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27 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Agatha Christie


A rainha do suspense é a autora que vendeu mais livros na história segundo o Guinness Book: foram quatro bilhões de cópias em mais de cem idiomas. Sua peça “A Ratoeira” sustenta outro recorde: está há 60 anos em cartaz, somando mais de 24 mil apresentações. Seus trabalhos mirabolantes  e interessantíssimos serviram de base para 34 filmes, além de séries de animação japonesas, videogames e programas de televisão. E olhe que a vida de Agatha não perde em nada para suas histórias.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de setembro de 1890, era a terceira e última filha de um casal da classe média-alta inglesa. Foi educada em casa, aprendeu a ler, escrever e tocar piano com sua mãe e passava a maior parte do tempo sozinha, lendo ou brincando com animais. Quando seu pai morreu, Agatha tinha apenas 11 anos e foi pela primeira vez para a escola, não se adaptando à disciplina rígida da instituição. De volta para casa, com seus irmãos já morando fora, ela foi enviada para estudar em Paris.
Aos 20 anos começou a procurar um marido por insistência da mãe. Enquanto a busca não tinha sucesso, Agatha escreveu e atuou em algumas peças de teatro amador e também escreveu poemas. Seu próximo passo foi criar histórias curtas com seus temas favoritos, que incluíam espiritualidade e experiências de viagem. Todas essas histórias, assim como seu primeiro romance, foram rejeitados pelos editores a quem os enviou.
Em 1912 conheceu Archibald Christie, um indiano que fazia parte do exército, e se casou com ele na véspera de Natal de 1914, já durante a Primeira Guerra Mundial, da qual Agatha participou sendo enfermeira voluntária. Com Archibald ela teria sua única filha, Rosalind.
Em 1919, finalmente, ela viu seu primeiro romance publicado: “O Primeiro Caso de Styles”, em que surge seu mais famoso personagem, Hercule Poirot, um detetive belga inspirado nos refugiados da Bélgica que ela conhecera durante a guerra. Poirot seria o protagonista de 33 de seus livros, além de 54 contos. Ele também tem a honra de ser o único personagem fictício a receber uma nota no obituário do New York Times quando da publicação do último romance de Agatha com Poirot, Curtain, em 1975. No entanto, mais de uma vez Agatha confessou estar cansada do personagem!
Outra investigadora famosa na galeria de Agatha é Miss Marple, uma senhorinha pessimista baseada na avó da escritora. O que também sempre está presente nas obras é uma investigação que termina com uma revelação surpreendente. Certa vez Agatha declarou que escrevia seus livros até o penúltimo capítulo, analisava os personagens para ver quem era o menos suspeito e depois de escolher o culpado voltava e completava os outros capítulos com algumas provas incriminatórias.   
Uma das paixões de Agatha, a arqueologia, está presente em vários de seus livros. Embora ela já tivesse visitado o Egito em 1910, foi só em 1930, quando conheceu seu segundo marido, Max Mallowan, que ela realmente começou a se interessar pelo assunto. Outra marca de sua experiência pessoal em livros é o uso de venenos em alguns romances escritos após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou em uma farmácia de uma universidade londrina.
O primeiro marido deixou-a em 1926, trocando-a por outra mulher. No mesmo dia em que o marido saiu de casa, Agatha viajou para Yorkshire sob um pseudônimo e sem avisar ninguém, deixando centenas de fãs apreensivos por seu sumiço, que foi um caso bastante difundido pela imprensa nos 11 dias em que ninguém soube notícias dela. Até hoje se especula porque ela sumiu: muitos fãs interpretaram como uma jogada de marketing ou forma de culpar o marido por um suposto assassinato; outros simplesmente aceitam a hipótese de um colapso nervoso, e ainda outros acham que Agatha queria apenas assustar o marido e não causar comoção nacional. Esse episódio foi desenvolvido ficcionalmente no filme “Agatha” (1979), com a atriz Vanessa Redgrave interpretando a escritora, e também num episódio da série “Dr. Who” em que o sumiço é interpretado como consequência da ligação com um alien.       
Agatha com o segundo marido
Agatha Christie faleceu em 1976, cinco anos após receber o título de “dama” da coroa britânica. Lembrada e homenageada tantas vezes ao redor do mundo, a autora nos legou 66 romances e 15 coletânea de contos. Sabendo entreter e surpreender como ninguém, toda vez que abrimos um livro de Agatha descobrimos um novo mundo e temos a oportunidade de sermos nós mesmos grandes detetives.     

"A melhor receita para o romance policial: o detective não deve saber nunca mais do que o leitor."
Agatha Christie (1890 – 1976)                                           

11 de jul. de 2012

Dica de leitura da Carol # 4 - O Aleph

Um labirinto de livros!
Boa noite gente!!! Hoje é dia de Literatura e o Antes Que Ordinárias não poderia seguir adiante sem a genialidade de Jorge Luís Borges! Eu fiz esta resenha à bastante tempo e a havia publicano no meu blog Ishitara Enluarada...Hoje eu apresento essa resenha a vocês acrescida é claro de mais conteúdo sobre o autor.Leiam e me digam se gostaram!

"O Aleph" é uma obra que intimida o leitor à primeira vista, e vários são os motivos.

A linguagem rebuscada do narrador; na realidade ele próprio, causa estranheza a quem não tem o hábito da leitura. O texto pode parecer confuso dada sua distribuição em diversos caminhos que parecem não levar a lugar nenhum podem levar um desavisado à desistir da leitura e a intitular-se inimigo declarado do autor.

Esse estilo de escrita é o que se convenciona chamar de labirintítico como aliás todas as obras dele são permeadas por simbolismo. Na realidade, o labirinto na concepção do autor é a própria literatura,pois ela é uma construção complexa,cheia de referências na qual cada desvão é capaz de lançar-nos a outro imediatamente contido em seu interior e assim sucessivamente até o infinito.

Literalmente a literatura é infinita, e pela sua narrativa o autor expõe a natureza literária.
Este é o Aleph original,uma letra do alfabeto hebraico
Claramente o conto exerce uma função metalingüística,ou seja: A literatura explicitada pela própria literatura. Para ler esta obra é preciso utilizar os sentidos, os simbolismos são a marca registrada do autor,por isso analisa-la do ponto de vista racional não surtirá o efeito desejado.

Aqui e em qualquer outra obra de Borges,depara-se com o realismo fantástico,isto é,algo que não é real,mas por sua verossimilância acaba tornando-se mas real que a própria realidade,esta é uma característica surrealista.

Resumindo, Borges inicia sua narrativa falando da morte de alguém( Beatriz) e ele expressa um sentimento de desencanto,pois o mundo à seu redor mudou imediatamente após a morte desta.

Segundo a teoria do caos o que ele acaba de descrever é o "efeito borboleta" em que simples ações sem qualquer relação,na verdade influem em fatos à quilômetros de distância.

Percebe-se que o autor tem uma preocupação filosófica acerca da existência das coisas,a sua utilidade,a sua fragilidade.

Explica-se o que tem em comum a morte de Beatriz e o Aleph.
Aposto que a Beatriz de JLB é inspirada na Beatriz de Dante!
O leitor passa a saber da existência deste somente no meio do conto e aqui mais uma vez,mais uma referência. O Aleph na realidade é uma referência à idéia exotérica do holocentrismo em que o todo está contido nas partes e as partes estão contidas no todo.

Pergunta-se o que é o Aleph,afinal e a surpresa é que ele sempre esteve às vistas do leitor,seja no labirinto,no espelho ou no poema longo. Na verdade,não existe apenas um Aleph.Ele é múltiplo. E a Beatriz,na realidade era apenas uma distração,uma peça que o autor pregou no leitor e ainda assim com esta brincadeira,Borges adverte-o de que tantos conteúdos acumulados legam as memórias ao esquecimento...


Ele é múltiplo. E a Beatriz,na realidade era apenas uma distração,uma peça que o autor pregou no leitor e ainda assim com esta brincadeira,Borges adverte-o de que tantos conteúdos acumulados legam as memórias ao esquecimento...


Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires,no dia 24 de agosto de 1899 e morreu em Genebra em 14 de junho de 1986 e exerceu diversas atividades  as de maior destaque foram: escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta.

Nasceu em família tradicional argentina,despertou desde cedo a sua vocação, aos nove anos já havia escrito um conto e em 1923 publicou o seu primeiro livro de poemas,iniciando uma brilhante carreira literária,fato que marcou o século XX.Morreu devido a um câncer de fígado em associação com uma enfisema pulmonar e preferiu ser enterrado em Genebra.

Bibliografia do Autor:
Poesia
  • Elemento de lista com marcas
  • Fervor de Buenos Aires (1923)
  • Luna de enfrente (1925)
  • Cuaderno San Martín (1929)
  • Poemas (1923-1943)
  • El hacedor (1960)
  • Para las seis cuerdas (1967)
  • El otro, el mismo (1969)
  • Elogio de la sombra (1969)
  • El oro de los tigres (1972)
  • La rosa profunda (1975)
  • Obra poética (1923-1976)
  • La moneda de hierro (1976)
  • Historia de la noche (1976)
  • La cifra (1981)
  • Los conjurados (1985)
Contos
  • El jardín de senderos que se bifurcan (1941)
  • Ficciones (1944)
  • El Aleph (1949)
  • La muerte y la brújula (1951)


Espero que tenham gostado!!!!!