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15 de jul. de 2013

Secret Window












"Seria enterrada no jardim que ela própria cuidava...". Shoot her!
Janela Secreta, é um filme baseado no livro homônimo escrito por Stephen King em 2004. Dirigido por David Koepp e produzido por Gavin Polone. A trilha sonora é assinada por Philip Glass.
Não é de hoje, que sou fã de Stephen Edwin King, meu escritor preferido, reconhecido como um dos mais notáveis quando o assunto são contos de horror fantástico e ficção.Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema. É o nono autor mais traduzido no mundo .
Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Carrie a Estranha, O ILUMINADO, Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações),Christine, Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre, entre outros.O seu livro, The Dead Zone, originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada.
Em Janela Secreta, temos a marcante atuação do perfeccionista Depp e grande destaque para a trilha sonora de Philip Glass, sua música é normalmente chamada de minimalista, embora ele não aprecie esta expressão.Glass compôs trilhas sonoras para diversos filmes, começando por Koyaanisqatsi (1982), dirigido por Godfrey Reggio que está entre as trilhas sonoras mais influentes. Podemos citar também como trabalhos na área de trilha sonora para filmes Mishima (1985), Kundun (1997) sobre o Dalai Lama, a trilha sonora dos demais documentários da trilogia Qatsi em Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002), além de O Show de Truman: O Show da Vida (1998) que usou partes das trilhas de Mishima e Powaqqatsi e As Horas (2002) o qual recebeu uma indicação para o Óscar. Recentemente produziu a trilha para os filmes O Ilusionista (2006) e Notas Sobre um Escândalo (2006), este último lhe rendendo uma indicação ao Óscar de melhor trilha sonora.
Ele ainda possui um estúdio freqüentado por artistas famosos como David Bowie, Lou Reed e Bjork, chamado Looking Glass. É ou não um nome de peso para composição de TSO? rs.





Voltando ao filme, temos o 'esquizofrênico' Mort Rainey (Johnny Depp) um escritor bem sucedido de livros comerciais que está em crise, enfrentando um conflito pessoal após o fim de seu casamento e da separação com sua esposa adúltera, Amy (Maria Bello) após tê-la flagrado com Ted (Timothy Hutton). Mort então decide se isolar em uma cabana à beira do lago Tashmore, em busca de tranquilidade. Não conseguindo escrever nada novo, sofrendo um embaraço criativo por causa da sua separação traumática com Amy, aproveitando o tempo para descansar. Para complicação da circunstância, a aparente tranquilidade da cabana desaparece quando um místico homem, John Shoother (John Turturro), vindo de Mississipi, aparece inesperadamente e começa a atormentá-lo dizendo que Rainey se favoreceu do plágio de um de seus melhores contos que tinha escrito diversos anos antes de 1997, e que exclusivamente o final foi modificado. Diante disso, o curioso homem agora está exigindo uma reparação pública e indenização ou uma prova concreta do contrário num breve período de apenas três dias, pressionando de forma invasiva o escritor e demonstrando também possuir sinais de ser um sujeito mentalmente alterado e ameaçador.


O filme, é um ótimo suspense, sem muitos sustos ou grandes produções. Temos o protagonista em seu momento de isolamento como peça chave, os pensamentos de solidão/auto destruição, a 'possível' esquizofrenia de Tom, um cenário bucólico, uma trilha espetacular e Depp.

No filme, Mort se esconde atrás da suposta acusação de plágio, para cometer suas 'atrocidades', ele fica confuso, e acha 'impossível' ter plagiado um conto. Tudo começa a ficar mais sombrio[o que é delicioso para os fãs de suspense) quando Mort encontra seu cachorro morto e ao lado um manuscrito original com a autoria de Shooter, cuja história é surpreendente identica ao do seu livro.
As manifestações deste possível e severo transtorno do funcionamento cerebral, começam a mostrar sua cara.
O que é esquizofrenia? Como saber se tenho? A esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente, tão lentamente que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada pode levar meses.
Por outro lado há pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu comportamento e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente alarma e assusta muito os parentes.
Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto pode começar repentinamente e eclodir numa crise exuberante, como começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica.





Geralmente a esquizofrenia começa durante a adolescência ou quando adulto jovem. Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de meses e a família e os amigos que mantêm contato freqüente podem não notar nada. É mais comum que uma pessoa com contato espaçado por meses perceba melhor a esquizofrenia desenvolvendo-se. Geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração, prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem desconhecida mesmo pela própria pessoa e insônia e desinteresse pelas atividades sociais com conseqüente isolamento. A partir de certo momento, mesmo antes da esquizofrenia ter deflagrado, as pessoas próximas se dão conta de que algo errado está acontecendo. Nos dias de hoje os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade, outros julgarão ser dúvidas existenciais próprias da idade. Psicoterapia contra a vontade do próprio será indicada e muitas vezes realizada sem nenhum melhora para o paciente. A permanência da dificuldade de concentração levará à interrupção dos estudos e perda do trabalho. Aqueles que não sabem o que está acontecendo, começam a cobrar e até hostilizar o paciente que por sua vez não entende o que está se passando, sofrendo pela doença incipiente e pelas injustiças impostas pela família. É comum nessas fases o desleixo com a aparência(semelhante ao que acontece na aparência de Mort no filme-roupãp o dia todo, cabelo desgrenhado...) ou mudanças no visual em relação ao modo de ser, como a realização de tatuagens, piercing, cortes de cabelo, indumentárias estranhas e descuido com a higiene pessoal. Desde o surgimento dos hippies e dos punks essas formas estranhas de se apresentar, deixaram de ser tão estranhas, passando mesmo a se confundirem com elas. O que contribui ainda mais para o falso julgamento de que o filho é apenas um "rebelde" ou um "desviante social".
Muitas vezes não há uma fronteira clara entre a fase inicial com comportamento anormal e a esquizofrenia propriamente dita. A família pode considerar o comportamento como tendo passado dos limites, mas os mecanismos de defesa dos pais os impede muitas vezes de verem que o que está acontecendo; não é culpa ou escolha do filho, é uma doença mental, fato muito mais grave.
A fase inicial pode durar meses enquanto a família espera por uma recuperação do comportamento. Enquanto o tempo passa os sintomas se aprofundam, o paciente apresenta uma conversa estranha, irreal, passa a ter experiências diferentes e não usuais o que leva as pessoas próximas a julgarem ainda mais que o paciente está fazendo uso de drogas ilícitas. É possível que o paciente já esteja tendo sintomas psicóticos durante algum tempo antes de ser levado a um médico.
Quando um fato grave acontece não há mais meios de se negar que algo muito errado está acontecendo, seja por uma atitude fisicamente agressiva, seja por tentativa de suicídio, seja por manifestar seus sintomas claramente ao afirmar que é Jesus Cristo ou que está recebendo mensagens do além e falando com os mortos. Nesse ponto a psicose está clara, o diagnóstico de psicose é inevitável. Infelizmente o tratamento precoce não previne a esquizofrenia, que é uma doença inexorável. As medicações controlam parcialmente os sintomas: não normalizam o paciente. Quando isso acontece é por remissão espontânea da doença e por nenhum outro motivo.




O filme, consegue seguir uma sequência alucinante e nos mostra aos poucos como é sofrível a vida de Mort. Seus momentos perturbadores, arrepiantes e violentos tomam forma, seus pensamentos, sua solidão, suas conversas consigo mesmo, essa reviravolta é impressionante. O final é brilhante e ao mesmo tempo triste para Mort, que finalmente conseguirá seu isolamento social 100% completo.
O clímax, que Stephen King, consegue criar em cada obra é algo de tirar o fôlego, ele consegue em cada livro e adaptação para o cinema, um novo olhar, um ângulo singular que consegue deixar o fã com aquele gosto peculiar pelo medo.Em Secret Window, além de abordar sutilmente o sofrimento da esquizofrenia, ele conseguiu mais uma vez, fazer com que tenhamos uma grande reflexão: afinal, qual será nossa janela secreta? Todos temos, ou não?
Em nossa vida real esquizofrenia não é bacana e precisa de acompanhamento, tratamento, muito amor, paciência, companheirismo e zero preconceito.













1 de mar. de 2013

Se7en

Já dizia, Ernest Hemingway: "O mundo é um local bom, pelo qual vale a pena lutar". Concordo, com a segunda parte.Afinal, o que é céu e inferno? O que é pecado? 
Sou fã da frase: "O inferno está vazio e todos os demonios estão aqui". A Tempestade - Shakespeare. 
É conflitante pensar em outro humano(seja Padre, Pastor,Ministro...) absolvendo nossos 'pecados', não é?
O filme Seven, de Fincher é um soco na alma e ao mesmo tempo uma série de possibilidades interpretativas.Fincher assumiu as funções de diretor dando ao filme características singulares. Com um trabalho aclamado no que diz respeito à conjugação dos vários elementos essenciais ao sucesso do filme, luz, som, tipografia entre outros.A luz trabalhada de forma exemplar sendo através da mesma que o artista identifica o protagonismo a dar às várias personagens.Fincher e seus vários planos também marcam a assinatura do filme.O som e tipografia foram duas características analisadas em aula através da visualização do trailer do filme onde mais uma vez trabalho de Fincher é agradado pelos críticos e público.
Agora, vamos entender um pouquinho essa miscelânea sobre pecados, DEUS, Mandamentos de Moisés, Fé e etc.  
No filme, temos Brad Pitt e Morgan Freeman como detetives. Morgan(Sommerset) prestes a se aposentar e Brad Pitt(recem promovido) ávido por solucionar casos tendo como pano de fundo sua paixão e emoções à flor da pele. Em meio ao cenário urbano, macabro e noturno(gosto dessas locações) os dois saem a caça de da compreensão da mente 'doentia' de John Doe(Kevin Spacey- o 'ator' original seria o vocalista do REM).  
Para isso os detetives precisam ter uma 'aula' sobre fé e pecados. 

Afinal, o que é DEUS?
Ao longo da história da humanidade a idéia ou compreensão de Deus assumiu várias concepções em todas sociedades e grupos já existentes, desde as primitivas formas pré-clássicas das crenças provenientes das tribos da Antiguidade até os dogmas das modernas religiões da civilização atual.Deus muitas vezes é expressado como o criador e Senhor do universo.
O que são os 10 Mandamentos?
Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei). As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34:1, Deus teve de escrever outras. De acordo com o livro bíblico de Êxodo, Moisés conduziu os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessando o Mar Vermelho dirigindo-se ao Monte Horeb, na Península do Sinai. No sopé do Monte Sinai, Moisés ao receber as duas "Tábuas da Lei" contendo os Dez Mandamentos de Deus, estabeleceu solenemente um Pacto (ou Aliança) entre YHWH (ou JHVH) e povo de Israel.
Quais são os 7 Pecados Capitais?
Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.
Paralelo, a toda essa pesquisa sobre fé, tenho meu humilde pensamento que expressa a seguinte opinião: sou uma cientista que acredita em DEUS. Tivemos o Big Bang( teoria sobre o desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente) e o período anterior ao Big Bang?
A frase do físico Clerk Maxwell: "Somente um principiante que não sabe nada sobre ciência diria que a ciência descarta a fé. Se você realmente estudar a ciência, ela certamente o levará para mais perto de Deus." Resume um pouco o meu pensamento.
Voltando ao filme, temos uma frase muito instigante da obra Divina Comédia dita por Sommerset(Morgan Freeman) "É longo e difícil o caminho que do Inferno leva à luz". 
O Inferno é a primeira parte da Divina Comédia, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Nessa parte, Dante Alighieri relata a odisseia pelo mundo subterrâneo para onde se dirigem após a morte, segundo a crença cristã, aqueles que pecaram e não se arrependeram em vida. A viagem, composta por 4720 versos rimados em tercetos, é realizada pelo próprio Dante guiado pelo espírito de Virgílio - famoso poeta romano dos tempos de Júlio César. 
No filme, temos um psicopata brilhantemente feito por Kevin Spacey, que remete seus crimes como uma obra divina, um ato de pregação seguido de punições. Longe, de ser um Padre, Pastor ou Ministro do Bem(esses em 'teoria' serviriam à Deus) John Doe, serve a ele mesmo praticando a contrição forçada onde seus 'pecadores': um obeso, um advogado pederasta, uma prostituta, um preguiçoso, uma modelo viciada em plásticas e outros dois que fecham o filme, não se arrependem por terem fé e sim por medo da morte imposta por ele.
Muitas vezes, o íntimo de cada humano clama por tragédias.Por exemplo, em caso de estupro nunca deve-se gritar "socorrro" e sim "Fogo", só assim alguém irá aparecer para ver qual desgraça esta por vir. Deprimente, não é?

Nosso John Doe, teve prazer em torturar sua vítimas em nome da boa Obra de Deus. Ele não praticou o martírio. O que faz dele um Psicopata em potencial. 
Por outro lado, o que me deixa assustada são os ditos 'Religiosos', como Padres, Pastores, MInistros que fazem tudo em nome de DEUS: matam, roubam, praticam pedofilia..
Seriam,psicopatas,sociopatas, louco...?
Como disse John Doe: " É confortável para você, me rotular como louco". Vivemos um pecado mortal em cada esquina e toleramos.Porque é trivial."
Mills(Brad Pitt) Responde:" Você não é o Messias. No máximo a notícia da semana ou uma camiseta". Essa prática de assassinatos como sermões é complexa e ao mesmo tempo digna de se estudar e investigar. Como disse Sommerset(Morgan Freeman) "Em tempos como esses acolher a apatia como virtude é a única saída."

Concordo, com ele.Algumas pessoas em nosso mundo quase 'moderno' e mega globalizado 'não necessita' de civis bancando os hérois. Alguns só querem comer, trabalhar, amar, assistir TV, ler, ver filmes e jogar na Loto.Algumas pessoas simplesmente, não ligam. E o nascimento de um psicopata muitas vezes é resultado de uma série de negações das pessoas, referente ao seu modo de proceder(no caso deste filme- foi a crença de John)pessoas morrendo em nome de 'DEUS'. Já dizia, Carl Sagan:"Queremos buscar a verdade, não importa aonde ela nos leve. Mas para encontrá-la, precisaremos tanto de imaginação quanto de ceticismo. Não teremos medo de fazer especulações, mas teremos o cuidado de distinguir a especulação do fato".Não creio nas religiões criadas pelos homens. Simplesmente, porquê somos falhos/imperfeitos, somos o bem/mal e muitas vezes indignos de dizer o que está certo ou errado. O cristianismo utilizado como doutrina nunca deveria ser encarado como religião. Enfim, é muito nocivo um ser humano fazer o que quiser levando em conta: Tudo em nome de DEUS! Se quiser cometer algum 'pecado', matar, morrer...Faça e assuma. Prefiro crer no Big Bang e no período anterior ao fenômeno(este período seria DEUS? uma força  misteriosa Transcedental? um vazio?) Só sei que muitos físicos ainda não possuem uma assertiva referente a existência de um criador. O Físico Hawking em seu novo livro:
"O Grande Projeto" explica as teorias científicas recentes sobre o surgimento do universo para o leitor comum.Em coautoria com Leonard Mlodinow, Hawking apresenta o que há de mais novo na física moderna.Basicamente são novas propostas para cobrir as lacunas da teoria quântica, colocando um fim no grande mistério da origem do universo, do ponto de vista científico.
 "Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequa¬do à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação."
Longe de ser uma resposta definitiva a todas as questões existenciais da humanidade, "O Grande Projeto" introduz um avanço em nossas dúvidas.
 Voltando ao nosso filme,não esconda o que realmente quer, pensa ou faz atrás das Religiões(seja ela qual for) ah! Ainda em tempo tenho profundo respeito por toda e qualquer crença, ok?
Se7en, um filme que todos deveriam conhecer.

  

  
     

29 de out. de 2012

Mulher de Preto

Aproveitando o mês Helloween(Dia das Bruxas  - USA) vou teclar sobre um suspense no mínimo interessante: Mulher de Preto, com nosso querido e eterno Bruxinho Harry Potter que semelhante a um bom vinho quanto mais velho melhor..
Quero começar nosso texto com um pequeno pensamento: O que eles chamam de fantasmas...Nós, chamamos de espíritos!
Vamos ao filme?
Um suspense interessante. Daniel Radcliffe, consegue fazer o advogado Arthur Kipps de maneira honesta e cativante. Viúvo, pai de um filho pequeno, vai ao interior da Inglaterra finalizar papeladas de uma família que vivia em um casarão abandonado. Lá, encontra mistérios e terror nesta casa 'assombrada' por um terrível espírito maligno e vingativo. Um filme que conta com a produção da Hammer Film Productions, que foi uma companhia cinematográfica britânica, fundada em 1934, célebre por realizar uma série de filmes de terror, entre os anos 1955 e 1979. Chegou ao auge nos anos 60, revelando para o mundo atores do porte de Christopher Lee e Peter Cushing, sua decadência iniciou-se em meados dos anos 70, sendo que suas últimas produções datam da década de 1980, com séries de terror para a televisão. Ressurgiu sob nova direção em 2008 realizando filmes como “Deixe-me Entrar” e “A Inquilina”. Em 2011 produziu “A Mulher de Preto”. Dirigido por James Watkins e escrito por Jane Goldman é baseado no romance de Susan Hill, com o mesmo nome.

O filme consegue nos levar ao drama sufocante de James, em meio ao cenário bucólico, fotografia sombria e personagens sinistros. Sua dor em tentar entender e por fim auxiliar o espírito que vive na casa encontre seu caminho de luz é algo notável. O filme mostra de maneira 'sutil' o que 'entendemos' sobre espiritualidade. Não aprofunda e preenche algumas lacunas com os tais clichês.
Na Era Eduardiana, o jovem advogado Arthur Kipps vive com seu filho de quatro anos de idade, Joseph (Misha Handley) e babá de seu filho (Jessica Raine). A esposa de Kipps Stella (Sophie Stuckey) morreu após o parto. Kipps é atribuído a lidar com a propriedade de Alice Drablow, dona de uma mansão inglesa conhecida como Eel Marsh House, onde vivia com seu marido, o filho Nathaniel, e sua irmã Jennet Humfrye (Liz White). Embora os moradores queiram que ele vá embora, Kipps faz amizade com Sam Daily (Ciarán Hinds), um rico fazendeiro e sua esposa Elisabeth (Janet McTeer).
Na Eel Marsh House, localizada em uma ilha cheia de pântanos, Kipps vai para um quarto no andar de cima depois de ouvir passos e vê uma mulher vestida de preto fora da janela. Ele corre para os pântanos e as testemunhas do afogamento de Nathaniel. Acreditando que ele seja real, ele relata o avistamento na delegacia local e, enquanto lá, dois meninos trazem uma menina que havia tomado soda caústica, ela morre nos braços de Kipps.

Enquanto isso o espírito 'maligno' que vive na casa é vingativo e ao mesmo tempo solitário. Assim, como nós(vivos) sempre buscamos auxilio/ajuda/conselhos os espíritos também necessitam de tal apoio. Geralmente, filmes com a temática 'espiritualidade', remetem ao terror; o que não deveria. Ao mesmo tempo nossa sétima arte necessita do tal suspense para sairmos um pouco do modo documentário. Sobre, espiritualidade o que podemos começar a entender é essa idéia da imortalidade física proporcionando às pessoas a oportunidade de desvendar seu anseio inconsciente de morte e libertando da tirania da mentalidade de mortalidade.
 A derrota da morte é o teste básico de inteligência neste universo físico. A imortalidade física é o primeiro passo para qualquer prática de iluminação espiritual. Purificar a si mesmo significa manter seu amor tão puro, de modo que ele mantenha você praticando a verdade em todos os seus relacionamentos. A espécie de amor que produz imortalidade física é a paciência eterna. A vida na Terra não é para as pessoas fracas. Todas as pessoas fracas morreram no passado. E todas as pessoas que pensavam que eram fortes, mas não eram, também morreram. Mas muitas pessoas adquiriram integridade suficiente para conseguir a vida eterna de seus espíritos, mente e corpo. Entrei um pouco no assunto espiritualidade para mostrar o que talvez o autor, diretor quiseram mostrar com o espírito da Mulher de Preto. Nessa história o espírito torna-se vingativo devido uma série de acontecimentos supostamente mal resolvidos(em suas vidas) marcam sua existência física e cármica com ódios, mágoas, tristezas que  resultam nessa eterna vingança fazendo com que ele permaneca enraizado em nosso plano.

  Enfim, adoro teclar sobre os mistérios do Universo e sou fã de Carl Sagan. Creio, que somos infinitamente microscópicos quando comparados ao Cosmos e filmes com essa temática:espiritualidade  e ciência conseguem prender minha atenção.
Mulher de Preto,é digno de pipoca e ao mesmo tempo um filme que assistiria no máximo três vezes,rs.Esperava um pouco mais do final e a atuação do nosso eterno Potter ainda necessita de muitos reparos.Porém, o filme é bem produzido, bem dirigido e consegue cumprir o papel de suspense.





27 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Agatha Christie


A rainha do suspense é a autora que vendeu mais livros na história segundo o Guinness Book: foram quatro bilhões de cópias em mais de cem idiomas. Sua peça “A Ratoeira” sustenta outro recorde: está há 60 anos em cartaz, somando mais de 24 mil apresentações. Seus trabalhos mirabolantes  e interessantíssimos serviram de base para 34 filmes, além de séries de animação japonesas, videogames e programas de televisão. E olhe que a vida de Agatha não perde em nada para suas histórias.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de setembro de 1890, era a terceira e última filha de um casal da classe média-alta inglesa. Foi educada em casa, aprendeu a ler, escrever e tocar piano com sua mãe e passava a maior parte do tempo sozinha, lendo ou brincando com animais. Quando seu pai morreu, Agatha tinha apenas 11 anos e foi pela primeira vez para a escola, não se adaptando à disciplina rígida da instituição. De volta para casa, com seus irmãos já morando fora, ela foi enviada para estudar em Paris.
Aos 20 anos começou a procurar um marido por insistência da mãe. Enquanto a busca não tinha sucesso, Agatha escreveu e atuou em algumas peças de teatro amador e também escreveu poemas. Seu próximo passo foi criar histórias curtas com seus temas favoritos, que incluíam espiritualidade e experiências de viagem. Todas essas histórias, assim como seu primeiro romance, foram rejeitados pelos editores a quem os enviou.
Em 1912 conheceu Archibald Christie, um indiano que fazia parte do exército, e se casou com ele na véspera de Natal de 1914, já durante a Primeira Guerra Mundial, da qual Agatha participou sendo enfermeira voluntária. Com Archibald ela teria sua única filha, Rosalind.
Em 1919, finalmente, ela viu seu primeiro romance publicado: “O Primeiro Caso de Styles”, em que surge seu mais famoso personagem, Hercule Poirot, um detetive belga inspirado nos refugiados da Bélgica que ela conhecera durante a guerra. Poirot seria o protagonista de 33 de seus livros, além de 54 contos. Ele também tem a honra de ser o único personagem fictício a receber uma nota no obituário do New York Times quando da publicação do último romance de Agatha com Poirot, Curtain, em 1975. No entanto, mais de uma vez Agatha confessou estar cansada do personagem!
Outra investigadora famosa na galeria de Agatha é Miss Marple, uma senhorinha pessimista baseada na avó da escritora. O que também sempre está presente nas obras é uma investigação que termina com uma revelação surpreendente. Certa vez Agatha declarou que escrevia seus livros até o penúltimo capítulo, analisava os personagens para ver quem era o menos suspeito e depois de escolher o culpado voltava e completava os outros capítulos com algumas provas incriminatórias.   
Uma das paixões de Agatha, a arqueologia, está presente em vários de seus livros. Embora ela já tivesse visitado o Egito em 1910, foi só em 1930, quando conheceu seu segundo marido, Max Mallowan, que ela realmente começou a se interessar pelo assunto. Outra marca de sua experiência pessoal em livros é o uso de venenos em alguns romances escritos após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou em uma farmácia de uma universidade londrina.
O primeiro marido deixou-a em 1926, trocando-a por outra mulher. No mesmo dia em que o marido saiu de casa, Agatha viajou para Yorkshire sob um pseudônimo e sem avisar ninguém, deixando centenas de fãs apreensivos por seu sumiço, que foi um caso bastante difundido pela imprensa nos 11 dias em que ninguém soube notícias dela. Até hoje se especula porque ela sumiu: muitos fãs interpretaram como uma jogada de marketing ou forma de culpar o marido por um suposto assassinato; outros simplesmente aceitam a hipótese de um colapso nervoso, e ainda outros acham que Agatha queria apenas assustar o marido e não causar comoção nacional. Esse episódio foi desenvolvido ficcionalmente no filme “Agatha” (1979), com a atriz Vanessa Redgrave interpretando a escritora, e também num episódio da série “Dr. Who” em que o sumiço é interpretado como consequência da ligação com um alien.       
Agatha com o segundo marido
Agatha Christie faleceu em 1976, cinco anos após receber o título de “dama” da coroa britânica. Lembrada e homenageada tantas vezes ao redor do mundo, a autora nos legou 66 romances e 15 coletânea de contos. Sabendo entreter e surpreender como ninguém, toda vez que abrimos um livro de Agatha descobrimos um novo mundo e temos a oportunidade de sermos nós mesmos grandes detetives.     

"A melhor receita para o romance policial: o detective não deve saber nunca mais do que o leitor."
Agatha Christie (1890 – 1976)                                           

19 de out. de 2012

Psicose

Resolvi teclar sobre este clássico preferido da minha mãe por ter um amor não resolvido com este filme. Já assisti zilhões de vezes(2 versões) e minha mãe na última vez disse:"Acho esse filme triste. O sofrimento de Bates me deprime." Fiquei pensando sobre isto e no fim cheguei a conclusão que ela tem razão. O filme trata um pouco sobre esquizofrenia, loucura e psicose. Sim, existe diferença entre as doenças.Nem tudo é loucura,nem tudo é sociopatia, psicopatia, esquizofrenia ou psicose temos que entender um pouco a mente de Bates para depois apreciar ou não o filme.
Hitchcock nosso eterno gênio comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final não fosse revelado.Psicose custou 800 mil dólares e faturou 50 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro.Em 1998 o diretor Gus Van Sant fez um remake do filme, com Vince Vaughn e Anne Heche nos papéis de destaque. No elenco ainda contava com belissima Juliane Moore no papel da irmã de Marion.

Uma das frases que mais gosto é:
"Ela só fica meio zangada às vezes. Todos ficamos um pouco zangados de vez em quando, não ficamos?" Norman Bates.
Bates usa para justificar a fúria com que a mãe fala para ele.Será que Hitchcock quis falar algo para platéia? Até que ponto somos passíveis de cometermos um crime? Este filme atemporal nos conecta com nossos medos. Um dos filmes mais impactantes e Hitchcock nos despista, para nos apresentar quase na metade da projeção uma trama macabra, representada pelo fantástico personagem Norman Bates e o seu hotel no meio do nada.
A cena memorável do filme possui uma sequência construída como uma sucessão de cortes ritmados pela trilha sonora e pelo som da faca.Se observarmos, vemos que a arma sequer encosta na atriz. A violência está na genial montagem de Hitchcock e na trilha sonora de arrepiar de Bernard Herrmann.
Ao refletir sobre o assunto "Loucura" é inevitável para uma apreciadora da sétima arte como eu, deixar de pensar neste filme com tanto amor. Esse enigma fílmico de duas ou três incógnitas: Janeth Leigh, Anthony Perkins e a Mãe num jogo de repetições e de duplicações em que o mestre do suspense leva à conclusão o tema da duplacidade: a dupla personalidade.Que outros sentimentos poderiam, aliás, provocar um personagem tão absolutamente e inevitavelmente amarrado a um destino fatal e destruidor, e que não morre no final, ou antes, sobrevive noutra personalidade, pela qual é morto e "denunciado"? Personagem dominado pela mãe, pelo passado, pelo isolamento, pelo desejo sexual que se transforma em desejo de morte ou de destruição.Nessa perspectiva o "Louco" é considerado menos como uma pessoa do que como um dos pontos de relação, um dos nódulos de intercâmbio de um sistema de interações, de uma rede de comunicação: a família. Seus sintomas, suas anomalias, suas "crises" são substituídos e reexaminados no sistema dinâmico das trocas familiares. duas características fundamentais estão sempre presentes entre essas famílias ou esses grupos: seu funcionamento como sistema fechado, relativamente isolado, e sua repressão de toda sexualidade genital.A componente patológica carrega o filme em tons de comédia e drama, ou de comédia dramática, Hitchcock vinha repetindo desde os seus filmes mudos as relações familiares e o seu peso, o papel e a figura da mulher, os diversos comportamentos do homem em função da mulher, a contraposição e identidade entre a mãe e a mulher, o desejo e o desejo de morte, sobre essa imperceptível fração de segundo em que um indivíduo age e, agindo, transforma o ato desejado num ato outro, que o nega.Os esquizofrênicos e suas famílias mantêm o mito e o credo de uma harmonia inabalável na família, que tem prioridade sobre tudo. Eles se comportam como se toda motivação que contraria a autonomia da criança fosse qualificada de "boa", independente de sua idade; e todo pensamento ou ação autônoma seria "mau". Essa família que é uma pseudofamília, onde ninguém fez sua individuação, vive num estado de reciprocidade sem identidade e consideram a ordem e a limpeza como valores supremos; sua casa é uma fortaleza: ninguém tem o direito de atacá-la (lembram do desespero de Norman quando qualquer um se aproximava da casa). Todos esses conceitos são tão importantes que a casa da família Bates transformou-se no símbolo do filme e também inspirou outras obras de suspense de diretores vindos depois de Hitchcock.
 Resta, deste tipo de relacionamento a submissão; a revolta final é a loucura. Norman Bates é o personagem anormal e patológico do filme, as suas motivações acabam por lhe conferir um grau de humanidade, a um ponto que é o comportamento normal e humano de Marion (Janet Leigh) que se transforma no elemento perturbador que se vem instalar na paz familiar dos Bates, desencadeando o ciúme e a ira da mãe, e o desejo de Norman que Hitchcock, de forma magistral, distingue e identifica. A mãe morta e embalsamada é mantida viva pelo desdobramento da personalidade do filho privado, que se  traveste, retirando-a da sua "vida" embalsamada para uma vida real e concreta. Essa genialidade de Alfred é algo sinistramente encantador, concordam?
Nosso Anthony Perkins na personalidade da mãe de Norman, acompanhada pelo monólogo interior, explicativo para o filho, que constitui um dos momentos mais terríveis da história do cinema.Os discursos eruditos sobre a loucura descrevem o louco não só como um frustrado do tipo pessoal, normal, equilibrado e correto, mas deixam também outra possível explicação, que louco é fundamentalmente um frustrado da espécie, razão pela qual uma imagem de "monstro" paira no discurso psiquiátrico. Essa imagem, com a alteridade radical que supõe, tende a excluir o louco da comunidade humana. Seria a loucura é um ritual de rebelião? O psicótico não é nunca um revolucionário, é um revoltado que não consegue expressar sua revolta. A expressão dessa revolta na forma de psicodrama o dispensa de realizá-la.A loucura, com efeito, é menos uma fatalidade ou uma maldição do que uma companheira que nos indica os limites de nossa liberdade.Uma variedade infinita das situações humanas, onde todos podem, um dia, experimentar essa sensação de inquietude estranheza de exílio interior, de desmoronamento psíquico, que anuncia um naufrágio interior. Cabe a nós estarmos atentos aos nossos pensamentos para detectarmos nosso Bates interior. Ou não...