29 de mai de 2012

Sofia Coppola: Cineasta ou Editora de Arte?

Sofia Coppola; Coppola. Com toda a certeza esse é um sobrenome de peso. Carregar o nome de um dos maiores cineastas de todos os tempos não deve ser fácil. Ser filha de ninguém menos do que Francis Ford Coppola, diretor da trilogia mais aclamada de todos os tempos (O Poderoso Chefão), e do filme considerado o mais marcante de sua época (Apocalypse Now), muito menos. Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola, herdou o gosto do pai pelo cinema, e hoje, é uma aclamada diretora e roteirista.

Muitos se perguntam se Sofia é mesmo uma cineasta talentosa, ou se apenas pegou carona no sucesso do pai. Essa é uma questão delicada, porque envolve muita subjetividade, inclusive gostos pessoais. Talentosa ou não, Sofia ainda não dirigiu um filme que realmente marcasse época; não que essa seja sua obrigação ou que não tenha potencial para isso, mas vindo de veias onde corre o sangue de F.F Coppola, sempre esperamos um pouco mais. É claro que Sofia é uma pessoa e que seu pai é outra, mas com um laço tão próximo que liga dois cineastas com traços bem característicos, comparações são inevitáveis.

Apesar de ainda não ter dirigido um filme realmente marcante, Sofia possui características que não podem passar despercebidas por fãs de cinema. Ela pode não ser a melhor roteirista de todas, mas com certeza, possui um enorme talento para direção de arte, ou pelo menos para escolher os SEUS diretores de arte. Geralmente seus filmes tratam de temas delicados e femininos, são lentos, diálogos breves que podem trazer até certa monotonia, mas em direção de arte, a moça só tirou 10. Como estou aqui hoje para falar sobre Artes Visuais, vou tirar um pouco o foco de Coppola filha como cineasta, e vou colocar o foco em Coppola filha como diretora de arte. Aqui estão algumas fotos de seus trabalhos, que com certeza, são um show de deslumbramento visual.

The Virgin Suicides (As Virgens Suicídas, 1999)

Lost in Translation (Encontros e Desencontros, 2003)


Marie Antoinette (Maria Antonieta, 2006)

Somewhere ( Um Lugar Qualquer, 2010)

Bom, se existem divergências sobre o talento cinematográfico de Sofia, acho que não devem existir em relação ao talento artístico da moça, né?! Dos filmes que eu assisti, o meu favorito é "Lost in Translation", mas vou ver "Somewhere" essa semana e conto para vocês!

Um beijo e até a próxima!

7 comentários:

  1. Bom confesso que não conhecia o trabalho da Sofia Coppola, mas ela já nasceu com veia artística, garota de sorte!

    ResponderExcluir
  2. Otima postagem! Adoro a Copolinha. Meu filme favorito dela tb pe Lost in Translation, mas gosto de todos, até do criticado Maria Antonieta. Somewhere é bem legal, talvez um dos seus trabalhos mais intimistas. Assista e comente. Nem te conheço, mas só pela sua mini biografia, virei seu fã..hehe
    Abração!
    http://espectadorvoraz.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Ela realmente tem um cuidado estético surreal...
    Sabe que sua arma é a imagem e tira o melhor proveito disto...
    Magnífico!

    E muito bem lembrado...
    Dos filmes dela amoooo mesmo Lost in TRanslation
    E o que menos gostei foi Maria Antonieta - apesar de ver toda a arte ali.


    ;D

    ResponderExcluir
  4. Só discordo de uma coisa Maria Luísa, sobre o que você disse sobre ela ainda não ter feito nenhum filme marcante. Não sei se sei se posso considerar que algum dos filmes dela tenham sido de fato marcante, talvez "Encontros e Desencontros" o seja, mas se formos analisar a obra dela como um todo, perceberemos um brilhante retrato do mundo atual, na resenha de "Um Lugar Qualquer" escrevi:

    [...] Acredito piamente que o tempo ainda irá confirmar a genialidade de Sofia, ela tem captado com enorme maestria um sentimento que está encrustado na consciência coletiva do mundo pós-moderno. O vazio existencial pelo qual seus personagens são acometidos, talvez seja a característica mais marcante do contexto social em que vivemos. Mesmo que tentemos negar, este vazio tem se tornado cada vez maior, costumo aponta-lo como uma consequência da atual fase do capitalismo em que vivemos e do colapso das ideologias. [...]

    Não é a primeira vez que tal temática é explorada no cinema, Antonioni já havia o feito décadas atrás, contudo a Sofia o faz com uma propriedade e singeleza incrível, por isso sou tão apaixonado pela obra dela...

    Apesar de eu discordar deste pequeno ponto, tenho que ressaltar que gostei muito do teu post, as imagens que você selecionou exemplificam perfeitamente a qualidade da direção de arte que você abordou no texto!

    ResponderExcluir
  5. Olá, J. Bruno! Fico feliz que tenha se manifestado! Quando digo que Sofia não fez ainda um trabalho marcante, quero dizer que nenhum trabalho obteve uma notoriedade cinematográfica ao nível do que eu considero marcante. Mas isso é plenamente subjetivo, porque os filmes podem não estar no topo das críticas, mas mesmo assim ter um significado enorme para a gente, né?! Ainda não vi "Um Lugar Qualquer", mas assim que o vir, posto por aqui!

    ResponderExcluir
  6. Deve pesar muito o fato de ser filha de F. F. Coppola, e as comparações são inevitáveis. Mas acredito que isso não a impediu de desenvolver seu próprio estilo que, aliás, como você bem expôs, é visualmente deslumbrante.

    ResponderExcluir
  7. O tédio nunca ficou tão lindo na visão de Sofia em seu cinema. Apesar de rever melhor seus filmes, principalmente Maria Antonieta e não achar certas coisas como o all star tão brilhante como detalhe cênico, ainda assim, acho que ela herdou um talento natural, inclusive para ambas as coisas que você questiona.

    Bjs.

    ResponderExcluir