22 de set. de 2012

Perfis de Mulher: Helen Keller


Muitas mulheres conseguiram triunfar e por isso merecem ser lembradas. Algumas alcançaram o sucesso após superar grandes dificuldades. Helen Keller foi uma delas. Cega e surda, vivendo na virada do século XIX para o século XX, enfrentou muitos obstáculos até se tornar uma intelectual notável. E polêmica.
Em 27 de junho de 1880 nasceu Helen Adams Keller, uma menina perfeitamente saudável. Aos 19 meses de idade, ela contraiu uma doença, talvez meningite ou escarlatina, que a deixou cega e surda. Quando bebê a única pessoa que entendia os sinais que ela fazia era a filha da cozinheira e, com o tempo, todos na casa foram se adequando e criando um código para se comunicar com Helen. Aos oito anos, graças a um escrito de Charles Dickens e um conselho de Alexander Graham Bell, Helen foi com seu pai procurar ajuda em uma instituição para educar deficientes. Foi aí que surgiu a figura mais importante de sua vida: Anne Sullivan.
A própria Anne, aos 20 anos de idade, era cega e ex-aluna da instituição. Ela teve de enfrentar muitos problemas até Helen aprender as palavras que ela ia soletrando, em língua de sinais, nas mãos da menina. Mas todo o esforço valeu à pena e Anne não apenas quebrou a barreira da incomunicabilidade com Helen, mas também a acompanhou em voos mais altos. Helen foi para a escola e para a faculdade, sendo a primeira pessoa com deficiências múltiplas a ter um diploma universitário. Ela se formou bacharela em Artes aos 24 anos, tendo sua educação financiada por um magnata do petróleo que admirava sua força de vontade.
Sua própria carreira nas artes já havia começado dois anos antes, quando Helen publicou sua autobiografia. Depois de formada, ela, Anne e o marido de Anne se tornaram grandes companheiros. A esta altura Helen era capaz de “escutar” música captando as vibrações das ondas sonoras em uma superfície e também havia aprendido a falar, tornando-se palestrante. Para completar, ela era capaz de entender o que os outros falavam colocando a mão nos maxilares de seus interlocutores, método que hoje é conhecido como Tadoma.
As ideologias de Helen Keller não poderiam ser mais avançadas para a época: defensora do sufrágio feminino e do controle de natalidade, opositora da entrada dos EUA na Primeira Guerra Mundial e membro do Partido Comunista. Começou a defender os direitos dos trabalhadores ao conhecer as condições abusivas de trabalho que levavam à cegueira nas fábricas e em prostíbulos, sendo neste último a causa principal a sífilis. Ao se declarar comunista, presenciou a ira de um jornalista que, anos antes, havia escrito vários elogios sobre ela. Com a alegação, ele voltou a escrever sobre Helen, desta vez menosprezando-a devido a suas deficiências.     
Além de escrever e publicar 12 livros e vários artigos, Helen fez algo que poucos sabem: introduziu na América a raça de cachorro Akita, pois adotou dois deles em uma viagem ao Japão na década de 1930. Além dos cães, seus grandes companheiros na vida adulta foram os empregados de sua casa. Após a morte de Anne Sullivan, em 1936, Helen e sua empregada viajaram o mundo em busca de investimentos para projetos que beneficiassem os deficientes visuais. Helen faleceu aos 88 anos, depois de uma série de derrames.
Uma história tão impressionante não passaria sem chamar a atenção do cinema. Em 1919, cenas de seu dia-a-dia foram usadas no documentário romantizado “Deliverance”. Na ocasião Helen se tornou amiga de vários atores de Hollywood, notadamente Charles Chaplin. A partir da biografia de Helen surgiu The Miracle Worker, um ciclo de histórias sobre a relação dela com Anne Sullivan que foram adaptadas para a TV, a Broadway e finalmente para o cinema em 1962, rendendo Oscars para as atrizes que interpretaram Helen e Anne, respectivamente Patty Duke e Anne Bancroft. Foram feitos também documentários e até um filme em Bollywood sobre ela. Além disso, ruas, hospitais, institutos e estátuas foram criados para homenageá-la e manter viva a memória dessa mulher surpreendente.

“Às vezes eu penso sobre minhas limitações, e elas nunca me deixam triste. Talvez seja apenas uma pequena vontade de vez em quando, mas é vaga, como a brisa entre as flores.”
Helen Keller (1880-1968)            

20 de set. de 2012

Sexo, sangue e violência em série... Spartacus!

Ah, queridos e queridas, estava pensando em algo para postar aqui e lembrei-me de um seriado que gostei demais de conferir. Lembro que na época eu relutei bastante tempo para assisti-lo. Apesar de aclamado pelo público, não me batia aquele feeling... 'Sacomé', né!? Tem que rolar uma química! Mas, depois de um tempo, tive a oportunidade de conferir a série em questão. Foi então que assisti o pilot e, confesso, não gostei taaaaanto. Lá vem a história da tal química! No entanto, fui teimosa e continuei conferindo. Assisti o segundo episódio. Resultado? Na época, que já faz alguns meses, Fiquei até 4:45 da madrugada de terça-feira(era um feriado) vendo 4 episódios seguidos(o estímulo maior foi saber que poderia dormir bastante e repor as energias). Será que me empolguei!? Pois é, gostei do que vi!

Spartacus se mostrou um seriado intenso!! Ouvi alguns relatos, de telespectadores, de que a séria apresentava violência excessiva. Alô!?!? Por favor! Quem espera ver GLADIADORES trocando tapinha nas costas e dizendo, com licença, por favor e obrigado, mude o programa. Quem sabe, ursinhos carinhosos... Nada contra, mas, é preciso contextualizar, antes de falar. Outros comentários 'interessantes', foram a respeito de todo o sangue que aparece durante as lutas. Aí eu li algo assim: Caramba, um arranhão e jorra todo aquele sangue. Pô, será que não entenderam a ideia!? Sim, lembra um pouquinho 300, nesse quesito, com algo meio HQ. Gostei da proposta... dos 'exageros'! O seriado tbem esbanja em sensualidade e sexualidade... Cenas de sexo rolam, solta. Não tem só aquele lance de mulher pelada, não. Muitos homens, tbem. Sim, muuuuuuiiitos... E não é só "bumbunzim" de fora non. Homens passeando, tal qual vieram ao mundo, o tempo todo... Não sou depravada, pessoal. Apenas não tenho problemas em ver essa belezura toda! rsrs *suspiros*

Então é isso... um seriado com muita nudez, muito sangue, palavrões e afins. Sim! Mas, não para nisso. Ok!? O que posso afirmar é que gostei do figurino, maquiagem... Direção de arte merece palmas. Impossível não falar da fotografia. Tem um enredo muito legal e atuações, em sua maioria, muito boas! Então, se for assistir, tire as crianças da sala, pq esse é um seriado com Classificação Indicativa de 18 anos. Confesso, que não estava em minha top list de seriados, mas com a aproximação dos últimos episódios da primeira temporada fiquei muuiiito satisfeita com o que vi e ele passou a fazer parte dessa listinha. Pra quem está atrasado em conferi-lo, assim como eu estive, indico que veja.

Quem acompanha a série sabe que Andy Whitfield (que fez o personagem Spartacus), foi diagnosticado com câncer e morreu há pouco mais de um ano(setembro de 2011). Se quiser saber um pouco mais sobre essa triste notícia, é só ler a matéria Morre Andy Whitfield, protagonista da série Spartacus: Blood and Sand, postada pelo CinemaComRapadura.



Sinopse: Traído pelos romanos. Forçado à escravidão. Renascido como um Gladiador. O clássico conto do rebelde mais infame da República toma vida na gráfica e visceral nova série Spartacus: Blood and Sand. Separado de sua pátria e da mulher que ama, Spartacus é condenado ao mundo brutal da arena, onde sangue e morte são a principal diversão. Mas nem todas as batalhas são lutadas nas areias. Deslealdade, corrupção, e o fascínio de prazeres sensuais constantemente testarão Spartacus. Para sobreviver, ele tem que se tornar mais que um homem. Mais que um gladiador. Ele tem que se tornar uma lenda. [FilmesComLegenda]
 Para quem já conferiu, já sabe que a segunda temporada, Spartacus Vengeance, está disponível também.

Me despeço por aqui, desejando que vocês tenham gostado da dica...
Beijinhos!
Câmbio, desligo! 

Acessibilidade e Televisão Combinam?

Imagem retirada DAQUI
Para quem desconhece o termo, acessibilidade vai além das mudanças para a permissão de que deficientes físicos consigam locomoverem-se, fazerem uso de produtos e alcançarem informações, trata-se de uma inclusão mais direta e duradoura, garantindo que a população, em sua mais pura totalidade, consiga usufruir do mínimo com dignidade. Assim, considerando a pergunta título, a acessibilidade é como um pretinho básico, combina com tudo; Inclusive televisão. Contudo, como tudo que na vida demande uma ação mais efetivas, financeira e social, a tão apregoada inclusão parece estar longe de ser vivenciada em sua plenitude.

Geralmente nesta coluna falo sobre alguma pérola da TV Aberta a ser relembrada, desta vez, entretanto, optei por trazer o trecho de uma matéria realizada para o programa Globo Universidade que compila informações interessantíssimas sobre o curso de Tradução, especialmente na elaboração de Closed Caption, e Audiodescrição. Segue o vídeo: 


Eu que sempre fui uma apaixonada pelo cinema, ficava imaginando como era a experiência desta arte através da vivência de uma pessoa com limitações físicas na visão - sendo cego ou com baixa visibilidade. Algo tão maravilhoso e fácil para mim era percebido com fascínio por outrem que não usufrui de todos os sentidos? Não sei se algum dia saberei esta resposta, mas, sei que a acessibilidade e a inclusão do recurso de audiodescrisão são vitais para que a diferença no acesso a um mesmo programa televisivo ou película fixe-se apenas nas opiniões pessoais. 


17 de set. de 2012

Playlist Cegos na Música

A perda de um sentido ou função faz com que os outros fiquem mais aguçados. É uma regra básica da sobrevivência humana, a compensação para uma melhor adaptação. E graças a esta forma de moldar-se as possibilidades e necessidades é que o universo musical agradece; Afinal, alguns dos melhores, mais bem afinados e ousados músicos foram "vítimas" da perda da visão e "vencedores" na magia da audição.

Por conta disto, montei uma playlist com músicos cegos e suas canções/interpretações:


Ray Charles


Stevie Wonder



Diane Schuur



Jose Feliciano



Blind Willie McTell



Terri Gibbs



Moondog



Nobuyuki Tsujii
What is a soul? It's like electricity - we don't really know what it is, but it's a force that can light a room. 

RAIN MAN - (D)eficiências?

Hoje, vou teclar sobre Deficiências ou como prefiro citar: Eficiências.
O que vem a ser deficiência?
Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psiquica, fisiológica ou anatomica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em termos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.
O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença. Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo, o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa.
A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto, o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.

O filme que escolhi para abordar foi RAIN MAN, que trata sobre a questão do autismo.
Mas, antes de entrarmos no filme o que é autismo?
 Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Causas  
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir( por não poder ou não querer) falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal, com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.


Rain Man - Filme
O filme retrata a história de Raymond um autista interpretado por Dustin Hoffman que vive em um hospital psiquiátrico, até que herda uma fortuna de seu pai. Seu irmão Charlie (Tom Cruise) que desconhecia a existência de Raymond, depois do falecimento de seu pai, resolve procurar o irmão autista com interesse na sua herança. Raymond é sequestrado do hospital psiquiátrico pelo irmão, a fim de exigir a fortuna. Os dois viajam para Los Angeles para se conhecerem melhor. Durante a viagem, Raymond demonstra suas habilidades autistas. A personalidade de Reymond é marcada por suas reações (gritos, insistências, etc.) quando era forçado a fazer algo que não lhe interessava. Porém, apresentava características típicas de um garoto superdotado, como facilidade em matemática e excelente memória. No início, Charlie se irrita facilmente com o irmão, mas aos poucos, vai se envolvendo profundamente com Raymond e começa a entender suas limitações criando um carinho pelo irmão e ficando admirado com sua inteligência. A partir daí, o dinheiro não é mais prioridade para Charlie. Um filme que nos ensina a resgatar, reaprender, multiplicar ou aprender a ter respeito, carinho, amor, paciência e sensibilidade com todas pessoas. Nossos irmãos de alma que possuem um 'Q' a mais de notoriedade, devem ter suas necessidades motoras/comportamentais/psiquicas/sociais, entre outras respeitadas.O direito de ir e vir, trabalhar, socializar, amar...Deveria ser um direito de todos, não é? Sei que sair do papel virar ação efetiva são outros quinhentos principalmente, no Brasil. Porém, todos pagam impostos, todos votam,todos contribuem para o sálario mínimo dos deputados(girando em torno) 20 mil/ mês...etecéteras.Em certos momentos somos todos iguais em outros não?É minha gente, o filme Rain Man faz os mais sensíveis pensarem alto. Tenho muitos amigos (d)EFICIENTES e sei o sofrimento que é para um cego, cadeirante e outros andarem em nossas calçadas, utilizarem transporte público, etc.
Pergunta que nunca quer calar?
Este país tem jeito?
 

16 de set. de 2012

50 filmes que mudaram a minha vida.

Boa tarde, meus queridos!

Faz um bom tempo que não posto por aqui, mas isso é culpa dos intermináveis trabalhos e provas da faculdade. Mas como hoje arrumei uma brechinha, aqui estou! :)

Hoje, decidi fazer uma lista de 50 filmes que mudaram a minha vida de alguma forma. Faltam, nessa lista, muitos filmes que são importantes para mim, mas todos que aí estão, têm um significado enorme e representam muito para mim.




Requiem For a Dream
Trainspotting
Os Sonhadores
Edukators
Across the Universe
Mr Nobody
Mysterious Skin
Dogville
Paris, Texas
Central do Brasil 
A Lista de Schindler
Garota Interrompida
Forrest Gump
À Espera de Um Milagre
Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera!


C.R.A.Z.Y
O Pianista
A Pele Que Habito
A Excêntrica Família de Antônia
Tomates Verdes Fritos
A Lista de Schindler
Agora e Sempre
Diamante de Sangue
E Sua Mãe Também 
Lembranças de Outra Vida
A Estrada
Um Sonho de Liberdade
Lembranças de Um Verão 
Na Natureza Selvagem
Sociedade dos Poetas Mortos
O Menino do Pijama Listrado


Edward Mãos de Tesoura
Entrevista com o Vampiro
O Carteiro e o Poeta
Cinema Paradiso
Entre Dois Amores
Clube da Luta
Laranja Mecânica
Donnie Darko
Gênio Indomável
O Rei Leão
A Bela e A Fera
Wall-E
Lilya 4 ever
Garotos de Programa
Taxi Driver


O Silêncio dos Inocentes
Jovens Bruxas
Má Educação
As Melhores Coisas do Mundo
Morangos Silvestres

Beijos para meus cinéfilos queridos! ;** 

15 de set. de 2012

Perfis de Mulher: Anita Garibaldi


Símbolo de coragem, força e companheirismo, a brasileira Anita Garibaldi se aventurou ao lado do marido, o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, e foi de fundamental importância numa série de batalhas na Guerra dos Farrapos, num levante uruguaio contra um ditador argentino e na unificação italiana. Ela seguiu seu amado como a maioria das mulheres submissas da época faria, mas sua bravura fez dela uma mulher extraordinária.
Nascida Ana Maria de Jesus Rbeiro em 1821, era filha de humildes descendentes de portugueses. Embora a cidade de Lages tenha reivindicado o posto de cidade natal de Anita, hoje é quase certo que ela nasceu na cidade catarinense de Laguna. Órfã de pai muito jovem, viu-se obrigada a casar-se aos 14 anos com Manuel Duarte de Aguiar, que três anos mais tarde se alistou no exército e abandonou a mulher.
Em 1839 Garibaldi participou da tomada do porto de Laguna e, ao olhar por uma luneta de um navio, avistou Anita na costa e ficou deslumbrado com sua beleza. Na época, Giuseppe tinha 32 anos e Anita, 18. Ele desembarcou e, por uma coincidência do destino, foi convidado para tomar café justamente na casa onde Anita morava. Foi amor à primeira vista.
Logo ela decidiu abandonar a casa para seguir lutando com Garibaldi. E aqui começam as peripécias da corajosa moça, que incluem, logo de início, uma missão de transportar combustível numa balsa durante uma batalha naval. No ano seguinte Anita seria presa e enganaria o capitão inimigo dizendo que seu marido havia morrido em combate. Ele, comovido, deixou-a sair para procurar o corpo do marido, possibilitando sua fuga.
Em 1841 Giuseppe e Anita abandonaram a Guerra dos Farrapos, que já estava sendo combatida pelo governo central, e seguiram para o Uruguai, onde criaram cabeças de gado. Mas a vida pacata durou pouco, pois no ano seguinte eles se engajaram na luta contra o ditador argentino Juan Manuel de Rosas, que pretendia dominar a região. Foi neste mesmo ano que o casal regularizou sua situação, uma vez que no Uruguai não era possível assumir cargos públicos vivendo com a esposa numa situação irregular. Depois de tudo acertado, Garibaldi foi nomeado comandante da frota uruaguaia.
O casal teve quatro filhos, sendo que o primeiro, Menotti, nasceu ainda no Brasil. Os outros três nasceram em solo uruguaio: Rosita, Teresita e Ricciotti. Rosita faleceu aos dois anos de idade, devido a uma asfixia. Em 1848 Anita e as crianças foram mandadas para a cidade francesa de Nice, sob os cuidados da mãe de Garibaldi. Um ano depois ele se juntaria à família.
Outra vez a revolução chamou o casal, desta vez na Itália. Após um ataque a Roma, Anita segue Giuseppe; grávida do quinto filho, não aceita o conselho para ficar em um lugar seguro. O que aconteceu depois é um assunto controverso, mas a hipótese mais aceita é que uma febre alta, supostamente sintoma de malária, tenha tornado seu parto complicado. Anita faleceu aos 28 anos e seu filho também não resistiu. Seu corpo foi enterrado às pressas e desenterrado sete vezes antes de ser definitivamente sepultado.  
Monumento que marca o túmulo de Anita
Apesar de ter uma vida curta, Anita ainda é constantemente lembrada. Seu nome figura em diversas ruas, praças e avenidas. Em homenagem a ela foram batizados dois municípios de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitos monumentos foram erguidos para ela, inclusive em Roma, onde desde 1932 estão seus restos mortais. Vários filmes foram feitos sobre ela, sendo o primeiro de 1910 e havendo também uma versão de 1952 com a grande atriz italiana Anna Magnani. Em abril de 2012 ficou determinado que seu nome fosse escrito no livro dos Heróis da Pátria. Talvez ela seja mais conhecida pelo grande público como personagem da minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, exibida em 2003 pela Rede Globo, em que foi interpretada por Giovanna Antonelli. Presença garantida nos livros de história, Anita foi uma grande brasileira que merece ter sua trajetória mais conhecida por seus compatriotas. 

Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parado."

Anita Garibaldi (1821-1849)  

14 de set. de 2012

Maquiagem Punk Rock




O estilo Punk Rock invadiu o cenário da moda, da maquiagem e...de tudo!. Recentemente em meu blog falei especificamente sobre a tendência nas sapatilhas...Veja aqui. O estilo está com forças total em acessórios, roupas, unhas, cabelos e makes. Até as princesinhas da Disney, moçoilas dos contos clássicos e Barbie ganharam releituras punk no estilo! Olhem que lindas!
 



 

 Eclodido por volta das décadas de 60 e 70 o Punk Rock é caracterizado pelo revivalismo da cultura ‘rock anda roll’ rompendo o distanciamento que os efêmeros artistas do rock ‘tradicional’ criaram nos estrelismos exacerbados promovidos. O movimento punk expunha as dimensões ecléticas da musicalidade e dos modismos sociais, resgatando acordes simplificados no que consideravam de ‘genuíno rock’.



Punkeiros do mundo todo se fazem desse estilo evidenciando aspectos contrários à ideologia dos valores políticos, morais e culturais vigentes. No estilo foram traduzidas as subversões, as afirmações de um espírito inovador contrário ao chamado tédio cultural e decadência social. 



Geralmente fazem parte do guarda roupa desse estilo,  calças jeans justas, rasgadas, jaquetas de couro, coturnos, tênis converse, correntes, corte de cabelo moicano ou cabelo um pouco comprido. Embora seja comum também vermos  cortes bem curto de cabelo, tanto para mulheres quanto para homens, numa inclinação à androginia em ambos os gêneros (diferente da "feminilização" dos glam rockers, movimento com notável influência sobre os primeiros anos do punk), e a utilização de elementos de várias modas juvenis de outras décadas, como o Mod e Teddy Boy, além de elementos kitsch como suéteres multicolores, boinas, bandanas, estampas falsas de pele de animal. O alfinete, utilizado como piercing, a meia  arrastão, o prendedor de patches ou aleatoriamente sobre a roupa, se tornou um dos símbolos característicos do punk. 


Na maquiagem os tons escuros esculpidos por uma maquiagem mais dramática traduzem bem esse estilo. E é esse olho dramático/carregado/profundo que vamos aprender hoje.

 Maquiagem Inspirada no Estilo Punk Rock em Tons de Lilás e Preto:





 Aplique um primer ou uma sombra cremosa iluminada em toda pálpebra móvel subindo até a sobrancelha.



Escolha um tom de lilás. Esse é o da paleta Jasmine (é o 4º da 4ª fileira).


Aplique até a metade da pálpebra móvel e metade do côncavo. Esfume bem.


Escolha um tom mais claro de lilás para atenuar a nuance.


Aplique no canto interno da pálpebra móvel completando o sombreamento.


Para o canto externo 'dark' dos olhos escolha o famoso preto.


Aplique a sombra preta em '<' invertido, fazendo o cantinho e alongando o olhar.


Esfume a sombra preta com um pincel de esfumar, retirando a linha 'dura' de divisão de tons.
Leve o pincel sobre o côncavo contornando e arrematando o olhar Punk.


Volte para o primeiro tom da aplicação.


Aplique a sombra com pincel de esponjinha na linha d'água e esfume por fora da linha.


Delineie com lápis preto na linha d'água e delineador líquido na linha superior próximo aos cílios superiores.


Aplique o rímel em várias camadas.


Pronto!


Sugiro batom vermelho para um look mais dramático e noite!




Outras sugestões estão nos vídeos abaixo. 
P.s: Se você não tem paciência de ver tutorial Make Up muito longo, vai gostar desses que são menos de 2 minutos!

Sugestão Punk Rebel



Sugestão Sexy Punk




Quem curte o estilo Punk Rock levanta a mão!  \o\

Até a próxima!

Beijos, beijoooo!

Ju