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28 de fev. de 2013

É o Novo! # 2 : Heróis da minha infância !

Olá povo!

 Estava eu pensando aqui, faz tempo que eu não posto nada sobre séries,estou em falta com o blog!
 Tenho assistido séries interessantes,pretendo versar sobre elas conforme o ano for avançando,mas revendo algumas fotos antigas,daquelas em que não se faz pose mas se é pego no flagra "voando alto" durante brincadeiras infantis,acompanhadas- pelo irmão- ou na maioria das vezes solitária. 
 Que brisa,que lembranças legais!  Brincadeira de criança não é completa se ela não "incorporar" aquele personagem que mais a agrada...E naquela época anos 80/90, haviam muitas séries que me inspiravam. Os efeitos especiais podem não ser tão elaborados como os das séries de hoje,com recursos tecnológicos 3D ou maquiagens realísticas mas certamente eram muito mais emocionantes e é por isso que à maneira da colega Karla aqui do blog,vou compartilhar um pouquinho das minhas lembranças com vocês! Foi muito difícil escolher sobre quais séries falar,mas estas são as eleitas:

                             
Super Vicky : Quem se lembra desta frágil garotinha de vestidinho e avental, 8 anos de idade,dona de uma força descomunal?  Eu era vidrada nela e ficava realmente muito chateada quando a mandavam ficar dentro do armário,ela DEVERIA fazer parte daquela família,que maldade! Apesar de parecer cruel com a querida Vicky,tinha um propósito maior: Afastar a vizinhança fofoqueira que com certeza prejudicaria a famíla se descobrisseque a garotinha era um robô fabricado pelo próprio patriarca da família,um ancestral dos nerds por sinal,Dr Ted Lawson.Nunca hei de esquecer  a menina vizinha de cabelos vermelhos e o seu inesquecível bordão : Onde está o meu homem! Que persistência!


Esta era a abertura da série:




Changeman: Não poderiam faltar seriados tokusatsus japoneses,os quais eu amo desde pequetita! As poses que eu fazia eram épicas e representavam os seres que davam forças ao grupo de heróis da série. É claro que eu queria ser como as Change Sereia e Fênix,as meninas da equipe,mas tinha igual admiração pelo poder dos rapazes.  Gyodai era esquisitamente cativante com sua aparência peculiar e por melar o trabalho dos Change, revivendo os monstros e transformando-os em gigantes . E que nojo dos soldados! Nasciam de ovos,tinham pele azul e eram loiros. Eram mudos mas toda vez que apareciam um som asqueroso os identificava. Sentem a porrada neles,Changes!

Abertura de Esquadrão Relâmpago Changeman,como era chamado aqui no Brasil:





Kamen Rider : Meus amiguinhos de colégio me achavam, bizarra por gostar de seriados japoneses,mas vejam  só Kamen Rider Black e  Kamen Rider Black RX que foram os únicos da franquia original a serem exibidos no Brasil: É um homem inseto - ciborgue- pilotando uma super moto e chibateando os vilões até eles explodirem! Isso não é demais? Definitivamente,as crianças atuais precisam de heróis como os dos anos 80!


 Abertura de Kamen Rider na saudosa TV Manchete:




Jiraiya: Finalizando a minha seleção de japoneses, não podia faltar ele,o ninja Jiraiya! Como dizem por aí: Épico!- LE CARRO EXPLODINDO E CAPOTANDO - O diferencial de Jiraiya em relação aos outros heróis japoneses é que ele um jovem comum,tanto como anônimo quanto como lutador da justiça.Ele não possui super poderes,conta apenas com o treinamento da lendária técnica ninja e com a sua espada. Fodeu,agora porra tá séria,é assimm que pensávamos toda vez que ele empunhava a espada e gritava: Espada Olímpica! A série torna-se muito mais interessante pelo simples fato que o último ninja do Japão (de verdade) está entre os personagens.

Abertura de Jiraiya,também na TV ( Porque fostes acabar Rede Manchete?  ) :



  Goosebumps: Esta série eu assistia na época em que ainda havia  o canal Fox Kids nas TV's pagas. Apesar de ser dirigida para o público infanto-juvenil,é capaz de provocar "calafrios",literalmente o nome da atração. O enredo conta com situações bastante tensas,que prendem até mesmo a atenção de um adulto,ou seja é um terrorzinho muito bom de se assistir à tarde,depois da aula e depois ficar matutando sobre algumas lições muito importantes repassadas através das situações. Tipo,se puder sempre evite de ser incrédulo,curioso demais,soberbo,teimoso,valentão...Você pode acabar se dando mal!Confesso que eu só assistia de dia com todas os acessos da casa abertos,porque vai que...né? XD~~


Aqui está um episódio da série:



Eerie Indiana : Apesar de não ser amedrontadora como Goosebumps, a trama de Eerie Indiana é bastante tensa e complexa. Imagine você encontrar-se consigo mesmo do futuro com a idade de 113 anos? Deve ser impactante saber que nunca sairá de sua cidade e que trabalhará como carteiro. Mais ainda quando você em questão tem apenas 13 anos! Essa foi mais uma das estranhas situações pelas quais passaram Marshall Tellers e seu amigo cabecinha oca  na cidade de nome homônimo à série. É um "Além da Imaginação" infanto-juvenil,muito bom,que pena que não passa mais na tv.  
Abertura de Eerie Indiana,no original em inglês:



E para finalizar com chave de ouro...



Wishbone: Uma explosão de fofura esse cachorrinho,minha gente! Até hoje tenho o refrão guardado na minha cabeça "Qual a história Wishbone,que você vai nos contar"! Eu realmente queria que meus filhos vissem esta série,assim como todas as outras crianças,pois é pedagógico,incentiva a criatividade e o gosto pela leitura.Meus cães foram meus wishbones!O imaginativo cãozinho compartilha conosco seus sentimentos e devaneios.A cada episódio ele é um personagem da literatura,num enredo que se entrelaça com a sua vida de companheiro do garoto Joe,seu dono e é claro,cada episódio tem um conflito,uma resolução de problemas e uma importante lição a ser repassada. Em alguns episódios a carga dramática é intensa,como foi o caso de A Máquina do Tempo de H.G Wells. Podemos sentir a desolação de Wishbone ao ver que enquanto " ele" viajava com auxílio da máquina o mundo que ele conhecia havia terminado. Foi bem obscuro. E de novo,que fofura de quatro patas,nos mais elaborados figurinos de época! #VOLTAWISHBONE


Tema de Wishbone em inglês:


Acaba por aqui a minha lista de heróis de infância,espero que vocês tenham gostado!

7 de set. de 2012

Cadê a Infância que Estava Aqui?


O que faz a pressão social em uma criança? Quais são os reflexos deste ambiente recheado de informações nestes seres pequeninos que chegam ao mundo? Sempre costumo discutir este assunto com meus amigos, sendo eles já pais ou não, e a máxima que sai é sempre esta:
- Fomos uma das últimas gerações que realmente teve infância!
Espanta-me cogitar tal ideia. Afinal, a inocência e o encanto pueril deveriam ser protegidos a todo custo. Antes mesmo de eu ser criança já havia situações que transformavam os pequenos em adultos, em descrentes, roubavam-lhes o brilho no olhar, e, por mais infeliz que isto seja, sempre existirão casos assim. Contudo, o que realmente me alarma é a possibilidade do que era exceção, agora está se transformando em regra.

Em um domingo destes assisti a um documentário feito para a TV chamado: “Dana: The 8-Year-Old Anorexic” (Oito anos e Anoréxica). Fiquei pasmada, como muitos ficaram, com a pouca idade de Dana para estar sofrendo de um distúrbio alimentar tão grave. Como noção da seriedade do caso, a menina contava as calorias – comendo um absurdo de 175 diárias –, além de exercitar-se por horas a fio.

Pensei comigo mesma; Eu com a idade dela só me preocupava em correr, em brincar e em assistir ao filme da Sessão da Tarde. Enquanto o meu maior problema era tirar uma nota baixa ou alguma briga que me metia, Dana e outras (uma vez que o índice de meninas com menos de 10 anos apresentando estes distúrbios vem crescendo muito nos últimos anos) são colocadas a prova, tendo que enfrentar um monstro que poderá assombrá-las para toda uma vida.

Só o fato da anorexia e da cobrança por uma aparência ideal renderia páginas e páginas; Mas, estes distúrbios demonstram algo muito mais profundo que o físico, é uma resposta inconsciente da criança para algo que não consegue expressar e dominar. Nossa atualidade figura em milhares de informações jogadas por segundo, cabendo tudo no alcance das mãos. Como não confundir e moldar as crianças se nós mesmos estamos apreendendo este ritmo frenético? A velocidade pode ser algo maravilhoso, mas também pode levar a colisão.

O contato com a natureza faz falta, ainda que não a conheçam. As brincadeiras em conjunto, o sujarem-se, até mesmo as brigas pesam ausentes para o espírito livre e curioso. Os eletrônicos roubaram o espaço do pique-esconde. Existe um tempo para tudo, com o passar dos anos percebemos isto com mais clareza, e perante a limitação do agir e o universo ilimitado de novidades, estão recaindo para a correria do mundo, sem aproveitar o encanto da infância.

Não é culpa só do meio, mas sim nossa, a mania de acreditar que os machucados podem ser evitados, que os erros negados, como se não fossem parte do processo, trazendo o resultado final e exigindo que pense como adulto alguém que a tão pouco tempo está na terra. Ao invés de deixar que haja uma introdução ao ser vivenciado, apertamos no skip intro e permitimos que esta fase torne-se cada dia mais curta.

A cena é mais comum do que se pensa, mas vi três meninas, com idade aproximada de 6/7 anos, sentadas, lindas, falando sobre a roupa, a maquiagem, os meninos e ignorando o intervalo das aulas, transcorrendo sem nenhuma brincadeira. Estas não deveriam ser as preocupações, os gostos, as fases são importantes e precisam ser saboreadas ao máximo.

A beleza da infância está nesta descoberta de ritmo descompassado ao nosso corre-corre diário, na inocência e na despreocupação. É nossa obrigação garantir que esta exista e dure, refreando o crescimento antecipado que tanto nos deparamos hoje em dia; Deixando para trás as preocupações com aparência e garotos/as para a correta fase. Afinal, se já é complicado na adolescência para que permitir que more na infância também?


4 de ago. de 2012

Mary Bell: Quando uma Criança Mata

Retirada DAQUI
É estranho imaginar que um ser frágil como uma criança é capaz de matar alguém. Ainda mais se for uma bela menina de olhos claros. Contudo, o mundo é um lugar imperfeito, as aparências enganam e o passado - por mais curto que seja - interfere na visão de mundo. Quando o assunto é crime as justificações são dúbias e nunca concretas; Mas, quando as coisas são encaixes exatos do real?

Mary Bell tinha apenas 10 anos - na verdade, um dia antes de completar 11 anos de idade - quando ela matou a primeira vez. Voltou a assassinar com 11 anos. Suas vítimas foram dois menininhos, Martin Brown de 4 anos - o qual foi estrangulado - e Brian Howe de 3 anos - estrangulado, perfurado nas coxas e genitais e  cravado um M na sua barriga com uma lâmina de barbear. Houveram outras acusações de tentativas de estrangulamento dela contra quatro meninas. A natureza cruel de seus atos e a pouca idade da garota tornaram o seu caso muito expoente, havendo as mais variadas teorias sobre sua postura social e psicológica. Seria ela um monstro ou vítima das circunstâncias?

A vida familiar de Mary era completamente desestruturada, sua mãe era prostituta, além de ser uma ausente. Bell nunca chegou a conhecer seu pai. Em compensação sua mãe aplicava castigos severos, chegando a permitir - forneceu o consentimento - que ela fosse abusada sexualmente, isto tudo antes dela completar 5 anos de idade. Alguns familiares afirmaram que a mãe de Mary Bell tentou matá-la e fazer parecer acidente. Durante o seu julgamento psiquiatras deixaram claro que havia sinais de psicopatia nela - Mary chegou a declarar que: "Eu gosto de ferir os seres vivos, animais e pessoas que são mais fracos do que eu, que não podem se defender" -, influenciando para que a mesma fosse condenada a prisão por tempo indeterminado, mediante avaliações psiquiátricas.

Durante o seu aprisionamento não possuiu o melhor comportamento, tentando fugir da Prisão de Moore, local onde foi designada. O tempo passou e após muitos tratamentos e avaliações ela foi liberada em 1980, com 23 anos, sob supervisão. Teve alguns empregos que não foram bem sucedidos, em parte pela preocupação de que voltasse a transgredir, como no caso de uma enfermagem para crianças. Mais tarde engravidou e teve que lutar pelo direito de criar sua filha, a qual nasceu em 1984, uma vez que evidente o zelo perante seu passado. Neste ínterim, foi-lhe concedido o anonimato, bem como o de sua filha. Todavia, em mais do que uma ocasião foi descoberta e coagida. Em 2007, depois da morte da sua mãe Mary Bell aceitou ser entrevistada, o que resultou no livro "Gritos no Vazio". As últimas notícias que se tem dela é que hoje está casada, é avó e vive sob o medo da exposição.

Deixo aqui o episódio completo de uma série de cunho documental chamada "Children of Crime" lançada em 1998, o qual conta sobre o caso de Mary Bell - áudio em inglês

"Brian Howe had no mother, so he won't be missed."

2 de ago. de 2012

Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…

“Alô! Alô! Planeta Terra chamando, planeta Terra chamando! Alô! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…"
Se tem algo que acredito que deva ser estimulado durante toda a vida é a tal da "imaginação infantil". Coloco entre aspas vez que penso ser um fator além das idades, algo inerente ao espírito. A imaginação que esquece dos limites é responsável pelas maiores invenções e reviravoltas sociais, esta espécie de "sonhar" é característica daqueles insanos que nunca deixam de cogitar as impossibilidades. A exemplo de um certo garotinho que  figurou na telinha da TV Cultura lá no início dos anos 90; Já sabe quem é? Vai aí mais uma dica: "Ah, né?!"

O pequeno voluntarioso Lucas Silva e Silva - interpretado por Luciano Amaral, sim, aquele do Castelo Rá-Tim-Bum - era a personagem principal de um dos programas brazucas mais interessantes: O Mundo da Lua. Com o pretexto de um gravador que Lucas recebeu de seu avô no aniversário de 10 anos, inicia-se uma jornada entre a infância e a adolescência, seus conflitos e as escapatórias imaginativas do menino quando os problemas reais o afetavam.

De cara pode soar perigosa a alternativa dele, contudo, é neste espaço imaginário - o mundo da lua - que encontra as respostas, enxergando tudo sob uma nova perspectiva. Sem pretensões, acabava fazendo um verdadeiro exercício de autoconhecimento. O grande mérito disto resta, justamente, nas mãos do criador do programa e roteirista da maior parte dos episódios, Flávio de Souza.

Imagem retirada daqui.
A equipe de sucesso não parava por aí, afinal, o elenco de apoio era tão fantástico quanto o protagonista; A começar por seu avô Orlando, que nas mãos de Gianfrancesco Guarnieri virou um simpático e engraçado ser. Também se tinha a hilária empregada - Ana D'Lira - e seus amores por um apresentador de rádio. Há que se falar dos pais, típicos e amorosos, Rogério (Antônio Fagundes) e Carolina (Mira Haar); Para fechar, uma tradicional adolescente e seus rompantes, a qual servia de contrassenso para Lucas, sua irmã Juliana (Mayana Blum).

No fim, nada mais era do que uma família como qualquer outra, com seus problemas e suas percepções do crescimento. Daí a graça da imaginação como elemento fabuloso para ensinar e alargar os olhares infantis. O encanto das desventuras descritas naqueles diários de bordo era tamanho que, como guria que cresceu aos embalos culturais, fica difícil de esquecer aquela abertura anunciando que tudo poderia acontecer.

Caso você não conheça, ou mesmo queira relembrar, deixo aqui o primeiro episódio - de 52 - para conferir. E boa viagem ao universo lunar:

"I believe in the imagination. What I cannot see is infinitely more important than what I can see". 

13 de jul. de 2012

Toda Mulher Tem um Pouco de Bruxa!

Mas há algumas coisas que tenho por certeza: Sempre jogue uma pitada do sal derramado sobre seu ombro, tenha alecrim em seu jardim, plante lavanda para dar sorte, e apaixone-se sempre que puder. (via Tumblr.)
A figura mística da bruxa é associada, no imaginário popular, por uma mulher má, talvez velha, talvez feia, que busca a solução de certos problemas através da magia negra. Conceito que pode ser muito bem relacionado ao tratamento dado a mulheres "rebeldes" na idade média. Tratá-las como hereges era algo fácil, já que os sinais vistos como pecaminosos tinham em sua base desde superstições a marcas/doenças genéticas. 
Quem nunca fez uso de alguma "sabedoria popular" que atire a primeira pedra. 
Eu cresci brincando na casa da minha avó materna. Ela era doceira de mão cheia, apesar de nunca ter tido treinamento profissional; Chegar lá era provar de uma infinidade de sabores deliciosamente combinados. Tudo que sabia aprendeu com sua mãe, e esta com a sua figura materna e assim por diante. Os segredos daquela culinária caseira foram passados de geração a geração, como também algumas orações e bençãos que ajudavam a encontrar objetos perdidos, curar o amarelão e proteger contra a "maligonia" - seja lá o que for isto. Minha avó sempre foi mágica ao meus olhos. Sim, eu acho que ela tinha um "q" de bruxa.

Qual o meu ponto com este breve relato de minha infância? Provar que "bruxaria" pode ter um conceito muito mais amplo do que os dados malévolos que nos são repassados. Por exemplo, o uso de um amuleto da sorte, uma simpatia de final de ano, uma prece libertadora, algo em que se deposite a confiança e o poder, para mim isto tudo faz parte do conceito de magia/feitiço/mágica.

Via Tumblr.
Não poderia ser diferente com a dita Sexta-feira 13, cercada de mistérios e crendices - basta dar uma olhada no MEDOB que traz algumas curiosidades sobre a data, confiram AQUI.O número 13 é por vezes associado a incompletude, má sorte e inclusive morte, fazendo com a data ganhasse uma conotação fantástica. Assim, se tem uma época em que as pessoas ficam mais atentas as superstições é esta; Não se passa debaixo de uma escada, não se deixa um gato preto atravessar o caminho, quiçá quebrar um espelho... Sete anos de azar é muito tempo.

Bianca Passarge by Carlo Polito, 1958
- No, I'm not okay! You've turned me into a witch!
- You were born one. We all were. And I think we better start learning to deal with that.
Sejamos sinceras, todas temos alguns segredinhos infalíveis; Uma certa máscara caseira para pele, uma receita afrodisíaca, uma roupa que dá sorte, um chá para curar isto ou aquilo, um charme extra para conquistar algo... Nós mulheres somos sortudas, temos a magia ao nosso lado. Nascemos sobe o fortuito sexo dos mistérios a serem revelados, somos todas um tantinho "bruxas", e é melhor aprendermos a lidar com isto. 

Para finalizar, que tal exercitarmos o nosso lado feiticeira e assistindo ao primeiro episódio legendado de Charmed - série que já comentei no post As Bruxas dos Anos 90 em meu blog -, créditos ao Canal ViviHelenaSF:



Tenham uma ótima Sexta-feira 13!

14 de jun. de 2012

O Mundo de Beakman

O Mundo de Beakman
Honestamente acredito que a melhor época para ter sido criança foi durante as décadas de 80 e de 90. Além da consciência de que a criança deveria aproveitar esta fase ao ar livre, por estes anos o Atari expandiu-se, os filmes fugiam de certas restrições, a internet despontava e os programas de TV eram mais preocupados com o conteúdo do que com audiência a qualquer custo.

Foi justamente neste período em que o colorido servia de estímulo para a imaginação pueril - e não para música - que nasceu o Mundo de Beakman. Um programa televisivo produzido nos Estados Unidos e que, graças ao intenso feedback positivo, foi transmitido aqui no Brasil pela TV Cultura entre 1994 e 2002.

Eu que sempre gostei de aprender - vide "Aprendi no Telecurso 2000!" -, não perdia um episódio. Os mesmos possuíam temáticas específicas, além de responderem cartas de telespectadores reais. Quando o programa foi trazido para a telinha brazuca, os nomes verdadeiros das correspondências foram suprimidos e substituídos por trocadilhos divertidos na mesma linha do humor aplicado para explicar os conceitos científicos.

Aparte das risadas garantidas, outro triunfo do formato eram as experiências realizadas. Assim, o que era explicação ganhava força palpável aos olhares infantis. Eu mesma repeti algumas delas, só para me certificar de que era possível e, por óbvio, sentir-me "A" cientista!

A condução fixava-se nos conhecimentos de Beakman, protagonizado pelo fabuloso Paul Zaloom (confira o site oficial dele), acompanhado de seu amigo Lester, um rato que auxiliava nos experimentos interpretado por Mark Ritts, e de uma assistente. Vale mencionar que durante os anos da atração três assistentes cheias de atitude passaram pelo universo deste cientista maluco, sendo elas respectivamente: Josie (Allana Ubach), Liza (Eliza Schneider) e Phoebe (Senta Moses). Ou seja, a estrutura do programa era formada por uma equipe de laboratório de três integrantes - dois humanos e um rato inteligentíssimo - e mais dois pinguins que assistiam o programa conectando as partes com tiradas engraçadas. Duas ambientações complementando-se em harmonia.

Por falar em estruturação, você sabia que no laboratório de Beakman havia:
  • 34 globos terrestres;
  • 36 pneus de bicicleta;
  • 14 extintores de incêndio;
  • 5 manequins assistenciais;
  • 11 ventiladores elétricos;
  • 1 floresta Tropical indoor;
  • 14 luminárias de lava;
  • 9 torradeiras;
  • 4 pipoqueiras;
  • 1 esqueleto;
  • 6 troféus de boliche; E
  • 2 secadores de cabelo profissionais?
Para outros fatos interessantes basta acessar o site oficial do programa, clicando AQUI.

Com toda esta conjunção de ciência, humor e cores o sucesso era inevitável. Tornar o mundo do conhecimento científico algo acessível para um público em fase de formação é mais do louvável! Algo que soa faltante nos dias de hoje. Está certo que atualmente existe o Google para responder as dúvidas nossas, entretanto, inexiste o incentivo mágico de uma simpática persona e suas loucuras. Bom, enquanto ninguém resolve inspirar-se nesta preciosidade, que tal rever alguns episódios antigos completos?
Chuva, Beakmania e Vulcões
Bolhas, Beakmania e Pés

Gravidade, Beakmania e Inércia

Prontos para uma Experiência?

11 de jun. de 2012

Top 10 Casais Adoráveis da Disney

Quando postei a Filmografia em Fotos de Julia Roberts em meu blog Nascida em Versos, constei uma imagem (acima) do filme Uma Linda Mulher com a seguinte frase: "Eu quero um conto de fadas". Não posso dizer que todas as pessoas possuam o mesmo desejo que o da personagem - até por que sei o quão piegas soa a ideia da personificação de um amor nos moldes do dito "fairytale" -, entretanto, creio que se permitir provar de um sentimento idealizado vez que outra é algo inevitável. Somos seres necessitados de amor, ilusão e esperança. Foi justamente esta fala da película que me inspirou a montar um Top 10 elegendo os casais mais adoráveis da Disney - mestre em elaborar histórias do gênero

Então, aproveitando este clima de "Dia dos Namorados", segue o Meu Top 10 Casais Adoráveis da Disney:

10. Dama & Vagabundo: Parte de uma premissa de que o amor não encontra barreiras em classes sociais, algo parecido com Cinderela, só que com dois cachorrinhos lindos. Ah... e ao som de Bella Notte!

9. Tiana & Naveen: O mais recente do Top, conquistou-me por toda a ambientação de New Orleans e pela relação de amor e ódio do casal. Uma delícia!

8. Pocahontas & John: Adoro o fato dos dois mudarem, evoluírem, crescerem juntos. Não se trata apenas de um romance, é uma transformação mútua. Acredito que esta seja a representação mais "realista" da Disney de um casal.

7. Aladdin & Jasmine: Olha a música tema: "A whole new world, A new fantastic point of view. No one to tell us no, or where to go, or say we're only dreaming". Preciso dizer mais?

6. Simba & Nala: Um amor que dura através dos anos, da separação e das adversidades... Lindo! 

5. Ariel & Eric: De dois mundos completamente diferentes, mas, bastou um olhar para que ela desistisse de sua voz - motivo pelo qual ele se apaixonou por ela - para poder ficar perto de seu amado.

4. Bela & Fera: Quem não adoraria saber que o sentimento do outro independe da aparência, a paixão surgiu por quem você realmente é e não pela forma como se apresenta? A Bela e a Fera mostra de forma encantadora isto. Com certeza, a película da Disney predileta de muitos. 

3. Giselle & Robert: A Disney, com muito humor e charme, compilou diversos clichês de seus filmes anteriores e criou a comédia musical onde personagens de contos de fadas surgem no mundo real. O casal principal? A doce, apaixonada, alegre Giselle e o cético, amargurado, generoso Robert. Amo esta combinação! 


2. Wall-E & Eva: Um sonhador robozinho solitário - que saboreava da possibilidade de um romance através de filmes antigos - esbarra com a contida robô Eva. As cenas montadas pela Disney (Pixar) entre os dois são tão absurdamente adoráveis que nem se precisa de falas.

1. Carl & Ellie: Pois não existe maior conto de fadas do que um amor que REALMENTE dure a vida inteira. 

E aí, qual é o seu casal preferido?

7 de jun. de 2012

Bum, Bum, Bum... Castelo Rá-Tim-Bum!

Em 09 de maio de 1994 estreou um dos programas mais queridos da telinha brasileira: Castelo Rá-Tim-Bum. Durante os seus três anos de produção - e mais não sei quantos de exibição - o universo fabuloso deste Castelo além de encantar a criançada, dava um show de criatividade na hora de educar. Digo com orgulho que eu era uma destas fãs incondicionais das aventuras de Nino, Pedro, Biba e Zequinha.

Nino, um garoto bruxo de 300 anos, teve de se mudar para um castelo na cidade junto de seus tios Morgana e Dr. Victor, já que seus pais teriam de fazer uma expedição no espaço sideral. Apesar dele ter vários companheiros mágicos ali no castelo, Nino sentia falta de amigos. Então, para mudar sua situação, lança um feitiço que atrai três crianças especiais: O inteligente Pedro, a doce Biba e o sapeca Zeca. Com uma ambientação daquelas só podia resultar muita diversão.


Por falar na ambientação, abaixo tem um making of de como foi construído o Castelo, um verdadeiro show da direção de arte. No vídeo mostra alguns dos truques e das passagens secretas que auxiliaram na execução dos quadros, assim como para que o programa fosse premiado.


Mas, nem tudo eram flores, já que um vilão cercava o castelo sonhando em comprar o terreno e construir um prédio de 100 andares; O Dr. Abobrinha, com seu jargão clássico "será meu, meuuuuuu", tentava de todas as formas ludibriar os habitantes do local.  Claro, nunca conseguindo. 

Alias, é de mencionar que as traquitanas do Dr. Victor dividiam espaço com a serpente mais adoravelmente irritante Celeste, bem como com o anunciador Relógio, o charmoso Ratinho, os aprontadores Godofredo & Mau, os musicais João de Barro & as Patativas, o questionador Telekid (porque sim, não é resposta!), o livreiro Gato Pintado, os irmão cientistas Tíbio & Perônio, os rock'n roll Trap & Flap, a gralha Adelaide e os companheiros da Dedolândia. Fora os visitantes costumeiros: Etevaldo, Penélope, Caipora e Bongô. Eram tantas curiosidades e personagens encantadoras que fica difícil mencionar sem esquecer de algum momento extraordinário. 


O show criado por Flávio de Souza e Cao Hamburger em maio deste ano completou 18 anos. O seu término deixou muita saudade e um vazio. Afinal, que outro programa infanto-juvenil conseguiu aliar tão bem fantasia, conhecimento e diversão? 

Eles cresceram...
Aqui deixo dois depoimentos especiais dos atores quanto a comemoração dos 18 anos do Castelo Rá-Tim-Bum:



Vai... Confessa... Bateu uma Nostalgia Agora, não é mesmo?!

31 de mai. de 2012

Aprendi no Telecurso 2000!

O que a internet representa hoje, a televisão um dia representou. Foi a principal fonte de informação e entretenimento diário. Claro, com as novas tecnologias, a politicagem e a concorrência a situação mudou. o domínio foi se instalando na mão de uns  poucos e a qualidade fugindo para horários absurdos. 

A verdade é que, independente do cenário em que a programação da telinha formou-se (ou deformou-se), sua importância no ambiente cultural brasileiro é indissociável e inegável. Eu mesma me recordo de acordar super cedo quando criança e correr até a casa dos meus avós, só para tomar café com eles enquanto assistia ao Telecurso 2000.

Para quem não se recorda deste programa - ou mesmo não viveu nos "anos dourados" do mesmo -, o Telecurso 2000 foi criado pela Fundação Padre Anchieta em parceria com a Fundação Roberto Marinho em 1978 sob o nome Telecurso 2.º Grau. Mais tarde, em 1983, criou-se o Telecurso 1.º. Contudo, somente em 1995 que surgiu o formato mais conhecido deste projeto: O Telecurso 2000 que passava nas telinhas da Rede Globo, TV Cultura e o Canal Futura; Tendo sido exibido até 2008.

O conceito era bem simples, algumas aulas criativas - cada uma com duração de 15 minutos - divididas por matéria, que visavam ao público que não havia alcançado o ensino fundamental ou médio. A exibição acontecia de manhã cedinho - acho que sempre fui bicho madrugador

Com o tempo o material foi se tornando desatualizado e obsoleto, o que fez com que o programa saísse do ar. Todavia, ocorrei uma revisão do material e conteúdos e houve uma remodelagem, inclusive para cursos profissionalizantes, gerando o Novo Telecurso 2000.

Engraçado como um programa relacionado a educação possa me trazer tantas boas lembranças, com cheirinho de pão fresquinho e "chimia de uva" caseira.

Para ativar melhor a nossa memória deixo alguns vídeos com aulinhas do telecurso:

1.º - Aula sobre FOGO

2.º - Aula de Língua Portuguesa

3.º - Aula de Química, com direção e criação de Marcelo Tas

4.º - Aula de Física

5.º - Aula de Ciências para o Ensino Fundamental

6.º - Aula de Curso Profissionalizante

7.º - E, obviamente que não iria faltar, a pérola super comentada nos sites por aí...

Aprender pode ser divertido, não é verdade?

24 de mai. de 2012

TV Cult: Vamp

No início dos anos 90 a Rede Globo resolveu lançar uma trama de novela das 19h completamente no estilo Terrir, protagonizado pela bela Claudia Ohana, além dos talentosos Ney Latorraca, Reginaldo Faria, Joana Fomm, Nuno Leal Maia, Fábio Assunção, Guilherme Leme e Vera Holtz, VAMP tornou-se um sucesso estrondoso - ganhando inclusive álbum de figurinhas e trilha sonora complementar chamada Rádio Corsário. A trama se passava na cidadezinha de "Armação dos Anjos" e vinha repleta de referências pop, comédia, romance e um tantinho de ação.


Claudia Ohana é Natasha, uma famosa cantora que vendeu sua alma ao desprezível Conde Vladymir Polanski interpretado por Ney Latorraca (qualquer referência ao filme Dança dos Vampiros de Roman Polanski não é mera coincidência), este completamente obcecado por aquela. A bela vampira abala o sossego da cidadezinha quando resolve ir filmar um de seus clipes no local, atraindo com sua presença muito mais do que a atenção do público... Forças malignas a perseguiram.


Bebendo das veias dos clássicos vampirescos (livros como Drácula e O Vampiro Lestat), o interesse do Conde Vlad por Natasha tinha bases em vidas passadas: Natasha era a reencarnação de Eugênia, o grande amor do malévolo vampiro. Na existência anterior ela preferiu ficar com Rocha, que convenientemente era a reencarnação do Capitão Jonas, morador de Armação dos Anjos. Todavia, a cantora vai para a cidade desconhecendo o seu passado, embora buscasse algo além de um bom clipe.

Natasha era uma vampira boazinha, procurando uma forma de destruir Conde Vlad e a maldição imposta por ele. A única arma de que dispunha era a Cruz de São Sebastião, a qual estaria escondida na praiana cidadezinha do Rio de Janeiro. A cruz deveria ser manejada por um homem chamado "Rocha". O herói, portanto, restava na figura do capitão Jonas.

Ademais, havia também um lado mais teen da trama, gerando todo um segmento divertido e no maior estilo do filme Os Garotos Perdidos, super clássico da Sessão da Tarde.

Falando de referências, vamos a listagem de algumas delas que ainda não foram citadas:
+ Drácula de Bram Stoker é mencionado numa das cenas da novela;
+ A família Rocha é uma homenagem A Noviça Rebelde.
+ Todos os filhos de Carmem Maura são homenagens à personalidades ou personagens importantes da história: Lena - Helena de Troia; Scarlett - Scarlett O'Hara de E o vento levou; Dorothy - Dorothy Gale de Mágico de Oz; Leon - Leon Tolstoi, escritor russo; Rubinho - alusão a Rubem Fonseca e Sig - Sigmund Freud.
+ Vale dizer que a união de Carmen com Jonas é uma alusão à película Os seus, os meus e os nossos.
+ Na ala musical tem-se o Conde Vlad dançando ao som de Thriller e a Natasha cantando Sympathy For The Devil.


Como em toda a novela que faz sucesso as participações especias são de praxe, houveram por aqui idem. Dentre as quais destaco a de Rita Lee com sua ultra-sexy Doce Vampiro - combinando perfeitamente com a veia brazuca desta figura sanguinolenta:



Infelizmente a novela só foi reprisada na TV Aberta em 1993, um ano após o seu término. Em 2011 o canal Viva reapresentou-a, em homenagem aos 20 anos da sua estréia.

Eu era meninota na época, mas lembro bem de ter conferido cada um dos capítulos desta preciosidade. Mesmo sem compreender as reentrâncias desta maravilha nacional da dramaturgia, curtia muito. E creio não ser a única. Com certeza Vamp é um dos maiores exemplos cults que encontramos na telinha brasileira.

17 de mai. de 2012

O Horror nas Sessões da Tarde

Lendo o texto "Por que você gosta de filmes de terror?" publicado no excelente site Boca do Inferno, comecei a pensar em todas as motivações que pudessem ter resultado neste meu amor pelo gênero do horror; Afinal, não são poucas as vezes em que escuto com voz duvidosa: "Você gosta de terror?". Não sei se as pessoas tem um conceito pré-definido sobre quem são os verdadeiros fãs do estilo e eu não componha este âmbito, só sei que me perguntam. A verdade é que eu cresci rodeada por mistérios sobrenaturais, pelo menos no que tange a telinha - Quem foi criança ou adolescente nos anos 80 e 90 sabe bem do que estou falando! 

Não tenho penas em dizer que cresci assistindo a Sessão da Tarde e ao Cinema em Casa, tudo dependendo de qual película estava passando. Tive meus traumas cinematigráficos de infância, como todos os que foram desavisados e conferiram "aquele filme". Mas, entre sustos, risadas e muita imaginação foi que acabei apaixonada pelo terror. Então, como forma ilustrativa de resposta para a questão levantada no Boca do Inferno, fiz uma lista de películas que transitaram em parte do meu repertório de horror da época; Confira Agora!
No início eles me fizeram rir;
Os Garotos Perdidos - 1987
Os Fantasmas se Divertem - 1988
Meus Vizinhos São Um Terror - 1989
Elvira , A Rainha Das Trevas - 1988
Depois descobri que desde meus pais eles atormentavam;
A Bolha Assassina - 1988 Remake do filme "The Blob" de 1958
A Volta dos Mortos Vivos - 1985 Inspirado no clássico de Romero "A Noite dos Mortos Vivos" de 1968
Foi quando esbarrei com os Monstros que provei do perigo;
O Ataque dos Vermes Malditos - 1990
Gremlins - 1984
Aracnofobia - 1990
O Monstro do Armário - 1986
Corri, mas os inanimados ganharam vida;
Christine, O Carro Assassino - 1983
Brinquedo Assassino - 1988
Não havia saída, tive de me render aos clássicos.
A Hora do Pesadelo - 1984
Alien, O Oitavo Passageiro - 1979
Poltergeist - 1982
Depois destes sustos, só quis repetir a dose!