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6 de fev. de 2013

Entendendo o Feminismo

Apesar de ser um conceito muito mais difundido nos dias de hoje, devido aos meios de comunicação de massa - principalmente a internet - o feminismo ainda não é compreendido em sua essência, e muitas pessoas o reduzem a uma mera oposição ao machismo.

Os comentários mais frequentes que escuto quando me declaro feminista na frente das pessoas, são os seguintes:

"Não sou feminista porque não gosto do machismo, e ser feminista me deixaria mais próxima daquilo que não gosto!" 


"Não gosto de nenhum tipo de radicalismo!"



"Essas ideologias são auto discriminatórias!" 


Sem contar os comentários abusivos e sem qualquer tipo de coerência e respeito, como esses:

"Feministas geralmente são mulheres feias e mal comidas!"


"Feministas são sempre homossexuais, pode desconfiar!"



"Feministas querem ter direitos iguais mas não querem deixar de pagar menos na entrada das festas." 


Bom, não preciso nem dizer que esses comentários são advindos de pessoas ou preconceituosas, que não possuem o menor conhecimento sobre o que é a luta feminista e por que ela existe.

O Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. Esse movimento existe, assistido na prática, desde o século XIX, embora tenha sido nos anos 60 do século XX que ele chegou às ruas de forma mais abrangente e forte.

Por que o feminismo? 

Todos sabem que as mulheres foram altamente oprimidas na história. O sub julgamento da mulher veio, provavelmente, da época das cavernas, quando o homem era a representação soberana de força e a mulher nada mais era do que responsável por colher vegetais. Desde então, a mulher só sofreu... Foram queimadas vivas na idade média e consideradas "bruxas" quando fugiam a algum padrão, não tinham direito ao voto, eram consideradas prostitutas pelo simples fato de pintarem as unhas, eram obrigadas a se casar com quem não queriam, eram mutiladas, discriminadas, julgadas, tratadas como pedaços de carne ou até mesmo lixo. Até os dias de hoje, a mulher continua sendo, às vistas da sociedade, o que sempre foi: um produto pronto para ser consumido. A mulher atual sofre uma ditadura. É imposta a ela a aparência que deve ter, como deve falar, agir, como deve se portar, como deve ser. E para que tudo isso? Simplesmente para AGRADAR aos homens.

Recentemente fui a um fórum masculinista e fiquei horrorizada com a forma que muitos homens pensam e falam a respeito das mulheres. Tratam-nas como se não valessem nada, como se estivessem ali para suprir apenas o prazer masculino e nada mais.

Revistas "femininas" são vendidas aos montes todos os dias ensinando a mulher como ela deve ser, páginas machistas no facebook são cultivadas com a maior naturalidade do mundo, as pessoas ainda não abriram os olhos, e parece que não querem abrir.

A mulher ainda é reprimida. A mulher não pode usar roupa curta porque está "incitando" o estupro, enquanto os estupradores são os verdadeiros ERRADOS dessa situação. A mulher não pode falar o que pensa, agir como quiser que é considerada "puta". A mulher não pode sair um dedinho fora do padrão que é considerada "baranga, feia, baleia" e todos os adjetivos ruins. A mulher não pode gritar ou reclamar que é considerada "mal comida".

Então, por que o feminismo?!

Eu escolhi o feminismo porque estou cansada de viver em uma sociedade retrógada, onde a mulher serve apenas para ilustrar imagens que incitam, direta e indiretamente o machismo.Escolhi o feminismo porque estou cansada de ver mulheres apanhando, sendo violentadas física, verbal e emocionalmente.
 Eu escolhi o feminismo porque quero SIM valorizar o meu gênero, porque acredito que somos muito maiores do que a imagem que a mídia, as revistas e os homens machistas insistem em passar de nós. Acredito que a mulher possa ser o que quiser, da forma que quiser, sem dever satisfações a ninguém que queira rotulá-la e limitá-la, seja ela heterossexual, homossexual, bissexual, alta, magra, gorda, baixa, negra, branca, oriental, parda, ruiva, jovem, velha... Qualquer mulher tem direito ao grito, e por isso, deve gritar.

O feminismo não é um ideal, é um estilo de vida, e todos aqueles, HOMENS E MULHERES. que não se conformam com a forma que as mulheres são vistas ou tratadas, que gostariam que fosse diferente, que gostariam de poder mudar algo, são feministas, ainda que não saibam.

Páginas no facebook que te auxiliarão a entender mais sobre o feminismo:





CUIDADO:
Existem grupos que se consideram "neo-feministas", que prostetam com os seios à mostra (nada contra esse tipo de protesto, é apenas para identificar os grupos) que querem regular a mulher e continuam sendo fascistas em relação à ideias. Só aceitam em seu meio moças consideradas bonitas, acham que a prostituição é uma escolha, e que a mulher que o faz, faz porque quer e uma série de outras coisas. Nem tudo que reluz é ouro, e antes de seguir algum grupo feminista, é bom saber qual é sua essência.

Para terminar, algumas mulheres conhecidas que, ou são assumidamente feministas, ou já deram declarações de cunho feminista:
Megan Fox, atriz


Leandra Leal, atriz


Leila Diniz, atriz


Brigitte Bardot, atriz
Camilla Vallejo, militante

Whoopi Goldberg, atriz
Rita Lee, cantora
Emma Watson, atriz

Betty Ditto, cantora
Olivia Wilde, atriz

Getrude Stein, escritora
Um beijo a todos, e até a próxima!




2 de set. de 2012

Surplus: A verdade que não queremos ver.


 "Possuímos liberdade para escolhermos entre as marcas A, B e C. E depois disso? Aonde vai parar a nossa liberdade?



Em 2010, quando entrei na faculdade, em uma das disciplinas, me deparei com um documentário que jamais vou esquecer: Surplus. Cheguei a escrever um texto sobre ele no blog que eu postava na época, mas acredito que toda a divulgação para essa obra prima é pouca, então, decidi falar um pouco sobre ele aqui, também. 


Poucos temas me inspiram/incitam tanto a escrever como as inconveniêcias sociais nas quais o mundo se encontra. Não gosto de me sentir alheia ao que acontece bem diante dos meus olhos, e se posso fazer alguma coisa para sair do meu estado parasitário e comodista, eu faço - ainda que isso possa ser considerado pouco. Sei que uma andorinha sozinha não faz verão, e sei também que não sou a última das revolucionárias, mas tenho consciência de que de gente parada, sentada no sofá, comendo batata frita e assistindo à MTV, o mundo está cheio, e o que eu puder fazer para ser diferente desse padrão dragônico, farei. 
Fiquei impressionada desde a primeira vez que assisti ao documentário Surplus, e ao mesmo tempo, encantada com o que vi. Os diretores desse trabalho são geniais! Utilizam técnicas modernas, mixagens e montagens para tentar abrir os nossos olhos dos espectadores, mostrar o que acontece debaixo do nosso nariz e não vemos (e quando vemos, ignoramos).
A crítica principal desse trabalho é o hiperconsumo e suas divisões caóticas. Basicamente, critica o vazio interior do ser humano, que é (ou devia ser, porque até nisso falha) suprido com o ato de comprar, comprar e comprar. Pessoas se tornam objetos. Há empresas que montam mulheres e homens de plástico, visualmente perfeitos, para saciar a necessidade (ou seria carência?) sexual dos compradores. Você pode escolher a cor da pele, o tamanho dos seios, a cor dos cabelos e até mesmo a maquiagem que o boneco de silicone ira usar. Ironico, não? Tudo o que aparentemente falta no ser humano supérfulo, é produzido naqueles bonecos. Ah, e eles produzem gemidos. 
Outro lado bacana de 'Surplus', é que ele não é parcial. Critica também o comunismo e sua falta de democracia, ou quem sabe, democracia falsa, enfatizando Fidel Castro e sua utópica (?) maravilhosa forma de governar uma nação.É um verdadeiro espetáculo. 
É um documentário chocante. Usa imagens fortes. Mas e daí? A realidade também é forte. 
Acho que não deve ser ignorado por ninguém. Mas.. Minha opinião, é a minha opinião. Quem quiser assistir ao Surplus, siga este link: http://www.youtube.com/watch?v=YbpmWeymWWw


O documentário completo está aqui embaixo. São só 50 minutos da sua vida, que com certeza absoluta não será tempo perdido.


 



Até a próxima!


28 de ago. de 2012

Senhas e Diamantes

Eu me pergunto todos os dias porque as pessoas não gostam do bom gosto, não gostam do bom senso, não gostam dos bons modos, não gostam. Já dizia Adriana Calcanhoto em sua canção.

Sim, o que apetece é o fino trato.
Porque não ser educado, tentar ser refinado, gentil?

Descobri, que a chave das portas onde se encontram os melhores caminhos, as senhas dos cofres mais "ricos", o contato com o melhor do ser humano, é sem dúvida, a boa educação.

Muitos foram os esmeris, que fizeram e fazem parte do meu processo. Alguns deles, até, são pedras que nem encontradas por si, foram ainda, diante tamanha brutalidade. Outros, no entanto, são diamantes grandes, com algumas arestas ainda por aperfeiçoar, mas que já se vê todo o brilho e imponência em sua forma.

Não me julgo bem lapidada. Mas já fui tirada da primitividade das profundezas e estou, pelo menos limpa, para o início do desenho.

Estou cansada de quem não tentou ainda, abrir espaço para esse mundo, na qual teriamos, pelo menos um pouco mais de tolerância.

5 de ago. de 2012

Elas desistiram da fama!

Dizem que é preciso muita coragem para ingressar no louco mundo da fama, mas é necessário ainda mais coragem para abandoná-lo. Essas moças foram verdadeiros fenômenos, cada uma em sua época. Tinham tudo: beleza, carreiras de sucesso e muita fama. Por que será, então, que elas desejaram abrir mão de tudo o que construíram para viver no anonimato? Conheça a história de algumas grandes estrelas que desistiram da carreira em prol de um bem maior.
Amanda Bynes
Amanda Bynes foi, sem sombra de dúvidas, um fenômeno de sua geração. Considerada uma das principais atrizes dos anos 2000, Amanda protagonizou diversos filmes com temática adolescente de sucesso entre os 2002 a 2010, entre eles "O Grande Mentiroso", "S.O.S do Amor", "Ela é O Cara", "Ela e os caras", "Hairspray", "Easy A" e o inesquecível "Tudo Que Uma Garota Quer", que a consagrou como uma das atrizes jovens mais conhecidas e bem cotadas do mundo. Durante o tempo em que atuou, Amanda acumulou fama, dinheiro e muitos fãs; se tornou inspiração para as adolescentes e seu carismático sorriso e grandes olhos verdes se tornaram ícones. Mas nem tudo são flores. Aos 24 anos, extremamente jovem e com uma carreira que deveria ser enorme pela frente, Amanda decidiu deixar a profissão, chocando os fãs e os produtores de cinema. Em Junho de 2010, a moça publicou a seguinte frase em seu twitter: "Eu já não amo atuar, então eu parei de fazer isso. Eu sei que 24 anos é muito cedo para se aposentar, mas você ouviu aqui primeiro, eu me aposentei." e ainda completou: “Nunca escrevi os papeis que fiz em programas de TV e filmes, apenas atuei da maneira que diretores e produtores queriam. Ser atriz não é tão divertido quanto parece e, se eu não amo mais algo que faço, paro de uma vez. Não amo mais ser atriz, então estou deixando de ser uma." Desde então, Amanda cumpriu o que disse e não participou de nenhum filme ou programa de televisão e ainda deletou sua conta no twitter, que contava com milhares de seguidores. Há quem diga que por ser muito jovem, Bynes ainda voltará a atuar, mas através de suas atitudes, não podemos ter tanta certeza, não é mesmo?
Ana Paula Arósio
Dona de uma incrível e rara beleza clássica, Ana Paula Arósio nunca havia pensado em se tornar famosa, até ser descoberta por um olheiro em um supermercado aos 12 anos de idade. Desde então, a vida da moça nunca mais foi tranquila. Trabalhou assiduamente como modelo durante a adolescência, e se tornou um dos rostos mais famosos e desejados do mundo. A brasileira foi capa das revistas mais famosas da época, e além de modelo, ingressou na carreira de atriz. Participou de diversas novelas da Rede Globo e protagonizou a minissérie de sucesso "Hilda Furacão", onde encantou a todos com sua beleza incomum. A beleza de Ana Paula, portanto, nem sempre trouxe apenas coisas boas para ela. A atriz declarava com frequência que tinha dificuldades para estabilizar relacionamentos e sentia que os homens tinham receio de se relacionar com ela. Em 1996, quando Arósio tinha apenas 21 anos, seu então namorado, Luiz Carlos Leonardo Tjurs se matou à sua frente com um tiro na boca. Motivo? Ciúmes. O tempo passou, e Ana Paula retomou sua vida, ainda participando de várias novelas e programas de televisão, mas em 2011, após deixar inesperadamente o elenco de uma novela que ela protagonizaria, pediu demissão da rede Globo. Como se não bastasse, Ana Paula também deixou o elenco de um filme que estava por fazer. Sem dar notícias por mais de 2 anos, a bela moça se tornou reclusa e mora em uma fazenda no interior de São Paulo, onde mora com o marido e cuida de cavalos, sua verdadeira paixão. Recentemente, flagrada em uma festa de fazendeiros, Ana Paula aparentava felicidade; sem usar qualquer tipo de maquiagem, cabelos sem maiores cuidados e acima do peso que costumava manter, a ex atriz aceitou dar entrevista e declarou: "Deixei a Globo por uma questão muito pessoal. Os detalhes disso pertencem a mim, à minha história de vida. Fiz muito mais amigos que inimigos no meu trabalho, mas não me arrependo de minha escolha." ela ainda completou: "Estou melhor do que nunca. Tudo foi muito bem pensado e consciente. Sinceramente, foi bem difícil de tomar essa decisão, que me consumiu e até me custou problemas familiares. Ser ator é ter o glamour como obrigação. Você tem que sempre que estar bem, deve cuidar obsessivamente da aparência, sem muito espaço para a vida emocional. Não vou negar que isso pesou sim... E muito! Cheguei à conclusão que não é só de dinheiro e de fama que a gente deve viver. Estava nessa vida corrida desde os 12 anos. Não penso em retomar o trabalho." Arósio ainda diminuiu drasticamente o contato com sua própria família, e afirmou que só sai eventualmente para encontrar os amigos.
Brigitte Bardot
Considerada por muitos a mulher mais bela de todos os tempos, a francesa Brigitte Bardot foi o maior símbolo sexual dos anos 60 e sua imagem é um ícone até os dias de hoje. Ela atuou em diversos filmes de sucesso como "Helena de Tróia" e "Viva María!", mas também trabalhou como modelo e cantora. Brigitte era a pessoa mais famosa do mundo durante os anos 60, e sua vida pessoal era assunto em todos os lugares. Bob Dylan dedicou a ela, como consta nos créditos de seu primeiro disco, a primeira música que compôs na vida. Além disso, seu nome consta em dezenas de músicas feitas por artistas tão diversos como Elton John, Billy Joel, Red Hot Chili Peppers, The Who, Caetano Veloso e Tom Zé, entre outros. Dona de uma personalidade extremamente forte, Brigitte abandonou a carreira de atriz em 1972, aos 38 anos de idade para se dedicar ao seu trabalho como ativista defensora dos animais. Ela declarou: "Eu dei a minha beleza e juventude aos homens. Agora, eu vou dedicar a minha sabedoria e experiência aos animais." Hoje, aos 78 anos, Brigitte vive sozinha em uma casa de campo, onde passa todo o seu tempo cuidando dos animais.
Greta Garbo
A misteriosa e fenomenal Greta Garbo é, com toda certeza, a maior artista e estrela de seu tempo, mesmo não sendo isso o que ela almejava para sua vida. A maior estrela dos anos 30 era brilhante, e possui um dos nomes mais consagrados do cinema. Além do enorme sucesso, Greta ainda tinha a personalidade extremamente peculiar, e era uma mulher muito à frente do seu tempo. Não sorria com frequência, não gostava de dar entrevistas e não dava autógrafos. Melancólica, Garbo realizou seu último trabalho no ano de 1941, e abandonou a carreira de atriz. Considerada uma perda irreparável para o cinema, Greta nunca se casou e morreu no anonimato já idosa, no ano de 1990. Apesar de ter decidido colocar fim em sua carreira de uma forma que muitos consideraram precoce, Greta marcou o mundo de uma forma que poucos tiveram a oportunidade de marcar, e sua imagem, talento e personalidade são apreciadas até os dias de hoje.

Até mais, pessoal!


Maior Brasileiro... Sério?

Quando foi anunciada a atração “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos” pelo SBT, fiquei curiosa e pensei que poderia ser uma ideia interessante. Nas últimas semanas, com a divulgação dos 100 mais votados, não pude sentir nada que não fosse decepção. Mas, ao mesmo em que a votação gerou indignação, mostrou-se também uma ótima fonte de debate.


Na Itália o escolhido foi Leonardo da Vinci, e logo fica claro que não temos nenhuma figura tão antiga. Um país de 512 anos é relativamente novo, e olhe que ainda só começaram a aparecer personagens realmente importantes nascidos no Brasil no final do século XVII. Mesmo assim, poucos deles foram lembrados. A verdade é o clichê de que o brasileiro não tem memória, não dá valor ao passado. Como comentou alguém em um site, a eleição deveria se chamar “O maior brasileiro dos últimos tempos”, tamanha foi a presença de pessoas que certamente não apareceriam se a eleição fosse realizada alguns anos antes ou depois de 2012.
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Sabe aquele ídolo do momento? Aquela estrela a-do-ra-da pelos adolescentes? Aquele líder religioso que fiéis de outra religião abominam? Aquele político de atos duvidosos? Estavam todos na lista. A emissora teve de acatar a decisão do público e montar vídeos de homenagem para todos os eleitos. Vez ou outra aparecia um vídeo mais curto, claramente envergonhado, com narração rápida e um simples comentário do tipo “é a prova da força das redes sociais”.

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Outra coisa que podíamos esperar era a predominância dos homens. Num país de tradição patriarcal e machista, poucas mulheres foram notáveis e as que foram pagaram um alto preço em sua época, embora tenham ganhado a admiração de novas gerações. Ou pelo menos é o que deveria ter acontecido. Temos vários exemplos de mulheres notáveis em nossa história, mas a maioria das escolhidas se destacaram no mundo das artes, e recentemente. Irônico pensar que havia a proposta de a atração ser apresentada por Marília Gabriela, sem dúvida um dos grandes nomes da comunicação e uma grande mulher.
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Não nego que é uma escolha pessoal. O maior brasileiro para uma pessoa pode ter sido um familiar importante ou muito querido. Porém, para esse tipo de escolha o público deveria ter colocado a mão na consciência, olhado para trás e, nesse exercício, talvez até descobrisse um novo exemplo a ser seguido, um modelo, alguém para admirar. Porque eu me recuso a admirar muitos dos supostos brasileiros notáveis da lista.


Temos algumas coisas para sentir vergonha em nosso país, por exemplo, a corrupção e a impunidade. E um dos motivos de orgulho deveria ser fazer parte do povo brasileiro. Já dizia Câmara Cascudo que “o melhor do Brasil é o brasileiro”. Mas não foi isso que aconteceu. Obviamente este artigo generaliza quando critica o povo e eu também não sou da opinião que este é o pior país do mundo. Porque o melhor e o pior país do mundo têm algo em comum: são feitos de gente que pensa e age, podendo a qualquer momento mudar sua atitude e seus ídolos. 




29 de jul. de 2012

Mortes prematuras em Hollywood.

Eles eram belos, talentosos e pareciam ter o mundo nas mãos. Prometiam ter um futuro brilhante, SE não falecessem tão prematuramente. Aqui está uma lista de  inesquecíveis nomes de Hollywood que, um dia foram extremamente promissores, mas que por algum motivo faleceram muito jovens, deixando uma grande marca, mas ainda menor do que aquela que possuíam potencial para deixar. 

Aaliyah (1979 - 2001)

Aalilyah foi uma cantora de R&B, dançarina, atriz e modelo dos Estados Unidos. Aaliyah participou de 2 filmes e lançou 3 álbuns em vida, tendo conseguido 5 nomeações ao Grammy Awards. Considerada pelos críticos uma artista em pontecial, a bela Aaliyah faleceu em um acidente de avião. Em 25 de agosto de 2001, às 06:45 (EST), Aaliyah e vários membros da sua gravadora embarcaram em um bimotor Cessna 402B (N8097W) em Marsh Harbour, Ilhas Abaco, Bahamas, para voltar ao Estados Unidos, específicamente para o aeroporto de Opa-locka, Flórida, de uma viagem que haviam feito para divulgar o novo trabalho musical da artista. O grupo não sabia que o avião era incapaz de trasportar parte do equipamento das filmagens. Portanto, a aeronave ultrapassou o padrão de peso e o limite de tolerância para próprio equilíbrio, proporcionado pela Cessna. O avião caiu logo após a decolagem, a cerca de 200 metros do final pista, causando, assim, a morte de Aaliyah e de seus colegas de trabalho. 


Brittany Murphy ( 1977 - 2009)

A incrível Brittany Murphy era, de fato, uma das melhores atrizes de sua geração. Muito diferente do que Hollywood costuma impor para suas atrizes, Brittany tinha uma alma suave, era doce, engraçada, verdadeira e não tinha medo de se arriscar em diversos papéis diferentes. Ela alterava com facilidade entre personagens suaves (como em "As Patricinhas de Beverly Hills" e "Os Garotos da Minha Vida") e personagens pesados e complexos ("Garota Interrompida" e "Spun"). A atriz foi encontrada inconsciente no chuveiro por sua mãe no dia 20 de Dezembro de 2009. Segundo a mãe, Brittany passou o dia inteiro dentro de seu quarto, deslocando-se apenas para vomitar.  A causa de sua morte, apesar de ainda misteriosa, foi declarada por pneumoni e anemia consequente da deficiência de ferro.

Brad Renfro ( 1982 - 2008)

Brad Renfro estreou no cinema com apenas dez anos, e em 1995 já era apontado como um dos 30 mais famosos do mundo antes dos 30 anos pela People. Mas parece que o jovem ator teve problemas para lidar com a pressão depositada nele pela indústria cinematográfica e desde cedo já apresentava sinais de desequilíbrio emocional. Em 1998, ele começou a ter uma série de problemas com a lei devido ao uso de drogas, chegando a ter que interromper sua carreira por quase um ano, fazer tratamento de desintoxicação e passar um tempo na prisão. Brad Renfro foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles, Califórnia, em 15 de janeiro de 2008, aos 25 anos. A causa da morte foi dada como overdose de heroína. Ele estava atuando em "The Informers", ao lado de atores como Mickey Rourke, Winona Ryder e Billy Bob Thornton, trabalho que deixou inacabado.

Dominique Dunne (1959 - 1982)

Dominique Dunne ficou famosa após sua atuação no polêmico Poltergeist. A atriz faleceu aos 22 anos, após cinco dias de coma. Ela foi estrangulada por seu ex-namorado, John Thomas Sweeney, que estava insatisfeito com o fim do namoro. Após estrangulá-la, o ex namorado a deixou em uma rodovia, de maneira extremamente fria e cruel. A atriz, que nunca tivera namorados antes, apaixonou-se por John Thomas Sweeney, que era um ajudante de cozinha que trabalhava no Ma Maison, um dos melhores restaurantes de West Hollywood. Dominique levou-o a Nova York para conhecer seus pais e na ocasião ele revelou seu temperamento explosivo num acesso de ciúmes, mostrando-se possessivo e tentando afastá-la de seus amigos.

Heath Ledger ( 1979 - 2008 )

Heath Ledger conseguiu provar a que veio muito antes de seu falecimento. O ator australiano era um dos mais cotados de Hollywood antes de sua morte, e participou como protagonista de filmes inesquecíveis como " O Segredo de Brookback Mountain", "10 Coisas Que Eu Odeio Em Você" e "Candy". Antes de sua morte, Heath gravou aquele que seria o seu papel mais importante no cinema, o Coringa em "Batman - The Dark Knight Rises", que estreou depois de sua morte. As causas da morte de Heath permanecem misteriosas, uma vez que ele foi encontrado morto em seu quarto, após ingerir uma quantidade elevada de medicamentos. Não se sabe porque Ledger fazia o uso desses medicamentos, já que por toda sua vida demonstrou ser uma pessoa fisica e mentalmente saudável. Uma enorme perda, de alguém que poderia se tornar um dos melhores atores de seu tempo.


Heather O’Rourke (1975- 1988) 

A morte de Heather O'Rourke é considerada uma das mais chocantes de Hollywoood. A menina, que interpretou a loirinha Carol Ann em Poltergheist, faleceu com apenas 12 anos de idade. Foi a morte dela, inclusive, que deu origem ao mito da maldição de filme. Ela foi levada ao hospital com uma suposta gripe, mas foi constatada uma obstrução intestinal, que causou uma crise de septicemia. Heather morreu em 1 de fevereiro de 1988, faltando quatro meses para o lançamento do último filme da trilogia. 



James Dean (1931 - 1955)

Um dos nomes mais falados do século passado, James Dean precisou de apenas 24 anos para se tornar um ícone mundial, que prevalece até os dias de hoje. O excelente jovem ator teve uma carreira curta, porém intensa e marcante, deixando as pessoas boquiabertas com sua morte prematura. Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas. O médico-legista observou que o corpo de James Deanera coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como "Cinzeiro Humano", ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele. No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas Amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

Jean Harlow (1911 - 1937)

Jean Harlow é considerada por muitos a percursora de Marilyn Monroe, por ter sido a primeira loira de Hollywood a explorar publicamente seu sex-appeal. Estrelou mais de trinta filmes em uma carreira que durou apenas dez anos.Em 1937, durante as filmagens de "Saratoga", Harlow ficou doente e faleceu. Dessa forma, o filme teve que ser finalizado por uma dublê, sempre filmada à distância. Durante as filmagens de Saratoga, a saúde da atriz estava debilitada e em 29 de maio de 1937 Harlow teve um colapso no set e o diretor a mandou para casa para descansar. O que aconteceu depois disso permanece um mistério.Acredita-se que Jean ficou uma semana de cama com náuseas, pois sua mãe, com quem ela vivia, se recusava a chamar um médico devido à sua crença religiosa, a Ciência Cristã. Outros dizem que a própria Jean se recusou a ser internada e passar por uma cirurgia.


Jonathan Brandis (1976 - 2003)

Mais conhecido por seu inesquecíveis papeis como Bastian Bux do filme "A História Sem Fim II: O Próximo Capítulo" e Lucas Wolenczak da série SeaQuest DSV, o ator, diretor e roteirista Jonathan Brandis começou sua carreira de ator aos seis anos de idade quando já aparecia em alguns comerciais para televisão. Ele se mudou com sua família para Los Angeles com nove anos de idade e fez alguns programas como "L.A. Law", "Who's the Boss?", "Murder, She Wrote" e "Kate & Allie". Brandis suicidou-se em 12 de Novembro de 2003, enforcando-se. O ator não deixou nenhum tipo de recado. Seus familiares ficaram chocados ao saber de sua morte. Ele não tinha problemas pessoais, exceto pelo fato que era muito exigente consigo mesmo. Segundo a sua mãe, ele nunca teve nenhuma tentativa de suicídio, bebia moderadamente e havia parado de fumar há dois anos.

Lucy Gordon (1980 - 2009)

A belíssima Lucy Gordon foi uma atriz e modelo europeia. Como Jonathan Brandis, ela se suicidou por enforcamento em seu apartamento em Paris, em maio de 2009. Ela havia acabado de gravar La Vie Heroïque, a cinebiografia de Serge Gainsbourg, onde fez o papel da famosa Jane Birkin, mas não chegou a ver o filme estrear. Gordon foi capa das mais importantes revistas de moda e beleza do mundo, além de também ter atuado em filmes como "Perfume", "Serial", "Spider Man 3" e "Frost."




River Phoenix ( 1970 - 1993)

River Phoenix foi, sem dúvida, um dos atores jovens mais famosos de sua época. Admirado por garotas de todo mundo, ele recebia milhares de cartas por semana, e estampava a capa das principais revistas adolescentes. Apesar de ser um ídolo teen, ele estava listado no John Willis's Screen World, vol. 38 como um dos doze "promissores novos atores de 1986" e foi altamente aclamado por seu talento por críticos como Roger Ebert e Gene Siskel. De fato, seu talento era verdadeiro e genuíno. Excelente ator, ele marcou presença em filmes importantes como "Conta Comigo", "Garotos de Programa", "Indiana Jones" e "Te Amarei Até Te Matar". River, que sempre havia passado a imagem de um jovem comportado e exemplar, também tinha seus problemas emocionais. Faleceu de overdose em frente à uma famosa boate 
hollywoodiana. Seu irmão, o ator Joaquin Phoenix, o amigo Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers, e o ator Johnny Depp estavam presentes no momento de sua morte. River também era ativista e sempre apoiou causas voltadas para o direito dos animais.

Sharon Tate (1943 - 1969)

Sharon Tate tinha uma carreira brilhante. No auge de seus 26 anos, Sharon Tate havia protagonizado diversos filmes, era casada com o famoso diretor Roman Polanski, estava grávida de oito meses e era considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo. E, também no seu auge, Sharon foi brutalmente assassinada por integrantes da notória Família Manson, seita de jovens hippies seguidores de Charles Manson. Ela implorou para que os assassinos lhe dessem apenas mais duas semanas de vida, para ter seu filho, mas eles não atenderam seu pedido.

Infelizmente a morte chega prematuramente para alguns, mas ainda assim, eles conseguiram deixar suas marcas na história e fazer seu próprio legado.

Até a próxima!!



22 de jul. de 2012

Por que sou CONTRA o aborto?



Antes de tudo, gostaria de deixar claro que a opinião contida nesse post é MINHA, e não estou dizendo pelas outras meninas do blog, apenas por MIM. Tenho certeza que há meninas que compartilham de opiniões diferentes da minha, então me responsabilizo por tudo o que escreverei aqui! :) 

Aborto... Uma temática e tanto, não é?! E ainda mais polêmica que mamilos, haha! Brincadeiras à parte, o aborto é um tema muito discutido na atualidade, principalmente devido à sua legalização, assunto que está sempre em pauta.

Legalizar o abortou ou não? Não é sobre a legalização do aborto que falarei por aqui. Não possuo uma opinião tão formada a ponto de discutir, mas acredito que algo tão delicado não deveria ficar tão preso às mãos do governo, pois como todos sabemos, esse mais atrapalha do que ajuda. Não estou certa de que deve ser o governo quem vai decidir sobre as vidas das pessoas, mas enfim... 

Sou contra o aborto. Sim, sou uma mulher, respeito as mulheres como seres humanos de direitos iguais aos homens, acredito que a mulher deva ter o direito de decidir pela própria vida e jamais trataria um assunto como esse de forma tradicionalista ou machista. Sou contra o aborto por diversos motivos, mais fatores machistas, religiosos ou morais não estão entre eles. 

Quando começa a vida? Há muitos debates sobre isso, mas a maioria das mesas de debates e discussões científicas afirmam que a vida é iniciada entre 12 e 48 horas após a relação sexual - quando o espermatozóide penetra no óvulo, ou seja, desde o momento que há a fecundação, existe a vida. A mulher grávida que opta por abortar a célula embrionária que se desenvolve dentro dela, não está fazendo uma decisão que diz respeito unica e exclusivamente ao seu corpo, mas colocando em questão um ser que já está vivo e depende dela para se desenvolver. Então, não acredito na afirmativa " O corpo é meu, faço dele o que eu quiser!" quando o assunto é aborto. Sim, moça, o corpo é teu, mas existe nele uma vida que não é a sua, uma vida que depende da sua para se desenvolver, mas que é INDEPENDENTE da sua quanto criatura. 


Deixando de lado essa questão que pode aparentar um pouco sentimentalista, entrarei em pontos mais óbvios, que são os mais fortes e que me fazem ser contra o aborto com mais convicção. 

Estamos no séxulo XXI. Todos sabemos que o sexo é uma atividade natural dos seres humanos e não há nada de errado nisso, pelo contrário. Faz parte do ser humano se encontrar com outro exemplar de sua espécie em totalidade e não deve ser um assunto tratado como tabu. Acredito que as pessoas mais intelectualizadas deixaram de tratar o sexo como tabu há muito tempo (já era hora, né?!). Então, ótimo que você tenha a liberdade para se relacionar sexualmente com quem quiser, mas como já dizia Newton, para TODAS AS AÇÕES, EXISTEM REAÇÕES. Acredito que uma pessoa que esteja disposta a ser sexualmente ativa deva estar preparada para arcar com as responsabilidades que vêm junto com o sexo: as questões higiênicas, emocionais, de saúde e a gravidez. Mas, POXA! Hoje em dia, engravida APENAS QUEM QUER (Não me refiro a casos de violência sexual)! Existe UM MUNDO de informações disponível por aí... Você pode prevenir uma gravidez indesejada através de métodos extremamente simples e acessíveis a todos!! Temos a camisinha feminina e PRINCIPALMENTE a masculina, os anticoncepcionais orais, os anticoncepcionais injetáveis, o diu e ainda a pílula dia seguinte! Pelas barbas do profeta, será TÃO difícil assim aderir um desses métodos? Tenho certeza ABSOLUTA que prevenir uma gravidez é muito mais fácil (em todos os sentidos) do que fazer um aborto!

Sou contra o aborto... É muito fácil a pessoa se jogar na vida como se não houvesse amanhã, sem pensar nas consequências. A vida deve ser aproveitada sim, mas não de forma inconsequente e banalizada. Não quer um bebê?! SIMPLES, USE CAMISINHA!  Acha a camisinha ruim?! TOME ANTICONCEPCIONAL! Esquece de tomar o anticoncepcional? INJETE UM NA FARMÁRCIA MAIS PRÓXIMA!!


Acho que o aborto seria muito mais uma forma contraceptiva do que corretiva. "BOOOOOORA TRANSAR SEM TOMAR CUIDADO, GALERA! SE A GENTE GERAR UMA VIDA INDESEJADA, A GENTE ABORTA E PONTO FINAL! YEAAAAH"

No final desse texto, chego a conclusão que não é o aborto em SI que eu sou contra, mas contra a falta de responsabilidade e vergonha na cara. Se no século XXI a pessoa não utiliza os métodos contraceptivos, ela está PEDINDO para ficar grávida, não é possível! 

Eu jamais mudaria meu conceito sobre uma pessoa que por alguma razão fez um aborto e jamais ficaria enojada com a situação, de forma alguma... Todos somos seres humanos e estamos suscetíveis a passar por diversas situações, mas como eu disse acima: É MUITO MAIS FÁCIL prevenir uma gravidez do que abortá-la. Pensem nisso!

Beijos, até a próxima! 

15 de jul. de 2012

Religião, Ateísmo e Espiritualidade




Religião (e a falta dela) é um assunto bastante polêmico. É muito difícil ser imparcial no assunto, assim como fazer uma reflexão que pondere os dois lados na moeda, a fim de chegar à uma conclusão diferente. Sabendo disso, gostaria de deixar claro que não sou adepta a nenhuma religião em si, assim como não tenho nada contra elas, a falta delas ou o ateísmo. Assim sendo, eu gostaria de ponderar sobre alguns aspectos e sendo hoje meu tema livre, acho que é a oportunidade ideal.

Há uma constante guerra entra Ateus e Religiosos, principalmente após a explosão das redes sociais. Elas tornam o debate mais acessível, e fica mais fácil expor uma ideia, até de forma ofensiva, pois as barreiras físicas impostas por um computador diminuem as barreiras do bom senso. Atiram para um lado e para o outro, sem respeito, apenas com ofensas. E eu, que estou no meio termo disso, tenho algumas  ideias e gostaria de compartilhar o que eu acredito.


A Religião 


A religião é algo que faz parte da construção do homem, não apenas social, mas antropológica. Sempre que se pensa em religião, há a imagem da Igreja e suas riquezas, do cristianismo e seus mitos, da bíblia e suas metáforas. Mas a religião vai muito além da imagem mistificada da Igreja e derivados. Ela acompanha o homem desde os primórdios, e o contato do ser humano com o "místico" existe antes mesmo dele se tornar "sapiens". A religião surge da necessidade do homem de entender o mundo e a natureza ao seu redor, de lidar com a morte, com os desafios da vida. É plenamente compreensível que um ser de conhecimentos limitados se prenda a algo "superior" como o criador de tudo ao seu redor, afinal, a Terra é mesmo uma maravilha, e perto dela e do Universo, não passamos de meros microorganismos. No passado, a ciência era extremamente escassa, assim como os conhecimentos a respeito da natureza. Muito antes da criação da Bíblia, os seres humanos já se prendiam a existência de deuses, espíritos e forças supremas que regeriam o mundo. Há a presença de rituais místicos em TODOS os povos primitivos, sem exceção. 


A Bíblia 


O aparecimento da Bíblia mudou os rumos do misticismo que existia anteriormente. Os várias deuses se tornaram um só; um deus repressivo, bravo e punidor. Muito me espanta que até hoje as pessoas questionem a Bíblia e se achem extremamente superiores por isso. Minha gente, é ÓBVIO que a Bíblia é um objeto a ser contestado. É um livro escrito há milhares de anos, e retratada a visão que as pessoas daquela época tinham sobre o mundo. Livros, além de obras, são reflexos da sociedade em que foram escritos. A Bíblia é um reflexo da sociedade em que foi escrita, e apesar de claramente ser um livro de metáforas, tem extremo valor para quem se interessa por Filosofia, Antropologia, História e Sociologia. É uma verdadeira aula sobre como funcionava a mente do ser humano, e como eles lidavam com situações difíceis de serem explicadas. Sinceramente, pessoal, não há nada de grandioso em questionar a Bíblia, ela é apenas o que parece ser: um livro extremamente antigo, de dúvidas, mitos, e fatos misteriosos para as pessoas daquele tempo. 


A Igreja Católica


Através da Bíblia, a maior de todas as instituições do mundo foi criada: A Igreja Católica. Seguindo os preceitos do livro metafórico, a Igreja Católica criou tabus acerca dos comportamentos do ser humano, trazendo a imagem da verdadeira bondade como impossível de ser alcançada por meros mortais e continuou  a pregar o "tal Deus" com alguém que tudo vê, que tudo sabe, e que tem "prazer" em punir as pessoas. Assim sendo, surgiram as contradições da Igreja Católica. A Bíblia diz "dê aos pobres", e a Igreja permanece rodeada de ouro e riquezas, entre outras que são facilmente perceptíveis. 



Outras Igrejas Cristãs



As outras Igrejas Cristãs podem ter propostas diferentes da Igreja Católica, mas seguem a mesma Bíblia, e por conseguinte, as mesmas contradições. Logo, a ideia central é muito parecida, assim como o comportamento humanizado do Deus que pregam. 






A Ciência


Quando falo sobre Ciência, não me refiro apenas à Ciência em si. Me refiro também às tecnologias, às informações em massa e à globalização. A partir do desenvolvimento do conjunto da Ciência, é possível perceber as contradições da Bíblia, e temos nas nossas mãos um mundo muito diferente daquele escrito no "livro sagrado". É claro que isso gera uma certa revolta naqueles que gostam de contestar. Há a contestação de Deus, das metáforas, de Jesus Cristo, de tudo aquilo que é pregado pelas religiões, afinal, temos conhecimento sobre evolucionismo, física, química, biologia... Sendo assim, não é bem óbvio contestar o que foi escrito há mais de 5000 anos ( a primeira parte da Bíblia, o velho testamento, foi escrita cerca de 3000 anos antes de Cristo) ? 


O Ateísmo


O termo ateísmo, proveniente do grego clássico ἄθεος (atheos), que significa "sem Deus", foi aplicado com uma conotação negativa àqueles que se pensava rejeitarem os deuses adorados pela maioria da sociedade. Com a difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento do criticismo à religião, a aplicação do termo foi reduzida em seu escopo.O número de ateus cresce (pelo menos aparentemente) a cada dia mais, e questões como "Se Deus existisse, não deixaria as crianças da África sofrerem!" Mostram que os questionamentos feitos pela maioria dos ateus (pelo menos os que eu conheço), se limitam ao Deus humanizado pregado pela Bíblia, que obviamente não devia ser questão de polêmica, pois não existe daquela forma.  Os ateus costumam passar a imagem de pessoas conscientes da ciência, e até mais intelectualizadas, pelo fato de não acreditarem em "qualquer besteira que é dita" e aquilo que não podem ver. O ateu, inicialmente, não acredita em nada que seja "sobrenatural". 

~//~ 

Aí está o meu ponto. Pessoas que se interessam por conhecimentos gerais e os estudam, sabem com clareza as falhas das religiões, da Bíblia... Sabem que esse Deus humanizado não existe, e sabem que muito se fantasia acerca do que não podemos explicar. O que, então, tem de tão especial em não acreditar no que é pregado pelas religiões? Eu, particularmente, não vejo nada demais. Pior ainda é quando tornam essa não crença em uma espécie de rebelião extremamente agressiva. Mas há ainda um outro ponto. Há sempre aqueles que criticam quem segue as religiões, chamando-os de "alienados" e etc. Não acredito que a crença de uma pessoa faça dela melhor ou pior do que ninguém. Acho que todos têm o direito de acreditar no que quiserem desde que isso seja positivo na vida da pessoa. E vice-versa... as pessoas extremamente religiosas tendem  a julgar as escolhas de outras pessoas, e passam a desmerecer quem não acredita naquilo que elas acreditam. Há pessoas religiosas incríveis, assim como há pessoas que não possuem quaisquer crenças, também incríveis. 


Ok... Falei de Religião, Bíblia, Deus e Ateísmo, mas ainda não falei exatamente o que quero expor nesse post

Devido às confusões criadas pela Bíblia, pelas Igrejas Cristãs, pelas metáforas e repressões, as pessoas tendem a confundir ESPIRITUALIDADE com religião e ou existência de Deus. Acredito que espiritualidade é um conceito completamente distinto de religiões ou da existência divina. 



A Anima é uma palavra que grega que significa, literalmente, alma. Mas após estudos sobre o termo, cheguei às minhas próprias conclusões do que essa palavra significa. A Anima é o que anima os seres vivos, tornando-os de fato vivos. Ela está presente em tudo aquilo que tem vida. Somos seres animados, e não há ciência que discorde disso. Através da Anima, há um encontro com o que eu chamo de ESPIRITUALIDADE.

A espiritualidade, SEGUNDO O SENSO COMUM, é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Cada uma das referidas religiões comporta uma dimensão específica a esta descrição geral, mas, em todos os casos, se pode dizer que a espiritualidade "traduz uma dimensão do homem, enquanto é visto como ser naturalmente religioso, que constitui, de modo temático ou implícito, a sua mais profunda essência e aspiração.

Espiritualidade, para mim, é tudo o que coloca a Anima - o ser animado - em contato com outras animas e o mundo ao seu redor. É a relação do homem com a natureza, com o seu semelhante, com tudo o que a ciência não pode explicar, e até mesmo com o que ela explica. É a relação do homem com a vida, com a morte, com o que significa algo para ele. Não somos apenas pedaços de carne perecíveis: as nossas ligações sinápticas, o nosso psiquismo, tudo isso nos torna seres especiais e espirituais. Ser especial não significa ser imortal; significa ter a oportunidade dada pela natureza de sermos animados e termos energia. 
Segundo os grandes estudiosos da Física, que chamamos de matéria, nada mais é do que energia concentrada. Logo, toda matéria é dotada de energia, e essa energia pulsa. Eu acredito na energia, acredito que haja energia em tudo o que existe, e isso, para mim, nada tem a ver com religiões ou Deus. 

Gostaria que as pessoas pudessem enxergar que não é porque os preceitos bíblicos e religiosos são equivocados, que não exista algo que vá além do que os olhos podem ver. A Ciência é incapaz de explicar tudo, e o conhecimento humano é extremamente limitado. É mais importante desfrutar de sua convivência humana com o mundo que você habita do que querer fazer as pessoas engolirem seus preceitos filosóficos e religiosos, que querendo ou não, não são provados.



Não há provas da existência de Deus.
Não há provas da não existência de Deus.

Existe a crença e o que você faz com ela. Mas muito além da crença, existe um mundo enorme a ser explorado, e isso, não tem fim. 

1 de jul. de 2012

A Beleza, seus padrões e o culto da magreza.

Eu já havia pensado em fazer esse post por aqui, mas pegando carona no último texto postado pela Karen Hack, acho que essa é a oportunidade ideal. ;) 


Antes de tudo, gostaria de dizer que a temática 'beleza e belo' sempre me aprazeu. Primeiro, porque o conceito de 'belo' para mim sempre foi muito diferente do conceito de 'belo' da maioria das pessoas. Consigo ver a beleza em quase tudo aquilo que é desconstruído e caótico, diferentemente da perfeição e simetria pregados pela sociedade em que vivemos. Sempre entrei em discussões em que discordava do 'belo' pregado por meus amigos, e quando adolescente, sofri discriminação na escola por não possuir os atributos físicos necessários para ser "aceita". Desde adolescente, quando esfregavam - de forma cruel - na minha cara que eu era "gorda", "baixa" e tinha "o cabelo ruim", por isso não era "bonita", passei a questionar o que é essa beleza, e principalmente, por que existe essa necessidade tão gritante da magreza? Hoje em dia, pessoas que antigamente eram apenas 'normais' são consideradas gordas, e não adianta vir com o discurso de "saúde", porque a magreza em excesso é tão prejudicial quanto à gordura em excesso. 

Não estou dizendo que pessoas naturalmente magras não são belas, pelo contrário, elas têm sua beleza. A crítica que faço é a esse ideal. Nem todas as pessoas possuem o tipo físico ideal para sustentarem o tipo de corpo "exigido" pela mídia, e muitas mulheres se sacrificam ao extremo para alcançar essa imagem tão inviável para muitas delas.


A Beleza e a Sociedade

O culto da magreza excessiva começou a aparecer no final dos anos 80, através da democratização das academias e da desenvoltura corporal imposta pelos ritmos coloridos e dançantes dessa década. A partir de então, os grandes polos da moda passaram a optar por modelos de um mesmo esteriótipo: magérrimas, altas e com a menor proporção possível de curvas. Foi estabelecido um padrão, que imperou (e impera) durante muito tempo. Garotas e mulheres querem estar dentro desse padrão a qualquer custo, e não medem esforços para alcançar tal objetivo. Homens e garotos julgam as mulheres baseados nesse padrão, que como eu disse acima, é tão inviável para a maioria das mulheres.  Foi criada, então, uma pressão absurda e exagerada em cima das mulheres, obrigando-as a estarem sempre magras, "porque ser magra é ser linda".

Acontece, que não foi sempre assim. No Renascimento, a beleza do corpo femino era constituída pelas gordurinhas (até mesmo um pouco exageradas) e dobrinhas que apresentavam. Quanto mais gordurinhas uma moça apresentava, mais bonita ela era considerada;

                                                 
Assim era representado o corpo "belo" no Renascimento, já que nessa época, a magreza era sinônimo de falta de saúde e quando mais "gordinha" fosse uma mulher, mais recursos ela aparentava ser, e então, mais bonita era considerada.Tempos depois, com as demandas sociais, o padrão se alterou um pouco, mas as curvas continuaram sendo a principal fonte de representação artística de beleza feminina. Notamos isso nos quadros de Pierre-Auguste Renoir, um dos principais pintores do século XIX, que os quadros, em sua maioria, retratava modelos da época, consideradas belíssimas:


E as curvas permaneceram como a representação da beleza feminina durante muito mais tempo. Observemos as modelos com o passar das décadas:

Anos 10:


Anos 20:


Anos 30:

 Maureen O'Sullivan, grande estrela dos anos 30.
Anos 40:
Ava Gardner, símbolo sexual dos anos 40
Rita Hayorth, famosa atriz, cantora, dançarina e símbolo sexual do anos 40. 
Anos 50:
Marilyn Monroe; acho que nem preciso dizer nada.
Jayne Mansfield: Outra linda mulher dos anos 50.

Anos 60:

 Sophia Loren nos anos 60
Natalie Wood

Anos 70:
Catherine Bach, famosa modelo dos anos 70.
Phyllis Davis

Ok. Paramos por aí. Como citei anteriormente, foi nos anos 80 que a popularização da magreza como ícone de beleza foi iniciada. Até ela tomar a forma que tomou nos dias hoje, muitas mulheres com curvas ainda tiveram espeço no mundo da moda, como Cindy Crawford, Brook Shields, Drew Barrymore e Mila Jovovich, por volta dos anos 90, que foram uma exceção no quesito 'magreza',Mas nos anos 2000, o belo em sua predominância, foi idealizado assim:


Anos 2000:
Adriana Lima

Alessandra Ambrosio
Gisele Bundchen
Keira Knightley
Megan Fox
Não estou, em momento algum, dizendo que mulheres naturalmente magras não são belas. Acontece que esse ideal da magreza permanece, forçando quem não tem esse tipo físico a se sacrificar para consegui-lo. Exemplos de mulheres públicas que ultrapassaram os próprios limites para chegarem a esse ideal:

Lindsay Lohan ANTES

Lindsay Lohan DEPOIS
Nicole Richie ANTES
Nicole Richie DEPOIS
Miley Cyrus ANTES
Miley Cyrus DEPOIS
Apesar do culto da magreza ser enorme, existem aquelas que não se contentam em engolir o que é imposto pela mídia e aceitam seu corpo da forma que é, sem se privarem do direito de serem belas como são. Exemplos:             
Crystall Renn
Mia Tyler
Fluvia Lacerda
Whitney Thompson
Sophie Dahl

 Ok. Qual é o objetivo desse post?
Não estou, de maneira alguma, fazendo apologia às gordurinhas a mais, afinal, sei que saúde é coisa séria e a população enfrenta sérios problemas relacionados à obesidade. Com esse post, quero apenas mostrar o quanto esse negócio de 'padrão de beleza' é relativo. E é por isso que não devemos nos deixar levar por ele e nem aceitá-lo com tanta facilidade e precisão. O meu principal objetivo nesse post pode ser resumido numa simples frase: As pessoas têm o direito de serem diferentes, têm o direito de se sentirem bonitas como são, porque a beleza está presente em tudo aquilo que existe. Tudo que é, é belo por si só. E é a diversidade que faz do mundo essa coisa louca que é, independente do seu corpo, da sua forma física. A beleza não é medida em quilos, e sim, em essência! Em vez de preocupar em malhar apenas o corpo, por que não malhar também o cérebro? 
Para finalizar, um depoimento da genial J.K Rowling, do qual sou fã:

"Gorda" é, normalmente, o primeiro insulto que uma garota joga para outra quando quer machucá-la. 

Quero dizer, "gorda" é realmente a pior coisa que um ser humano pode ser? 'Gorda' é pior do que 'vingativa','invejosa', 'superficial' 'vazia', 'chata', ou 'cruel'? Não para mim; mas aí você pode dizer, o que eu sei sobre a pressão de ser magra? Eu não estou no ambiente de ser julgada pela minha aparência, sou escritora e ganho meu dinheiro usando meu cérebro...

Um dia, eu fui ao British Book Awards. Depois da cerimônia, eu esbarrei em uma mulher que não via há aproximadamente três anos. A primeira coisa que ela disse para mim? ' Você perdeu bastante peso desde a última vez que te vi!' 'Bem', eu disse, um pouco perplexa, 'A última vez que você me viu, eu tinha acabado de ter um bebê.' 

O que eu queria realmente dizer era: 'Eu tive o meu terceiro filho e terminei meu sexto livro desde a última vez que eu te vi. Essas coisas não são mais importantes e mais interessantes do que o meu tamanho?' Mas não, minha cintura parecia menor! Esqueça a criança e os livros: FINALMENTE UMA COISA PARA CELEBRAR!

Eu gostaria que as garotas fossem independentes, interessantes, idealistas, bondosas, originais, donas de opiniões próprias, engraçadas - um monte de coisas - antes de 'magras.' Quero que minhas garotas sejam Hermiones, e não Pansy Parkisons."

Bônus:
Antes que Ordinárias agora está no youtube!! Acessem nosso canal e interajam com a gente! 


Beijos, e até a próxima!