11 de jul de 2012

Dica de leitura da Carol # 4 - O Aleph

Um labirinto de livros!
Boa noite gente!!! Hoje é dia de Literatura e o Antes Que Ordinárias não poderia seguir adiante sem a genialidade de Jorge Luís Borges! Eu fiz esta resenha à bastante tempo e a havia publicano no meu blog Ishitara Enluarada...Hoje eu apresento essa resenha a vocês acrescida é claro de mais conteúdo sobre o autor.Leiam e me digam se gostaram!

"O Aleph" é uma obra que intimida o leitor à primeira vista, e vários são os motivos.

A linguagem rebuscada do narrador; na realidade ele próprio, causa estranheza a quem não tem o hábito da leitura. O texto pode parecer confuso dada sua distribuição em diversos caminhos que parecem não levar a lugar nenhum podem levar um desavisado à desistir da leitura e a intitular-se inimigo declarado do autor.

Esse estilo de escrita é o que se convenciona chamar de labirintítico como aliás todas as obras dele são permeadas por simbolismo. Na realidade, o labirinto na concepção do autor é a própria literatura,pois ela é uma construção complexa,cheia de referências na qual cada desvão é capaz de lançar-nos a outro imediatamente contido em seu interior e assim sucessivamente até o infinito.

Literalmente a literatura é infinita, e pela sua narrativa o autor expõe a natureza literária.
Este é o Aleph original,uma letra do alfabeto hebraico
Claramente o conto exerce uma função metalingüística,ou seja: A literatura explicitada pela própria literatura. Para ler esta obra é preciso utilizar os sentidos, os simbolismos são a marca registrada do autor,por isso analisa-la do ponto de vista racional não surtirá o efeito desejado.

Aqui e em qualquer outra obra de Borges,depara-se com o realismo fantástico,isto é,algo que não é real,mas por sua verossimilância acaba tornando-se mas real que a própria realidade,esta é uma característica surrealista.

Resumindo, Borges inicia sua narrativa falando da morte de alguém( Beatriz) e ele expressa um sentimento de desencanto,pois o mundo à seu redor mudou imediatamente após a morte desta.

Segundo a teoria do caos o que ele acaba de descrever é o "efeito borboleta" em que simples ações sem qualquer relação,na verdade influem em fatos à quilômetros de distância.

Percebe-se que o autor tem uma preocupação filosófica acerca da existência das coisas,a sua utilidade,a sua fragilidade.

Explica-se o que tem em comum a morte de Beatriz e o Aleph.
Aposto que a Beatriz de JLB é inspirada na Beatriz de Dante!
O leitor passa a saber da existência deste somente no meio do conto e aqui mais uma vez,mais uma referência. O Aleph na realidade é uma referência à idéia exotérica do holocentrismo em que o todo está contido nas partes e as partes estão contidas no todo.

Pergunta-se o que é o Aleph,afinal e a surpresa é que ele sempre esteve às vistas do leitor,seja no labirinto,no espelho ou no poema longo. Na verdade,não existe apenas um Aleph.Ele é múltiplo. E a Beatriz,na realidade era apenas uma distração,uma peça que o autor pregou no leitor e ainda assim com esta brincadeira,Borges adverte-o de que tantos conteúdos acumulados legam as memórias ao esquecimento...


Ele é múltiplo. E a Beatriz,na realidade era apenas uma distração,uma peça que o autor pregou no leitor e ainda assim com esta brincadeira,Borges adverte-o de que tantos conteúdos acumulados legam as memórias ao esquecimento...


Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires,no dia 24 de agosto de 1899 e morreu em Genebra em 14 de junho de 1986 e exerceu diversas atividades  as de maior destaque foram: escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta.

Nasceu em família tradicional argentina,despertou desde cedo a sua vocação, aos nove anos já havia escrito um conto e em 1923 publicou o seu primeiro livro de poemas,iniciando uma brilhante carreira literária,fato que marcou o século XX.Morreu devido a um câncer de fígado em associação com uma enfisema pulmonar e preferiu ser enterrado em Genebra.

Bibliografia do Autor:
Poesia
  • Elemento de lista com marcas
  • Fervor de Buenos Aires (1923)
  • Luna de enfrente (1925)
  • Cuaderno San Martín (1929)
  • Poemas (1923-1943)
  • El hacedor (1960)
  • Para las seis cuerdas (1967)
  • El otro, el mismo (1969)
  • Elogio de la sombra (1969)
  • El oro de los tigres (1972)
  • La rosa profunda (1975)
  • Obra poética (1923-1976)
  • La moneda de hierro (1976)
  • Historia de la noche (1976)
  • La cifra (1981)
  • Los conjurados (1985)
Contos
  • El jardín de senderos que se bifurcan (1941)
  • Ficciones (1944)
  • El Aleph (1949)
  • La muerte y la brújula (1951)


Espero que tenham gostado!!!!!



2 comentários:

  1. Ana,

    Falar em Aleph é falar em contos fantásticos. Falar em Borges é destacar as agruras da imortalidade. É o real extraordinário. É ver a vida com um olhar de fantasia. Parabéns pelo belo texto.

    Lu

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  2. Não conhecia O Aleph, achei a descrição toda convidativas; Sou das que espera que a leitura venha repleta de multidimensões e sentidos... Adorei!!

    ;D

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