19 de jan. de 2013

You´ve got Mail


Minha musa inspiradora é Kathleen Kelly, será que sou cafona? Admiro o empreendedorismo dela? 
Ou simplesmente adoro Upper West Side?
 Mensagem Para Você, é uma comédia romantica que destaca o 'bum' da internet. Com serviços como: AOL(american on line), chats de encontros,correios eletrônicos e toda aquela magia  detrás da tela. Atualmente vivenciamos um aumento dos casos de pedofilia e outros crimes, que não merecem destaque neste texto.Porém, todo cuidado é pouco quando nos referimos a tal magia internética. Dentre os cenários, destacam-se a linda NY(Upper West Side)e o café Lalo, onde a personagem vivida pela Meg Ryan espera ansiosamente para descobrir quem era, afinal, Mr. NY152.Kathleen Kelly é a dona de uma pequena livraria e tem um namorado, Frank Navasky (Greg Kinnear). Porém ela se envolve com um desconhecido, NY152, com quem conversa todos os dias pela internet. Joe Fox também tem uma namorada, e é o proprietário de uma mega-livraria recém aberta que pode acabar com o negócio de Kathleen. Porém, ambos Joe e Kathleen tem mais em comum do que imaginam.
Um filme que me emociona, um filme que já assisti mais de 10 vezes, um filme que ainda não comprei,rs.
O lado psicológico de Kathleen é muito semelhante ao que fui um dia,rs. Ela é doce e ao mesmo tempo forte nos negócios(entende muito do que faz) é respeitosa com seus funcionários, íntegra e amorosa com eles. Assim como ela sou apaixonada por livros e meu sonho seria ter uma bookstore do mesmo estilo do filme: pequena, aconchegante, especializada, fraternal e essencial. 


 Por outro lado, o filme mostra o mundo capitalista engolindo 'velhos e bons costumes'. Lembram do tempo das 'vendinhas'?Aquelas que tinham Leite em Saquinho, Suspiros, Doce de Leite em Barra, Queijo Meia Cura vendido em pedaços...Hum. Hoje, temos os tais mercadinhos gourmets(são interessantes) Mas, deixam a desejar no quesito: homemade e atendimento bem pessoal(aquele sorriso amigo) Alguns comércios até tentam, porém o resultado são sorrisos artificiais e atendimento quantitativo em cifras.
No filme, Kathleen não quer sua loja sendo massacrada pela FOX(MegaStore) ou o que temos por aqui: Livraria Cultura ou FNAC; ela não quer que suas estantes de livros virem prateleiras de azeite(semelhante à loja de Joe Fox, que por sua vez não vê nenhum problema em amplificar os lucros com funcionários, que mal sabem reconhecer um autor/editor de livros infantis.


Em meio toda essa 'briga', temos o romance entre ShopGirl e NY152 indo de vento e popa. Um romance tão lírico e com enredo tão bem amarrado que dá vontade de se apaixonar e mudar ontem para NY,rs.
Um romance que acaba deixando a quase falência de Kathleen como um mero detalhe.

Outro ponto que me encanta é a perseverança de Kathleen em lutar pela loja(que foi de sua mãe) e que está no mesmo endereço há 40 anos. Dentre muitas cenas que enchem nosso coração com sensibilidade, temos a cena dela enfeitando a árvore de natal na loja ao mesmo tempo lembrando de sua mãe(óbvio, que nessa cena sou lágrimas e mais lágrimas)  e teclando isso ao NY152. Ela mistura solidão, incertezas profissionais e um amor sufocado, com maestria digna de inúmeros Oscar´s.

Um filme completo com divertidos e até com certo teor educativo. Claro que muitos não veem o filme por essa ótica, acham um filme bobo e repleto de cenas clichês. Já, Tom Hanks e Meg Ryan resultam em personagens 100% : carisma, talento e doçura. A química dos dois é perfeita, carismática e divertida.
Ainda temos um  Over the Rainbow que funciona lindamente como trilha sonora. O que mais podemos querer neste Natal? Tenho a resposta na ponta da língua: uma livraria(nos moldes de Shop Around The Corner) em NY e um amor em Upper West Side.

5 de jan. de 2013

Perfis de Mulher: Hebe Camargo

O fim do ano sempre chega com a esperança da renovação a partir de primeiro de janeiro. No entanto, há também um gosto agridoce quando nos lembramos de quem se foi no ano que terminou. Em 2012 o Brasil perdeu uma de suas maiores apresentadoras, pioneira na televisão, simpática e adorada pelo público: Hebe Camargo.
Nascida em 1929, na cidade de Taubaté, era a caçula de seis filhos e costumava acompanhar o pai, violinista e cantor, em suas apresentações. Quando ela tinha 14 anos a família mudou-se para São Paulo, pois o pai foi trabalhar na Rádio Difusora, chegando a reger a orquestra da emissora. Um ano depois, Hebe estreava como cantora na Rádio Tupi. Nos anos seguintes cantou em um quarteto familiar e também fez apresentações de sambas e boleros, cantando em boates e gravando discos.
Capa de LP

Seu envolvimento com a televisão se deu desde os primeiros instantes de vida dessa nova forma de entretenimento no Brasil. Em 1950, ela e Assis Chateaubriand foram ao porto de Santos buscar os equipamentos que chegavam para as primeiras transmissões. Hebe havia sido escalada também para cantar o Hino à Televisão na primeira transmissão, mas não foi ao evento e foi substituída pela amiga de longa data Lolita Rodrigues. Mesmo assim, ela foi pioneira nos programas femininos, apresentando “O mundo é das mulheres” em 1965 e a partir daí conferindo o tom descontraído das entrevistas, algo que se tornaria sua marca e sua maior contribuição para a televisão.
Hebe passou por diversas emissoras, onde teve programas de entrevista nos mais variados formatos. Mas com certeza sua mais lembrada casa foi o SBT, no qual ela fez mais de mil programas em quase vinte e cinco anos. Na emissora ela também foi madrinha do Teleton, programa especial dedicado à arrecadação de recursos para as crianças deficientes. Sua saída da emissora em 2010 surpreendeu o público e Hebe firmou contrato com a RedeTV!. Dias antes de a apresentadora falecer, sua volta ao SBT foi anunciada.
Hebe casou-se pela primeira vez aos 35 anos com Décio Capuano, que já namorava fazia 15 anos. Em 1965 ela teve seu único filho, Marcello, e ficou um ano sem trabalhar cuidando do menino. Conta-se que Décio era muito ciumento e não concordava com o trabalho da esposa no rádio e na televisão, motivo que a levou a se separar dele em 1971, menos de sete anos após o casamento. Dois anos depois ela casou-se com o empresário Lélio Ravagnani, com quem ficou até a morte dele, em 2000. Hebe admitiu ter feito um aborto aos 18 anos, quando engravidou e foi abandonada pelo primeiro namorado, e disse que sofreu mais dois abortos espontâneos enquanto vivia com Décio.
O câncer no peritôneo, tecido na região abdominal, foi descoberto no início de 2010. A partir daí sucederam-se séries de cirurgias e internações. Com sua morte e enterro, o país parou e São Paulo viveu 24 horas de cidade fantasma, tamanho era o carinho dos paulistanos pela apresentadora. As homenagens nas mais diversas emissoras mostraram o quanto ela foi benquista por seus colegas de profissão e respeitada pelo público, até mesmo pelos telespectadores que não eram seus fãs de carteirinha.  
Hebe virou até boneca
Sua marca registrada foi a espontaneidade, expressa nas conversas em seu famoso sofá, nos selinhos que distribuía entre os convidados, a quem tratava por “gracinha”. Sua alegria se mostrou presente nas viagens, sobre as quais fazia matérias para seu programa, com direito até a desfilar na parada da Disney. Sua fé era inabalável e seu legado continua, mesmo que inconscientemente, em todos os cantos da televisão brasileira.

“Não existe motivo nenhum para você mudar sua personalidade porque você tem uma situação melhor ou não. Eu fico com pena de quem
muda.”
Hebe Camargo (1929-2012)

4 de jan. de 2013

Peter steele... Type O Negative!

Se estivesse vivo, meu querido Peter Steele - da banda Type O Negative - estaria completando hoje 51 anos de idade.

Para comemorarmos, deixo aqui algumas músicas deste maravilhoso, dono de uma voz singular.





Beijinhos...

Câmbio, desligo!

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!! 



22 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Jeanne Calment


Qual a importância de Jeanne Calment para as artes ou as ciências? A priori, nenhuma. Seu maior feito foi viver, e viver muito: Jeanne foi a pessoa mais velha do mundo. Ninguém alcançou seu recorde de incríveis 122 anos. Em mais de um século, ela presenciou as mais notáveis descobertas e mudanças. Mas qual foi seu segredo para viver tanto?  
Jeanne Louise Calment nasceu em 21 de fevereiro de 1875, na cidade de Arles, na França. A longevidade se mostrou presente entre seus familiares mais próximos, uma vez que seu pai viveu quase cem anos e o irmão, 97. No entanto, seus descendentes não tiveram a mesma sorte: a filha de Jeanne morreu aos 35, vítima de pneumonia, e o neto, criado por Jeanne, aos 36 em um acidente de carro. O marido dela, um rico comerciante, faleceu aos 73 anos, depois de comer uma sobremesa com cerejas estragadas.
Jeanne nunca foi atleta ou obcecada pela beleza e saúde. A riqueza de seu marido permitiu que ela se dedicasse a seus hobbies, como jogar tênis, nadar, andar de bicicleta e também ir à ópera. Ela andava de bicicleta mesmo com 100 anos de idade e morou sozinha até os 110. Sua dieta também não era extremamente regulada. Ao ser perguntada a que ela creditava sua vida longa, respondeu que era ao azeite de oliva que consumia nas refeições e também esfregava no corpo. Entre seus hábitos alimentares estavam tomar vinho do porto e comer um quilo de chocolate por semana.
Os casos de supercentenários, pessoas que vivem mais de 110 anos, são cada vez mais comuns, mas mesmo assim devem ser investigados. Considerando-se que muitos registros de nascimento do século XXI e início do século XX saíam com erros, uma vez que não havia máquinas que auxiliassem em sua emissão, vários casos de pessoas que se diziam as mais velhas do mundo acabaram sendo provados como falsos. Jeanne, no auge de sua fama, teve sua idade posta à prova e confirmada várias vezes, em especial por se tratar da única pessoa que passou dos 120 anos.
Apesar de ter vivido tanto e numa época tão turbulenta e cheia de mudanças, Jeanne teve um cotidiano calmo. Só ficou famosa aos 113 anos, quando equipes de repórteres foram à sua cidade devido ao centenário da visita de Van Gogh a Arles, onde ele pintou alguns famosos quadros. Jeanne foi entrevistada por tê-lo conhecido, embora dissesse que ele lhe pareceu “sujo, mal-vestido, muito feio, mal-educado e doente”. Mesmo assim, Jeanne apareceu brevemente em um filme sobre o pintor, tornando-se a pessoa mais velha a aparecer em uma película.
Cada vez mais procuramos a fórmula da longevidade. Cuidamo-nos com alimentos saudáveis, exercícios físicos regulares, atividades intelectuais e tentamos ficar livre dos vícios. Jeanne não cresceu com essa mentalidade e fumou dois cigarros por dia durante 95 anos. A ciência está desconfiada de que, apesar de bons hábitos serem importantes, o que determina quem vai viver mais de 100 anos são nossos genes. E não é a presença de genes da longevidade que marca um felizardo, mas sim a ausência de certos genes ligados a problemas do coração, câncer e doenças degenerativas. Enquanto não somos capazes de fazer um teste e descobrir se fomos abençoados pela genética ou mesmo como podemos tornar nossos genes melhores, o fundamental é que vivamos com alegria, pois o bom-humor sempre foi marca registrada de Jeanne Calment.

[Aos 110 anos]: “Eu só tenho uma ruga, e estou sentada em cima dela”.       
Jeanne Calment (1875-1997)       

19 de dez. de 2012

The Secret Life of Bees

Dificilmente, um filme consegue reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai 'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem preconceitos?

Por outro lado, racismo, preconceito, não são  'comuns' somente em países americanos e europeus referente a comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar, analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida no planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura, etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes, não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais. Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert Bentley, derrotado nas eleições  e até mesmo algumas declarações do derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante sempre foi uma das mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do sexagenário, ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a exploração do homem pelo homem. A lei áurea que foi assinada por Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.

 Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente, Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como 'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
 Uma obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/ autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são esquecidos ou passados em branco.
Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!

15 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Ada Lovelace


No dia 10 de dezembro, eu e mais muitas pessoas fomos surpreendidos quando acessamos o Google. O “doodle” (jeito estilizado de exibir a marca Google) do dia homenageava Ada Lovelace, desconhecida para mim até então. Foi só quando, curiosa, fiz uma busca por seu nome que descobri que ela se destacou em uma área que até hoje sofre com a escassez de mulheres: a computação. 
Nascida Augusta Ada Byron em 1815, era a única filha do famoso poeta Lord Byron com Annabella. Lord Byron desejava ter um filho homem, porém, mesmo com a decepção, escolheu o nome do meio “Ada” para a menina, pelo qual ela ficaria conhecida mais tarde. Seus pais se separaram quando ela tinha apenas um mês e, apesar de a lei inglesa dar a guarda da criança ao pai, Byron não manifestou esse desejo, saindo logo da Inglaterra e morrendo quando Ada tinha oito anos. Annabella mostrava-se como uma mãe carinhosa e preocupada para a sociedade, mas deixava a filha sempre sob os cuidados da avó.
Com o intento de cultivar a mente da menina e evitar que ela fosse igual ao pai, sua família ofereceu-lhe tutores particulares que lhe ensinaram matemática. Em sua adolescência, Ada era também vigiada de perto por alguns amigos da mãe que tinham essa incumbência. Annabella não perdia uma oportunidade de desmoralizar Byron e fazer com que a filha odiasse o pai que não conheceu e cuja fotografia só viu depois dos vinte anos.
Através da amiga e pesquisadora Mary Sommerville, Ada foi apresentada ao matemático e professor de Cambridge, Charles Babbage. Ela traduziu um artigo em italiano sobre o computador analítico projetado por Charles e foi a responsável por explicar o funcionamento geral da máquina, de modo que suas notas explicativas acabaram ficando maiores que o próprio artigo original. Através deste escrito, Ada manifestou sua ideia de que a função dos computadores poderia ir bem além de fazer cálculos. Apesar de a máquina nunca ter sido construída, Ada tornou-se a primeira programadora da história e pioneira na área de processamento de dados.
Outras aventuras no campo da matemática, realizadas sem sucesso ou nem sequer terminadas, incluem um estudo envolvendo matemática e música, uma investigação sobre ondas cerebrais e uma tentativa de usar sequências e equações para prever resultados em jogos de apostas. Neste último caso, Ada formou um sindicato com amigos e apenas o que conseguiu foram dívidas.
Ada casou-se aos 19 anos com William King, tornando-se a Baronesa King. Quando o marido adquiriu um novo título de nobreza, ela passou a ser conhecida como Condessa de Lovelace, usando agora esse sobrenome. Eles tiveram três filhos. Muito se fala sobre a infidelidade de Ada e o afastamento de seu marido nos últimos meses de vida dela pode ter sido causado por uma confissão de adultério no leito de morte.
Ada Lovelace faleceu aos 36 anos, vítima de câncer de útero. Novamente e pela última vez ela ficou à mercê da mãe, que impediu muitos amigos de visitarem-na. Seu último desejo, certamente para desespero da mãe, foi ser enterrada ao lado do pai. Hoje algumas pessoas duvidam da contribuição e da importância de Ada para os programas de computação, mas é impossível desprezar sua incrível capacidade matemática e suas ideias visionárias.
Um programa de computador desenvolvido nos anos 80 foi batizado de Ada em sua homenagem. Ela também serviu de inspiração para medalhas e programas de incentivo à incursão das mulheres nas ciências exatas. A moça tem até um dia dedicado a ela, no meio de outubro. Afinal, a primeira programadora da história merece.
Livro inspirado pela história de Ada

“Eu nunca estou realmente satisfeita com meu entendimento de alguma coisa; porque, entendendo isso bem, minha compreensão pode ser só uma fração infinitesimal de tudo que eu quero entender sobre as muitas conexões e relações que me ocorrem, como o problema em questão foi pensado de início ou surgiu, etc,etc.”


Ada Lovelace (1815 – 1852)          

10 de dez. de 2012

Preparando-se para "feriar"?

Preparando-se para as férias de final de ano?


Então, eis aqui uma música deliciosa pra abrir a temporada de descanso(ou de curtição, farra e afins... que seja!). :)

Essa música, em meu ponto de vista, é mais uma crítica(com uma super pitada de humor) muitíssimo bem sacada que a banda Rammstein fez aos EUA. Como eu disse, apenas meu ponto de vista! 

Ok, prometo que não vou ficar aqui falando o quanto eu acho o Till Lindemann(vocalista) um #lindão... prometo mesmo! *-*


Beijinhos e abraços... 

Câmbio, desligo!

8 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Princesa Isabel


Recentemente, a princesa Isabel foi uma das finalistas do concurso exibido na televisão “Omaior brasileiro de todos os tempos”. A razão de tamanha admiração por esta figura real, tão distante de nós, é o fato de ela ser considerada a redentora dos escravos, tendo abolido a escravidão em 13 de maio de 1888. No entanto, apesar desse feito importante, ela merece destaque por uma série de fatos, entre eles o de ter sido a primeira mulher a governar o Brasil.
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu em 29 de julho de 1846, a segunda filha do imperador Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. Com a morte de seu irmão mais velho, ela foi proclamada oficialmente a herdeira do trono aos quatro anos de idade. Sua infância foi marcada por uma educação rígida, sendo que ela e a irmã Leopoldina não podiam frequentar festas ou espetáculos de teatro.
Quando Isabel completou 18 anos, seu casamento foi arranjado. Numa situação incomum para a época, ela e a irmã puderam escolher seus futuros maridos e acabou que elas ficaram com o pretendente uma da outra, sem que houvesse desentendimentos. Pouco mais de um mês após a chegada do noivo, Luís Felipe Maria Fernando Gastão de Orleans, o conde d’Eu, ao Rio de Janeiro, foi realizado o casamento. Com a lua-de-mel veio a mudança na vida da princesa: ela conheceu vários países da Europa e passou a participar de recepções e bailes.
De volta ao Brasil, o conde d’Eu insistiu junto a D. Pedro para ir lutar na Guerra do Paraguai, o que Isabel reprovou. Entretanto, em 1869 ele foi para o campo de batalha, voltando vitorioso menos de um ano depois. No ano seguinte Isabel assumiu pela primeira vez a regência, devido a uma viagem de seu pai. Durante esse seu primeiro governo foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que libertava todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data. Anos antes, no dia de seu casamento, Isabel já havia alforriado os escravos que trabalharam para ela.    
A cada nova regência, Isabel se mostrava mais madura para governar e tinha novas ideias, a maioria trazidas de suas viagens para a Europa, sobre como modernizar o país. Apesar de alguns avanços, o ideal republicano ganhava cada vez mais adeptos. Cresciam também as campanhas abolicionistas e Isabel pressionava o Ministério conservador, levando o ministro a demitir-se. A nova manobra da regente foi propor a Lei Áurea, aprovada sem problemas na câmara e no senado. Seu feito foi comemorado em todo o país, no entanto, o Barão de Cotegipe, o ministro demitido, fez essa profecia a Isabel: “ganhou a partida, mas perdeu o trono!”
A abolição fez o Império perder o apoio dos fazendeiros. Antes disso, já havia perdido importantes grupos, como os militares e os religiosos. A proclamação da república, assim como a própria abolição, era questão de tempo. Em 15 de novembro de 1889 ela foi proclamada e a família real foi para o exílio na Europa. Dom Pedro II, Isabel, o conde d’Eu, seus três filhos, todos nascidos depois dos 30 anos da princesa, pela última vez viram o Brasil. Isabel, que era tão cara ao nosso país, não pode sequer voltar após o fim do banimento da família real. Em 1921, ela faleceu em Paris, ainda com as doces lembranças do Brasil e a certeza de que havia feito a coisa certa.  

5 de dez. de 2012

Comprar ou não comprar, eis a questão!

Oioioioi, blogosféricos leitores do Antes que ordinárias! Final de ano chegando e a correria já está [quase] no ápice, então, pensei em publicar aqui um texto que escrevi para meu blog, Umas e outras, ao final do ano passado e em minha opinião, bastante pertinente para o momento em que estamos... Fiz algumas adaptações para se encaixarem melhor no ano atual.
Estamos em épocas de festas, comemorações e planos para o novo ano que está por vir. Mas, já? Nóóóóóóóóóóó... É, honey, final de 2012 já está mais perto do que imaginamos. Mais alguns pulinhos e alcançaremos 2013. E o fim do mundo? Acho que ficará para uma próxima (ou não?). hehehe Não, não iremos falar disso, agora. Falaremos um pouquinho sobre compras... alguns olhinhos brilharam, que eu sei! *-*
É o seguinte, confesso que shopping lotado me dá urticárias! Caramba!!! As pessoas realmente gostam de gastar. A corrida, por conta das festas de final de ano já começou!! Eu não vou ficar dando uma de “boa moça” dizendo que não gosto de comprar. Gosto! Principalmente quando são meus filmes e livros... 
A questão é que o "bonde sem freio" das compras de final de ano já está desgovernado. Presentes, presentes, presentes... consumo, consumo, consumo. Eu tbem adoro presentear! Ok? Mas, não iremos falar de compras de natal, nem a respeito dessa data festiva. Ok, Papai Noel?
Vamos falar um pouco a respeito desse consumismo desenfreado. (redundante, eu sei!)
Vi uma reportagem, ano passado, não me lembro onde(canal fechado), de uma moça relatando seu comportamento durante essa época de final de ano. Ela disse que sempre se perde no meio das compras de presentes, pois acaba comprando para ela também, inclusive coisas desnecessárias. Que comprar é um vicio e que se está numa loja para comprar um sapato para a mãe, acaba comprando dois para ela, mesmo sem precisar. 
Isso se chama CONSUMISMO!
Consumismo é o ato de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços. É também uma característica do capitalismo e da sociedade moderna rotulada como “a sociedade de consumo”. BrasilEscola
Puxa, que puxa... lendo o significado acima, percebo que há mais pessoas assim, do que imaginamos! Até eu, que NÃO me considero uma pessoa consumista, descobri que SOU consumista, em alguns momentos! Abri meu guarda roupa e vi tantas bolsas que nem me lembro de ter usado todas. Mas, eu fui pra luz(rsrs), já há algum tempo e não vivo mais assim. Parei com essa mania de comprar coisas desnecessárias. *-* 
Tá, tá, tá, de vez em quando tenho uma recaída, mas, busco me “policiar”. Minha amiga Karla Xavier sempre diz que sou muito controlada. Realmente, sou!
Brincadeiras à parte, esse caso é mais sério do que imaginamos. Não percebemos que esse problema acarreta outros mais sérios ainda. Além de poder se tornar um distúrbio de ordem mental, tbem colabora para problemas seriíssimos, de ordem ambiental.

Há alguns anos assisti um vídeo que se chama “História das coisas”. Esse videozinho apresenta os problemas sociais e ambientais que surgiram a partir desse hábito desenfreado e desnecessário, mostrando que o consumo consciente é uma boa forma de controlar seu impulso consumista. Acredito que a maioria aqui já deve ter visto, pois circulou pela internet e virou “o vídeo do momento” durante um bom tempo. Não me estenderei no assunto, pois é uma temática que merece um espaço maior...
Não sou "bobinha" à ponto de achar que esse problema vai acabar. Mas, não custa tentar amenizar a situação... Sacomé, né!? A gente ainda acredita no bicho homem.

Para quem ainda não conhece o vídeo, História das coisas, aqui está! Vale a pena conferir...


Finalizo com minha querida Mafalda, para descontrair um cadinho!!!
Cultura X Consumismo

Beijinhos!
Câmbio, desligo... 

Ps. Esta postagem já estava pronta, quando surgiu a proposta do Christian V. Louis(do blog Escritos Lisérgicos) de se fazer uma Blogagem Coletiva com a temática "Consumismo em época de final de ano". Foi então que resolvi acrescentar meu texto dentro da B.C. em questão. :) Para saber mais sobre o projeto do Chris e ler outros textos referentes ao tema, basta irem ao post clicando aqui.