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17 de out. de 2012

É de pequeno se faz um bom leitor!

Olá, queridos e queridas... quanto tempo que não escrevo aqui. Mas, hoje resolvi tirar a poeira do meu teclado extraordinário e partilhar uma ideia super bacana. 

A verdade é que eu pensei em aproveitar que estamos no mês de outubro que, de certa forma "é o mês das crianças", para dar uma dica super bacana aos pequenos e "quase grandes"(adolescentes).

Imagem retirada do google
Ano passado, por volta do mês de de outubro(há 1 ano), compartilhei no Facebook, uma dica super bacana do site "EducarParaCrescer". Era o link de um HotSite(clique AQUI para ser encaminhado até ele) muito legal com dicas de 204 livros para crianças e adolescentes. As sugestões de livros estão divididas por faixa etária, de 2 à 18 anos.
Imagem retirada do site Educar para crescer

Esse site é super legal e fácil de navegar. Ao entrar nele, basta clicar na faixa etária para você saber quais livros são indicados. Muiiito bom! Eu me esbaldei.

Penso que em época onde muitos só incentivam presentear com brinquedos(sim, crianças adoram brinquedos) se estimularmos nossos pequenos com mimos literários, acredito que podem passar a gostar muito de livros e você, adulto, é o grande responsável para que isso aconteça.
 
Já que estamos dando dicas, vou aproveitar para sugerir uma coleção infanto juvenil super legal. Meu filho estava numa fase muito "complicadinha", em que não se interessava por ler outra coisa que não fosse gibis(nada contra... eu adooooro! Mas, é importante abrir o leque para outras leituras). Foi então que resolvi comprar os dois primeiros volumes de "Diário de um banana", há algum tempo(a pedido dele). O danadinho gostou tanto, que pretende ler todos da saga(ganhou o terceiro, da tia e pretendo dar os outros da coleção).

Gustavinho(meu filho) e seus livros "Diário de um banana"
"Diário de um banana"
Todas as fotos dessa postagem são de meu(Joicy) arquivo pessoal.
Então é isso! A postagem é mais como uma super dica para papais, mamães, titias, titios, vovós, vovôs, dindas, dindos e todos que gostam de presentear com livros.

Beijinhos.
Câmbio, desligo!


13 de set. de 2012

Bem vindo ao novo Sítio do Picapau Amarelo

Tenho certeza de que todos aqui já ouviram falar da boneca de pano serelepe e tagarela, Emília... também da menina linda, do nariz arrebitado, Narizinho... do valente Pedrinho, o inteligente Viconde Sabugosa e os demais personagens criados pelo maravilhoso Monteiro Lobato.

Depois de tantas versões do Sítio do Picapau Amarelo, eis que neste ano surgiu o desenho animado. São 26 episódios baseados na obra "Reinações de Narizinho". A dublagem de Emília, Narizinho e Pedrinho são feitas, respectivamente, pelos atores Isabella Guarnieri, Larissa Manoela e Vini Takahashi.

Para quem nunca viu, fica aqui a dica ... seguem alguns episódios completos!

 Um lugar diferente - Ep. 1

Um grande aventureiro - Ep. 2

As promessas do Rabicó - Ep. 3

O bolo da tia Nastácia - Ep. 4

A pílula do Dr. Caramujo

A princesa do Reino das Águas Claras

A viagem da dona Benta

Então é isso...

Me despeço por aqui.

Beijinhos!!

Câmbio, desligo.

7 de set. de 2012

Cadê a Infância que Estava Aqui?


O que faz a pressão social em uma criança? Quais são os reflexos deste ambiente recheado de informações nestes seres pequeninos que chegam ao mundo? Sempre costumo discutir este assunto com meus amigos, sendo eles já pais ou não, e a máxima que sai é sempre esta:
- Fomos uma das últimas gerações que realmente teve infância!
Espanta-me cogitar tal ideia. Afinal, a inocência e o encanto pueril deveriam ser protegidos a todo custo. Antes mesmo de eu ser criança já havia situações que transformavam os pequenos em adultos, em descrentes, roubavam-lhes o brilho no olhar, e, por mais infeliz que isto seja, sempre existirão casos assim. Contudo, o que realmente me alarma é a possibilidade do que era exceção, agora está se transformando em regra.

Em um domingo destes assisti a um documentário feito para a TV chamado: “Dana: The 8-Year-Old Anorexic” (Oito anos e Anoréxica). Fiquei pasmada, como muitos ficaram, com a pouca idade de Dana para estar sofrendo de um distúrbio alimentar tão grave. Como noção da seriedade do caso, a menina contava as calorias – comendo um absurdo de 175 diárias –, além de exercitar-se por horas a fio.

Pensei comigo mesma; Eu com a idade dela só me preocupava em correr, em brincar e em assistir ao filme da Sessão da Tarde. Enquanto o meu maior problema era tirar uma nota baixa ou alguma briga que me metia, Dana e outras (uma vez que o índice de meninas com menos de 10 anos apresentando estes distúrbios vem crescendo muito nos últimos anos) são colocadas a prova, tendo que enfrentar um monstro que poderá assombrá-las para toda uma vida.

Só o fato da anorexia e da cobrança por uma aparência ideal renderia páginas e páginas; Mas, estes distúrbios demonstram algo muito mais profundo que o físico, é uma resposta inconsciente da criança para algo que não consegue expressar e dominar. Nossa atualidade figura em milhares de informações jogadas por segundo, cabendo tudo no alcance das mãos. Como não confundir e moldar as crianças se nós mesmos estamos apreendendo este ritmo frenético? A velocidade pode ser algo maravilhoso, mas também pode levar a colisão.

O contato com a natureza faz falta, ainda que não a conheçam. As brincadeiras em conjunto, o sujarem-se, até mesmo as brigas pesam ausentes para o espírito livre e curioso. Os eletrônicos roubaram o espaço do pique-esconde. Existe um tempo para tudo, com o passar dos anos percebemos isto com mais clareza, e perante a limitação do agir e o universo ilimitado de novidades, estão recaindo para a correria do mundo, sem aproveitar o encanto da infância.

Não é culpa só do meio, mas sim nossa, a mania de acreditar que os machucados podem ser evitados, que os erros negados, como se não fossem parte do processo, trazendo o resultado final e exigindo que pense como adulto alguém que a tão pouco tempo está na terra. Ao invés de deixar que haja uma introdução ao ser vivenciado, apertamos no skip intro e permitimos que esta fase torne-se cada dia mais curta.

A cena é mais comum do que se pensa, mas vi três meninas, com idade aproximada de 6/7 anos, sentadas, lindas, falando sobre a roupa, a maquiagem, os meninos e ignorando o intervalo das aulas, transcorrendo sem nenhuma brincadeira. Estas não deveriam ser as preocupações, os gostos, as fases são importantes e precisam ser saboreadas ao máximo.

A beleza da infância está nesta descoberta de ritmo descompassado ao nosso corre-corre diário, na inocência e na despreocupação. É nossa obrigação garantir que esta exista e dure, refreando o crescimento antecipado que tanto nos deparamos hoje em dia; Deixando para trás as preocupações com aparência e garotos/as para a correta fase. Afinal, se já é complicado na adolescência para que permitir que more na infância também?


20 de ago. de 2012

Acorda Alice!

                                                                               
Quando criança sempre tive uma pulguinha atrás da orelha referente aos contos de fadas. Vivia enchendo minha mãe com perguntas e quando suas respostas não "sanavam" minhas interrogações, fazia meu clássico biquinho da dúvida,rs.

O que são - Contos de Fadas?
Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta cuja história se reproduz a partir de um motivo principal e transmite conhecimento e valores culturais de geração para geração, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Nos contos, que muitas vezes começam pelo "Era uma vez", para salientar que os temas não se referem apenas ao presente tempo e espaço, o leitor encontra personagens e situações que fazem parte do seu cotidiano e do seu universo individual, com conflitos, medos e sonhos. A rivalidade de gerações, a convivência de crianças e adultos, as etapas da vida (nascimento, amadurecimento, velhice e morte), bem como sentimentos que fazem parte de cada um (amor, ódio, inveja e amizade) são apresentados para oferecer uma explicação do mundo que nos rodeia e nos permite criar formas de lidar com isso.

Entre os grandes autores, além do irmãos Grimm, encontram-se o francês Charles Perrault, que deu vida à Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, Pequeno Polegar e Gato de Botas; Andersen, que nos presenteou com a história do Patinho Feio; Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuvee com a Bela e a Fera e Charles Dickens, com o Conto de Natal e a história de Oliver Twist. No Brasil, a maior conquista foi Monteiro Lobato, cuja a obra ainda hoje serve de base ao início literário de muitas crianças.
Caracteristicamente os contos envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera".



Mensagens Subliminares e a Psicologia nos Contos de Fadas 
Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pela porção do processamento dos sentidos humanos que está em estado de alerta. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente. Importante destacar que existem mensagens que estão abaixo da capacidade de detecção humana - essas mensagens são imperceptíveis, não devendo ser consideradas como subliminares. Toda mensagem subliminar pode ser dividida em duas características básicas, o seu grau de percepção e de persuasão.
 Ao longo dos últimos 100 anos, os contos de fadas e seu significado oculto têm sido objeto da análise dos seguidores de diversas correntes da psicologia. Sheldon Cashdan,por exemplo, sugere que os contos seriam "psicodramas da infância" espelhando "lutas reais".

Já os jungianos, vêem nas personagens dos contos "figuras arquetípicas", que, segundo Franz, "à primeira vista, não têm nada a ver com os seres comuns ou com os caracteres descritos pela Psicologia".
 Pelo seu núcleo problemático ser existencial, os contos de fadas podem também ser encarados como "uma jornada em quatro etapas", sendo cada etapa da jornada uma estação no caminho da autodescoberta.
Travessia - "leva o herói ou heroína a uma terra diferente, marcada por acontecimentos mágicos e criaturas estranhas". 
Encontro -"com uma presença diabólica –uma madrasta malévola, um ogro assassino, um mago ameaçador ou outra figura com características de feiticeiro."
Conquista - "o herói ou heroína mergulha numa luta de vida ou morte com a bruxa, que leva inevitavelmente à morte desta última".
Celebração - "um casamento de gala ou uma reunião de família, em que a vitória sobre a bruxa é enaltecida e todos vivem felizes para sempre".


Dissecando Alice in Wonderland
Publicada em 1865, as aventuras de Alice são uma história sem "moral da história", com referências a drogas, delírios e críticas políticas. O nome da protagonista foi escolhido como uma homenagem à garotinha Alice Liddel Carroll(amiga do autor Lewis Carroll) O livro nasceu quase na marra. Após, contar a historia, que inventara na hora, para Alice e as duas irmãs da menina Carroll foi convencido a colocar tudo no papel. Anarquistas graças a Deus: O coelhinho atrasadinho e que está sempre estressado é interpretado como uma crítica do autor à repressora sociedade inglesa da época. Ironicamente, é ele quem atrai Alice para um mundo mágico sem nexo em que há "liberdade" para os individuos interferirem nos rumos da sociedade.

E a Lagartona? Ela fuma um baita Narguilé(no Brasil em 2014 terá seu uso proibido- Segundo Anvisa os cigarros/fumos com "sabor-flavorizado" induzem crianças ao vício) Ela filosofa, "viaja" e até hoje isso tudo que ela fez é associado ao consumo do ópio.Droga, que atualmente é ilegal, tinha uso medicinal na época da publicação do livro em 1865. E o cogumelo? Lagarta doidona explica que comer do cogumelo em que está sentada poderá fazer Alice crescer. Há quem veja nisso uma clara referência aos cogumelos alucinógenos.Para muitos Lewis Carroll escrevia sob efeito de drogas. O sorriso do gatão delirante é resultado das enxaquecas do autor Lewis Carroll, que relatou vários episódios de alucinação em seus diários. Alice acaba conhecendo Chapeleiro Maluco em um cha inglês(tradicional in England) Na época em que a história foi escrita, muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercúrio usado na confecção dos chapéus. O Dodô, ave extinta no século 17, é interpretado como uma caricatura do próprio Lewis Carroll, cujo nome era Charles Dodgson. Para variar, o autor aproveitou o personagem para dar suas alfinetadas. O dodô organiza uam corrida sem rumo, que não chega a lugar nenhum, como nas reuniões políticas da época(ou em nossa atualidade - Nossas CPIs, Mensalão,Mensalinhos)Já a  Rainha de Copas é outra caricatura da sociedade da época, mais precisamente da rainha Vitória: Apesar de sua importancia no reino inglês, sua autoridade não valia nada. No País das Maravilhas o bordão: "cortem as cabeças" da Rainha de Copas, nunca é comprido de fato.
Alice In Wonderland é ou não um flme muito além do espelho?