há uma lacuna corriqueira. Em que pese saibamos da importância de mantermos uma rotina de cuidados e exames, deixamos para verificar nossa condução de saúde somente quando presenciamos sintomas. Acredito que até seja cultural nos mantermos em uma posição de tratamento e não de saúde preventiva - como deveria ser. Desta forma, valendo-me de uma matéria feita pelo site Assunto de Mulher, em que este elencou alguns exames essenciais para que as mulheres acima de 20 anos e sexualmente ativas, listo os mesmos abaixo: 


  • Exame Pélvico e das Mamas: Trata-se de uma observação visual do colo do útero, com toque e apalpação dos órgãos reprodutivos e dos dos seios. Tem como objetivo a verificação da presença de corrimentos anormais e infecções ou doenças na região do colo do útero, e de nódulos e outras irregularidades nos ovários, trompas e nas mamas. Todas as mulheres de mais de 20 anos que tem vida sexual ativa devem realizar o exame junto ao seu médico. Em geral é feito anualmente, quando fora de situações de risco. Contudo diante destas situações - início precoce da atividade sexual, gravidez antes dos 18 anos, mais de quatro gestações, multiplicidade de parceiros, histórica de doença venérea, higiene vaginal precária - fica a critério do médico.
  • Mamografia: Trata-se de uma investigação radiológica das mamas que serve para detectar microcalcificações e outros sinais do câncer de mama. Todas as mulheres com mais de 30 anos devem realizar o exame. Depois do primeiro, a cada três anos, quando fora de situações de risco, do contrário, anualmente. Neste exame as condições de risco são vitais para determinar a frequência em que deverá ser efetado e, em alguns casos, quando. Referidas situações são: Mulheres com história familiar de câncer, ou que menstruaram cedo, ou que não tem filhos ou que engravidaram após os 30 anos. Destaca-se que o auto-exame mensal é indispensável para toda a mulher - independente de idade e fatores.

  • Papanicolaou (útero): Análise de células retiradas do colo do útero, com o fim de detectar o câncer de colo de útero. O exame deve ser feito por todas as mulheres com mais de 20 anos que possuem vida sexual ativa; Anualmente, no início, durante três anos consecutivos. Diante da ausência de irregularidades depois disso, a critério médico.
  • Colposcopia (útero): É a observação visual do colo do útero ampliada com o auxílio de fonte de luz e lupa, detectando a presença de infecções, irregularidades ou sinais de doenças. Deve ser feito pelo mesmo grupo e com igual frequência ao Papanicolaou.
  • Colesterol e Triglicérides: Trata-se da análise laboratorial do sangue, com o intuito de prevenir doenças cardiovasculares. De modo geral, todas as mulheres com mais de 35 anos devem realizar este exame a critério médico. Contudo, devem ficar mais atentas as fumantes, hipertensas, com história familiar de colesterol elevado ou com obesidade.
  • Glicemia de Jejum: Outro exame oriundo da análise laboratorial do sangue, todavia, este busca prevenir o diabetes. Como no caso do anterior exame citado, todas as mulheres de mais de 35 anos devem fazê-lo a critério médico; Havendo um maior risco as mulheres com suspeita de distúrbio associados à produção de insulina.
  • Eletrocardiograma em Repouso: Trata-se de uma observação da frequência cardíaca em descanso, para detectar problemas com o batimento cardíaco.As doenças e os problemas cardiovasculares estão em constante crescimento na ala feminina. Assim, exames como este tornaram-se essenciais, especialmente as mulheres de mais de 35 anos. 
  • Eletrocardiograma de Esforço:  Similarmente ao anterior, este exame conta com a observação da frequência cardíada em movimento acelerado, medindo o potencial adequado de esforço físico. Deve ser feito a critério médico, em especial com mulheres de mais de 35 anos, sedentárias, em início de condicionamento físico.
Vale destacar aqui para as futuras mamães que, durante a gravidez, todos os exames e acompanhamentos do pré-natal são INDISPENSÁVEIS para uma boa gestação e garantia de saúde ao bebê.

E vamos nos cuidar melhor, afinal, nós merecemos!

3 de nov. de 2012

10 Mães Apavorantes do Cinema

A figura materna de forma geral é associada a zelo e carinho; Aquele ser disposto a tudo pelo bem estar de sua "cria". Contudo, as pessoas são falhas, obscuras e imprevisíveis. Verdade seja dita, estamos distantes do que é tido como ideal. Como o cinema terror é baseado nos equívocos de caráter, nas más escolhas e - é claro - no lado sombrio da humanidade, obviamente que as Mães não fugiriam a regra. Para comprovar tal, fiz uma lista com 10 das Mães Mais Apavorantes do Cinema; Confira:


Mrs. Bates
Psicose (1960)
E quem é a pedra basilar das mães insanas? Claro que um fruto de uma película sob o olhar da mente inquieta de Alfred Hitchcock! A história deste jovem que sofre com a dominação da mãe e seus resultados extremos é tão bem trabalhada que acabou abrindo precedentes até hoje seguidos.

Lucy Harbin
Almas Mortas (1964)
Aqui a mãe do filme foi internada em um Hospital Psiquiátrico após matar seu marido e a amante dele com machadadas - detalhe, na frente da filha. Após 20 anos de internação ela é liberada e se reúne com a filha, já adulta. Contudo, as mortes voltam a acontecer... Coincidência?

Margaret White
Na minha sincera opinião esta é a PIOR mãe dos cinemas (e literatura)! Usando da religião como desculpa para torturar a pobrezinha da Carrie, deixa claro que o fato desta ter nascido mulher já era por si só pecado. Abusiva ao extremo - louvores para Piper Laurie que está surreal no papel -, com certeza não facilitou para a filha, que além de sofrer bullying no colégio era telecinética. Como é que Carrie teria alguma chance com uma mãe destas?

Mrs. Wadsworth
The Baby (1973)
Mais uma mãe abusiva para a lista, esta acompanhada de suas duas filhas. Este terror cult com ares de drama, conta a história de uma assistente social que tenta ajudar um garoto de 21 anos vivendo como um bebê, literalmente. Proibido de falar, andar e crescer intelectualmente por seus familiares, fica num berço e é submetido a castigos.

Vera Cosgrove
Fome Animal (1992)
Quem diria que Peter Jackson sairia do Gore para o Oscar! Nesta película de zumbis, com boas doses de sustos, humor e gosma, Vera Cosgrove se mostra uma mãe castradora e dominadora - até mesmo depois de "morta". 


Beverly R. Sitphin
Uma mãe suburbana esconde um segredo: É uma Serial Killer! Nesta sátira com pitadas de horror de John Waters - aquele de Pink Flamingos - traça-se o perfil de uma verdadeira psicopata. Alguns detalhes do filme são inesquecíveis, como a referência ao Almas Mortas, acima citado.


Gertrude Baniszewski
Baseado em uma história real, este drama - que para mim soou como terror psicológico - conta a história desta garota deixada pelos pais aos cuidados de Gertrude, uma mulher amargurada e sem vocação para ser mãe, em que pese tenha vários filhos. Os abusos cometidos por ela e/ou incitados pela mesma a serem cometidos pelas outras crianças são revoltantes. Neste link você pode ler sobre o crime real. 


Mrs. Pamela Voorhees
Ah... Não dava para deixar de comentar sobre a mãe de Jason. Esta sim é a verdadeira percursora da franquia, e tudo isto por vingança! Aparentemente, talento para a matança pode ser genético.


Joan Crawford
Você pode me perguntar: Mas, a atriz Joan Crawford? Ela mesma, sob a ótica da filha que escreveu uma biografia chamada Mommie Dearest, contando todos os abusos que sofreu por parte da estrela. Nos anos 80 levou-se a história para o cinema. O quanto disto é real, não sei. Mas, com certeza a Joan Crawford retratada no filme é uma mãe apavorante! No blog La Dolce Vita há um post bem interessante comentando sobre o filme.


Dorothy Yates
Frightmare (1974)
Nesta produção inglesa a matriarca da família é completamente desajustada. Assassina por compulsão, nem  o tempo em que foi internada ajudou, ao retornar para a sociedade mantém os antigos e pavorosos hábitos. 


Só para terminar de dar o tom desta lista, deixo aqui o bom e assustador curta metragem espanhol intitulado Mamá:


2 de nov. de 2012

Assunto de Mulher: Quando Compreendi o que é Amor

Sempre vi o mundo como este lugar onde eu realmente não pertencia.

O título pode até soar pretensioso, como compreender o amor (falo aqui do romântico)? Não há como delimitar o sentimento em uma definição específica, ou mesmo uma manifestação tal que impeça a dúvida. Sei disto. Mas, a percepção pessoal do que seria esta vastidão ilusória que mistura tesão e carinho, esta sim pode ser revelada. O meu instante ocorreu frente ao filme Antes do Amanhecer, ainda nos idos da boa época da Sessão da Tarde.

Se me perguntarem qual o filme que eu considero mais romântico, com certeza seria este. É simples, arreigado a segundos de compartilhamento e reconhecimento pessoal. Poderia definir como: Uma conversa incessante de duas almas. O arrebatamento é construído  na importância das palavras cedidas e recebidas. Para alguns pode ser visto como "sem graça", para mim é a própria definição do que a intensidade significa, um mergulho interno sem pudores.

Celine e Jesse se conhecem no caminho de suas viagens. Cruzaram e arriscaram, mudando o trajeto para que algumas horas fossem vividas juntas. Há uma ousadia nesta ação, nem falo por serem desconhecidos, quando os dois optaram por saltar do trem, não temeram baixar a guarda e revelar-se. O trivial costuma dominar as relações de hoje... Eles tinham um dia, fizeram mais do que muitos fazem em uma vida.

Numa das cenas mais bonitas da película - que é repleta de momentos preciosos - o casal discute sobre o que seria mais importante na vida. Neste diálogo Celine definiu o amor como algo divino, residindo no espaço entre duas pessoas. Em suas palavras: "Se há algo de mágico neste mundo, deve estar na tentativa de compreender alguém, compartilhar algo. Sei que é quase impossível ter sucesso... Mas, quem se importa? A resposta deve estar na tentativa.":


Em que pese hoje viva um momento mais Jesse, querendo alguma coisa além, as pouquíssimas vezes em que me apaixonei - não sou daquelas que faz juras de amor tão facilmente - vi-me como Celine; Buscando  perceber o espaço entre nós dois.

Para mim não é possível falar de amor sem o conforto de "ser eu mesma" e vice-versa. O silêncio é um outro bom indicativo disto, as vezes palavras não valem tanto quanto o estar junto, ao som de Kath Bloom.


Celine e Jesse se perderam durante anos, até se reencontram no Antes do Pôr-do-Sol. Rever os dois e notar que aquela noite sobre as estrelas foi o referencial de amor deles, só me fez acreditar mais e mais de que compreender o sentir assim não era errado. Quem sabe um dia eu tenha a sorte e encontre o que não temo procurar.

Você não pode substituir ninguém... porque todos somos feitos de belos e específicos detalhes.

8 de set. de 2012

Martha Beck: Quando um Coração Solitário Mata


Aqui no blog já foi comentado sobre casais assassinos e o estrago deixado por eles. Este é mais um destes casos, onde duas pessoas em sintonia maligna unem-se no intento de levar suas fantasias mais perversas ao concreto. Alguns se conhecem pelo acaso, outros - como na história de Martha e Raymond - estavam procurando encontrar. 

Martha era uma mulher insegura com seu peso, oriundo de um problema glandular que também causou-lhe uma puberdade precoce. Durante seu crescimento Martha teria sido abusada sexualmente por seu próprio irmão. Ao contar a sua mãe, esta agrediu-lhe afirmando que a culpa era dela. Depois disto o assunto foi ignorado e ela continuou estudando até formar-se em enfermagem, entretanto, não conseguiu emprego mafacilmente devido ao seu peso. Quando conseguiu foi numa funerária. Mas, não aguentou muito tempo e largou o emprego para ir a Califórnia.

Foi aí que ela conseguiu trabalho num hospital e engajar num comportamento sexual lascivo. De uma destas aventuras acabou engravidando, todavia, o pai não quis assumir a criança. Sem alternativa, ela retornou a sua cidade e inventou a história de que estava casada com um soldado, o qual faleceu em combate. Sua filha nasceu e pouco tempo depois ela retornou a engravidar, desta vez casou-se com um motorista de ônibus chamado Alfred Beck. O casamento não durou e ao ver-se com dois filhos e sem perspectiva, Martha procurou uma resposta escapista em revistas, livros e filmes românticos. Isto tudo até 1947, quando ela colocou um anúncio na sessão "Lonely-Hearts" - Corações Solitários - de um jornal; Este foi respondido por Raymond Fernandez.

No instante que estes dois ingressaram num romance intenso o rumo de suas vidas cruzaram com a de suas vítimas; Martha perdeu o emprego, entregou seus filhos para o Exército da Salvação e passou a aplicar golpes junto com Raymond. Tais golpes consistiam em Martha posar de irmã de Raymond, enquanto este seduzia a vítima e retirava-lhe dinheiro. Beck sempre mostrou-se ciumenta e violenta com a possibilidade de Fernadez engajar numa relação sexual com as vítimas, assim, sempre vigiando de perto.

Aos poucos o temperamento colérico de Beck evidenciou-se, sendo que em 1949 a dupla matou 3 pessoas:  + Janet Fay: A mesma, com 66 anos, ficou noiva de Raymond durante uma das ações da dupla; Contudo, Beck flagrou os dois na cama e deu uma martelada na cabeça dela e depois a estrangulou;
Delphine Dowing e sua filha: O golpe seguinte foi na jovem viúva Delphine, a qual possuía uma filha de 02 anos, esta passou a manter um comportamento agitado que era manejado pela dupla através de comprimidos. Num dia a garotinha de 02 anos caiu num choro descontrolado e Beck irritou-se matando-a afogada numa bacia de água. A vitimização por assassinato foi o destino de Delphine. As duas foram enterradas no porão da casa. Os vizinhos estranharam e denunciaram. Foram presos em 28 de fevereiro de 1949.

O julgamento foi extremamente sensacionalista, especialmente no que tangia ao comportamento sexual do casal. A sentença final foi a execução na cadeira elétrica, a qual ocorreu em 1951.

A história destes assassinos em lua-de-mel teve duas versões cinematográficas, uma de 1969 chamada de The Honeymoon Killers e Lonely Hearts de 2006 - gosto mais da versão antiga -, seguem os trailers: 



My story is a love story. But only those tortured by love can know what I mean [...] Imprisonment in the Death House has only strengthened my feeling for Raymond....


7 de set. de 2012

Cadê a Infância que Estava Aqui?


O que faz a pressão social em uma criança? Quais são os reflexos deste ambiente recheado de informações nestes seres pequeninos que chegam ao mundo? Sempre costumo discutir este assunto com meus amigos, sendo eles já pais ou não, e a máxima que sai é sempre esta:
- Fomos uma das últimas gerações que realmente teve infância!
Espanta-me cogitar tal ideia. Afinal, a inocência e o encanto pueril deveriam ser protegidos a todo custo. Antes mesmo de eu ser criança já havia situações que transformavam os pequenos em adultos, em descrentes, roubavam-lhes o brilho no olhar, e, por mais infeliz que isto seja, sempre existirão casos assim. Contudo, o que realmente me alarma é a possibilidade do que era exceção, agora está se transformando em regra.

Em um domingo destes assisti a um documentário feito para a TV chamado: “Dana: The 8-Year-Old Anorexic” (Oito anos e Anoréxica). Fiquei pasmada, como muitos ficaram, com a pouca idade de Dana para estar sofrendo de um distúrbio alimentar tão grave. Como noção da seriedade do caso, a menina contava as calorias – comendo um absurdo de 175 diárias –, além de exercitar-se por horas a fio.

Pensei comigo mesma; Eu com a idade dela só me preocupava em correr, em brincar e em assistir ao filme da Sessão da Tarde. Enquanto o meu maior problema era tirar uma nota baixa ou alguma briga que me metia, Dana e outras (uma vez que o índice de meninas com menos de 10 anos apresentando estes distúrbios vem crescendo muito nos últimos anos) são colocadas a prova, tendo que enfrentar um monstro que poderá assombrá-las para toda uma vida.

Só o fato da anorexia e da cobrança por uma aparência ideal renderia páginas e páginas; Mas, estes distúrbios demonstram algo muito mais profundo que o físico, é uma resposta inconsciente da criança para algo que não consegue expressar e dominar. Nossa atualidade figura em milhares de informações jogadas por segundo, cabendo tudo no alcance das mãos. Como não confundir e moldar as crianças se nós mesmos estamos apreendendo este ritmo frenético? A velocidade pode ser algo maravilhoso, mas também pode levar a colisão.

O contato com a natureza faz falta, ainda que não a conheçam. As brincadeiras em conjunto, o sujarem-se, até mesmo as brigas pesam ausentes para o espírito livre e curioso. Os eletrônicos roubaram o espaço do pique-esconde. Existe um tempo para tudo, com o passar dos anos percebemos isto com mais clareza, e perante a limitação do agir e o universo ilimitado de novidades, estão recaindo para a correria do mundo, sem aproveitar o encanto da infância.

Não é culpa só do meio, mas sim nossa, a mania de acreditar que os machucados podem ser evitados, que os erros negados, como se não fossem parte do processo, trazendo o resultado final e exigindo que pense como adulto alguém que a tão pouco tempo está na terra. Ao invés de deixar que haja uma introdução ao ser vivenciado, apertamos no skip intro e permitimos que esta fase torne-se cada dia mais curta.

A cena é mais comum do que se pensa, mas vi três meninas, com idade aproximada de 6/7 anos, sentadas, lindas, falando sobre a roupa, a maquiagem, os meninos e ignorando o intervalo das aulas, transcorrendo sem nenhuma brincadeira. Estas não deveriam ser as preocupações, os gostos, as fases são importantes e precisam ser saboreadas ao máximo.

A beleza da infância está nesta descoberta de ritmo descompassado ao nosso corre-corre diário, na inocência e na despreocupação. É nossa obrigação garantir que esta exista e dure, refreando o crescimento antecipado que tanto nos deparamos hoje em dia; Deixando para trás as preocupações com aparência e garotos/as para a correta fase. Afinal, se já é complicado na adolescência para que permitir que more na infância também?


6 de set. de 2012

TV Cult: Presença de Anita

Neste dia do sexo pensei sobre o que traria aqui para a sessão de TV Aberta do blog... Queria algo relacionado ao tema, mas, que não se desvirtuasse muito do panorama das postagens costumeiras. Foi aí que lembrei de uma minissérie que ganhou grandes proporções na mídia da época e até hoje é lembrada como referência no estilo; Afinal, se Mel Lisboa fez outras personagens não importa, ela sempre será recordada como a ninfeta intensa, sedutora, ludibriosa e desequilibrada de

Inspirada no livro homônimo de Mário Donato - avisando aqui que a minissérie adotou da licença poética do texto original - Manoel Carlos conta a história de Fernando (José Mayer) um arquiteto que tenta concluir o seu primeiro livro, enquanto sua esposa Lúcia (Helena Ranaldi) busca a solução para o casamento fracassado, e o surgimento de Anita (Mel Lisboa) na vida deles. Fernando encontra na misteriosa Anita a personagem ideal para o seu romance. Contudo, os encantos extremos da garota - indo de angelical a lasciva - fazem com que a inspiração torne-se obsessão e o inevitável relacionamento entre os dois tem consequências desastrosas.

Como a personagem de Anita era muito passional, várias foram as cenas de sedução, nudez e sexo protagonizadas por Mel, ainda desconhecida na época. Logo chamando a atenção do público. Suas roupas leves e insinuantes eram uma contradição ao obscuro de seu passado; Sendo que a única informação concreta que se tinha sobre tal é que a mesma vivera com um artista plástico, Arnando, muito mais velho que ela e cujo o qual conheceu quando tinha apenas 12 anos, após fugir de sua casa para ser livre. 

Outra informação interessante para a condução da trama era a fascinação da garota por uma boneca de louça - Conchita - que guardaria a alma da antiga moradora de sua atual casa, assassinada pelo amante.  

Mais algumas personagens são inclusas na trama - como o inocente Zezinho (Leonardo Miggorin), vitimizado idem pela sedução de Anita -, entretanto, nada é tão intenso quanto a relação absurda de amor e ódio entre Anita e Nando. 


Deixo agora algumas curiosidades retiradas do site Memória Globo:
- Lançado em 1948, o romance de Mário Donato causou escândalo. A Igreja reprovou a obra do jornalista, que atraiu muitos leitores jovens e indignou senhoras cristãs de São Paulo. Manoel Carlos se inspirou no enredo do livro, mas criou novos personagens, eliminou outros e desenvolveu tramas paralelas para escrever a minissérie.
- O livro de Mário Donato também serviu de inspiração para a novela A Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro, exibida em 1964, pela TV Excelsior e um filme de 1951.
- Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida para interpretar Anita. A seleção concorrida: a estudante Mel Lisboa foi aprovada para o papel entre mais de 100 jovens.
- Com o sucesso de audiência e a repercussão da minissérie, a direção da TV Globo chegou a pensar na ampliação de Presença de Anita. No entanto, como grande parte da série já estava gravada – e como a exibição estava praticamente na metade –, não foi possível prolongar a trama.
- A figurinista Helena Gastal conta que, assim que a minissérie entrou no ar, as lojas do Saara, popular centro de compras no Rio de Janeiro, começaram a vender o “kit Anita”, que vinha com uma calcinha, uma camiseta e uma gargantilha com pingente de estrela, visual da personagem.
- O sambista Nelson Sargento fez uma participação especial na minissérie.
- Em agosto de 2001, foi lançado o roteiro de Presença de Anita, escrito por Manoel Carlos. O livro trazia praticamente o mesmo script que o elenco recebeu para as gravações, com exceção de alguns detalhes técnicos.
- Presença de Anita foi reapresentada em setembro de 2002 e, nesse mesmo ano, foi lançada em DVD. A minissérie também foi exibida no Multishow, canal da Globosat, em comemoração aos 40 anos da TV Globo, em 2005.
- Presença de Anita foi vendida para o Equador, Honduras, Nicarágua Peru, Portugal e Uruguai.
"Essas paredes, as tábuas do chão, portas, janelas, tudo isso é testemunha do que aconteceu entre os dois amantes. E esse espelho, olha esse espelho... Ele refletiu toda cena de ciúmes, também a morte dos dois, já imaginou que fascinante conhecer o passado de um espelho? Entrar por dentro dele, como Alice?"

5 de set. de 2012

Qual é o segredo da Bruxa?


Certo dia - no mesmo em que postei o Toda Mulher Tem Um Pouco de Bruxa - passei em frente a uma livraria que costumo cruzar; Lá estava aquele livro de capa marrom, com um desenho quadrado cortado por duas diagonais, de um autor que desconhecia; O título? Era O Livro da Bruxa. Parei e encarei aquela obra por um bom tempo antes de entrar e comprá-la. Olhei para a vendedora e disse: "O livro chamou-me!" Foi exatamente isto. Paguei os R$ 9,90 e saí. Mal sabia eu que aquelas poucas páginas trariam tanto ao meu ser.

Sabe qual é o maior segredo da magia? A perspectiva. Quando esbarramos com um mágico, um ilusionista, uma bruxa, ficamos encantados com o que podem fazer diante de nossos olhos. Sabemos que há um truque, mas, queremos nos iludir. Contudo, se mudarmos o foco, vamos perceber aqueles detalhes obscuros da mesma situação. Talvez até notaremos alguma nuance de cor esquecida ou um som acalentador. A Bruxa deste livro é expert nisto e está pronta para compartilhar com o pupilo escolhido, no caso, o autor do livro.

Uma sinopse destas poderia anunciar algo complexo e cheio de clichês. Não é assim, em que pese do ponto de vista literário não anunciaria o seu conteúdo como obrigatório. Todo escrito em primeira pessoa, o texto flui com uma naturalidade direta, tornando muito fácil a leitura. É o típico livro pessoal, para alguns soará bom, para outros não significará nada. Sou do primeiro grupo, daqueles que querem perceber nas coisas mais corriqueiras a beleza de um olhar poético.

Comentei sobre ele neste meu vídeo para o vlog do Antes que Ordinárias:


Se eu pudesse aconselhar os futuros leitores deste livro, faria assim:

Ainda que por um instante, respire percebendo o ar em si. 
Idolatre a natureza diária. 
E redescubra as árvores, antes esquecidas, no caminho ao trabalho. 
Torne o cotidiano cinza, em arte. 
Enfeite-se. 
Ouse.

Já foi dito por aí: "A vida é muito pra ser insignificante." Não concordam?


4 de set. de 2012

Marvel Apresenta: The Human Torch (Tocha Humana Original)

A Marvel Comics é uma das mais reconhecidas editoras do gênero HQ e derivações, sendo sempre lembrada por seus famosos heróis; Como Quarteto FantásticoHomem-AranhaO Incrível HulkCapitão AméricaO JusticeiroOs VingadoresDemolidorThorHomem de FerroSurfista Prateado, os X-MenWolverineBlade: O Caçador de VampirosMotoqueiro Fantasma, Doutor Estranho, Namor - O Príncipe Submarino, entre muitos outros. Uma vez que o sucesso no universo dos quadrinhos foi tamanho, logo resultou na inserção de algumas destas personagens para as telonas; Por óbvio, caindo ainda mais no gosto popular. Apesar de muitos perceberem a editora como atual em seus trabalhos, a mesma possuí uma longa história, tendo iniciado sua labuta no ano de 1930, com o nome de Timely Comics. Nesta época o foco da mesma era a publicação de revistas Pulp. Em 1933 expandiu-se para o estilo faroeste e, anos mais tardes, foram inclusas as revistas de histórias em quadrinhos originais. Desta maneira, em 1939 foi lançada - com o número 1 da revista Marvel Comics - a primeira publicação com super-herói original. Na capa estava o chamado The Human Torch, ou Tocha Humana (Original). Na mesma revista havia o anti-herói Namor.


Apesar do seu nome, Tocha Humana tratava-se de um androide inflamável chamado de Jim Hammond. Suas histórias apareciam mensalmente na Revista Marvel Comics, contudo, sua popularidade garantiu-lhe que estrelasse sua própria revista. O autor deste foi Carl Burgos - aquele que processou o Stan Lee, já que quando este criou o Quarteto Fantástico (anos 60) incluiu um novo Tocha Humana, e teria rasgado os originais do The Human Torch em um acesso de raiva.


Como o dilema era criar um herói que ardesse em chamas e não se queimasse Carl chegou a este plot: O Tocha Humana era um androide criado por um inventor e que lutou durante a Segunda Guerra Mundial; inclusive ao lado de Capitão América, Namor e Union Jack (isto em novas histórias lançadas na década de 70). Possuía um sidekick chamado Toro - ou Centelha aqui no Brasil -, um mutante que havia ganho seus poderes através de uma contaminação radioativa. Os dois investigaram situações, apareceram durante a Guerra da Coréia e ainda auxiliaram outros super-heróis em edições que foram sendo produzidas ao longo dos anos, confira AQUI.

Para alguns é considerado o mais notável herói com esta capacidade inflamatória corporal. Para quem só conhece o Tocha Humana do Quarteto Fantástico, vale conferir este clássico vintage! 

Ellen Von Unwerth: Erotismo na Feminilidade

"(Women) are not just there to be admired, they are there to be enjoyed."

Tendo passado 10 anos de sua vida trabalhando como modelo, a alemã Ellen Von Unwerth resolveu ir para trás das câmeras, trazendo ao público uma visão erótica com elementos vintage da figura feminina. Nada de se esconder perante uma expressão angelical, as mulheres que Ellen retrata exalam sexo sem cair no vulgar; São dominantes, bem resolvidas, repletas de glamour. 

Provocativa - em constante flerte com as imagens - Von Unwerth consagrou-se como fotógrafa de moda, trabalhando com VogueVanity FairInterviewThe FaceArenaTwillL'Uomo Vogue e I-D. Suas fotografias são tão aclamadas que em 1991 recebeu o primeiro prêmio no Festival Internacional de Fotografia Fashion. Além do mais, possui 8 livros públicos, o último lançado em 2011: Fräulein.

Fora do âmbito fashion, Ellen atua como diretora de curtas - alguns promocionais - e de videoclipes. Assim, antes de mergulhar-se no universo fotográfico dela, que tal ligar uma trilha sonora; A música é Femme Fatale do Duran Duran, com a direção do cilpe sob os cuidados de Von Unwerth.


As Fotografias: