29 de set de 2012

Perfis de Mulher: Jean Harlow


Antes de existir Marilyn Monroe, a loira sensual, havia ela: Jean Harlow, a sex-symbol platinada. Jean foi a inspiração de Marilyn e em muito suas vidas coincidem. Jean viveu apenas 26 anos, teve uma carreira que durou menos de uma década, casou-se três vezes, jamais concretizou seu amor verdadeiro, mas, de certa forma, teve mais sorte e talento que Marilyn.
Nascida Harlean Carpenter, em 03 de março de 1911, filha única e apelidada de Baby, foi criada com muitos mimos por sua mãe, de quem permaneceu muito próxima a vida toda. Aos 16 anos Jean fugiu para casar-se e foi para Hollywood. Conseguiu destaque em pequenos filmes da dupla O Gordo e o Magro, na época da transição do cinema mudo para o falado, mas seu maior sucesso veio com o filme de 1930 “Hell’s Angels”.
Jean transitava com facilidade entre o drama e a comédia, pois, ao contrário de Marilyn, nunca foi estereotipada. Um de seus maiores sucessos foi a comédia “Jantar às Oito”, de 1933. Contracenou seis vezes com Clark Gable, que a chamava de irmãzinha. Foi também durante as gravações de um filme, “Reckless”, de 1934, que ela conheceu o grande amor de sua vida: o ator William Powell.
William era 17 anos mais velho que ela, tinha um filho e duas ex-mulheres quando eles se conheceram. Jean já havia sido casada três vezes, sendo que o segundo marido, um feioso assistente de Hollywood, cometeu suicídio após uma desastrosa lua-de-mel. Apesar da tragédia, Jean não se fechou para o amor, pois seu maior sonho era ser esposa e mãe, e viu no seu relacionamento com William a possibilidade de realizar esse sonho.
As condições de sua morte, aos 26 anos, ainda são controversas. Algumas teorias apontam para alcoolismo, intoxicação pela água oxigenada que usava nos cabelos ou consequência trágica de um aborto feito anos antes, enquanto uma história bastante difundida culpa a mãe da estrela de não querer hospitalizá-la. Hoje a hipótese mais aceita aponta para falência dos rins, que foram se degenerando a partir dos 15 anos, quando Jean teve febre escarlatina. Ela não terminou seu último filme, “Saratoga”, e uma dublê foi usada para as cenas restantes. Há relatos de que, após a notícia de sua morte, houve silêncio absoluto durante três horas nos estúdios da MGM.  
Ídolo de Marilyn Monroe, havia na época da morte de Marilyn negociações para que ela interpretasse Jean nas telas. Isso só se concretizou em 1965, quando a loira foi interpretada por Carroll Baker. No mesmo ano foi publicado um livro de ficção escrito por Jean em 1934, “Today is Tonight”. Recentemente sua “figura” apareceu brevemente no filme “O Aviador” (2004), em que ela foi interpretada pela cantora Gwen Stefani. Algo esquecida atualmente, permanece viva na memória dos cinéfilos. Cada um que vê um filme com Jean se encanta com sua figura que misturava sensualidade e travessura.

“Eu não nasci atriz. Ninguém sabe disso melhor do que eu. Se eu tenho algum talento, eu tive que trabalhar duro, ouvir com atenção, fazer as coisas de novo e de novo e de novo até conseguir.”
Jean Harlow (1911-1937)

2 comentários:

  1. Infelizmente, mulheres com personalidades como as dessas divas, em particular Marilyn Monroe, são bastante discriminadas pela sociedade e daí vem a depressão os ansiolíticos, antidepressivos e até suicídio ou homicídio por uma dosagem exagerada de medicamentos.
    Bjoks

    ResponderExcluir
  2. Olá, Letícia!
    Adorei o texto!
    Vc esqueceu de citar que uma das possíveis causas da morte de Jean foi a falência dos rins pela surra que levou de Paul Bern, que bateu em suas costas com uma bengala. Ela ficou muito machucada e provocou sua morte. Ela sofreu demais com as dores estupidademente, pois sua mãe era de uma religião maluca chamada Ciência Cristã, não permitindo que a filha fosse medicada. na verdade, Jean era para ter sobrevivido a isso.
    Um abraço
    Dani

    ResponderExcluir