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15 de fev. de 2013

A Identidade de Milan Kundera

Lançado em 1997. Tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca. São Paulo. Companhia das Letras, 2009.

Meu primeiro contato com a obra do escritor tcheco Milan Kundera foi através do já clássico A Insustentável Leveza do Ser, livro que causou um impacto enorme em minha percepção sobre aquilo que sou e principalmente sobre a maneira com a qual lido com meus sentimentos, desde que o li pela primeira vez, há cerca de um ano, tenho percebido reflexos do que foi dito pelo autor em quase todas as áreas de minha vida. Nenhuma outra obra literária provocou em mim reações tão intensas e marcantes. Como valorizo autores capazes de me proporcionar tal tipo de imersão, fui logo em busca de outros escritos de Kundera e foi assim que cheguei até A Identidade, obra não tão grandiosa, mas tão bela e profunda quanto a primeira que li.

Em A Identidade, que foi escrito em 1997, podem ser percebidos diversos elementos que estão presentes também em A Insustentável Leveza do Ser, dentre eles as reflexões acerca da sexualidade, a dor existencial e o estudo minucioso do comportamento humano, realizado através da construção psicológica de cada um dos personagens. Pela maneira cuidadosa com que apresenta e desenvolve cada um deles, Kundera, de uma forma poética e cheia de sensibilidade, nos leva à identificação com alguns de seus pensamentos e atitudes e à medida em que ele ensaia reflexões sobre a história contada, somos instigados a refletir sobre a nossa própria condição.

Na história contada, Chantal é uma publicitária de meia idade que começa a viver uma crise ao perceber que não é mais desejada pelos homens como fora um dia, à princípio ela não quer se envolver com nenhum dos estranhos, cujos olhares cobiça, o que ela deseja é sentir-se ainda capaz de acender a libido dos desconhecidos, como se a atenção devotada por eles fosse uma espécie de confirmação de que ela ainda não perdeu aquilo que acredita ser a sua essência, sua identidade.


Quando já estava tomada pela melancolia, Chantal começa a receber cartas anônimas de um admirador que conhece sua rotina e acompanha seus passos, estas correspondências reascendem nela o amor próprio e um tesão que há muito ela não sentia. Curiosamente, o assédio do desconhecido dá um novo gás para o relacionamento de Chantal com Jean-Marc, seu segundo marido. Este já vinha percebendo há algum tempo a dor que ela dissimulava, porém sem saber o que fazer para ajudá-la. Ele sabia que todo seu amor e carinho já não eram o suficiente para ela.

No decorrer da história, uma atitude bem intencionada, quase inocente, desencadeia uma série de acontecimentos que atenua a dor existencial sentida por Chantal, levando-a a profundas reflexões sobre a sexualidade e a natureza do amor. Ela então se vê dividida entre a rotina segura e tranquila que leva ao lado de seu esposo e uma vida de aventuras sexuais com estranhos capazes de satisfazer sua maior necessidade, a de se reencontrar com uma parte de si mesma que já não mais existia. Esta dicotomia conduz a personagem à um tormento psicológico, durante o qual sua noção de realidade se torna cada vez mais fragilizada.

A Identidade consegue, em suas poucas páginas, transcender a história que conta, se tornando desta forma muito mais que um romance. Não seria exagero afirmar que ele, assim como A Insustentável Leveza do Ser, é também um livro filosófico, nele as ponderações de Kundera sobre o a identidade que buscamos adquirem tanta consistência que chegam bem próximo de constituir um ensaio sobre a limitação e a submissão do individuo frente aos inúmeros olhares alheios que estão direcionados ou não para ele, ora punindo, cobrando-o, cobiçando-o, ou tão somente ignorando-o, forjando assim frágeis identidades que nem sempre condizem com o real...

A literatura de Milan Kundera é essencial justamente por desbravar trilhas obscuras do comportamento humano, onde a complexidade de sentimentos e ações não são reduzidas a meros estereótipos, ao mergulharmos em seus escritos nos deparamos não com um mundo romantizado, mas com um espelho de nossas próprias vidas, que nos dá a oportunidade de olharmos, ainda que à distância, para dentro de nós mesmos...


Escrito por José Bruno Ap Silva, autor do excelente blog Sublime Irrealidade.

3 de nov. de 2012

10 Mães Apavorantes do Cinema

A figura materna de forma geral é associada a zelo e carinho; Aquele ser disposto a tudo pelo bem estar de sua "cria". Contudo, as pessoas são falhas, obscuras e imprevisíveis. Verdade seja dita, estamos distantes do que é tido como ideal. Como o cinema terror é baseado nos equívocos de caráter, nas más escolhas e - é claro - no lado sombrio da humanidade, obviamente que as Mães não fugiriam a regra. Para comprovar tal, fiz uma lista com 10 das Mães Mais Apavorantes do Cinema; Confira:


Mrs. Bates
Psicose (1960)
E quem é a pedra basilar das mães insanas? Claro que um fruto de uma película sob o olhar da mente inquieta de Alfred Hitchcock! A história deste jovem que sofre com a dominação da mãe e seus resultados extremos é tão bem trabalhada que acabou abrindo precedentes até hoje seguidos.

Lucy Harbin
Almas Mortas (1964)
Aqui a mãe do filme foi internada em um Hospital Psiquiátrico após matar seu marido e a amante dele com machadadas - detalhe, na frente da filha. Após 20 anos de internação ela é liberada e se reúne com a filha, já adulta. Contudo, as mortes voltam a acontecer... Coincidência?

Margaret White
Na minha sincera opinião esta é a PIOR mãe dos cinemas (e literatura)! Usando da religião como desculpa para torturar a pobrezinha da Carrie, deixa claro que o fato desta ter nascido mulher já era por si só pecado. Abusiva ao extremo - louvores para Piper Laurie que está surreal no papel -, com certeza não facilitou para a filha, que além de sofrer bullying no colégio era telecinética. Como é que Carrie teria alguma chance com uma mãe destas?

Mrs. Wadsworth
The Baby (1973)
Mais uma mãe abusiva para a lista, esta acompanhada de suas duas filhas. Este terror cult com ares de drama, conta a história de uma assistente social que tenta ajudar um garoto de 21 anos vivendo como um bebê, literalmente. Proibido de falar, andar e crescer intelectualmente por seus familiares, fica num berço e é submetido a castigos.

Vera Cosgrove
Fome Animal (1992)
Quem diria que Peter Jackson sairia do Gore para o Oscar! Nesta película de zumbis, com boas doses de sustos, humor e gosma, Vera Cosgrove se mostra uma mãe castradora e dominadora - até mesmo depois de "morta". 


Beverly R. Sitphin
Uma mãe suburbana esconde um segredo: É uma Serial Killer! Nesta sátira com pitadas de horror de John Waters - aquele de Pink Flamingos - traça-se o perfil de uma verdadeira psicopata. Alguns detalhes do filme são inesquecíveis, como a referência ao Almas Mortas, acima citado.


Gertrude Baniszewski
Baseado em uma história real, este drama - que para mim soou como terror psicológico - conta a história desta garota deixada pelos pais aos cuidados de Gertrude, uma mulher amargurada e sem vocação para ser mãe, em que pese tenha vários filhos. Os abusos cometidos por ela e/ou incitados pela mesma a serem cometidos pelas outras crianças são revoltantes. Neste link você pode ler sobre o crime real. 


Mrs. Pamela Voorhees
Ah... Não dava para deixar de comentar sobre a mãe de Jason. Esta sim é a verdadeira percursora da franquia, e tudo isto por vingança! Aparentemente, talento para a matança pode ser genético.


Joan Crawford
Você pode me perguntar: Mas, a atriz Joan Crawford? Ela mesma, sob a ótica da filha que escreveu uma biografia chamada Mommie Dearest, contando todos os abusos que sofreu por parte da estrela. Nos anos 80 levou-se a história para o cinema. O quanto disto é real, não sei. Mas, com certeza a Joan Crawford retratada no filme é uma mãe apavorante! No blog La Dolce Vita há um post bem interessante comentando sobre o filme.


Dorothy Yates
Frightmare (1974)
Nesta produção inglesa a matriarca da família é completamente desajustada. Assassina por compulsão, nem  o tempo em que foi internada ajudou, ao retornar para a sociedade mantém os antigos e pavorosos hábitos. 


Só para terminar de dar o tom desta lista, deixo aqui o bom e assustador curta metragem espanhol intitulado Mamá:


1 de set. de 2012

As Bruxas dos Anos 90

Para quem sempre teve um fascínio pelo sobrenatural crescer na década de 90 foi extremamente produtivo. Quem curtiu a infância e a adolescência neste período com certeza deve ter presenciado a "febre wicca", geralmente ligada a garotas buscando uma diferenciação do resto da multidão de jovens. Claro que a grande maioria - assim como eu - só gostava do ideia de estar compartilhando um conceito medieval questionado pela igreja católica - aqui falando esta guria que estudou em um colégio de irmãos - somado ao glamour que alguns filmes da época imbuíram a magia das ditas Bruxas! 

Relembrando um pouco a minha fase de ter várias bruxinhas espalhadas pelo quarto, resolvi fazer uma lista de películas e séries lançadas de 1990 a 1999 com a temática. Segue a Lista:

(1990)
Já comentei no meu blog pessoal que esta película está entre os meus Traumas de Infância; Em que pese tenha assistido diversos filmes com uma temática de "bruxas más" nenhuma supera a bela - na real - medonha - no filme - Anjelica Huston e seu plano de aniquilar com as crianças. Ainda que cite ele como trauma, recomendo. É bem montado, efeitos especiais muito bons para a época e atuação da malévola antagonista está soberba.

(1993)
Do susto pueril para a comédia infantil, temos o adorável Abracadabra. A Disney entrou na onda do Halloween e suas bruxas com três figuras bem diferentes: A chefe (Bette Midlerr), a atrapalhada (Kathy Najimy) e a burra (Sarah Jessica Parker), conhecidas como as Irmãs Sanderson. Elas acordam depois de 300 anos tentando impor o terror, mas dois adolescentes, uma menina e um gato estão dispostos a lutar. O grande trunfo do filme? A escolha das atrizes para as estilizadas bruxas.

(Série - 1996)
Esta é uma série conhecida e no maior estilo família. Sabrina é uma adolescente que descobre que é feiticeira; Assim, ela tem que conviver com suas crises da fase e aprender a usar seus poderes. Hoje em dia seria um equivalente ao Os Feiticeiros de Waverly Place.

(1996)
O maior epítome no quesito "Desejo de conhecer o universo Wicca na adolescência". Contando a história destas quatro garotas que se envolvem no universo da bruxaria, cada qual com o seu objetivo de ganho pessoal. Aos poucos, contudo, Sarah Bailey - a mais poderosa delas - percebe o rumo perigoso de suas brincadeiras , querendo sair. Aí entra a persona de Nancy Downs (interpretada pela estranhamente bela Fairuza Balk). O visual delas era muito copiado - tá, pelo menos por mim, hehehe.

(1996)
Um wannabe de Jovens Bruxas, deixa a desejar em seu enredo - garotas de um colégio católico que acabam sem querer se envolvendo com o oculto - e produção de baixo custo. Mas, como segue a linha de sucesso da época, vale  a menção. 

(1996)
O que eu mais gosto nesta obra cinematográfica? O elenco, é claro! Winona Rider e Daniel Day-Lewis já servem para atrair a atenção. O filme tem como premissa os infames julgamentos ocorridos em Salém durante o século 17, onde diversas mulheres foram condenadas por bruxaria. É baseada em uma peça de Arthur Miller.

(1998)
Baseado no livro Practical Magic de Alice Hoffman, traz a bruxaria para o gênero romance, tratando da história de duas irmãs bem opostas em comportamento e que compartilham do dom para a magia. Uma deles vive de paixões e a outra teme se apaixonar por conta de uma maldição. É um filme bem leve e gostoso de assistir.

(Série - 1998)
Outra referência master para o desejo de "ser bruxa" é a premiada série Charmed. As três irmãs tem de lidar com suas vidas pessoais enquanto enfrentam demônios, fantasmas, poltergeist e pesadelos. Eu, particularmente, adorava esta série - especialmente a Piper Halliwell

(1999)
Nem preciso falar a premissa aqui, não é verdade? Este falso documentário causou um verdadeiro furor e, por bem ou mal, modificou a direção que ia o cinema horror. Quando vi a primeira vez tinha 15 anos e realmente me assustei, confesso.

(1999)
O belo trabalho de Tim Burton traz um cético investigador caindo num emaranhado de instantes e mortes sobrenaturais. O visual gótico e a forma como trata o lado oculto de bruxas e magias transforma o filme num tom de conto espetacular.


Anos 90, Magia para Todos os Gostos!


30 de ago. de 2012

Enquanto isto na Sessão da Tarde... John Hughes!

Conhece aquele jogo de associações mentais onde alguém diz uma palavra e você tem que responder com a primeira que surgir em sua mente? Pois é, para mim, toda vez que penso em Sessão da Tarde, imediatamente, remeto-me a John Hughes. É impossível desvencilhar um do outro; São como queijo e goiabada:

A combinação perfeita!

No geral, nesta sessão do blog eu falo sobre algum programa em específico. Contudo, em virtude da magnitude do trabalho de Hughes - principalmente por ter representado toda uma geração - somado ao fato de que por vezes as pessoas não associam o filme ao diretor/roteirista, resolvi falar (confesso que por alto) de seu trabalho.
Os anos 80 não seriam os mesmos sem John;A Sessão da Tarde não seria tão nostálgica sem o trabalho de Hughes.
John Hughes Jr. nasceu em 18 de fevereiro de 1950, além de diretor, foi  produtor e roteirista. Sua carreira começou através de seus escritos, já que na década de 70,  trabalhou para a revista National Lampoon. Daí passou para os roteiros (filmes e séries), sendo que por ocasiões usou o pseudônimo Edmond Dantès, uma homenagem ao personagem principal de O Conde de Monte Cristo, para apresentar seus trabalhos.

Uma curiosidade interessante é a de que seus filmes possuíam certa característica particular para a época, sempre apresentando cenas extras após os créditos finais.

Hughes faleceu em 2009, aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan. No Oscar 2010 foi apresentada uma homenagem ao seu trabalho, a qual contou com a participação dos seus astros (agora não mais) adolescentes.

E por falar em adolescência, não consigo imaginar outro diretor/roteirista que tenha captado com a mesma destreza esta fase da vida. Sem exageros, John Hughes conseguiu transportar diversos aspectos irrefutáveis e dilemas atemporais - vide Clube dos CincoCurtindo a Vida Adoidado.
 
Como seus maiores destaques de trabalhos são de diretor e roteirista, trago a sua filmografia e faço um desafio para os que presenciaram a Sessão da Tarde principalmente nos anos 80/90: Quantos dos filmes listados você assistiu durante as tardes nas sessões de cinema da telinha? 

John Hughes como Diretor:
1991 - Curly Sue
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões

John Hughes como Roteirista:
2008 - Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
2003 - Beethoven 5
2002 - Encontro de Amor
2002 - Esqueceram de Mim 4
2001 - Beethoven 4
2001 - Os Viajantes do Tempo
2000 - Beethoven 3 - Uma Família em Apuros
1998 - Nadando Contra a Corrente
1997 - Esqueceram de Mim 3
1997 - Flubber
1996 - 101 Dálmatas - O Filme
1994 - Milagre na Rua 34
1994 - Ninguém Segura Este Bebê
1993 - Beethoven 2
1993 - Denis, O Pimentinha
1992 - Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York
1992 - Beethoven - O Magnífico
1991 - Curly Sue
1991 - De Volta para Casa
1991 - Construindo uma Carreira
1990 - Esqueceram de Mim
1989 - Christmas Vacation
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - As Grandes Férias
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1987 - Alguém Muito Especial
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1986 - A Garota de Rosa-Shocking
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Férias Frustradas II
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões
1983 - Piratas das Ilhas Selvagens
1983 - Mr. Mom
1982 - A Reunião dos Alunos Loucos


E aí, quantos filmes foram?


Para terminar esta singela homenagem a este mestre da Sessão da Tarde, deixo aqui uma Playlist que fiz com algumas músicas das trilhas sonoras dos filmes de John Hughes. Espero que gostem.

Ouça:



 

23 de ago. de 2012

O Double Dare Brasileiro

Acho divertido um game show, não para assistir com  frequência, mas, de vez em quando eu paro e curto responder as questões enquanto torço por alguma equipe. Jogo a culpa deste gosto duvidoso na SBT e sua mania de trazer o gênero para cá. Durante os anos 90 um ganhou destaque especial, já que envolvia tortas na cara - com esta dica ficou fácil -:
Sim, é o Passa ou Repassa

Inspirado no programa americano Double Dare, teve sua estréia em 1987, sob o comando de Silvio Santos - HahaHihi -, contudo, foi somente em  1989 que o programa realmente cau no gosto popular por conta  de seu quadro principal, Torta na Cara. A torta era feita completamente de chantili e graças a tal, mais um jargão nasceu: "Quem sabe responde, quem não sabe , leva torta na cara"



Para quem não se lembra, ou mesmo não conhece, vou explicar o conceito do programa:

  • Dois times competindo entre si pela maior pontuação. Por vezes celebridades, por vezes escolas.
  • Primeiro Bloco: Inicia-se com perguntas e respostas, caso o participante não saiba a resposta ele pode passar para o competidor contrário, só que o valor desta pergunta dobra. Um novo repasse é permitido, havendo a duplicação do valor novamente. Ignorando a resposta a equipe terá de pagar uma prenda, que se trata de uma prova valendo pontos. Não conseguindo cumprir, os pontos vão para a equipe adversária.
  • Segundo bloco: O famoso torta na cara, a qual é dada toda vez que um dos participantes não souber a resposta.
  • Terceiro Bloco: Uma gincana mesclando provas, perguntas e obstáculos, quem fizer em menor tempo dobra sua pontuação.
O programa sob este formato foi apresentado de 1987 a 2000, sendo que a ordem cronológica de apresentadores foi, Silvio Santos (1987-1988); Gugu Liberato (1988-1994); Angélica (1995-1996) e Celso Portiolli (1996-2000). Em 2000 houveram algumas alterações e as reprises do programa apresentado por Celso foram ao ar até 2004.

Na época do Gugu havia sido lançado um daqueles joguinhos - acho que era febre ter joguinhos de caixa - baseado no programa; Até hoje lembro como queria aquilo e não ganhei! Traumas da infância...


Para finalizar mais um pouquinho de Passa ou Repassa:



C.R.U.J.,  C.R.U.J., C.R.U.J., Tchau!
Ops... Fiz confusão!


16 de ago. de 2012

TV Cult: Coração Selvagem

Eduardo Palomo - Imagem Retirada DAQUI
Se na música Sidney Magal é meu prazer culposo, no universo televisivo este encargo fica com o folhetim mexicano Corazón Salvaje. Ambientado no início do século XX em Martinica, tem como plot principal o amor de Mônica (Edith González) e João do Diabo (Eduardo Palomo). Trata-se de uma história muito popular no México, tendo sido realizado 4 versões em telenovelas e 1 versão para filme. A que irei falar hoje é a mais bem conceituada de todas, tendo recebido prêmios e sido sucesso absoluto de público, além de transmitida aqui no Brasil  pela SBT.
Todo el mundo tiene un corazón salvaje y una superficie misteriosa.
Sempre suspeitei que em outra vida - meu passado me condena - eu devo ter vivido em uma época repleta de ciganos e flamenco, só isso explica a minha fascinação por tipos exagerados. Por isto, quem sabe, tenha tanto fascínio pela figura do Juan del Diablo - chamado assim por não ter sobrenome reconhecido. Criado livre das convenções da época, era uma persona  de atitudes bruscas e, porque não dizer, feridas já que morou nas ruas e presenciou uma realidade bem diferente das da classe dominante. Este passado conturbado fez com que Juan tratasse as mulheres em pé de igualdade e como seres pensantes - o que destoava do ensinado e difundido no período. Sim, a personagem de Eduardo Palomo era feminista! Este detalhe foi sugerido pelo próprio intérprete, conforme se percebe pelos depoimentos gravados para o especial La Historia Detras Del Mito - Eduardo Palomo:


Por falar em Eduardo Palomo - Seu Lindo! - o ator consagrou-se na pele do João do Diabo, mas, também era cantor e estava num processo de mudança para os EUA quando veio a falecer por um ataque cardíaco com apenas 41 anos.
Si yo la tuviera a usted, solo volviéndome ciego, sordo o imbécil, la dejaría por otra.
Além de eu não ter a dimensão da novela mundo a fora, quando eu assisti a mesma pela SBT não achei estranho a sexualidade ser explorada de forma relativamente aberta. Todavia, a mesma fora gravada em 1993 e pioneira em trazer a temática para as telinhas mexicanas. Tudo, é claro, com aquele sabor brega latino - parecendo os famosos livros de banca estrelados por Fabio. Muitas frases de efeito, aproximações demoradas e aqueles artifícios de luz para criar um clima de insinuação sexual sem ter que apelar e, assim, limitar a faixa etária.

O lado sexual desta novela foi tão marcante que uma das cenas mais comentadas e lembradas é a da primeira vez entre Mônica e Juan:


Sua canção tema acabou virando hit no México e colocando no mapa Miguel Mijares:


Um ponto que acredito valer creditar é que a história do casal principal não é daquelas em que num instante tudo acontece e pronto: Apaixonados. Não, Juan e Mônica vão se conhecendo, ainda machucados do passado e sem intenções maiores, e aos poucos percebendo o sentimento. Para mim faz muito mais sentido do que aquelas paixões arrebatadores de infância que nunca passam - vide Avenida Brasil.
A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy. 

11 de ago. de 2012

A Metamorfose de Buffalo Bill

Imagem retirada DAQUI
Para mim o filme de serial killer a ser batido é, com certeza, O Silêncio dos Inocentes. Adoro cada detalhe de sua construção, seus personagens e o cuidado de mostrar o lado obscuro de forma inteligente. Neste ponto, a atuação dos intérpretes da trama é essencial para se captar todas as magnitudes e nuances envolvidas - Hannibal Lecter que o diga! 

Ao soar o nome das película, logo se pensa na mitológica figura do psiquiatra canibal, contudo, outra persona dá show em suas neuroses e patologias assassinas: Buffalo Bill, interpretado com precisão por Ted Levine. Logo cogitei falar sobre este quando o assunto LGBTT transformou-se na temática semanal. O motivo? Acho que é bem resumido por esta citação do filme:
Look for severe childhood disturbances associated with violence. Our Billy wasn't born a criminal, Clarice. He was made one through years of systematic abuse. Billy hates his own identity, you see, and he thinks that makes him a transsexual. But his pathology is a thousand times more savage and more terrifying. - Hannibal Lecter
Buffalo era um transexual que foi levado aos extremos quando seu desconforto corporal, seguido por anos de abusos, transformaram-se em um ódio por quem ele era. Não se tratava de estar vivendo dentro de uma morfologia corporal errônea, mas sim, de ser toda uma pessoa errada.

Para quem não assistiu ao filme - corra ver - ou não se recorda muito bem, Bill é procurado por estar matando garotas plus size e retirando a pele delas. Seu intento é todo focado na necessidade de, literalmente, costurar uma nova identidade pessoal. Assim como na situação de Norman Bates, fico imaginando o inferno que o trouxe a tamanhas atrocidades. Uma das cenas mais emblemáticas para o deslindar do psicológico de Buffalo é a que segue; Dançando em frente ao espelho percebemos quem ele anseia ser. 


Outro uso belíssimo de metalinguagem artística é o casulo de uma mariposa depositada junto aos corpos. Ali se vê a esperança em fase de mutação, uma metamorfose que lhe foi negada sendo tomada a força.

O filme não mostra qual seria o passado sombrio de Buffalo Bill, entretanto, seus atos desesperados e desequilibrados demonstram uma "fé" maquiavélica de que, se a sociedade não lhe permitiu alcançar o que seu eu interno gritava, os fins justificariam os meios.

Aviso: Falo aqui de uma personagem. De maneira NENHUMA tais análises PESSOAIS refletem o real estado de um transexual. Esta é uma coluna dedicada ao terror visando ao entretenimento tão somente. Ademais, confiram as postagens da semana LGBTT

2 de ago. de 2012

Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…

“Alô! Alô! Planeta Terra chamando, planeta Terra chamando! Alô! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…"
Se tem algo que acredito que deva ser estimulado durante toda a vida é a tal da "imaginação infantil". Coloco entre aspas vez que penso ser um fator além das idades, algo inerente ao espírito. A imaginação que esquece dos limites é responsável pelas maiores invenções e reviravoltas sociais, esta espécie de "sonhar" é característica daqueles insanos que nunca deixam de cogitar as impossibilidades. A exemplo de um certo garotinho que  figurou na telinha da TV Cultura lá no início dos anos 90; Já sabe quem é? Vai aí mais uma dica: "Ah, né?!"

O pequeno voluntarioso Lucas Silva e Silva - interpretado por Luciano Amaral, sim, aquele do Castelo Rá-Tim-Bum - era a personagem principal de um dos programas brazucas mais interessantes: O Mundo da Lua. Com o pretexto de um gravador que Lucas recebeu de seu avô no aniversário de 10 anos, inicia-se uma jornada entre a infância e a adolescência, seus conflitos e as escapatórias imaginativas do menino quando os problemas reais o afetavam.

De cara pode soar perigosa a alternativa dele, contudo, é neste espaço imaginário - o mundo da lua - que encontra as respostas, enxergando tudo sob uma nova perspectiva. Sem pretensões, acabava fazendo um verdadeiro exercício de autoconhecimento. O grande mérito disto resta, justamente, nas mãos do criador do programa e roteirista da maior parte dos episódios, Flávio de Souza.

Imagem retirada daqui.
A equipe de sucesso não parava por aí, afinal, o elenco de apoio era tão fantástico quanto o protagonista; A começar por seu avô Orlando, que nas mãos de Gianfrancesco Guarnieri virou um simpático e engraçado ser. Também se tinha a hilária empregada - Ana D'Lira - e seus amores por um apresentador de rádio. Há que se falar dos pais, típicos e amorosos, Rogério (Antônio Fagundes) e Carolina (Mira Haar); Para fechar, uma tradicional adolescente e seus rompantes, a qual servia de contrassenso para Lucas, sua irmã Juliana (Mayana Blum).

No fim, nada mais era do que uma família como qualquer outra, com seus problemas e suas percepções do crescimento. Daí a graça da imaginação como elemento fabuloso para ensinar e alargar os olhares infantis. O encanto das desventuras descritas naqueles diários de bordo era tamanho que, como guria que cresceu aos embalos culturais, fica difícil de esquecer aquela abertura anunciando que tudo poderia acontecer.

Caso você não conheça, ou mesmo queira relembrar, deixo aqui o primeiro episódio - de 52 - para conferir. E boa viagem ao universo lunar:

"I believe in the imagination. What I cannot see is infinitely more important than what I can see". 

26 de jul. de 2012

10 Desenhos Indispensáveis da Minha Infância

Nestes pouco mais de 2 meses de blog falando de TV Aberta, dei-me conta que esqueci de escrever sobre um dos maiores encantos que a telinha pode proporcionar ao imaginário: Os Desenhos Animados. Pois é, falei de novela, de sessão da tarde, de programas e, por puro descuido, não citei estas pérolas vitais da infância. Assim, para recompensar este esquecimento, vou fazer logo uma listagem de 10 cartoons que embalaram aquele meu período pueril e fizeram das minhas manhãs - ou tardes, ou noites - algo além do ordinário. Afinal, como já explicou Snoopy:
“Minha vida não tem qualquer finalidade, sem direção, sem objetivo, não faz sentido e, no entanto, estou feliz”. 
A infância também é um pouco assim.

Caverna do Dragão: Um dos desenhos mais "mitológicos" que conheço - falo isto sobre as teorias quanto a um episódio final e quem seria na verdade o Mestre dos Magos e o Vingador, quase lendas urbanas - conta a história deste grupo de crianças e adolescentes que acabam presos em uma realidade alternativa e tentam encontrar o caminho para casa. O que eu mais gostava no mesmo era a interação das personagens, cada qual com seus talentos e dificuldades. De todos eu queria ser a Diana!


He-Man: Este era o alter-ego do Príncipe Adam, o qual ganhou seus poderes quando encontrou a Espada de Grayskull. Ele vive em Eternia e está sempre lutando para que o bem vença, e não o Esqueleto. Adorava o Gato Guerreiro e o Gorpo, além dos conselhos que ele dava no final.


Thundercats: Aquela musiquinha de abertura grudava na minha cabeça! Fora isto, a animação contava com os habitantes de Thundera que lutavam contra Mumm-Ra. O ponto alto aqui para mim era a força guerreira dos personagens, em especial de Cheetara - uma das mulheres (ou quase) mais fortes dos desenhos da época.


Ursinhos Carinhosos: 5, 4, 3, 2, 1! Pois é, este aqui era um cúmulo de fofo. Tons pastéis, nuvens, doces... Tudo muito adorável. Por isto, acho ele recomendável aos menorzinhos! Fora as tradições "lições de moral" que cada episódio continha.


Cavalo de Fogo: "No meu sonho eu já vivi um lindo conto infantil. Tudo era magia, era um mundo fora do meu. E ao chegar desse sonho, acordei. Foi quando correndo eu vi um cavalo de fogo ali que tocou meu coração, quando me disse então, que um dia a rainha eu seria, se com a maldade pudesse acabar, no mundo dos sonhos pudesse chegar..." Por que eu gostava tanto? Oras, sendo menina, é obvio que eu queria um cavalo igual. Nunca fui muito fã de pôneis (hehehe).


Tom & Jerry: Preciso explicar? Era inocente, engraçado e com uma trilha sonora surreal - claro que eu não percebia isto na época. Acho que é um dos exemplos mais emblemáticos de desenho animado atemporal.


Os Cavaleiros do Zodíaco: Honra, luta entre o bem e o mal, uma saga, uma aventura... Os Cavaleiros do Zodíaco trata-se de um dos primeiros mangás - não vou falar sobre o tema, pois não sou conhecedora - a chegar aqui no Brasil. Foi um sucesso mundial e era impossível ficar de fora da febre.


Doug: O universo de um pré-adolescente pra lá de criativo é a temática deste desenho animado. Doug conseguia trafegar entre o lado infantil e o início dos interesses adolescentes de forma maravilhosa; Sem falar dos adorados Costelinha e Skeeter. Por bem ou por mal teve circunstâncias em que me identifiquei com o tresloucado jeito de ser de Doug. 


A Turma do Charlie Brown (Snoopy): De todos o que ainda assisto e penso: "Está acrescentando algo em minha vida". Faz a linha inteligente, ao estilo de O Pequeno Príncipe, que por mais infantil que se intitule, na verdade é um tratado sobre o como se viver para todas as idades. 


Popeye: Este marinheiro, apaixonado pela Olívia Palito e inimigo de Brutus, é a razão por eu ter experimentado Espinafre, a verdura que mais gosto. Por isto só já valia um lugar na minha lista. É o verdadeiro vintage do top.


Teve infância melhor que a nossa?

19 de jul. de 2012

Cine Trash, Zé do Caixão e Suas Pragas

Apaixonado pelo terror como ele só, José Mojica Marins, que criou a persona do Zé do Caixão - confiram a sua biografia fictícia -, transitou pelas mais variadas formas de expressão do gênero, desde cinema, literatura, programas de Rádio e, inclusive, programas de TV. Sua trajetória começou nos anos 50 em outros estilos de filmes, sendo somente na década de 60 que surgiu a personagem pelo qual é famoso.  Durante aquele período alcançou um bom sucesso com suas produções trash de horror. Com um estilo caricato, nas sequências das décadas, passou um bom tempo Zé do Caixão foi sinônimo até de graça; Contudo, com o seu Encarnação do Demônio, ganhou o status de cult - por sinal muito merecido - e presenciou um revival que poucos artistas tiveram a sorte. 

Eu só fui ter ciência de quem era o tal do Zé do Caixão quando passei a assistir ao Cine Trash, o qual passou na BAND durante a década de 90. Como o próprio nome da atração diz, o objetivo era disponibilizar verdadeiras pérolas do horror e seus absurdos para o público das tardes, já que passava as 15h15min. Fazendo o estilo de apresentação antigo - vide O Show da Vampira - trazia, além da emblemática figura do Zé, películas como Re-animator, Ghoules, Psycho Cop - Ninguém Está em Segurança, A Noite dos Mortos Vivos, The Evil Dead, e Fome Animal. Para saber a lista completa apresentada clique AQUI. O programa durou alguns meses até que a faixa etária dele fosse alterada e a Band obrigada a cancelá-lo. Uma pena, já que os índices de audiência eram ótimos.

O sucesso da atração foi tamanho que até um CD - super legal por sinal - inspirado na mesma foi lançado na época. Confira as músicas:

1. Alice Cooper - TRASH
2. White Zombie - SUPER CHARGER HEAVEN
3. Kreator - PREVAIL
4. Slayer - RAINING BLOOD
5. Black Sabbath - SABBATH BLOODY SABBATH
6. Accept - PREDATOR
7. Criminal - SELF DESTRUCTION
8. Nine Inch Nails - WISH
9. Psichotica - STARFUCKER LOVER
10. Deep Purple - ANYA
11. Gangrena Gasosa - SARAVA METAL
12. Full Range - LIFE WATERFUL MAN
13. Nightmare Team - TRASH THEME



Uma das coisas mais legais no programa eram as famosas Pragas do Zé do Caixão, até hoje relembradas. A tal da brincadeira de tão certo que havia até uma promoção que selecionava as melhores pragas dos telespectadores para serem lidas no ar.


Encontrei algumas delas na internet. Aviso que estas não fizeram parte do Cine Trash - uma é do canal dele no youtube, outras duas do Estranho Mundo de Zé do Caixão, e a última para a divulgação de seu filme -, mas, estão valendo. 

''O medo é o pior dos flagelos que a mente do homem aninha em seu recôndito. Ele transforma seres racionais em simples marionetes, movidos pelos cordões negros do terror.''

13 de jul. de 2012

Toda Mulher Tem um Pouco de Bruxa!

Mas há algumas coisas que tenho por certeza: Sempre jogue uma pitada do sal derramado sobre seu ombro, tenha alecrim em seu jardim, plante lavanda para dar sorte, e apaixone-se sempre que puder. (via Tumblr.)
A figura mística da bruxa é associada, no imaginário popular, por uma mulher má, talvez velha, talvez feia, que busca a solução de certos problemas através da magia negra. Conceito que pode ser muito bem relacionado ao tratamento dado a mulheres "rebeldes" na idade média. Tratá-las como hereges era algo fácil, já que os sinais vistos como pecaminosos tinham em sua base desde superstições a marcas/doenças genéticas. 
Quem nunca fez uso de alguma "sabedoria popular" que atire a primeira pedra. 
Eu cresci brincando na casa da minha avó materna. Ela era doceira de mão cheia, apesar de nunca ter tido treinamento profissional; Chegar lá era provar de uma infinidade de sabores deliciosamente combinados. Tudo que sabia aprendeu com sua mãe, e esta com a sua figura materna e assim por diante. Os segredos daquela culinária caseira foram passados de geração a geração, como também algumas orações e bençãos que ajudavam a encontrar objetos perdidos, curar o amarelão e proteger contra a "maligonia" - seja lá o que for isto. Minha avó sempre foi mágica ao meus olhos. Sim, eu acho que ela tinha um "q" de bruxa.

Qual o meu ponto com este breve relato de minha infância? Provar que "bruxaria" pode ter um conceito muito mais amplo do que os dados malévolos que nos são repassados. Por exemplo, o uso de um amuleto da sorte, uma simpatia de final de ano, uma prece libertadora, algo em que se deposite a confiança e o poder, para mim isto tudo faz parte do conceito de magia/feitiço/mágica.

Via Tumblr.
Não poderia ser diferente com a dita Sexta-feira 13, cercada de mistérios e crendices - basta dar uma olhada no MEDOB que traz algumas curiosidades sobre a data, confiram AQUI.O número 13 é por vezes associado a incompletude, má sorte e inclusive morte, fazendo com a data ganhasse uma conotação fantástica. Assim, se tem uma época em que as pessoas ficam mais atentas as superstições é esta; Não se passa debaixo de uma escada, não se deixa um gato preto atravessar o caminho, quiçá quebrar um espelho... Sete anos de azar é muito tempo.

Bianca Passarge by Carlo Polito, 1958
- No, I'm not okay! You've turned me into a witch!
- You were born one. We all were. And I think we better start learning to deal with that.
Sejamos sinceras, todas temos alguns segredinhos infalíveis; Uma certa máscara caseira para pele, uma receita afrodisíaca, uma roupa que dá sorte, um chá para curar isto ou aquilo, um charme extra para conquistar algo... Nós mulheres somos sortudas, temos a magia ao nosso lado. Nascemos sobe o fortuito sexo dos mistérios a serem revelados, somos todas um tantinho "bruxas", e é melhor aprendermos a lidar com isto. 

Para finalizar, que tal exercitarmos o nosso lado feiticeira e assistindo ao primeiro episódio legendado de Charmed - série que já comentei no post As Bruxas dos Anos 90 em meu blog -, créditos ao Canal ViviHelenaSF:



Tenham uma ótima Sexta-feira 13!