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4 de mar. de 2013

Nova Música Brasileira

Queridos Leitores...

Gostaria de apresentar a vocês, algumas novas caras da nossa MPB, que faz alusão ao velho, mas trazendo muito conteúdo novo para nossa cultura.

A música popular brasileira anda à mil nos últimos tempos e temos que conhecer quem anda escrevendo a nossa história musical.

Segue, então, alguns vídeos dignos de serem conhecidos!



                                                  Cinema Americano - Thaís Gulin

Thaís Gulin é uma voz que se destaca... Cantora e compositora, lançou seu primeiro disco em 2007. Queridinha e namorada de, ninguém mais que Chico Buarque, dá uma amostra em "Cinema Americano", do compositor Rodrigo Bittencourt, de como embalar uma música intensa com a maciez de seu timbre.
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                                                            Não consigo - Tono


Tono é uma banda formada por Ana Cláudia Lomelino, Bem Gil, Bruno Di Lullo e Rafael Rocha, faz um som conceitual e cheio de suingue, que mescla sensualidade com regionalismo, e claro, que isso, ao meu ver... Não sou crítica de música, mas posso dizer o que a banda me causa. Foi uma das minhas últimas descobertas e digo, que, fica complicado parar de ouvir. As letras, bem elaboradas e sutis, variam entre metáforas bem boladas de coisas cotidianas do amor, da tecnologia e da decepção até uma música com 2 frases que faz com que o ouvinte viaje no que ela pode querer dizer (Ele me Lê). Sem explicação a mistura... é isso que faz a banda ser tão boa.
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Bogotá - Criolo
                                                         
Segundo o que eu ouvi por aí, Criolo quase desistiu de ser cantor. Durante muito tempo, ninguém deu a atenção que ele merecia. Só que, alguém, que eu também não sei quem foi, ficou sabendo do seu trabalho e resolveu investir nele no meio do rap. Claro que essa música não é um rap de raíz, mas caso queiram descobrir mais coisas desse tesouro que é a música do Criolo, vocês vão se deparar com muita coisa bacana.
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                                                         Devolve Moço - Ana Cañas

Ana Canãs fazia artes cênicas, quando se deparou com Ella Fitzgerald em um teste para um musical e descobriu sua verdadeira vocação. Começou a cantar jazz na noite paulistana, isso depois dos 20 anos. Em 2007, gravou "Amor e Caos", seu primeiro disco, que leva essa bela canção que segue na descrição. Lançou outro álbum, em 2009, intitulado "Hein?!", fez parcerias com cantores renomados, e tem até uma música que compôs a trilha sonora de novela global. Ana já está no cenário musical há uns anos, mas isso não significa que é conhecidíssima, e por isso ela está entre os meus selecionados desse post. Vale a pena conhecer essa sonoridade mesclada de Cañas.
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                                          Zé Cafofinho e as Suas Correntes - Dança da Noite

Zé Cafofinho, o novo nome para o cantor, compositor e multiinstrumentalista, Tiago Andrade. Pernambucano e ativo na cena musical do estado há mais de 10 anos, ele trás com esse novo alter ego seu projeto de pessoa mais madura, com seus companheiros, Cláudio Negrão, Felipe Gomes, Márcio Oliveira, Rapha B, um som extremamente original. Só tenho uma coisa a dizer: Som que causa. Sem definições, como a grande maioria das novas caras da música brasileira, dá uma vontade de ouvir mais e mais.
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                                            Trupe Chá de Boldo - A Rolinha e o Minhocão

Eu não conheço a história da Trupe Chá de Boldo. Coloquei porque nesse último fim de semana eles se apresentaram em Belo Horizonte e eu simplesmente AMEI. Show muito alto astral e dá muita vontade de saber tudo o que eles já fizeram. São 13 integrantes, uma bagunça organizada, com letras bem humoradas e é isso. No mais, se tiverem a oportunidade de ir a um show, não percam. Vale MUITO a pena.
Ah, claro, sem me esquecer, que há poucos dias eles conseguiram o podium do Disk MTV, com seu clipe "Garrafa" e, desbancaram até, Justin Bieber. Merecido. 
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                                                        Suspuro Blue - Dolores 602
                                             
Dolores 602 é uma banda novinha, ainda. De Belo Horizonte, Camila Menezes (baixo) e Isabella Figueira (Bateria) estavam atrás de uma vocalista para montar uma banda, quando, através de uma amiga em comum, conheceram Débora Ventura (Voz e Violão) e Táskia Ferraz (Guitarra). Logo no primeiro dia, elas sentiram aquela química bacana e montaram a Banda. 
Em uma primeira instância, a banda tinha um repertório apenas cover, que abrange o gosto de cada uma delas, muito bem selecionado, que passeava por Rollings Stones, Beatles e Cake até Belchior, Raul, Morais Moreira, Caetano e Chico. 
Hoje, com músicas autorais da banda e de compositores amigos, Dolores 602 encanta à todos por onde se apresenta. Não há quem não se abale com o carisma e competência das integrantes. 

O primeiro disco está em andamento e elas estão ascendendo por aí... Em breve Dolores estará bombando pelos rádios e eu quero ver quem vem aqui comentar que ouviu a voz suave e intensa de Débora nas ondas das AM/FM's.
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                                                                   Lenda - Céu

Essa música pra quem já é fã de Céu, já é passada. Foi uma das primeiras a estourar, junto com seu primeiro disco, "CéU", de 2005. Filha de Edgard Poças, maestro e compositor brasileiro, começou sua carreira artística em 2002, mostrando que o ritmo está nas veias e não dá pra negar. Basta ouvir. 
Céu lançou seu segundo álbum, "Vagarosa", em 2009. Agora está com o ultimo, de 2012, "Caravana Sereia Bloom". Uma delícia de mistura de afrobeat, hip hop, jazz, R&B e por aí vai.


Eu teria muitas outras coisas para mostrar, mas acho que para um post, está de bom tamanho. Gostaria de agradecer às minhas amigas queridas, que me apresentaram grande parte desse repertório que postei e dizer  que, quem mais tiver o que acrescentar, manda aí, que é justo e legítimo a participação de todos.


Aproveitem!

25 de fev. de 2013

Dor e delícia de ser o que é #2

Completei meus 24 anos de vida há pouquíssimo tempo. E, a cada aniversário, eu tenho reflexões sobre o peso de uma responsabilidade que mais um ano de experiência acarreta, de projetos que agora são mais complicados de se realizarem ou até mesmo que facilitaram a concretização.



Eu ainda tenho sonhos adolescentes. Gostaria de dançar em uma companhia de ballet moderno, de fazer mais umas 2 ou 3 graduações, conhecer novas pessoas e viver experiências únicas, pessoais e inéditas. Só que com o tempo passando e a necessidade de produzir alguma coisa, se especializar em uma carreira, de cristalizar uma vida bem consolidada que a nossa sociedade coloca como o certo, eu fico pensando se, de fato, eu conseguirei concretizar alguns desses sonhos.



Tenho medo da velhice. Tenho medo da dificuldade que é o passar dos anos para um corpo perecível. Tenho medo do olhar das pessoas daqui a uns anos e me sentir uma velha patética e descontextualizada e por isso, tenho até umas vontades momentâneas de ser mais enquadrada no padrão social aprovado.




Normalmente, as mulheres têm mais dificuldades de lidar com esses padrões. 




Estamos sempre bombardeadas de como nos portar, de como aparentar, agir e o que é ser uma mulher de sucesso e de ~respeito~.

A necessidade de ser mãe, e ainda ser presente, ter uma carreira e não abandonar os filhos, ter um marido com um bom salário, morar em um bom bairro, ser discreta, séria, magra, bonita, elegante... todas essas utopias tolas, que fogem do funcionamento da grande maioria da mente das mulheres atuais faz com que nos sintamos perdidas e mais amedrontadas com o que pode ser. E, no final, acabamos por nos resignar ao padrão e vamos, frustradas, atrás do fundamental social obsoleto.



Eu sei que estamos em plena revolução sexual e que batalhamos diariamente para mudarmos nosso papel no meio humano civilizado. Só que eu não quero ser mais uma Janis Joplin, que os fans me perdoem a comparação, mas, que foi um sucesso por seu talento mas que sofreu à falta de padrão. Entendem? Não sei se fui infeliz no exemplo, mas acho que para ilustrar, serve.




Não sei se precisamos sermos mais incisivas ou mais a vontade com essa condição. Ou talvez, deixar de pensar e simplesmente agir. Tentar nos cegar para os julgamentos talvez seja uma opção para que a mudança seja fluida e menos impactante... Fica no ar as dúvidas. 

29 de ago. de 2012

Contar ou não contar. Eis a questão.

Ainda na série dos pulos de cerca...

Sua amiga namora uma pessoa que você também conhece. Com o tempo, você que era amiga apenas de uma das partes do casal, se torna amiga das duas. O problema é que a pessoa com a qual sua amiga está namorando, resolveu pular a cerca e você ficou sabendo. E agora, José?

Bom, eu não sou da opinião radical de que "Amigo que é amigo, conta". Não mesmo. Muito antes, pelo contrário... São necessárias algumas ponderações acerca dos fatos para tomar a decisão correta e é isso que eu vim fazer.

Bom, acho que a primeira grande pergunta que devemos nos fazer na hora de tomar essa decisão é: A pessoa em questão gostaria de saber isso? Porque, pessoalmente e tenho plena consciência de que isso é um posicionamento meu, eu não teria vontade nenhuma de alguém antecipar meu sofrimento. Otária? Talvez... mas eu julgo o sofrimento de uma traição tão pesado (e que fique claro, que estou falando do sofrimento e não do ato), que eu prefiro saber se tiver que saber. 

Segunda coisa que eu imagino ser importante ponderar, caso seu amigo não queira contar: Quem está envolvido nessa trama? Quer dizer, imagina se que você é amiga da moça, mas em contrapartida, seu namorado é um grane amigo do rapaz. Aí, você descobre que o amigo do seu namorado traiu a menina, mas sabe que se você contar isso vai desencadear uma série de brigas e discussões que podem ultrapassar a linha do relacionamento dos dois e, ainda, pode acontecer do casal conversar, se perdoar e você sobrar nessa história. Ah, você e seu namorado, que por sua vez, perdeu o amigo porque você contou a façanha. Ou seja, até você corre o risco de brigar ou terminar seu namoro por isso.

Terceira ponderação:  isso é da minha conta? Eu devo me envolver em uma história que não é minha? Penso assim... Cada um com a sua história e com as consequências das histórias que têm. Eu sei que o sentimento de ser o ultimo a saber de algo é muito ruim, mas devemos levar em consideração, neste momento, se o corno da rodada for nós mesmos, que quem está de fora dessa história, nada tem a ver com isso e que não temos que cobrar nada dela. Afinal, não é ela que está te traindo... "Mas sendo meu amigo também está me traindo". Ah, meu caro, se a pessoa não soubesse, não iria te contar e você nunca ia saber da boca ela. Saberia por via de terceiros, talvez. É muito egoísmo seu querer que a pessoa se envolva na história que não é dela por ações da pessoa que VOCÊ escolheu ter ao lado.

Agora, se você é da turma que é adepta do contar, custe o que custar, boa sorte. Existem momentos sim, que isso é o mais certo a se fazer, dependendo da circunstância, na qual você é só amiga de um dos lados, e quando, por algum motivo de força maior, que não sei exemplificar, é importante fazê-lo.

Se envolver em uma história que não é sua, é sempre muito delicado. Por isso a necessidade de pensar sobre as consequências que essa interferência terá, para evitar desgastes para você que a priori, não tinha nada a ver com a história. 


Amigos, amigos... Histórias à parte. 

28 de ago. de 2012

Senhas e Diamantes

Eu me pergunto todos os dias porque as pessoas não gostam do bom gosto, não gostam do bom senso, não gostam dos bons modos, não gostam. Já dizia Adriana Calcanhoto em sua canção.

Sim, o que apetece é o fino trato.
Porque não ser educado, tentar ser refinado, gentil?

Descobri, que a chave das portas onde se encontram os melhores caminhos, as senhas dos cofres mais "ricos", o contato com o melhor do ser humano, é sem dúvida, a boa educação.

Muitos foram os esmeris, que fizeram e fazem parte do meu processo. Alguns deles, até, são pedras que nem encontradas por si, foram ainda, diante tamanha brutalidade. Outros, no entanto, são diamantes grandes, com algumas arestas ainda por aperfeiçoar, mas que já se vê todo o brilho e imponência em sua forma.

Não me julgo bem lapidada. Mas já fui tirada da primitividade das profundezas e estou, pelo menos limpa, para o início do desenho.

Estou cansada de quem não tentou ainda, abrir espaço para esse mundo, na qual teriamos, pelo menos um pouco mais de tolerância.

22 de ago. de 2012

A Cerca Baixa e a Grama Verde do Vizinho

Minha coluna aqui no blog é sobre sexualidade, mas envolto desse tema, estão tantos outros interligados, como família, tabus sociais, desenvolvimento feminino, relacionamentos, entre outros que me propus a escrever sobre traição e conceitos acerca delas, que passam na minha cabeça.

A traição na maioria das opiniões sobre o tema que já ouvi, é algo letal para o relacionamento e está diretamente ligada à insatisfação daquele que a comete. Não concordo. Ela pode sim, ser um indicador de uma insatisfação, mas não acho que só dela é feita uma pulada de cerca.


Mas de fato, o que é uma traição?


Ficar? Transar? Dar amassos sem beijar? Beijar sem transar? Seduzir sem ficar? Pensar em outra pessoa? Fantasiar? 

Essas são perguntas que cada pessoa responde de acordo com o princípio que tem.

Creio que existem N explicações/justificativas para traições... (E não que sejam motivos para condenar ou perdoar, ok?!)

Existem pessoas que são inseguras e imaturas. Elas têm medo de serem traídas e esse é o grande motivador da prática. "Ele pode me trair a qualquer momento. Não quero ser corna sozinha, logo, antes me arrepender do que fiz, do que daquilo que deixei de fazer."

Outras que não são muito ligadas nas "gramas verdes" que passam pelo seu percurso, mas uma ou outra pode lhe chamar a atenção e quando vêem, puft. Feito. Foi mais forte do que a pessoa, mas ela não estava insatisfeita e muito menos tem a intenção de terminar o relacionamento.

Aquelas que o relacionamento já está mais capenga que acidentado em fila de "Pronto Socorro" e não tem coragem de terminar... precisam de uma mão amiga, que normalmente é uma nova mão, para dar um basta no que já não existe mais.

Umas que precisam do externo para valorizar o interno. A pessoa dá aquela puladinha de cerca ~básica~, e volta pra casa com um buquê de flores e chocolates Kopenhagen . É a forma dela ver de fora que o que têm com ela é muito melhor.

Existem pessoas que não são de uma pessoa só. Elas simplesmente não conseguem se contentar em ficar apenas com quem resolveu dividir a vida, e se deixa levar pela vivacidade que aparecem nas pessoas que cruzam seu caminho e tintilam sob seus olhos. Para elas, isso é muito forte e real, mas não é indicativo de insatisfação ou crueldade. Elas simplesmente conseguem ficar com outras pessoas, não se envolverem (o que também, pode acontecer) e continuar com seu relacionamento sem maiores transtornos. 

Acho que esses são cinco dos inúmeros perfis e justificativas para ser infiel com aquele que está ao lado. Não estou defendendo nem condenando. Apenas ponderando um assunto muito generalizado e colocado, por vezes, dentro daquele conceito de que é tudo uma coisa só. 

Muitas vezes, começamos um relacionamento com alguém as escuras, sem saber nada sobre a vida pregressa daquela pessoa. Entretanto, aquelas com as quais tivemos condições de ouvir um pouco mais da história, sabemos um pouco de como ela vê as coisas e temos ideia de como será o desenvolver do relacionamento, se as coisas caminharem para isso. Não se iluda... não será você o grande mestre que mudará o fulano que está com você. Ele pode sim, e é o mais provável, repetir o ciclo que costuma ter com as pessoas com as quais se envolve. 
Isso não é regra, principalmente porque, com o tempo, as pessoas tendem a amadurecer e a pensar nas consequências daquilo que fazem, mas a repetição é algo tão natural do ser humano, que a probabilidade de acontecer é grande.

Assumir as consequências de seus atos é tão importante quanto assumir a responsabilidade de ter começado a se relacionar, com aquele a quem você já sabia como era. Se já era do seu conhecimento, repense seu ego inflado de achar que com você seria diferente. E claro, você tem a opção de aceitar ou não as coisas como acontecem.


Uma outra coisa a ser ponderada acerca da temática traição é o julgamento que é feito daquele que trai. O traído tem o direito de ficar puto e triste... com raiva e até enfurecido. Mas, normalmente, quem toma esse tipo de atitude é crucificado até a morte, sendo que todo mundo, uma vez na vida e por motivos dos mais diversos, já passou pela situação. Quantas milhares de vezes, nós ficamos sabendo da vida de alguém, falamos, criticamos, defendemos ou acusamos... E, num segundo momento, estamos lá, naquele mesmo papel de quem estávamos falando há pouco? 
Esses julgamentos são muito perigosos, porque vamos acabar passando pelas mesmas situações, uma hora ou outra na vida. Então, é bom que tenhamos em mente que a pimenta que agora estão nos olhos alheios, podem arder mais tarde nos nossos, e aí, meus caros, é que a porca torce o rabo e pagamos a língua grande que tivemos.

Hoje em dia, conheço muitas pessoas que passariam por cima de traições por entenderem a condição complicada que é manter um relacionamento fechado por muito tempo. Sabemos que o tesão diminui, a amizade aumenta e que outras pessoas chamam a atenção. Outras, no entanto, se mantem firmes na posição de que se traiu, acabou. Assim como assim, quem tem maior razão ou verdade, não importa. Se é que isto existe. 


Mas o fato é que este é um assunto que devemos falar, pensar sobre porque faz parte de coisas que acontecem na vida e é preciso não fechar os olhos para o que pode acontecer conosco ou partir de nós mesmos.









8 de ago. de 2012

Fantasias Héteros em Relação aos Homossexuais

    Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pelo sumiço sem satisfações. Acontece que fui para sítio do meu avô ficar com ele e minha digníssima cadelinha, cujo nome é Botina. Lá não tive acesso à internet decente. Depois, voltaram as aulas e tive de me reorganizar... Mas agora que já está tudo sob médio controle (porque nunca está 100% controlada essa minha vida), volto com tudo para vocês, pessoas extraordinárias. 

    Hoje o texto é referente à homossexualidade e a tolerância. Nós, colaboradoras resolvemos nesta semana falar sobre o assunto, uma vez que o amigo de uma de nós, suicidou por ser gay e a falta de aceitação sofrida. Isso vai fazer um ano e gostaríamos de prestigiá-lo.

Há pouco tempo, presenciamos a luta de casais homo afetivos a terem direito à união estável e as controvérsias geradas à partir desta busca. Vimos uma bancada religiosa de senadores de um país dito laico, tentar com todas as forças barrar o direito de cidadãos que exercem seus deveres como todos os outros. Vimos textos, blogs e vídeos homofóbicos, pregando um modelo de família ultrapassado e segregador contra as pessoas que se amam e querem se unir perante as leis do país em que nasceram. Vimos agressões verbais, físicas e morais nos jornais e revistas. Entretanto, isso foi recente e ainda deve restar uma vaga lembrança na cabeça dos brasileiros, com memórias de peixinhos dourados, que se esquecem de tudo com a mesma rapidez em que digerem uma salada.

    Mas sabemos bem que esta não é a primeira e nem a ultima vez que saberemos de agressões, sejam elas de que espécie forem, contra minorias que destoam do dito normal, ou do que é, simplesmente fora do padrão.

    Mas o link entre o tema da coluna e o tema da semana, perpassa por algumas fantasias das pessoas não homossexuais em relação aos que são.

    Pra começar, e acho que nada mais clichê, gostaria de citar a fantasia sexual dos homens em relação à casais lésbicos.

    Não há nada mais desconfortável para um homem, do que um outro camarada começar a dar em cima de sua mulher e vice-versa. Pois sim, senhores, o mesmo ocorre com os casais de meninas. Elas namoram, companheiros. Elas têm uma relação cotidiana, na qual dividem não só o prazer sexual, como também, as felicidades e desgostos da vida. Elas se ligam para dar bom dia e boa noite, elas contam como está o trabalho e a faculdade. Enfim, é uma relação completa na qual não falta o seu amigão lá no meio. 
Porém, os homens não entendem e sempre estão mexendo, falando coisas ofensivas e invasivas, propondo sexo à três. Isso quando não agridem verbal ou fisicamente. 

Outra fantasia recorrente na cabeça dos não gays é que todo homossexual vai dar em cima de qualquer coisa que tenha sangue correndo nas veias. Não companheiros, assim como uns preferem as loiras e outras preferem negões, os gays também têm suas preferências e não vão dar em cima de qualquer um, deliberadamente.
     "Ah, mas parece que eu sou imã de viado... toda vez tem um pra dar em cima de mim..." Isso vai acontecer, porque tem gente que não tem noção. Mas isso também acontece no meio hétero e nem por isso você vai querer dar porrada na cara da mulher tribufu que deu em cima de você. E outra, se o cara está fazendo isso, pense se você fez algo para dar abertura pra isso.

    Outras frases típicas são: "Pode ser gay, desde que não dê em cima de mim". "Não sou homofóbico, mas não quero isso na minha família".

    Por fim, uma outra fantasia que gostaria de citar aqui é a de que o meio gay é promíscuo. Olha, galera, promiscuidade está em qualquer lugar, independentemente da orientação sexual dos envolvidos. Se você for a uma boate hétero você vai encontrar meninos e meninas comportados e assanhados. Se você for a uma boate gay, a probabilidade de ver os dois também é grande. Existem uns locais em que o comportamento sexual mais explícito é encontrado, entretanto, pegar esses locais para falar de uma população inteira é covardia e burrice.

Concluindo: Existem mais mitos em relação ao mundo gay do que eles fazem jus ter. Se você é um homofóbico e veio ler esse artigo, bem vindo e espero que você esteja em busca de informações esclarecedoras e não retificadoras do seu julgamento raso e ignorante. Se você é gay, dê seu depoimento em relação aos preconceitos sofridos. Se você é hétero, esclareça suas dúvidas. Enfim... aqui é um espaço democrático, para todos independente de raça, orientação sexual, cor, peso... 

18 de jul. de 2012

"Oremos"


Me desculpem os religiosos pelo título, mas achei que colocar "Sexo Oral" seria muito mainstream. rs

O tema de hoje é sexo oral nas mulheres e seus mitos, deslises e formas bem sucedidas.

Dizem por aí que homem não sabe fazer oral em mulher. Não darei a minha opinião a respeito, porque afinal de contas, antes de ser blogueira, sou um ser humano que tem relações e não quero me comprometer.  Em todo caso, seguem primeiro as grandes gafes que as pessoas comentem ao fazer sexo oral em uma mulher:


Língua de helicóptero: aquela língua que gira numa velocidade e intensidade indescritível, que não foca no local apropriado, eventualmente machuca e o maluco acha que está arrasando porque a mulher está gemendo. Meus caros, o gemido também pode ser de dor, tá? E pode também, não ter uma diferença entre o gemido de prazer e o de dor, mas o corpo da mulher vai falar... Ela vai fazer movimentos mais bruscos, normalmente refugando seus atos... Mas infelizmente, tem gente que entende isso como sendo movimentos de "faça mais"...

Sucção estilo desentupidor: Eu e minhas amigas temos um outro nome para essa prática, mas é melhor deixá-lo só para as conversas de bar, porque afinal de contas... É aquela boquinha frenética que quase arranca o "pequeno pênis" feminino... A sensação que eu tenho, é que quem é adepto desta prática, quer arrancar o órgão genital da pessoa para ela ir atrás novamente. Só pode. Porque mais uma vez, o gemido pode ser dúbio, mas o corpo vai demonstrar, se a mocinha em questão não falar que não está legal...






Under Pressure:  Aquela língua que acha que tudo se resolve com pressão. "Pressiona, Renné... Pressiona". Não, meu povo... As coisas lá em baixo são delicadas e sensíveis... O grande lance é começar bem easy e depois, se a menina indicar, ir administrando a intensidade.



Boca de Chapisco: Amigo, se você é do estilo que tem aquela barba áspera, é melhor deixar crescer ao ponto de não arranhar ou então, sabe que vai rolar... faz no dia. Porque não tem nada mais desagradável nessa vida, do que um ser humano com boquinha de chapisco achando que está arrasando Paris em chamas, quando na verdade, arranha tudo quanto há nos países baixos!




Essas são, na minha opinião as maiores bobagens que alguém pode fazer, quando se trata de sexo oral em mulheres.

Mas, não criemos pânico! Para não dizer que só critiquei, vai aí umas diquinhas valiosíssimas para os fãs inveterados desta prática e que querem aperfeiçoar:

  • Conheça a Anatomia: Saiba onde se encontram os devidos pontos de uma mulher. Segue, então, um link muito valioso que vai explicar o que é cada parte, e cia.


  • Ritmo: Se você é principiante ou ainda não conseguiu acertar em cheio, leia esta dica. Conte em sua cabeça um ritmo para seguir manter um padrão, como: 1,2,3,4 - 1,2,3,4... Isso vai ajudá-lo a não fazer movimentos espalhafatosos que as vezes são fatais. A mulher tá gostando do que você está fazendo, mas aí, você fica animado demais e começa a desconcentrar do ritmo que ela estava gostando e puft. "Cabô milho, cabô pipoca".
  • Delicadeza: Não ache que manter a sua língua "ereta" como o seu amigão lá de baixo, vai fazer sua parceira mais feliz. Deixe-a relaxada, leve, delicada... Exatamente como é o local com o qual está lidando.
  • Sucções Leves: Ao invés de partir para o ataque, como se o mundo fosse acabar e você precisasse de levar consigo a periquita da coleguinha, vá com calma e sugue levemente... apenas para aumentar ainda mais a circulação no lugar... e não para fazer sangrar. =)
  • "Boquinha de Veludo": Use seus lábios para fazer um carinho no local. A mucosa da boca é delicada e arrasa com a galera lá de baixo... vai por mim, que você brilha!
  • Mãos Certeiras: As mãos são ótimas auxiliadoras nesse momento. Uma massagem interna, enquanto a boca faz o serviço externo é muito válido. Mas lembre-se: Filmes pornôs não são didáticos, então não tenha em mente aquelas atrocidades que eles fazem, são pura mentira. Dedinhos lá dentro: faça movimentos de "vem cá" e observe a reação. A moça vai mostrar se está gostando... e se ela for do tipo tímida, pergunte... delicadamente, você pergunta se assim está bom ou se assado está melhor... ela acabará te falando. Outra coisa linda nessa hora com as mãos, são os dedinhos separando os grandes lábios, levemente para deixar a região interna mais exposta, o que facilitará sua visão e contato com a área.
  • Beijo Grego: Não é uma prática muito difundida. Eu acho. Mas há quem goste e goste muito. É o mesmo que sexo oral, nas partes mais baixas ainda, se é que me entendem. Dr. Google saberá informá-los melhor à respeito.
Enfim, posso ter me esquecido de algumas dicas aqui, mas acho que pra começar, está de bom tamanho... Já sabem o que fazer e o que não fazer. Depois disso tudo, pratiquem e me deem um feedback para que eu saiba se as dicas foram válidas ou não.

Aguardo retorno.

Atenciosamente,

=)

11 de jul. de 2012

Eu?! EU NÃÃÃÃÃO!

Nestes meus 23 anos de vida bem vividos, concluí que homossexualidade e heterossexualidade são pontos extremos de uma linha que julgo ninguém conseguir alcançar. Todo mundo oscila mas, normalmente, a grande maioria permanece nas proximidades de alguma destas pontas.

Freud trouxe para a humanidade a teoria de que ninguém nasce com o objeto de desejo definido e com o desenvolver da personalidade, faremos essa escolha. Coloco isso informal e reduzidamente, ok?

De qualquer maneira, o que penso é que todo mundo uma vez na vida, pelo menos, se questionou como seria transar com uma pessoa do mesmo sexo. E não que isso vá ser concretizado... Mas que para um dia você dizer que não faria de maneira alguma, teve que pensar em como seria. 

Quando coloco a sexualidade como sendo essa linha de dois extremos inalcançáveis, tenho em mente aqueles fatos que não são, sequer, considerados como tendo componentes eróticos.  Isto é, o encontro da turma do bolinha para ver uma luta... Que nada mais é do que dois marmanjos se pegando loucamente. (Obs.: Sei que mulheres também gostam de assistir lutas e que eles estão se batendo no ringue, mas não podemos negar que eles se esfregam e se pegam com os corpos semi-nus).
As amigas que vão as compras e entram no mesmo provador de roupas e se vêem nuas, comentam sobre como ficaram as roupas e reclamam das celulites, estrias e do peito que nunca está do tamanho 'certo'. Ou, amigas que andam de mãos dadas, sentam uma no colo da outra e etc.

A necessidade de se arrumar e estar sempre bonita da mulher, é muito mais para outra mulher do que para atrair os olhares masculinos. E a necessidade de ter um status elevado, um corpo 'assim ou assado' de um cara, também passa pelo olhar masculino, que em sua mente de macho garanhão, tendo tudo aquilo como atributo estará mais apto a conquistar uma gatinha do que o outro que não tem o carro do ano ou os bíceps ressaltantes. Isso é sim uma forma de homossexualidade, afinal de contas, o olhar daquele ser do mesmo sexo também será atraído.

No meio gay, a presença da heterossexualidade também acontece. Por exemplo, em um casal de meninas, uma adota uma postura masculina do que a outra, sendo esse papel também oscilável.  E nem me refiro ao ato sexual em si, mas sim, de circunstâncias. 
Por exemplo: Uma vai de carro pegar  a outra em casa, mas, em contrapartida, a outra pede a conta no bar para o garçom.  Ou então, em um casal de homens, em que um é visivelmente mais afeminado que o outro, mas durante o sexo, ele é mais ativo. 

Uma vez, até, recebi de um amigo hétero, a confissão de que ele admirava o corpo masculino, mas que nunca tinha tido vontade de ficar com outro homem. Quando ele me disse isso, falou que só estava me contando porque eu tinha a cabeça aberta para ouvi-lo e que jamais falaria isso para outra pessoa. Eu expliquei a ele essa minha teoria dos extremos inatingíveis e disse que um dos fatores homossexuais que tinha nele era esse, mas que isso não o faria gay. 

De qualquer maneira, se um dia, você, que sempre se julgou tão hétero ou tão gay, por ventura do destino acabar ficando com alguém do mesmo sexo ou do oposto, aproveite. Pode ser divertido, ou não. E não se sinta culpado por isso, afinal, nos atraímos por tantas outras coisas que as pessoas tem, além do corpo, que não é nada estranho se isso acontecer. Concordo que se isso se tornar frequente, pode ser conflituoso, qualquer que seja a sua orientação, mas se for para ser, vai ser. 

Se você hétero, ficou com seu semelhante, gostou e pirou... Parabéns, você está prestes a sair do armário! rs (Ou não... vai ficar aí mofando junto com as roupas ou ser feliz com as pessoas que te atraírem).
Se você gay, ficou com seu oposto e gostou... Parabéns, você descobriu que mais de uma coisa pode te fazer feliz.

Então, não há o porque criticar postura sexual de alguém, já que não há soberania de nada na vida, muito menos quando se trata de sexualidade. 



4 de jul. de 2012

O bege e seus tabus

Casualmente, estava passeando por blogs da internet quando vi, em um blog direcionado para o público masculino, um post que falava de calcinhas bege. Li, tentando me manter calma e sem colocar juízo de valor nas palavras ali registradas e depois, segui para os comentários onde esperei ver críticas bem fundamentadas acerca daquele texto tão cômico e pessoal.

O texto criticava o uso de calcinhas bege e nos comentários encontrei, tanto homens quanto mulheres que não estavam nem aí para a cor da lingerie. Fiquei aliviada, afinal de contas, por maior que fosse a minha vontade de não julgar o texto, eu não consegui excluir daquele momento o meu lado ofendido, que não consegue engolir o fato da cor de uma calcinha brochar alguém.

Segue então, a minha opinião a respeito do tema:

Concordo plenamente, que uma mulher de lingerie com cor forte, seja vermelha, preta ou branca, de rendas bem feitas se insinuando é visualmente muito mais atraente do que uma mulher de calcinha e sutiã básicos cor da pele. Mas isso realmente faz alguém brochar? No final, tudo não vai ter parado no chão, no lustre, no ventilador, criado mudo, pia da cozinha... enfim, vai estar em um lugar onde ninguém vai estar olhando.

Não consigo entender.

Mais uma vez eu penso que a mulher para ser A MULHER, tem que estar sempre perfeita. Isso não é justo e não faz nenhum sentido. 

Cara, eu vou colocar meus amigos de calcinha de renda fio dental,  apertando nas laterais, com um espartilho bem duro e apertado, cinta-liga puxando os cabelinhos da bunda e uma meia colocando todos os pelos da perna no sentido oposto ao que nasceram para ele ter ideia do que é estar dentro de uma roupa que ele considera sexy. E depois ele vai me contar se ainda prefere lingeries estrambóticas à calcinha de algodão bege.

Imagina ter que ir para aula, para o trabalho, para a academia de calcinha sensual. Meu irmão, você não tem ideia do estrago que isso pode causar. É muito ruim. 
Conheço até mulheres que já usaram tanto, que não conseguem se habituar a usar calcinhas maiores, e respeito a decisão delas, mas é muito ruim ter que usar isso, se você não gosta.

A cor bege tem uma explicação. A mulher gosta de variedades de roupas, e nada mais condizente do que ter um tipo de lingerie diferente para cada estilo. Não dá para colocar uma calcinha rendada ou uma calçola enorme que fica partindo as nádegas em quatro, com uma legging. Vão marcar.  Da mesma forma que não faz sentido colocar uma calça branca com uma calcinha vermelha! Tem que ser a mais discreta possível - logo - a mais indicada é a bege. 

E, voltando ao assunto brochar... Meus caros, é muita veadagem alguém deixar de transar com outra pessoa porque ela está de calcinha cor tal, ou formato tal. Até mesmo as calçolas, enormes que sugerem à vovó... ela se vai depois que você delicada ou agressivamente a tirar.  A embalagem do produto vai para o lixo, o conteúdo é o que interessa. E, absolutamente, juntamente com a calcinha bege eu colocaria no pacote de detalhes sem nenhuma importância, celulites, estrias, aquele pneuzinho e Cia. ltda. 
Cueca estilo sunga, é horroroso. Só outras mulheres ou amigos gays sabem o quanto é engraçado ver um homem bonito, de corpo bem feitinho com aquela cuequinha que parece que foi a mãe que comprou pra ele ir pra escola com a mochila nas costas e a lancheira na mão. Mas, pior que elas, são essas versões em cores azul bebê ou amarelinhas com listrinhas em marrom.
Mas não vai ser por isso que falaremos - Meu amigo, hoje não dá por causa dessa cueca de menino de maternal que você arrumou. Vá para o quarto, e só saia de lá depois que você pensar no que fez. 

Portanto, senhoras e senhores, deixa usar o que quiser. Quer que sua mulher use uma lingerie bacana - compre uma para uma noite especial. Mas na terça feira à noite, quando ela estiver em casa, trabalhando fora do expediente, cansada e pronta para dormir, deixa ela em paz com a bege, a grande, a larga. 




27 de jun. de 2012

Monogamia x Poligamia

A monogamia... Condição primaria de relacionamentos ocidentais. É aquela na qual cada pessoa se dispõe a ter apenas um parceiro/ companheiro/ cônjuge por vez.

Esta é uma lei em nosso país, comumente desrespeitada e, por vezes, o grande fator oxidante dos relacionamentos amorosos.

É muito complicado para um animal, que não é naturalmente monogâmico, se adaptar a uma regra cultural que nos impõe que desejemos apenas uma pessoa por vez. É claro, para todos que têm sangue correndo nas veias, que outras pessoas nos chamam atenção, mesmo estando nos relacionando com alguém.

Existem aqueles que, via de regra, deixam o Id falar mais alto e saciam a vontade. Existem outros que recalcam o desejo e se queixam constantemente de outras coisas, mas que por fim, se realmente conseguissem ver, o que estaria em jogo é esse desejo as avessas dentro da cachola. Outros, no entanto, conseguem sentir o desejo e pesar o que realmente importa: Saciá-lo ou deixar passar e valorizar o construído com seu parceiro anteriormente escolhido.

Já a poligamia, comumente encontrada no oriente médio, valida somente para os homens e em outros locais do mundo, está caindo em desuso sendo, apenas, "permitida" em situações de guerra.

Acho que para nós, ocidentais, não seria mesmo fácil manter um regime poligâmico, porque não seria uma via unilateral masculina e acho que por conta disso, uma guerra civil seria passível de acontecer.

Entretanto, existem alguns formatos de relacionamentos que abrem espaço para a poligamia e, com alguma conversa franca e honestidade de ambas as partes, é possível lidar com ela de forma até, fazer bem para a instituição à dois.

Conheci pessoas que conseguiram manter um relacionamento aberto durante anos sem problemas maiores por isso, especialmente. Conheci outras, que o parceiro desrespeitou até as regras do relacionamento aberto. Ou seja, nada é certo. Nem na monogamia, nem na poligamia.

Valores religiosos são muito levados em consideração também, em relação à escolha de condição  relacional. Aqueles que seguem o legado cristão, por certo que não vai conseguir estabelecer com o outro um relacionamento aberto. 

Por fim, o que me vem a cabeça é mais ou menos o que sempre me vem ao final de todos os textos. Tudo é uma questão de dar conta de arcar com as responsabilidades que te cabem. Você daria conta de não ficar com mais ninguém além daquele que está com você? Ou, se não, você daria conta de saber que seu parceiro está ficando com outras pessoas, assim como você também está? Entre outras tantas perguntas que surgem à partir da tópica desejo extra-relacionamento.

São questões complicadas. É difícil não ser egoísta com esses assuntos. Queremos satisfazer às nossas vontades, mas não queremos dar espaço para outras pessoas terem a oportunidade de se aproximarem de quem gostamos.


20 de jun. de 2012

Fuck Music Play List

Nada como boa música para acompanhar um momento de intimidade e proporcionar um momento único...

Segue a minha seleção de dez boas músicas para acompanhar AQUELE momento!



Mariana Aydar - Beleza
Essa música é boa para uma preliminar lenta, com tempo para os corpos poderem sentir as texturas, os movimentos, os cheiros... Essa é uma música ótima, na minha humilde opinião, para usufruir dos sentidos com atenção.
The XX - Night Time
Essa música pode ser para um esquenta também, mas acho que cabe mais no contexto já quente... Não o ato em si, mas uns pegas mais 'calientes' vai bem com ela.
Example - Changed the way you kiss me
Essa, por sua vez, já é uma muito condizente com um momento mais "Hard", se é que vocês me entendem... 
Portishead - Glory Box
Essa música, no meio das pessoas que eu conheço, é um clássico do Sex Music. E dessa banda também, eu colocaria "Roads", que também é um fenômeno.
Hooverphonic - Mad About You
Essa trilha tem uma fantasia muito feminina. Ela causa nas mulheres a sensação de um filme romântico, na qual os fatos se consumam em um contexto muito completo e pleno.
John Mayer - Neon
Apesar de ser uma música muito bem feita, com muita técnica e harmonia perfeita, ela me suscita um momento "American Dream" sexual. Uma cena erótica de uma comédia romântica, por exemplo. Uma outra, também dele, muito boa para adicionar à sua playlist é "Belief" do álbum Continuum.
Esthero - I Drive Alone
Essa é muito boa para uma strip tease. Sem mais.
Upey - Love in Spain
A pegada latina do violão solando em momentos específicos da música é fenomenal. Lenta e sedutora, ela leva o casal para um contexto de cores quentes, se posso assim, na minha Sinestesia, descrever a música. Luz de velas cabe bem pra essa trilha.
Duran Duran - Come Undone
Apesar de ser da década de 80, com a pegadinha pop da banda, eu acho ela bem propícia para o momento. 
The Cardigans - Favorite Game
Essa tem 'cara' de uma pegação muito louca. Um sexo no primeiro encontro, talvez? Para um casal muito carnal, acho muito cabível.
Enfim, essa são dez das milhares de músicas boas e interessantes para transar ouvindo. Acho que poderia fazer outras milhares de listas, com contextos completamente diferentes. Mas, para instigar as pessoas a procurarem músicas interessantes para o contexto, está de bom tamanho.