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1 de mar. de 2013

Se7en

Já dizia, Ernest Hemingway: "O mundo é um local bom, pelo qual vale a pena lutar". Concordo, com a segunda parte.Afinal, o que é céu e inferno? O que é pecado? 
Sou fã da frase: "O inferno está vazio e todos os demonios estão aqui". A Tempestade - Shakespeare. 
É conflitante pensar em outro humano(seja Padre, Pastor,Ministro...) absolvendo nossos 'pecados', não é?
O filme Seven, de Fincher é um soco na alma e ao mesmo tempo uma série de possibilidades interpretativas.Fincher assumiu as funções de diretor dando ao filme características singulares. Com um trabalho aclamado no que diz respeito à conjugação dos vários elementos essenciais ao sucesso do filme, luz, som, tipografia entre outros.A luz trabalhada de forma exemplar sendo através da mesma que o artista identifica o protagonismo a dar às várias personagens.Fincher e seus vários planos também marcam a assinatura do filme.O som e tipografia foram duas características analisadas em aula através da visualização do trailer do filme onde mais uma vez trabalho de Fincher é agradado pelos críticos e público.
Agora, vamos entender um pouquinho essa miscelânea sobre pecados, DEUS, Mandamentos de Moisés, Fé e etc.  
No filme, temos Brad Pitt e Morgan Freeman como detetives. Morgan(Sommerset) prestes a se aposentar e Brad Pitt(recem promovido) ávido por solucionar casos tendo como pano de fundo sua paixão e emoções à flor da pele. Em meio ao cenário urbano, macabro e noturno(gosto dessas locações) os dois saem a caça de da compreensão da mente 'doentia' de John Doe(Kevin Spacey- o 'ator' original seria o vocalista do REM).  
Para isso os detetives precisam ter uma 'aula' sobre fé e pecados. 

Afinal, o que é DEUS?
Ao longo da história da humanidade a idéia ou compreensão de Deus assumiu várias concepções em todas sociedades e grupos já existentes, desde as primitivas formas pré-clássicas das crenças provenientes das tribos da Antiguidade até os dogmas das modernas religiões da civilização atual.Deus muitas vezes é expressado como o criador e Senhor do universo.
O que são os 10 Mandamentos?
Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei). As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34:1, Deus teve de escrever outras. De acordo com o livro bíblico de Êxodo, Moisés conduziu os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessando o Mar Vermelho dirigindo-se ao Monte Horeb, na Península do Sinai. No sopé do Monte Sinai, Moisés ao receber as duas "Tábuas da Lei" contendo os Dez Mandamentos de Deus, estabeleceu solenemente um Pacto (ou Aliança) entre YHWH (ou JHVH) e povo de Israel.
Quais são os 7 Pecados Capitais?
Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.
Paralelo, a toda essa pesquisa sobre fé, tenho meu humilde pensamento que expressa a seguinte opinião: sou uma cientista que acredita em DEUS. Tivemos o Big Bang( teoria sobre o desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente) e o período anterior ao Big Bang?
A frase do físico Clerk Maxwell: "Somente um principiante que não sabe nada sobre ciência diria que a ciência descarta a fé. Se você realmente estudar a ciência, ela certamente o levará para mais perto de Deus." Resume um pouco o meu pensamento.
Voltando ao filme, temos uma frase muito instigante da obra Divina Comédia dita por Sommerset(Morgan Freeman) "É longo e difícil o caminho que do Inferno leva à luz". 
O Inferno é a primeira parte da Divina Comédia, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Nessa parte, Dante Alighieri relata a odisseia pelo mundo subterrâneo para onde se dirigem após a morte, segundo a crença cristã, aqueles que pecaram e não se arrependeram em vida. A viagem, composta por 4720 versos rimados em tercetos, é realizada pelo próprio Dante guiado pelo espírito de Virgílio - famoso poeta romano dos tempos de Júlio César. 
No filme, temos um psicopata brilhantemente feito por Kevin Spacey, que remete seus crimes como uma obra divina, um ato de pregação seguido de punições. Longe, de ser um Padre, Pastor ou Ministro do Bem(esses em 'teoria' serviriam à Deus) John Doe, serve a ele mesmo praticando a contrição forçada onde seus 'pecadores': um obeso, um advogado pederasta, uma prostituta, um preguiçoso, uma modelo viciada em plásticas e outros dois que fecham o filme, não se arrependem por terem fé e sim por medo da morte imposta por ele.
Muitas vezes, o íntimo de cada humano clama por tragédias.Por exemplo, em caso de estupro nunca deve-se gritar "socorrro" e sim "Fogo", só assim alguém irá aparecer para ver qual desgraça esta por vir. Deprimente, não é?

Nosso John Doe, teve prazer em torturar sua vítimas em nome da boa Obra de Deus. Ele não praticou o martírio. O que faz dele um Psicopata em potencial. 
Por outro lado, o que me deixa assustada são os ditos 'Religiosos', como Padres, Pastores, MInistros que fazem tudo em nome de DEUS: matam, roubam, praticam pedofilia..
Seriam,psicopatas,sociopatas, louco...?
Como disse John Doe: " É confortável para você, me rotular como louco". Vivemos um pecado mortal em cada esquina e toleramos.Porque é trivial."
Mills(Brad Pitt) Responde:" Você não é o Messias. No máximo a notícia da semana ou uma camiseta". Essa prática de assassinatos como sermões é complexa e ao mesmo tempo digna de se estudar e investigar. Como disse Sommerset(Morgan Freeman) "Em tempos como esses acolher a apatia como virtude é a única saída."

Concordo, com ele.Algumas pessoas em nosso mundo quase 'moderno' e mega globalizado 'não necessita' de civis bancando os hérois. Alguns só querem comer, trabalhar, amar, assistir TV, ler, ver filmes e jogar na Loto.Algumas pessoas simplesmente, não ligam. E o nascimento de um psicopata muitas vezes é resultado de uma série de negações das pessoas, referente ao seu modo de proceder(no caso deste filme- foi a crença de John)pessoas morrendo em nome de 'DEUS'. Já dizia, Carl Sagan:"Queremos buscar a verdade, não importa aonde ela nos leve. Mas para encontrá-la, precisaremos tanto de imaginação quanto de ceticismo. Não teremos medo de fazer especulações, mas teremos o cuidado de distinguir a especulação do fato".Não creio nas religiões criadas pelos homens. Simplesmente, porquê somos falhos/imperfeitos, somos o bem/mal e muitas vezes indignos de dizer o que está certo ou errado. O cristianismo utilizado como doutrina nunca deveria ser encarado como religião. Enfim, é muito nocivo um ser humano fazer o que quiser levando em conta: Tudo em nome de DEUS! Se quiser cometer algum 'pecado', matar, morrer...Faça e assuma. Prefiro crer no Big Bang e no período anterior ao fenômeno(este período seria DEUS? uma força  misteriosa Transcedental? um vazio?) Só sei que muitos físicos ainda não possuem uma assertiva referente a existência de um criador. O Físico Hawking em seu novo livro:
"O Grande Projeto" explica as teorias científicas recentes sobre o surgimento do universo para o leitor comum.Em coautoria com Leonard Mlodinow, Hawking apresenta o que há de mais novo na física moderna.Basicamente são novas propostas para cobrir as lacunas da teoria quântica, colocando um fim no grande mistério da origem do universo, do ponto de vista científico.
 "Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequa¬do à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação."
Longe de ser uma resposta definitiva a todas as questões existenciais da humanidade, "O Grande Projeto" introduz um avanço em nossas dúvidas.
 Voltando ao nosso filme,não esconda o que realmente quer, pensa ou faz atrás das Religiões(seja ela qual for) ah! Ainda em tempo tenho profundo respeito por toda e qualquer crença, ok?
Se7en, um filme que todos deveriam conhecer.

  

  
     

6 de ago. de 2012

Milk : Voz da Igualdade

Harvey Bernard Milk Nascido em 22 de Maio de 1930. Vivendo até  27 de Novembro de 1978. Foi um político e ativista gay norte americano. Foi o primeiro homem abertamente gay a ser eleito a um cargo público na Califórnia, como supervisor da cidade de São Francisco. A política e o ativismo gay não foram os primeiros interesses de Milk; ele não sentia necessidade de ser aberto quanto à sua homossexualidade ou participar de causas civis até por volta dos 40 anos, depois de suas experiências com a contracultura dos anos 1960. Milk mudou-se de Nova Iorque para fixar residência em São Francisco em 1972, em meio a uma migração de homens homossexuais que se deslocam para o Castro na década de 1970. Ele tirou vantagem do crescente poder político e econômico do bairro para promover seus interesses, e candidatou-se sem sucesso três vezes para cargos políticos. Suas campanhas teatrais deram-lhe crescente popularidade, e Milk obteve um assento como supervisor da cidade em 1977, como resultado das mudanças sociais mais amplas que a cidade estava enfrentando.

Milk exerceu o mandato por 11 meses e foi responsável pela aprovação de uma rigorosa lei sobre direitos gays para a cidade. Em 27 de novembro de 1978, Milk e o prefeito George Moskone foram assassinados por Dan White, outro supervisor da cidade, que tinha recentemente renunciado, mas desejava seu posto de volta. Conflitos entre as tendências liberais que foram responsáveis pela eleição de Milk e a resistência conservadora a essas mudanças foram evidentes nos acontecimentos seguintes aos assassinatos.

Apesar da sua curta carreira na política, Milk se tornou um ícone em São Francisco e "um mártir dos direitos gays", de acordo com o professor da Universidade de São Francisco Peter Novak.. Em 2002, Milk foi chamado de "o mais famoso e mais significativo político abertamente LGBT já eleito nos Estados Unidos".Anne Kronenberg, a sua última gerente de campanha, escreveu sobre ele: "O que diferenciava Harvey de você ou de mim era que ele foi um visionário. Ele imaginou um mundo virtuoso dentro de sua cabeça e, em seguida, ele tomou providências para criá-lo de verdade, para todos nós. "

Existem várias obras em homenagem a Milk, dentre as quais um documentário de 1984 premiado com o oscar. Em 2008 foi lançado o filme Milk, contando a trajetória de Harvey, da chegada a São Francisco à sua morte. Dirigido por Gus Van Sant, com Sean Penn no papel de Milk, recebeu oito indicações para o Oscar, das quais venceu na categoria melhor ator e melhor roteiro original.


Sinopse do filme:
Início dos anos 70. Harvey Milk (Sean Penn) é um nova-iorquino que, para mudar de vida, decidiu morar com seu namorado Scott (James Franco) em San Francisco, onde abriram uma pequena loja de revelação fotográfica. Disposto a enfrentar a violência e o preconceito da época, Milk busca direitos iguais e oportunidades para todos, sem discriminação sexual. Com a colaboração de amigos e voluntários (não necessariamente homossexuais), Milk entra numa intensa batalha política e consegue ser eleito para o Quadro de Supervisor da cidade de San Francisco em 1977, tornando-se o primeiro gay assumido a alcançar um cargo público de importância nos Estados Unidos.

Mas, o que é igualdade?
Igualdade qualidade do que e igual, completa semelhança, paridade, identidade, organização social onde existem iguais direitos e oportunidades para qualquer classe, relação existente entre duas entidades sempre que as propriedades verificadas por uma sejam veificadas por outra.

A Igualdade de Gêneros assenta no pressuposto que todos os seres humanos são livres para fazerem escolhas e desenvolver as suas capacidades pessoais, sem as limitações estabelecidas pelos papéis de gênero socialmente estereotipados.

Desta forma, os diferentes comportamentos, objetivos e necessidades de mulheres e homens devem ser considerados e, igualmente valorizados.

O que é homofobia?
homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos.

Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual. O termo homofobia foi empregado inicialmente em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional do homossexualismo, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito.

LGBTT?
A sigla LGBTT representa o movimento social formado por ativistas vindos das comunidades de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis. Para compreender as lutas dos LGBTT, é preciso ter em mente que comunidade e movimento são coisas distintas: o movimento reúne militantes e ativistas que se organizam em favor de uma causa. A comunidade LGBTT é muito maior que o movimento e não necessariamente estão juntos; são cidadãos e cidadãs de diferentes classes, grupos, etnias e gerações; essa comunidade existe enquanto nicho de mercado, os quais não formam um corpo social para além da lógica de mercado.

Desde o início da década de 1980 no Brasil, com a epidemia da AIDS, governo e movimentos se uniram para combater a doença por meio de políticas de prevenção. Tornou-se uma relação em que governo entrava com o financiamento de projetos e os movimentos entravam com ativistas para desenvolver tais projetos, o que segue acontecendo até hoje.

Parada Gay?
A Parada do Orgulho LGBT teve como modelo as paradas cívicas feitas nos EUA em comemoração ao Dia da Independência dos EUA, 4 de Julho. Devido à tradição secular desse evento, o movimento LGBT de Nova York, em protesto contra a homofobia, copiou esse modelo em 1970 e deu um significado político a essa forma de manifestação social. Escolheram como data para essa manifestação política o dia 28 de Junho, em memória ao enfrentamento das travestis, das  lésbicas e dos gays contra a polícia em um bar chamado StoneWall In.

O pensamento arcaico resultando em atitudes ignorantes e violentas não fazem parte de uma sociedade evoluída. Muitos LGBTTs (não gosto de siglas/ diferenciações/gêneros) Heterossexual de um lado Homossexuais ou Lésbicas de outro. Enfim, muitos que fazem parte desse "grupo"; já sofrem em tentar explicar seus sentimentos para familiares, sofrem para entender/compreender o amor pelo mesmo sexo e quando saem para o 'mundo' enfrentam o preconceito no emprego, com outros colegas, na escola, faculdade, comércio...sociedade em geral. O amor pelo mesmo sexo é errado? Quem te disse que amor/casamento/sexo só pode acontecer entre homem e mulher? Qual a certeza antropológica disso? Sociedade patriarcal, católica, protestante, evangélica, ateu... é um bom parâmetro para dizer o que é certo ou errado em minha(ou sua) vida? Até que ponto a curiosidade é confundida com verdadeiro sentimento pelo mesmo sexo?

Saiba um pouquinho sobre antropologia e homossexualidade no link: Estudando o Homem

Mais uma vez o preconceito impera(não é atoa que somos o sexto no ranking neste quesito) essa idéia retrógrada  que todo LGBTTs é promíscuo, malandro, ladrão, vagabundo, desempregado...É uma limitação absurda da inteligência. Sei que só usamos 10% da nossa massa 'pensante'; e o resultado negativo nisso tudo é que muito intelectuais adotam comportamentos violentos contra LGBTTs.  Quer dizer que um heterossexual não pode ser ladrão, com toda certeza não trai seu companheiro(a), o lado negro(ou B) da mente de um ser humano é sempre mais podre quando ele é gay?

Os gays não podem ser inteligentes, fiéis ao seu companheiro(a), trabalhar honestamente e ainda criar filhos? Essa generalização sobre o mundo LGBTTs(muitas vezes criada pela sociedade, filmes e até satirizações em comic TV shows) deveria no mínimo ser compreendida como ficção. Nem tudo que você lê, vê na TV ou até em pequenos grupos em algumas 'boates' é o retrato FIEL do cotidiano de um gay/lésbica entre outros.
O respeito, inteligência, conhecimento, compreensão é algo quase em extinção quando o assunto é : humanos que amam humanos do mesmo sexo.

Até os animais que se relacionam com o mesmo gênero conseguem viver em harmonia.
Já nós humanos...

Pergunta que fica é: Até quando esse 'atraso' do comportamento humano refletirá em mortes, suicídios e assédios psicológicos/morais?


23 de jul. de 2012

FrogStorm : Magnólia


Este texto contém SPOILERS.

Magnólia, o filme: angústia, mágoas,saudades... Um único dia da vida de vários personagens, é mostrado durante o filme cujas histórias se interligam a todo instante.Temos Earl Partridge (Jason Robards), um sexagenário produtor de televisão, que está em seu leito de morte, aguardando o câncer encerrar o trabalho. Casado com Linda (Julianne Moore, em um de seus vários filmes de 1999), uma mulher muitos anos mais jovem, que aceitou o casamento unicamente pelo dinheiro, mas que, naquelas horas finais, descobre que o ama. Earl tem ao seu lado o enfermeiro Phil Parma (Philip Seymour Hoffman), uma boa pessoa, que sensibiliza com os problemas de seu paciente, e luta para colocá-lo ao lado de seu filho, Frank Mackey (Tom Cruise), antes do evento trágico. Este, por sua vez, é uma espécie de guru da sexualidade(Hitch conselheiro amoroso), que ensina aos homens a 'tarefa' de seduzir e conquistar as mulheres. Paralelamente, Jimmy Gator (Philip Baker Hall) é um âncora de um programa tipo O Céu É O Limite, produzido por Earl, e que é exibido há mais de 30 anos. Ele também está combalido pelo câncer, e com pouco tempo de vida. Do ponto de vista pessoal, Jimmy tem problemas de relacionamento com sua filha Claudia (Melora Walters), rebelde, viciada em drogas pesadas, e que se entrega ao sexo com estranhos. Ela encontra no policial de rua, Jim Kurring (John C. Reilly), uma chance de estruturar novamente sua vida. Do ponto de vista profissional, Jimmy, pressionado pelo câncer e pela ausência de diálogo com a filha, começa a ter dificuldades de comandar o espetáculo televisivo, respondendo de antemão as perguntas que ele mesmo elaborou para seus candidatos. Um deles é o garoto Stanley  Spector (Jeremy Blackman), um gênio de conhecimentos gerais, que está prestes a bater o recorde do programa e, por isso, receber um boa quantia em dinheiro como prêmio, sobre o qual seu pai não vê a hora de colocar as mãos. Enquanto isso, Donnie Smith (William H. Macy), famoso por ter sido, no passado, o detentor deste recorde, atualmente é um quarentão fracassado, lutando para manter-se no emprego de favor, e tentando conquistar um jovem barman.Esse emaranhado culmina com a seguinte frase: "ficar encarando o passado é não progredir, a coisa mais inútil é o que está atrás de mim!”.
Talvez Magnólia, fale somente do Passado...Violências cometidas por pais contra seus filhos gerando adultos perdidos, desesperançados, despedaçados. Esse é o denominador comum. E quem faz a denúncia no filme são, justamente, os garotos inteligentes do programa de Jimmy Gator. Um deles foi, no passado, um dos meninos geniais a se apresentar e ganhar fama no Quiz Kid. No presente, tornou-se, um adulto confuso... Já o menino(atual) implora para que a vida não lhe seja tirada. Numa cena do filme, ele é pressionado para que responda às perguntas feitas por um Jimmy Gator já cansado de tanta mesmice. O menino, corajosamente, diz: Não Mais! Com as calças molhadas do xixi que foi impedido de fazer(o show tem que continuar) Ele enfrenta a obsessão do pai que quer transformá-lo em astro mirim(nova Maísa do SBT), seria os pecados dos pais recaindo sobre os filhos?  Ufa!!! Well, nem tudo é escuridão em Magnólia. Existem os personagens "bonzinhos"; aqueles que escutam, não julgam, não interpretam, com conselhos acolhedores. O policial bacaninha que num encontro inusitado com a mulher violentada na infância pelo pai, apaixona-se e propõe aceitá-la como ela é.Temos também o enfermeiro que se dedica de corpo e alma ao pai de Frank Mackey, disposto a sofrer pela dor alheia sem nada pedir em troca.  E o menino rapper, o tal 'profeta'  que salva a nova mulher do pai de Frank Mackey, que tenta se matar. Mas o que vale a pipoca em Magnólia é a: FROG RAIN(Frogstorm) chuva de sapos, referência explícita ao versículo de Êxodo 8:2(número que aparece várias vezes no decorrer do filme). Essa força 'da natureza', igualando a todos. Depois da chuva, muitos mostram seus arrependimentos e disposições em perdoar. “Pai”, pede o pequeno gênio do programa de TV, “você precisa ser mais legal comigo”. Magnólia é um filme difícil de teclar, compreender, sentir... Certamente merece e deve ser visto mais de uma vez, até mesmo para degustar todos os detalhes de suas várias histórias.Vale uma atenção especial aos primeiros quinze minutos do filme(efeitos gráficos MARAVILHOSOS) O filme consegue deixar algumas dúvidas, reflexões...Culpas, arrependimentos, saudades, corrosão da alma, suicídio consciente... Enfim, o personagem de Jason Robards é o símbolo desta mensagem. É dela uma das melhores frases do filme: “A vida não é curta. Ao contrário, a vida é muito longa”
Concordo com ele!                     
Trilha que mais amo- Wise Up
Frog Rain

9 de jul. de 2012

Javier Bardem em Biutiful !

Minha primeira vez com Javier Bardem foi Vicky, Cristina e Barcelona (com maravilhosas Penélope Cruz e Scarlett Johanson) depois Onde os Fracos não tem vez, Comer -Rezar -Amar e Biutiful.

Cada vez que assisto BIUTIFUL tenho um novo olhar sobre essa película.
Um drama familiar que envolve, emociona e faz pensar.
Um filme que narra o amor de um pai por seus filhos? Crise existencial? Um emaranhado entre crise social , política e financeira na Espanha?
Ou essa minha fixação por Javier Bardem...me deixa cega, surda e louca? rs.
Na realidade o filme é muito mais que isso. 


Sinopse
Uma mão diminuta mexe em um anel que ocupa todo o dedo mínimo da mão de um homem. A voz de uma menina pergunta para aquele homem se o anel é de verdade, e ele responde que sim, que a joia foi um presente do pai para a mãe dele. Ela pergunta porque ele está com o anel, e ele responde que é porque o avô da menina deu a joia para a mãe dele antes de sair da Espanha. Depois disso, a mãe dele, que estava grávida, nunca mais teria visto o marido. A menina então pede para colocar o anel no dedo, e ele deixa, antes dela comentar que a mãe sempre usava o objeto no dedo anelar e que afirmava que a joia era de mentira. Corta. Em um bosque cheio de neve, uma coruja aparece estirada sobre o cenário branco. A voz de Uxbal (Javier Bardem) segue contando para a filha, Ana (Hanaa Bouchaib), que a mãe da garota nunca ouviu aquele som, o de mar. Depois destas cenas, passamos a acompanhar a vida de Uxbal e a sua luta para criar Ana e Mateo (Guillermo Estrella), os filhos que ele teve com a instável Marambra (Maricel Álvarez). Faz parte do cotidiano de Uxbal, além da educação e da busca do sustento dos filhos, negociações com imigrantes ilegais e policiais. Ele é importante em sua comunidade de classe operária de Barcelona, onde a história se passa. Uxbal resolve os problemas das pessoas e tenta solucionar os seus(ref familiar ao seu pai, irmão e esposa) o perdão está aí para redimir a todos nós, mas nem por isso é de se bater palma para o que assistimos no filme. A busca pelo caminho do bem é cotidiana, e sempre que nos afastamos dele, nos aproximamos mais das sombras que tanto pertubavam Uxbal. Nada escapa da lógica da vida e da morte. E ainda assim, sempre há reencontros e a possibilidade da redenção. Por isso, mesmo com toda a imperfeição retratada pelo filme – e a convicção errada plasmada na palavra Biutiful -, existe sim beleza e esperança.  

Alejandro González Iñarritu, que realizou filmes como "Babel", exigiu que Javier passasse mais de cinco meses na pele de Uxbal.


Gostaria de dissecar um pouco mais o filme.Alguém pode me perguntar: “Mas e aí, na Espanha as coisas são do jeito que Biutiful mostra? Geralmente, em alguns filmes, reportagens, entre outros vemos o lado "BEAUTIFUL", do exterior e até do nosso país. O que acho bacana nesses filmes é o lado B dos suburbios mostrado 'levemente' de um jeito marcante. Muitos insistem em "meter o pau" no exterior e acabam esquecendo do preconceito 'mascarado' que também temos em nosso país. Se na Espanha descem o 'sarrafo' nos imigrantes 'ilegais'(ref. emprego) o que é feito no Brasil? Aqui o 'sarrafo' no que refere-se a oportunidades profissionais é acompanhado de um belissimo sorriso amarelo, beijo na frente, vômito por trás e um faraônico: NÃO! Somos o sexto colocado no quesito preconceito/falta de oportunidades. Governo e bôa parte dos empresários brasileiros não me venham com o velho slogan: temos muitas oportunidade em aberto/ o que falta é profissional adequado/ salários variam entre mínimo e 2 mil...blá blá blá(conversa prá boi dormir é pouco..) Anyway, isso é assunto para outro post. Voltando ao filme: Chineses e africanos são explorados sem dó nem piedade? Os policiais são corruptos? Existe uma máfia que se beneficia dos 'imigrantes ilegais'? Sim, há redes de exploração de imigrantes. Eles ocupam sempre os espaços marginais em cidades como Madrid. Estão lá, vendendo DVDs com filmes pirata, ocupam ruas e lojas em que comercializam os mais diferentes produtos “alternativos”. Os espanhóis vão lá, compram estes produtos, mas deixam claro que aquelas pessoas são “invasores”. Mais ou menos como no Brasil(Centro de São Paulo, Av Paulista/Arredores, Extremo Zona Sul, Leste etc) Temos exemplo do Kassab "limpando" nossas ruas das barracas 'ilegais' e até legalizadas. Já em Buenos Aires "barracas de rua" são fundamentais para os argentinos. Seria questão cultural? Social? ou uma leve 'pincelada' de apoio político/financeiro para crescimento da própria classe D/C (PIB)?
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Atualmente, o clima entre“nativos” e os imigrantes ilegais não deve ser diferente. Com um nível de desemprego maior e pouca oportunidade de trabalho, imagino que o clima piorou.
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Dizem que nas ruas de Madrid, à noite, as pessoas costumam recorrer aos “chinos” (como são chamados os chineses) para comer após saírem de festa. Nesta hora, os “chinos” são bacanas né?
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Assim como os africanos que vendem guarda-chuvas nas ruas quando o clima está castigando os desprevenidos. Mas no restante do tempo, para os espanhóis e acredito que franceses, e outras nacionalidades se veem “invadidas” pelos ilegais , essas pessoas são indesejáveis.
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Lamentável o conflito cotidiano entre as pessoas que se sentem donas de uma terra e de uma realidade e aquelas que tiveram que deixar os seus países, suas famílias e raízes para buscar uma melhor oportunidade de vida.Mais um filme meio “existencialista”, meio sociológico, que aborda temas importantes sobre a realidade conflitante de grandes cidades/países.
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Na verdade, o que Biutiful mostra sobre imigrantes ilegais, corrupção policial e explorações desta realidade ocorre em outras partes da Europa, incluindo Madrid, Paris e etc etc etc. Ah! Muitas vezes em 'nosso' Brasil alguns estrangeiros são tratados como convidados de honra já o próprio povo é marginalizado e tratado como lixo- Nosso slogan deveria ser: "Um país de 'todos'(no quesito impostos) na realidade no 'desfrute' um país para poucos!"
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Em BIUTIFUL é interessante também a “homenagem” que o diretor faz aos antepassados e a esta linha amorosa que une distintas gerações de uma família.Resumindo:
É o retrato de um homem que tenta fazer a coisa certa quando o mundo em torno dele parece todo errado.

 2013 Javier Bardem volta em The Counselor de Ridley Scott.

25 de jun. de 2012

Buraco no Espelho - Bicho de 7 Cabeças





"o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí

pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some

a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada"

Arnaldo Antunes




Seu Wilson e seu filho Neto possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais. Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai. A situação entre os dois atinge seu limite e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas.

Esse filme é muito especial pra mim. Não somente por retratar a dificuldade de relacionamento entre pai e filho e sim a coragem em retratar o caos que é o "tratamento psiquiatrico nos manicômios". Em uma cena o Doutor Sintra(Psiquiatra Resp.) recebe um telefonema que informa o possível cancelamento da verba para o Hospital. Caso ele não consiga mais internos. Logo, ele cita que buscará mais pacientes debaixo de algum viaduto da cidade.   

O equilíbrio mental dos pacientes não é prioridade e miseráveis podem ser trancafiados no hospício, o repasse do governo para clínicas abarrotadas é que não deve ser perdido.

Parece mesmo que “Bicho de Sete Cabeças”, dirigido por Laís Bodanzky,com roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos é um filme de valor social. Existem pessoas que acreditam que o filme foi um dos principais propulsores da implantação da Lei Paulo Delgado, que ainda assim teve sua cláusula essencial alterada, após 12 anos de sua elaboração( ou seja na realidade muito pouco mudou).

Eletroconvulsoterapia; medicamentos tranqüilizantes; injeções aplicadas grosseiramente; reclusão em locais exíguos, insalubres e fétidos ― procedimentos aplicados de modo desordenado, muito além dos 84 minutos muito bem filmados por Bodanzky. Neto (Rodrigo Santoro) é o típico louco “fabricado” pelos próprios métodos classificados como sanativos nos arredores da psiquiatria dos anos 1990 (Bodanzky quis alertar o espectador, situá-lo na atualidade), vista como uma inequívoca forma de política pelos mais analíticos.

O filme aborda questões sociais como os abusos sofridos pelos pacientes dos hospitais psiquiatricos cometidos pelos medicos e funcionários desses locais, a questão das drogas e a relação problemática entre pai e filho. Essas abordagens renderam críticas positivas sobre o filme e fizeram com que as pessoas repensassem antes de internar seus filhos em alguma instituição.

Carrano se refere às instituições como "chiqueiros psiquiátricos", e quando perguntado a ele se Bodanzki fizera uma adaptação fiel de seu texto, ele respondeu:
"Acho que o filme ficou na dosagem certa, embora não passe nem 10% do que nós pacientes psiquiátricos passamos dentro desses chiqueiros psiquiátricos, que ainda hoje são verdadeiras "casas de extermínio". Quando comparo essas instituições do terror com casas de extermínio, não é só pelo fato de 80% dos internos morrerem ou virarem moradores lá dentro, mas também pela prisão física e química às quais somos submetidos, ou seja, uma morte em vida que nos leva ao zumbinismo."
De acordo com o raciocínio do jornalista Luiz Carlos Maciel no jornal O Pasquim em janeiro de 1970, um ex-interno não é mais humano, como estabelece a moralidade vigente mais ou menos definitivamente. Com Neto não é diferente, apesar de sua repelência ter sido pouco abordada, mas pode ser ainda pior. Como louco fabricado, no domínio da doença adquirida e consequentemente punido pelo próprio psicológico, ele está impedido de adaptar-se à sociedade que voluntariamente se omite e acaba voltando ao pesadelo dos hospícios. É revoltante concluir que ele entrou normal e saiu perigosamente alterado. Foi “tratado” para ser um excluído.

Neto faz apelos constantes para sair do manicômio e são encarados como táticas de um "viciado" que pagaria qualquer preço para retornar ao convívio com as drogas, o que só faz com que se prolongue sua internação. Quando consegue sair, passa a conviver com o preconceito dos outros e tem dificuldades de readaptação que o levam a incorrer em novos erros e descaminhos, levando-o a nova internação.
Como escapar desse vai e vem?  O que nós podemos fazer?

Sensibilidade é uma das palavras essenciais nessa relação delicada. Compreensão e diálogo também fazem parte do caminho da recuperação. Neste caso a recuperação(ou inicio dela) seria a BOA relação entre pai e filho (lembrando que Neto não era um viciado convicto).


Este filme possui 2 vertentes ficção : drama familiar e documentário mostrando a dura e ainda presente realidade da situação manicomial.


Creio que o hospital psiquiátrico segue a seguinte porcentagem:  solitária, +camisa de força + eletrochoque + medicamentos = 90% do tratamento.  Extinção da exclusão + extinção do apagamento do sujeito + extinção do desprezo = 10%.


Tal porcentagem seria um 'legitimo' problema de saúde pública ou apenas minha doce utopia?

"Pai, as coisas são boas quando a gente esquece.
Mas, eu ainda não esqueci o que você fez comigo.
Lembra da frase que você disse:
Eu cheguei onde cheguei.
Quero ver onde você vai chegar?
Pois é Pai...cheguei aqui. Aqui é meu lugar.
Seu mundo aí é fora não é mais pra mim" 
Neto em sua carta ao Pai.
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17 de mai. de 2012

Sacolinhas Plásticas:SUC,POW,PLAFT!


Não é novo o fato de que as cidades produzem, diariamente, milhares de toneladas de lixo e que esse é um problema que vem se tornando cada vez maior. No entanto, estamos chegando a um ponto em que já não é mais possível prosseguir sem que medidas mais eficazes sejam tomadas. Os aterros já não conseguem absorver tanto lixo, e a degradação do meio ambiente está tomando proporções perigosas para nossa sobrevivência no planeta. Calma! O mundo não irá acabar em 2012, rs . O que provavelmente ocorrerá é a intensificação e massificação dos desastres naturais gerando um caos social. Um bom exemplo são as estações climáticas cada vez mais intensas.

Nossos rios e represas estão cada vez mais contaminados, ratos e insetos proliferam, as ruas estão sujas favorecendo todo o tipo de doenças. No Brasil, somente cerca de 11% do lixo é reciclado. Em latinhas somos pioneiros..Mas, e o restante? Com isso cerca de 400 milhões(anualmente)  jogados no LIXO(literalmente).O poder público precisa enxergar essa nova e rentável fatia de mercado ampliando, modernizando e reestruturando as cooperativas já existentes. De nada adianta reciclarmos se temos poucas Cooperativas atuando. Precisamos cobrar mais iniciativas, exigir mais cooperativas de reciclagem: Gerando lucro(exemplo:Empresas compram garrafa Pet para fazer Stands,Placas de Trânsito) com a falta de matéria prima - Acabam , importando dos 'vizinhos' Argentina,Chile...Olha, o nosso dinheiro indo embora! A sociedade também deve participar de forma efetiva reduzindo o consumo, reutilizando materiais e  reciclando.Lembrando, que se você não tem coletor de recicláveis em seu bairro(basta verificar Cooperativa mais próxima - Link abaixo) ou separar o lixo reciclável do orgânico e deixar na coleta comum(muitas vezes no Aterro – catadores[nossos anjos] recolhem e vendem) Outra dica quando for ao supermercado escolher produtos que venham com menos embalagens ou com embalagens mais resistentes e reutilizáveis. No momento da escolha de bens duráveis (fogão, móveis, eletrodomésticos) podemos optar por modelos de melhor qualidade, com garantia, que durem mais reduzindo a necessidade de comprá-los de novo em breve. 
Cidadão Consciente deve lutar por maiores melhorias em seu bairro, comunidade e cidade.
Agora, vamos falar um pouquinho das sacolinhas plásticas – Vilã ou Mocinha?

Vilã:
As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.
No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Não há dúvida: é muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel.
O ideal seria a troca, pura e simples, do material plástico(lembrando, que sacola oxibiodegradável dá na mesma ref poluição) por pano ou papel.

Mocinha:
A indústria do plástico publicou um informe nos jornais brasileiros:"O plástico faz parte da vida contemporânea, é 100% reciclável e está em milhares de produtos.Sem ele, não haveria computadores, seringas descartáveis, bolsas de soro e de sangue para salvar vidas. O plástico tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2, causador do efeito estufa.

Na verdade, sou favorável ao uso consciente de qualquer embalagem e uma conscientização séria sobre consumo e reciclagem. Lugar de lixo é no LIXO! Já vi de tudo em matéria de educação ambiental e cidadania. Simplesmente, não dá mais para ver sacolinhas plásticas entupindo bueiros, sendo utilizadas como 'saco de lixo'( o material do saco de lixo é mais apropriado para decomposição) sacolinhas sendo jogadas pela janela de SUV´s ou transporte público (culpado é o ‘estresse trânsito’- não cola né?) tenha um lixinho no carro e no ônibus quando não tiver cesto coloque na bolsa, bolso. Empresários e o Poder Estatal (antes de jogar a BOMBA no colo do consumidor) deveriam ter colocado a disposição (meses antes) algumas opções. Um bom exemplo é a volta do uso saco de papel reforçado - OAB de São Paulo já adotou em sua  CAASP.  Não é impossível!

É necessário por parte do governo e setor empresarial bom senso e programação para tais mudanças de comportamento. Lembram dos sacos de papel do JUMBO ELETRO?(Um grande hipermercado de São Paulo)  Hoje temos ecobags. Por falar em ecobags, sempre bom ler o local de procedência (algumas são fabricadas no Vietnã) resulta em trabalho escravo- Vide vídeo abaixo.

Novamente, quem pagará a conta? O cidadão. Uma mudança de atitude que brilhou em NY, Canadá e Inglaterra por aqui mal dirigida e com “jeitinho brasileiro” está sendo um PARTO (complicado e com contrações infinitas) Até quando?.

Sei que muitos brasileiros não gostam de falar sobre meio ambiente, alguns empresários, algumas ONGs, governo aproveitam a “ONDA VERDE” (tudo pelo planeta) para ganhar dinheiro. Mas, sei que ainda existem muitos que se importam que educam seus filhos de forma consciente, que cuidam do seu bairro, do seu lixo, do seu planeta- Somos interligados!

É preciso repensar o consumo, a reciclagem de lixo(gerando lucro) e o reuso de materiais.É preciso INVESTIR e AMPLIAR o serviço de COOPERATIVAS de RECICLAGEM para isso é preciso que a população RECICLE e o poder público/ privado invista em campanhas sérias de educação ambiental e trate de forma responsável os coletores e associações. 

Na verdade, é muito simples adotar ou “voltar” ao estilo de vida menos desgastante a si mesmo, ao próximo e ao ambiente. Basta sempre se informar mais, querer mais e lutar mais.  
“Conhecemos a grandeza de uma nação pelo modo como ela trata seus animais” 
- Gandhi


Complementando:
...Ou como trata seu Planeta, si mesmo e o próximo!
  

14 de mai. de 2012

Attraversiamo?


Eat, Pray and Love ?
Hoje quero teclar um pouco sobre Comer, Rezar e Amar...
Quanto tempo não apreciamos um bom prato de macarronada com aquele cheirinho de alho tostando ao azeite?
Quanto tempo não juntamos nossa família para simplesmente rir?
Quanto tempo fico escondida entre os pensamentos do passado, do pressente e do futuro?
Well, quem sabe Javier Bardem tenha minhas respostas...
Elizabeth embarca numa viagem de um ano, com paragens em Itália, Índia e Bali - este último onde regressa para reencontrar o seu mestre espiritual e descobrir o amor com Felipe (Javier Bardem) - como te entendemos, Julia Roberts...Ao acompanhar as paisagens fabulosas deste filme de Ryan Murphy temos a bossa nova de Bebel Gilberto o soul de Marvin Gaye ,Sly & The Family Stone terminando com nosso maravilhoso Eddie Vedder e sua fantástica: Better Days.
O filme com seu estilão 'diário pessoal de viagem', com a protagonista revelando suas pequenas conquistas, angústias e desejos a respeito dos acontecimentos vividos até que convence. Não sei você.. Mas, tenho uma paixão gigantesca por gastronomia italiana, indiana, por viagens, miscelânea cultural...Juntar  Julia e Javier = MEU final é feliz! 
É interessante notar o comportamento de Liz Gilbert durante Comer, Rezar, Amar como uma mera turista, onde as filosofias e ensinamentos são apenas consumidos.  Levemente ou intensamente degustados(fica a dúvida existencial) ?
La Dollce Vita é exibida na Itália com seus pratos típicos, seu povo falando de maneira 'barulhenta'(Isso não é preconceito.Sou filha de Italiana) sua peculiar vida nos vilarejos, museus, sua música... Além disso, é bem divertido a explicação, e demonstração, de como os italianos se comunicam e o que se deve fazer para se aprender este idioma. Mas, o que mais me encanta é a utópica e caótica Índia. Seus templos, suas cores, sua 'sujeira' nas ruas, seu trânsito, seu povo 'harmonioso', o respeito aos animais, o possível encontro consigo mesmo e a fé do povo indiano.Todos os lugares, pessoas e costumes de Comer, Rezar, Amar seguem a visão 'americana' estereotipada(lembrando, que nosso povo brasileiro também possui visão estereotipada de muitos povos) Já em Bali[pós atentados] temos o Mestre Ketut (guru de Julia - Liz) e o meu, seu, nosso Javier Bardem(rs)  encarando brilhantemente um personagem brasileiro.Em uma cena ele diz que os pais beijarem os filhos na boca no Brasil é normal. Pelo menos não seremos mais lembrados apenas pelo carnaval, futebol e macacos(risos).
Comer, Rezar, Amar é aquele típico filme sessão express de auto-ajuda. O qual gostei muito.
 Na verdade não se aprofundou em nenhum assunto; evitou tópicos mais incômodos e delicados,  preservando a cultura do consumir(eat), adorar(pray) e casar(love). Por falar em matrimônio a autora lançará um novo livro justamente sobre este tema. Oportunismos inteligentes de lado...Achei muito bacana Liz abrir sua caixa de pandora relatando sua visão sobre os 'fracassos' da vida amorosa.Que venha o próximo livro e possível filme... Será? Javier no elenco? OMG, Just my dream...
Anyway, ainda sobre Itália- os Italianos não apreciaram (nada) essa visão americana sobre Itália.
Confira neste Link:
Em resumo: gostei do livro e filme.
Juro!                                        
Depois, de notar essas 'particularidades' americanóides; fiquei com a minha interpretação sobre a futilidade com a qual muitas vezes passamos pela vida.
Temos um ínicio empolgante maternidade, escolas, descobertas, ensino médio/Superior, amores, separações, progresso profissional, estagnações, mais amores, mais separações...Isso tudo é aprendizado. O que realmente me incomoda é: o afastamento da família(divórcios cada vez mais frequentes), o isolamento que muitas vezes buscamos, falta do real apetite por um simples "bom prato de macarronada", o egoismo, o caminho que muitos tomam se afastando do próximo, preocupando excessivamente em TER...

Não sei..
Parece que comer, rezar e amar está entrando em um 'leve' período de extinção!
Ainda sobre um momento do filme: Você já sabe qual é a palavra da sua vida?
 No momento a minha palavra é : Attraversiamo!*
*Podemos Cruzar, Atravessar, Seguir em Frente

Pearl Jam - Better Days (TSO - Eat, Pray and Love)
Eat, Pray and Love(Better Days)