Mostrando postagens com marcador TV Aberta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV Aberta. Mostrar todas as postagens

5 de jan. de 2013

Perfis de Mulher: Hebe Camargo

O fim do ano sempre chega com a esperança da renovação a partir de primeiro de janeiro. No entanto, há também um gosto agridoce quando nos lembramos de quem se foi no ano que terminou. Em 2012 o Brasil perdeu uma de suas maiores apresentadoras, pioneira na televisão, simpática e adorada pelo público: Hebe Camargo.
Nascida em 1929, na cidade de Taubaté, era a caçula de seis filhos e costumava acompanhar o pai, violinista e cantor, em suas apresentações. Quando ela tinha 14 anos a família mudou-se para São Paulo, pois o pai foi trabalhar na Rádio Difusora, chegando a reger a orquestra da emissora. Um ano depois, Hebe estreava como cantora na Rádio Tupi. Nos anos seguintes cantou em um quarteto familiar e também fez apresentações de sambas e boleros, cantando em boates e gravando discos.
Capa de LP

Seu envolvimento com a televisão se deu desde os primeiros instantes de vida dessa nova forma de entretenimento no Brasil. Em 1950, ela e Assis Chateaubriand foram ao porto de Santos buscar os equipamentos que chegavam para as primeiras transmissões. Hebe havia sido escalada também para cantar o Hino à Televisão na primeira transmissão, mas não foi ao evento e foi substituída pela amiga de longa data Lolita Rodrigues. Mesmo assim, ela foi pioneira nos programas femininos, apresentando “O mundo é das mulheres” em 1965 e a partir daí conferindo o tom descontraído das entrevistas, algo que se tornaria sua marca e sua maior contribuição para a televisão.
Hebe passou por diversas emissoras, onde teve programas de entrevista nos mais variados formatos. Mas com certeza sua mais lembrada casa foi o SBT, no qual ela fez mais de mil programas em quase vinte e cinco anos. Na emissora ela também foi madrinha do Teleton, programa especial dedicado à arrecadação de recursos para as crianças deficientes. Sua saída da emissora em 2010 surpreendeu o público e Hebe firmou contrato com a RedeTV!. Dias antes de a apresentadora falecer, sua volta ao SBT foi anunciada.
Hebe casou-se pela primeira vez aos 35 anos com Décio Capuano, que já namorava fazia 15 anos. Em 1965 ela teve seu único filho, Marcello, e ficou um ano sem trabalhar cuidando do menino. Conta-se que Décio era muito ciumento e não concordava com o trabalho da esposa no rádio e na televisão, motivo que a levou a se separar dele em 1971, menos de sete anos após o casamento. Dois anos depois ela casou-se com o empresário Lélio Ravagnani, com quem ficou até a morte dele, em 2000. Hebe admitiu ter feito um aborto aos 18 anos, quando engravidou e foi abandonada pelo primeiro namorado, e disse que sofreu mais dois abortos espontâneos enquanto vivia com Décio.
O câncer no peritôneo, tecido na região abdominal, foi descoberto no início de 2010. A partir daí sucederam-se séries de cirurgias e internações. Com sua morte e enterro, o país parou e São Paulo viveu 24 horas de cidade fantasma, tamanho era o carinho dos paulistanos pela apresentadora. As homenagens nas mais diversas emissoras mostraram o quanto ela foi benquista por seus colegas de profissão e respeitada pelo público, até mesmo pelos telespectadores que não eram seus fãs de carteirinha.  
Hebe virou até boneca
Sua marca registrada foi a espontaneidade, expressa nas conversas em seu famoso sofá, nos selinhos que distribuía entre os convidados, a quem tratava por “gracinha”. Sua alegria se mostrou presente nas viagens, sobre as quais fazia matérias para seu programa, com direito até a desfilar na parada da Disney. Sua fé era inabalável e seu legado continua, mesmo que inconscientemente, em todos os cantos da televisão brasileira.

“Não existe motivo nenhum para você mudar sua personalidade porque você tem uma situação melhor ou não. Eu fico com pena de quem
muda.”
Hebe Camargo (1929-2012)

20 de set. de 2012

Acessibilidade e Televisão Combinam?

Imagem retirada DAQUI
Para quem desconhece o termo, acessibilidade vai além das mudanças para a permissão de que deficientes físicos consigam locomoverem-se, fazerem uso de produtos e alcançarem informações, trata-se de uma inclusão mais direta e duradoura, garantindo que a população, em sua mais pura totalidade, consiga usufruir do mínimo com dignidade. Assim, considerando a pergunta título, a acessibilidade é como um pretinho básico, combina com tudo; Inclusive televisão. Contudo, como tudo que na vida demande uma ação mais efetivas, financeira e social, a tão apregoada inclusão parece estar longe de ser vivenciada em sua plenitude.

Geralmente nesta coluna falo sobre alguma pérola da TV Aberta a ser relembrada, desta vez, entretanto, optei por trazer o trecho de uma matéria realizada para o programa Globo Universidade que compila informações interessantíssimas sobre o curso de Tradução, especialmente na elaboração de Closed Caption, e Audiodescrição. Segue o vídeo: 


Eu que sempre fui uma apaixonada pelo cinema, ficava imaginando como era a experiência desta arte através da vivência de uma pessoa com limitações físicas na visão - sendo cego ou com baixa visibilidade. Algo tão maravilhoso e fácil para mim era percebido com fascínio por outrem que não usufrui de todos os sentidos? Não sei se algum dia saberei esta resposta, mas, sei que a acessibilidade e a inclusão do recurso de audiodescrisão são vitais para que a diferença no acesso a um mesmo programa televisivo ou película fixe-se apenas nas opiniões pessoais. 


15 de set. de 2012

Perfis de Mulher: Anita Garibaldi


Símbolo de coragem, força e companheirismo, a brasileira Anita Garibaldi se aventurou ao lado do marido, o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, e foi de fundamental importância numa série de batalhas na Guerra dos Farrapos, num levante uruguaio contra um ditador argentino e na unificação italiana. Ela seguiu seu amado como a maioria das mulheres submissas da época faria, mas sua bravura fez dela uma mulher extraordinária.
Nascida Ana Maria de Jesus Rbeiro em 1821, era filha de humildes descendentes de portugueses. Embora a cidade de Lages tenha reivindicado o posto de cidade natal de Anita, hoje é quase certo que ela nasceu na cidade catarinense de Laguna. Órfã de pai muito jovem, viu-se obrigada a casar-se aos 14 anos com Manuel Duarte de Aguiar, que três anos mais tarde se alistou no exército e abandonou a mulher.
Em 1839 Garibaldi participou da tomada do porto de Laguna e, ao olhar por uma luneta de um navio, avistou Anita na costa e ficou deslumbrado com sua beleza. Na época, Giuseppe tinha 32 anos e Anita, 18. Ele desembarcou e, por uma coincidência do destino, foi convidado para tomar café justamente na casa onde Anita morava. Foi amor à primeira vista.
Logo ela decidiu abandonar a casa para seguir lutando com Garibaldi. E aqui começam as peripécias da corajosa moça, que incluem, logo de início, uma missão de transportar combustível numa balsa durante uma batalha naval. No ano seguinte Anita seria presa e enganaria o capitão inimigo dizendo que seu marido havia morrido em combate. Ele, comovido, deixou-a sair para procurar o corpo do marido, possibilitando sua fuga.
Em 1841 Giuseppe e Anita abandonaram a Guerra dos Farrapos, que já estava sendo combatida pelo governo central, e seguiram para o Uruguai, onde criaram cabeças de gado. Mas a vida pacata durou pouco, pois no ano seguinte eles se engajaram na luta contra o ditador argentino Juan Manuel de Rosas, que pretendia dominar a região. Foi neste mesmo ano que o casal regularizou sua situação, uma vez que no Uruguai não era possível assumir cargos públicos vivendo com a esposa numa situação irregular. Depois de tudo acertado, Garibaldi foi nomeado comandante da frota uruaguaia.
O casal teve quatro filhos, sendo que o primeiro, Menotti, nasceu ainda no Brasil. Os outros três nasceram em solo uruguaio: Rosita, Teresita e Ricciotti. Rosita faleceu aos dois anos de idade, devido a uma asfixia. Em 1848 Anita e as crianças foram mandadas para a cidade francesa de Nice, sob os cuidados da mãe de Garibaldi. Um ano depois ele se juntaria à família.
Outra vez a revolução chamou o casal, desta vez na Itália. Após um ataque a Roma, Anita segue Giuseppe; grávida do quinto filho, não aceita o conselho para ficar em um lugar seguro. O que aconteceu depois é um assunto controverso, mas a hipótese mais aceita é que uma febre alta, supostamente sintoma de malária, tenha tornado seu parto complicado. Anita faleceu aos 28 anos e seu filho também não resistiu. Seu corpo foi enterrado às pressas e desenterrado sete vezes antes de ser definitivamente sepultado.  
Monumento que marca o túmulo de Anita
Apesar de ter uma vida curta, Anita ainda é constantemente lembrada. Seu nome figura em diversas ruas, praças e avenidas. Em homenagem a ela foram batizados dois municípios de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitos monumentos foram erguidos para ela, inclusive em Roma, onde desde 1932 estão seus restos mortais. Vários filmes foram feitos sobre ela, sendo o primeiro de 1910 e havendo também uma versão de 1952 com a grande atriz italiana Anna Magnani. Em abril de 2012 ficou determinado que seu nome fosse escrito no livro dos Heróis da Pátria. Talvez ela seja mais conhecida pelo grande público como personagem da minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, exibida em 2003 pela Rede Globo, em que foi interpretada por Giovanna Antonelli. Presença garantida nos livros de história, Anita foi uma grande brasileira que merece ter sua trajetória mais conhecida por seus compatriotas. 

Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parado."

Anita Garibaldi (1821-1849)  

13 de set. de 2012

Bem vindo ao novo Sítio do Picapau Amarelo

Tenho certeza de que todos aqui já ouviram falar da boneca de pano serelepe e tagarela, Emília... também da menina linda, do nariz arrebitado, Narizinho... do valente Pedrinho, o inteligente Viconde Sabugosa e os demais personagens criados pelo maravilhoso Monteiro Lobato.

Depois de tantas versões do Sítio do Picapau Amarelo, eis que neste ano surgiu o desenho animado. São 26 episódios baseados na obra "Reinações de Narizinho". A dublagem de Emília, Narizinho e Pedrinho são feitas, respectivamente, pelos atores Isabella Guarnieri, Larissa Manoela e Vini Takahashi.

Para quem nunca viu, fica aqui a dica ... seguem alguns episódios completos!

 Um lugar diferente - Ep. 1

Um grande aventureiro - Ep. 2

As promessas do Rabicó - Ep. 3

O bolo da tia Nastácia - Ep. 4

A pílula do Dr. Caramujo

A princesa do Reino das Águas Claras

A viagem da dona Benta

Então é isso...

Me despeço por aqui.

Beijinhos!!

Câmbio, desligo.

6 de set. de 2012

TV Cult: Presença de Anita

Neste dia do sexo pensei sobre o que traria aqui para a sessão de TV Aberta do blog... Queria algo relacionado ao tema, mas, que não se desvirtuasse muito do panorama das postagens costumeiras. Foi aí que lembrei de uma minissérie que ganhou grandes proporções na mídia da época e até hoje é lembrada como referência no estilo; Afinal, se Mel Lisboa fez outras personagens não importa, ela sempre será recordada como a ninfeta intensa, sedutora, ludibriosa e desequilibrada de

Inspirada no livro homônimo de Mário Donato - avisando aqui que a minissérie adotou da licença poética do texto original - Manoel Carlos conta a história de Fernando (José Mayer) um arquiteto que tenta concluir o seu primeiro livro, enquanto sua esposa Lúcia (Helena Ranaldi) busca a solução para o casamento fracassado, e o surgimento de Anita (Mel Lisboa) na vida deles. Fernando encontra na misteriosa Anita a personagem ideal para o seu romance. Contudo, os encantos extremos da garota - indo de angelical a lasciva - fazem com que a inspiração torne-se obsessão e o inevitável relacionamento entre os dois tem consequências desastrosas.

Como a personagem de Anita era muito passional, várias foram as cenas de sedução, nudez e sexo protagonizadas por Mel, ainda desconhecida na época. Logo chamando a atenção do público. Suas roupas leves e insinuantes eram uma contradição ao obscuro de seu passado; Sendo que a única informação concreta que se tinha sobre tal é que a mesma vivera com um artista plástico, Arnando, muito mais velho que ela e cujo o qual conheceu quando tinha apenas 12 anos, após fugir de sua casa para ser livre. 

Outra informação interessante para a condução da trama era a fascinação da garota por uma boneca de louça - Conchita - que guardaria a alma da antiga moradora de sua atual casa, assassinada pelo amante.  

Mais algumas personagens são inclusas na trama - como o inocente Zezinho (Leonardo Miggorin), vitimizado idem pela sedução de Anita -, entretanto, nada é tão intenso quanto a relação absurda de amor e ódio entre Anita e Nando. 


Deixo agora algumas curiosidades retiradas do site Memória Globo:
- Lançado em 1948, o romance de Mário Donato causou escândalo. A Igreja reprovou a obra do jornalista, que atraiu muitos leitores jovens e indignou senhoras cristãs de São Paulo. Manoel Carlos se inspirou no enredo do livro, mas criou novos personagens, eliminou outros e desenvolveu tramas paralelas para escrever a minissérie.
- O livro de Mário Donato também serviu de inspiração para a novela A Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro, exibida em 1964, pela TV Excelsior e um filme de 1951.
- Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida para interpretar Anita. A seleção concorrida: a estudante Mel Lisboa foi aprovada para o papel entre mais de 100 jovens.
- Com o sucesso de audiência e a repercussão da minissérie, a direção da TV Globo chegou a pensar na ampliação de Presença de Anita. No entanto, como grande parte da série já estava gravada – e como a exibição estava praticamente na metade –, não foi possível prolongar a trama.
- A figurinista Helena Gastal conta que, assim que a minissérie entrou no ar, as lojas do Saara, popular centro de compras no Rio de Janeiro, começaram a vender o “kit Anita”, que vinha com uma calcinha, uma camiseta e uma gargantilha com pingente de estrela, visual da personagem.
- O sambista Nelson Sargento fez uma participação especial na minissérie.
- Em agosto de 2001, foi lançado o roteiro de Presença de Anita, escrito por Manoel Carlos. O livro trazia praticamente o mesmo script que o elenco recebeu para as gravações, com exceção de alguns detalhes técnicos.
- Presença de Anita foi reapresentada em setembro de 2002 e, nesse mesmo ano, foi lançada em DVD. A minissérie também foi exibida no Multishow, canal da Globosat, em comemoração aos 40 anos da TV Globo, em 2005.
- Presença de Anita foi vendida para o Equador, Honduras, Nicarágua Peru, Portugal e Uruguai.
"Essas paredes, as tábuas do chão, portas, janelas, tudo isso é testemunha do que aconteceu entre os dois amantes. E esse espelho, olha esse espelho... Ele refletiu toda cena de ciúmes, também a morte dos dois, já imaginou que fascinante conhecer o passado de um espelho? Entrar por dentro dele, como Alice?"

30 de ago. de 2012

Enquanto isto na Sessão da Tarde... John Hughes!

Conhece aquele jogo de associações mentais onde alguém diz uma palavra e você tem que responder com a primeira que surgir em sua mente? Pois é, para mim, toda vez que penso em Sessão da Tarde, imediatamente, remeto-me a John Hughes. É impossível desvencilhar um do outro; São como queijo e goiabada:

A combinação perfeita!

No geral, nesta sessão do blog eu falo sobre algum programa em específico. Contudo, em virtude da magnitude do trabalho de Hughes - principalmente por ter representado toda uma geração - somado ao fato de que por vezes as pessoas não associam o filme ao diretor/roteirista, resolvi falar (confesso que por alto) de seu trabalho.
Os anos 80 não seriam os mesmos sem John;A Sessão da Tarde não seria tão nostálgica sem o trabalho de Hughes.
John Hughes Jr. nasceu em 18 de fevereiro de 1950, além de diretor, foi  produtor e roteirista. Sua carreira começou através de seus escritos, já que na década de 70,  trabalhou para a revista National Lampoon. Daí passou para os roteiros (filmes e séries), sendo que por ocasiões usou o pseudônimo Edmond Dantès, uma homenagem ao personagem principal de O Conde de Monte Cristo, para apresentar seus trabalhos.

Uma curiosidade interessante é a de que seus filmes possuíam certa característica particular para a época, sempre apresentando cenas extras após os créditos finais.

Hughes faleceu em 2009, aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan. No Oscar 2010 foi apresentada uma homenagem ao seu trabalho, a qual contou com a participação dos seus astros (agora não mais) adolescentes.

E por falar em adolescência, não consigo imaginar outro diretor/roteirista que tenha captado com a mesma destreza esta fase da vida. Sem exageros, John Hughes conseguiu transportar diversos aspectos irrefutáveis e dilemas atemporais - vide Clube dos CincoCurtindo a Vida Adoidado.
 
Como seus maiores destaques de trabalhos são de diretor e roteirista, trago a sua filmografia e faço um desafio para os que presenciaram a Sessão da Tarde principalmente nos anos 80/90: Quantos dos filmes listados você assistiu durante as tardes nas sessões de cinema da telinha? 

John Hughes como Diretor:
1991 - Curly Sue
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões

John Hughes como Roteirista:
2008 - Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
2003 - Beethoven 5
2002 - Encontro de Amor
2002 - Esqueceram de Mim 4
2001 - Beethoven 4
2001 - Os Viajantes do Tempo
2000 - Beethoven 3 - Uma Família em Apuros
1998 - Nadando Contra a Corrente
1997 - Esqueceram de Mim 3
1997 - Flubber
1996 - 101 Dálmatas - O Filme
1994 - Milagre na Rua 34
1994 - Ninguém Segura Este Bebê
1993 - Beethoven 2
1993 - Denis, O Pimentinha
1992 - Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York
1992 - Beethoven - O Magnífico
1991 - Curly Sue
1991 - De Volta para Casa
1991 - Construindo uma Carreira
1990 - Esqueceram de Mim
1989 - Christmas Vacation
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - As Grandes Férias
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1987 - Alguém Muito Especial
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1986 - A Garota de Rosa-Shocking
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Férias Frustradas II
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões
1983 - Piratas das Ilhas Selvagens
1983 - Mr. Mom
1982 - A Reunião dos Alunos Loucos


E aí, quantos filmes foram?


Para terminar esta singela homenagem a este mestre da Sessão da Tarde, deixo aqui uma Playlist que fiz com algumas músicas das trilhas sonoras dos filmes de John Hughes. Espero que gostem.

Ouça:



 

23 de ago. de 2012

O Double Dare Brasileiro

Acho divertido um game show, não para assistir com  frequência, mas, de vez em quando eu paro e curto responder as questões enquanto torço por alguma equipe. Jogo a culpa deste gosto duvidoso na SBT e sua mania de trazer o gênero para cá. Durante os anos 90 um ganhou destaque especial, já que envolvia tortas na cara - com esta dica ficou fácil -:
Sim, é o Passa ou Repassa

Inspirado no programa americano Double Dare, teve sua estréia em 1987, sob o comando de Silvio Santos - HahaHihi -, contudo, foi somente em  1989 que o programa realmente cau no gosto popular por conta  de seu quadro principal, Torta na Cara. A torta era feita completamente de chantili e graças a tal, mais um jargão nasceu: "Quem sabe responde, quem não sabe , leva torta na cara"



Para quem não se lembra, ou mesmo não conhece, vou explicar o conceito do programa:

  • Dois times competindo entre si pela maior pontuação. Por vezes celebridades, por vezes escolas.
  • Primeiro Bloco: Inicia-se com perguntas e respostas, caso o participante não saiba a resposta ele pode passar para o competidor contrário, só que o valor desta pergunta dobra. Um novo repasse é permitido, havendo a duplicação do valor novamente. Ignorando a resposta a equipe terá de pagar uma prenda, que se trata de uma prova valendo pontos. Não conseguindo cumprir, os pontos vão para a equipe adversária.
  • Segundo bloco: O famoso torta na cara, a qual é dada toda vez que um dos participantes não souber a resposta.
  • Terceiro Bloco: Uma gincana mesclando provas, perguntas e obstáculos, quem fizer em menor tempo dobra sua pontuação.
O programa sob este formato foi apresentado de 1987 a 2000, sendo que a ordem cronológica de apresentadores foi, Silvio Santos (1987-1988); Gugu Liberato (1988-1994); Angélica (1995-1996) e Celso Portiolli (1996-2000). Em 2000 houveram algumas alterações e as reprises do programa apresentado por Celso foram ao ar até 2004.

Na época do Gugu havia sido lançado um daqueles joguinhos - acho que era febre ter joguinhos de caixa - baseado no programa; Até hoje lembro como queria aquilo e não ganhei! Traumas da infância...


Para finalizar mais um pouquinho de Passa ou Repassa:



C.R.U.J.,  C.R.U.J., C.R.U.J., Tchau!
Ops... Fiz confusão!


16 de ago. de 2012

TV Cult: Coração Selvagem

Eduardo Palomo - Imagem Retirada DAQUI
Se na música Sidney Magal é meu prazer culposo, no universo televisivo este encargo fica com o folhetim mexicano Corazón Salvaje. Ambientado no início do século XX em Martinica, tem como plot principal o amor de Mônica (Edith González) e João do Diabo (Eduardo Palomo). Trata-se de uma história muito popular no México, tendo sido realizado 4 versões em telenovelas e 1 versão para filme. A que irei falar hoje é a mais bem conceituada de todas, tendo recebido prêmios e sido sucesso absoluto de público, além de transmitida aqui no Brasil  pela SBT.
Todo el mundo tiene un corazón salvaje y una superficie misteriosa.
Sempre suspeitei que em outra vida - meu passado me condena - eu devo ter vivido em uma época repleta de ciganos e flamenco, só isso explica a minha fascinação por tipos exagerados. Por isto, quem sabe, tenha tanto fascínio pela figura do Juan del Diablo - chamado assim por não ter sobrenome reconhecido. Criado livre das convenções da época, era uma persona  de atitudes bruscas e, porque não dizer, feridas já que morou nas ruas e presenciou uma realidade bem diferente das da classe dominante. Este passado conturbado fez com que Juan tratasse as mulheres em pé de igualdade e como seres pensantes - o que destoava do ensinado e difundido no período. Sim, a personagem de Eduardo Palomo era feminista! Este detalhe foi sugerido pelo próprio intérprete, conforme se percebe pelos depoimentos gravados para o especial La Historia Detras Del Mito - Eduardo Palomo:


Por falar em Eduardo Palomo - Seu Lindo! - o ator consagrou-se na pele do João do Diabo, mas, também era cantor e estava num processo de mudança para os EUA quando veio a falecer por um ataque cardíaco com apenas 41 anos.
Si yo la tuviera a usted, solo volviéndome ciego, sordo o imbécil, la dejaría por otra.
Além de eu não ter a dimensão da novela mundo a fora, quando eu assisti a mesma pela SBT não achei estranho a sexualidade ser explorada de forma relativamente aberta. Todavia, a mesma fora gravada em 1993 e pioneira em trazer a temática para as telinhas mexicanas. Tudo, é claro, com aquele sabor brega latino - parecendo os famosos livros de banca estrelados por Fabio. Muitas frases de efeito, aproximações demoradas e aqueles artifícios de luz para criar um clima de insinuação sexual sem ter que apelar e, assim, limitar a faixa etária.

O lado sexual desta novela foi tão marcante que uma das cenas mais comentadas e lembradas é a da primeira vez entre Mônica e Juan:


Sua canção tema acabou virando hit no México e colocando no mapa Miguel Mijares:


Um ponto que acredito valer creditar é que a história do casal principal não é daquelas em que num instante tudo acontece e pronto: Apaixonados. Não, Juan e Mônica vão se conhecendo, ainda machucados do passado e sem intenções maiores, e aos poucos percebendo o sentimento. Para mim faz muito mais sentido do que aquelas paixões arrebatadores de infância que nunca passam - vide Avenida Brasil.
A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy.