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4 de ago. de 2012

Mary Bell: Quando uma Criança Mata

Retirada DAQUI
É estranho imaginar que um ser frágil como uma criança é capaz de matar alguém. Ainda mais se for uma bela menina de olhos claros. Contudo, o mundo é um lugar imperfeito, as aparências enganam e o passado - por mais curto que seja - interfere na visão de mundo. Quando o assunto é crime as justificações são dúbias e nunca concretas; Mas, quando as coisas são encaixes exatos do real?

Mary Bell tinha apenas 10 anos - na verdade, um dia antes de completar 11 anos de idade - quando ela matou a primeira vez. Voltou a assassinar com 11 anos. Suas vítimas foram dois menininhos, Martin Brown de 4 anos - o qual foi estrangulado - e Brian Howe de 3 anos - estrangulado, perfurado nas coxas e genitais e  cravado um M na sua barriga com uma lâmina de barbear. Houveram outras acusações de tentativas de estrangulamento dela contra quatro meninas. A natureza cruel de seus atos e a pouca idade da garota tornaram o seu caso muito expoente, havendo as mais variadas teorias sobre sua postura social e psicológica. Seria ela um monstro ou vítima das circunstâncias?

A vida familiar de Mary era completamente desestruturada, sua mãe era prostituta, além de ser uma ausente. Bell nunca chegou a conhecer seu pai. Em compensação sua mãe aplicava castigos severos, chegando a permitir - forneceu o consentimento - que ela fosse abusada sexualmente, isto tudo antes dela completar 5 anos de idade. Alguns familiares afirmaram que a mãe de Mary Bell tentou matá-la e fazer parecer acidente. Durante o seu julgamento psiquiatras deixaram claro que havia sinais de psicopatia nela - Mary chegou a declarar que: "Eu gosto de ferir os seres vivos, animais e pessoas que são mais fracos do que eu, que não podem se defender" -, influenciando para que a mesma fosse condenada a prisão por tempo indeterminado, mediante avaliações psiquiátricas.

Durante o seu aprisionamento não possuiu o melhor comportamento, tentando fugir da Prisão de Moore, local onde foi designada. O tempo passou e após muitos tratamentos e avaliações ela foi liberada em 1980, com 23 anos, sob supervisão. Teve alguns empregos que não foram bem sucedidos, em parte pela preocupação de que voltasse a transgredir, como no caso de uma enfermagem para crianças. Mais tarde engravidou e teve que lutar pelo direito de criar sua filha, a qual nasceu em 1984, uma vez que evidente o zelo perante seu passado. Neste ínterim, foi-lhe concedido o anonimato, bem como o de sua filha. Todavia, em mais do que uma ocasião foi descoberta e coagida. Em 2007, depois da morte da sua mãe Mary Bell aceitou ser entrevistada, o que resultou no livro "Gritos no Vazio". As últimas notícias que se tem dela é que hoje está casada, é avó e vive sob o medo da exposição.

Deixo aqui o episódio completo de uma série de cunho documental chamada "Children of Crime" lançada em 1998, o qual conta sobre o caso de Mary Bell - áudio em inglês

"Brian Howe had no mother, so he won't be missed."

28 de jul. de 2012

Playlist Bad Girls

Via Tumblr.
Dizem que, enquanto as boazinhas vão para o céu, as garotas malvadas vão para qualquer lugar; Então, como nesta sessão de terror eu já falei destas bad girls dentro do universo cinematográfico, da literatura e da realidade, resolvi dar uma pesquisada e ver como elas estavam sendo representadas dentro do cenário musical. Com isto, montei a playlist que segue, passando de mulheres assumindo o seu lado mais sombrio até eles reclamando da malvadeza delas. Peguem mais uma dose da sua bebida preferida e soltem suas feras ao som de:

E começo a listagem de músicas com a canção tema do nosso Vlog; A ousada voz de Ida Cox canta sobre a leveza de ser e viver no lado mais selvagem da história, sem o blues.

Tão purrfect é a Eartha Kitt miando aos quatro cantos do mundo que seu estilo garota boazinha nada lhe trouxe, a não ser cansaço. Estava mais do que na hora em ser má. 

Pode até ter sido por um momento de insanidade, mas, Marisa Orth agiu de forma extrema. E não dá para deixar de entender, quando a mulher é atingida assim na TPM....

Quem assistiu ao ótimo Assassinos por Natureza sabe que a voz hipnotizante de Juliette é um hino aos verdadeiros seres nascidos de pura maldade.

Talvez aqui não seja nem a questão do ser má, mas sim, de assumir seu papel feminino e provar que não há nada de degradante em ser mulher. You go Madonna!

"Live fast, die young; Bad Girls do it well" é com certeza um mantra para as mais ousadas e irresponsáveis mulheres, movidas pela emoção como a inglesa M.I.A. 

Quando tudo o que você deseja é aquele cara, sendo capaz de assumir os riscos mais loucos para tal, o resultado pode ser extremamente perigoso. Fergie demonstra muito bem o que é isto.

Todos temos a maldade arreigada em nossas almas, basta saber como e quando acessá-las. Hinder traz a opção dos sonhos, melhor dizendo, dos pesadelos.

Juanes traz a história triste de uma mulher que se viu obrigada, pelas circunstâncias desfavoráveis, a ser ríspida, crua e fria.

As malvadas podem ser extremamente sedutoras, especialmente após o anoitecer. E se for uma vampira então... Tito & Tarantula são presas fáceis.

Esta maravilha musical gravada por Nick & The Bad Seeds conta uma historinha com um início inocente, mas, a traição venha em ponta de faca.

Já falei da maligna Elizabeth Bathory por aqui. Os garotos do Venom trazem a sua vida musicada, com muitos riffs e voz profunda.

Sim, esta canção tem pouco mais que 30 segundos, entretanto, sua musicalidade é assombrosa. Valendo-se da história da menina Mary Bell - próxima a ser comentada nesta sessão - Macabre ressoa na mente.

Nickelback ficou impressionado com a frieza de uma adolescente que teve seu filho durante o baile de formatura, largou ele no lixo e voltou a dançar como se nada tivesse acontecido. E como não ficar? 

E, para finalizar, mais uma serial killer: a monstruosa Aileen Wournos foi a inspiração para esta música do Church of Misery.


Para finalizar um conselho:
Seja o tipo de mulher que toda a vez em que encoste o pé no chão pela manhã o Diabo diga: "Oh droga, ela acordou!"

9 de jun. de 2012

Insanas... Elas Matam!

Sou Má!
Quando o assunto é literatura de horror os nomes mais mencionados acabam sendo masculinos - Edgar Allan Poe, Stephen King, H. P. Lovecraft. Se muito insistir, em geral, citar-se-á a vampiresca Anne Rice. Ou seja, além de pouco se lembrar das autoras do gênero, os nomes que surgem são internacionais. Daí a pergunta: Então, não há escritoras de terror nacionais? O trabalho da Editora Estronho está aí para comprovar o contrário.

Para quem não conhece, a mencionada editora é voltada ao gênero fantasia e está sempre em busca de novos escritores - o que é raro neste mercado literário brasileiro, saturado por escritas do mundo a fora -, criando coletâneas de participação livre; Além de , é claro, fazer a publicação de livros (confira o catálogo) de autores mais experientes. 

Capa
Outro ponto que também chama muito atenção resta no zelo com a diagramação e detalhes as obras lançadas. Ponto este mais do que evidente na antologia tema desta postagem: Insanas... Elas Matam! Esta partiu de um pressuposto simples, o de selecionar um grupo de escritoras que apresentassem contos onde houvesse toda a crueldade assassina. O resultado final - que contou com a participação de Ana Cristina Rodrigues (prefácio), Alícia Azevedo, Alma Kazur, Bruna Caroline, Carolina Mancini (convidada), Celly Borges (convidada), Débora Moraes, Georgette Silen, Gisele G. Garcia, Laila Ribeiro, Laris Neal, Natália Couto Azevedo, Roberta Nunes, Sandra Franzoso, Suzy M. Hekamiah (convidada) e Tatiana Ruiz - foi uma coletânea maligna, charmosa e sanguinolenta como só a alma feminina sabe ser.


Nas palavras da Editora:
Insanas é uma antologia escrita somente por mãos femininas. Mas não se engane, pois aqui não terá espaço para textos sublimes, chick lit, conjecturas sobre o universo feminino e nem saudades da vovozinha que se foi. Aqui... Elas matam!
Abaixo confira o trailer do livro:


Ficou curioso?
Então, baixe o arquivo para degustação com o conto "Tinta Vermelho Sangue", de Bruna Caroline. Tenho certeza de que não irá se arrepender!