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24 de nov. de 2012

Perfis de Mulher: Frida Kahlo


São poucas as mulheres que se destacam nas artes plásticas, não importa a época. Quando pensamos em pintura vêm logo às nossas mentes nomes como Leonardo da Vinci, Rembrandt, Picasso ou mesmo Andy Warhol. Contemporânea destes últimos é a mais lembrada pintora do século XX, a mexicana Frida Kahlo enfrentou muitos obstáculos na tentativa de fazer sua arte e ser feliz.
Nascida Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón em 1907, era a terceira de quatro filhas de um imigrante alemão e uma descendente de índios. Ela tinha mais duas meio-irmãs do primeiro casamento do pai e todas moravam juntas em Coyocán, perto da Cidade do México. Frida foi testemunha da violência da Revolução Mexicana (1910-1917), mas a realidade de seu país não era tão trágica se comparada à sua própria vida. Aos seis anos contraiu poliomielite, ficando com a perna direita mais fina que a esquerda. Aos 18 sofreu um grave acidente de trânsito: o ônibus em que ela estava colidiu com um bonde. Frida teve fraturas na perna direita, na coluna, nas costelas, na pélvis e nos ombros, passando por 35 cirurgias ao longo da vida para corrigir defeitos deixados pelo acidente.
Se o acidente foi horrível para sua saúde, foi de certa forma o propulsor de sua carreira. Imobilizada durante muito tempo, Frida desistiu de ser médica e começou a pintar para distrair-se, com o total apoio dos pais. Sua obra é composta de muitos autorretratos e contém diversas influências, entre elas simbolos indígenas e referências às religiões do pai e da mãe, respectivamente judaísmo e catolicismo. Enquanto alguns trabalhos apresentam cores bem fortes, outros têm poderosas sugestões da dor excruciante que a acompanhou a vida toda.
Encantada com o pintor Diego Rivera, Frida se aproximou dele em 1927 e mostrou-lhe alguns de seus trabalhos, os quais ele elogiou. Depois de algumas conversas sobre arte ele passou a frequentar a casa dela e a ajudá-la com suas pinturas, sem impedi-la de desenvolver seu próprio estilo. Eles se casaram em 1929, indo contra o desejo da mãe da noiva, e tiveram uma relação tumultuada. Ambos tinham casos fora do casamento e Frida se relacionava também com mulheres. Eles se divorciaram em 1939, mas voltaram a se casar menos de um ano depois. Frida engravidou três vezes, mas teve de interromper as três gestações porque o acidente em sua adolescência deixou-lhe com problemas reprodutivos.    
Sua vida não foi muito glamurosa. Entre os principais fatos está ter conhecido o líder comunista Leon Trotsky que, após ser expulso da URSS, viveu com Frida e Diego como refugiado. Seu único reconhecimento em vida deu-se em 1939, quando o Museu do Louvre comprou um de seus quadros para uma exibição de pintura surrealista. Aos 47 anos, após amputar a perna direita e sofrer com broncopneumonia, Frida faleceu em sua casa. Diego, apesar de 21 anos mais velho, viveu ainda mais três anos. As cinzas da pintora estão em sua casa na Cidade do México, onde também funciona um museu em sua homenagem.
As obras de Frida Kahlo só começaram a ser descobertas na década de 1980 e logo ganharam o mundo. Hoje há pinturas suas nos mais importantes museus do planeta. Livros, ensaios, músicas e teses foram escritos sobre ela. Sua vida virou filme duas vezes: uma em sua terra natal, em 1983, e outra em Hollywood em 2002, com Salma Hayek no papel principal. Frida virou peça de teatro e até ópera. Merecido reconhecimento, afinal, esta pintora teve nome e vida de heroína.      
“Eu pinto a mim mesma porque estou tão frequentemente sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Frida Kahlo (1907-1954) 

25 de set. de 2012

Fotografia Antiga

Muitos de vocês não sabem, mas eu cultuo diversas obsessões incomum. Uma delas, é minha paixão quase devastadora por antiguidades, e em especial, fotos antigas. Eu coleciono fotos antigas de desconhecidos, de diversas décadas... Sempre que vou em algum antiquário ou um sebo, acabo comprando algumas para mim e as deixo escondidinhas em uma caixa. Quando tenho vontade de viajar no tempo, abro essa caixa e admiro "minhas" fotos. Sou capaz de sacar a década que uma foto foi tirada apenas de olhar para ela, e essa é uma das minhas habilidades favoritas.

Sou encantada por fotografia. Sempre me fascinou o fato de um momento ser capturada para todo o sempre e ficar estagnado, guardando tudo que ali estava presente, para quem quiser ver. Foi por essa paixão que decidi me dedicar à fotografia e fazer dela parte da minha vida.

Hoje, vou compartilhar com vocês algumas das fotos antigas que eu mais gosto. Essas eu não possuo em papel, mas guardo em meu computador há vários anos, desde que descobri um site (que infelizmente saiu do ar :/) que era o maior acervo online de fotografia antiga do mundo. Fui embalada por esse site durante muito tempo, e hoje ele me deixa saudades.

Aqui estão algumas fotos que encontrei pelas quais sou fascinada. Espero que gostem.




1900's



1960's


1950's
1930's/1940's

1920's


1900's


1890's



Era Vitoriana (1800 +)


Era Vitoriana (Provavelmente depois de 1837)



1940's



1950's



1930's


1900's


1920's


1910's


1920's/1930's



Final do século IX/ Início do século XX



1950's



Final da década de 50/Início da década de 60.



1960's



Início da década de 60.



1930's


1960's
1940's


Final da década de 50/Início da década de 60. 



1950's
1950's

Beijos, e até mais! ;*

13 de set. de 2012

Bem vindo ao novo Sítio do Picapau Amarelo

Tenho certeza de que todos aqui já ouviram falar da boneca de pano serelepe e tagarela, Emília... também da menina linda, do nariz arrebitado, Narizinho... do valente Pedrinho, o inteligente Viconde Sabugosa e os demais personagens criados pelo maravilhoso Monteiro Lobato.

Depois de tantas versões do Sítio do Picapau Amarelo, eis que neste ano surgiu o desenho animado. São 26 episódios baseados na obra "Reinações de Narizinho". A dublagem de Emília, Narizinho e Pedrinho são feitas, respectivamente, pelos atores Isabella Guarnieri, Larissa Manoela e Vini Takahashi.

Para quem nunca viu, fica aqui a dica ... seguem alguns episódios completos!

 Um lugar diferente - Ep. 1

Um grande aventureiro - Ep. 2

As promessas do Rabicó - Ep. 3

O bolo da tia Nastácia - Ep. 4

A pílula do Dr. Caramujo

A princesa do Reino das Águas Claras

A viagem da dona Benta

Então é isso...

Me despeço por aqui.

Beijinhos!!

Câmbio, desligo.

4 de set. de 2012

Ellen Von Unwerth: Erotismo na Feminilidade

"(Women) are not just there to be admired, they are there to be enjoyed."

Tendo passado 10 anos de sua vida trabalhando como modelo, a alemã Ellen Von Unwerth resolveu ir para trás das câmeras, trazendo ao público uma visão erótica com elementos vintage da figura feminina. Nada de se esconder perante uma expressão angelical, as mulheres que Ellen retrata exalam sexo sem cair no vulgar; São dominantes, bem resolvidas, repletas de glamour. 

Provocativa - em constante flerte com as imagens - Von Unwerth consagrou-se como fotógrafa de moda, trabalhando com VogueVanity FairInterviewThe FaceArenaTwillL'Uomo Vogue e I-D. Suas fotografias são tão aclamadas que em 1991 recebeu o primeiro prêmio no Festival Internacional de Fotografia Fashion. Além do mais, possui 8 livros públicos, o último lançado em 2011: Fräulein.

Fora do âmbito fashion, Ellen atua como diretora de curtas - alguns promocionais - e de videoclipes. Assim, antes de mergulhar-se no universo fotográfico dela, que tal ligar uma trilha sonora; A música é Femme Fatale do Duran Duran, com a direção do cilpe sob os cuidados de Von Unwerth.


As Fotografias: