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13 de fev. de 2013

Lya Luft, Madame Bovary e 50 Tons de Cinza


Então, está no ar mais um vídeo do nosso vlog - estreando as atividades de 2013 neste quesito. O mesmo traz uma análise comparativa entre três livros e a evolução social feminina: Identidade pessoal X Repressões. Segue:


Os livros citados no vídeo são:

  • A Mulher, O Lúdico e O Grotesco em Lya Luft (Maria Osana de Medeiros Costa): Ótima leitura, a autora fez um apanhado curiosos sobre as personagens femininas no universo Luftiniano, correlacionando com a sociedade patriarcal e elementos Freudiano.
  • Madame Bovary (Gustave Flaubert): Clássico literário com um certo ponto mítico em sua publicação, já que o autor chegou a ser preso em função da obra ter sido considerada promíscua, além de que teria sido baseada em eventos reais.
  • 50 Tons de Cinza (E. L. James): Romance com pegada de "soft porn" e um tom tradicional daqueles folhetins açucarados. É uma leitura para entretenimento, recomendada aos fãs do estilo.
Espero que tenham gostado,
Até mais!

22 de ago. de 2012

A Cerca Baixa e a Grama Verde do Vizinho

Minha coluna aqui no blog é sobre sexualidade, mas envolto desse tema, estão tantos outros interligados, como família, tabus sociais, desenvolvimento feminino, relacionamentos, entre outros que me propus a escrever sobre traição e conceitos acerca delas, que passam na minha cabeça.

A traição na maioria das opiniões sobre o tema que já ouvi, é algo letal para o relacionamento e está diretamente ligada à insatisfação daquele que a comete. Não concordo. Ela pode sim, ser um indicador de uma insatisfação, mas não acho que só dela é feita uma pulada de cerca.


Mas de fato, o que é uma traição?


Ficar? Transar? Dar amassos sem beijar? Beijar sem transar? Seduzir sem ficar? Pensar em outra pessoa? Fantasiar? 

Essas são perguntas que cada pessoa responde de acordo com o princípio que tem.

Creio que existem N explicações/justificativas para traições... (E não que sejam motivos para condenar ou perdoar, ok?!)

Existem pessoas que são inseguras e imaturas. Elas têm medo de serem traídas e esse é o grande motivador da prática. "Ele pode me trair a qualquer momento. Não quero ser corna sozinha, logo, antes me arrepender do que fiz, do que daquilo que deixei de fazer."

Outras que não são muito ligadas nas "gramas verdes" que passam pelo seu percurso, mas uma ou outra pode lhe chamar a atenção e quando vêem, puft. Feito. Foi mais forte do que a pessoa, mas ela não estava insatisfeita e muito menos tem a intenção de terminar o relacionamento.

Aquelas que o relacionamento já está mais capenga que acidentado em fila de "Pronto Socorro" e não tem coragem de terminar... precisam de uma mão amiga, que normalmente é uma nova mão, para dar um basta no que já não existe mais.

Umas que precisam do externo para valorizar o interno. A pessoa dá aquela puladinha de cerca ~básica~, e volta pra casa com um buquê de flores e chocolates Kopenhagen . É a forma dela ver de fora que o que têm com ela é muito melhor.

Existem pessoas que não são de uma pessoa só. Elas simplesmente não conseguem se contentar em ficar apenas com quem resolveu dividir a vida, e se deixa levar pela vivacidade que aparecem nas pessoas que cruzam seu caminho e tintilam sob seus olhos. Para elas, isso é muito forte e real, mas não é indicativo de insatisfação ou crueldade. Elas simplesmente conseguem ficar com outras pessoas, não se envolverem (o que também, pode acontecer) e continuar com seu relacionamento sem maiores transtornos. 

Acho que esses são cinco dos inúmeros perfis e justificativas para ser infiel com aquele que está ao lado. Não estou defendendo nem condenando. Apenas ponderando um assunto muito generalizado e colocado, por vezes, dentro daquele conceito de que é tudo uma coisa só. 

Muitas vezes, começamos um relacionamento com alguém as escuras, sem saber nada sobre a vida pregressa daquela pessoa. Entretanto, aquelas com as quais tivemos condições de ouvir um pouco mais da história, sabemos um pouco de como ela vê as coisas e temos ideia de como será o desenvolver do relacionamento, se as coisas caminharem para isso. Não se iluda... não será você o grande mestre que mudará o fulano que está com você. Ele pode sim, e é o mais provável, repetir o ciclo que costuma ter com as pessoas com as quais se envolve. 
Isso não é regra, principalmente porque, com o tempo, as pessoas tendem a amadurecer e a pensar nas consequências daquilo que fazem, mas a repetição é algo tão natural do ser humano, que a probabilidade de acontecer é grande.

Assumir as consequências de seus atos é tão importante quanto assumir a responsabilidade de ter começado a se relacionar, com aquele a quem você já sabia como era. Se já era do seu conhecimento, repense seu ego inflado de achar que com você seria diferente. E claro, você tem a opção de aceitar ou não as coisas como acontecem.


Uma outra coisa a ser ponderada acerca da temática traição é o julgamento que é feito daquele que trai. O traído tem o direito de ficar puto e triste... com raiva e até enfurecido. Mas, normalmente, quem toma esse tipo de atitude é crucificado até a morte, sendo que todo mundo, uma vez na vida e por motivos dos mais diversos, já passou pela situação. Quantas milhares de vezes, nós ficamos sabendo da vida de alguém, falamos, criticamos, defendemos ou acusamos... E, num segundo momento, estamos lá, naquele mesmo papel de quem estávamos falando há pouco? 
Esses julgamentos são muito perigosos, porque vamos acabar passando pelas mesmas situações, uma hora ou outra na vida. Então, é bom que tenhamos em mente que a pimenta que agora estão nos olhos alheios, podem arder mais tarde nos nossos, e aí, meus caros, é que a porca torce o rabo e pagamos a língua grande que tivemos.

Hoje em dia, conheço muitas pessoas que passariam por cima de traições por entenderem a condição complicada que é manter um relacionamento fechado por muito tempo. Sabemos que o tesão diminui, a amizade aumenta e que outras pessoas chamam a atenção. Outras, no entanto, se mantem firmes na posição de que se traiu, acabou. Assim como assim, quem tem maior razão ou verdade, não importa. Se é que isto existe. 


Mas o fato é que este é um assunto que devemos falar, pensar sobre porque faz parte de coisas que acontecem na vida e é preciso não fechar os olhos para o que pode acontecer conosco ou partir de nós mesmos.









16 de ago. de 2012

TV Cult: Coração Selvagem

Eduardo Palomo - Imagem Retirada DAQUI
Se na música Sidney Magal é meu prazer culposo, no universo televisivo este encargo fica com o folhetim mexicano Corazón Salvaje. Ambientado no início do século XX em Martinica, tem como plot principal o amor de Mônica (Edith González) e João do Diabo (Eduardo Palomo). Trata-se de uma história muito popular no México, tendo sido realizado 4 versões em telenovelas e 1 versão para filme. A que irei falar hoje é a mais bem conceituada de todas, tendo recebido prêmios e sido sucesso absoluto de público, além de transmitida aqui no Brasil  pela SBT.
Todo el mundo tiene un corazón salvaje y una superficie misteriosa.
Sempre suspeitei que em outra vida - meu passado me condena - eu devo ter vivido em uma época repleta de ciganos e flamenco, só isso explica a minha fascinação por tipos exagerados. Por isto, quem sabe, tenha tanto fascínio pela figura do Juan del Diablo - chamado assim por não ter sobrenome reconhecido. Criado livre das convenções da época, era uma persona  de atitudes bruscas e, porque não dizer, feridas já que morou nas ruas e presenciou uma realidade bem diferente das da classe dominante. Este passado conturbado fez com que Juan tratasse as mulheres em pé de igualdade e como seres pensantes - o que destoava do ensinado e difundido no período. Sim, a personagem de Eduardo Palomo era feminista! Este detalhe foi sugerido pelo próprio intérprete, conforme se percebe pelos depoimentos gravados para o especial La Historia Detras Del Mito - Eduardo Palomo:


Por falar em Eduardo Palomo - Seu Lindo! - o ator consagrou-se na pele do João do Diabo, mas, também era cantor e estava num processo de mudança para os EUA quando veio a falecer por um ataque cardíaco com apenas 41 anos.
Si yo la tuviera a usted, solo volviéndome ciego, sordo o imbécil, la dejaría por otra.
Além de eu não ter a dimensão da novela mundo a fora, quando eu assisti a mesma pela SBT não achei estranho a sexualidade ser explorada de forma relativamente aberta. Todavia, a mesma fora gravada em 1993 e pioneira em trazer a temática para as telinhas mexicanas. Tudo, é claro, com aquele sabor brega latino - parecendo os famosos livros de banca estrelados por Fabio. Muitas frases de efeito, aproximações demoradas e aqueles artifícios de luz para criar um clima de insinuação sexual sem ter que apelar e, assim, limitar a faixa etária.

O lado sexual desta novela foi tão marcante que uma das cenas mais comentadas e lembradas é a da primeira vez entre Mônica e Juan:


Sua canção tema acabou virando hit no México e colocando no mapa Miguel Mijares:


Um ponto que acredito valer creditar é que a história do casal principal não é daquelas em que num instante tudo acontece e pronto: Apaixonados. Não, Juan e Mônica vão se conhecendo, ainda machucados do passado e sem intenções maiores, e aos poucos percebendo o sentimento. Para mim faz muito mais sentido do que aquelas paixões arrebatadores de infância que nunca passam - vide Avenida Brasil.
A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy. 

8 de ago. de 2012

Fantasias Héteros em Relação aos Homossexuais

    Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pelo sumiço sem satisfações. Acontece que fui para sítio do meu avô ficar com ele e minha digníssima cadelinha, cujo nome é Botina. Lá não tive acesso à internet decente. Depois, voltaram as aulas e tive de me reorganizar... Mas agora que já está tudo sob médio controle (porque nunca está 100% controlada essa minha vida), volto com tudo para vocês, pessoas extraordinárias. 

    Hoje o texto é referente à homossexualidade e a tolerância. Nós, colaboradoras resolvemos nesta semana falar sobre o assunto, uma vez que o amigo de uma de nós, suicidou por ser gay e a falta de aceitação sofrida. Isso vai fazer um ano e gostaríamos de prestigiá-lo.

Há pouco tempo, presenciamos a luta de casais homo afetivos a terem direito à união estável e as controvérsias geradas à partir desta busca. Vimos uma bancada religiosa de senadores de um país dito laico, tentar com todas as forças barrar o direito de cidadãos que exercem seus deveres como todos os outros. Vimos textos, blogs e vídeos homofóbicos, pregando um modelo de família ultrapassado e segregador contra as pessoas que se amam e querem se unir perante as leis do país em que nasceram. Vimos agressões verbais, físicas e morais nos jornais e revistas. Entretanto, isso foi recente e ainda deve restar uma vaga lembrança na cabeça dos brasileiros, com memórias de peixinhos dourados, que se esquecem de tudo com a mesma rapidez em que digerem uma salada.

    Mas sabemos bem que esta não é a primeira e nem a ultima vez que saberemos de agressões, sejam elas de que espécie forem, contra minorias que destoam do dito normal, ou do que é, simplesmente fora do padrão.

    Mas o link entre o tema da coluna e o tema da semana, perpassa por algumas fantasias das pessoas não homossexuais em relação aos que são.

    Pra começar, e acho que nada mais clichê, gostaria de citar a fantasia sexual dos homens em relação à casais lésbicos.

    Não há nada mais desconfortável para um homem, do que um outro camarada começar a dar em cima de sua mulher e vice-versa. Pois sim, senhores, o mesmo ocorre com os casais de meninas. Elas namoram, companheiros. Elas têm uma relação cotidiana, na qual dividem não só o prazer sexual, como também, as felicidades e desgostos da vida. Elas se ligam para dar bom dia e boa noite, elas contam como está o trabalho e a faculdade. Enfim, é uma relação completa na qual não falta o seu amigão lá no meio. 
Porém, os homens não entendem e sempre estão mexendo, falando coisas ofensivas e invasivas, propondo sexo à três. Isso quando não agridem verbal ou fisicamente. 

Outra fantasia recorrente na cabeça dos não gays é que todo homossexual vai dar em cima de qualquer coisa que tenha sangue correndo nas veias. Não companheiros, assim como uns preferem as loiras e outras preferem negões, os gays também têm suas preferências e não vão dar em cima de qualquer um, deliberadamente.
     "Ah, mas parece que eu sou imã de viado... toda vez tem um pra dar em cima de mim..." Isso vai acontecer, porque tem gente que não tem noção. Mas isso também acontece no meio hétero e nem por isso você vai querer dar porrada na cara da mulher tribufu que deu em cima de você. E outra, se o cara está fazendo isso, pense se você fez algo para dar abertura pra isso.

    Outras frases típicas são: "Pode ser gay, desde que não dê em cima de mim". "Não sou homofóbico, mas não quero isso na minha família".

    Por fim, uma outra fantasia que gostaria de citar aqui é a de que o meio gay é promíscuo. Olha, galera, promiscuidade está em qualquer lugar, independentemente da orientação sexual dos envolvidos. Se você for a uma boate hétero você vai encontrar meninos e meninas comportados e assanhados. Se você for a uma boate gay, a probabilidade de ver os dois também é grande. Existem uns locais em que o comportamento sexual mais explícito é encontrado, entretanto, pegar esses locais para falar de uma população inteira é covardia e burrice.

Concluindo: Existem mais mitos em relação ao mundo gay do que eles fazem jus ter. Se você é um homofóbico e veio ler esse artigo, bem vindo e espero que você esteja em busca de informações esclarecedoras e não retificadoras do seu julgamento raso e ignorante. Se você é gay, dê seu depoimento em relação aos preconceitos sofridos. Se você é hétero, esclareça suas dúvidas. Enfim... aqui é um espaço democrático, para todos independente de raça, orientação sexual, cor, peso... 

7 de ago. de 2012

Ross Watson: Corpo em Evidência


O sol sob a cútis
Desenhando os encantos
Eu e Ele
Dele e Meu
Ele e Ele
Variando os tons
Transitando as épocas
Invadindo espaços.
E o que é o amor
Senão a fusão da pele?


- Karla Hack dos Santos


Uma das coisas que mais gosto dentro das artes visuais é a possibilidade de criar-se encanto, estranheza, e questionamento apenas com um relance do olhar. O australiano Ross Watson faz isto com maestria. Sabe bem como combinar o corpo em evidência a imagens absurdas, sem perder um foco social; Prova disto são as temáticas exploradas, como a religiosidade, a política e o homoerotismo. Outro ponto que atrai a atenção pública as suas obras é a utilização de modelos vivos na criação plástica, inclusive famosos - desde atletas a atores da indústria pornográfica. Assim, seus traços fazem questão de tornar real cada detalhe, músculo, tonalidade, da pessoa - sempre o foco das imagens. Com cerca de 25 anos na carreira, Ross criou algumas séries de quadros muito bem comentadas, como a belíssima Classic De Novo, a qual recriou obras famosas, até a Crucificação de São Pedro, pintada por Caravaggio em 1600.

Em seu site pessoal encontram-se uma infinidade de informações e quadros; Abaixo selecionei alguns que mais chamaram minha atenção.























Lindo, não é mesmo?

27 de jul. de 2012

Estado Civil: Bem Resolvida!

Aviso: Não; Este não é um post sobre "solteirice" ou a disseminação de uma postura social ou sexual "mais saudável". Tão pouco tem pretensões filosóficas. Não. Esta postagem nasce como um retrato, buscando demonstrar o trajeto social feminino, as evoluções de conceitos e os que ainda são tidos de forma receosa. A principal objetivação deste texto é a expressão livre - sejam das palavras, sejam das escolhas - que cabe a cada mulher.
Imagem retirada DAQUI
Generalizando, antes o casamento era tido como uma negociação. As vezes feita por questões políticas, outras financeiras, algumas por status e assim por diante; Sem falar na perpetuação do nome através da procriação. Só os mais insanos buscavam amor e romance no casamento. A mulher cabia aceitar, para que não fosse um fardo - ou mesmo escapar - a seus pais. As que não se casavam eram vistas como solitárias e malfadadas. Em algumas culturas, como se pode ver em Como Água para Chocolate, uma filha era escolhida e proibida de casar-se, já que ficaria para cuidar de sua mãe. 

Além disto, havia o estigma da virgindade, da não expressão sexual - demonstrar prazer na hora do sexo era vergonhoso -, da impossibilidade do divórcio e da necessidade de se ter filhos. Ou seja, o casamento era uma obrigação e a felicidade era para os raros sortudos.

Aos poucos os ideais foram mudando, a busca por conhecimento e maior importância social pelas mulheres ampliando os horizontes, modificando conceitos não mais coerentes com a evolução da sociedade. As mais ousadas tomam seus corpos para si, modificam o vestuário, saem da cozinha, começam trabalhar, perdem a virgindade  - algumas tem filhos - antes do casamento, relacionam-se com quem desejam (inclusive mulheres), descobrem o anticoncepcional, divorciam-se e votam - imagem ao lado encontrada via Tumblr. 

Nada do acima citado veio de maneira fácil, há que se ressaltar. A maior parte destas "mulheres selvagens" enfrentaram represálias violentas, preconceito, foram excluídas de certos ambientes ou mesmo renegadas pela família. Foram anos e mais anos de verdadeira luta - basta saber que o primeiro divórcio legal que ocorreu no Brasil foi em 1977 -  até que se chegou  ao ponto conhecido hoje. 
Imagem Original retirada DAQUI
A teoria dos relacionamento na atualidade é excelente; Já que se anuncia o "Viva e deixe viver" ou mesmo a "busca pela felicidade". Contudo, as vertentes sociais - quando embebidas pelo extremismo - continuam a usar de uma discrimição, talvez não tão violenta, mas, igualmente devastadora- imagem abaixo encontrada via Tumblr. Por exemplo:

  • Os apaixonados pelo moralismo falam dos "absurdos" do ficante de uma noite, do sexo antes do casamento, da mãe-solteira, da inseminação artificial, dos relacionamentos homoafetivos, do excesso de separações, da banalização do matrimônio e por assim vai... 
  • Os amantes da liberdade chocam-se com os "despautérios" do guardar-se para uma só pessoa, da falta de experimentação, da hipocrisia da fidelidade, dos conceitos sexistas, da não liberação do aborto, das campanhas religiosas sobre posturas sexuais e assim segue...
Honestamente, não acredito que nenhum dos discursos tenha razão completa. É neste ponto que todo este lavrar intentava chegar; Se a sociedade evoluiu tanto de seus primórdios - e tem muito mais o que evoluir - por que se insiste em manter a ideia de que apenas uma forma de perceber o mundo é a correta? Como já foi citado por aqui: Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que éPara que oprimir?

Ouça este decreto e saía de sua zona de conforto percebendo a mágica da diversidade. Esquece-se que é através desta que o crescimento acontece. Então, que tal tentar ultrapassar os conceitos pessoais e sociais, assumindo o que traz a sua felicidade sem ligar para o universo externo? Se o que busca é ser dona de casa, que bom! Se quer ficar solteira, que bom! Se o lance de vocês é algo aberto e sem cobranças, que bom! Desde que isto combine com o que lhe deixe leve e satisfeita... Busque a sua forma de amor e/ou de liberdade, mostre o que é ser uma mulher bem resolvida!
"Happiness does not lie in happiness, but in the achievement of it". 


25 de jul. de 2012

You Can Leave Your Hat On: Cenas de Filme para inspirar na hora do Strip Tease

Via Tumblr.
Hoje estou "invadindo" a sessão da Nayara Torres, pois ela não poderá postar esta semana. Mas, não se desesperem que ela voltará semana que vem com mais textos inteligentes sobre sexualidade. Enquanto isto, para não deixar a sessão em brancas penas, estou aqui. 

Havia pensado em um texto bem diferente para hoje, inspirado no #lingerieday; Contudo, passeando pela RádioUol tive um insight. Lá foi preparada uma playlist bem variada de músicas - algumas certeiras outras nem tanto - para Strip Tease. Então pensei comigo, porque não dar uma apimentadinha na relação com um bom strip? A trilha sonora já se tinha, faltavam apenas algumas dicas. Optei por usar do cinema para tal, selecionando 06 cenas onde mulheres e homens "botam pra remexer" sem vergonha!

Vamos à lista?
Rose Mcgowan faz uma linha mais tradicional do Pole Dance em Planeta Terror:
Também com veias tradicionais, agora do clube de mulheres, tem-se os homens  de Ou Tudo, Ou Nada:
A bela Rebecca Romijn parece não se importar com voyerismo em Femme Fatale:
Nem os "tudo de lindos" dos garotos de Magic Mike:
Jamie Lee Curtis surpreende o maridão com um strip tease que começa desconfortável e depois deslancha para o sensual em True Lies:
Micheal Ontkean surpreende uma estádio/ginásio inteiro com seu estilo "faço strip onde eu quiser" em Slap Shot:
Salma Hayek não irá sair tão cedo dos sonhos de Quentin Tarantino com sua dança exótica em Um Drink no Inferno:
Nem Oscar Nuñez dos de Sandra Bullock em A Proposta:

E aí, preparados?


18 de jul. de 2012

"Oremos"


Me desculpem os religiosos pelo título, mas achei que colocar "Sexo Oral" seria muito mainstream. rs

O tema de hoje é sexo oral nas mulheres e seus mitos, deslises e formas bem sucedidas.

Dizem por aí que homem não sabe fazer oral em mulher. Não darei a minha opinião a respeito, porque afinal de contas, antes de ser blogueira, sou um ser humano que tem relações e não quero me comprometer.  Em todo caso, seguem primeiro as grandes gafes que as pessoas comentem ao fazer sexo oral em uma mulher:


Língua de helicóptero: aquela língua que gira numa velocidade e intensidade indescritível, que não foca no local apropriado, eventualmente machuca e o maluco acha que está arrasando porque a mulher está gemendo. Meus caros, o gemido também pode ser de dor, tá? E pode também, não ter uma diferença entre o gemido de prazer e o de dor, mas o corpo da mulher vai falar... Ela vai fazer movimentos mais bruscos, normalmente refugando seus atos... Mas infelizmente, tem gente que entende isso como sendo movimentos de "faça mais"...

Sucção estilo desentupidor: Eu e minhas amigas temos um outro nome para essa prática, mas é melhor deixá-lo só para as conversas de bar, porque afinal de contas... É aquela boquinha frenética que quase arranca o "pequeno pênis" feminino... A sensação que eu tenho, é que quem é adepto desta prática, quer arrancar o órgão genital da pessoa para ela ir atrás novamente. Só pode. Porque mais uma vez, o gemido pode ser dúbio, mas o corpo vai demonstrar, se a mocinha em questão não falar que não está legal...






Under Pressure:  Aquela língua que acha que tudo se resolve com pressão. "Pressiona, Renné... Pressiona". Não, meu povo... As coisas lá em baixo são delicadas e sensíveis... O grande lance é começar bem easy e depois, se a menina indicar, ir administrando a intensidade.



Boca de Chapisco: Amigo, se você é do estilo que tem aquela barba áspera, é melhor deixar crescer ao ponto de não arranhar ou então, sabe que vai rolar... faz no dia. Porque não tem nada mais desagradável nessa vida, do que um ser humano com boquinha de chapisco achando que está arrasando Paris em chamas, quando na verdade, arranha tudo quanto há nos países baixos!




Essas são, na minha opinião as maiores bobagens que alguém pode fazer, quando se trata de sexo oral em mulheres.

Mas, não criemos pânico! Para não dizer que só critiquei, vai aí umas diquinhas valiosíssimas para os fãs inveterados desta prática e que querem aperfeiçoar:

  • Conheça a Anatomia: Saiba onde se encontram os devidos pontos de uma mulher. Segue, então, um link muito valioso que vai explicar o que é cada parte, e cia.


  • Ritmo: Se você é principiante ou ainda não conseguiu acertar em cheio, leia esta dica. Conte em sua cabeça um ritmo para seguir manter um padrão, como: 1,2,3,4 - 1,2,3,4... Isso vai ajudá-lo a não fazer movimentos espalhafatosos que as vezes são fatais. A mulher tá gostando do que você está fazendo, mas aí, você fica animado demais e começa a desconcentrar do ritmo que ela estava gostando e puft. "Cabô milho, cabô pipoca".
  • Delicadeza: Não ache que manter a sua língua "ereta" como o seu amigão lá de baixo, vai fazer sua parceira mais feliz. Deixe-a relaxada, leve, delicada... Exatamente como é o local com o qual está lidando.
  • Sucções Leves: Ao invés de partir para o ataque, como se o mundo fosse acabar e você precisasse de levar consigo a periquita da coleguinha, vá com calma e sugue levemente... apenas para aumentar ainda mais a circulação no lugar... e não para fazer sangrar. =)
  • "Boquinha de Veludo": Use seus lábios para fazer um carinho no local. A mucosa da boca é delicada e arrasa com a galera lá de baixo... vai por mim, que você brilha!
  • Mãos Certeiras: As mãos são ótimas auxiliadoras nesse momento. Uma massagem interna, enquanto a boca faz o serviço externo é muito válido. Mas lembre-se: Filmes pornôs não são didáticos, então não tenha em mente aquelas atrocidades que eles fazem, são pura mentira. Dedinhos lá dentro: faça movimentos de "vem cá" e observe a reação. A moça vai mostrar se está gostando... e se ela for do tipo tímida, pergunte... delicadamente, você pergunta se assim está bom ou se assado está melhor... ela acabará te falando. Outra coisa linda nessa hora com as mãos, são os dedinhos separando os grandes lábios, levemente para deixar a região interna mais exposta, o que facilitará sua visão e contato com a área.
  • Beijo Grego: Não é uma prática muito difundida. Eu acho. Mas há quem goste e goste muito. É o mesmo que sexo oral, nas partes mais baixas ainda, se é que me entendem. Dr. Google saberá informá-los melhor à respeito.
Enfim, posso ter me esquecido de algumas dicas aqui, mas acho que pra começar, está de bom tamanho... Já sabem o que fazer e o que não fazer. Depois disso tudo, pratiquem e me deem um feedback para que eu saiba se as dicas foram válidas ou não.

Aguardo retorno.

Atenciosamente,

=)

11 de jul. de 2012

Eu?! EU NÃÃÃÃÃO!

Nestes meus 23 anos de vida bem vividos, concluí que homossexualidade e heterossexualidade são pontos extremos de uma linha que julgo ninguém conseguir alcançar. Todo mundo oscila mas, normalmente, a grande maioria permanece nas proximidades de alguma destas pontas.

Freud trouxe para a humanidade a teoria de que ninguém nasce com o objeto de desejo definido e com o desenvolver da personalidade, faremos essa escolha. Coloco isso informal e reduzidamente, ok?

De qualquer maneira, o que penso é que todo mundo uma vez na vida, pelo menos, se questionou como seria transar com uma pessoa do mesmo sexo. E não que isso vá ser concretizado... Mas que para um dia você dizer que não faria de maneira alguma, teve que pensar em como seria. 

Quando coloco a sexualidade como sendo essa linha de dois extremos inalcançáveis, tenho em mente aqueles fatos que não são, sequer, considerados como tendo componentes eróticos.  Isto é, o encontro da turma do bolinha para ver uma luta... Que nada mais é do que dois marmanjos se pegando loucamente. (Obs.: Sei que mulheres também gostam de assistir lutas e que eles estão se batendo no ringue, mas não podemos negar que eles se esfregam e se pegam com os corpos semi-nus).
As amigas que vão as compras e entram no mesmo provador de roupas e se vêem nuas, comentam sobre como ficaram as roupas e reclamam das celulites, estrias e do peito que nunca está do tamanho 'certo'. Ou, amigas que andam de mãos dadas, sentam uma no colo da outra e etc.

A necessidade de se arrumar e estar sempre bonita da mulher, é muito mais para outra mulher do que para atrair os olhares masculinos. E a necessidade de ter um status elevado, um corpo 'assim ou assado' de um cara, também passa pelo olhar masculino, que em sua mente de macho garanhão, tendo tudo aquilo como atributo estará mais apto a conquistar uma gatinha do que o outro que não tem o carro do ano ou os bíceps ressaltantes. Isso é sim uma forma de homossexualidade, afinal de contas, o olhar daquele ser do mesmo sexo também será atraído.

No meio gay, a presença da heterossexualidade também acontece. Por exemplo, em um casal de meninas, uma adota uma postura masculina do que a outra, sendo esse papel também oscilável.  E nem me refiro ao ato sexual em si, mas sim, de circunstâncias. 
Por exemplo: Uma vai de carro pegar  a outra em casa, mas, em contrapartida, a outra pede a conta no bar para o garçom.  Ou então, em um casal de homens, em que um é visivelmente mais afeminado que o outro, mas durante o sexo, ele é mais ativo. 

Uma vez, até, recebi de um amigo hétero, a confissão de que ele admirava o corpo masculino, mas que nunca tinha tido vontade de ficar com outro homem. Quando ele me disse isso, falou que só estava me contando porque eu tinha a cabeça aberta para ouvi-lo e que jamais falaria isso para outra pessoa. Eu expliquei a ele essa minha teoria dos extremos inatingíveis e disse que um dos fatores homossexuais que tinha nele era esse, mas que isso não o faria gay. 

De qualquer maneira, se um dia, você, que sempre se julgou tão hétero ou tão gay, por ventura do destino acabar ficando com alguém do mesmo sexo ou do oposto, aproveite. Pode ser divertido, ou não. E não se sinta culpado por isso, afinal, nos atraímos por tantas outras coisas que as pessoas tem, além do corpo, que não é nada estranho se isso acontecer. Concordo que se isso se tornar frequente, pode ser conflituoso, qualquer que seja a sua orientação, mas se for para ser, vai ser. 

Se você hétero, ficou com seu semelhante, gostou e pirou... Parabéns, você está prestes a sair do armário! rs (Ou não... vai ficar aí mofando junto com as roupas ou ser feliz com as pessoas que te atraírem).
Se você gay, ficou com seu oposto e gostou... Parabéns, você descobriu que mais de uma coisa pode te fazer feliz.

Então, não há o porque criticar postura sexual de alguém, já que não há soberania de nada na vida, muito menos quando se trata de sexualidade. 



4 de jul. de 2012

O bege e seus tabus

Casualmente, estava passeando por blogs da internet quando vi, em um blog direcionado para o público masculino, um post que falava de calcinhas bege. Li, tentando me manter calma e sem colocar juízo de valor nas palavras ali registradas e depois, segui para os comentários onde esperei ver críticas bem fundamentadas acerca daquele texto tão cômico e pessoal.

O texto criticava o uso de calcinhas bege e nos comentários encontrei, tanto homens quanto mulheres que não estavam nem aí para a cor da lingerie. Fiquei aliviada, afinal de contas, por maior que fosse a minha vontade de não julgar o texto, eu não consegui excluir daquele momento o meu lado ofendido, que não consegue engolir o fato da cor de uma calcinha brochar alguém.

Segue então, a minha opinião a respeito do tema:

Concordo plenamente, que uma mulher de lingerie com cor forte, seja vermelha, preta ou branca, de rendas bem feitas se insinuando é visualmente muito mais atraente do que uma mulher de calcinha e sutiã básicos cor da pele. Mas isso realmente faz alguém brochar? No final, tudo não vai ter parado no chão, no lustre, no ventilador, criado mudo, pia da cozinha... enfim, vai estar em um lugar onde ninguém vai estar olhando.

Não consigo entender.

Mais uma vez eu penso que a mulher para ser A MULHER, tem que estar sempre perfeita. Isso não é justo e não faz nenhum sentido. 

Cara, eu vou colocar meus amigos de calcinha de renda fio dental,  apertando nas laterais, com um espartilho bem duro e apertado, cinta-liga puxando os cabelinhos da bunda e uma meia colocando todos os pelos da perna no sentido oposto ao que nasceram para ele ter ideia do que é estar dentro de uma roupa que ele considera sexy. E depois ele vai me contar se ainda prefere lingeries estrambóticas à calcinha de algodão bege.

Imagina ter que ir para aula, para o trabalho, para a academia de calcinha sensual. Meu irmão, você não tem ideia do estrago que isso pode causar. É muito ruim. 
Conheço até mulheres que já usaram tanto, que não conseguem se habituar a usar calcinhas maiores, e respeito a decisão delas, mas é muito ruim ter que usar isso, se você não gosta.

A cor bege tem uma explicação. A mulher gosta de variedades de roupas, e nada mais condizente do que ter um tipo de lingerie diferente para cada estilo. Não dá para colocar uma calcinha rendada ou uma calçola enorme que fica partindo as nádegas em quatro, com uma legging. Vão marcar.  Da mesma forma que não faz sentido colocar uma calça branca com uma calcinha vermelha! Tem que ser a mais discreta possível - logo - a mais indicada é a bege. 

E, voltando ao assunto brochar... Meus caros, é muita veadagem alguém deixar de transar com outra pessoa porque ela está de calcinha cor tal, ou formato tal. Até mesmo as calçolas, enormes que sugerem à vovó... ela se vai depois que você delicada ou agressivamente a tirar.  A embalagem do produto vai para o lixo, o conteúdo é o que interessa. E, absolutamente, juntamente com a calcinha bege eu colocaria no pacote de detalhes sem nenhuma importância, celulites, estrias, aquele pneuzinho e Cia. ltda. 
Cueca estilo sunga, é horroroso. Só outras mulheres ou amigos gays sabem o quanto é engraçado ver um homem bonito, de corpo bem feitinho com aquela cuequinha que parece que foi a mãe que comprou pra ele ir pra escola com a mochila nas costas e a lancheira na mão. Mas, pior que elas, são essas versões em cores azul bebê ou amarelinhas com listrinhas em marrom.
Mas não vai ser por isso que falaremos - Meu amigo, hoje não dá por causa dessa cueca de menino de maternal que você arrumou. Vá para o quarto, e só saia de lá depois que você pensar no que fez. 

Portanto, senhoras e senhores, deixa usar o que quiser. Quer que sua mulher use uma lingerie bacana - compre uma para uma noite especial. Mas na terça feira à noite, quando ela estiver em casa, trabalhando fora do expediente, cansada e pronta para dormir, deixa ela em paz com a bege, a grande, a larga. 




27 de jun. de 2012

Monogamia x Poligamia

A monogamia... Condição primaria de relacionamentos ocidentais. É aquela na qual cada pessoa se dispõe a ter apenas um parceiro/ companheiro/ cônjuge por vez.

Esta é uma lei em nosso país, comumente desrespeitada e, por vezes, o grande fator oxidante dos relacionamentos amorosos.

É muito complicado para um animal, que não é naturalmente monogâmico, se adaptar a uma regra cultural que nos impõe que desejemos apenas uma pessoa por vez. É claro, para todos que têm sangue correndo nas veias, que outras pessoas nos chamam atenção, mesmo estando nos relacionando com alguém.

Existem aqueles que, via de regra, deixam o Id falar mais alto e saciam a vontade. Existem outros que recalcam o desejo e se queixam constantemente de outras coisas, mas que por fim, se realmente conseguissem ver, o que estaria em jogo é esse desejo as avessas dentro da cachola. Outros, no entanto, conseguem sentir o desejo e pesar o que realmente importa: Saciá-lo ou deixar passar e valorizar o construído com seu parceiro anteriormente escolhido.

Já a poligamia, comumente encontrada no oriente médio, valida somente para os homens e em outros locais do mundo, está caindo em desuso sendo, apenas, "permitida" em situações de guerra.

Acho que para nós, ocidentais, não seria mesmo fácil manter um regime poligâmico, porque não seria uma via unilateral masculina e acho que por conta disso, uma guerra civil seria passível de acontecer.

Entretanto, existem alguns formatos de relacionamentos que abrem espaço para a poligamia e, com alguma conversa franca e honestidade de ambas as partes, é possível lidar com ela de forma até, fazer bem para a instituição à dois.

Conheci pessoas que conseguiram manter um relacionamento aberto durante anos sem problemas maiores por isso, especialmente. Conheci outras, que o parceiro desrespeitou até as regras do relacionamento aberto. Ou seja, nada é certo. Nem na monogamia, nem na poligamia.

Valores religiosos são muito levados em consideração também, em relação à escolha de condição  relacional. Aqueles que seguem o legado cristão, por certo que não vai conseguir estabelecer com o outro um relacionamento aberto. 

Por fim, o que me vem a cabeça é mais ou menos o que sempre me vem ao final de todos os textos. Tudo é uma questão de dar conta de arcar com as responsabilidades que te cabem. Você daria conta de não ficar com mais ninguém além daquele que está com você? Ou, se não, você daria conta de saber que seu parceiro está ficando com outras pessoas, assim como você também está? Entre outras tantas perguntas que surgem à partir da tópica desejo extra-relacionamento.

São questões complicadas. É difícil não ser egoísta com esses assuntos. Queremos satisfazer às nossas vontades, mas não queremos dar espaço para outras pessoas terem a oportunidade de se aproximarem de quem gostamos.