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11 de fev. de 2013

Perfis de Mulher: Carmen Miranda


Em época de carnaval, nos lembramos de grandes nomes do samba. Quem quer dar um toque mais vintage à folia com certeza dança ao som de Carmen Miranda, portuguesa de coração e alma brasileiros, que levou a música e os estereótipos do nosso país para o mundo e, apesar da vida curta, permanece um ícone não apenas na mente dos foliões, mas também de todos que apreciam bons filmes e boa música.
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 1909 numa pequena vila perto do município de Marco de Canaveses, em Portugal. Apelidada de Carmen pelo pai, um amante de ópera, era a segunda de seis filhos. Quando tinha um ano de idade, veio com a mãe para o Rio de Janeiro, onde o pai já estava havia alguns meses. Aos 14 anos parou de estudar e foi trabalhar em uma boutique, a fim de ajudar a pagar o tratamento de tuberculose da irmã mais velha. Aprendeu a costurar e abriu sua própria chapelaria, onde cantava enquanto trabalhava. Esse hábito lhe trouxe a oferta de gravar um disco.
O sucesso de seu disco levou Carmen a seu feito pioneiro inicial: ela foi a primeira pessoa a ter um contrato com uma rádio no Brasil, a Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Suas apresentações no rádio e ao vivo faziam sucesso e, em 1939, ela foi abordada por um agente da Broadway que queria levá-la para seu show. Ela aceitou, com a condição de que seus companheiros do Bando da Lua fossem junto.
O êxito na Broadway se repetiu nos filmes. Sua primeira experiência cinematográfica foi em 1933, no documentário “A voz do carnaval”, mas foi com os musicais que ela se consolidou. Se Getúlio Vargas apoiou sua ida para os Estados Unidos, em um fato inédito, durante a Segunda Guerra Mundial o presidente Roosevelt resolveu usá-la como parte da “política da boa vizinhança”, que consistia em manobras culturais para aproximar os EUA dos países latino-americanos. A ideia funcionou, e os filmes de Carmen fizeram imenso sucesso.
A admiração dos americanos e do povo brasileiro não era compartilhado pela elite do Brasil. Em 1940, ao fazer um evento beneficente, ela foi vaiada e criticada por levar uma imagem negativa do nosso país para o exterior. De fato, era estereotipada os filmes, tendo de falar com forte sotaque. Depois do incidente, gravou a música “Disseram que eu voltei americanizada” e ficou 14 anos sem voltar ao Brasil.
Nos EUA, continuava colhendo os frutos da popularidade: em 1941 foi a primeira e até hoje única latina a imortalizar suas mãos e pés no cimento do Grauman’s Chinese Theater. Em 1945, era a mulher mais bem paga de Hollywood. Infelizmente, este foi também seu último ano de glórias. Seus próximos filmes fracassaram, e sua imagem exótica já não mais agradava. Casou-se em 1947 com um produtor de cinema, David Albert Sebastian, e sofreu um aborto espontâneo no ano seguinte. O casamento também naufragou, embora ela não tenha tido tempo de se divorciar.
Se em uma época ela era adorada e parodiada, lançava moda e hits musicais, agora Carmen era consumida por álcool, tabaco, anfetaminas e barbitúricos. Ela só se recuperou de um colapso nervoso ao voltar para o Brasil, tendo desta vez uma recepção mais calorosa. De volta aos EUA, quis encerrar sua carreira mas, durante a gravação de um episódio do programa de TV “The Jimmy Durante Show”, ela teve um ataque cardíaco. Não se abalou e continuou seus número. Naquela noite, enquanto dormia, teve outro ataque cardíaco, este fatal. Aos 46 anos de idade, estava morta, e seu funeral no Rio de Janeiro foi acompanhado por meio milhão de pessoas.
Selo americano de 2011
Suas músicas ainda são consideradas marcas registradas do Brasil. Sua vida foi objeto de estudo, de livros e documentários. No entanto, o que mais permanece é sua imagem. No início da década de 1940, as lojas norte-americanas foram invadidas por roupas brilhantes, sapatos de plataforma, joias chamativas e chapéus de fruta. Até hoje joias em formato de frutas são confeccionadas inspiradas nela e todo carnaval podemos encontrar um folião fantasiado de Carmen.     

“Vou empregar todos os meus esforços para que a música popular do Brasil conquiste a América do Norte, o que seria um caminho para a sua consagração em todo o mundo.”

Carmen Miranda (1909 – 1955)

1 de fev. de 2013

Perfis de Mulher: Audrey Hepburn

No dia 20 de janeiro foram lembrados os vinte anos da morte da atriz Audrey Hepburn. Conhecida mundialmente como ícone fashion, ela revolucionou a relação entre cinema e moda através de sua parceria com o estilista Givenchy. Considerada uma das mais belas atrizes, mostrou-se também talentosa e versátil, além de ter um importantíssimo legado: seu trabalho junto à UNICEF.
Audrey Kathleen Ruston nasceu na Bélgica em 1929, vindo de família aristocrática por parte de mãe. Tinha dois meio-irmãos mais velhos do primeiro casamento de sua mãe. Depois que o pai saiu de casa ao ter uma traição descoberta pela esposa, Audrey, a mãe e os meninos foram para a Holanda. A Segunda Guerra estourou e trouxe dificuldades para a família. Um dos meio-irmãos foi para um campo de trabalhos forçados, Audrey e a mãe ficaram escondidas na casa de parentes. A menina sofreu de desnutrição e anemia. Transformava bulbos de tulipa em farinha para fazer bolos e pães, além de depender das escassas rações que eram dadas às populações dos locais ocupados. Especula-se que sua magreza posterior tenha tido raízes nesses tempos difíceis.
Tendo lições de balé desde os cinco anos e havendo inclusive se apresentado durante a guerra para angariar fundos para a resistência holandesa, o palco era seu caminho natural. Em Londres, tornou-se parte do coro teatral e, ao receber a notícia de que seu físico alto e má nutrição a impediriam de ser tornar primeira bailarina, resolveu virar atriz. Sua primeira aparição em um filme foi como uma aeromoça numa película educativa que prometia ensinar “holandês em sete lições”. Continuou no palco e nas telas, sendo seu primeiro papel mais importante no cinema justamente o de uma bailarina.
1954 foi o melhor ano de sua vida. Em tour com a peça “Gigi”, para a qual foi escolhida pela própria autora, Audrey chegou aos Estados Unidos em 1953 e atraiu a atenção do diretor William Wyler, que lhe deu o papel principal em “A princesa e o plebeu / Roman Holiday”. Esse filme lhe garante sucesso de crítica e também o Oscar, BAFTA (prêmio inglês) e Globo de Ouro de Melhor Atriz. Seu estilo chama a atenção das revistas e fashionistas. No mesmo ano estreia na Broadway, onde conhece seu primeiro marido, o também ator Mel Ferrer. Ganha o Tony, prêmio teatral, de Melhor Atriz, e se casa com Mel.    
Seus trabalhos no cinema são os mais variados, indo do drama “Uma cruz à beira do abismo / The nun’s story” (1959) à comédia “Charada / Charade” (1963), passando por romances como “Sabrina” (1954). No entanto, seu papel mais marcante com certeza foi Holly Golightly em “Bonequinha de Luxo / Breakfast at Tiffany’s” (1960). Tanto o autor do livro, Truman Capote, quanto a própria atriz acreditavam que ela não era a melhor escolha para ser a protagonista, mas este se tornou seu mais conhecido e amado filme.
Embora haja alguma confusão sobre se há ou não parentesco entre Audrey e a também atriz americana Katharine Hepburn, para resolver a dúvida é só buscar a origem do sobrenome na vida de cada uma. Enquanto Kate foi batizada com o sobrenome, Audrey adquiriu-o do pai após este adicioná-lo ao nome, pensando ser descendente da rainha Mary da Escócia. O pai de Audrey nada tem a ver com a rainha, mas, curiosamente, Katharine é uma descendente de Mary.
Embora contribuísse para a UNICEF desde os anos 50, foi só na década de 1980 que seu esforço passou a ser em tempo integral. Realizou visitas a diversos países, uma vez que falava seis línguas, e se preocupou com as crianças carentes. Mesmo não sendo este seu objetivo, Audrey ganhou prêmios também por seu trabalho filantrópico, incluindo um prêmio humanitário no Oscar, sendo este póstumo. Também ganhou postumamente o Emmy e o Grammy, o primeiro por um documentário feito em vários países e o outro por um álbum de histórias para crianças.
Durante seu casamento com Mel, sofreu quatro abortos espontâneos. Seu filho Sean nasceu em 1960 e, oito anos depois, ela e Mel se divorciaram. Seu segundo casamento foi com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que conheceu em um cruzeiro pelas ilhas gregas. Com ele teve o filho Lucca, já aos 40 anos, e sofreu mais um aborto, aos 45. Sempre preocupada com os filhos, só iniciou ambos os divórcios quando sentiu que os meninos poderiam lidar com o fato de serem criados só pela mãe. Depois de se separar de Andrea, passou a viver com o ator holandês Robert Wolders e, embora não fossem casados legalmente, Audrey disse que esse foi o melhor período de sua vida. Hoje o filho Sean é o responsável pelo legado da atriz.
Audrey faleceu de câncer no apêndice. Descoberta quatro meses antes, a doença se mostrou incurável. Seu legado é imenso e, apesar de ter um estilo invejável, suas escolhas casuais demonstravam a simplicidade que sempre foi sua marca e sua melhor qualidade.

“Lembre-se de que, se você precisar de uma mão amiga, estará na ponta de seu braço. Quando você envelhecer, lembre-se de que você tem outra mão: a primeira é para ajudar você mesmo, a segunda é para ajudar os outros”.
Audrey Hepburn (1929-1993)

24 de ago. de 2012

Sneakers: A Nova Moda para os seus Pés!

De Taciele Alcolea
Quem disse que não dá para usar tênis com estilo? O sneakers vieram para provar que isto é possível. Multicoloridos, com spikes, ou mesmo em camurça, estes tênis com salto embutido agradaram as fashionistas e garotas por todas as cidades. De aparência robusta - lembrando a era de ouro dos tênis dos anos 80 -, esta peça pode ser combinada com vestidos, saias, shorts e calças. Quebrando o paradigma dos saltos desconfortáveis, os sneakers são aliados das mulheres que querem manter o estilo sem perder o conforto. Ainda não está convencida? Que tal um desfile?
 

Eu já aderi a esta moda;
E você?



3 de ago. de 2012

Tá na moda: maquiagem combinadinha com esmalte.

No post passado falamos sobre batom vermelho e como aplicá-lo. Se ainda não viu e quiser dar uma espiadinha veja aqui. Lá comentamos rapidamente, sobre uma tendência glamourosa que surgiu no final do inverno e tomou o gosto da mulherada: a onda de combinar o batom com esmalte vermelho.
Revista Estilo Julho 2012

Temptalia
Temptalia

Temptalia
   


Hoje vamos falar mais sobre esse hit que ultrapassou o inverno e tem grandes chances de chegar até o verão. Se você não é tão fã do 'Vermelhão Diva', pode combinar a sua cor favorita de batom com o esmalte. Não é legal? Lembra desse estilo? Estava meio sumidinho porém, agora é #bapho! Vale desde os tons de nude, rosa clarinho, até roxos excêntricos.
Temptalia

Revista Estilo Julho 2012

Temptalia

É isso mesmo, a moda de tudo combinadinho voltou com tudo. O Look que vimos nas passarelas chamadas monocromáticos (cor única), também chegou às makes. O grande lance é deixar evidente que cor está combinando.
Revista Estilo Julho 2012


Antenadas com essa tendência, marcas de peso no mundo da maquiagem incorporaram a moda do cominadinho em suas recentes coleções. A MAC uma marca canadense bem popular entre os que curtem maquiagem, lançou uma coleção que conta com 16 mini kits compostos por: batom, gloss e esmaltes da mesma cor. Também estão de coleções novas as marcas Dior, Butter e Nars.


Google

Essa tendências de usar esmalte e batom iguais está ganhando mais força com a chegada da estação primavera-verão. Alguns fashionistas lembram que usar acessórios com tons próximos à cor que você escolheu para combinar, deixa o look bem atual. #FicaDica

Revista Estilo Julho 2012

Revista Estilo Julho 2012

Será que essa moda da maquiagem combinadinha com o esmalte pega você, ou você pula?

Beijos, beijo!

27 de jul. de 2012

Sapatos Vermelhos: Eterna Obsessão!


Minha "obsessão" por sapatos começou enquanto assistia ao Mágico de Oz e vi aqueles sapatos vermelhos maravilhosos nos pés de Dorothy. Acredito que muitas se identificam com essa paixonite minha e desde garotinhas sonham com lindos sapatos vermelhos! Claro, que cada uma em seu estilo.

Hoje fui as compras por que olhei em meu guarda-roupas e dentre 30 ou 50 ou 100 sapatos percebi que não tinha nenhum (hehehe)...então comprei um sapato...não era vermelho (lágrimas) mas vi como a variedade de estilos e modelo cresce a cada dia, ainda mais nessa área já que os "pisantes" são tão requisitados pelas mulheres. E pra atiçar a vontade que tal um desfile de sapatos vermelhos? Começando é claro por aquele que inspirou minha vida e gosto por moda.

"The shoe that fits one person pinches another; There is no recipe for living that suits all cases."
Carl Jung

13 de jul. de 2012

Deusas do Rock

"Music is your own experience, your own thoughts, your wisdom. If you don't live it, it won't come out of your horn. They teach you there's a boundary line to music. But, man, there's no boundary line to art."

Como hoje é Sexta-feira 13 e Dia Mundial do Rock, resolvi fazer uma lista de Deusas do gênero que além de arrasarem nos palcos, dão um show de moda. Montei a lista de forma a explorar diferentes épocas e realidades - algumas mais famosas que outras. Espero que curtam; Vamos a listagem:
Rita Lee
Dilana
Beth Ditto
Juliette Lewis
Debbie Harry
Shirley Manson
PJ Harvey
Joan Jett
Janis Joplin
Gwen Stefani

Para finalizar, escolhi uma trilha sonora para acompanhar esta nossa passagem pelos gêneros e estilos que o rock nos traz. Assim, pego carona com o som de Cake, o qual foi capaz de descrever perfeitamente a imagem de uma garota - que por acaso se  chama Karen - apaixonada pela excitação rockeira: 


Qual a Sua Deusa Preferida?