1 de out de 2012

Filadélfia

Combinação Tom Hanks e o gênero Drama sempre rende um bom espetáculo. O Filme Filadélfia, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner. Conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Ser só para somente ser? Solidão em meio a multidão? Seu preconceito não me fere. O que tenho não é contagioso...Um filme que dá uma pincelada no que é ser gay, ter AIDS e mendigar 'ajuda' jurídica.
A aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças.Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX. A aids foi reconhecida pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.As três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina  dos indivíduos infectados, mas não há casos registrados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante. O tratamento antirretroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis. Ou seja o motivo de preconceito referente ao Beckett foi totalmente ignorante.
 
O filme foi um marco não só pela história emocionante e arrebatadora de amor, preconceito e justiça, mas por inúmeros detalhes que tornaram ela grandiosa e merecedora de todos os prêmios que recebeu na época. A trilha sonora com Bruce Springsteen, Neil Young e a maravilhosa ópera "La mamma morta". Andrew Beckett, vítima de discriminação pela aids, encara com a mais absoluta classe e dignidade sua desesperadora e humilhante situação até o fim e Denzel Washington, que com seu quase homofóbico Joe Miller, representou grande parcela da população que ignora a realidade dos gays e embora não faça nada pra prejudicá-los também não os querem muito perto, mostraram ser astros de primeira grandeza.

Cenas memoráveis: Andrew e Miguel dançando juntos, Andrew escutando "La mamma morta", Andrew cantando e chorando ao som da ópera de Maria Callas, um desabafo em meio ao turbilhão de sentimentos pelo qual passa. O apoio incondicional da família é outro ponto marcante do filme.Preconceito nosso de cada dia, amém.Todos temos algum tipo de pré-conceito, ou pós conceito ou preconceito. O preconceito mais evidente é contra homossexuais(ainda mais se forem portadores do HIV ou qualquer doença).Na cena em que Joe Miller estende a mão cumprimentando Andrew, logo após saber de sua doença ele fica olhando a mão, atemorizado quer limpá-la, fica indocomodado e mantém distância de Andrew.Outra cena é a do julgamento, na qual Andrew interpelado sobre seus conhecimentos sobre a doença. Ele responde que já tinha "ouvido falar"  vagamente sobre uma doença chamada "peste gay"....O problema da AIDS mostrado no filme de maneira tão singular , tráz a tona o 'pânico' de se estar diante de uma doença 'incurável'  e que tem a morte como pano de fundo. " A doença que mistura racismo,sexo e sangue,só pode ser uma doença revolucionária" Herbert Souza(Betinho). 
 
O quanto somos isentos de preconceitos?
Essa ambiguidade em "não ter preconceitos" e cometer atos discriminatórios e preconceituosos contra tudo aquilo que difere dos 'padrões', impostos pela sociedade é ou não uma questão a se pensar, refletir e com o tempo mudar?

3 comentários:

  1. Um grande filme mesmo. Lembro muito bem de sair sem chão do cinema. Ótimo resgate e texto. Abração.

    ResponderExcluir

  2. Nada menos que sensacional.

    Não me lembro de ter visto melhor atuação do Tom Hanks, mesmo em Forrest Gump.

    Eu destacaria a cena em que Andrew canta e chora ao som da ópera de Maria Callas como uma das cenas mais marcantes.

    Muito bom relembrar.

    Obrigado.

    Fabio.
    http://cartasparaninguem2.blogspot.com


    ResponderExcluir
  3. Meninos,
    Agradeço o carinho nos comentários.
    Realmente, um filme atemporal.
    bjs

    ResponderExcluir