20 de ago de 2012

Acorda Alice!

                                                                               
Quando criança sempre tive uma pulguinha atrás da orelha referente aos contos de fadas. Vivia enchendo minha mãe com perguntas e quando suas respostas não "sanavam" minhas interrogações, fazia meu clássico biquinho da dúvida,rs.

O que são - Contos de Fadas?
Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta cuja história se reproduz a partir de um motivo principal e transmite conhecimento e valores culturais de geração para geração, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Nos contos, que muitas vezes começam pelo "Era uma vez", para salientar que os temas não se referem apenas ao presente tempo e espaço, o leitor encontra personagens e situações que fazem parte do seu cotidiano e do seu universo individual, com conflitos, medos e sonhos. A rivalidade de gerações, a convivência de crianças e adultos, as etapas da vida (nascimento, amadurecimento, velhice e morte), bem como sentimentos que fazem parte de cada um (amor, ódio, inveja e amizade) são apresentados para oferecer uma explicação do mundo que nos rodeia e nos permite criar formas de lidar com isso.

Entre os grandes autores, além do irmãos Grimm, encontram-se o francês Charles Perrault, que deu vida à Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, Pequeno Polegar e Gato de Botas; Andersen, que nos presenteou com a história do Patinho Feio; Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuvee com a Bela e a Fera e Charles Dickens, com o Conto de Natal e a história de Oliver Twist. No Brasil, a maior conquista foi Monteiro Lobato, cuja a obra ainda hoje serve de base ao início literário de muitas crianças.
Caracteristicamente os contos envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera".



Mensagens Subliminares e a Psicologia nos Contos de Fadas 
Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pela porção do processamento dos sentidos humanos que está em estado de alerta. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente. Importante destacar que existem mensagens que estão abaixo da capacidade de detecção humana - essas mensagens são imperceptíveis, não devendo ser consideradas como subliminares. Toda mensagem subliminar pode ser dividida em duas características básicas, o seu grau de percepção e de persuasão.
 Ao longo dos últimos 100 anos, os contos de fadas e seu significado oculto têm sido objeto da análise dos seguidores de diversas correntes da psicologia. Sheldon Cashdan,por exemplo, sugere que os contos seriam "psicodramas da infância" espelhando "lutas reais".

Já os jungianos, vêem nas personagens dos contos "figuras arquetípicas", que, segundo Franz, "à primeira vista, não têm nada a ver com os seres comuns ou com os caracteres descritos pela Psicologia".
 Pelo seu núcleo problemático ser existencial, os contos de fadas podem também ser encarados como "uma jornada em quatro etapas", sendo cada etapa da jornada uma estação no caminho da autodescoberta.
Travessia - "leva o herói ou heroína a uma terra diferente, marcada por acontecimentos mágicos e criaturas estranhas". 
Encontro -"com uma presença diabólica –uma madrasta malévola, um ogro assassino, um mago ameaçador ou outra figura com características de feiticeiro."
Conquista - "o herói ou heroína mergulha numa luta de vida ou morte com a bruxa, que leva inevitavelmente à morte desta última".
Celebração - "um casamento de gala ou uma reunião de família, em que a vitória sobre a bruxa é enaltecida e todos vivem felizes para sempre".


Dissecando Alice in Wonderland
Publicada em 1865, as aventuras de Alice são uma história sem "moral da história", com referências a drogas, delírios e críticas políticas. O nome da protagonista foi escolhido como uma homenagem à garotinha Alice Liddel Carroll(amiga do autor Lewis Carroll) O livro nasceu quase na marra. Após, contar a historia, que inventara na hora, para Alice e as duas irmãs da menina Carroll foi convencido a colocar tudo no papel. Anarquistas graças a Deus: O coelhinho atrasadinho e que está sempre estressado é interpretado como uma crítica do autor à repressora sociedade inglesa da época. Ironicamente, é ele quem atrai Alice para um mundo mágico sem nexo em que há "liberdade" para os individuos interferirem nos rumos da sociedade.

E a Lagartona? Ela fuma um baita Narguilé(no Brasil em 2014 terá seu uso proibido- Segundo Anvisa os cigarros/fumos com "sabor-flavorizado" induzem crianças ao vício) Ela filosofa, "viaja" e até hoje isso tudo que ela fez é associado ao consumo do ópio.Droga, que atualmente é ilegal, tinha uso medicinal na época da publicação do livro em 1865. E o cogumelo? Lagarta doidona explica que comer do cogumelo em que está sentada poderá fazer Alice crescer. Há quem veja nisso uma clara referência aos cogumelos alucinógenos.Para muitos Lewis Carroll escrevia sob efeito de drogas. O sorriso do gatão delirante é resultado das enxaquecas do autor Lewis Carroll, que relatou vários episódios de alucinação em seus diários. Alice acaba conhecendo Chapeleiro Maluco em um cha inglês(tradicional in England) Na época em que a história foi escrita, muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercúrio usado na confecção dos chapéus. O Dodô, ave extinta no século 17, é interpretado como uma caricatura do próprio Lewis Carroll, cujo nome era Charles Dodgson. Para variar, o autor aproveitou o personagem para dar suas alfinetadas. O dodô organiza uam corrida sem rumo, que não chega a lugar nenhum, como nas reuniões políticas da época(ou em nossa atualidade - Nossas CPIs, Mensalão,Mensalinhos)Já a  Rainha de Copas é outra caricatura da sociedade da época, mais precisamente da rainha Vitória: Apesar de sua importancia no reino inglês, sua autoridade não valia nada. No País das Maravilhas o bordão: "cortem as cabeças" da Rainha de Copas, nunca é comprido de fato.
Alice In Wonderland é ou não um flme muito além do espelho?

8 comentários:

  1. Karla,
    Bom dia!

    Tudo bem?
    Quando puder (no Posted In)mude o endereço do meu blog
    http://www.cinefilosunivos.blogspot.com.br

    bjs

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  2. Eu acho que li este post no blog da Pati, rs!

    Amo Alice! =D

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  3. Dan ganas de volver a ver la película de "Alicia en el país de las maravillas". Deja muchas reflexiones.
    Saludos
    David
    http://observandocine.com/

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  4. Karla ,
    thaaaankx!

    Rodrigo,
    Muitas vezes coloco os mesmos posts lá e aqui,rs.
    Devido o grupo de blogueiras ser maior por aqui abrangência é mais completinha :)

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  5. David,
    Agradezco los comentarios.
    Vuelve a menudo.
    besos

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  6. Ainda não li o livro "Alice no País das Maravilhas", apenas o "Alice no País dos Espelhos", que acredito que tenha menos simbolismos do que o primeiro, mas ainda podemos ver nele alegorias da sociedade da época e dos próprios dilemas da infância. Acredito que ambas as obras mereceriam ganhar um filme individual, uma produção mais séria e menos infantil que explorasse abertamente estes aspectos. Antes do Tim Burton ter comprado os direitos para readaptar o livro (que resultou naquele enorme equívoco cinematográfico), o Marilyn Manson (pois é, acredite) queria adaptar um livro, tento imaginar o que sairia de tal adaptação...

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/08/monty-python-em-busca-do-calice-sagrado.html

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  7. Vamos combinar, né!? Lewis Carroll era doidão!!!! Sem sombra de dúvidas... eu adoooooooooro Alice no país das maravilhas!

    bjks

    http://umaseoutrasjoicy.blogspot.com.br/

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