30 de mai de 2012

Dica de leitura da Carol # 3 - A Bicicleta Azul

Apenas um alerta moçada: Esse artigo pode conter spoilers!
Hoje eu vou falar de mais um livro que fez parte da minha mocidade [isso à 12 anos atrás ]e que de repente me deu uma saudade danada de ler,assim que eu fiz aquela postagem sobre o livro Yargo,pois se vocês bem se lembram eu tinha uma porção de livros por ajudar um senhorzinho de idade em sua loja de livros usados. Além de Yargo, havia esse também, A Bicicleta Azul, um romance histórico,que eu me interessei logo de cara porque tinha três volumes em sequência.Eu e essa minha mania de gostar de combos!Na época com meus dezessete anos após ler Yargo e As Brumas de Avalon [ três livros também] era chegada a hora de ler esses outros três livros.

Era assim mesmo quando eu lia esta série!
O início quase me fez desistir,porque a protagonista, Léa era o tipo de menina muito diferente de mim e não ocorreu uma identificação como com a Morgana, de As Brumas de Avalon,que me conquistou de imediato porque tinha muito de mim,não que eu seja narcisista ou coisa do tipo,mas é porque nós leitores sempre lemos algo buscando nos identificar e reconhecer padrões que se encaixem em seu próprio estilo de vida,seu comportamento e psique. É o famoso arquétipo,todos nós mesmo que inconscientemente buscamos nos comparar constantemente.É essa instância interna que nos leva a sentir agrado ou rejeição à personagens,lugares ou situações independente do que estamos entrando em contato,se é livro ou filme.

Safadinha hein,adora escrever um livro erótico!
Voltando ao assunto inicial, Léa era mimada, acostumada a ter o que quisesse à hora que bem entendesse,filha de pais podres de ricos, a sua única preocupação na vida era não ter preocupações e viver de dolce far niente pelo resto de seus dias nas imensas propriedades de seu genitor. Extremamente bonita,ela não tinha dificuldades para atrair os olhares e desejos masculinos para a sua pessoa e disso fazia um jogo,seu passatempo predileto.Como toda pessoa mal acostumada e sem limites,ela nunca estava satisfeita com o que tinha e necessitava retirar o que era dos outros por puro capricho. E assim tentou fazer com o noivo de sua frágil prima Camille, o galã dos anos 40,Laurent,mas não consegue o que quer,o que a deixa injuriadíssima com tamanha ofensa ( cuma,mas cuma? me rejeitar?ninguém me rejeita!).

True History!
Depois deste insulto,Léa a coquete de Paris,literalmente "roda" nas mãos de diversos personagens do romance em seu desenfreado desejo de viver,embora só o que consiga ver sejam destroços,violência e morte causados pela Segunda Guerra Mundial. Enquanto tinha a idéia fixa de dar umas lescadas com Laurent ( e realmente conseguiu,bem nas barbas de sua prima adoentada,muito baixo nível essa parte,eu nem queria comentar),a nossa anti-heroína arrumou tempo para lutar pela causa de sua nação,sim,surpreendentemente ela estava se interessando por política!

Bem que poderia ser a capa do livro...combina!
E é aí que o livro faz jus ao título porque era com uma bicicleta azul que Léa saracoteava sedutoramente para lá e para cá sem levantar suspeita de suas atividades subversivas.As feridas se não te matam,te tornam forte,é o que eu penso desse engajamento. Uma jovem que mal desabrochara para a vida adulta,sem ter o preparo necessário para suportar grandes perdas e privações foi obrigada a se adaptar a um mundo perigoso para que pudesse sobreviver. Apesar de continuar daquele jeito que eu não suportava,sério tinha hora que eu desejava mandá-la ie para a casa do caralho,porém eu não fazia isso porque com certeza ela iria gostar,apesar de continuar despirocada das idéias e caprichosa,ela começou a enxergar as mazelas provocadas pela ganância de alguns e se sensibilizou com aquele sofrimento que também era o dela mas ao mesmo tempo era coletivo.  E como sofriam! A autora francesa Régine Deforges caprichou nos detalhes,descreveu com exatidão histórica tudo o que remetia à Segunda Guerra Mundial.

Os pais dela não esqueceram a sua Caloi...
Ás vezes tais descrições eram intermináveis,aí eu tinha a impressão de que se me olhasse no espelho naquele momento,eu estaria em frangalhos também.Teve um sujeito que me cativou bastante apesar de ser tão boçal,WTF e troll como a protagonista que apesar de todos os defeitos trazia à Léa,toda a estabilidade que ela estava precisando apesar dela não enxergar assim. Aí a coisa muda de figura! Eu passei a torcer para que tudo se ajeitasse e que eles vivessem felizes para o resto da vida,o típico final feliz de conto de fadas! Leiam o livro e me digam se não tenho razão em desejar que isso aconteça!Resumo da ópera: A série de livros A Bicicleta Azul,de Régine Deforges é uma excelente costura épica de romance com guerra que acaba prendedendo a atenção do leitor do início ao fim e te deixa com aquerla sensação de "quero mais".Tem quem ame,tem quem odeie,dizem que  é cópia descarada de E o Vento Levou e que Léa não é cativante como Scarlet. Acho que tal antítese foi a maior sacada da escritora,o romance não iria funcionar se a jovem desamparada fosse do tipo inocente e recatada como as heroínas padrão.Por falar em recato...Foi com esse livro que eu tive as minhas primeiras noções do que é de fato a sexualidade,nos livros ela é gratuita e marcante. Depois dessas, meus sonhos com Depp, Van Damme, Bruce Lee, Brad Pitt e Lorenzo Lamas se tornaram mais vivazes se é que vocês me entendem! E para a nossa alegria depois de 12 anos,o número de livros da série saltou de três para oito,eu já estou lendo os livros restantes e recomendo a vocês essa fantástica leitura também!

Versão cinematográfica:


Espero que gostem!

3 comentários:

  1. Assistindo ao vídeo tem mais cara de drama.
    Mas tu gosta de umas putarias, né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Ei, eu me sentia a assim também ao ler algo ou ver uma foto um tanto sensual de algum galã numa revista comum, e quando minha mãe ou meu pai se aproximavam, eu fechava rapidamente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ei, parece ser uma trama interessante. Não a conhecia. Preciso também voltar ao hábito da leitura. =/

    Post muito legal.

    Beijoo!!

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  2. Não conhecia mesmo este livro - ou o filme - mas, me fez pensar no "Beleza Roubada". Imagino o impacto deve ter a leitura quando feita ali pelos 12 anos, combina com o período... aquela curiosidade natural, neh?!

    Bem interessante!

    ;D

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  3. Assim que eu puder vou disponibilizar os volumes para baixar!

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