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25 de fev. de 2013

Dor e delícia de ser o que é #2

Completei meus 24 anos de vida há pouquíssimo tempo. E, a cada aniversário, eu tenho reflexões sobre o peso de uma responsabilidade que mais um ano de experiência acarreta, de projetos que agora são mais complicados de se realizarem ou até mesmo que facilitaram a concretização.



Eu ainda tenho sonhos adolescentes. Gostaria de dançar em uma companhia de ballet moderno, de fazer mais umas 2 ou 3 graduações, conhecer novas pessoas e viver experiências únicas, pessoais e inéditas. Só que com o tempo passando e a necessidade de produzir alguma coisa, se especializar em uma carreira, de cristalizar uma vida bem consolidada que a nossa sociedade coloca como o certo, eu fico pensando se, de fato, eu conseguirei concretizar alguns desses sonhos.



Tenho medo da velhice. Tenho medo da dificuldade que é o passar dos anos para um corpo perecível. Tenho medo do olhar das pessoas daqui a uns anos e me sentir uma velha patética e descontextualizada e por isso, tenho até umas vontades momentâneas de ser mais enquadrada no padrão social aprovado.




Normalmente, as mulheres têm mais dificuldades de lidar com esses padrões. 




Estamos sempre bombardeadas de como nos portar, de como aparentar, agir e o que é ser uma mulher de sucesso e de ~respeito~.

A necessidade de ser mãe, e ainda ser presente, ter uma carreira e não abandonar os filhos, ter um marido com um bom salário, morar em um bom bairro, ser discreta, séria, magra, bonita, elegante... todas essas utopias tolas, que fogem do funcionamento da grande maioria da mente das mulheres atuais faz com que nos sintamos perdidas e mais amedrontadas com o que pode ser. E, no final, acabamos por nos resignar ao padrão e vamos, frustradas, atrás do fundamental social obsoleto.



Eu sei que estamos em plena revolução sexual e que batalhamos diariamente para mudarmos nosso papel no meio humano civilizado. Só que eu não quero ser mais uma Janis Joplin, que os fans me perdoem a comparação, mas, que foi um sucesso por seu talento mas que sofreu à falta de padrão. Entendem? Não sei se fui infeliz no exemplo, mas acho que para ilustrar, serve.




Não sei se precisamos sermos mais incisivas ou mais a vontade com essa condição. Ou talvez, deixar de pensar e simplesmente agir. Tentar nos cegar para os julgamentos talvez seja uma opção para que a mudança seja fluida e menos impactante... Fica no ar as dúvidas. 

22 de fev. de 2013

Depoimento de Mulher

Em meus textos, poesias, sempre falei/falo da feminilidade e do universo que é Ser Mulher – já que vivemos num limiar fantástico entre a sensibilidade e a razão, entre a força e a delicadeza, cada uma na proporção que julga acertada.
Somos a diversidade!

Os homens, em sua maioria, não conseguem compreender porque tamanha complicação existe na mulher quando o quesito é definir-se, amar-se, aceitar-se. Alguns até julgam tratar-se de pura frescura ou mesmo insanidade. Só que se esquecem da quantidade de funções e pré-definições que cada uma acaba aglomerando ao longo do tempo. A mulher não é apenas mulher: é mãe, é profissional, é amante, é amiga e mais outras tantas subdivisões inclusas nisto. Complicado resta localizar-se nesta confusão toda.

Levei muito tempo para compreender quem sou e mais outro tanto para permitir-me ser/gostar de quem eu sou. Agora estou confortável em minha pele, sem demagogias, sem frases feitas, estou de bem comigo. Para chegar neste ponto não foi nada fácil, vi-me presa em idéias do que seria correto, bonito, aceitável, que em muitas ocasiões não se encaixavam comigo e destruíram a minha auto-estima. Tenho certeza que não fui a única que teve que atravessar o inferno para notar que o céu em mim já residia.

Logo de pequena aprendi que existem duas realidades competindo entre si: A masculina e a feminina. Sendo que a primeira deveria brincar de bola, de carrinho, enquanto a segunda seria delicada e adoraria bonecas. Nunca fui assim. Sempre gostei de sujeira, de futebol e de brigar; Uma verdadeira moleca! Por um tempo ouvi comentários de como minha postura era inadequada e de menino. O bom de criança é isso, eu ouvia e não ligava. Só queria continuar como sempre.

Já na adolescência, continuei atípica. Não era de maquilar-me, ou de usar a última moda, ou mesmo de sair paquerar e ter um chilique porque "Aquele" guri que todas gostavam veio falar comigo. Usava roupas largas – algumas até do meu pai – num estilo beirando ao grunge. Não era depressiva, só fechada. Comecei a duvidar de mim.

Neste âmbito de questionamentos percebi-me fraca perante o ambiente. O primeiro ataque recai sobre a aparência. Pensava: “Não sou bonita. Desprovida de charme. Gorda.” E mais outras tantas besteiras que não calavam. Depois, comecei a achar que ser estudiosa também era um problema. Também via a sexualidade como algo até certo ponto limitado.

Por muitos anos pensei sim que a mulher tinha que ser: Magra, esbelta, inteligente – mas não demais –, delicada e sexualmente refreada. Dá para acreditar que na era digital, após tantos anos de acontecimentos marcantes para o feminismo, o conceito que me foi repassado era este! (Palhaçada, não é mesmo?)

O que me causa mais espanto é que ainda muitas mulheres entendem isto como sinônimo de feminilidade. Senão na totalidade, em partes. Por alguma razão estamos emperradas em quatro obstáculos, quatro papéis que, em separado, apenas servem para barrar a magnitude pessoal de cada uma de nós.

Nos prendemos a FÊMEA, exigindo que nossa aparência deve ser a mais perfeita e padronizada possível. Quando é a diferença que nos torna atraentes, interessantes. Se for magrinha, adore suas linhas retas, abuse das cores, arrase na sua miudeza. No caso de ser gordinha, ressalte as curvas, caminhe como se o mundo devesse seguir cada voltinha sua, idolatre sua abundância. Muito busto? Pouco Busto? Quadril largo? Fino? Alta? Baixa? Seja você, valorize você. Afinal, temos sorte, somos naturalmente lindas!

Emperramos na MÃE/ESPOSA. Ao contrário do dito, nem todas as mulheres tem os mesmos objetivos, a mesma ideia de família. Eu sonho em ser mãe, mas você pode não querer isto e está tudo bem. É um espírito livre e não pensa em casar? Ou acha que casar com seus 40/50/60 anos é o ideal? Ok. Ainda se critica as que escolhem um caminho diferente, rotula-se. Ser mulher é estar além disto e não ligar para tais. Seguir seu caminho conforme você julga certo; Isto sim é viver a sua infinidade.

Ficamos congeladas na PROFISSIONAL. Ambicionamos muito e somos incrivelmente capazes. Na expansão que vivemos, sabemos de nosso poder. Todavia, ainda há quem se intimide com a figura de uma mulher bem-sucedida, inteligente e decidida. Não devemos viver somente para o trabalho, isto é certo; Fechar os encantos em prol de terceiros. Podemos e devemos ser profissionais e femininas. Afinal, um lado não afeta o outro, não é verdade?

Travamos diante da VÊNUS. A sexualidade sempre será tabu e nem se sabe o porquê. Acredite na sua e a explore de maneira saudável e segura. Pense em você e não apenas no seu companheiro(a). Somos desejo somado a emocionalidade e devemos provar da nossa amplitude.

O que é ser mulher hoje senão o encontro de todas estas áreas em harmonia? Ainda estou muito longe do ideal; Vejo-me bem mais próxima, no entanto. Agora me sinto mais segura, fiel aos meus princípios, adorando a beleza real que há nas particularidades minhas. E todas nós merecemos este equilíbrio almejado. Como já se cantou em Pagu: “Porque nem toda feiticeira é corcunda; Nem toda brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem...”. Somos iguais e opostas, corajosas e sem medidas; Desejo que, nesta miscelânea toda, possamos aproveitar a magia de cada aspecto, tornando-nos fortes como nascemos para ser.

Afinal, somos guerreiras e deusas do cotidiano.

6 de fev. de 2013

Entendendo o Feminismo

Apesar de ser um conceito muito mais difundido nos dias de hoje, devido aos meios de comunicação de massa - principalmente a internet - o feminismo ainda não é compreendido em sua essência, e muitas pessoas o reduzem a uma mera oposição ao machismo.

Os comentários mais frequentes que escuto quando me declaro feminista na frente das pessoas, são os seguintes:

"Não sou feminista porque não gosto do machismo, e ser feminista me deixaria mais próxima daquilo que não gosto!" 


"Não gosto de nenhum tipo de radicalismo!"



"Essas ideologias são auto discriminatórias!" 


Sem contar os comentários abusivos e sem qualquer tipo de coerência e respeito, como esses:

"Feministas geralmente são mulheres feias e mal comidas!"


"Feministas são sempre homossexuais, pode desconfiar!"



"Feministas querem ter direitos iguais mas não querem deixar de pagar menos na entrada das festas." 


Bom, não preciso nem dizer que esses comentários são advindos de pessoas ou preconceituosas, que não possuem o menor conhecimento sobre o que é a luta feminista e por que ela existe.

O Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. Esse movimento existe, assistido na prática, desde o século XIX, embora tenha sido nos anos 60 do século XX que ele chegou às ruas de forma mais abrangente e forte.

Por que o feminismo? 

Todos sabem que as mulheres foram altamente oprimidas na história. O sub julgamento da mulher veio, provavelmente, da época das cavernas, quando o homem era a representação soberana de força e a mulher nada mais era do que responsável por colher vegetais. Desde então, a mulher só sofreu... Foram queimadas vivas na idade média e consideradas "bruxas" quando fugiam a algum padrão, não tinham direito ao voto, eram consideradas prostitutas pelo simples fato de pintarem as unhas, eram obrigadas a se casar com quem não queriam, eram mutiladas, discriminadas, julgadas, tratadas como pedaços de carne ou até mesmo lixo. Até os dias de hoje, a mulher continua sendo, às vistas da sociedade, o que sempre foi: um produto pronto para ser consumido. A mulher atual sofre uma ditadura. É imposta a ela a aparência que deve ter, como deve falar, agir, como deve se portar, como deve ser. E para que tudo isso? Simplesmente para AGRADAR aos homens.

Recentemente fui a um fórum masculinista e fiquei horrorizada com a forma que muitos homens pensam e falam a respeito das mulheres. Tratam-nas como se não valessem nada, como se estivessem ali para suprir apenas o prazer masculino e nada mais.

Revistas "femininas" são vendidas aos montes todos os dias ensinando a mulher como ela deve ser, páginas machistas no facebook são cultivadas com a maior naturalidade do mundo, as pessoas ainda não abriram os olhos, e parece que não querem abrir.

A mulher ainda é reprimida. A mulher não pode usar roupa curta porque está "incitando" o estupro, enquanto os estupradores são os verdadeiros ERRADOS dessa situação. A mulher não pode falar o que pensa, agir como quiser que é considerada "puta". A mulher não pode sair um dedinho fora do padrão que é considerada "baranga, feia, baleia" e todos os adjetivos ruins. A mulher não pode gritar ou reclamar que é considerada "mal comida".

Então, por que o feminismo?!

Eu escolhi o feminismo porque estou cansada de viver em uma sociedade retrógada, onde a mulher serve apenas para ilustrar imagens que incitam, direta e indiretamente o machismo.Escolhi o feminismo porque estou cansada de ver mulheres apanhando, sendo violentadas física, verbal e emocionalmente.
 Eu escolhi o feminismo porque quero SIM valorizar o meu gênero, porque acredito que somos muito maiores do que a imagem que a mídia, as revistas e os homens machistas insistem em passar de nós. Acredito que a mulher possa ser o que quiser, da forma que quiser, sem dever satisfações a ninguém que queira rotulá-la e limitá-la, seja ela heterossexual, homossexual, bissexual, alta, magra, gorda, baixa, negra, branca, oriental, parda, ruiva, jovem, velha... Qualquer mulher tem direito ao grito, e por isso, deve gritar.

O feminismo não é um ideal, é um estilo de vida, e todos aqueles, HOMENS E MULHERES. que não se conformam com a forma que as mulheres são vistas ou tratadas, que gostariam que fosse diferente, que gostariam de poder mudar algo, são feministas, ainda que não saibam.

Páginas no facebook que te auxiliarão a entender mais sobre o feminismo:





CUIDADO:
Existem grupos que se consideram "neo-feministas", que prostetam com os seios à mostra (nada contra esse tipo de protesto, é apenas para identificar os grupos) que querem regular a mulher e continuam sendo fascistas em relação à ideias. Só aceitam em seu meio moças consideradas bonitas, acham que a prostituição é uma escolha, e que a mulher que o faz, faz porque quer e uma série de outras coisas. Nem tudo que reluz é ouro, e antes de seguir algum grupo feminista, é bom saber qual é sua essência.

Para terminar, algumas mulheres conhecidas que, ou são assumidamente feministas, ou já deram declarações de cunho feminista:
Megan Fox, atriz


Leandra Leal, atriz


Leila Diniz, atriz


Brigitte Bardot, atriz
Camilla Vallejo, militante

Whoopi Goldberg, atriz
Rita Lee, cantora
Emma Watson, atriz

Betty Ditto, cantora
Olivia Wilde, atriz

Getrude Stein, escritora
Um beijo a todos, e até a próxima!




31 de ago. de 2012

Como alongar seus cabelos de maneira rápida e prática!

Olá extraordinárias,

Quem sonha com cabelão de rapunzel a curto prazo se interessará por esse post. Quem curte cabelos longos, como eu, talvez busque informações sobre produtos e formas de alongá-los de maneira saudável e menos dolorosa. Se o seu cabelo demora muito para crescer ou estagna em determinado tamanho, você vai gostar dessa dica! Continue lendo... 



Em minha peregrinação na busca de cabelos longos e saudáveis a curto prazo, descobri algumas formas de alongamento da cabeleira. Existem apliques de diferentes formas e preços. Em média um aplique custa de R$ 1.200,00 a R$ 2.000,00 dependendo da técnica, do comprimento e da qualidade do cabelo humano. Dentre as mais variadas técnicas, as mais tradicionais prometem uma durabilidade do aplique de até 6 meses se bem cuidados. Após esse prazo ou de acordo com o crescimento natural dos cabelos é necessário refazer os procedimentos para garantir o aspecto mais natural possível.



Mas esses procedimentos tem algumas desvantagens. Além do alto custo, a grande maioria das mulheres reclamam que o cabelo verdadeiro da pessoa fica desgastado. Recentemente a modelo Naomi Campbel foi fotografada com marcas do uso prolongado de extensões capilares agressivas. Dependendo da escolha da técnica, -  como por exemplo a de 'queratina', muitas mulheres dizem que o cabelo fica quebradiço e enfraquecido, pois funciona como uma super cola próximo à raiz dos cabelos. Outras mulheres comentam que a técnica 'Fio a Fio' é dolorosas além de deixar o couro cabeludo sensível com os 'nozinhos' desconfortáveis na cabeça. Já a técnica da 'tela', são frequentes as reclamações de embaraçamentos dos fios e desesperos ao pentear o cabelo sem ajuda de um profissional. 


Aplique de Queratina
Aplique de Tela

Aplique Fio a Fio

Uma das técnicas práticas, rápidas e seguras é o aplique Tic Tac. Esse tipo de procedimento permite uma maior liberdade para as mulheres camaleoas que ora incrementam o visual com cabelos longos ora curtem manter o estilo médio ou curto das madeixas. As mulheres versáteis tem aderido ao aplique Tic Tac pela facilidade de colocar e garantia de menos danos ao cabelo e maior conforto. 



Os fios de cabelo Tic Tac são costurados e unidos em peças trançadas com linha. As presilhas são costuradas também garantindo a qualidade e acabamento. Geralmente são conjuntos de 7 a 8 peças em diferentes comprimentos para a harmonia do formato da cabeça. 



O aspecto final são cabelos alongados e práticos que você coloca quando bem entender e tira quando tiver vontade. Eu testei! Não embaraça, você pode pintar, chapar, escovar, lavar e sentir como se fosse seu de verdade. Na hora da compra, certifique-se pela escolha de cabelos humanos e atente para o acabamento da peça. 
Juliana Paes colocou megahair para viver Gabriela




Para colocar é super fácil! Em menos de 10 minutos você estará com cabelão que sempre quis, mas infelizmente a 'natureza' ou os processos químicos não colaboram. Vejam o vídeo da blogueira Andreza Goulart colocando o dela e se inspire!



Espero que tenham gostado da dica.

Beijos.


11 de ago. de 2012

Perfis de Mulher: Camille Paglia

Poucas pessoas do mundo acadêmico tornam-se famosas ou conhecidas do grande público. Mesmo assim, muitas das ideias às quais estamos acostumados ou ainda estamos debatendo surgem do pensamento e dos trabalhos de acadêmicos. Camille Paglia pode ser um nome desconhecido, mas suas ideias diferentes são bastante influentes e muito interessantes.

Nascida Camille Anna Paglia em 2 de abril de 1947, filha de imigrantes italianos, passou a infância no campo. Seu pai, combatente na Segunda Guerra Mundial, acabou se tornando professor universitário. Desde a faculdade ela mostrava a que veio, sempre contestando as ideias discutidas em classe. Prova disso foi a polêmica que ela gerou ao criticar alguns dos intelectuais cujos trabalhos são referência nos estudos universitários, como Michel Foucault e Jacques Lacan.


Por outro lado, ela elogia ícones do mundo do entretenimento, como Madonna, Elizabeth Taylor e Barbra Streisand. Outro marco cultural que ela abordou foi o filme “Os Pássaros”, de 1963, em um livro para o British Film Institute. Nele ela faz uma análise do conteúdo sexual e da libertação dos instintos que aparecem no filme, dando mais uma interpretação possível para uma produção já tão comentada.   

Seu livro “Personas Sexuais”, de 1990, examina como a sexualidade foi mostrada nas artes ao longo dos tempos. Neste mesmo campo, ela ataca a Internet ao dizer que esta empobrece a cultura e deixa os mais jovens menos atentos às referências culturais. Além da arte, ela também se envolve com a política, por exemplo, apoiando Barack Obama nas eleições de 2008 e depois analisando seu governo em artigos publicados.

Outra polêmica em sua fala é a crítica ao feminismo. Ela destaca como a geração da década de 1960 e outras influenciadas por esta acabaram levando a ideia da mulher profissional muito a sério e negligenciaram o lado familiar.

Lésbica assumida, viveu por 15 anos com Alison Maddex, cujo filho adotou. Lembranso-se de seus tempos de adolescente nos anos 60, ela diz: “Não era possível fazer nada sobre minha atração pelas mulheres. Não existia lesbianismo naquela época, pelo que eu saiba. Eu sempre me senti frustrada a excluída”.  Na controversa área dos direitos dos homossexuais, ela critica o casamento gay, preferindo lutar por uma união civil entre pessoas do mesmo sexo, o que daria mais direitos legais e não estaria tão fortemente relacioando à religião. Outra declaração era de que todos seriam bissexuais em sua opinião.

Também no campo das artes, Camille se declara uma apaixonada pela música brasileira e batalha para que a cultura de nosso país seja mais conhecida no exterior, estudando o axé e a Tropicália e confirmando ser fã de Daniela Mercury e Elis Regina. Polêmica, inteligente e uma intelectual no verdadeiro sentido da palavra, Camille é uma mulher de atitude e opinião.

“Sexo não pode ser compreendido porque a natureza não pode ser compreendida”
Camille Paglia