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2 de fev. de 2013

Bruna Surfistinha

Hoje, tomei a liberdade de postar um texto do meu colega Roni dos Santos, Filósofo e Professor de Sociologia. Em se tratando de política ele é adepto da esquerda libertária. É blogueiro na Porta IconoclastaCinéfilos, Uni-vos.  Ele tecla muito bem e fez uma resenha bem interessante sobre o filme :Bruna Surfistinha.

Vamos ao filme?

A verdade é que uma cinematografia pode alcançar diferentes níveis de discussão. Um muito comum é: o cinema é uma ferramenta de função pública, e entendemos função pública no sentido da interação com o telespectador, logo, o que devemos admitir aqui é se deve existir uma ética que conduza a cinematografia.

 Ou ela deve se pautar somente pelo reconhecimento de si, ou seja, a arte não tem dever nenhum em relação ao seu público, assim como o público não é obrigado a acompanhar uma obra. Obviamente as duas posições são radicais. Mas uma variação deste debate é saber se uma obra deve oferecer um caráter moralizante a seu público ou um caráter reflexivo. Para pensar a questão escolhemos o filme “Bruna Surfistinha”. “Bruna Surfistinha” é um bom filme, mas perde a graça ao lermos o livro do qual se baseou, “O doce veneno do escorpião”. Contudo, isto não importa. O filme procura construir um roteiro e uma linha de argumentos consolidadas no cinema, sem surpresas. “A adolescente rebelde que sai de casa para se prostituir”. Entretanto, existe uma covardia e uma coragem no filme, mas nem isso é certo.

Pensar que a história da prostituição no cinema já não é algo novo nos oferece um lugar de comparação. Por exemplo, o clássico “Pretty Baby” (1978) que resgata a história da prostituição no início do século XX e discute de forma silenciosa a consolidação moral da burguesia americana no contexto da Belle Époque e como seus valores irão mudar práticas muito comuns para a época e como os ritos de iniciação de uma nova prostituta dentro dos cabarés irão desaparecer. No caso de “Bruna Surfistinha”, a questão não se centra no questionamento de dilemas morais, ou pelo menos, não naqueles dilemas morais. Os dilemas posto pelo filme, muito diferente do livro, aqui são outros. Então, qual é a covardia do filme? Ele não abre mão do gênero melodramático. Isso é um problema? Não exatamente. O problema é o caráter moralizante do filme, isto é, o gênero melodramático é usado para fazer circular a velha ideia de que a prostituição esta entre a linha do céu e do purgatório. Não podemos esconder que ser prostituta, seja de luxo ou do posto de gasolina em uma estrada deserta do nordeste, do próprio ponto de vista das profissionais do sexo, tem suas depreciações, mas pode haver o contrário e cabe perguntarmos a elas, por isso não cabe julgar suas vidas.O drama coloca o indivíduo com peça chave de problematização e resolução dos entraves colocados pelo contexto. Embora muitos personagens acompanhem sua trajetória, mas estes servem somente para dar ênfase a complexidade da situação que o indivíduo experimenta. Os personagens secundários do filme trabalham em função da estigmatização da personagem central, isto é, sem o próprio filme se dar conta de que trabalha em cima de um estigma.Por um lado, o filme, corajosamente, traz á luz o debate de uma forma de prostituição em São Paulo. Mostra, sutilmente, quais são os critérios que definirão se você será “puta de luxo” ou “puta suburbana”. Um debate que a sociedade parece evitar e por isso desconhece completamente suas divisões de território, sua linguagem, suas diferenças mais latentes. E por isso, de um lado, ou acham que prostituição é uma completa exploração e, de outro, é uma completa imoralidade o que não é verdade.

Por outro lado, ele aposta nos clichês comerciais mais comuns para alcançar o sucesso. Nem todos admitem, mas sexo e violência vendem. Embora eu concorde que ninguém faz filme para ser um fracasso de bilheteria, mas qual é a formula para fazer um filme de caráter reflexivo que atinja o público. Não tenho nada contra o cinema comercial, “Pretty Baby” tinha a bela imagem de Susan Sarandon nua, no entanto, a fotografia e o enquadramento acompanhavam a proposta do filme. Não tenho uma opinião definitiva sobre o filme, o tempo pode-nos mostrar como estávamos errados acerca de determinadas posições. Novos sentidos podem aparecer e, então, podemos olha-lo com outros olhos e assim eu espero. 


4 de jan. de 2013

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!! 



19 de dez. de 2012

The Secret Life of Bees

Dificilmente, um filme consegue reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai 'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem preconceitos?

Por outro lado, racismo, preconceito, não são  'comuns' somente em países americanos e europeus referente a comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar, analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida no planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura, etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes, não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais. Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert Bentley, derrotado nas eleições  e até mesmo algumas declarações do derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante sempre foi uma das mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do sexagenário, ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a exploração do homem pelo homem. A lei áurea que foi assinada por Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.

 Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente, Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como 'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
 Uma obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/ autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são esquecidos ou passados em branco.
Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!

7 de nov. de 2012

Monteiro Lobato - Vamos discutir a censura?


Tem certas coisas que são difíceis de engolir e uma dessas coisas,certamente é a patrulha excessiva do "politicamente correto",tudo tem limites,inclusive a perfeição. Acontece que essa marcação cerrada,para manter tudo na ordem,evitar injustiças,tornar tudo mais igualitário,acaba gerando um efeito contrário gerando mais desordem,mais injustiça,mais desigualdade.

Tudo que se tenta colocar numa fôrma perde a forma,perde a originalidade, o conteúdo,a essência! Imaginem só,estão querendo censurar as obras de Monteiro Lobato! Motivo: A presença constante de preconceito nas páginas dos livros que marcaram as nossas infâncias. A polêmica já está rolando há dois anos e está longe de chegar a um consenso.


Desde que alguém analisou cuidadosamente e encontrou cabelo em ovo,chifre em cabeça de burro,entre outras cosítas mais,um parecer foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Nacional de Educação e a finalidade deste era que a obra Caçadas de Pedrinho fosse redistribuído às escolas públicas com o acréscimo de notas explicativas sobre estereótipos raciais em certos trechos e foi rejeitado pelo ministro da Educação,Fernando Haddad. Isso foi em outubro de 2010.

A ideia principal seria  recolher as edições antigas com o formato original,impedindo o seu uso nas escolas e acaso,as obras do autor realmente tivessem que ser utilizadas nas escolas,deveriam vir com notas explicativas. E como o livro continua a ser utilizado sem as tais notas o mimimi prossegue. Dia destes estava assistindo à programação da TV Escola e havia um debate entre acadêmicos de diversas áreas e o tema era o preconceito,que de uma hora para outra resolveu adotar o nome artístico de bullying e mitar (neologismo derivado da palavra Mito)  pelos quatro cantos afora.


E embora os que estivessem na mesa redonda tivessem argumentos realmente sólidos para justificar a não-censura do autor,simplesmente eles não tinham chance de falar,pois uma antropóloga,estereótipo das figuras de antropólogas que se vê à exaustão na tv,toda trabalhada nos badulaques étnicos exagerados para a sua figura,fora a roupa,não lhes dava chance de concluir sua linha de raciocínio,só dava ela ali,somente o que ela falava era certo e ponto final! Era um tal de bullying pra lá,preconceito contra os negros pra lá,mimimi pra lá,mimimi pra lá.

 Já repararam que a "patrulha" do politicamente correto sempre se excede? Tudo hoje se excede,exatamente por causa de uma escassez de idéias,atitudes,contextualizações,curiosidade...


Ferramentas necessárias para entender não somente a Literatura,que era a questão do debate a que eu assisti,mas que servem à criação dos juízos de valor frente à vida em sociedade e é claro que precisamos ter contato com os dois lados da moeda,nem só de momentos gloriosos vive a sociedade,os momentos menos prestigiados também contam na formação de um povo. E não é censurando obras de autores como Monteiro Lobato que o preconceito deixará de existir. Falo preconceito por que essa palavra bullying não existia até pouco tempo atrás aqui no Brasil.

Ora se vierem com notas explicativas,vão tolher logo de cara o encanto que as obras produzem ao primeiro olhar,a criatura já vai iniciar a leitura com uma idéia pré-concebida,quando a idéia principal é que seja criada uma idéia a partir do que se leu. Se a pessoa lê algo com um contexto diferente de sua realidade,logicamente surgirá a curiosidade de saber o porquê de determinado acontecimento, porquê o psicológico de um personagem é assim ou assado,o lugar onde ele vive,ou porque o autor tal escreveu isso e aquilo,porque ele pensava dessa forma... é assim que se explora de uma forma lúdica o interesse das pessoas,contextualizações de época e ética. Não existe essa de o meu grupo tem mais direito que o seu,porque historicamente isso,historicamente aquilo.Não se deve perpetuar a atmosfera limitadora de uma época,geração após geração. Temos a sorte de viver numa época onde tudo pode,então devemos fazer bom uso dessa possibilidade.Todos nós temos direitos e deveres,ninguém é melhor que ninguém. Ao invés de militar por esta ao aquela bandeira,que tal ensinar o primordial? Não se deve fazer aos outros aquilo mesmo que não gostamos que façam à gente. Simples,direto,honesto,firme.


A única coisa que conseguirão com isso é apagar o nosso passado histórico,se hipoteticamente ocorrer mesmo uma censura e retirarem toda e qualquer obra do autor de circulação,imagino que será como descreveram perfeitamente George Orwel e Aldous Huxley,como seria uma sociedade dominada por uma estrutura que se inicia com esses combates às injustiças passadas e futuras e acaba por se tornar uma ditadura onde a liberdade é censurada e o simples ato de querer viver simplesmente,pensar ou escrever é passível de punição.Pouco a pouco,as memórias vão se apagando e aquela sociedade perde o seu passado. Se por algum motivo alguém lembra de algo ou insiste em querer saber o que houve antes,é punido de morte.

É uma visão terrível,e que nós sabemos,é passível de acontecer. Já aconteceu várias vezes na História. Vide os regimes Stalinista e Hitlerista,só para mencionar os mais conhecidos.

Concordo que deveriam haver professores capacitados que pudessem abordar o tema em classe,mas existem inúmeros obstáculos e eles não vêm apenas por parte da falta de investimento dos profissionais,o próprio publico trata o hábito da leitura com descaso,aliás tratam qualquer forma de aprendizagem desse modo. Professores,dia após dia são agredidos por alunos e desistem da profissão,quando não desistem,basta reclamarem para levar chibata também por parte dos orgãos repressores. Ai que animo né gente,para se especializar e dar alguma dignidade aos futuros cidadãos deste país! Aliás,acha que pessoas como essas perderão seus tempos se inspirando em qualquer coisa que venha de livros? Elas são preconceituosas e violentas por si,se tiverem que se inspirar em alguma coisa para isso servem as novelas televisivas...Está longe delas saberem que as novelas tem origens literárias...E concluindo tudo o que eu disse,não estou sendo preconceituosa,estou expondo um conceito verdadeiro,ele reflete esses dias de hoje,tão excessivo em suas informações porém desprovidos de conteúdo. A solução não está na censura,está na reavaliação de valores.

Como eu sempre posto um vídeo no final das minhas postagens,hoje vou postar o ótimo filme "Idiocracy". Assistam o filme e reflitam:




 Beijocas,espero que gostem!

1 de out. de 2012

Filadélfia

Combinação Tom Hanks e o gênero Drama sempre rende um bom espetáculo. O Filme Filadélfia, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner. Conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Ser só para somente ser? Solidão em meio a multidão? Seu preconceito não me fere. O que tenho não é contagioso...Um filme que dá uma pincelada no que é ser gay, ter AIDS e mendigar 'ajuda' jurídica.
A aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças.Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX. A aids foi reconhecida pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.As três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina  dos indivíduos infectados, mas não há casos registrados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante. O tratamento antirretroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis. Ou seja o motivo de preconceito referente ao Beckett foi totalmente ignorante.
 
O filme foi um marco não só pela história emocionante e arrebatadora de amor, preconceito e justiça, mas por inúmeros detalhes que tornaram ela grandiosa e merecedora de todos os prêmios que recebeu na época. A trilha sonora com Bruce Springsteen, Neil Young e a maravilhosa ópera "La mamma morta". Andrew Beckett, vítima de discriminação pela aids, encara com a mais absoluta classe e dignidade sua desesperadora e humilhante situação até o fim e Denzel Washington, que com seu quase homofóbico Joe Miller, representou grande parcela da população que ignora a realidade dos gays e embora não faça nada pra prejudicá-los também não os querem muito perto, mostraram ser astros de primeira grandeza.

Cenas memoráveis: Andrew e Miguel dançando juntos, Andrew escutando "La mamma morta", Andrew cantando e chorando ao som da ópera de Maria Callas, um desabafo em meio ao turbilhão de sentimentos pelo qual passa. O apoio incondicional da família é outro ponto marcante do filme.Preconceito nosso de cada dia, amém.Todos temos algum tipo de pré-conceito, ou pós conceito ou preconceito. O preconceito mais evidente é contra homossexuais(ainda mais se forem portadores do HIV ou qualquer doença).Na cena em que Joe Miller estende a mão cumprimentando Andrew, logo após saber de sua doença ele fica olhando a mão, atemorizado quer limpá-la, fica indocomodado e mantém distância de Andrew.Outra cena é a do julgamento, na qual Andrew interpelado sobre seus conhecimentos sobre a doença. Ele responde que já tinha "ouvido falar"  vagamente sobre uma doença chamada "peste gay"....O problema da AIDS mostrado no filme de maneira tão singular , tráz a tona o 'pânico' de se estar diante de uma doença 'incurável'  e que tem a morte como pano de fundo. " A doença que mistura racismo,sexo e sangue,só pode ser uma doença revolucionária" Herbert Souza(Betinho). 
 
O quanto somos isentos de preconceitos?
Essa ambiguidade em "não ter preconceitos" e cometer atos discriminatórios e preconceituosos contra tudo aquilo que difere dos 'padrões', impostos pela sociedade é ou não uma questão a se pensar, refletir e com o tempo mudar?

17 de set. de 2012

RAIN MAN - (D)eficiências?

Hoje, vou teclar sobre Deficiências ou como prefiro citar: Eficiências.
O que vem a ser deficiência?
Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psiquica, fisiológica ou anatomica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em termos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.
O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença. Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo, o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa.
A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto, o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.

O filme que escolhi para abordar foi RAIN MAN, que trata sobre a questão do autismo.
Mas, antes de entrarmos no filme o que é autismo?
 Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Causas  
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir( por não poder ou não querer) falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal, com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.


Rain Man - Filme
O filme retrata a história de Raymond um autista interpretado por Dustin Hoffman que vive em um hospital psiquiátrico, até que herda uma fortuna de seu pai. Seu irmão Charlie (Tom Cruise) que desconhecia a existência de Raymond, depois do falecimento de seu pai, resolve procurar o irmão autista com interesse na sua herança. Raymond é sequestrado do hospital psiquiátrico pelo irmão, a fim de exigir a fortuna. Os dois viajam para Los Angeles para se conhecerem melhor. Durante a viagem, Raymond demonstra suas habilidades autistas. A personalidade de Reymond é marcada por suas reações (gritos, insistências, etc.) quando era forçado a fazer algo que não lhe interessava. Porém, apresentava características típicas de um garoto superdotado, como facilidade em matemática e excelente memória. No início, Charlie se irrita facilmente com o irmão, mas aos poucos, vai se envolvendo profundamente com Raymond e começa a entender suas limitações criando um carinho pelo irmão e ficando admirado com sua inteligência. A partir daí, o dinheiro não é mais prioridade para Charlie. Um filme que nos ensina a resgatar, reaprender, multiplicar ou aprender a ter respeito, carinho, amor, paciência e sensibilidade com todas pessoas. Nossos irmãos de alma que possuem um 'Q' a mais de notoriedade, devem ter suas necessidades motoras/comportamentais/psiquicas/sociais, entre outras respeitadas.O direito de ir e vir, trabalhar, socializar, amar...Deveria ser um direito de todos, não é? Sei que sair do papel virar ação efetiva são outros quinhentos principalmente, no Brasil. Porém, todos pagam impostos, todos votam,todos contribuem para o sálario mínimo dos deputados(girando em torno) 20 mil/ mês...etecéteras.Em certos momentos somos todos iguais em outros não?É minha gente, o filme Rain Man faz os mais sensíveis pensarem alto. Tenho muitos amigos (d)EFICIENTES e sei o sofrimento que é para um cego, cadeirante e outros andarem em nossas calçadas, utilizarem transporte público, etc.
Pergunta que nunca quer calar?
Este país tem jeito?
 

24 de ago. de 2012

Qual é o Gênero da sua Atividade?

Imagem retirada DAQUI
Quando eu era criança adorava jogar bola, brincar de polícia e ladrão, caçar monstros imaginários e brigar na rua. Fui crescendo e continuei gostando de futebol, virei advogada, adoro terror e tenho interesse em artes marciais. Isto tudo me faz menos mulher? Perdi minhas nuances de sexo feminino?

Pelo Dicionário Priberam,  o conceito de Mulher e  Feminino são respectivamente:
Mulher: (latim mulier, -eris) s. f.
1. Pessoa adulta do sexo feminino.
2. Cônjuge ou pessoa do sexo feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual.
Feminino: adj.
1. Próprio de mulher.
2. Próprio de fêmea.
3. [Gramática] Que é do gênero feminino.
gênero feminino: gênero das palavras que indicam fêmea ou das que se consideram não masculinas.

Até onde eu sei, continuo com a minha fisiologia intacta, não mudei de sexo desde que ingressei em nenhuma das atividades que citei acima. Ainda sou fêmea! Para falar a verdade, sempre achei confusa a separação de ações por gênero. Desde quando um certo esporte, uma determinada profissão, uma cor, só serve para homem ou só para mulher? Tudo isto é assexuado, o que vai delimitar a habilitação ou não para exercê-los são as capacidades de cada um, que variam de pessoa para pessoa e não entre macho e fêmea. Não se trata de gênero, mas, de individualidade. Individualidade esta que é baseada em qualidades e defeitos inerentes do ser que as vive. Simples assim!

Eu sei que há todo um panorama social e antropológico para a construção de paradigmas persistentes até hoje. Contudo, falo aqui do que soa a incoerência perante a evolução tecnológica que presenciamos. Toda vez que saio da academia e encontro as lindas bailarinas mirins chegando para a aula (imagem ao lado retirada DAQUI) penso: Será que não há meninos nesta turma porque eles não querem ou porque ensinaram que não é atividade de garoto? Espero honestamente que seja a primeira opção, já que o mundo ficaria muito menos belo se fossem silenciados bailarinos como Mikhail Baryshnikov ou jogadoras como Marta.

Do not ghettoize society by putting people into legal categories of gender, race, ethnicity, language, or other such characteristics. 


20 de jul. de 2012

Batom vermelho: ousado e glamouroso - Saiba como aplicá-lo.

Já foi considerado como símbolo de disponibilidade sexual, estopim de relações interrompidas caso o marido descobrisse as aventuras da noiva por ele; serviu como identidade das mulheres ricas e artistas; e por alguns comentários do 'senso comum',  já até o acusaram de  promover a obscenidade, devido ao formato cilíndrico remetendo ao órgão sexual masculino... Enfim, apesar dos pesares ele CONTINUA!

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Sabe de quem estou falando? Sim, do Batom Vermelho. Esse ícone da maquiagem atravessou historicamente todas as formas de rejeição e superou a maioria dos preconceitos regidos
Marilyn Monroe
O batom vermelho é um dos mais populares símbolos femininos e segundo alguns historiadores esse costume de 'pintar a boca' originou-se no Egito quando as esposas dos Faraós usavam para seduzi-lós e manipulá-los.  
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Outras teorias como 'A Psicodinâmica das Cores em Publicidade' afirmam que “Além de chamar bastante atenção - o principal objetivo dos publicitários - a cor vermelha estimula a vitalidade. Também acelera o sistema nervoso do homem, pois aumenta a pressão sanguínea e o aquecimento do corpo”.
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Quando o assunto é maquiagem, no inverno ele é o Rei! Considerado como uma cor intensa mesmo nas versões mais cremosas e brilhantes até os opacos e mates, ele sempre volta no inverno aquecendo e incandescendo o friozinho. Muitas celebridades atuais aderindo ao estilo ‘retrô’ desse ícone feminino apostaram em suas aparições:
Angelina Jolie
Cameron Diaz
Taylor Swift
Scarlett Johansson
O interessante é que embora tenhamos certo ‘pé atrás’ dos modismos capitalista, a moda nos quesitos maquiagem, em minha opinião é bem mais democrática, uma vez que quem gosta do vermelho pode usá-lo independente da estação.
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A novidade deste fim de inverno é a sugestão de usar o batom e esmalte vermelho e acreditem... O cabelo Vermelho também! Isso mesmo, os tons 'inflamáveis' podem “conversar” muito bem em uma produção com esse trio (cabelo, unha e batom).
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Sasha Pivovarova
Sasha Pivovarova
Foto Crédito
Que tal aprender a fazer uma boca vermelha de DIVA, porque nada mais 'ugly' batom vermelho mal passado, e de tão cremoso derrete na boca e os sorrisos ficam avermelhado também. Aprenda a fazer com que ele dure mais na boca, além de garantir maior fixação nos lábios e não nos dentes!
Olhem o risco:
Batom sem acabamento
Excesso de batom
Veja essas dicas:
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1º Não 'encolha' a boca na hora de preparar sua pele para a maquiagem -  a boca recebe também base e pó compacto. Isso ajuda a clarear os lábios e definir o tom do vermelho que você quer sem alterações.
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2º Delineador de lábios é fundamental, pois além de dar o contorno, ele também contribui para que o batom não escorra e dá um aspecto de melhor acabado ou de 'bem passado'.
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3º Após ter delineado, use os dedos esfumando o delineado para dentro do lábio ou pintando todo o lábio, lembrando que o tom do lápis de contorno deve ser bem próximo ao batom que você escolheu.
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4º Se quiser utilizar o pincel para ir aplicando, ótimo - Se não, tenha cuidado ao passar o batom repeitando os limites já delineado pelo lápis de boca.
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Assista o passo a passo em vídeo da maquiadora Vanessa Rozan que faz alguns tutoriais no canal das revistas Trip e Tpm:


Eu confesso que estou tentando me acostumar com batons em tons de vermelho, pois tenho os lábios grossos e não fica tão bonito em mim, embora ache lindo nos outros - talvez seja falta de costume mesmo.

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O que usei nas fotos:
  • Batom Natura: Linha Aquarela Sianinha Nº 35
  • Lápis para lábios: Maybelline Hidra Extreme
  • Esmalte: Tapete vermelho da Colorama.
E você gosta de batom vermelho? 
Conte para nós!
Super beijo.