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6 de set. de 2012

TV Cult: Presença de Anita

Neste dia do sexo pensei sobre o que traria aqui para a sessão de TV Aberta do blog... Queria algo relacionado ao tema, mas, que não se desvirtuasse muito do panorama das postagens costumeiras. Foi aí que lembrei de uma minissérie que ganhou grandes proporções na mídia da época e até hoje é lembrada como referência no estilo; Afinal, se Mel Lisboa fez outras personagens não importa, ela sempre será recordada como a ninfeta intensa, sedutora, ludibriosa e desequilibrada de

Inspirada no livro homônimo de Mário Donato - avisando aqui que a minissérie adotou da licença poética do texto original - Manoel Carlos conta a história de Fernando (José Mayer) um arquiteto que tenta concluir o seu primeiro livro, enquanto sua esposa Lúcia (Helena Ranaldi) busca a solução para o casamento fracassado, e o surgimento de Anita (Mel Lisboa) na vida deles. Fernando encontra na misteriosa Anita a personagem ideal para o seu romance. Contudo, os encantos extremos da garota - indo de angelical a lasciva - fazem com que a inspiração torne-se obsessão e o inevitável relacionamento entre os dois tem consequências desastrosas.

Como a personagem de Anita era muito passional, várias foram as cenas de sedução, nudez e sexo protagonizadas por Mel, ainda desconhecida na época. Logo chamando a atenção do público. Suas roupas leves e insinuantes eram uma contradição ao obscuro de seu passado; Sendo que a única informação concreta que se tinha sobre tal é que a mesma vivera com um artista plástico, Arnando, muito mais velho que ela e cujo o qual conheceu quando tinha apenas 12 anos, após fugir de sua casa para ser livre. 

Outra informação interessante para a condução da trama era a fascinação da garota por uma boneca de louça - Conchita - que guardaria a alma da antiga moradora de sua atual casa, assassinada pelo amante.  

Mais algumas personagens são inclusas na trama - como o inocente Zezinho (Leonardo Miggorin), vitimizado idem pela sedução de Anita -, entretanto, nada é tão intenso quanto a relação absurda de amor e ódio entre Anita e Nando. 


Deixo agora algumas curiosidades retiradas do site Memória Globo:
- Lançado em 1948, o romance de Mário Donato causou escândalo. A Igreja reprovou a obra do jornalista, que atraiu muitos leitores jovens e indignou senhoras cristãs de São Paulo. Manoel Carlos se inspirou no enredo do livro, mas criou novos personagens, eliminou outros e desenvolveu tramas paralelas para escrever a minissérie.
- O livro de Mário Donato também serviu de inspiração para a novela A Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro, exibida em 1964, pela TV Excelsior e um filme de 1951.
- Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida para interpretar Anita. A seleção concorrida: a estudante Mel Lisboa foi aprovada para o papel entre mais de 100 jovens.
- Com o sucesso de audiência e a repercussão da minissérie, a direção da TV Globo chegou a pensar na ampliação de Presença de Anita. No entanto, como grande parte da série já estava gravada – e como a exibição estava praticamente na metade –, não foi possível prolongar a trama.
- A figurinista Helena Gastal conta que, assim que a minissérie entrou no ar, as lojas do Saara, popular centro de compras no Rio de Janeiro, começaram a vender o “kit Anita”, que vinha com uma calcinha, uma camiseta e uma gargantilha com pingente de estrela, visual da personagem.
- O sambista Nelson Sargento fez uma participação especial na minissérie.
- Em agosto de 2001, foi lançado o roteiro de Presença de Anita, escrito por Manoel Carlos. O livro trazia praticamente o mesmo script que o elenco recebeu para as gravações, com exceção de alguns detalhes técnicos.
- Presença de Anita foi reapresentada em setembro de 2002 e, nesse mesmo ano, foi lançada em DVD. A minissérie também foi exibida no Multishow, canal da Globosat, em comemoração aos 40 anos da TV Globo, em 2005.
- Presença de Anita foi vendida para o Equador, Honduras, Nicarágua Peru, Portugal e Uruguai.
"Essas paredes, as tábuas do chão, portas, janelas, tudo isso é testemunha do que aconteceu entre os dois amantes. E esse espelho, olha esse espelho... Ele refletiu toda cena de ciúmes, também a morte dos dois, já imaginou que fascinante conhecer o passado de um espelho? Entrar por dentro dele, como Alice?"

5 de set. de 2012

O desejo não Cessa.

Tenho pra mim, que durante nossa vida temos muitas figuras. Quando me refiro a figuras, estou dizendo, literalmente de aspecto físico, que vemos no espelho e as pessoas vêem quando nos olham.
Dessas muitas, temos a infância prima, que é a do bebezinho de colo, a secundária, até os dez anos, que muda muito rapidamente, a adolescência, que também tem mudanças drásticas em pouco tempo, a idade adulta, que já demora mais para notar-se o envelhecimento e a velhice. 

Não me lembro de quando eu me olhava no espelho e me via criança. Mas já me lembro bem, dos 14 anos pra cá. Mas eu ainda sou jovem e a idade ainda vai demorar um pouco a aparecer claramente no meu rosto.

Entretanto, apesar dos nossos aspectos e atributos físicos irem mudando, e até mesmo, nos tornarmos mais experientes, existe uma essência que não muda nunca. Tanto não muda, que ouve-se muito das pessoas mais vividas que elas, por vezes, não as reconhecem no espelho, diante de tantos desejos e sentimentos de inquietude, característicos da juventude. 

Assim como assim, a vontade de manter o contato íntimo, o desejo sexual, a admiração pelo corpo do outro não cessam. Pode tudo cair, murchar, enrugar, que nada vai tirar de dentro do ser humano aquela vivacidade de tocar e compartilhar um momento à dois, e quiçá à mais pessoas,  de dentro dele. 

Como já dito aí em baixo, em minha breve descrição, sou estudante de psicologia. E, nesse semestre, estou atendendo a uma senhorinha, de 73 ano, muito espevitada. Adora falar de suas peripécias na juventude, do quanto era para frente e do desejo que ainda tem de se relacionar  com os rapazes bonitos que vê por aí. É uma pena que, por motivos que ainda não sabemos, ela está muito limitada, para a idade que tem. Quase não anda, pouco sai de casa, não faz nenhum esforço intelectual e anda bem esquecida de tudo. E que fique claro, é apenas esquecimento. Ela não foi pega pelo "alemão", pelo que parece.
E o mais engraçado, é que ela se esquece de tudo, menos dos rapazes. Até a minha dupla de atendimento, que tem o mesmo nome de sua mãe, ela não se esforça para lembrar. Mas basta perguntá-la como chama o fisioterapeuta que a atendia que, sem titubear, ela fala o nome dele, suspirante.

Por mais que nosso conhecimento sobre a sexualidade na velhice seja escasso, ela existe. O sexo é uma das maiores forças da vida do ser humano e o tempo pode amenizar o desejo - em alguns casos - mas nunca cessá-lo. Ele permanece vivo, ainda que em forma de fantasias, por mais que o corpo não libere mais os hormônios necessários para torná-lo uma necessidade física. Porque está na mente. E desse forma, é preciso que seja muito bem trabalhado durante a vida adulta.

29 de ago. de 2012

Contar ou não contar. Eis a questão.

Ainda na série dos pulos de cerca...

Sua amiga namora uma pessoa que você também conhece. Com o tempo, você que era amiga apenas de uma das partes do casal, se torna amiga das duas. O problema é que a pessoa com a qual sua amiga está namorando, resolveu pular a cerca e você ficou sabendo. E agora, José?

Bom, eu não sou da opinião radical de que "Amigo que é amigo, conta". Não mesmo. Muito antes, pelo contrário... São necessárias algumas ponderações acerca dos fatos para tomar a decisão correta e é isso que eu vim fazer.

Bom, acho que a primeira grande pergunta que devemos nos fazer na hora de tomar essa decisão é: A pessoa em questão gostaria de saber isso? Porque, pessoalmente e tenho plena consciência de que isso é um posicionamento meu, eu não teria vontade nenhuma de alguém antecipar meu sofrimento. Otária? Talvez... mas eu julgo o sofrimento de uma traição tão pesado (e que fique claro, que estou falando do sofrimento e não do ato), que eu prefiro saber se tiver que saber. 

Segunda coisa que eu imagino ser importante ponderar, caso seu amigo não queira contar: Quem está envolvido nessa trama? Quer dizer, imagina se que você é amiga da moça, mas em contrapartida, seu namorado é um grane amigo do rapaz. Aí, você descobre que o amigo do seu namorado traiu a menina, mas sabe que se você contar isso vai desencadear uma série de brigas e discussões que podem ultrapassar a linha do relacionamento dos dois e, ainda, pode acontecer do casal conversar, se perdoar e você sobrar nessa história. Ah, você e seu namorado, que por sua vez, perdeu o amigo porque você contou a façanha. Ou seja, até você corre o risco de brigar ou terminar seu namoro por isso.

Terceira ponderação:  isso é da minha conta? Eu devo me envolver em uma história que não é minha? Penso assim... Cada um com a sua história e com as consequências das histórias que têm. Eu sei que o sentimento de ser o ultimo a saber de algo é muito ruim, mas devemos levar em consideração, neste momento, se o corno da rodada for nós mesmos, que quem está de fora dessa história, nada tem a ver com isso e que não temos que cobrar nada dela. Afinal, não é ela que está te traindo... "Mas sendo meu amigo também está me traindo". Ah, meu caro, se a pessoa não soubesse, não iria te contar e você nunca ia saber da boca ela. Saberia por via de terceiros, talvez. É muito egoísmo seu querer que a pessoa se envolva na história que não é dela por ações da pessoa que VOCÊ escolheu ter ao lado.

Agora, se você é da turma que é adepta do contar, custe o que custar, boa sorte. Existem momentos sim, que isso é o mais certo a se fazer, dependendo da circunstância, na qual você é só amiga de um dos lados, e quando, por algum motivo de força maior, que não sei exemplificar, é importante fazê-lo.

Se envolver em uma história que não é sua, é sempre muito delicado. Por isso a necessidade de pensar sobre as consequências que essa interferência terá, para evitar desgastes para você que a priori, não tinha nada a ver com a história. 


Amigos, amigos... Histórias à parte. 

22 de ago. de 2012

A Cerca Baixa e a Grama Verde do Vizinho

Minha coluna aqui no blog é sobre sexualidade, mas envolto desse tema, estão tantos outros interligados, como família, tabus sociais, desenvolvimento feminino, relacionamentos, entre outros que me propus a escrever sobre traição e conceitos acerca delas, que passam na minha cabeça.

A traição na maioria das opiniões sobre o tema que já ouvi, é algo letal para o relacionamento e está diretamente ligada à insatisfação daquele que a comete. Não concordo. Ela pode sim, ser um indicador de uma insatisfação, mas não acho que só dela é feita uma pulada de cerca.


Mas de fato, o que é uma traição?


Ficar? Transar? Dar amassos sem beijar? Beijar sem transar? Seduzir sem ficar? Pensar em outra pessoa? Fantasiar? 

Essas são perguntas que cada pessoa responde de acordo com o princípio que tem.

Creio que existem N explicações/justificativas para traições... (E não que sejam motivos para condenar ou perdoar, ok?!)

Existem pessoas que são inseguras e imaturas. Elas têm medo de serem traídas e esse é o grande motivador da prática. "Ele pode me trair a qualquer momento. Não quero ser corna sozinha, logo, antes me arrepender do que fiz, do que daquilo que deixei de fazer."

Outras que não são muito ligadas nas "gramas verdes" que passam pelo seu percurso, mas uma ou outra pode lhe chamar a atenção e quando vêem, puft. Feito. Foi mais forte do que a pessoa, mas ela não estava insatisfeita e muito menos tem a intenção de terminar o relacionamento.

Aquelas que o relacionamento já está mais capenga que acidentado em fila de "Pronto Socorro" e não tem coragem de terminar... precisam de uma mão amiga, que normalmente é uma nova mão, para dar um basta no que já não existe mais.

Umas que precisam do externo para valorizar o interno. A pessoa dá aquela puladinha de cerca ~básica~, e volta pra casa com um buquê de flores e chocolates Kopenhagen . É a forma dela ver de fora que o que têm com ela é muito melhor.

Existem pessoas que não são de uma pessoa só. Elas simplesmente não conseguem se contentar em ficar apenas com quem resolveu dividir a vida, e se deixa levar pela vivacidade que aparecem nas pessoas que cruzam seu caminho e tintilam sob seus olhos. Para elas, isso é muito forte e real, mas não é indicativo de insatisfação ou crueldade. Elas simplesmente conseguem ficar com outras pessoas, não se envolverem (o que também, pode acontecer) e continuar com seu relacionamento sem maiores transtornos. 

Acho que esses são cinco dos inúmeros perfis e justificativas para ser infiel com aquele que está ao lado. Não estou defendendo nem condenando. Apenas ponderando um assunto muito generalizado e colocado, por vezes, dentro daquele conceito de que é tudo uma coisa só. 

Muitas vezes, começamos um relacionamento com alguém as escuras, sem saber nada sobre a vida pregressa daquela pessoa. Entretanto, aquelas com as quais tivemos condições de ouvir um pouco mais da história, sabemos um pouco de como ela vê as coisas e temos ideia de como será o desenvolver do relacionamento, se as coisas caminharem para isso. Não se iluda... não será você o grande mestre que mudará o fulano que está com você. Ele pode sim, e é o mais provável, repetir o ciclo que costuma ter com as pessoas com as quais se envolve. 
Isso não é regra, principalmente porque, com o tempo, as pessoas tendem a amadurecer e a pensar nas consequências daquilo que fazem, mas a repetição é algo tão natural do ser humano, que a probabilidade de acontecer é grande.

Assumir as consequências de seus atos é tão importante quanto assumir a responsabilidade de ter começado a se relacionar, com aquele a quem você já sabia como era. Se já era do seu conhecimento, repense seu ego inflado de achar que com você seria diferente. E claro, você tem a opção de aceitar ou não as coisas como acontecem.


Uma outra coisa a ser ponderada acerca da temática traição é o julgamento que é feito daquele que trai. O traído tem o direito de ficar puto e triste... com raiva e até enfurecido. Mas, normalmente, quem toma esse tipo de atitude é crucificado até a morte, sendo que todo mundo, uma vez na vida e por motivos dos mais diversos, já passou pela situação. Quantas milhares de vezes, nós ficamos sabendo da vida de alguém, falamos, criticamos, defendemos ou acusamos... E, num segundo momento, estamos lá, naquele mesmo papel de quem estávamos falando há pouco? 
Esses julgamentos são muito perigosos, porque vamos acabar passando pelas mesmas situações, uma hora ou outra na vida. Então, é bom que tenhamos em mente que a pimenta que agora estão nos olhos alheios, podem arder mais tarde nos nossos, e aí, meus caros, é que a porca torce o rabo e pagamos a língua grande que tivemos.

Hoje em dia, conheço muitas pessoas que passariam por cima de traições por entenderem a condição complicada que é manter um relacionamento fechado por muito tempo. Sabemos que o tesão diminui, a amizade aumenta e que outras pessoas chamam a atenção. Outras, no entanto, se mantem firmes na posição de que se traiu, acabou. Assim como assim, quem tem maior razão ou verdade, não importa. Se é que isto existe. 


Mas o fato é que este é um assunto que devemos falar, pensar sobre porque faz parte de coisas que acontecem na vida e é preciso não fechar os olhos para o que pode acontecer conosco ou partir de nós mesmos.