13 de fev. de 2013

Lya Luft, Madame Bovary e 50 Tons de Cinza


Então, está no ar mais um vídeo do nosso vlog - estreando as atividades de 2013 neste quesito. O mesmo traz uma análise comparativa entre três livros e a evolução social feminina: Identidade pessoal X Repressões. Segue:


Os livros citados no vídeo são:

  • A Mulher, O Lúdico e O Grotesco em Lya Luft (Maria Osana de Medeiros Costa): Ótima leitura, a autora fez um apanhado curiosos sobre as personagens femininas no universo Luftiniano, correlacionando com a sociedade patriarcal e elementos Freudiano.
  • Madame Bovary (Gustave Flaubert): Clássico literário com um certo ponto mítico em sua publicação, já que o autor chegou a ser preso em função da obra ter sido considerada promíscua, além de que teria sido baseada em eventos reais.
  • 50 Tons de Cinza (E. L. James): Romance com pegada de "soft porn" e um tom tradicional daqueles folhetins açucarados. É uma leitura para entretenimento, recomendada aos fãs do estilo.
Espero que tenham gostado,
Até mais!

11 de fev. de 2013

Perfis de Mulher: Carmen Miranda


Em época de carnaval, nos lembramos de grandes nomes do samba. Quem quer dar um toque mais vintage à folia com certeza dança ao som de Carmen Miranda, portuguesa de coração e alma brasileiros, que levou a música e os estereótipos do nosso país para o mundo e, apesar da vida curta, permanece um ícone não apenas na mente dos foliões, mas também de todos que apreciam bons filmes e boa música.
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 1909 numa pequena vila perto do município de Marco de Canaveses, em Portugal. Apelidada de Carmen pelo pai, um amante de ópera, era a segunda de seis filhos. Quando tinha um ano de idade, veio com a mãe para o Rio de Janeiro, onde o pai já estava havia alguns meses. Aos 14 anos parou de estudar e foi trabalhar em uma boutique, a fim de ajudar a pagar o tratamento de tuberculose da irmã mais velha. Aprendeu a costurar e abriu sua própria chapelaria, onde cantava enquanto trabalhava. Esse hábito lhe trouxe a oferta de gravar um disco.
O sucesso de seu disco levou Carmen a seu feito pioneiro inicial: ela foi a primeira pessoa a ter um contrato com uma rádio no Brasil, a Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Suas apresentações no rádio e ao vivo faziam sucesso e, em 1939, ela foi abordada por um agente da Broadway que queria levá-la para seu show. Ela aceitou, com a condição de que seus companheiros do Bando da Lua fossem junto.
O êxito na Broadway se repetiu nos filmes. Sua primeira experiência cinematográfica foi em 1933, no documentário “A voz do carnaval”, mas foi com os musicais que ela se consolidou. Se Getúlio Vargas apoiou sua ida para os Estados Unidos, em um fato inédito, durante a Segunda Guerra Mundial o presidente Roosevelt resolveu usá-la como parte da “política da boa vizinhança”, que consistia em manobras culturais para aproximar os EUA dos países latino-americanos. A ideia funcionou, e os filmes de Carmen fizeram imenso sucesso.
A admiração dos americanos e do povo brasileiro não era compartilhado pela elite do Brasil. Em 1940, ao fazer um evento beneficente, ela foi vaiada e criticada por levar uma imagem negativa do nosso país para o exterior. De fato, era estereotipada os filmes, tendo de falar com forte sotaque. Depois do incidente, gravou a música “Disseram que eu voltei americanizada” e ficou 14 anos sem voltar ao Brasil.
Nos EUA, continuava colhendo os frutos da popularidade: em 1941 foi a primeira e até hoje única latina a imortalizar suas mãos e pés no cimento do Grauman’s Chinese Theater. Em 1945, era a mulher mais bem paga de Hollywood. Infelizmente, este foi também seu último ano de glórias. Seus próximos filmes fracassaram, e sua imagem exótica já não mais agradava. Casou-se em 1947 com um produtor de cinema, David Albert Sebastian, e sofreu um aborto espontâneo no ano seguinte. O casamento também naufragou, embora ela não tenha tido tempo de se divorciar.
Se em uma época ela era adorada e parodiada, lançava moda e hits musicais, agora Carmen era consumida por álcool, tabaco, anfetaminas e barbitúricos. Ela só se recuperou de um colapso nervoso ao voltar para o Brasil, tendo desta vez uma recepção mais calorosa. De volta aos EUA, quis encerrar sua carreira mas, durante a gravação de um episódio do programa de TV “The Jimmy Durante Show”, ela teve um ataque cardíaco. Não se abalou e continuou seus número. Naquela noite, enquanto dormia, teve outro ataque cardíaco, este fatal. Aos 46 anos de idade, estava morta, e seu funeral no Rio de Janeiro foi acompanhado por meio milhão de pessoas.
Selo americano de 2011
Suas músicas ainda são consideradas marcas registradas do Brasil. Sua vida foi objeto de estudo, de livros e documentários. No entanto, o que mais permanece é sua imagem. No início da década de 1940, as lojas norte-americanas foram invadidas por roupas brilhantes, sapatos de plataforma, joias chamativas e chapéus de fruta. Até hoje joias em formato de frutas são confeccionadas inspiradas nela e todo carnaval podemos encontrar um folião fantasiado de Carmen.     

“Vou empregar todos os meus esforços para que a música popular do Brasil conquiste a América do Norte, o que seria um caminho para a sua consagração em todo o mundo.”

Carmen Miranda (1909 – 1955)

8 de fev. de 2013

O Signo da Cidade

O Signo da Cidade é um filme brasileiro de 2007, do gênero drama, dirigido por Carlos Alberto Riccelli e com roteiro de Bruna Lombardi, que também interpreta a personagem principal.

No filme temos nossa São Paulo, com suas histórias, sua grandiosidade, particularidades, solidões e amores.Bruna interpreta a astróloga Teca, que em seu programa de rádio, acolhe, escuta e dá conselhos. Mesmo se recuperando da recente separação ela fica levemente atraída pelo Gil (Malvino Salvador) que por sua vez enfrenta uma crise conjugal com sua mulher (Denise Fraga).Com o pai (Juca de Oliveira), Teca vive um dilema bem mais forte e antigo. A amiga de sua mãe que morreu, que ela sempre viu como uma espécie de tia, tem um segredo para lhe contar.O filme retrata uma São Paulo,pesada, urgente, doente e carente. Há racismo, como o vivido tanto pelo enfermeiro Sombra (Luís Miranda) e o travesti Josialdo (Sidney Santiago). E há a inadequação, como o emo Biô (Bethito Tavares), mergulhado nas baladas em busca de diversão e amor.A chave da história é essa dor humana que não se pode evitar, por mais remédios que se procurem.A astróloga não tem a pretensão de ser a 'cura' para esse pseudo mal que assola os grandes centros urbanos: Solidão. Claro que existem aqueles que amam estar só(sou um desses) admiro a frase:"Ser só para somente SER". Por outro lado, os centros urbanos englobam uma grande variedade de pessoas com seus estilos e culturas variadas. A população nas cidades urbanas vem crescendo ao longo dos anos através do desenvolvimento da industrialização e a crescente oferta e demanda de empregos nestes grandes centros.

A diversidade é algo encantador, pois dentro de uma cidade pode-se encontrar diversas manifestações culturais como, por exemplo, a dança, a música e a crença e também uma grande variedade de etnias.  
Algumas pessoas, principalmente os que moram nos centros urbanos, estão vivendo em uma época onde o consumismo está em alta, a banalização da cultura cresce cada vez mais e a tecnologia ocupando nossa vida quase 24h por dia.Tudo é cronometrado, a vida está muito controlada pelo relógio. A cultura do efêmero, dita que tudo deve ser consumido agora, no presente, e muitas vezes isso acaba sendo prejudicial.


Muitas vezes os moradores das cidades urbanas como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a impressão de que não “habitam” a cidade onde moram, ou seja, não participam da vida social da cidade, não conhecem os lugares de lazer, pois estão sempre correndo contra o tempo. Esta falta de tempo e a necessidade de consumir cada vez mais diminuem as relações sociais entre as pessoas o que gera a sensação de solidão. Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas.Emile Durkhaim, sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social.Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. 

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das ideias. 
 O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso redor.


O filme consegue resumir tudo isso apoiando-se numa dramaturgia inteligente, sem demagogia e um legítimo interesse pelo ser humano. Tudo isso é coroado pela direção e câmera sutis (ótima direção de fotografia de Marcelo Trotta), que revelam uma São Paulo ambígua e generosa.

"Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento".

Um filme peculiarmente fascinante!

7 de fev. de 2013

Dicas de leitura da Carol # 5 - Sangue Quente

Capa do Livro


Boa tarde Antes Que Ordinárias!

 Hoje é o meu dia de compartilhar idéias com vocês povo,de acordo com o novo calendário do blog! Como está sendo um recomeço,eu estava com sérias dúvidas sobre o quê eu iria compartilhar com vocês,e finalmente decidi que vou explanar um pouco sobre o livro Sangue Quente,que tem dado muito o que falar graças à sua adaptação cinematográfica que ainda nem estreiou!

 Posso lhes dizer que como tantas outras pessoas  estive cética até o presente momento acerca da qualidade tanto do livro quando da película,porque confessemos né,lembra muito Crepúsculo, com um enredo focado no amor entre um ser não-humano com uma humana...

Aliás o asco é unânime somente porque o livro é uma obra é um romance,inclusive eu,mas aí eu estava pensando cá com os meus botões...

O autor, Isaac Marion
 Carai...ninguém vive sem sentimentos,pode dar uma de durão,de bem resolvido segundo os padrões da sociedade,mas de nada serve  ter tudo isso se não tiver amor né,galera?  Exatamente como a mais famosa e poética passagem bíblica, a de Coríntios,que inspirou artistas como Luís de Camões e Renato Russo com seus versículos : "Ainda que eu falasse a língua dos anjos..." Eu viajo nestas palavras! Pensemos bem, o mundo em que este casal coexiste,apocaliptico,coincidentemente um EUA baqueado assim como deve estar o restante do mundo após sucessivas guerras,civilização em colapso,enfim tudo foi para o buraco. A situação que eles vivenciam mais uma vez não está muito longe do que pode acontecer conosco caso o mundo continue trilhando o atual caminho. Então devemos entender perfeitamente quem serão as hordas de zumbis famintos e ademais mortos vivos não?

R, o herói zumbi é uma criatura atormentada afinal de contas apesar de estar morto tem vagas recordações de seu passado e uma delas é a inicial de seu nome e na qualidade de zumbi vive de alimentar-se da vida dos outros e daí adquirir traços de outrém . Analisemos: Nesta sociedade coisificadora em que temos que ser o que adquirimos e jamais devemos ser aquilo que nos é inerente, a fome do zumbi vem bem a calhar,o que é essa fome senão o comportamento de se esquecer o que se é em detrimento de se apossar daquilo que não é nosso,principalmente o alheio,porque hoje, o importante são as metas,é mostrar a sua superioridade (decrepitude?) frente os semelhantes? Instintos primitivos de quem morrou alegoricamente e precisa manter-se absorvendo a vitalidade e a razão de outros?

É rir para não chorar,mas está é a verdadeira evolução humana!

O jovem rapaz zumbi tem sonhos mas não sabe como colocá-los em prática no mundo torpe onde vive,tão sombrio e macabro,com quem ele poderia compartilhar suas convicções? Seus iguais são apáticos,vide a conversa que ele tem com seu melhor "amigo" todo santo dia, os humanos,ele tem por obrigação devorá-los e estes mesmos,obviamente ou morreriam de medo dele ou tentariam matá-lo. E ainda existe um terceiro grupo feroz de zumbis,deteriorados até os ossos,que me lembram muito os NPCs do tradicional jogo Diablo. Com esses aí é que não tem conversa mesmo! Até o dia em que ele se apaixona por uma guria e tudo muda,obviamente por se tratar de uma obra baseada em zumbis então é claro que esse encontro vai ser turbinado à base de cérebro e vísceras...do falecido namorado da moça,mas isso realmente não importa, o que importa é que o coração do protagonista antes turbado pela perversão do meio ambiente que vive volta a vivificar como se fosse uma pequena chama,devido o amor doado pelo seu "alimento" e a partir daí quanto mais ele protege e convive com esta jovem mais menos "zumbi" ele fica. Tirando essa imagem hedionda de cérebro e visceras,este é o alimento certo, o amor,a vontade de praticar o bem,de voltar a ter a alma limpa das perversidades contidianas.

Tô igual?
 Observando deste ponto de vista não é tão piegas assim,porque todo e qualquer relacionamento se fortalece graças à convivência...É a famosa rotina que assusta as pessoas a ponto de espantá-las como o capiroto foge da cruz...Deve ser por isso que hoje os relacionamentos são tão furtuitos,crê-se piamente que todos devem ser experts e máquinas de fazer sexo que só isso basta para que a relação perdure, a paixão é o gatilho e a desilusão é a consequência! Amor,demora a se estabelecer mas depois que finca raízes não morre jamais! E os outros zumbis ao observarem o seu ato sentem-se tocados e a partir daí,mudanças começam a acontecer.

Considerações finais: Eu vi o vídeo promocional do filme, e até ali minha opnião escarnecedora se modificou,passei a achar que o zumbi apesar de estilizadinho ( Aff,imagina se fosse um zumbi de walking dead,um no estilo do zumbi do poço,argh,até parece que a guria ia dar uma bitoca!O.o) ele poderia muito bem não ser um zumbi completo,poderia ter o organismo resistente como o de Will Smith em Eu sou a Lenda,por exemplo,não achei de todo o mal não,até achei melhor que Crepúsculo. Os produtores acertaram em transformar em comédia pois sabe como expectadores podem ser bem críticos com relação à filmes... Então resolvi baixar e  ler o livro e gostei bastante dele, o clima obviamente, é mais opressivo mas não é nada risível,é bem consistente e mudou o meu pensamento,como vocês podem ver pelo que acabei de escrever. São pessoas com o coração pervertido que precisam de uma luz,um help,alguém que dê um primeiro passo para a mudança - para melhor. " Chegará o dia em que as pedras clamarão" - É uma boa analogia para o contexto do livro,pedras neste caso,seriam as pessoas de coração duro,pervertido,devido às inconsistências da vida,do mundo,da sociedade. E somente como o amor,não somente entre  homem e mulher,mas extendido a todo o semelhante é que resolveremos o problema. Agora... é esperar para ver qual a conclusão de vocês após a leitura!

     Caso se interessem aqui está o livro: Sangue Quente - Isaac Marion




6 de fev. de 2013

Entendendo o Feminismo

Apesar de ser um conceito muito mais difundido nos dias de hoje, devido aos meios de comunicação de massa - principalmente a internet - o feminismo ainda não é compreendido em sua essência, e muitas pessoas o reduzem a uma mera oposição ao machismo.

Os comentários mais frequentes que escuto quando me declaro feminista na frente das pessoas, são os seguintes:

"Não sou feminista porque não gosto do machismo, e ser feminista me deixaria mais próxima daquilo que não gosto!" 


"Não gosto de nenhum tipo de radicalismo!"



"Essas ideologias são auto discriminatórias!" 


Sem contar os comentários abusivos e sem qualquer tipo de coerência e respeito, como esses:

"Feministas geralmente são mulheres feias e mal comidas!"


"Feministas são sempre homossexuais, pode desconfiar!"



"Feministas querem ter direitos iguais mas não querem deixar de pagar menos na entrada das festas." 


Bom, não preciso nem dizer que esses comentários são advindos de pessoas ou preconceituosas, que não possuem o menor conhecimento sobre o que é a luta feminista e por que ela existe.

O Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. Esse movimento existe, assistido na prática, desde o século XIX, embora tenha sido nos anos 60 do século XX que ele chegou às ruas de forma mais abrangente e forte.

Por que o feminismo? 

Todos sabem que as mulheres foram altamente oprimidas na história. O sub julgamento da mulher veio, provavelmente, da época das cavernas, quando o homem era a representação soberana de força e a mulher nada mais era do que responsável por colher vegetais. Desde então, a mulher só sofreu... Foram queimadas vivas na idade média e consideradas "bruxas" quando fugiam a algum padrão, não tinham direito ao voto, eram consideradas prostitutas pelo simples fato de pintarem as unhas, eram obrigadas a se casar com quem não queriam, eram mutiladas, discriminadas, julgadas, tratadas como pedaços de carne ou até mesmo lixo. Até os dias de hoje, a mulher continua sendo, às vistas da sociedade, o que sempre foi: um produto pronto para ser consumido. A mulher atual sofre uma ditadura. É imposta a ela a aparência que deve ter, como deve falar, agir, como deve se portar, como deve ser. E para que tudo isso? Simplesmente para AGRADAR aos homens.

Recentemente fui a um fórum masculinista e fiquei horrorizada com a forma que muitos homens pensam e falam a respeito das mulheres. Tratam-nas como se não valessem nada, como se estivessem ali para suprir apenas o prazer masculino e nada mais.

Revistas "femininas" são vendidas aos montes todos os dias ensinando a mulher como ela deve ser, páginas machistas no facebook são cultivadas com a maior naturalidade do mundo, as pessoas ainda não abriram os olhos, e parece que não querem abrir.

A mulher ainda é reprimida. A mulher não pode usar roupa curta porque está "incitando" o estupro, enquanto os estupradores são os verdadeiros ERRADOS dessa situação. A mulher não pode falar o que pensa, agir como quiser que é considerada "puta". A mulher não pode sair um dedinho fora do padrão que é considerada "baranga, feia, baleia" e todos os adjetivos ruins. A mulher não pode gritar ou reclamar que é considerada "mal comida".

Então, por que o feminismo?!

Eu escolhi o feminismo porque estou cansada de viver em uma sociedade retrógada, onde a mulher serve apenas para ilustrar imagens que incitam, direta e indiretamente o machismo.Escolhi o feminismo porque estou cansada de ver mulheres apanhando, sendo violentadas física, verbal e emocionalmente.
 Eu escolhi o feminismo porque quero SIM valorizar o meu gênero, porque acredito que somos muito maiores do que a imagem que a mídia, as revistas e os homens machistas insistem em passar de nós. Acredito que a mulher possa ser o que quiser, da forma que quiser, sem dever satisfações a ninguém que queira rotulá-la e limitá-la, seja ela heterossexual, homossexual, bissexual, alta, magra, gorda, baixa, negra, branca, oriental, parda, ruiva, jovem, velha... Qualquer mulher tem direito ao grito, e por isso, deve gritar.

O feminismo não é um ideal, é um estilo de vida, e todos aqueles, HOMENS E MULHERES. que não se conformam com a forma que as mulheres são vistas ou tratadas, que gostariam que fosse diferente, que gostariam de poder mudar algo, são feministas, ainda que não saibam.

Páginas no facebook que te auxiliarão a entender mais sobre o feminismo:





CUIDADO:
Existem grupos que se consideram "neo-feministas", que prostetam com os seios à mostra (nada contra esse tipo de protesto, é apenas para identificar os grupos) que querem regular a mulher e continuam sendo fascistas em relação à ideias. Só aceitam em seu meio moças consideradas bonitas, acham que a prostituição é uma escolha, e que a mulher que o faz, faz porque quer e uma série de outras coisas. Nem tudo que reluz é ouro, e antes de seguir algum grupo feminista, é bom saber qual é sua essência.

Para terminar, algumas mulheres conhecidas que, ou são assumidamente feministas, ou já deram declarações de cunho feminista:
Megan Fox, atriz


Leandra Leal, atriz


Leila Diniz, atriz


Brigitte Bardot, atriz
Camilla Vallejo, militante

Whoopi Goldberg, atriz
Rita Lee, cantora
Emma Watson, atriz

Betty Ditto, cantora
Olivia Wilde, atriz

Getrude Stein, escritora
Um beijo a todos, e até a próxima!




4 de fev. de 2013

8 Exames Essenciais para as Mulheres Acima de 20 anos


Que cuidar da saúde é importantíssimo, todo mundo sabe. Infelizmente, entre saber e cuidar-se há uma lacuna corriqueira. Em que pese saibamos da importância de mantermos uma rotina de cuidados e exames, deixamos para verificar nossa condução de saúde somente quando presenciamos sintomas. Acredito que até seja cultural nos mantermos em uma posição de tratamento e não de saúde preventiva - como deveria ser. Desta forma, valendo-me de uma matéria feita pelo site Assunto de Mulher, em que este elencou alguns exames essenciais para que as mulheres acima de 20 anos e sexualmente ativas, listo os mesmos abaixo: 


  • Exame Pélvico e das Mamas: Trata-se de uma observação visual do colo do útero, com toque e apalpação dos órgãos reprodutivos e dos dos seios. Tem como objetivo a verificação da presença de corrimentos anormais e infecções ou doenças na região do colo do útero, e de nódulos e outras irregularidades nos ovários, trompas e nas mamas. Todas as mulheres de mais de 20 anos que tem vida sexual ativa devem realizar o exame junto ao seu médico. Em geral é feito anualmente, quando fora de situações de risco. Contudo diante destas situações - início precoce da atividade sexual, gravidez antes dos 18 anos, mais de quatro gestações, multiplicidade de parceiros, histórica de doença venérea, higiene vaginal precária - fica a critério do médico.
  • Mamografia: Trata-se de uma investigação radiológica das mamas que serve para detectar microcalcificações e outros sinais do câncer de mama. Todas as mulheres com mais de 30 anos devem realizar o exame. Depois do primeiro, a cada três anos, quando fora de situações de risco, do contrário, anualmente. Neste exame as condições de risco são vitais para determinar a frequência em que deverá ser efetado e, em alguns casos, quando. Referidas situações são: Mulheres com história familiar de câncer, ou que menstruaram cedo, ou que não tem filhos ou que engravidaram após os 30 anos. Destaca-se que o auto-exame mensal é indispensável para toda a mulher - independente de idade e fatores.

  • Papanicolaou (útero): Análise de células retiradas do colo do útero, com o fim de detectar o câncer de colo de útero. O exame deve ser feito por todas as mulheres com mais de 20 anos que possuem vida sexual ativa; Anualmente, no início, durante três anos consecutivos. Diante da ausência de irregularidades depois disso, a critério médico.
  • Colposcopia (útero): É a observação visual do colo do útero ampliada com o auxílio de fonte de luz e lupa, detectando a presença de infecções, irregularidades ou sinais de doenças. Deve ser feito pelo mesmo grupo e com igual frequência ao Papanicolaou.
  • Colesterol e Triglicérides: Trata-se da análise laboratorial do sangue, com o intuito de prevenir doenças cardiovasculares. De modo geral, todas as mulheres com mais de 35 anos devem realizar este exame a critério médico. Contudo, devem ficar mais atentas as fumantes, hipertensas, com história familiar de colesterol elevado ou com obesidade.
  • Glicemia de Jejum: Outro exame oriundo da análise laboratorial do sangue, todavia, este busca prevenir o diabetes. Como no caso do anterior exame citado, todas as mulheres de mais de 35 anos devem fazê-lo a critério médico; Havendo um maior risco as mulheres com suspeita de distúrbio associados à produção de insulina.
  • Eletrocardiograma em Repouso: Trata-se de uma observação da frequência cardíaca em descanso, para detectar problemas com o batimento cardíaco.As doenças e os problemas cardiovasculares estão em constante crescimento na ala feminina. Assim, exames como este tornaram-se essenciais, especialmente as mulheres de mais de 35 anos. 
  • Eletrocardiograma de Esforço:  Similarmente ao anterior, este exame conta com a observação da frequência cardíada em movimento acelerado, medindo o potencial adequado de esforço físico. Deve ser feito a critério médico, em especial com mulheres de mais de 35 anos, sedentárias, em início de condicionamento físico.
Vale destacar aqui para as futuras mamães que, durante a gravidez, todos os exames e acompanhamentos do pré-natal são INDISPENSÁVEIS para uma boa gestação e garantia de saúde ao bebê.

E vamos nos cuidar melhor, afinal, nós merecemos!

2 de fev. de 2013

Bruna Surfistinha

Hoje, tomei a liberdade de postar um texto do meu colega Roni dos Santos, Filósofo e Professor de Sociologia. Em se tratando de política ele é adepto da esquerda libertária. É blogueiro na Porta IconoclastaCinéfilos, Uni-vos.  Ele tecla muito bem e fez uma resenha bem interessante sobre o filme :Bruna Surfistinha.

Vamos ao filme?

A verdade é que uma cinematografia pode alcançar diferentes níveis de discussão. Um muito comum é: o cinema é uma ferramenta de função pública, e entendemos função pública no sentido da interação com o telespectador, logo, o que devemos admitir aqui é se deve existir uma ética que conduza a cinematografia.

 Ou ela deve se pautar somente pelo reconhecimento de si, ou seja, a arte não tem dever nenhum em relação ao seu público, assim como o público não é obrigado a acompanhar uma obra. Obviamente as duas posições são radicais. Mas uma variação deste debate é saber se uma obra deve oferecer um caráter moralizante a seu público ou um caráter reflexivo. Para pensar a questão escolhemos o filme “Bruna Surfistinha”. “Bruna Surfistinha” é um bom filme, mas perde a graça ao lermos o livro do qual se baseou, “O doce veneno do escorpião”. Contudo, isto não importa. O filme procura construir um roteiro e uma linha de argumentos consolidadas no cinema, sem surpresas. “A adolescente rebelde que sai de casa para se prostituir”. Entretanto, existe uma covardia e uma coragem no filme, mas nem isso é certo.

Pensar que a história da prostituição no cinema já não é algo novo nos oferece um lugar de comparação. Por exemplo, o clássico “Pretty Baby” (1978) que resgata a história da prostituição no início do século XX e discute de forma silenciosa a consolidação moral da burguesia americana no contexto da Belle Époque e como seus valores irão mudar práticas muito comuns para a época e como os ritos de iniciação de uma nova prostituta dentro dos cabarés irão desaparecer. No caso de “Bruna Surfistinha”, a questão não se centra no questionamento de dilemas morais, ou pelo menos, não naqueles dilemas morais. Os dilemas posto pelo filme, muito diferente do livro, aqui são outros. Então, qual é a covardia do filme? Ele não abre mão do gênero melodramático. Isso é um problema? Não exatamente. O problema é o caráter moralizante do filme, isto é, o gênero melodramático é usado para fazer circular a velha ideia de que a prostituição esta entre a linha do céu e do purgatório. Não podemos esconder que ser prostituta, seja de luxo ou do posto de gasolina em uma estrada deserta do nordeste, do próprio ponto de vista das profissionais do sexo, tem suas depreciações, mas pode haver o contrário e cabe perguntarmos a elas, por isso não cabe julgar suas vidas.O drama coloca o indivíduo com peça chave de problematização e resolução dos entraves colocados pelo contexto. Embora muitos personagens acompanhem sua trajetória, mas estes servem somente para dar ênfase a complexidade da situação que o indivíduo experimenta. Os personagens secundários do filme trabalham em função da estigmatização da personagem central, isto é, sem o próprio filme se dar conta de que trabalha em cima de um estigma.Por um lado, o filme, corajosamente, traz á luz o debate de uma forma de prostituição em São Paulo. Mostra, sutilmente, quais são os critérios que definirão se você será “puta de luxo” ou “puta suburbana”. Um debate que a sociedade parece evitar e por isso desconhece completamente suas divisões de território, sua linguagem, suas diferenças mais latentes. E por isso, de um lado, ou acham que prostituição é uma completa exploração e, de outro, é uma completa imoralidade o que não é verdade.

Por outro lado, ele aposta nos clichês comerciais mais comuns para alcançar o sucesso. Nem todos admitem, mas sexo e violência vendem. Embora eu concorde que ninguém faz filme para ser um fracasso de bilheteria, mas qual é a formula para fazer um filme de caráter reflexivo que atinja o público. Não tenho nada contra o cinema comercial, “Pretty Baby” tinha a bela imagem de Susan Sarandon nua, no entanto, a fotografia e o enquadramento acompanhavam a proposta do filme. Não tenho uma opinião definitiva sobre o filme, o tempo pode-nos mostrar como estávamos errados acerca de determinadas posições. Novos sentidos podem aparecer e, então, podemos olha-lo com outros olhos e assim eu espero. 


1 de fev. de 2013

Perfis de Mulher: Audrey Hepburn

No dia 20 de janeiro foram lembrados os vinte anos da morte da atriz Audrey Hepburn. Conhecida mundialmente como ícone fashion, ela revolucionou a relação entre cinema e moda através de sua parceria com o estilista Givenchy. Considerada uma das mais belas atrizes, mostrou-se também talentosa e versátil, além de ter um importantíssimo legado: seu trabalho junto à UNICEF.
Audrey Kathleen Ruston nasceu na Bélgica em 1929, vindo de família aristocrática por parte de mãe. Tinha dois meio-irmãos mais velhos do primeiro casamento de sua mãe. Depois que o pai saiu de casa ao ter uma traição descoberta pela esposa, Audrey, a mãe e os meninos foram para a Holanda. A Segunda Guerra estourou e trouxe dificuldades para a família. Um dos meio-irmãos foi para um campo de trabalhos forçados, Audrey e a mãe ficaram escondidas na casa de parentes. A menina sofreu de desnutrição e anemia. Transformava bulbos de tulipa em farinha para fazer bolos e pães, além de depender das escassas rações que eram dadas às populações dos locais ocupados. Especula-se que sua magreza posterior tenha tido raízes nesses tempos difíceis.
Tendo lições de balé desde os cinco anos e havendo inclusive se apresentado durante a guerra para angariar fundos para a resistência holandesa, o palco era seu caminho natural. Em Londres, tornou-se parte do coro teatral e, ao receber a notícia de que seu físico alto e má nutrição a impediriam de ser tornar primeira bailarina, resolveu virar atriz. Sua primeira aparição em um filme foi como uma aeromoça numa película educativa que prometia ensinar “holandês em sete lições”. Continuou no palco e nas telas, sendo seu primeiro papel mais importante no cinema justamente o de uma bailarina.
1954 foi o melhor ano de sua vida. Em tour com a peça “Gigi”, para a qual foi escolhida pela própria autora, Audrey chegou aos Estados Unidos em 1953 e atraiu a atenção do diretor William Wyler, que lhe deu o papel principal em “A princesa e o plebeu / Roman Holiday”. Esse filme lhe garante sucesso de crítica e também o Oscar, BAFTA (prêmio inglês) e Globo de Ouro de Melhor Atriz. Seu estilo chama a atenção das revistas e fashionistas. No mesmo ano estreia na Broadway, onde conhece seu primeiro marido, o também ator Mel Ferrer. Ganha o Tony, prêmio teatral, de Melhor Atriz, e se casa com Mel.    
Seus trabalhos no cinema são os mais variados, indo do drama “Uma cruz à beira do abismo / The nun’s story” (1959) à comédia “Charada / Charade” (1963), passando por romances como “Sabrina” (1954). No entanto, seu papel mais marcante com certeza foi Holly Golightly em “Bonequinha de Luxo / Breakfast at Tiffany’s” (1960). Tanto o autor do livro, Truman Capote, quanto a própria atriz acreditavam que ela não era a melhor escolha para ser a protagonista, mas este se tornou seu mais conhecido e amado filme.
Embora haja alguma confusão sobre se há ou não parentesco entre Audrey e a também atriz americana Katharine Hepburn, para resolver a dúvida é só buscar a origem do sobrenome na vida de cada uma. Enquanto Kate foi batizada com o sobrenome, Audrey adquiriu-o do pai após este adicioná-lo ao nome, pensando ser descendente da rainha Mary da Escócia. O pai de Audrey nada tem a ver com a rainha, mas, curiosamente, Katharine é uma descendente de Mary.
Embora contribuísse para a UNICEF desde os anos 50, foi só na década de 1980 que seu esforço passou a ser em tempo integral. Realizou visitas a diversos países, uma vez que falava seis línguas, e se preocupou com as crianças carentes. Mesmo não sendo este seu objetivo, Audrey ganhou prêmios também por seu trabalho filantrópico, incluindo um prêmio humanitário no Oscar, sendo este póstumo. Também ganhou postumamente o Emmy e o Grammy, o primeiro por um documentário feito em vários países e o outro por um álbum de histórias para crianças.
Durante seu casamento com Mel, sofreu quatro abortos espontâneos. Seu filho Sean nasceu em 1960 e, oito anos depois, ela e Mel se divorciaram. Seu segundo casamento foi com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que conheceu em um cruzeiro pelas ilhas gregas. Com ele teve o filho Lucca, já aos 40 anos, e sofreu mais um aborto, aos 45. Sempre preocupada com os filhos, só iniciou ambos os divórcios quando sentiu que os meninos poderiam lidar com o fato de serem criados só pela mãe. Depois de se separar de Andrea, passou a viver com o ator holandês Robert Wolders e, embora não fossem casados legalmente, Audrey disse que esse foi o melhor período de sua vida. Hoje o filho Sean é o responsável pelo legado da atriz.
Audrey faleceu de câncer no apêndice. Descoberta quatro meses antes, a doença se mostrou incurável. Seu legado é imenso e, apesar de ter um estilo invejável, suas escolhas casuais demonstravam a simplicidade que sempre foi sua marca e sua melhor qualidade.

“Lembre-se de que, se você precisar de uma mão amiga, estará na ponta de seu braço. Quando você envelhecer, lembre-se de que você tem outra mão: a primeira é para ajudar você mesmo, a segunda é para ajudar os outros”.
Audrey Hepburn (1929-1993)

19 de jan. de 2013

You´ve got Mail


Minha musa inspiradora é Kathleen Kelly, será que sou cafona? Admiro o empreendedorismo dela? 
Ou simplesmente adoro Upper West Side?
 Mensagem Para Você, é uma comédia romantica que destaca o 'bum' da internet. Com serviços como: AOL(american on line), chats de encontros,correios eletrônicos e toda aquela magia  detrás da tela. Atualmente vivenciamos um aumento dos casos de pedofilia e outros crimes, que não merecem destaque neste texto.Porém, todo cuidado é pouco quando nos referimos a tal magia internética. Dentre os cenários, destacam-se a linda NY(Upper West Side)e o café Lalo, onde a personagem vivida pela Meg Ryan espera ansiosamente para descobrir quem era, afinal, Mr. NY152.Kathleen Kelly é a dona de uma pequena livraria e tem um namorado, Frank Navasky (Greg Kinnear). Porém ela se envolve com um desconhecido, NY152, com quem conversa todos os dias pela internet. Joe Fox também tem uma namorada, e é o proprietário de uma mega-livraria recém aberta que pode acabar com o negócio de Kathleen. Porém, ambos Joe e Kathleen tem mais em comum do que imaginam.
Um filme que me emociona, um filme que já assisti mais de 10 vezes, um filme que ainda não comprei,rs.
O lado psicológico de Kathleen é muito semelhante ao que fui um dia,rs. Ela é doce e ao mesmo tempo forte nos negócios(entende muito do que faz) é respeitosa com seus funcionários, íntegra e amorosa com eles. Assim como ela sou apaixonada por livros e meu sonho seria ter uma bookstore do mesmo estilo do filme: pequena, aconchegante, especializada, fraternal e essencial. 


 Por outro lado, o filme mostra o mundo capitalista engolindo 'velhos e bons costumes'. Lembram do tempo das 'vendinhas'?Aquelas que tinham Leite em Saquinho, Suspiros, Doce de Leite em Barra, Queijo Meia Cura vendido em pedaços...Hum. Hoje, temos os tais mercadinhos gourmets(são interessantes) Mas, deixam a desejar no quesito: homemade e atendimento bem pessoal(aquele sorriso amigo) Alguns comércios até tentam, porém o resultado são sorrisos artificiais e atendimento quantitativo em cifras.
No filme, Kathleen não quer sua loja sendo massacrada pela FOX(MegaStore) ou o que temos por aqui: Livraria Cultura ou FNAC; ela não quer que suas estantes de livros virem prateleiras de azeite(semelhante à loja de Joe Fox, que por sua vez não vê nenhum problema em amplificar os lucros com funcionários, que mal sabem reconhecer um autor/editor de livros infantis.


Em meio toda essa 'briga', temos o romance entre ShopGirl e NY152 indo de vento e popa. Um romance tão lírico e com enredo tão bem amarrado que dá vontade de se apaixonar e mudar ontem para NY,rs.
Um romance que acaba deixando a quase falência de Kathleen como um mero detalhe.

Outro ponto que me encanta é a perseverança de Kathleen em lutar pela loja(que foi de sua mãe) e que está no mesmo endereço há 40 anos. Dentre muitas cenas que enchem nosso coração com sensibilidade, temos a cena dela enfeitando a árvore de natal na loja ao mesmo tempo lembrando de sua mãe(óbvio, que nessa cena sou lágrimas e mais lágrimas)  e teclando isso ao NY152. Ela mistura solidão, incertezas profissionais e um amor sufocado, com maestria digna de inúmeros Oscar´s.

Um filme completo com divertidos e até com certo teor educativo. Claro que muitos não veem o filme por essa ótica, acham um filme bobo e repleto de cenas clichês. Já, Tom Hanks e Meg Ryan resultam em personagens 100% : carisma, talento e doçura. A química dos dois é perfeita, carismática e divertida.
Ainda temos um  Over the Rainbow que funciona lindamente como trilha sonora. O que mais podemos querer neste Natal? Tenho a resposta na ponta da língua: uma livraria(nos moldes de Shop Around The Corner) em NY e um amor em Upper West Side.

5 de jan. de 2013

Perfis de Mulher: Hebe Camargo

O fim do ano sempre chega com a esperança da renovação a partir de primeiro de janeiro. No entanto, há também um gosto agridoce quando nos lembramos de quem se foi no ano que terminou. Em 2012 o Brasil perdeu uma de suas maiores apresentadoras, pioneira na televisão, simpática e adorada pelo público: Hebe Camargo.
Nascida em 1929, na cidade de Taubaté, era a caçula de seis filhos e costumava acompanhar o pai, violinista e cantor, em suas apresentações. Quando ela tinha 14 anos a família mudou-se para São Paulo, pois o pai foi trabalhar na Rádio Difusora, chegando a reger a orquestra da emissora. Um ano depois, Hebe estreava como cantora na Rádio Tupi. Nos anos seguintes cantou em um quarteto familiar e também fez apresentações de sambas e boleros, cantando em boates e gravando discos.
Capa de LP

Seu envolvimento com a televisão se deu desde os primeiros instantes de vida dessa nova forma de entretenimento no Brasil. Em 1950, ela e Assis Chateaubriand foram ao porto de Santos buscar os equipamentos que chegavam para as primeiras transmissões. Hebe havia sido escalada também para cantar o Hino à Televisão na primeira transmissão, mas não foi ao evento e foi substituída pela amiga de longa data Lolita Rodrigues. Mesmo assim, ela foi pioneira nos programas femininos, apresentando “O mundo é das mulheres” em 1965 e a partir daí conferindo o tom descontraído das entrevistas, algo que se tornaria sua marca e sua maior contribuição para a televisão.
Hebe passou por diversas emissoras, onde teve programas de entrevista nos mais variados formatos. Mas com certeza sua mais lembrada casa foi o SBT, no qual ela fez mais de mil programas em quase vinte e cinco anos. Na emissora ela também foi madrinha do Teleton, programa especial dedicado à arrecadação de recursos para as crianças deficientes. Sua saída da emissora em 2010 surpreendeu o público e Hebe firmou contrato com a RedeTV!. Dias antes de a apresentadora falecer, sua volta ao SBT foi anunciada.
Hebe casou-se pela primeira vez aos 35 anos com Décio Capuano, que já namorava fazia 15 anos. Em 1965 ela teve seu único filho, Marcello, e ficou um ano sem trabalhar cuidando do menino. Conta-se que Décio era muito ciumento e não concordava com o trabalho da esposa no rádio e na televisão, motivo que a levou a se separar dele em 1971, menos de sete anos após o casamento. Dois anos depois ela casou-se com o empresário Lélio Ravagnani, com quem ficou até a morte dele, em 2000. Hebe admitiu ter feito um aborto aos 18 anos, quando engravidou e foi abandonada pelo primeiro namorado, e disse que sofreu mais dois abortos espontâneos enquanto vivia com Décio.
O câncer no peritôneo, tecido na região abdominal, foi descoberto no início de 2010. A partir daí sucederam-se séries de cirurgias e internações. Com sua morte e enterro, o país parou e São Paulo viveu 24 horas de cidade fantasma, tamanho era o carinho dos paulistanos pela apresentadora. As homenagens nas mais diversas emissoras mostraram o quanto ela foi benquista por seus colegas de profissão e respeitada pelo público, até mesmo pelos telespectadores que não eram seus fãs de carteirinha.  
Hebe virou até boneca
Sua marca registrada foi a espontaneidade, expressa nas conversas em seu famoso sofá, nos selinhos que distribuía entre os convidados, a quem tratava por “gracinha”. Sua alegria se mostrou presente nas viagens, sobre as quais fazia matérias para seu programa, com direito até a desfilar na parada da Disney. Sua fé era inabalável e seu legado continua, mesmo que inconscientemente, em todos os cantos da televisão brasileira.

“Não existe motivo nenhum para você mudar sua personalidade porque você tem uma situação melhor ou não. Eu fico com pena de quem
muda.”
Hebe Camargo (1929-2012)