Completei meus 24 anos de vida há pouquíssimo tempo. E, a cada aniversário, eu tenho reflexões sobre o peso de uma responsabilidade que mais um ano de experiência acarreta, de projetos que agora são mais complicados de se realizarem ou até mesmo que facilitaram a concretização.
Eu ainda tenho sonhos adolescentes. Gostaria de dançar em uma companhia de ballet moderno, de fazer mais umas 2 ou 3 graduações, conhecer novas pessoas e viver experiências únicas, pessoais e inéditas. Só que com o tempo passando e a necessidade de produzir alguma coisa, se especializar em uma carreira, de cristalizar uma vida bem consolidada que a nossa sociedade coloca como o certo, eu fico pensando se, de fato, eu conseguirei concretizar alguns desses sonhos.

Tenho medo da velhice. Tenho medo da dificuldade que é o passar dos anos para um corpo perecível. Tenho medo do olhar das pessoas daqui a uns anos e me sentir uma velha patética e descontextualizada e por isso, tenho até umas vontades momentâneas de ser mais enquadrada no padrão social aprovado.
Normalmente, as mulheres têm mais dificuldades de lidar com esses padrões.
Estamos sempre bombardeadas de como nos portar, de como aparentar, agir e o que é ser uma mulher de sucesso e de ~respeito~.
A necessidade de ser mãe, e ainda ser presente, ter uma carreira e não abandonar os filhos, ter um marido com um bom salário, morar em um bom bairro, ser discreta, séria, magra, bonita, elegante... todas essas utopias tolas, que fogem do funcionamento da grande maioria da mente das mulheres atuais faz com que nos sintamos perdidas e mais amedrontadas com o que pode ser. E, no final, acabamos por nos resignar ao padrão e vamos, frustradas, atrás do fundamental social obsoleto.
Eu sei que estamos em plena revolução sexual e que batalhamos diariamente para mudarmos nosso papel no meio humano civilizado. Só que eu não quero ser mais uma Janis Joplin, que os fans me perdoem a comparação, mas, que foi um sucesso por seu talento mas que sofreu à falta de padrão. Entendem? Não sei se fui infeliz no exemplo, mas acho que para ilustrar, serve.
Não sei se precisamos sermos mais incisivas ou mais a vontade com essa condição. Ou talvez, deixar de pensar e simplesmente agir. Tentar nos cegar para os julgamentos talvez seja uma opção para que a mudança seja fluida e menos impactante... Fica no ar as dúvidas.
















































