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10 de nov. de 2012

Perfis de Mulher: Clara Nunes


A voz do Brasil? Sem dúvida, a voz que melhor cantou as coisas do Brasil: o samba, o mar, a religiosidade, o romantismo e a alegria. Uma exuberância sem igual, vestida como uma praticante da umbanda, sem a produção exagerada de suas contemporâneas, Clara Nunes conquistou o mundo em menos de 40 anos de uma existência intensa.
Nascida Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, num distrito da cidade de Paraopeba, em Minas Gerais, era a caçula de sete filhos. Tendo ficado órfã muito pequena, ficou sob a tutela de dois irmãos, mas teve de se mudar para a casa de outra irmã, em Belo Horizonte, quando seu irmão matou um namoradinho dela. Tragédias à parte, já na infância Clara mostrava ter talento, pois ganhou um concurso de canto aos dez anos, em 1952, e se apresentava sempre no coral da Igreja.
Em Belo Horizonte, trabalhando como tecelã de dia e estudando à noite, Cara foi descoberta por um violinista que, empolgado, levou-a a vários programas de rádio. Seria aos 18 que ela teria o talento reconhecido ao vencer a etapa mineira de um concurso de rádio, ficando com o terceiro lugar na etapa nacional. Dessa vez ela deixou seu trabalho como tecelã para se apresentar na Rádio Inconfidência, sendo considerada por três anos consecutivos a melhor cantora de Minas Gerais. Já assinava o sobrenome Nunes, da família materna. Apareceu no programa de Hebe Camargo antes de ganhar seu próprio programa em uma TV local, em que recebia grandes nomes da música brasileira.
Aos 23 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Sem preconceitos, apresentou-se em bares, casas noturnas e escolas de samba do subúrbio. No mesmo ano ela assinou contrato com a gravadora Odeon e lançou seu primeiro LP, “A Voz Adorável de Clara Nunes”, um fracasso de vendas devido à insistência da gravadora para que o repertório fosse de músicas românticas, como boleros. Três anos depois, a consagração: seu segundo LP, além de ser um sucesso, foi sua porta de entrada para o mundo do samba.
Em 1970 Clara se tornou uma artista internacional ao se apresentar em Angola. Na capa de seu novo LP, o quarto da carreira, ela apareceu com roupas relacionadas às vestimentas afro-brasilerias e passou a adotar esse estilo. Nos anos seguintes, com a venda de LPs aumentando a cada novo lançamento, a cantora foi convidada a se apresentar na televisão de Portugal e também na Suécia e França.      
Seu disco “Alvorecer” vendeu mais de 300 mil cópias, quebrando o tabu de que mulheres não vendiam LPs no Brasil. No mesmo ano, 1974, Clara participou da peça “Brasileiro, Profissão Esperança”, sobre a cantora Dolores Duran. Nos anos seguintes, gravou sua primeira composição própria, “À flor da pele” e participou do lendário show do Riocentro, espetáculo em prol da anistia durante o qual um atentado foi planejado, mas não ocorreu como o esperado. Ela também voltou a Angola e se apresentou na Alemanha e na TV japonesa.  
Clara casou-se com o poeta, compositor e produtor Paulo César Pinheiro em 1976 e, após três abortos espontâneos, teve de se submeter à retirada do útero. Com a negação do sonho de ser mãe, ela focou-se cada vez mais na carreira, obtendo sucesso até o último dia. Em 1983 ela se submeteu a uma cirurgia para retirar varizes que a incomodavam. Um componente do anestésico causou-lhe um choque anafilático que provocou a dilatação de seus vasos sanguíneos, resultando em um edema. Após o problema ser controlado, a cantora permaneceu em coma por 28 dias durante os quais as mais estapafúrdias teorias sobre a causa do coma surgiram entre seus fãs e a imprensa. Clara, temerosa de tomar uma anestesia peridural devido ao risco de ficar paraplégica caso tivesse uma reação, insistiu por uma anestesia geral. Em 2 de abril de 1983, Clara faleceu, dando início a um grande tumulto e comoção durante seu velório, ocorrido na quadra de sua escola de samba do coração, a Portela.     
Mesmo depois da morte, vários discos foram lançados com gravações da cantora, trazendo-lhes novos fãs. Outros álbuns surgiram em sua homenagem, incluindo “Clara Nunes com vida”, em que outros cantores gravaram duetos póstumos com ela. Sua voz também se fez ouvir em diversas coletâneas de música brasileira lançadas em outros países. Sua história virou musical e livro.
O distrito de Cedro, onde Clara nasceu, emancipou-se e adotou o nome de Caetanópolis. Graças ao esforço da primogênita da família, hoje essa cidade conta com uma creche, um acervo, uma casa da cultura, um memorial e um festival em homenagem a ela, que perpetuam o legado desta inesquecível brasileira.   

3 de nov. de 2012

10 Mães Apavorantes do Cinema

A figura materna de forma geral é associada a zelo e carinho; Aquele ser disposto a tudo pelo bem estar de sua "cria". Contudo, as pessoas são falhas, obscuras e imprevisíveis. Verdade seja dita, estamos distantes do que é tido como ideal. Como o cinema terror é baseado nos equívocos de caráter, nas más escolhas e - é claro - no lado sombrio da humanidade, obviamente que as Mães não fugiriam a regra. Para comprovar tal, fiz uma lista com 10 das Mães Mais Apavorantes do Cinema; Confira:


Mrs. Bates
Psicose (1960)
E quem é a pedra basilar das mães insanas? Claro que um fruto de uma película sob o olhar da mente inquieta de Alfred Hitchcock! A história deste jovem que sofre com a dominação da mãe e seus resultados extremos é tão bem trabalhada que acabou abrindo precedentes até hoje seguidos.

Lucy Harbin
Almas Mortas (1964)
Aqui a mãe do filme foi internada em um Hospital Psiquiátrico após matar seu marido e a amante dele com machadadas - detalhe, na frente da filha. Após 20 anos de internação ela é liberada e se reúne com a filha, já adulta. Contudo, as mortes voltam a acontecer... Coincidência?

Margaret White
Na minha sincera opinião esta é a PIOR mãe dos cinemas (e literatura)! Usando da religião como desculpa para torturar a pobrezinha da Carrie, deixa claro que o fato desta ter nascido mulher já era por si só pecado. Abusiva ao extremo - louvores para Piper Laurie que está surreal no papel -, com certeza não facilitou para a filha, que além de sofrer bullying no colégio era telecinética. Como é que Carrie teria alguma chance com uma mãe destas?

Mrs. Wadsworth
The Baby (1973)
Mais uma mãe abusiva para a lista, esta acompanhada de suas duas filhas. Este terror cult com ares de drama, conta a história de uma assistente social que tenta ajudar um garoto de 21 anos vivendo como um bebê, literalmente. Proibido de falar, andar e crescer intelectualmente por seus familiares, fica num berço e é submetido a castigos.

Vera Cosgrove
Fome Animal (1992)
Quem diria que Peter Jackson sairia do Gore para o Oscar! Nesta película de zumbis, com boas doses de sustos, humor e gosma, Vera Cosgrove se mostra uma mãe castradora e dominadora - até mesmo depois de "morta". 


Beverly R. Sitphin
Uma mãe suburbana esconde um segredo: É uma Serial Killer! Nesta sátira com pitadas de horror de John Waters - aquele de Pink Flamingos - traça-se o perfil de uma verdadeira psicopata. Alguns detalhes do filme são inesquecíveis, como a referência ao Almas Mortas, acima citado.


Gertrude Baniszewski
Baseado em uma história real, este drama - que para mim soou como terror psicológico - conta a história desta garota deixada pelos pais aos cuidados de Gertrude, uma mulher amargurada e sem vocação para ser mãe, em que pese tenha vários filhos. Os abusos cometidos por ela e/ou incitados pela mesma a serem cometidos pelas outras crianças são revoltantes. Neste link você pode ler sobre o crime real. 


Mrs. Pamela Voorhees
Ah... Não dava para deixar de comentar sobre a mãe de Jason. Esta sim é a verdadeira percursora da franquia, e tudo isto por vingança! Aparentemente, talento para a matança pode ser genético.


Joan Crawford
Você pode me perguntar: Mas, a atriz Joan Crawford? Ela mesma, sob a ótica da filha que escreveu uma biografia chamada Mommie Dearest, contando todos os abusos que sofreu por parte da estrela. Nos anos 80 levou-se a história para o cinema. O quanto disto é real, não sei. Mas, com certeza a Joan Crawford retratada no filme é uma mãe apavorante! No blog La Dolce Vita há um post bem interessante comentando sobre o filme.


Dorothy Yates
Frightmare (1974)
Nesta produção inglesa a matriarca da família é completamente desajustada. Assassina por compulsão, nem  o tempo em que foi internada ajudou, ao retornar para a sociedade mantém os antigos e pavorosos hábitos. 


Só para terminar de dar o tom desta lista, deixo aqui o bom e assustador curta metragem espanhol intitulado Mamá:


13 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Janis Joplin


Uma artista que revolucionou a música no século XX e conseguiu uma legião de fãs teve sua carreira precocemente interrompida pela morte aos 27 anos, causada por overdose. As drogas e a bebida tolheram sua saúde e muitas vezes prejudicaram suas apresentações, mas não impediram que ela escrevesse seu nome na história da música.  
Nascida Janis Lyn Joplin em 19 de janeiro de 1943 no Texas, era a mais velha de três filhos e, segundo seus pais, sempre demandou mais atenção que os outros. Na adolescência fez amizade com um grupo de pessoas que, como ela, se sentiam excluídas pela maioria. Acima do peso e com a pele marcada pela acne, Janis era motivo constante de chacota por parte de seus colegas. Mesmo depois de famosa, ao participar de uma reunião de ex-alunos, Janis sentiu-se desconfortável e fora de seu ambiente natural.
Janis começou a cantar no coro da Igreja, como muitas outras cantoras de sucesso. Na época de estudante, no entanto, ela preferia se dedicar à pintura. No começo de 1963 ela decidiu sair da Universidade do Texas e ir para San Francisco, onde teve seu primeiro contato com as drogas. Usou muita heroína enquanto gravava suas primeiras fitas, até ser persuadida a voltar a sua terra natal para livrar-se das drogas. Lá ela até pensou em mudar de vida e estudar Sociologia, mas uma apresentação solo em Austin mudou os rumos de sua carreira.
Um promoter da banda “The Big Brother and the Holding Company” a viu e a convidou para se juntar a eles e mudar-se para a Califórnia. A primeira grande apresentação com a banda foi em um templo Hare Krishna. Janis e outros membros do grupo já estavam então há um ano usando drogas intravenosas. Depois do primeiro álbum, a banda começou uma turnê por várias cidades e participou de alguns festivais, mas foi só com o segundo disco, capitaneado por Janis, que eles alcançaram imenso sucesso: “Cheap Thrills” ficou no topo das paradas por oito semanas e vendeu um milhão de cópias em um mês.
O maior destaque dado pela imprensa a Janis em eventos e programas de televisão gerou descontentamento nos outros membros da banda. Em 1969, usando 200 dólares de heroína por dia, Janis deixou The Big Brother e formou outra banda, chamada The Kozmic Blues Band, com a qual fez uma turnê pela Europa no mesmo ano. Outro momento importante com o grupo foi a apresentação em Woodstock. Após uma espera de dez horas regada a uma mistura de drogas e bebida, Janis subiu ao palco mas não ficou feliz com sua performance, mesmo assim permaneceu até o fim do festival. Um problema semelhante ocorreu na apresentação da banda no Madison Square Garden, quando, de acordo com depoimentos, a plateia assistia a seus números sem saber se ela conseguiria chegar ao final. Na ocasião ela cantou com Tina Turner, cantora de quem Janis era fã.
Após o fim de The Kozmic Blues Band depois de um disco e menos de um ano, Janis veio para o Brasil, onde parou de beber e usar drogas e se envolveu com David Niehaus, rico estudante Americano que estava dando a volta ao mundo. Ela e Niehaus romperam após a volta aos EUA, uma vez que Janis não estava disposta a deixar a carreira em segundo plano para viajar com David e ele também não tolerava que ela usasse drogas. Então ela fundou a Full Tilt Boogie Band, com a qual iniciou uma turnê e a gravação de um álbum que não terminaria.
Janis no Brasil
Em 4 de outubro de 1970 ela foi encontrada morta em um quarto de hotel. Ela estava neste hotel de Los Angeles desde o final de agosto para a gravação do album Pearl, nome que faz referência ao apelido dado por seus amigos. Também estava noiva do estudante Seth Morgan, que na época tinha 21 anos. Poucos dias antes de morrer havia gravado uma mensagem musical para o aniversário de 30 anos de John Lennon.  Hoje a hipótese mais aceita é a de que sua morte foi causada por uma overdose accidental, visto que ela recebera um tipo de heroína muito mais forte do que estava acostumada, o que aconteceu com outros usuários na mesma época. Sua morte chocou o mundo da música, que dezesseis dias antes havia perdido o guitarrista Jimi Hendrix, também aos 27 anos.     
Comparada a grandes músicos como Elvis Presley, tinha uma presença única e elétrica. Seu disco póstumo foi um grande sucesso e influenciou inúmeras outras bandas e cantores. Seu estilo despojado virou marca dos hippies na década de 1970 e suas tatuagens abriram uma porta para que os desenhos no corpo passassem a ser melhor aceitos pela sociedade. Dezenas de compilações de suas músicas foram feitas e muitos livros foram escritos. Uma biografia lançada por sua irmã em 1992 virou peça de teatro em 2001. No ano de 1979 o filme The Rose foi feito inspirando-se na vida da cantora, mas até hoje ela ainda não ganhou sua merecida cinebiografia.   

“Quando eu canto, eu me sinto como quando você se apaixona pela primeira vez. É mais que sexo. É quando duas pessoas têm o que realmente se pode chamar de amor, quando você toca alguém pela primeira vez, mas é enorme, multiplicado por todo o público.”
Janis Joplin (1943-1970)                      

14 de set. de 2012

Maquiagem Punk Rock




O estilo Punk Rock invadiu o cenário da moda, da maquiagem e...de tudo!. Recentemente em meu blog falei especificamente sobre a tendência nas sapatilhas...Veja aqui. O estilo está com forças total em acessórios, roupas, unhas, cabelos e makes. Até as princesinhas da Disney, moçoilas dos contos clássicos e Barbie ganharam releituras punk no estilo! Olhem que lindas!
 



 

 Eclodido por volta das décadas de 60 e 70 o Punk Rock é caracterizado pelo revivalismo da cultura ‘rock anda roll’ rompendo o distanciamento que os efêmeros artistas do rock ‘tradicional’ criaram nos estrelismos exacerbados promovidos. O movimento punk expunha as dimensões ecléticas da musicalidade e dos modismos sociais, resgatando acordes simplificados no que consideravam de ‘genuíno rock’.



Punkeiros do mundo todo se fazem desse estilo evidenciando aspectos contrários à ideologia dos valores políticos, morais e culturais vigentes. No estilo foram traduzidas as subversões, as afirmações de um espírito inovador contrário ao chamado tédio cultural e decadência social. 



Geralmente fazem parte do guarda roupa desse estilo,  calças jeans justas, rasgadas, jaquetas de couro, coturnos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano ou cabelo um pouco comprido. Embora seja comum também vermos  cortes bem curto de cabelo, tanto para mulheres quanto para homens, numa inclinação à androginia em ambos os gêneros (diferente da "feminilização" dos glam rockers, movimento com notável influência sobre os primeiros anos do punk), e a utilização de elementos de várias modas juvenis de outras décadas, como o Mod e Teddy Boy, além de elementos kitsch como suéteres multicolores, boinas, bandanas, estampas falsas de pele de animal. O alfinete, utilizado como piercing, a meia  arrastão, o prendedor de patches ou aleatoriamente sobre a roupa, se tornou um dos símbolos característicos do punk. 


Na maquiagem os tons escuros esculpidos por uma maquiagem mais dramática traduzem bem esse estilo. E é esse olho dramático/carregado/profundo que vamos aprender hoje.

 Maquiagem Inspirada no Estilo Punk Rock em Tons de Lilás e Preto:





 Aplique um primer ou uma sombra cremosa iluminada em toda pálpebra móvel subindo até a sobrancelha.



Escolha um tom de lilás. Esse é o da paleta Jasmine (é o 4º da 4ª fileira).


Aplique até a metade da pálpebra móvel e metade do côncavo. Esfume bem.


Escolha um tom mais claro de lilás para atenuar a nuance.


Aplique no canto interno da pálpebra móvel completando o sombreamento.


Para o canto externo 'dark' dos olhos escolha o famoso preto.


Aplique a sombra preta em '<' invertido, fazendo o cantinho e alongando o olhar.


Esfume a sombra preta com um pincel de esfumar, retirando a linha 'dura' de divisão de tons.
Leve o pincel sobre o côncavo contornando e arrematando o olhar Punk.


Volte para o primeiro tom da aplicação.


Aplique a sombra com pincel de esponjinha na linha d'água e esfume por fora da linha.


Delineie com lápis preto na linha d'água e delineador líquido na linha superior próximo aos cílios superiores.


Aplique o rímel em várias camadas.


Pronto!


Sugiro batom vermelho para um look mais dramático e noite!




Outras sugestões estão nos vídeos abaixo. 
P.s: Se você não tem paciência de ver tutorial Make Up muito longo, vai gostar desses que são menos de 2 minutos!

Sugestão Punk Rebel



Sugestão Sexy Punk




Quem curte o estilo Punk Rock levanta a mão!  \o\

Até a próxima!

Beijos, beijoooo!

Ju


18 de ago. de 2012

Perfis de Mulher: Nico

Num mundo machista, muitas vezes é difícil para uma mulher se destacar numa área artística. No entanto, algumas são polivalentes e acabam por chamar a atenção por seu talento em várias áreas. Uma delas foi a alemã Nico, atriz, modelo e, apesar de ser surda de um ouvido, também cantora e compositora, influenciando diversos músicos.

Nascida Christa Päffgen em Colônia em 1938, ficou órfã de pai durante a Segunda Guerra, pois ele faleceu em um campo de concentração. Aos treze anos ela parou de estudar para trabalhar em uma loja de lingeries. Foi lá que, aos dezesseis, ela conheceu o fotógrafo Herbert Tobias, que escolheu Nico como seu nome artístico, e começou a trabalhar como modelo. Foi eleita representante da grife Chanel, mas deixou o emprego para atuar. Depois de várias propagandas na televisão, viu a oportunidade no cinema italiano, trabalhando com grandes diretores cmo Alberto Lattuada e Federico Fellini, aparecendo brevemente no clássico “A Doce Vida” (1960).


Em 1965 ela conheceu personalidades da música como Bob Dylan e Brian Jones, guitarrista do Rolling Stones. Também caiu nas graças de Andy Warhol, participando de alguns de seus filmes experimentais. Foi Warhol que sugeriu ao grupo The Velvet Underground que usasse os talentos de cantora de Nico. Um pouco relutante, eles aceitaram e, apesar do fracasso do álbum feito com ela, hoje o disco é considerado um dos mais importantes da história.

A partir daí ela investiu na carreira solo. O primeiro disco, lançado em 1967, posuía músicas de outros autores e apenas uma da qual ela era co-autora, mas Nico não ficou feliz com o resultado, pois teve pouca participação na tomada de decisões, que ficaram a cargo de músicos mais experientes. John Cale, do Velvet Underground, era um deles, e permaneceu parceiro musical de Nico até o fim de sua carreira, mas agora era ela que compunha.


Através de uma participação musical em um filme de 1969, Nico conheceu o diretor francês Phillipe Garrel, com quem passaria a viver na década de 1970, fazendo sete filmes com ele, tanto atuando como compondo a trilha sonora.

Ela teve apenas um filho, chamado Christian, em 1962. Os rumores apontam para Alain Delon como sendo o pai, o que ele sempre negou, embora o menino tenha sido criado pela mãe do ator francês. Nico viveu em vários lugares da Europa e dos Estados Unidos durante a vida, dominando quatro idiomas. Durante 15 anos foi viciada em heroína e no fim da vida tentava se livrar da droga. Em 1988, quando estava de férias com o filho em Ibiza, sofreu um ataque cardíaco enquanto andava de bicicleta e acabou caindo e batendo a cabeça. Foi difícil encontrar uma vaga em um hospital e Nico morreu horas depois na sede da Cruz Vermelha, vítima de hemorragia cerebral.

Nico virou personagem de filme duas vezes: em 1991, num filme sobre a banda The Doors, foi interpretada por Christina Fulton e, em 2005, no filme “A Garota Irresistível”, sobre Andy Warhol e sua musa Edie Sedgwick, foi interpretada pela atriz Meredith Ostrom. Sua música foi usada em diversas produções e seu estilo serviu de inspiração para inúmeras bandas. De voz forte e poderosa, Nico mostrou que tinha talento para se destacar em diversas áreas e marcar a cena musical do século XX.        

“Eu não tenho noção do tempo. O tempo é eterno para mim, e eu não tenho pressa de envelhecer. Quer dizer, se eu estivesse preocupada em relação ao tempo, isso seria terrível”.
Nico (1935-1985)

14 de jul. de 2012

As Mulheres de Machete

Logo que saiu a notícia do projeto Grindhouse, colaboração entre Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, animei-me. O conceito de fazer um revival em homenagem ao terror da década de 70 caiu como uma gota de frescor a esta cinéfila amante do gênero horror. Os filme vieram e não decepcionaram: Estética bem planejada, trilha sonora instigante e clichês indispensáveis. Quer dizer, era para ser uma brincadeira de fã, claro que agradou. Os detalhes impressionaram tanto que o que era para ser um trailer falso, virou filme de verdade. Machete, este incorruptível mexicano, é contratado para assassinar um político desprezível. Contudo, acaba se envolvendo em uma trama muito mais complicada, inclusive com um inimigo do passado - Torrez, interpretado por Steven Seagal. Danny Trejo vem na pele deste anti-herói repleto frases feitas - Machete don't text. - e belas mulheres.
Torrez: You're Machete's girl. I know, cause you're his type.
Sartana: What type is that?
Torrez: Dead.
Numa das melhores obras de Rodriguez percebemos uma seleção de mulheres fortes, interessantes e dispostas a se envolver com um protagonista engajado na busca pelo certo. O envolvimento vai muito além do sexual, fixa-se em encarar uma boa briga de igual para igual, com armas, socos e muito charme. Por isto, saboreando os exageros poéticos da película, é que resolvi fazer uma seleção das garotas do Machete, segue:  

A sequência está prevista para 2013 e traz duas novas belas para a coleção deste anti-herói: A morena poderosa da Sofia Vergara e a loira instigante da Amber Heard. O plot, segundo o site Cineplayers será: 
Em uma nova missão, desta vez a pedido do próprio presidente dos Estados Unidos, Machete terá o desafio de derrotar um perigoso líder de um cartel, que ameaça o governo com ataques nucleares.
As Novas Mulheres
"You just fucked with the wrong Mexican."

12 de jul. de 2012

A Era dos Festivais: Quando a Música era feita de Voz

Imagem Retirada do Era dos Festivais
Eu sei, uma coluna de televisão falando sobre música? Entretanto, este "tubo de raios catódicos" - já que eram assim na época - teve importância vital para a proliferação da música popular brasileira como hoje a conhecemos. Foi graças a iniciativa das emissoras TV Excelsior, TV Record, TV Rio e Rede Globo que a arte musical fixou-se ao público como forma de manifestação inteligente e nomes como Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, entre outros tantos consolidaram-se.
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A Era dos Festivais teve início em meados de 1960 com o I Festival de Música Popular Brasileira, realizado em São Paulo e Transmitido pela TV Excelsior. Daí pra frente vários outros festivais foram surgindo, com formatos similares e transmitidos nas telinhas - dentre eles podemos citar: Festival Nacional de Música Popular Brasileira, Bienal do Samba, Festival Internacional da Canção, MPB 80, Festival dos Festivais, entre outros. A referida era findou-se em 1985, com o Festival dos Festivais apresentado pela Rede Globo.

Diversos movimentos ganharam espaço através de tais, a exemplo da Jovem Guarda e do Tropicalismo. Contudo foi o Festival de 1968 que mais repercutiu e gerou controvérsias, em que pese não tenha trazido grandes inovações. Como era costume, o público participava ativamente durante as músicas; Ou seja, aplaudiam se gostassem, vaiavam caso não. Caetano entrou para cantar É Proibido Proibir e foi vaiado do início ao fim de sua apresentação. Veloso, que por óbvio se alterou com a reação do público, encerrou sua participação com um discurso e a frase: "Se vocês forem para a política como são para a estética nós estamos feitos". Mais detalhes deste festival confira AQUI.

Vale ressaltar que um dos pontos mais importantes para a expensão musical lá foi a presença da Ditadura Militar. Com a necessidade de expressar-se e a limitação vivida, uma das saídas que restou jazia na composição de canções ambíguas e politizadas, onde a mensagem chegasse ao público passando pela censura. Veja-se o exemplo de Cálice, composta por Chico Buarque e Gilberto Gil. Havia evidente preocupação com a qualidade musical, mais do que com o seu sucesso. Havia uma magia tamanha arreigada em versos prontos para serem consumidos.

Difícil não fazer comparações entre o ontem e o hoje da esfera musical nacional. Com o fim dos festivais e novas vivências sociais, os Anos 90 aqui no Brasil surgiram com seu "Pega pra Capá" dançante do Axé Music; Já nos anos 2000 o duplo sentido musical ganhou as vezes das paradas e hoje ruídos melódicos de Tchu e Tcha são os donos do Top Hits. Longe de mim afirmar que a música brasileira não tem qualidade hoje, até porque vários artistas talentosos surgiram de lá para cá, a questão aqui se fixa no gosto popular; Aí sim, não dá para negar que os festivais foram a Era de Voz, num sentido amplo da palavra.

  • Vamos a alguns vídeos:
Não existe nada mais subversivo do que um subdesenvolvido erudito.