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4 de jun. de 2013

Little Miss Sunshine

Welcome to Hell! Assim, iniciamos nossa viagem cinematográfica por este excelente filme sobre uma família disfuncional e até bem humorada. O longa Little Miss Sunhine, é um filme norte-americano de 2006 dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris e escrito por Michael Arndt. Temos no elenco nomes de peso como: e strelado por Greg Kinnear, Steve Carell, Toni Collette, Paul Dano, Abigail Breslin e Alan Arkin. 
Com um orçamento 'simpático' de oito milhões de dólares, sendo gravado durante um período de trinta dias no Arizona e no Sul da Califórnia.Teve sua estréia no Festival Sundance de Cinema(2006) e levou 2 Oscars(Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin) um filme que devemos ter em nossa DVDteca. Um filme sobre cotidiano, egoísmos, solidão,amor, desilusões entre outros percalços. Uma temática que nos sensibiliza tendo como personagem principal a doce e talentosa Abigail Breslin, que faz Olive. O filme gira em torno do concurso "A Pequena Miss Sunshine" que acontece na Califórnia.
Olive, é a típica garota americana gordinha, usa óculos, um pouco geek e óbvio desprezada na escola.
No filme dá para perceber que a cabecinha dela gira em torno de 'agradar' pelo menos sua família. Ela almeja ser a ganhadora do concurso, sonha que seu Pai Richard (Greg Kinnear)tenha orgulha dela. É amorosa com todos, sonhadora e muito inteligente. 

Seu avô paterno (Alan Arkin), ensaia com ela todos os dias a coreografia para o concurso. Talvez, um dos únicos momentos de alegria onde ele deixa de lado seu  vicio em Cocaína, seu ódio latente por frango frito e promiscuidades.Por outro lado, um dos únicos dotado de lucidez e até sabedoria; o pai de Olive o Sr. 'Perfeito' Richard que adora vencer e odeia perder (Greg Kinnear) tenta emplacar seu programa de auto-ajuda. Uma série de palestras motivacionais para quem quer ser um vencedor; a mãe de Olive é Sheryl (Toni Collette), supervaloriza a honestidade, ama e odeia sua família, fumante invicta que tenta esconder isso de todos. Ainda temos o tio Frank (Steve Carell), irmão da mãe de Olive, que ama Proust e detesta viver,  gay que em uma tentativa frustrada de suicídio se torna o mais novo 'hospede' da família.
Olive, ainda conta com o 'apoio' do seu irmão mais velho Dwayne (Paul Dano) obcecado em ser piloto da Força Aérea, um adorador de Niezsche que faz um "voto de silêncio" no filme damos um logo passeio por toda sua crise profissional existencial pré-vida adulta(Caro, Dwayne isso é só o começo,rs) onde ele odeia tudo e todos. Todos encaram a disfuncionalidade familiar para levar Olive ao concurso, com a velha e companheira Kombi amarela e bastante usada. Nessa viagem, muitas descobertas, desabafos , desilusões e o retorno ao extinto sentimento: Amor.

Um dos aspectos abordados no filme é a cobrança que alguns pais fazem sobre os filhos. Essa incansável e exaustiva expectativa pode resultar em inúmeras desilusões.O peso do sucesso se complica quando os pais são profissionais de sucesso e exigem do filho o mesmo êxito. "O sucesso dos pais pode ser um modelo positivo, dependendo das expectativas que eles formam no filho. Se estimularem a auto-estima, independência, autoconhecimento, o sucesso não afeta". Porém, se os pais exigirem muito, o quadro se inverte.
Diante desta realidade, a criança pode desenvolver diversos comportamentos, dependendo da personalidade, que têm reflexos na carreira.Por exemplo, se a criança seguir a carreira que os pais desejam, ela  pode se anular e perder sua identidade.Outra crença que a criança pode desenvolver é de que não é competente, de que está fadada ao fracasso. Neste caso, falta confiança e a criança(posteriormente, jovem/adulto)acaba anulando a busca de seus próprios sonhos.Mostrar aos filhos que eles possuem escolhas, mostrar os erros cometidos e até criar um processo de reflexão sobre o que a criança realmente tem interesse é um bom começo. Pesquisar junto, incentivar o caminho profissional (com os pés no chão) muito diálogo e saber recomeçar é o que chamamos do bom convívio familiar. 
O que diferentemente ocorre no filme. O pai simplesmente pergunta" Você acha que irá ganhar o concurso? Por que não tem sentido participar de algo sem que você tenha certeza que irá ganhar." Outro ponto que chama atenção no filme é o egoísmo de cada personagem. Richard, é um excelente exemplo disso.Ele está tão preocupado em alcançar o sucesso com seu projeto de Palestras Auto Ajuda, que acaba esquecendo de ajudar sua própria família. Inconscientemente(ou não) ele anula seu convívio familiar em nome do 'pseudo sucesso'.  Quem é egoísta tem dificuldade em admitir ou prefere ficar calado, com medo das críticas. E quem se opõe a esse tipo de comportamento não perde a chance de criticá-lo. "Há uma idéia de que o egoísta sempre age em benefício próprio, mesmo que isso possa prejudicar alguém", afirma o psiquiatra Geraldo Possendoro, especialista em medicina comportamental. "Portanto, quem critica uma pessoa egoísta também está agindo em causa própria, com receio de que venha a sofrer os efeitos do egoísmo do outro".
Os especialistas ainda não sabem dizer se pensar demais em si mesmo é uma característica natural dos seres humanos ou um hábito que aparece com o tempo, conforme as experiências vividas. "Sabemos que as crianças são egoístas e dependem disso para afirmar suas vontades. Mas faz parte da passagem à idade adulta o abandono deste modelo", explica o médico. Com as responsabilidades crescendo, o individualismo tende a surgir, ou seja, um comportamento em que é preciso satisfazer suas necessidades, mas sem abrir mão de pensar nas outras pessoas.

Já, Tio Frank é um exemplo clássico de egocentrismo. A pessoa egocêntrica não olha para os lados, ela não quer saber como os outros estão se sentindo. O mundo inteiro precisa se adaptar aos interesses do egocêntrico.Na prática, a diferença aparece de forma bem simples. "O egoísta aceita ir ao cinema, mesmo detestando o filme, desde que o melhor lugar esteja reservado para ele. Já o egocêntrico só combina programas que ele aprove, jamais admitindo alguma contrariedade, por menor que seja ela", exemplifica a psicóloga Carmem da Nóbrega, de Campinas.Uma pessoa egoísta sempre tem como seu melhor amigo a solidão.Os amigos inventam desculpas para se afastar dele e a família não faz questão de tê-lo por perto. No trabalho, há problemas para desenvolver projetos em equipe entre outras coisas. Bom, já mostramos 2 grandes reflexões(impostas) ou não pelo filme. Ainda vemos um avô que demonstra ter tido uma vida bem atribulada no quesito sexo, drogas e rock & roll, um verdadeiro 'tsunami' sobre o que é ter uma vida louca.Ele é viciado em cocaína e ao mesmo tempo em uma das cenas mostra um carinho lírico e sábio por seu filho. Seu personagem é daqueles que fala pouco e certeiro. 

A mãe é uma fofa , fumante inveterada e adepta da honestidade, que tem na nicotina sua válvula de escape contra a depressão e frustrações. Uma mãe dedicada, amorosa e sempre presente. O filme ainda apresenta o típico adolescente Dwayne que está enfrentando o início de sua 'extensa' crise profissional/ pessoal.
Pequena Miss Sunshine, consegue arrancar sorrisos e lágrimas. Flerta com a velha temática do relacionamento familiar e possível final feliz.Um filme sobre desunião familiar, caos sentimental, hipocrisias e falta de expectativas, que faz tão bem aos olhos. Não sei se é pela suavidade como o enredo foi trabalhado ou a proximidade do tema e como isso reflete em nossas vidas. Um Road Movie,  que devido problemas financeiros demorou 5 anos para ser filmado, um filme encantador, sutil, com trilha sonora perfeita e para completar a 'coadjuvante'  Kombi amarela, com seu aspecto 'enferrujado' mostrando(talvez)o andar da carruagem do psicológico da família.

"She's a very kinky girl
The kind you don't take home to mother
She will never let your spirits down
Once you get her off the street, ow girl

She likes the boys in the band
She says that I'm her all-time favorite
When I make my move to her room it's the right time
She's never hard to please, oh no

That girl is pretty wild now
(The girl's a super freak)"



Little Miss Sunshine, um filme GENIAL!




15 de abr. de 2013

Nothing Personal

Segundo, dicionário Aurélio - Minimalismo é qualquer movimento artístico que se expressa através da extrema simplificação da forma.É assim que enxergo a película: Nothing Personal(Nada Pessoal)um cenário inóspito, fotografia singular, atuações brilhantes, enredo funcional e uma simplicidade detalhada sutilmente, tornam este filme essencial.
No filme, temos a estonteante holandesa, Lotte Verbeek(atriz no seriado The Borgias)no papel de Anne, conquistou o prêmio Leopardo de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Locarno de 2009. Lotte Verbeek também conquistou, graças a este mesmo papel, o prêmio de melhor atriz do Festival Internacional de Cinema de Marrakech em dezembro de 2009.Em 2010, no Festival de Berlim, o Prêmio Shooting Stars, concedido anualmente pelo European Film Promotion a atores promissores.Ela intepreta, desde 2011, a personagem Giulia Farnese na série de televisão de ficção histórica The Borgias. No filme, de Urszula Antoniak, Anne é uma jovem mulher que, aparentemente devido ao fim do seu casamento, decide abandonar a Holanda, partindo para uma viagem solitária pela Irlanda. É durante essa viagem que encontra uma casa, onde habita o solitário Martin. Anne acaba por trabalhar para Martin, a princípio a troco de comida, com a exigência de nenhum contato. No decorrer esses personagens deixam sua solidão e vão lentamente se aproximando. O filme, é dividido em cinco partes, “Solidão”, “O fim de uma relação”, “Casamento”, “Início de uma relação” e “Sozinha”, basicamente é um filme sobre isolamento social e ausência do ser. Essa vontade que muitas vezes invade nossa mente, temos a 'idéia' de que essa 'ilusão' de isolamento, como um novo remomeço é algo promissor. Nada Pessoal, é um filme 'lento' o que para alguns é sinônimo de 'filme arrastado'[o que eu adoro] diálogos escassos que favorecem os cenários, deixando expressão corporal e fotografia em evidência. Não existem cenas 'hollywoodianas', que cortem a respiração, grandes mudanças ou qualquer passado misterioso dos personagens.

Temos simplesmente, duas vidas que se encontram, just it! Mas, o que mais me deixou sem fôlego, foram os cenários que são exuberantes, vários momentos do filme, em que a transição das paisagens pela Irlanda com a música escassa nos dizem muito, composições de Ethan Rose e os vinis de Martin, demonstram isso. Sou apaixonada pela camera que demora no olhar dos personagens, no gestual solitário de cada um, suas manias, no fogão o modo de bater um molho, na colheita da alga marinha, esses detalhes enriquecem e MUITO este filme. E justamente, a ausência de 'humanos', suas palavras existindo somente suas ações, fazem deste filme uma obra de arte. 
Por outro lado, faz pensar e muito sobre a questão do isolamento social.Que é abordado no filme de um modo suave, lírico e algumas vezes sufocante. O que é mais prejudicial ao organismo: fumar 15 cigarros por dia ou sentir-se sozinho? 

De acordo com o psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, as duas ações fazem igualmente mal, a longo prazo. O norte-americano baseou-se em pesquisas de outros cientistas com idosos e notou que o sentimento de solidão, mais do que o isolamento físico em si, aumenta os níveis de cortisol — hormônio ligado à resposta ao estresse no corpo."A presença do cortisol eleva a pressão arterial, reduz o sistema imunológico e pode, entre outros fatores, contribuir para o declínio da performance do sistema cognitivo. A falta de interação com amigos e familiares também colabora com o aparecimento da depressão, da demência precoce e de problemas cardíacos.O sentimento de estar sozinho é influenciado por fatores objetivos e subjetivos, como a genética, o ambiente familiar em que a pessoa viveu quando criança, normas culturais, deficiências físicas e discrepâncias entre expectativas das relações e como elas realmente ocorrem." A questão das expectativas nos relacionamentos é, para a psicóloga Kelly Gennari, de grande importância. “Somos seres sociáveis, treinados a viver pelo outro."

 Estar perto de alguém é necessário para que nos sintamos valorizados, mas o que esperamos das demais pessoas e como nos relacionamos com elas é ainda mais relevante. Cacioppo afirma que “o momento entre o fim da vida adulta e o início da terceira idade é quando o isolamento se manifesta mais intensamente, porque essas pessoas perderam seus pais, cônjuges, irmãos, amigos próximos e, em alguns casos, um ou todos os filhos”. No filme, temos um isolamento social proveniente de desilusões amorosas. Anne, busca um lugar solitário, para tentar recomeçar. No começo, vemos uma Anne fria, profundamente magoada com a vida. Que não deseja NENHUM contato pessoal. Até, que encontra Martin, que teve muita dificuldade neste retorno de aproximação com humanos. Anne, evita perguntas simples, ele também. 
No decorrer, acompanhamos sutilmente a mudança no comportamento de ambos. 
Aí, que entra um pouquinho da vida real, onde podemos observar a confiança chegando vagarosamente. Passamos do estágio 'robotizado' para uma sucessão de acontecimentos naturais. Talvez,assim começamos um processo de 'cura', do isolamento social.No filme, vemos essa passagem por meio dos gestos dos personagens, um toque de mãos, um soprar no campo ou uma bandeja de café da manhã na porta do quarto, nos brindam com esse 'renascer'.

 Como citei no início, a fotografia do filme é exuberante e muitas vezes, deu vontade de congelar algumas cenas para fazer foto, rs. Nothing Personal é assim, consegue acordar nossos sentidos para um problema sério que é o isolamento social. Às vezes necessário, outras destrutivo. Precisamos, ter cuidado com nossa mente(já passei por isso e na verdade ainda sofro)talvez, por ainda ter minha amiga-mãe ao lado, deixe essa vontade de largar tudo e simplesmente ir, adormecida. 
Enfim, este filme, mexeu comigo e não posso negar que algumas vontades estão ativas. 
Porém, ainda tenho responsabilidades que me impedem(o que por um lado é bom- viram só? Não sou tão psicopata assim,rs)o filme é belo, em seu modo implícito. Um filme, para ser revisto, observado, um filme, para se notar detalhes, para pensar, respirar e aí então decidir. Nothing Personal, é essencial e vital!


19 de dez. de 2012

The Secret Life of Bees

Dificilmente, um filme consegue reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai 'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem preconceitos?

Por outro lado, racismo, preconceito, não são  'comuns' somente em países americanos e europeus referente a comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar, analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida no planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura, etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes, não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais. Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert Bentley, derrotado nas eleições  e até mesmo algumas declarações do derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante sempre foi uma das mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do sexagenário, ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a exploração do homem pelo homem. A lei áurea que foi assinada por Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.

 Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente, Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como 'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
 Uma obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/ autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são esquecidos ou passados em branco.
Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!

1 de out. de 2012

Filadélfia

Combinação Tom Hanks e o gênero Drama sempre rende um bom espetáculo. O Filme Filadélfia, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner. Conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Ser só para somente ser? Solidão em meio a multidão? Seu preconceito não me fere. O que tenho não é contagioso...Um filme que dá uma pincelada no que é ser gay, ter AIDS e mendigar 'ajuda' jurídica.
A aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças.Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX. A aids foi reconhecida pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.As três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina  dos indivíduos infectados, mas não há casos registrados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante. O tratamento antirretroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis. Ou seja o motivo de preconceito referente ao Beckett foi totalmente ignorante.
 
O filme foi um marco não só pela história emocionante e arrebatadora de amor, preconceito e justiça, mas por inúmeros detalhes que tornaram ela grandiosa e merecedora de todos os prêmios que recebeu na época. A trilha sonora com Bruce Springsteen, Neil Young e a maravilhosa ópera "La mamma morta". Andrew Beckett, vítima de discriminação pela aids, encara com a mais absoluta classe e dignidade sua desesperadora e humilhante situação até o fim e Denzel Washington, que com seu quase homofóbico Joe Miller, representou grande parcela da população que ignora a realidade dos gays e embora não faça nada pra prejudicá-los também não os querem muito perto, mostraram ser astros de primeira grandeza.

Cenas memoráveis: Andrew e Miguel dançando juntos, Andrew escutando "La mamma morta", Andrew cantando e chorando ao som da ópera de Maria Callas, um desabafo em meio ao turbilhão de sentimentos pelo qual passa. O apoio incondicional da família é outro ponto marcante do filme.Preconceito nosso de cada dia, amém.Todos temos algum tipo de pré-conceito, ou pós conceito ou preconceito. O preconceito mais evidente é contra homossexuais(ainda mais se forem portadores do HIV ou qualquer doença).Na cena em que Joe Miller estende a mão cumprimentando Andrew, logo após saber de sua doença ele fica olhando a mão, atemorizado quer limpá-la, fica indocomodado e mantém distância de Andrew.Outra cena é a do julgamento, na qual Andrew interpelado sobre seus conhecimentos sobre a doença. Ele responde que já tinha "ouvido falar"  vagamente sobre uma doença chamada "peste gay"....O problema da AIDS mostrado no filme de maneira tão singular , tráz a tona o 'pânico' de se estar diante de uma doença 'incurável'  e que tem a morte como pano de fundo. " A doença que mistura racismo,sexo e sangue,só pode ser uma doença revolucionária" Herbert Souza(Betinho). 
 
O quanto somos isentos de preconceitos?
Essa ambiguidade em "não ter preconceitos" e cometer atos discriminatórios e preconceituosos contra tudo aquilo que difere dos 'padrões', impostos pela sociedade é ou não uma questão a se pensar, refletir e com o tempo mudar?

27 de ago. de 2012

Playlist Antes Que Ordinárias: Fossa


Boa noite, meus queridos!
Como também falo de música aqui no blog, tive a ideia de criar uma "coluna" chamada playlist, que aparecerá por aqui eventualmente. A playlist sempre terá um tema definido, e para começar, achei bacana separar algumas músicas de 'fossa', porque de vez em quando é bom curtir uma fossinha, né (ainda mais na segunda-feira)? :D







Broken - Seether ft. Amy Lee


 


Lonely Day - System of a Down




Hurt - Johnny Cash



Simple Man - Deftones



Tears in Heaven - Eric Clapton


Vermilion pt 2 - Slipknot


My Immortal - Evanescence


The Scientist - Coldplay




Karma Police - Radiohead





Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni 





Dois Rios - Skank 






Transatlancticism - Death Cab For Cutie 



Lived in Bars - Cat Power


Signs - Bloc Party




Skinny Love - Birdy





Here Without You - Three Doors Down





Love Will Tear Us Apart - Joy Division





Creep - Radiohead




On My Own - The Used


Streets of Philadelphia - Bruce Springsteen 

 


Um beijo, e até mais!!