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4 de jun. de 2013

Little Miss Sunshine

Welcome to Hell! Assim, iniciamos nossa viagem cinematográfica por este excelente filme sobre uma família disfuncional e até bem humorada. O longa Little Miss Sunhine, é um filme norte-americano de 2006 dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris e escrito por Michael Arndt. Temos no elenco nomes de peso como: e strelado por Greg Kinnear, Steve Carell, Toni Collette, Paul Dano, Abigail Breslin e Alan Arkin. 
Com um orçamento 'simpático' de oito milhões de dólares, sendo gravado durante um período de trinta dias no Arizona e no Sul da Califórnia.Teve sua estréia no Festival Sundance de Cinema(2006) e levou 2 Oscars(Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin) um filme que devemos ter em nossa DVDteca. Um filme sobre cotidiano, egoísmos, solidão,amor, desilusões entre outros percalços. Uma temática que nos sensibiliza tendo como personagem principal a doce e talentosa Abigail Breslin, que faz Olive. O filme gira em torno do concurso "A Pequena Miss Sunshine" que acontece na Califórnia.
Olive, é a típica garota americana gordinha, usa óculos, um pouco geek e óbvio desprezada na escola.
No filme dá para perceber que a cabecinha dela gira em torno de 'agradar' pelo menos sua família. Ela almeja ser a ganhadora do concurso, sonha que seu Pai Richard (Greg Kinnear)tenha orgulha dela. É amorosa com todos, sonhadora e muito inteligente. 

Seu avô paterno (Alan Arkin), ensaia com ela todos os dias a coreografia para o concurso. Talvez, um dos únicos momentos de alegria onde ele deixa de lado seu  vicio em Cocaína, seu ódio latente por frango frito e promiscuidades.Por outro lado, um dos únicos dotado de lucidez e até sabedoria; o pai de Olive o Sr. 'Perfeito' Richard que adora vencer e odeia perder (Greg Kinnear) tenta emplacar seu programa de auto-ajuda. Uma série de palestras motivacionais para quem quer ser um vencedor; a mãe de Olive é Sheryl (Toni Collette), supervaloriza a honestidade, ama e odeia sua família, fumante invicta que tenta esconder isso de todos. Ainda temos o tio Frank (Steve Carell), irmão da mãe de Olive, que ama Proust e detesta viver,  gay que em uma tentativa frustrada de suicídio se torna o mais novo 'hospede' da família.
Olive, ainda conta com o 'apoio' do seu irmão mais velho Dwayne (Paul Dano) obcecado em ser piloto da Força Aérea, um adorador de Niezsche que faz um "voto de silêncio" no filme damos um logo passeio por toda sua crise profissional existencial pré-vida adulta(Caro, Dwayne isso é só o começo,rs) onde ele odeia tudo e todos. Todos encaram a disfuncionalidade familiar para levar Olive ao concurso, com a velha e companheira Kombi amarela e bastante usada. Nessa viagem, muitas descobertas, desabafos , desilusões e o retorno ao extinto sentimento: Amor.

Um dos aspectos abordados no filme é a cobrança que alguns pais fazem sobre os filhos. Essa incansável e exaustiva expectativa pode resultar em inúmeras desilusões.O peso do sucesso se complica quando os pais são profissionais de sucesso e exigem do filho o mesmo êxito. "O sucesso dos pais pode ser um modelo positivo, dependendo das expectativas que eles formam no filho. Se estimularem a auto-estima, independência, autoconhecimento, o sucesso não afeta". Porém, se os pais exigirem muito, o quadro se inverte.
Diante desta realidade, a criança pode desenvolver diversos comportamentos, dependendo da personalidade, que têm reflexos na carreira.Por exemplo, se a criança seguir a carreira que os pais desejam, ela  pode se anular e perder sua identidade.Outra crença que a criança pode desenvolver é de que não é competente, de que está fadada ao fracasso. Neste caso, falta confiança e a criança(posteriormente, jovem/adulto)acaba anulando a busca de seus próprios sonhos.Mostrar aos filhos que eles possuem escolhas, mostrar os erros cometidos e até criar um processo de reflexão sobre o que a criança realmente tem interesse é um bom começo. Pesquisar junto, incentivar o caminho profissional (com os pés no chão) muito diálogo e saber recomeçar é o que chamamos do bom convívio familiar. 
O que diferentemente ocorre no filme. O pai simplesmente pergunta" Você acha que irá ganhar o concurso? Por que não tem sentido participar de algo sem que você tenha certeza que irá ganhar." Outro ponto que chama atenção no filme é o egoísmo de cada personagem. Richard, é um excelente exemplo disso.Ele está tão preocupado em alcançar o sucesso com seu projeto de Palestras Auto Ajuda, que acaba esquecendo de ajudar sua própria família. Inconscientemente(ou não) ele anula seu convívio familiar em nome do 'pseudo sucesso'.  Quem é egoísta tem dificuldade em admitir ou prefere ficar calado, com medo das críticas. E quem se opõe a esse tipo de comportamento não perde a chance de criticá-lo. "Há uma idéia de que o egoísta sempre age em benefício próprio, mesmo que isso possa prejudicar alguém", afirma o psiquiatra Geraldo Possendoro, especialista em medicina comportamental. "Portanto, quem critica uma pessoa egoísta também está agindo em causa própria, com receio de que venha a sofrer os efeitos do egoísmo do outro".
Os especialistas ainda não sabem dizer se pensar demais em si mesmo é uma característica natural dos seres humanos ou um hábito que aparece com o tempo, conforme as experiências vividas. "Sabemos que as crianças são egoístas e dependem disso para afirmar suas vontades. Mas faz parte da passagem à idade adulta o abandono deste modelo", explica o médico. Com as responsabilidades crescendo, o individualismo tende a surgir, ou seja, um comportamento em que é preciso satisfazer suas necessidades, mas sem abrir mão de pensar nas outras pessoas.

Já, Tio Frank é um exemplo clássico de egocentrismo. A pessoa egocêntrica não olha para os lados, ela não quer saber como os outros estão se sentindo. O mundo inteiro precisa se adaptar aos interesses do egocêntrico.Na prática, a diferença aparece de forma bem simples. "O egoísta aceita ir ao cinema, mesmo detestando o filme, desde que o melhor lugar esteja reservado para ele. Já o egocêntrico só combina programas que ele aprove, jamais admitindo alguma contrariedade, por menor que seja ela", exemplifica a psicóloga Carmem da Nóbrega, de Campinas.Uma pessoa egoísta sempre tem como seu melhor amigo a solidão.Os amigos inventam desculpas para se afastar dele e a família não faz questão de tê-lo por perto. No trabalho, há problemas para desenvolver projetos em equipe entre outras coisas. Bom, já mostramos 2 grandes reflexões(impostas) ou não pelo filme. Ainda vemos um avô que demonstra ter tido uma vida bem atribulada no quesito sexo, drogas e rock & roll, um verdadeiro 'tsunami' sobre o que é ter uma vida louca.Ele é viciado em cocaína e ao mesmo tempo em uma das cenas mostra um carinho lírico e sábio por seu filho. Seu personagem é daqueles que fala pouco e certeiro. 

A mãe é uma fofa , fumante inveterada e adepta da honestidade, que tem na nicotina sua válvula de escape contra a depressão e frustrações. Uma mãe dedicada, amorosa e sempre presente. O filme ainda apresenta o típico adolescente Dwayne que está enfrentando o início de sua 'extensa' crise profissional/ pessoal.
Pequena Miss Sunshine, consegue arrancar sorrisos e lágrimas. Flerta com a velha temática do relacionamento familiar e possível final feliz.Um filme sobre desunião familiar, caos sentimental, hipocrisias e falta de expectativas, que faz tão bem aos olhos. Não sei se é pela suavidade como o enredo foi trabalhado ou a proximidade do tema e como isso reflete em nossas vidas. Um Road Movie,  que devido problemas financeiros demorou 5 anos para ser filmado, um filme encantador, sutil, com trilha sonora perfeita e para completar a 'coadjuvante'  Kombi amarela, com seu aspecto 'enferrujado' mostrando(talvez)o andar da carruagem do psicológico da família.

"She's a very kinky girl
The kind you don't take home to mother
She will never let your spirits down
Once you get her off the street, ow girl

She likes the boys in the band
She says that I'm her all-time favorite
When I make my move to her room it's the right time
She's never hard to please, oh no

That girl is pretty wild now
(The girl's a super freak)"



Little Miss Sunshine, um filme GENIAL!




19 de jan. de 2013

You´ve got Mail


Minha musa inspiradora é Kathleen Kelly, será que sou cafona? Admiro o empreendedorismo dela? 
Ou simplesmente adoro Upper West Side?
 Mensagem Para Você, é uma comédia romantica que destaca o 'bum' da internet. Com serviços como: AOL(american on line), chats de encontros,correios eletrônicos e toda aquela magia  detrás da tela. Atualmente vivenciamos um aumento dos casos de pedofilia e outros crimes, que não merecem destaque neste texto.Porém, todo cuidado é pouco quando nos referimos a tal magia internética. Dentre os cenários, destacam-se a linda NY(Upper West Side)e o café Lalo, onde a personagem vivida pela Meg Ryan espera ansiosamente para descobrir quem era, afinal, Mr. NY152.Kathleen Kelly é a dona de uma pequena livraria e tem um namorado, Frank Navasky (Greg Kinnear). Porém ela se envolve com um desconhecido, NY152, com quem conversa todos os dias pela internet. Joe Fox também tem uma namorada, e é o proprietário de uma mega-livraria recém aberta que pode acabar com o negócio de Kathleen. Porém, ambos Joe e Kathleen tem mais em comum do que imaginam.
Um filme que me emociona, um filme que já assisti mais de 10 vezes, um filme que ainda não comprei,rs.
O lado psicológico de Kathleen é muito semelhante ao que fui um dia,rs. Ela é doce e ao mesmo tempo forte nos negócios(entende muito do que faz) é respeitosa com seus funcionários, íntegra e amorosa com eles. Assim como ela sou apaixonada por livros e meu sonho seria ter uma bookstore do mesmo estilo do filme: pequena, aconchegante, especializada, fraternal e essencial. 


 Por outro lado, o filme mostra o mundo capitalista engolindo 'velhos e bons costumes'. Lembram do tempo das 'vendinhas'?Aquelas que tinham Leite em Saquinho, Suspiros, Doce de Leite em Barra, Queijo Meia Cura vendido em pedaços...Hum. Hoje, temos os tais mercadinhos gourmets(são interessantes) Mas, deixam a desejar no quesito: homemade e atendimento bem pessoal(aquele sorriso amigo) Alguns comércios até tentam, porém o resultado são sorrisos artificiais e atendimento quantitativo em cifras.
No filme, Kathleen não quer sua loja sendo massacrada pela FOX(MegaStore) ou o que temos por aqui: Livraria Cultura ou FNAC; ela não quer que suas estantes de livros virem prateleiras de azeite(semelhante à loja de Joe Fox, que por sua vez não vê nenhum problema em amplificar os lucros com funcionários, que mal sabem reconhecer um autor/editor de livros infantis.


Em meio toda essa 'briga', temos o romance entre ShopGirl e NY152 indo de vento e popa. Um romance tão lírico e com enredo tão bem amarrado que dá vontade de se apaixonar e mudar ontem para NY,rs.
Um romance que acaba deixando a quase falência de Kathleen como um mero detalhe.

Outro ponto que me encanta é a perseverança de Kathleen em lutar pela loja(que foi de sua mãe) e que está no mesmo endereço há 40 anos. Dentre muitas cenas que enchem nosso coração com sensibilidade, temos a cena dela enfeitando a árvore de natal na loja ao mesmo tempo lembrando de sua mãe(óbvio, que nessa cena sou lágrimas e mais lágrimas)  e teclando isso ao NY152. Ela mistura solidão, incertezas profissionais e um amor sufocado, com maestria digna de inúmeros Oscar´s.

Um filme completo com divertidos e até com certo teor educativo. Claro que muitos não veem o filme por essa ótica, acham um filme bobo e repleto de cenas clichês. Já, Tom Hanks e Meg Ryan resultam em personagens 100% : carisma, talento e doçura. A química dos dois é perfeita, carismática e divertida.
Ainda temos um  Over the Rainbow que funciona lindamente como trilha sonora. O que mais podemos querer neste Natal? Tenho a resposta na ponta da língua: uma livraria(nos moldes de Shop Around The Corner) em NY e um amor em Upper West Side.

4 de jan. de 2013

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!! 



12 de nov. de 2012

I AM SAM - Uma Lição de Amor



Sabe, o que 'curiosamente' sinto falta?
 Compaixão,Ternura,Compreensão,Solidariedade e Amor entre às pessoas. Todos sentimentos e ações que um dia tive pelos humanos em leve queda de extinção.Triste e verdadeiro notar que quando você está fora do mercado social/profissional; pessoas que você ajudou somem. Interessante, não é? Estender a mão, compartilhar contatos profissionais, auxiliar com conselhos ou até indicar vagas de empregos...Ações que agora penso mil vezes antes de fazer. É duro você ter que optar por um coração 'congelado'... Matar um leão por dia, ver algumas pessoas virarem as costas para você(sei que todos somos "substituíveis") e com essas quedas vertiginosas aprendemos que devemos manter porções razoáveis de bondade. Interessante, essa volta que o mundo dá. Essa ação e reação sempre constante em nossas vidas. Anyway, toda essa pequena reflexão, fez lembrar a notória película:

Uma Lição de Amor

Mais uma excepcional direção de Jessie Nelson. Diretora que  já deixou sua sensível marca tanto em direção quanto em roteiro nos filmes: Corina, Uma Babá quase Perfeita, História de Nós Dois, Lado a Lado, Titio Noel e Minha mãe quer que eu Case.
I AM SAM, conta com a brilhante atuação de Sean Penn,  Dakota Fanning, MIchelle Pfeiffer entre outros.
 Trilha sonora que funciona mágicamente pois marca uma das características principais de Sam,um aficcionado pelos Beatles. Tanto que sua filha foi batizada com o nome de Lucy Diamond, em homenagem à música célebre do disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band". E em consequência disso, a trilha sonora é uma ótima coleção de versões de músicas dos Beatles cantadas por artistas contemporâneos.
Alguns destaques:  You've got to hide your love away" (Eddie Vedder), "I'm looking through you" (The Wallflowers, que são mais conhecidos pela música tema do seriado Friends), "Lucy in the sky with diamonds" (Black Crowes) e "Blackbird" (Sarah McLachlan, divina). 

Voltemos ao filme,rs. 

 Na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.O personagem Sam vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha.
No decorrer do filme a convivência entre o cliente deficiente e a advogada vai fazer com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio. As melhores cenas são, sem dúvida, as em que Sam contracena com seus amigos, todos eles deficientes, e que garantem bons momentos hilários, como o da secretária eletrônica, dos balões, dentre outras, que fazem com que o filme se torne mais agradável de ser assistido.


Outro ponto bem observado no filme é sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Outra amarração da trama é a experiência vivida por Sam ser retratada na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer.
A 'frieza' de Rita Harrison, ensina a seu modo que o mundo 'cruel', muitas vezes acaba afastando nossa compaixão/ternura daqueles que amamos. Já, Sam dá uma aula do que é o amor incondicional. Sua filha retribuindo esse amor com indas e vindas sobre sua guarda é emocionante. Um filme que consegue mostrar 'pinceladas', sobre o que é ser portador de deficiências, necessitar do sistema judiciário e ainda resolver conflitos familiares. Tudo isso embalado por essa trilha sonora impecavelmente necessária em nossa coleção. 
Em resumo e segundo filha de Sam:" Nós só precisamos de amor". 
(Filha de Sam quando questionada em juízo sobre seu pai).





1 de out. de 2012

Filadélfia

Combinação Tom Hanks e o gênero Drama sempre rende um bom espetáculo. O Filme Filadélfia, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner. Conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Ser só para somente ser? Solidão em meio a multidão? Seu preconceito não me fere. O que tenho não é contagioso...Um filme que dá uma pincelada no que é ser gay, ter AIDS e mendigar 'ajuda' jurídica.
A aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças.Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX. A aids foi reconhecida pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.As três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina  dos indivíduos infectados, mas não há casos registrados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante. O tratamento antirretroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis. Ou seja o motivo de preconceito referente ao Beckett foi totalmente ignorante.
 
O filme foi um marco não só pela história emocionante e arrebatadora de amor, preconceito e justiça, mas por inúmeros detalhes que tornaram ela grandiosa e merecedora de todos os prêmios que recebeu na época. A trilha sonora com Bruce Springsteen, Neil Young e a maravilhosa ópera "La mamma morta". Andrew Beckett, vítima de discriminação pela aids, encara com a mais absoluta classe e dignidade sua desesperadora e humilhante situação até o fim e Denzel Washington, que com seu quase homofóbico Joe Miller, representou grande parcela da população que ignora a realidade dos gays e embora não faça nada pra prejudicá-los também não os querem muito perto, mostraram ser astros de primeira grandeza.

Cenas memoráveis: Andrew e Miguel dançando juntos, Andrew escutando "La mamma morta", Andrew cantando e chorando ao som da ópera de Maria Callas, um desabafo em meio ao turbilhão de sentimentos pelo qual passa. O apoio incondicional da família é outro ponto marcante do filme.Preconceito nosso de cada dia, amém.Todos temos algum tipo de pré-conceito, ou pós conceito ou preconceito. O preconceito mais evidente é contra homossexuais(ainda mais se forem portadores do HIV ou qualquer doença).Na cena em que Joe Miller estende a mão cumprimentando Andrew, logo após saber de sua doença ele fica olhando a mão, atemorizado quer limpá-la, fica indocomodado e mantém distância de Andrew.Outra cena é a do julgamento, na qual Andrew interpelado sobre seus conhecimentos sobre a doença. Ele responde que já tinha "ouvido falar"  vagamente sobre uma doença chamada "peste gay"....O problema da AIDS mostrado no filme de maneira tão singular , tráz a tona o 'pânico' de se estar diante de uma doença 'incurável'  e que tem a morte como pano de fundo. " A doença que mistura racismo,sexo e sangue,só pode ser uma doença revolucionária" Herbert Souza(Betinho). 
 
O quanto somos isentos de preconceitos?
Essa ambiguidade em "não ter preconceitos" e cometer atos discriminatórios e preconceituosos contra tudo aquilo que difere dos 'padrões', impostos pela sociedade é ou não uma questão a se pensar, refletir e com o tempo mudar?

17 de set. de 2012

RAIN MAN - (D)eficiências?

Hoje, vou teclar sobre Deficiências ou como prefiro citar: Eficiências.
O que vem a ser deficiência?
Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psiquica, fisiológica ou anatomica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em termos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.
O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença. Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo, o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa.
A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto, o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.

O filme que escolhi para abordar foi RAIN MAN, que trata sobre a questão do autismo.
Mas, antes de entrarmos no filme o que é autismo?
 Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Causas  
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir( por não poder ou não querer) falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal, com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.


Rain Man - Filme
O filme retrata a história de Raymond um autista interpretado por Dustin Hoffman que vive em um hospital psiquiátrico, até que herda uma fortuna de seu pai. Seu irmão Charlie (Tom Cruise) que desconhecia a existência de Raymond, depois do falecimento de seu pai, resolve procurar o irmão autista com interesse na sua herança. Raymond é sequestrado do hospital psiquiátrico pelo irmão, a fim de exigir a fortuna. Os dois viajam para Los Angeles para se conhecerem melhor. Durante a viagem, Raymond demonstra suas habilidades autistas. A personalidade de Reymond é marcada por suas reações (gritos, insistências, etc.) quando era forçado a fazer algo que não lhe interessava. Porém, apresentava características típicas de um garoto superdotado, como facilidade em matemática e excelente memória. No início, Charlie se irrita facilmente com o irmão, mas aos poucos, vai se envolvendo profundamente com Raymond e começa a entender suas limitações criando um carinho pelo irmão e ficando admirado com sua inteligência. A partir daí, o dinheiro não é mais prioridade para Charlie. Um filme que nos ensina a resgatar, reaprender, multiplicar ou aprender a ter respeito, carinho, amor, paciência e sensibilidade com todas pessoas. Nossos irmãos de alma que possuem um 'Q' a mais de notoriedade, devem ter suas necessidades motoras/comportamentais/psiquicas/sociais, entre outras respeitadas.O direito de ir e vir, trabalhar, socializar, amar...Deveria ser um direito de todos, não é? Sei que sair do papel virar ação efetiva são outros quinhentos principalmente, no Brasil. Porém, todos pagam impostos, todos votam,todos contribuem para o sálario mínimo dos deputados(girando em torno) 20 mil/ mês...etecéteras.Em certos momentos somos todos iguais em outros não?É minha gente, o filme Rain Man faz os mais sensíveis pensarem alto. Tenho muitos amigos (d)EFICIENTES e sei o sofrimento que é para um cego, cadeirante e outros andarem em nossas calçadas, utilizarem transporte público, etc.
Pergunta que nunca quer calar?
Este país tem jeito?