Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

4 de jun. de 2013

Little Miss Sunshine

Welcome to Hell! Assim, iniciamos nossa viagem cinematográfica por este excelente filme sobre uma família disfuncional e até bem humorada. O longa Little Miss Sunhine, é um filme norte-americano de 2006 dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris e escrito por Michael Arndt. Temos no elenco nomes de peso como: e strelado por Greg Kinnear, Steve Carell, Toni Collette, Paul Dano, Abigail Breslin e Alan Arkin. 
Com um orçamento 'simpático' de oito milhões de dólares, sendo gravado durante um período de trinta dias no Arizona e no Sul da Califórnia.Teve sua estréia no Festival Sundance de Cinema(2006) e levou 2 Oscars(Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin) um filme que devemos ter em nossa DVDteca. Um filme sobre cotidiano, egoísmos, solidão,amor, desilusões entre outros percalços. Uma temática que nos sensibiliza tendo como personagem principal a doce e talentosa Abigail Breslin, que faz Olive. O filme gira em torno do concurso "A Pequena Miss Sunshine" que acontece na Califórnia.
Olive, é a típica garota americana gordinha, usa óculos, um pouco geek e óbvio desprezada na escola.
No filme dá para perceber que a cabecinha dela gira em torno de 'agradar' pelo menos sua família. Ela almeja ser a ganhadora do concurso, sonha que seu Pai Richard (Greg Kinnear)tenha orgulha dela. É amorosa com todos, sonhadora e muito inteligente. 

Seu avô paterno (Alan Arkin), ensaia com ela todos os dias a coreografia para o concurso. Talvez, um dos únicos momentos de alegria onde ele deixa de lado seu  vicio em Cocaína, seu ódio latente por frango frito e promiscuidades.Por outro lado, um dos únicos dotado de lucidez e até sabedoria; o pai de Olive o Sr. 'Perfeito' Richard que adora vencer e odeia perder (Greg Kinnear) tenta emplacar seu programa de auto-ajuda. Uma série de palestras motivacionais para quem quer ser um vencedor; a mãe de Olive é Sheryl (Toni Collette), supervaloriza a honestidade, ama e odeia sua família, fumante invicta que tenta esconder isso de todos. Ainda temos o tio Frank (Steve Carell), irmão da mãe de Olive, que ama Proust e detesta viver,  gay que em uma tentativa frustrada de suicídio se torna o mais novo 'hospede' da família.
Olive, ainda conta com o 'apoio' do seu irmão mais velho Dwayne (Paul Dano) obcecado em ser piloto da Força Aérea, um adorador de Niezsche que faz um "voto de silêncio" no filme damos um logo passeio por toda sua crise profissional existencial pré-vida adulta(Caro, Dwayne isso é só o começo,rs) onde ele odeia tudo e todos. Todos encaram a disfuncionalidade familiar para levar Olive ao concurso, com a velha e companheira Kombi amarela e bastante usada. Nessa viagem, muitas descobertas, desabafos , desilusões e o retorno ao extinto sentimento: Amor.

Um dos aspectos abordados no filme é a cobrança que alguns pais fazem sobre os filhos. Essa incansável e exaustiva expectativa pode resultar em inúmeras desilusões.O peso do sucesso se complica quando os pais são profissionais de sucesso e exigem do filho o mesmo êxito. "O sucesso dos pais pode ser um modelo positivo, dependendo das expectativas que eles formam no filho. Se estimularem a auto-estima, independência, autoconhecimento, o sucesso não afeta". Porém, se os pais exigirem muito, o quadro se inverte.
Diante desta realidade, a criança pode desenvolver diversos comportamentos, dependendo da personalidade, que têm reflexos na carreira.Por exemplo, se a criança seguir a carreira que os pais desejam, ela  pode se anular e perder sua identidade.Outra crença que a criança pode desenvolver é de que não é competente, de que está fadada ao fracasso. Neste caso, falta confiança e a criança(posteriormente, jovem/adulto)acaba anulando a busca de seus próprios sonhos.Mostrar aos filhos que eles possuem escolhas, mostrar os erros cometidos e até criar um processo de reflexão sobre o que a criança realmente tem interesse é um bom começo. Pesquisar junto, incentivar o caminho profissional (com os pés no chão) muito diálogo e saber recomeçar é o que chamamos do bom convívio familiar. 
O que diferentemente ocorre no filme. O pai simplesmente pergunta" Você acha que irá ganhar o concurso? Por que não tem sentido participar de algo sem que você tenha certeza que irá ganhar." Outro ponto que chama atenção no filme é o egoísmo de cada personagem. Richard, é um excelente exemplo disso.Ele está tão preocupado em alcançar o sucesso com seu projeto de Palestras Auto Ajuda, que acaba esquecendo de ajudar sua própria família. Inconscientemente(ou não) ele anula seu convívio familiar em nome do 'pseudo sucesso'.  Quem é egoísta tem dificuldade em admitir ou prefere ficar calado, com medo das críticas. E quem se opõe a esse tipo de comportamento não perde a chance de criticá-lo. "Há uma idéia de que o egoísta sempre age em benefício próprio, mesmo que isso possa prejudicar alguém", afirma o psiquiatra Geraldo Possendoro, especialista em medicina comportamental. "Portanto, quem critica uma pessoa egoísta também está agindo em causa própria, com receio de que venha a sofrer os efeitos do egoísmo do outro".
Os especialistas ainda não sabem dizer se pensar demais em si mesmo é uma característica natural dos seres humanos ou um hábito que aparece com o tempo, conforme as experiências vividas. "Sabemos que as crianças são egoístas e dependem disso para afirmar suas vontades. Mas faz parte da passagem à idade adulta o abandono deste modelo", explica o médico. Com as responsabilidades crescendo, o individualismo tende a surgir, ou seja, um comportamento em que é preciso satisfazer suas necessidades, mas sem abrir mão de pensar nas outras pessoas.

Já, Tio Frank é um exemplo clássico de egocentrismo. A pessoa egocêntrica não olha para os lados, ela não quer saber como os outros estão se sentindo. O mundo inteiro precisa se adaptar aos interesses do egocêntrico.Na prática, a diferença aparece de forma bem simples. "O egoísta aceita ir ao cinema, mesmo detestando o filme, desde que o melhor lugar esteja reservado para ele. Já o egocêntrico só combina programas que ele aprove, jamais admitindo alguma contrariedade, por menor que seja ela", exemplifica a psicóloga Carmem da Nóbrega, de Campinas.Uma pessoa egoísta sempre tem como seu melhor amigo a solidão.Os amigos inventam desculpas para se afastar dele e a família não faz questão de tê-lo por perto. No trabalho, há problemas para desenvolver projetos em equipe entre outras coisas. Bom, já mostramos 2 grandes reflexões(impostas) ou não pelo filme. Ainda vemos um avô que demonstra ter tido uma vida bem atribulada no quesito sexo, drogas e rock & roll, um verdadeiro 'tsunami' sobre o que é ter uma vida louca.Ele é viciado em cocaína e ao mesmo tempo em uma das cenas mostra um carinho lírico e sábio por seu filho. Seu personagem é daqueles que fala pouco e certeiro. 

A mãe é uma fofa , fumante inveterada e adepta da honestidade, que tem na nicotina sua válvula de escape contra a depressão e frustrações. Uma mãe dedicada, amorosa e sempre presente. O filme ainda apresenta o típico adolescente Dwayne que está enfrentando o início de sua 'extensa' crise profissional/ pessoal.
Pequena Miss Sunshine, consegue arrancar sorrisos e lágrimas. Flerta com a velha temática do relacionamento familiar e possível final feliz.Um filme sobre desunião familiar, caos sentimental, hipocrisias e falta de expectativas, que faz tão bem aos olhos. Não sei se é pela suavidade como o enredo foi trabalhado ou a proximidade do tema e como isso reflete em nossas vidas. Um Road Movie,  que devido problemas financeiros demorou 5 anos para ser filmado, um filme encantador, sutil, com trilha sonora perfeita e para completar a 'coadjuvante'  Kombi amarela, com seu aspecto 'enferrujado' mostrando(talvez)o andar da carruagem do psicológico da família.

"She's a very kinky girl
The kind you don't take home to mother
She will never let your spirits down
Once you get her off the street, ow girl

She likes the boys in the band
She says that I'm her all-time favorite
When I make my move to her room it's the right time
She's never hard to please, oh no

That girl is pretty wild now
(The girl's a super freak)"



Little Miss Sunshine, um filme GENIAL!




15 de abr. de 2013

Nothing Personal

Segundo, dicionário Aurélio - Minimalismo é qualquer movimento artístico que se expressa através da extrema simplificação da forma.É assim que enxergo a película: Nothing Personal(Nada Pessoal)um cenário inóspito, fotografia singular, atuações brilhantes, enredo funcional e uma simplicidade detalhada sutilmente, tornam este filme essencial.
No filme, temos a estonteante holandesa, Lotte Verbeek(atriz no seriado The Borgias)no papel de Anne, conquistou o prêmio Leopardo de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Locarno de 2009. Lotte Verbeek também conquistou, graças a este mesmo papel, o prêmio de melhor atriz do Festival Internacional de Cinema de Marrakech em dezembro de 2009.Em 2010, no Festival de Berlim, o Prêmio Shooting Stars, concedido anualmente pelo European Film Promotion a atores promissores.Ela intepreta, desde 2011, a personagem Giulia Farnese na série de televisão de ficção histórica The Borgias. No filme, de Urszula Antoniak, Anne é uma jovem mulher que, aparentemente devido ao fim do seu casamento, decide abandonar a Holanda, partindo para uma viagem solitária pela Irlanda. É durante essa viagem que encontra uma casa, onde habita o solitário Martin. Anne acaba por trabalhar para Martin, a princípio a troco de comida, com a exigência de nenhum contato. No decorrer esses personagens deixam sua solidão e vão lentamente se aproximando. O filme, é dividido em cinco partes, “Solidão”, “O fim de uma relação”, “Casamento”, “Início de uma relação” e “Sozinha”, basicamente é um filme sobre isolamento social e ausência do ser. Essa vontade que muitas vezes invade nossa mente, temos a 'idéia' de que essa 'ilusão' de isolamento, como um novo remomeço é algo promissor. Nada Pessoal, é um filme 'lento' o que para alguns é sinônimo de 'filme arrastado'[o que eu adoro] diálogos escassos que favorecem os cenários, deixando expressão corporal e fotografia em evidência. Não existem cenas 'hollywoodianas', que cortem a respiração, grandes mudanças ou qualquer passado misterioso dos personagens.

Temos simplesmente, duas vidas que se encontram, just it! Mas, o que mais me deixou sem fôlego, foram os cenários que são exuberantes, vários momentos do filme, em que a transição das paisagens pela Irlanda com a música escassa nos dizem muito, composições de Ethan Rose e os vinis de Martin, demonstram isso. Sou apaixonada pela camera que demora no olhar dos personagens, no gestual solitário de cada um, suas manias, no fogão o modo de bater um molho, na colheita da alga marinha, esses detalhes enriquecem e MUITO este filme. E justamente, a ausência de 'humanos', suas palavras existindo somente suas ações, fazem deste filme uma obra de arte. 
Por outro lado, faz pensar e muito sobre a questão do isolamento social.Que é abordado no filme de um modo suave, lírico e algumas vezes sufocante. O que é mais prejudicial ao organismo: fumar 15 cigarros por dia ou sentir-se sozinho? 

De acordo com o psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, as duas ações fazem igualmente mal, a longo prazo. O norte-americano baseou-se em pesquisas de outros cientistas com idosos e notou que o sentimento de solidão, mais do que o isolamento físico em si, aumenta os níveis de cortisol — hormônio ligado à resposta ao estresse no corpo."A presença do cortisol eleva a pressão arterial, reduz o sistema imunológico e pode, entre outros fatores, contribuir para o declínio da performance do sistema cognitivo. A falta de interação com amigos e familiares também colabora com o aparecimento da depressão, da demência precoce e de problemas cardíacos.O sentimento de estar sozinho é influenciado por fatores objetivos e subjetivos, como a genética, o ambiente familiar em que a pessoa viveu quando criança, normas culturais, deficiências físicas e discrepâncias entre expectativas das relações e como elas realmente ocorrem." A questão das expectativas nos relacionamentos é, para a psicóloga Kelly Gennari, de grande importância. “Somos seres sociáveis, treinados a viver pelo outro."

 Estar perto de alguém é necessário para que nos sintamos valorizados, mas o que esperamos das demais pessoas e como nos relacionamos com elas é ainda mais relevante. Cacioppo afirma que “o momento entre o fim da vida adulta e o início da terceira idade é quando o isolamento se manifesta mais intensamente, porque essas pessoas perderam seus pais, cônjuges, irmãos, amigos próximos e, em alguns casos, um ou todos os filhos”. No filme, temos um isolamento social proveniente de desilusões amorosas. Anne, busca um lugar solitário, para tentar recomeçar. No começo, vemos uma Anne fria, profundamente magoada com a vida. Que não deseja NENHUM contato pessoal. Até, que encontra Martin, que teve muita dificuldade neste retorno de aproximação com humanos. Anne, evita perguntas simples, ele também. 
No decorrer, acompanhamos sutilmente a mudança no comportamento de ambos. 
Aí, que entra um pouquinho da vida real, onde podemos observar a confiança chegando vagarosamente. Passamos do estágio 'robotizado' para uma sucessão de acontecimentos naturais. Talvez,assim começamos um processo de 'cura', do isolamento social.No filme, vemos essa passagem por meio dos gestos dos personagens, um toque de mãos, um soprar no campo ou uma bandeja de café da manhã na porta do quarto, nos brindam com esse 'renascer'.

 Como citei no início, a fotografia do filme é exuberante e muitas vezes, deu vontade de congelar algumas cenas para fazer foto, rs. Nothing Personal é assim, consegue acordar nossos sentidos para um problema sério que é o isolamento social. Às vezes necessário, outras destrutivo. Precisamos, ter cuidado com nossa mente(já passei por isso e na verdade ainda sofro)talvez, por ainda ter minha amiga-mãe ao lado, deixe essa vontade de largar tudo e simplesmente ir, adormecida. 
Enfim, este filme, mexeu comigo e não posso negar que algumas vontades estão ativas. 
Porém, ainda tenho responsabilidades que me impedem(o que por um lado é bom- viram só? Não sou tão psicopata assim,rs)o filme é belo, em seu modo implícito. Um filme, para ser revisto, observado, um filme, para se notar detalhes, para pensar, respirar e aí então decidir. Nothing Personal, é essencial e vital!


22 de mar. de 2013

The Bucket List

Estou vivendo um momento complicado  referente à saúde e outro dia repensando meus atos, questionei: Será que fiz algo bom ao planeta? Aos que me cercam? Aos meus amigos? 
Não tenho medo da morte e acredito que nosso período na terra é apenas uma passagem (aprendizado) e por isso devemos ser menos egoísmo e mais coração. Porém,o meu maior defeito é lidar com raiva e mágoas quem sabe um dia consiga lidar com isso,rs. Enfim, de uns 10 anos pra cá tenho notado um certo distanciamento entre às pessoas, relacionamentos de amizade beirando o superficial, amores expressos e outros egoísmos que cometemos. Notado isto voltei a ficar mais Darth Vader do que Obi Wan, rs. Talvez, isso tenha acelerado meu processo de doenças ou não.
Bom, por essas e outras quero falar um pouco do excelente filme: The Bucket List(Chutar o Balde/Antes de Partir).
Jack Nicholson(meu Muso) depois do atentado 11 de Setembro resolveu fazer filmes mais tranquilos. Assim, foi com Como Você Sabe e Antes de Partir. Este último é maravilhoso e deve ser item obrigatório em nossa DVDteca. Não costumo colocar a sinopse do filme; pois o blog vai em outra direção. Porém, este merece.Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a lista da bota, algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.

O filme é um grande show de interpretação dos nossos magníficos atores. Mas, não podemos esquecer outro que deve receber uma salva de Clap/Claps: o roteirista Justin Zackham que criou uma obra de arte do ponto de vista fotográfico e filosófico. Por outro lado, Rob Reiner diretor que tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & Sally (1989) fica como 
'coadjuvante', quando se tem Freeman e Nicholson. Filme é quase todo rodado em estúdio, infelizmente, não consegue se esquivar do artificialismo[mesmo assim vale assistir]. Seja no Egito ou na Índia, Reiner começa com um plano aéreo para identificarmos o ponto turístico, depois passa para um plano geral da dupla entre alguns figurantes caracterizados, e termina com um plano mais próximo de Nicholson e Freeman conversando em frente a um fundo falso. Cena do paraquedismo também deixa a desejar. Cenários a parte o filme ganha na simpatia do enredo e nas atuações.
Uma curiosidade sobre o longa,uma macabra coincidência assombrou os estúdios um pouco antes das filmagens, Nicholson teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por meses. O fato de interpretar um personagem intransigente à beira da morte evidentemente mostrou mais uma vez a brilhante atuação do Mestre Nicholson que abusou do senso de urgência enriquecendo o personagem, em interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman.Reiner consegue equilibrar o drama da pesada com algum humor, e fazer com que o sentimento não caísse no sentimentalismo de perder o ar de tanto choro. Um filme estranho e absurdo que consegue deixar o espectador apaixonado pela idéia do repensar à vida antes de partir....

Algumas passagens interessantes do filme:
 "É difícil determinar o que resume a vida de uma pessoa.
Uns dizem que são as amizades que deixou.
Outros dizem que é a fé que teve.
Outros, o quanto amou.
Outros dizem que a vida não tem sentido algum.[...]seja como for...Edward Cole viveu mais em seus últimos dias na terra...
do que a maioria em uma vida inteira.
Só sei que ele morreu de olhos fechados...
mas de coração aberto."



Responda à 2 perguntas:
"Eu encontrei alegria em minha vida?"
"Minha vida trouxe alegria a outras pessoas?"
"Três coisas para se lembrar
quando envelhecer.
Nunca dispense um banheiro...
nunca desperdice uma ereção e 
nunca confie em um pum."



11 de mar. de 2013

Poeta do amor e também da amizade...

Olá, queridos visitantes do Antes que ordinárias!

Então agora vamos ao breve post de hoje, na verdade, trazendo uma postagem que fiz em meu blog pessoal, Umas e outras. Neste final de semana assisti pela enésima vez o filme "O carteiro e o poeta". Então, resolvi compartilhar e indicar para os que ainda não viram e/ou para os que já assistiram e desejam se deliciar novamente com esse belo filme.


O carteiro e o poeta conta a história do simplório Mário(Massimo Troisi), que vive em uma ilha, na itália. Ele é filho de pescador(ofício exercido pela maioria dos homens de seu vilarejo) que por desejar fugir de seu "carma" de se tornar também pescador, acaba por trabalhar no correio, onde exerce a função de entregar cartas, exclusivamente, ao exilado(por razões políticas) poeta Pablo Neruda(Philippe Noiret). 
Dessas visitas nasce uma bela amizade e Mário acaba recorrendo ao poeta para que o ajude a conquistar a bela Beatrice.  


Esse filme é uma poesia em forma de película. Simplesmente lindo... cada vez que assisto me encanto mais e mais pela simplicidade de Mário e a sensibilidade de Neruda. Por meio das palavras os dois se tornam imensamente ligados.


Um dos diálogos que mais gosto é quando Mário diz à Pablo que A poesia não é de quem a escreve. Mas de quem precisa dela.

Um filme que vai além do título de Poeta do Amor, que Neruda carrega. 

 Enfim, o poeta do amor, num filme que fala não só de amor, mas, principalmente de amizade!



Se você não assistiu, então fica a dica. 




Beijinhos...


Câmbio, desligo!

8 de fev. de 2013

O Signo da Cidade

O Signo da Cidade é um filme brasileiro de 2007, do gênero drama, dirigido por Carlos Alberto Riccelli e com roteiro de Bruna Lombardi, que também interpreta a personagem principal.

No filme temos nossa São Paulo, com suas histórias, sua grandiosidade, particularidades, solidões e amores.Bruna interpreta a astróloga Teca, que em seu programa de rádio, acolhe, escuta e dá conselhos. Mesmo se recuperando da recente separação ela fica levemente atraída pelo Gil (Malvino Salvador) que por sua vez enfrenta uma crise conjugal com sua mulher (Denise Fraga).Com o pai (Juca de Oliveira), Teca vive um dilema bem mais forte e antigo. A amiga de sua mãe que morreu, que ela sempre viu como uma espécie de tia, tem um segredo para lhe contar.O filme retrata uma São Paulo,pesada, urgente, doente e carente. Há racismo, como o vivido tanto pelo enfermeiro Sombra (Luís Miranda) e o travesti Josialdo (Sidney Santiago). E há a inadequação, como o emo Biô (Bethito Tavares), mergulhado nas baladas em busca de diversão e amor.A chave da história é essa dor humana que não se pode evitar, por mais remédios que se procurem.A astróloga não tem a pretensão de ser a 'cura' para esse pseudo mal que assola os grandes centros urbanos: Solidão. Claro que existem aqueles que amam estar só(sou um desses) admiro a frase:"Ser só para somente SER". Por outro lado, os centros urbanos englobam uma grande variedade de pessoas com seus estilos e culturas variadas. A população nas cidades urbanas vem crescendo ao longo dos anos através do desenvolvimento da industrialização e a crescente oferta e demanda de empregos nestes grandes centros.

A diversidade é algo encantador, pois dentro de uma cidade pode-se encontrar diversas manifestações culturais como, por exemplo, a dança, a música e a crença e também uma grande variedade de etnias.  
Algumas pessoas, principalmente os que moram nos centros urbanos, estão vivendo em uma época onde o consumismo está em alta, a banalização da cultura cresce cada vez mais e a tecnologia ocupando nossa vida quase 24h por dia.Tudo é cronometrado, a vida está muito controlada pelo relógio. A cultura do efêmero, dita que tudo deve ser consumido agora, no presente, e muitas vezes isso acaba sendo prejudicial.


Muitas vezes os moradores das cidades urbanas como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a impressão de que não “habitam” a cidade onde moram, ou seja, não participam da vida social da cidade, não conhecem os lugares de lazer, pois estão sempre correndo contra o tempo. Esta falta de tempo e a necessidade de consumir cada vez mais diminuem as relações sociais entre as pessoas o que gera a sensação de solidão. Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas.Emile Durkhaim, sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social.Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. 

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das ideias. 
 O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso redor.


O filme consegue resumir tudo isso apoiando-se numa dramaturgia inteligente, sem demagogia e um legítimo interesse pelo ser humano. Tudo isso é coroado pela direção e câmera sutis (ótima direção de fotografia de Marcelo Trotta), que revelam uma São Paulo ambígua e generosa.

"Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento".

Um filme peculiarmente fascinante!

2 de fev. de 2013

Bruna Surfistinha

Hoje, tomei a liberdade de postar um texto do meu colega Roni dos Santos, Filósofo e Professor de Sociologia. Em se tratando de política ele é adepto da esquerda libertária. É blogueiro na Porta IconoclastaCinéfilos, Uni-vos.  Ele tecla muito bem e fez uma resenha bem interessante sobre o filme :Bruna Surfistinha.

Vamos ao filme?

A verdade é que uma cinematografia pode alcançar diferentes níveis de discussão. Um muito comum é: o cinema é uma ferramenta de função pública, e entendemos função pública no sentido da interação com o telespectador, logo, o que devemos admitir aqui é se deve existir uma ética que conduza a cinematografia.

 Ou ela deve se pautar somente pelo reconhecimento de si, ou seja, a arte não tem dever nenhum em relação ao seu público, assim como o público não é obrigado a acompanhar uma obra. Obviamente as duas posições são radicais. Mas uma variação deste debate é saber se uma obra deve oferecer um caráter moralizante a seu público ou um caráter reflexivo. Para pensar a questão escolhemos o filme “Bruna Surfistinha”. “Bruna Surfistinha” é um bom filme, mas perde a graça ao lermos o livro do qual se baseou, “O doce veneno do escorpião”. Contudo, isto não importa. O filme procura construir um roteiro e uma linha de argumentos consolidadas no cinema, sem surpresas. “A adolescente rebelde que sai de casa para se prostituir”. Entretanto, existe uma covardia e uma coragem no filme, mas nem isso é certo.

Pensar que a história da prostituição no cinema já não é algo novo nos oferece um lugar de comparação. Por exemplo, o clássico “Pretty Baby” (1978) que resgata a história da prostituição no início do século XX e discute de forma silenciosa a consolidação moral da burguesia americana no contexto da Belle Époque e como seus valores irão mudar práticas muito comuns para a época e como os ritos de iniciação de uma nova prostituta dentro dos cabarés irão desaparecer. No caso de “Bruna Surfistinha”, a questão não se centra no questionamento de dilemas morais, ou pelo menos, não naqueles dilemas morais. Os dilemas posto pelo filme, muito diferente do livro, aqui são outros. Então, qual é a covardia do filme? Ele não abre mão do gênero melodramático. Isso é um problema? Não exatamente. O problema é o caráter moralizante do filme, isto é, o gênero melodramático é usado para fazer circular a velha ideia de que a prostituição esta entre a linha do céu e do purgatório. Não podemos esconder que ser prostituta, seja de luxo ou do posto de gasolina em uma estrada deserta do nordeste, do próprio ponto de vista das profissionais do sexo, tem suas depreciações, mas pode haver o contrário e cabe perguntarmos a elas, por isso não cabe julgar suas vidas.O drama coloca o indivíduo com peça chave de problematização e resolução dos entraves colocados pelo contexto. Embora muitos personagens acompanhem sua trajetória, mas estes servem somente para dar ênfase a complexidade da situação que o indivíduo experimenta. Os personagens secundários do filme trabalham em função da estigmatização da personagem central, isto é, sem o próprio filme se dar conta de que trabalha em cima de um estigma.Por um lado, o filme, corajosamente, traz á luz o debate de uma forma de prostituição em São Paulo. Mostra, sutilmente, quais são os critérios que definirão se você será “puta de luxo” ou “puta suburbana”. Um debate que a sociedade parece evitar e por isso desconhece completamente suas divisões de território, sua linguagem, suas diferenças mais latentes. E por isso, de um lado, ou acham que prostituição é uma completa exploração e, de outro, é uma completa imoralidade o que não é verdade.

Por outro lado, ele aposta nos clichês comerciais mais comuns para alcançar o sucesso. Nem todos admitem, mas sexo e violência vendem. Embora eu concorde que ninguém faz filme para ser um fracasso de bilheteria, mas qual é a formula para fazer um filme de caráter reflexivo que atinja o público. Não tenho nada contra o cinema comercial, “Pretty Baby” tinha a bela imagem de Susan Sarandon nua, no entanto, a fotografia e o enquadramento acompanhavam a proposta do filme. Não tenho uma opinião definitiva sobre o filme, o tempo pode-nos mostrar como estávamos errados acerca de determinadas posições. Novos sentidos podem aparecer e, então, podemos olha-lo com outros olhos e assim eu espero. 


19 de jan. de 2013

You´ve got Mail


Minha musa inspiradora é Kathleen Kelly, será que sou cafona? Admiro o empreendedorismo dela? 
Ou simplesmente adoro Upper West Side?
 Mensagem Para Você, é uma comédia romantica que destaca o 'bum' da internet. Com serviços como: AOL(american on line), chats de encontros,correios eletrônicos e toda aquela magia  detrás da tela. Atualmente vivenciamos um aumento dos casos de pedofilia e outros crimes, que não merecem destaque neste texto.Porém, todo cuidado é pouco quando nos referimos a tal magia internética. Dentre os cenários, destacam-se a linda NY(Upper West Side)e o café Lalo, onde a personagem vivida pela Meg Ryan espera ansiosamente para descobrir quem era, afinal, Mr. NY152.Kathleen Kelly é a dona de uma pequena livraria e tem um namorado, Frank Navasky (Greg Kinnear). Porém ela se envolve com um desconhecido, NY152, com quem conversa todos os dias pela internet. Joe Fox também tem uma namorada, e é o proprietário de uma mega-livraria recém aberta que pode acabar com o negócio de Kathleen. Porém, ambos Joe e Kathleen tem mais em comum do que imaginam.
Um filme que me emociona, um filme que já assisti mais de 10 vezes, um filme que ainda não comprei,rs.
O lado psicológico de Kathleen é muito semelhante ao que fui um dia,rs. Ela é doce e ao mesmo tempo forte nos negócios(entende muito do que faz) é respeitosa com seus funcionários, íntegra e amorosa com eles. Assim como ela sou apaixonada por livros e meu sonho seria ter uma bookstore do mesmo estilo do filme: pequena, aconchegante, especializada, fraternal e essencial. 


 Por outro lado, o filme mostra o mundo capitalista engolindo 'velhos e bons costumes'. Lembram do tempo das 'vendinhas'?Aquelas que tinham Leite em Saquinho, Suspiros, Doce de Leite em Barra, Queijo Meia Cura vendido em pedaços...Hum. Hoje, temos os tais mercadinhos gourmets(são interessantes) Mas, deixam a desejar no quesito: homemade e atendimento bem pessoal(aquele sorriso amigo) Alguns comércios até tentam, porém o resultado são sorrisos artificiais e atendimento quantitativo em cifras.
No filme, Kathleen não quer sua loja sendo massacrada pela FOX(MegaStore) ou o que temos por aqui: Livraria Cultura ou FNAC; ela não quer que suas estantes de livros virem prateleiras de azeite(semelhante à loja de Joe Fox, que por sua vez não vê nenhum problema em amplificar os lucros com funcionários, que mal sabem reconhecer um autor/editor de livros infantis.


Em meio toda essa 'briga', temos o romance entre ShopGirl e NY152 indo de vento e popa. Um romance tão lírico e com enredo tão bem amarrado que dá vontade de se apaixonar e mudar ontem para NY,rs.
Um romance que acaba deixando a quase falência de Kathleen como um mero detalhe.

Outro ponto que me encanta é a perseverança de Kathleen em lutar pela loja(que foi de sua mãe) e que está no mesmo endereço há 40 anos. Dentre muitas cenas que enchem nosso coração com sensibilidade, temos a cena dela enfeitando a árvore de natal na loja ao mesmo tempo lembrando de sua mãe(óbvio, que nessa cena sou lágrimas e mais lágrimas)  e teclando isso ao NY152. Ela mistura solidão, incertezas profissionais e um amor sufocado, com maestria digna de inúmeros Oscar´s.

Um filme completo com divertidos e até com certo teor educativo. Claro que muitos não veem o filme por essa ótica, acham um filme bobo e repleto de cenas clichês. Já, Tom Hanks e Meg Ryan resultam em personagens 100% : carisma, talento e doçura. A química dos dois é perfeita, carismática e divertida.
Ainda temos um  Over the Rainbow que funciona lindamente como trilha sonora. O que mais podemos querer neste Natal? Tenho a resposta na ponta da língua: uma livraria(nos moldes de Shop Around The Corner) em NY e um amor em Upper West Side.

4 de jan. de 2013

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!! 



17 de nov. de 2012

Mantras - Equilíbrio e Paz!

 
Antes de teclar um pouquinho sobre Mantras, gostaria de falar um pouco sobre religiões. Não sou adepta a nenhuma religião. Nós, humanos somos defeitos, qualidades, ganância, calmaria, Yin e Yang. Por essas e outras não consigo crer em religiões criadas e mantidas pelos homens. Por outro lado, me considero uma 'espiritualista', ou uma cientista que crê em DEUS e no Big Bang. Enfim, tenho uma queda para estudar conceitos de Física Quântica, Mantras, Cristianismo como doutrina e não religião, etc. O que uma coisa tem a ver com outra? Bom, resumindo grosseiramente Mantra é o som repetido em certa frequência com o objetivo de interiorização e paz. Em Física Quântica é palavra “quântica” (do Latim, quantum) quer dizer quantidade. Na mecânica quântica, esta palavra refere-se a uma unidade discreta que a teoria quântica atribui a certas quantidades físicas, como a energia de um elétron contido num átomo em repouso. Voltando aos Mantras. O que é isso? Mantra (do sânscrito Man mente e Tra alavanca) é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.
Os mantras Tibetanos são entoados como orações repetidas. O budismo mahayana do Tibete usa mantras em tibetano, o zen-budismo do Japão os usa em japonês. John Blofeld encontrou em Hong Kong no começo do século XX mantras cuja língua ninguém sabia identificar, e que pareciam uma alteração de um original sânscrito.
Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. Blofeld, que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que não é necessário saber o significado das palavras ditas.
Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia: encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados. Essa relação que costumo fazer entre Quântica e Mantras; essa força do entoar energias através das palavras repetidamente acaba gerando um ciclo de bem estar interior e completa concentração.

Alguns Mantras são mundialmente conhecidos como: OM. O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho.Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente. 

Outro Mantra conhecido é o Pai Nosso em aramaico(dizem que foi a língua de Jesus) abaixo, temos a pronúncia no aramaico oriental, de acordo com Paul Younan (cuja língua nativa é o aramaico). Os hífens (-) indicam a separação de sílabas, e os apóstrofos (‘) preposições inseparáveis. Ao lado de cada frase, a tradução baseada na Peshitta Aramaic/English Interlinear New Testament, de Paul Younan, e em meus rudes conhecimentos de aramaico. Como não sou um especialista nesta língua, poderão ser encontrados erros:

Awan d’wash-maya Pai nosso que está no céu
nith-qa-dash shmakh
Santificado seja o Teu nome
teh-teh mal-ku-thakh
venha teu reino
neh-weh tzew-ya-nakh
seja feita Tua vontade
ay-ka-na d’wa-shma-ya ap b’ar-aa
assim no céu também na terra
haw-lan lakh-ma d’sun-qa-nan yaw-ma-na
dá-nos o pão que necessitamos neste dia
w’ash-wuq lan khau-bayn
e perdoa-nos nossas dívidas
ay-ka-na d’ap akh-nan
assim como nós
shwa-qan l’kha-ya-wayn
perdoamos aos nossos devedores
w’la ta-lan l’nes-yu-na
e não nos conduza ao julgamento
e-la pa-tzan min bi-sha
mas livra-nos do mal
me-tol d’di-lakh hi mal-ku-tha
porque Teu é o reino
w’khay-la w’tesh-bukh-ta
e o poder e a glória
l’al-am al-min Am-een
para sempre eternamente Amém
Não sou especialista em aramaico, religiões ou mantras apenas uma curiosa neste assunto e esta não é uma tradução perfeita, erros podem ser encontrados. 
Enfim, estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável. Essa força da energia positiva sutil, age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada.
De qualquer maneira, acho interessante nosso encontro interior. Essa busca por felicidade, paz, amor entre outras coisas, pode ou não ser encontrada em nós mesmos? Alguns momentos à sós com nossa mente, respiração, corpo; deve fazer bem não é? 
Já tive a oportunidade de praticar alguns mantras e nessa época minha concentração era mais fluída, minha mente mais calma e meu vigor mais nítido. Atualmente, meu lado Darth Vader impera,rs. Mas, isso sou eu... 
Quem sabe este texto ajude alguém a pesquisar mais sobre este tema e até quem sabe se reencontrar.
Namastê!


 


12 de nov. de 2012

I AM SAM - Uma Lição de Amor



Sabe, o que 'curiosamente' sinto falta?
 Compaixão,Ternura,Compreensão,Solidariedade e Amor entre às pessoas. Todos sentimentos e ações que um dia tive pelos humanos em leve queda de extinção.Triste e verdadeiro notar que quando você está fora do mercado social/profissional; pessoas que você ajudou somem. Interessante, não é? Estender a mão, compartilhar contatos profissionais, auxiliar com conselhos ou até indicar vagas de empregos...Ações que agora penso mil vezes antes de fazer. É duro você ter que optar por um coração 'congelado'... Matar um leão por dia, ver algumas pessoas virarem as costas para você(sei que todos somos "substituíveis") e com essas quedas vertiginosas aprendemos que devemos manter porções razoáveis de bondade. Interessante, essa volta que o mundo dá. Essa ação e reação sempre constante em nossas vidas. Anyway, toda essa pequena reflexão, fez lembrar a notória película:

Uma Lição de Amor

Mais uma excepcional direção de Jessie Nelson. Diretora que  já deixou sua sensível marca tanto em direção quanto em roteiro nos filmes: Corina, Uma Babá quase Perfeita, História de Nós Dois, Lado a Lado, Titio Noel e Minha mãe quer que eu Case.
I AM SAM, conta com a brilhante atuação de Sean Penn,  Dakota Fanning, MIchelle Pfeiffer entre outros.
 Trilha sonora que funciona mágicamente pois marca uma das características principais de Sam,um aficcionado pelos Beatles. Tanto que sua filha foi batizada com o nome de Lucy Diamond, em homenagem à música célebre do disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band". E em consequência disso, a trilha sonora é uma ótima coleção de versões de músicas dos Beatles cantadas por artistas contemporâneos.
Alguns destaques:  You've got to hide your love away" (Eddie Vedder), "I'm looking through you" (The Wallflowers, que são mais conhecidos pela música tema do seriado Friends), "Lucy in the sky with diamonds" (Black Crowes) e "Blackbird" (Sarah McLachlan, divina). 

Voltemos ao filme,rs. 

 Na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.O personagem Sam vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha.
No decorrer do filme a convivência entre o cliente deficiente e a advogada vai fazer com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio. As melhores cenas são, sem dúvida, as em que Sam contracena com seus amigos, todos eles deficientes, e que garantem bons momentos hilários, como o da secretária eletrônica, dos balões, dentre outras, que fazem com que o filme se torne mais agradável de ser assistido.


Outro ponto bem observado no filme é sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Outra amarração da trama é a experiência vivida por Sam ser retratada na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer.
A 'frieza' de Rita Harrison, ensina a seu modo que o mundo 'cruel', muitas vezes acaba afastando nossa compaixão/ternura daqueles que amamos. Já, Sam dá uma aula do que é o amor incondicional. Sua filha retribuindo esse amor com indas e vindas sobre sua guarda é emocionante. Um filme que consegue mostrar 'pinceladas', sobre o que é ser portador de deficiências, necessitar do sistema judiciário e ainda resolver conflitos familiares. Tudo isso embalado por essa trilha sonora impecavelmente necessária em nossa coleção. 
Em resumo e segundo filha de Sam:" Nós só precisamos de amor". 
(Filha de Sam quando questionada em juízo sobre seu pai).





2 de nov. de 2012

Assunto de Mulher: Quando Compreendi o que é Amor

Sempre vi o mundo como este lugar onde eu realmente não pertencia.

O título pode até soar pretensioso, como compreender o amor (falo aqui do romântico)? Não há como delimitar o sentimento em uma definição específica, ou mesmo uma manifestação tal que impeça a dúvida. Sei disto. Mas, a percepção pessoal do que seria esta vastidão ilusória que mistura tesão e carinho, esta sim pode ser revelada. O meu instante ocorreu frente ao filme Antes do Amanhecer, ainda nos idos da boa época da Sessão da Tarde.

Se me perguntarem qual o filme que eu considero mais romântico, com certeza seria este. É simples, arreigado a segundos de compartilhamento e reconhecimento pessoal. Poderia definir como: Uma conversa incessante de duas almas. O arrebatamento é construído  na importância das palavras cedidas e recebidas. Para alguns pode ser visto como "sem graça", para mim é a própria definição do que a intensidade significa, um mergulho interno sem pudores.

Celine e Jesse se conhecem no caminho de suas viagens. Cruzaram e arriscaram, mudando o trajeto para que algumas horas fossem vividas juntas. Há uma ousadia nesta ação, nem falo por serem desconhecidos, quando os dois optaram por saltar do trem, não temeram baixar a guarda e revelar-se. O trivial costuma dominar as relações de hoje... Eles tinham um dia, fizeram mais do que muitos fazem em uma vida.

Numa das cenas mais bonitas da película - que é repleta de momentos preciosos - o casal discute sobre o que seria mais importante na vida. Neste diálogo Celine definiu o amor como algo divino, residindo no espaço entre duas pessoas. Em suas palavras: "Se há algo de mágico neste mundo, deve estar na tentativa de compreender alguém, compartilhar algo. Sei que é quase impossível ter sucesso... Mas, quem se importa? A resposta deve estar na tentativa.":


Em que pese hoje viva um momento mais Jesse, querendo alguma coisa além, as pouquíssimas vezes em que me apaixonei - não sou daquelas que faz juras de amor tão facilmente - vi-me como Celine; Buscando  perceber o espaço entre nós dois.

Para mim não é possível falar de amor sem o conforto de "ser eu mesma" e vice-versa. O silêncio é um outro bom indicativo disto, as vezes palavras não valem tanto quanto o estar junto, ao som de Kath Bloom.


Celine e Jesse se perderam durante anos, até se reencontram no Antes do Pôr-do-Sol. Rever os dois e notar que aquela noite sobre as estrelas foi o referencial de amor deles, só me fez acreditar mais e mais de que compreender o sentir assim não era errado. Quem sabe um dia eu tenha a sorte e encontre o que não temo procurar.

Você não pode substituir ninguém... porque todos somos feitos de belos e específicos detalhes.