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3 de nov. de 2012

10 Mães Apavorantes do Cinema

A figura materna de forma geral é associada a zelo e carinho; Aquele ser disposto a tudo pelo bem estar de sua "cria". Contudo, as pessoas são falhas, obscuras e imprevisíveis. Verdade seja dita, estamos distantes do que é tido como ideal. Como o cinema terror é baseado nos equívocos de caráter, nas más escolhas e - é claro - no lado sombrio da humanidade, obviamente que as Mães não fugiriam a regra. Para comprovar tal, fiz uma lista com 10 das Mães Mais Apavorantes do Cinema; Confira:


Mrs. Bates
Psicose (1960)
E quem é a pedra basilar das mães insanas? Claro que um fruto de uma película sob o olhar da mente inquieta de Alfred Hitchcock! A história deste jovem que sofre com a dominação da mãe e seus resultados extremos é tão bem trabalhada que acabou abrindo precedentes até hoje seguidos.

Lucy Harbin
Almas Mortas (1964)
Aqui a mãe do filme foi internada em um Hospital Psiquiátrico após matar seu marido e a amante dele com machadadas - detalhe, na frente da filha. Após 20 anos de internação ela é liberada e se reúne com a filha, já adulta. Contudo, as mortes voltam a acontecer... Coincidência?

Margaret White
Na minha sincera opinião esta é a PIOR mãe dos cinemas (e literatura)! Usando da religião como desculpa para torturar a pobrezinha da Carrie, deixa claro que o fato desta ter nascido mulher já era por si só pecado. Abusiva ao extremo - louvores para Piper Laurie que está surreal no papel -, com certeza não facilitou para a filha, que além de sofrer bullying no colégio era telecinética. Como é que Carrie teria alguma chance com uma mãe destas?

Mrs. Wadsworth
The Baby (1973)
Mais uma mãe abusiva para a lista, esta acompanhada de suas duas filhas. Este terror cult com ares de drama, conta a história de uma assistente social que tenta ajudar um garoto de 21 anos vivendo como um bebê, literalmente. Proibido de falar, andar e crescer intelectualmente por seus familiares, fica num berço e é submetido a castigos.

Vera Cosgrove
Fome Animal (1992)
Quem diria que Peter Jackson sairia do Gore para o Oscar! Nesta película de zumbis, com boas doses de sustos, humor e gosma, Vera Cosgrove se mostra uma mãe castradora e dominadora - até mesmo depois de "morta". 


Beverly R. Sitphin
Uma mãe suburbana esconde um segredo: É uma Serial Killer! Nesta sátira com pitadas de horror de John Waters - aquele de Pink Flamingos - traça-se o perfil de uma verdadeira psicopata. Alguns detalhes do filme são inesquecíveis, como a referência ao Almas Mortas, acima citado.


Gertrude Baniszewski
Baseado em uma história real, este drama - que para mim soou como terror psicológico - conta a história desta garota deixada pelos pais aos cuidados de Gertrude, uma mulher amargurada e sem vocação para ser mãe, em que pese tenha vários filhos. Os abusos cometidos por ela e/ou incitados pela mesma a serem cometidos pelas outras crianças são revoltantes. Neste link você pode ler sobre o crime real. 


Mrs. Pamela Voorhees
Ah... Não dava para deixar de comentar sobre a mãe de Jason. Esta sim é a verdadeira percursora da franquia, e tudo isto por vingança! Aparentemente, talento para a matança pode ser genético.


Joan Crawford
Você pode me perguntar: Mas, a atriz Joan Crawford? Ela mesma, sob a ótica da filha que escreveu uma biografia chamada Mommie Dearest, contando todos os abusos que sofreu por parte da estrela. Nos anos 80 levou-se a história para o cinema. O quanto disto é real, não sei. Mas, com certeza a Joan Crawford retratada no filme é uma mãe apavorante! No blog La Dolce Vita há um post bem interessante comentando sobre o filme.


Dorothy Yates
Frightmare (1974)
Nesta produção inglesa a matriarca da família é completamente desajustada. Assassina por compulsão, nem  o tempo em que foi internada ajudou, ao retornar para a sociedade mantém os antigos e pavorosos hábitos. 


Só para terminar de dar o tom desta lista, deixo aqui o bom e assustador curta metragem espanhol intitulado Mamá:


1 de set. de 2012

As Bruxas dos Anos 90

Para quem sempre teve um fascínio pelo sobrenatural crescer na década de 90 foi extremamente produtivo. Quem curtiu a infância e a adolescência neste período com certeza deve ter presenciado a "febre wicca", geralmente ligada a garotas buscando uma diferenciação do resto da multidão de jovens. Claro que a grande maioria - assim como eu - só gostava do ideia de estar compartilhando um conceito medieval questionado pela igreja católica - aqui falando esta guria que estudou em um colégio de irmãos - somado ao glamour que alguns filmes da época imbuíram a magia das ditas Bruxas! 

Relembrando um pouco a minha fase de ter várias bruxinhas espalhadas pelo quarto, resolvi fazer uma lista de películas e séries lançadas de 1990 a 1999 com a temática. Segue a Lista:

(1990)
Já comentei no meu blog pessoal que esta película está entre os meus Traumas de Infância; Em que pese tenha assistido diversos filmes com uma temática de "bruxas más" nenhuma supera a bela - na real - medonha - no filme - Anjelica Huston e seu plano de aniquilar com as crianças. Ainda que cite ele como trauma, recomendo. É bem montado, efeitos especiais muito bons para a época e atuação da malévola antagonista está soberba.

(1993)
Do susto pueril para a comédia infantil, temos o adorável Abracadabra. A Disney entrou na onda do Halloween e suas bruxas com três figuras bem diferentes: A chefe (Bette Midlerr), a atrapalhada (Kathy Najimy) e a burra (Sarah Jessica Parker), conhecidas como as Irmãs Sanderson. Elas acordam depois de 300 anos tentando impor o terror, mas dois adolescentes, uma menina e um gato estão dispostos a lutar. O grande trunfo do filme? A escolha das atrizes para as estilizadas bruxas.

(Série - 1996)
Esta é uma série conhecida e no maior estilo família. Sabrina é uma adolescente que descobre que é feiticeira; Assim, ela tem que conviver com suas crises da fase e aprender a usar seus poderes. Hoje em dia seria um equivalente ao Os Feiticeiros de Waverly Place.

(1996)
O maior epítome no quesito "Desejo de conhecer o universo Wicca na adolescência". Contando a história destas quatro garotas que se envolvem no universo da bruxaria, cada qual com o seu objetivo de ganho pessoal. Aos poucos, contudo, Sarah Bailey - a mais poderosa delas - percebe o rumo perigoso de suas brincadeiras , querendo sair. Aí entra a persona de Nancy Downs (interpretada pela estranhamente bela Fairuza Balk). O visual delas era muito copiado - tá, pelo menos por mim, hehehe.

(1996)
Um wannabe de Jovens Bruxas, deixa a desejar em seu enredo - garotas de um colégio católico que acabam sem querer se envolvendo com o oculto - e produção de baixo custo. Mas, como segue a linha de sucesso da época, vale  a menção. 

(1996)
O que eu mais gosto nesta obra cinematográfica? O elenco, é claro! Winona Rider e Daniel Day-Lewis já servem para atrair a atenção. O filme tem como premissa os infames julgamentos ocorridos em Salém durante o século 17, onde diversas mulheres foram condenadas por bruxaria. É baseada em uma peça de Arthur Miller.

(1998)
Baseado no livro Practical Magic de Alice Hoffman, traz a bruxaria para o gênero romance, tratando da história de duas irmãs bem opostas em comportamento e que compartilham do dom para a magia. Uma deles vive de paixões e a outra teme se apaixonar por conta de uma maldição. É um filme bem leve e gostoso de assistir.

(Série - 1998)
Outra referência master para o desejo de "ser bruxa" é a premiada série Charmed. As três irmãs tem de lidar com suas vidas pessoais enquanto enfrentam demônios, fantasmas, poltergeist e pesadelos. Eu, particularmente, adorava esta série - especialmente a Piper Halliwell

(1999)
Nem preciso falar a premissa aqui, não é verdade? Este falso documentário causou um verdadeiro furor e, por bem ou mal, modificou a direção que ia o cinema horror. Quando vi a primeira vez tinha 15 anos e realmente me assustei, confesso.

(1999)
O belo trabalho de Tim Burton traz um cético investigador caindo num emaranhado de instantes e mortes sobrenaturais. O visual gótico e a forma como trata o lado oculto de bruxas e magias transforma o filme num tom de conto espetacular.


Anos 90, Magia para Todos os Gostos!


11 de ago. de 2012

A Metamorfose de Buffalo Bill

Imagem retirada DAQUI
Para mim o filme de serial killer a ser batido é, com certeza, O Silêncio dos Inocentes. Adoro cada detalhe de sua construção, seus personagens e o cuidado de mostrar o lado obscuro de forma inteligente. Neste ponto, a atuação dos intérpretes da trama é essencial para se captar todas as magnitudes e nuances envolvidas - Hannibal Lecter que o diga! 

Ao soar o nome das película, logo se pensa na mitológica figura do psiquiatra canibal, contudo, outra persona dá show em suas neuroses e patologias assassinas: Buffalo Bill, interpretado com precisão por Ted Levine. Logo cogitei falar sobre este quando o assunto LGBTT transformou-se na temática semanal. O motivo? Acho que é bem resumido por esta citação do filme:
Look for severe childhood disturbances associated with violence. Our Billy wasn't born a criminal, Clarice. He was made one through years of systematic abuse. Billy hates his own identity, you see, and he thinks that makes him a transsexual. But his pathology is a thousand times more savage and more terrifying. - Hannibal Lecter
Buffalo era um transexual que foi levado aos extremos quando seu desconforto corporal, seguido por anos de abusos, transformaram-se em um ódio por quem ele era. Não se tratava de estar vivendo dentro de uma morfologia corporal errônea, mas sim, de ser toda uma pessoa errada.

Para quem não assistiu ao filme - corra ver - ou não se recorda muito bem, Bill é procurado por estar matando garotas plus size e retirando a pele delas. Seu intento é todo focado na necessidade de, literalmente, costurar uma nova identidade pessoal. Assim como na situação de Norman Bates, fico imaginando o inferno que o trouxe a tamanhas atrocidades. Uma das cenas mais emblemáticas para o deslindar do psicológico de Buffalo é a que segue; Dançando em frente ao espelho percebemos quem ele anseia ser. 


Outro uso belíssimo de metalinguagem artística é o casulo de uma mariposa depositada junto aos corpos. Ali se vê a esperança em fase de mutação, uma metamorfose que lhe foi negada sendo tomada a força.

O filme não mostra qual seria o passado sombrio de Buffalo Bill, entretanto, seus atos desesperados e desequilibrados demonstram uma "fé" maquiavélica de que, se a sociedade não lhe permitiu alcançar o que seu eu interno gritava, os fins justificariam os meios.

Aviso: Falo aqui de uma personagem. De maneira NENHUMA tais análises PESSOAIS refletem o real estado de um transexual. Esta é uma coluna dedicada ao terror visando ao entretenimento tão somente. Ademais, confiram as postagens da semana LGBTT

19 de jul. de 2012

Cine Trash, Zé do Caixão e Suas Pragas

Apaixonado pelo terror como ele só, José Mojica Marins, que criou a persona do Zé do Caixão - confiram a sua biografia fictícia -, transitou pelas mais variadas formas de expressão do gênero, desde cinema, literatura, programas de Rádio e, inclusive, programas de TV. Sua trajetória começou nos anos 50 em outros estilos de filmes, sendo somente na década de 60 que surgiu a personagem pelo qual é famoso.  Durante aquele período alcançou um bom sucesso com suas produções trash de horror. Com um estilo caricato, nas sequências das décadas, passou um bom tempo Zé do Caixão foi sinônimo até de graça; Contudo, com o seu Encarnação do Demônio, ganhou o status de cult - por sinal muito merecido - e presenciou um revival que poucos artistas tiveram a sorte. 

Eu só fui ter ciência de quem era o tal do Zé do Caixão quando passei a assistir ao Cine Trash, o qual passou na BAND durante a década de 90. Como o próprio nome da atração diz, o objetivo era disponibilizar verdadeiras pérolas do horror e seus absurdos para o público das tardes, já que passava as 15h15min. Fazendo o estilo de apresentação antigo - vide O Show da Vampira - trazia, além da emblemática figura do Zé, películas como Re-animator, Ghoules, Psycho Cop - Ninguém Está em Segurança, A Noite dos Mortos Vivos, The Evil Dead, e Fome Animal. Para saber a lista completa apresentada clique AQUI. O programa durou alguns meses até que a faixa etária dele fosse alterada e a Band obrigada a cancelá-lo. Uma pena, já que os índices de audiência eram ótimos.

O sucesso da atração foi tamanho que até um CD - super legal por sinal - inspirado na mesma foi lançado na época. Confira as músicas:

1. Alice Cooper - TRASH
2. White Zombie - SUPER CHARGER HEAVEN
3. Kreator - PREVAIL
4. Slayer - RAINING BLOOD
5. Black Sabbath - SABBATH BLOODY SABBATH
6. Accept - PREDATOR
7. Criminal - SELF DESTRUCTION
8. Nine Inch Nails - WISH
9. Psichotica - STARFUCKER LOVER
10. Deep Purple - ANYA
11. Gangrena Gasosa - SARAVA METAL
12. Full Range - LIFE WATERFUL MAN
13. Nightmare Team - TRASH THEME



Uma das coisas mais legais no programa eram as famosas Pragas do Zé do Caixão, até hoje relembradas. A tal da brincadeira de tão certo que havia até uma promoção que selecionava as melhores pragas dos telespectadores para serem lidas no ar.


Encontrei algumas delas na internet. Aviso que estas não fizeram parte do Cine Trash - uma é do canal dele no youtube, outras duas do Estranho Mundo de Zé do Caixão, e a última para a divulgação de seu filme -, mas, estão valendo. 

''O medo é o pior dos flagelos que a mente do homem aninha em seu recôndito. Ele transforma seres racionais em simples marionetes, movidos pelos cordões negros do terror.''

14 de jul. de 2012

As Mulheres de Machete

Logo que saiu a notícia do projeto Grindhouse, colaboração entre Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, animei-me. O conceito de fazer um revival em homenagem ao terror da década de 70 caiu como uma gota de frescor a esta cinéfila amante do gênero horror. Os filme vieram e não decepcionaram: Estética bem planejada, trilha sonora instigante e clichês indispensáveis. Quer dizer, era para ser uma brincadeira de fã, claro que agradou. Os detalhes impressionaram tanto que o que era para ser um trailer falso, virou filme de verdade. Machete, este incorruptível mexicano, é contratado para assassinar um político desprezível. Contudo, acaba se envolvendo em uma trama muito mais complicada, inclusive com um inimigo do passado - Torrez, interpretado por Steven Seagal. Danny Trejo vem na pele deste anti-herói repleto frases feitas - Machete don't text. - e belas mulheres.
Torrez: You're Machete's girl. I know, cause you're his type.
Sartana: What type is that?
Torrez: Dead.
Numa das melhores obras de Rodriguez percebemos uma seleção de mulheres fortes, interessantes e dispostas a se envolver com um protagonista engajado na busca pelo certo. O envolvimento vai muito além do sexual, fixa-se em encarar uma boa briga de igual para igual, com armas, socos e muito charme. Por isto, saboreando os exageros poéticos da película, é que resolvi fazer uma seleção das garotas do Machete, segue:  

A sequência está prevista para 2013 e traz duas novas belas para a coleção deste anti-herói: A morena poderosa da Sofia Vergara e a loira instigante da Amber Heard. O plot, segundo o site Cineplayers será: 
Em uma nova missão, desta vez a pedido do próprio presidente dos Estados Unidos, Machete terá o desafio de derrotar um perigoso líder de um cartel, que ameaça o governo com ataques nucleares.
As Novas Mulheres
"You just fucked with the wrong Mexican."

7 de jul. de 2012

Mrs. Bates e a Psicose

Via Tumbrl
Quando abri esta sessão de terror por aqui - falando do universo imaginário e do real - um dos primeiros nomes que me surgiu a mente foi a pedra basilar das mães insanas: a Sra. Bates. Falar de matriarcas fugidias dos padrões de zelo e carinho pode soar desrespeitoso, já que se costuma  atersse ao lado positivo. Contudo, especialmente no gênero horror, mães malvadas ganham uma força assustadoramente interessante. Uma lupa analisando relações extraordinariamente apavorantes.

Assim se apresenta Mrs. Bates; Oriunda da obra-prima irretocável de Hitchcock: Psicose, uma película repleta de reviravoltas e metalinguagem. O filme vem retratar a história de Norman Bates que, perante a dominação materna, sofre drasticamente com os efeitos desta relação doente refletindo, inclusive, na sua forma de conviver com terceiros.
AVISO: Se você ainda não conferiu Psicose para de ler aqui e corra assistir! Além de ser um filme espetacular, SPOILERS importantes serão revelados no texto que segue.
Via Tumbrl
Expostos ao Bates Hotel, por um destes infortúnios da vida, o envolvimento com a história da bela Marion Crave (interpretada por Janet Leigh) já vem precedente. Contudo, a atenção desvirtua-se dela logo que Norman Bates (Anthony Perkins) salta em cena. Com um jeito esbaforido e um tanto inconveniente, deixa uma primeira impressão confusa, assim como o ambiente em si. Tudo parece estar envolto de um mistério silenciado. Aliás, o silêncio parece integrar aquele lugar de uma forma pavorosamente alta. Aos poucos as camadas deste artifício caem e os comportamentos obscuros são manifestos.

Norman não reside no casario próximo ao hotel sozinho, sua mãe é sua principal companhia. Quando Marion hospedasse ali, de alguma forma atinge a inadequada harmonia entre Mrs. Bates e seu filho, fazendo com que a dominação daquela sobre seu rebento torne-se evidente. Tal revelação aborrece inegavelmente a senhora, levando-a a parar esta turbulência causada por terceiros.

A cena a seguir é um ataque fatal contra Milton Arbogast (Martin Balsan):


Aqui temos a iconográfica sequência de morte no chuveiro e o desespero de Norman ao perceber que o assassinato havia acontecido:

"A boy's best friend is his mother".
O mecanismo básico (inconsciente) que uma mãe usa para dominar o filho é de torná-lo inseguro. Como? 1 – Educando-o sem muito carinho (“homem não precisa dessas coisas”) e censurando-o quando manifesta emoções ou chora (“homem não chora”). O filho assim, é reprimido e acaba fabricando uma “armadura” para esconder os próprios sentimentos. 2 – Punindo- quando brinca com os órgãos sexuais, ameaçando-o de castração, doenças, espinhas. 3 – Censurando toda manifestação de sexualidade, levando-o a julgá-la pecaminosa. 4 – Falando da maternidade como de algo ligado ao sofrimento, e fazendo com que o filho, indiretamente, se sinta culpado pelas dores de parte da mãe. 5 – Tratando o pai com desdém, caracterizando-o como fraco (compensado assim eventuais frustrações do casamento). Ao mesmo tempo, ensinando o filho a tratá-la com reverência. Todos os homens educados dentro de uma ou varias dessas formas, tendem a ser dominados pela mãe, tímidos e com pouca iniciativa. Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1689166-homem-dominado-pela-m%C3%A3e/#ixzz1zxU4lMoy
No instante em que ele leva um sanduíche para a hóspede passa a travar uma conversa reveladora da película - a qual encontra-se nos vídeos abaixo. Relata o quanto sua mãe é um fardo, especialmente por ser mentalmente instável e absorver todo o seu tempo. Ao mesmo tempo deixa claro que não consegue viver sem ela, ao que diz "A melhor amiga de uma garoto é a sua mãe". Com uma pitada de descontrole, a insegurança do homem escancara-se e a estranha simpatia do tímido Norman demonstra-se construída por anos de isolamento e superproteção cedidas pela Sra. Bates.


Um dos vários detalhes inteligentes desta construção de suspense resta no enigma quanto a aparência da assassina. Em nenhum dos crimes o rosto da mãe aparece, apenas seu vulto. Por isto o impacto do clímax é capaz de dar a dimensão dos danos psicológicos de Norman:


A maldade da Sra. Bates - sendo voluntária ou não - atingiu seu filho irremediavelmente. Ainda que o filme não traga o histórico desta relação entre os dois, o presente mostrasse incontestável. Tamanha era a insegurança de Norman que após o falecimento da mãe não conseguiu lidar com um mundo em que ela não estivesse inserida. A suposta liberdade espelhou o lado mais sombrio dos estragos causados pela dominação: Ela sempre estaria nele. Qualquer pessoa que ameaçasse esta compreensão recebia fúria. Hitchcock completa este tratado psicológico com uma cena absurdamente incômoda; Mrs. Bates fala sobre a prisão de seu filho, que nunca foi um bom garoto, e agora tentava culpá-la por sua natureza má.   

It's sad, when a mother has to speak the words that condemn her own son. But I couldn't allow them to believe that I would commit murder. They'll put him away now, as I should have years ago. He was always bad, and in the end he intended to tell them I killed those girls and that man... as if I could do anything but just sit and stare, like one of his stuffed birds. They know I can't move a finger, and I won't. I'll just sit here and be quiet, just in case they do... suspect me. They're probably watching me. Well, let them. Let them see what kind of a person I am. I'm not even going to swat that fly. I hope they are watching... they'll see. They'll see and they'll know, and they'll say, "Why, she wouldn't even harm a fly..."
 E de quem é a culpa? 
Do perturbado homem ou da castradora mãe?

30 de jun. de 2012

Elvira, A Rainha das Trevas

Quem cresceu curtindo a Sessão da Tarde sabe muito bem quem é esta figura sexy, engraçada e totalmente do terror; Elvira é uma das personificações mais iconográficas do estilo "Bad Dark Girl". Com seu cabelão, decote generoso e toques em vermelho conquistou um publico tão fiel que seguem seus passos em filmes B, aparições em Comicons e etc, com a mesma paixão de quando ela apareceu no universo dos horror caracters. Definitivamente esta Mistress of the Dark já faz parte do arquivo cultural popular.

Sua primeira aparição foi no programa Movie Macabre em 1981, ela era a apresentadora pré-filmes B de terror, um verdadeiro revival do estilo instaurado por Maila Nurmi na década de 50 - inclusive tendo ocorrido uma disputa judicial pelo visual entre as duas. O sucesso da instigante Elvira foi montando-se aos poucos, costumava ser convidada frequente do The Tonight Show Starring Johnny Carson, bem como, fazer comerciais. Apresentou uma série da Hammer House of Horror e em1986 ganhou um especial para TV, o Elvira's Halloween Special.

Dois anos após este especial a apresentadora saiu do sucesso nacional para mundial com o filme Elvira, A Rainha das Trevas (o qual você pode conferir online e dublado no blog Nascida em Versos). Confesso que foi através desta película - diversas vezes reprisada pela Rede Globo - que eu me apaixonei pelo visual ousado e obscuro da personagem. Os garotos e interessadas queriam tê-la, as garotas e interessados sonhando em se parecer com ela. 

A intérprete de Elvira é a igualmente bela; Cassandra Peterson é uma simpatia! Atualmente com - pasmem - 60 anos está mais linda do que nunca. Ela não revela, mas, só pode que ela tem alguma poção misteriosa para manter uma aparência assim... Só pode!

Hoje - No revival do programa lançado em 2010-2011:

Cassandra Peterson no Celebrity Ghost Stories (2008):

Para finalizar que tal umas fotos? Selecionei algumas da página do Facebook Oficial dela, confiram:
Eternamente linda
Até Papai Noel rendeu-se aos encantos de Elvira
Fotografia Legendária: Tura Satana, Elvira e Peaches Christ
Como Cassandra
Com Stan Lee - Uau!
"Every year, I have to spend another hour working out. Pretty soon I'll be spending eight hours working out just to fit in the costume. I have the feeling that the minute I stop doing the character, boom, Roseanne Barr". 

16 de jun. de 2012

Annie Wilkes e sua Louca Obsessão

I am your number one fan.
There is nothing to worry about. 
You are going to be just fine.
 I am your number one fan. 
falando para o seu escritor predileto, Paul Sheldon.

Generalizando a personificação do ente fêmea no terror, percebe-se a tendência da reprodução de femme fatale, uma bela e maligna mulher. Outras tantas são mães desestruturadas atormentando seu (ou para o seu) rebento. Contudo, poucas vezes nos deparamos com ícones femininos do gênero sem maquiagem, com jeito de "boazinha", com cara de quem pode ser alguma vizinha solitária nossa. Não fosse Stephen King  ter escrito uma personagem tão extraordinariamente "comum", talvez a cinedramaturgia deixasse escapar seus olhos de alguém assim.

O livro - Angústia (Misery) - foi lançado em 1987 e contava a história do escritor Paul Sheldon, o qual após um acidente é socorrido por uma enfermeira que se considera a fã número um de seu trabalho. A aparente hospitalidade logo se transforma em horror, psicose e violência. Com esta trama de reviravoltas não é a toa que três anos após o lançamento fez-se uma versão para as telonas: Louca Obsessão

Tanto no livro quanto no filme a dita fã, Annie Wilkes, é descoberta a cada ação mínima sua. Aos poucos as nuances obscuras de sua personalidade aparecem. Nada de frágil ou submissa, Annie é a chefe de suas próprias fantasias, tem o poder de manter, de curar e de destruir. Todavia, enquanto no livro a narrativa é a grande causadora da tensão na película os seus méritos ficam com a fabulosa Kathy Bates, vencedora do Oscar neste papel.

Annie é obcecada, o que lhe permite agir sem estribeiras para conquistar o desejado, especialmente no que diz respeito a violência. Impossível negar que as ameaças físicas tendem pesar mais numa decisão a contragosto, não é verdade? A brutalidade de Wilkes transforma a aparência blasé dela em uma "feiura" amorfa. Combinando bem com a desesperança crescente no olhar de Paul.

A maldade assume várias formas, desde uma "brincadeira" de criança até um "carinho" exacerbado. Annie deve ter experimentado de cada uma delas - insinuações, remédios, isolamento, pequenas agressões, imposições, ameaças - até chegar ao ápice de "inutilizar" o pé do pobre escritor.


Tentado a conferir o filme? Pois coloquei ele completinho na sequência para o seu deleite, só tem o porém de estar sem legendas. As malignas fêmeas assumem as rédeas de formas inusitadas, Wilkes sabia bem disto. 


Ficou com medo?

26 de mai. de 2012

10 Belas do Terror


O universo do terror geralmente é lembrado pelas figuras masculinas marcantes - seja no quesito herói, seja no quesito vilão. Parece ser mais fácil a associação da maldade com a virilidade do homem. Contudo, nem só de testosterona sobrevive o estilo. O estrogênio, por vezes, traz uma gama diversificada para este ramo, combinando malícia com sensualidade. É quando existe uma escolha certa, na exata medida, que personagens inesquecíveis surgem, bem como cenas antológicas.

Na semana passada falei da exótica Maila Nurmi, hoje resolvi falar de algumas mulheres que também se tornaram ícones do horror; Desta vez em filmes.


Carmilla
Ingrid Pitt em Carmilla, a Vampira de Karnstein

Poucas atrizes tiveram a oportunidade de enveredar em personagens tão fortes quanto a sedutora Ingrid Pitt. Além da vampira - lésbica - sexy do vídeo acima; Deu vida a uma releitura dos crimes de Elisabeth Bathory em Condessa Drácula. A cena é de um de seus momentos na pele de Carmilla, personagem criada pelo escritor irlandês Joseph Feridan LeFanu

Elvira
Cassandra Peterson em Elvira, A Rainha das Trevas

Sexy, linda e herdeira de uma bruxa. Assim temos a trama de um dos maiores clássicos da sessão da tarde. Cassandra Peterson virou uma persona tão emblemática que suas aparições como Elvira são aguardadas. Neste terrir provou que uma mulher de atitude pode transformar uma cidade.

Jessica Van Helsing
Stephanie Beacham em Drácula no Mundo da Mini-Saia

Anos 70, muita psicodelia, Drácula e, é claro, a neta "decotada" de Van Helsing. Que mulher perderia a chance de interpretar uma pseudo-matadora de vampiros com todo o estilo da pré-era disco? Stephanie Beacham faz muito bem a sua parte.

Sylvia
Monica Bellucci em O Pacto dos Lobos

Como a cartomante sedutora neste universo repleto de intrigas e vingança, Monica Bellucci influência os homens com suas formas perfeitas. Confesso que se pudesse escolher um biotipo de corpo para mim, seria o desta italiana segura de si.

Irmã Jeanne
Vanessa Redgrave em The Devils

Sob a direção do controverso Ken Russell, Vanessa Redrave - nome sensacional, digna-se de passagem - interpreta uma freira que passa a ter alucinações "pecaminosas" após a chegada de um novo padre. O filme é interessantíssimo - mas, que não recomendo a todos - e possuí uma famosa e polêmica/perturbadora cena com a atriz, possível de ser assistida acima.

Lucy Westenra
Sadie Frost em Drácula de Bram Stoker

A bela ruiva acaba roubando um tantinho da cena nesta película indispensável aos amantes dos vampiros. Ela é amiga de Nina - o amor de Drácula - e é mordida pelo conde. O vídeo trata do exato instante em que ela é atacada.

Anck-es-en-Amon 
Zita Johann em A Múmia

Muito antes da superprodução Hollywoodiana, Boris Karloff contracenou com a linda e exótica Zita Johann num filme sobre esta figura egípcia. Anck-es-en-Amon - a princesa perdida de Imotehp - abusa dos figurinos luxosos e dos olhares.

Santanico Pandemonium
Salma Hayek em Um Drink no Inferno

Eu que sou apaixonada pelas inserções de terror do diretor Robert Rodriguez, não poderia deixar de mencionar a ultra-sexy-vampiresca dançarina exótica interpretada por Salma Hayek. Sem palavras, apenas com sinuosos gestos a bela Santanico engana os desavisados. Mortalmente linda.

Mary Wollstonecraft Shelley
Elsa Lanchaster em A Noiva de Frankenstein

E não dá para falar de musas do horror sem mencionar Elsa Lanchaster! A noiva de Frankenstein protagonizou uma das cenas mais antológicas do gênero - e pensar que a atriz recebeu uma mixaria por este papel. A expressão e a maquiagem são os grandes triunfos desta personagem.

Epiphany Proudfoot
Lisa Bonet em Coração Satânico

Por último deixei uma interpretação que, por ser considerada sexual demais, rendeu a demissão de Lisa Bonet na série que atuava: The Cosby Show - pelo menos é o boato. Em Coração Satânico ela é uma jovem envolvida com voodoo e bem desinibida. Atuou aqui com Mickey Rourke e Robert De Niro.