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7 de fev. de 2013

Dicas de leitura da Carol # 5 - Sangue Quente

Capa do Livro


Boa tarde Antes Que Ordinárias!

 Hoje é o meu dia de compartilhar idéias com vocês povo,de acordo com o novo calendário do blog! Como está sendo um recomeço,eu estava com sérias dúvidas sobre o quê eu iria compartilhar com vocês,e finalmente decidi que vou explanar um pouco sobre o livro Sangue Quente,que tem dado muito o que falar graças à sua adaptação cinematográfica que ainda nem estreiou!

 Posso lhes dizer que como tantas outras pessoas  estive cética até o presente momento acerca da qualidade tanto do livro quando da película,porque confessemos né,lembra muito Crepúsculo, com um enredo focado no amor entre um ser não-humano com uma humana...

Aliás o asco é unânime somente porque o livro é uma obra é um romance,inclusive eu,mas aí eu estava pensando cá com os meus botões...

O autor, Isaac Marion
 Carai...ninguém vive sem sentimentos,pode dar uma de durão,de bem resolvido segundo os padrões da sociedade,mas de nada serve  ter tudo isso se não tiver amor né,galera?  Exatamente como a mais famosa e poética passagem bíblica, a de Coríntios,que inspirou artistas como Luís de Camões e Renato Russo com seus versículos : "Ainda que eu falasse a língua dos anjos..." Eu viajo nestas palavras! Pensemos bem, o mundo em que este casal coexiste,apocaliptico,coincidentemente um EUA baqueado assim como deve estar o restante do mundo após sucessivas guerras,civilização em colapso,enfim tudo foi para o buraco. A situação que eles vivenciam mais uma vez não está muito longe do que pode acontecer conosco caso o mundo continue trilhando o atual caminho. Então devemos entender perfeitamente quem serão as hordas de zumbis famintos e ademais mortos vivos não?

R, o herói zumbi é uma criatura atormentada afinal de contas apesar de estar morto tem vagas recordações de seu passado e uma delas é a inicial de seu nome e na qualidade de zumbi vive de alimentar-se da vida dos outros e daí adquirir traços de outrém . Analisemos: Nesta sociedade coisificadora em que temos que ser o que adquirimos e jamais devemos ser aquilo que nos é inerente, a fome do zumbi vem bem a calhar,o que é essa fome senão o comportamento de se esquecer o que se é em detrimento de se apossar daquilo que não é nosso,principalmente o alheio,porque hoje, o importante são as metas,é mostrar a sua superioridade (decrepitude?) frente os semelhantes? Instintos primitivos de quem morrou alegoricamente e precisa manter-se absorvendo a vitalidade e a razão de outros?

É rir para não chorar,mas está é a verdadeira evolução humana!

O jovem rapaz zumbi tem sonhos mas não sabe como colocá-los em prática no mundo torpe onde vive,tão sombrio e macabro,com quem ele poderia compartilhar suas convicções? Seus iguais são apáticos,vide a conversa que ele tem com seu melhor "amigo" todo santo dia, os humanos,ele tem por obrigação devorá-los e estes mesmos,obviamente ou morreriam de medo dele ou tentariam matá-lo. E ainda existe um terceiro grupo feroz de zumbis,deteriorados até os ossos,que me lembram muito os NPCs do tradicional jogo Diablo. Com esses aí é que não tem conversa mesmo! Até o dia em que ele se apaixona por uma guria e tudo muda,obviamente por se tratar de uma obra baseada em zumbis então é claro que esse encontro vai ser turbinado à base de cérebro e vísceras...do falecido namorado da moça,mas isso realmente não importa, o que importa é que o coração do protagonista antes turbado pela perversão do meio ambiente que vive volta a vivificar como se fosse uma pequena chama,devido o amor doado pelo seu "alimento" e a partir daí quanto mais ele protege e convive com esta jovem mais menos "zumbi" ele fica. Tirando essa imagem hedionda de cérebro e visceras,este é o alimento certo, o amor,a vontade de praticar o bem,de voltar a ter a alma limpa das perversidades contidianas.

Tô igual?
 Observando deste ponto de vista não é tão piegas assim,porque todo e qualquer relacionamento se fortalece graças à convivência...É a famosa rotina que assusta as pessoas a ponto de espantá-las como o capiroto foge da cruz...Deve ser por isso que hoje os relacionamentos são tão furtuitos,crê-se piamente que todos devem ser experts e máquinas de fazer sexo que só isso basta para que a relação perdure, a paixão é o gatilho e a desilusão é a consequência! Amor,demora a se estabelecer mas depois que finca raízes não morre jamais! E os outros zumbis ao observarem o seu ato sentem-se tocados e a partir daí,mudanças começam a acontecer.

Considerações finais: Eu vi o vídeo promocional do filme, e até ali minha opnião escarnecedora se modificou,passei a achar que o zumbi apesar de estilizadinho ( Aff,imagina se fosse um zumbi de walking dead,um no estilo do zumbi do poço,argh,até parece que a guria ia dar uma bitoca!O.o) ele poderia muito bem não ser um zumbi completo,poderia ter o organismo resistente como o de Will Smith em Eu sou a Lenda,por exemplo,não achei de todo o mal não,até achei melhor que Crepúsculo. Os produtores acertaram em transformar em comédia pois sabe como expectadores podem ser bem críticos com relação à filmes... Então resolvi baixar e  ler o livro e gostei bastante dele, o clima obviamente, é mais opressivo mas não é nada risível,é bem consistente e mudou o meu pensamento,como vocês podem ver pelo que acabei de escrever. São pessoas com o coração pervertido que precisam de uma luz,um help,alguém que dê um primeiro passo para a mudança - para melhor. " Chegará o dia em que as pedras clamarão" - É uma boa analogia para o contexto do livro,pedras neste caso,seriam as pessoas de coração duro,pervertido,devido às inconsistências da vida,do mundo,da sociedade. E somente como o amor,não somente entre  homem e mulher,mas extendido a todo o semelhante é que resolveremos o problema. Agora... é esperar para ver qual a conclusão de vocês após a leitura!

     Caso se interessem aqui está o livro: Sangue Quente - Isaac Marion




27 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Agatha Christie


A rainha do suspense é a autora que vendeu mais livros na história segundo o Guinness Book: foram quatro bilhões de cópias em mais de cem idiomas. Sua peça “A Ratoeira” sustenta outro recorde: está há 60 anos em cartaz, somando mais de 24 mil apresentações. Seus trabalhos mirabolantes  e interessantíssimos serviram de base para 34 filmes, além de séries de animação japonesas, videogames e programas de televisão. E olhe que a vida de Agatha não perde em nada para suas histórias.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de setembro de 1890, era a terceira e última filha de um casal da classe média-alta inglesa. Foi educada em casa, aprendeu a ler, escrever e tocar piano com sua mãe e passava a maior parte do tempo sozinha, lendo ou brincando com animais. Quando seu pai morreu, Agatha tinha apenas 11 anos e foi pela primeira vez para a escola, não se adaptando à disciplina rígida da instituição. De volta para casa, com seus irmãos já morando fora, ela foi enviada para estudar em Paris.
Aos 20 anos começou a procurar um marido por insistência da mãe. Enquanto a busca não tinha sucesso, Agatha escreveu e atuou em algumas peças de teatro amador e também escreveu poemas. Seu próximo passo foi criar histórias curtas com seus temas favoritos, que incluíam espiritualidade e experiências de viagem. Todas essas histórias, assim como seu primeiro romance, foram rejeitados pelos editores a quem os enviou.
Em 1912 conheceu Archibald Christie, um indiano que fazia parte do exército, e se casou com ele na véspera de Natal de 1914, já durante a Primeira Guerra Mundial, da qual Agatha participou sendo enfermeira voluntária. Com Archibald ela teria sua única filha, Rosalind.
Em 1919, finalmente, ela viu seu primeiro romance publicado: “O Primeiro Caso de Styles”, em que surge seu mais famoso personagem, Hercule Poirot, um detetive belga inspirado nos refugiados da Bélgica que ela conhecera durante a guerra. Poirot seria o protagonista de 33 de seus livros, além de 54 contos. Ele também tem a honra de ser o único personagem fictício a receber uma nota no obituário do New York Times quando da publicação do último romance de Agatha com Poirot, Curtain, em 1975. No entanto, mais de uma vez Agatha confessou estar cansada do personagem!
Outra investigadora famosa na galeria de Agatha é Miss Marple, uma senhorinha pessimista baseada na avó da escritora. O que também sempre está presente nas obras é uma investigação que termina com uma revelação surpreendente. Certa vez Agatha declarou que escrevia seus livros até o penúltimo capítulo, analisava os personagens para ver quem era o menos suspeito e depois de escolher o culpado voltava e completava os outros capítulos com algumas provas incriminatórias.   
Uma das paixões de Agatha, a arqueologia, está presente em vários de seus livros. Embora ela já tivesse visitado o Egito em 1910, foi só em 1930, quando conheceu seu segundo marido, Max Mallowan, que ela realmente começou a se interessar pelo assunto. Outra marca de sua experiência pessoal em livros é o uso de venenos em alguns romances escritos após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou em uma farmácia de uma universidade londrina.
O primeiro marido deixou-a em 1926, trocando-a por outra mulher. No mesmo dia em que o marido saiu de casa, Agatha viajou para Yorkshire sob um pseudônimo e sem avisar ninguém, deixando centenas de fãs apreensivos por seu sumiço, que foi um caso bastante difundido pela imprensa nos 11 dias em que ninguém soube notícias dela. Até hoje se especula porque ela sumiu: muitos fãs interpretaram como uma jogada de marketing ou forma de culpar o marido por um suposto assassinato; outros simplesmente aceitam a hipótese de um colapso nervoso, e ainda outros acham que Agatha queria apenas assustar o marido e não causar comoção nacional. Esse episódio foi desenvolvido ficcionalmente no filme “Agatha” (1979), com a atriz Vanessa Redgrave interpretando a escritora, e também num episódio da série “Dr. Who” em que o sumiço é interpretado como consequência da ligação com um alien.       
Agatha com o segundo marido
Agatha Christie faleceu em 1976, cinco anos após receber o título de “dama” da coroa britânica. Lembrada e homenageada tantas vezes ao redor do mundo, a autora nos legou 66 romances e 15 coletânea de contos. Sabendo entreter e surpreender como ninguém, toda vez que abrimos um livro de Agatha descobrimos um novo mundo e temos a oportunidade de sermos nós mesmos grandes detetives.     

"A melhor receita para o romance policial: o detective não deve saber nunca mais do que o leitor."
Agatha Christie (1890 – 1976)                                           

28 de ago. de 2012

Mulheres de Celulóide # 3 - Mulher Maravilha vai beijar muito!



Oi,povo! Hoje é dia de Ana Carolina!

Observem a imagem acima. Ela fazia parte de uma edição que hoje eu nem tenho mais. Super Homem e Mulher Maravilha estavam perdidos em outra dimensão, uma espécie de planeta-fantasma,local onde seus instintos mais básicos como a ira,o medo e a paixão eram testados a todo momento. A certa altura do campeonato Mulher Maravilha não resiste à ebulição de seus hormônios e quer se entregar ao super herói,roubando-lhe um beijo e este,fiel aos seus princípios,mesmo alimentando certo interesse platônico, aplica-lhe um violento bofetão no rosto para que ela despertasse do controle da estranha névoa daquele planeta. Inconsolável,ela o questiona, mas já sabe a resposta.Justamente esta cena aí de cima. Nada podia ser feito,sabe, Superman tinha Louis Lane sua mulher e a sua colega de combate ao crime teve rápidos affairs ao longo de seus 69 anos de existência nos quadrinhos,nada muito sério,porque como sabemos,Diana é uma amazona e de acordo com a cultura de seus povo,ele deve apartar-se dos homens,salvo em situações peculiares. Na sua lista estão caras como o piloto/militar  Steve Trevor, Steve Trevor Jr. ( cacete eu ficaria realmente preocupada se ela resolvesse dar uns pegas no Steve Trevor Neto!),Aquaman, Homem Pássaro e na versão mais atual,nem o Batman escapou de uns amassos com a nossa fabulosa heroína.

Companheira original de Super Homem / Clark Kent:



Alguns "ficantes" da Mulher - Maravilha:





Se antes eles tinham todos esses contratempos para se relacionar,hoje eles podem considerar que essas problemas acabaram! Sabem porquê? Os produtores da DC resolveram repaginar completamente o mundo dos heróis,dando-lhes novas perspectivas,como por exemplo o Lanterna Verde que até tinha uma namoradinha entre tapas e beijos antigamente...hoje ele é gay!  Tal mudança visa acompanhar o ritmo dos novos tempos e reacender a chama da popularidade dos personagens e o apelo moral que exercem sobre seus fãs,numa época que testosterona não causa mais barato,homens são metrossexuais e disputam o creme anti rugas com as suas parceiras e feminismo é algo banal,já não tem mais aquele peso como teve no auge dos anos 60. Segundo a nova versão,todos estarão mais jovens e passarão por situações muitas vezes traumáticas,que moldarão suas escolhas,personalidades e interatividades sociais.




Super Homem nunca terá casado com Louis Lane e a Mulher Maravilha estará livre,leve e solta após ter dado uns amassos com o Morcegão. Acontecerá algo terrível,o que os fará se aproximarem de um modo mais íntimo. A previsão para o lançamento da edição # 12,marco inicial desse romance,primeiro beijo estampado na capa,está previsto para amanhã,dia 29 de agosto!

E o melhor de tudo é que esse romance é para valer,oficialmente o homem e a mulher mais poderosos do mundo serão um casal compromissado, o que abalará as estruturas do Universo DC,aliados,rivais,todos serão pegos de surpresa. E os leitores,é óbvio! O que acharão os fãs mais tradicionalistas?


Euzinha sempre torci por esse romance,nunca entendi porque diabos existia essa Louis Lane no meio se a Mulher Maravilha foi feita especialmente para ser uma contraparte arquetípica do Super Homem,algo como Deus e Deusa do panteão Hqzístico. Eles são sexualidade pura,hormônios à flor da pele, Estrogênio x Testosterona. Olha, essa nova e definitiva versão vai deixar muita gente subindo pelas paredes de tensão erótica,sejam punheteiros ou não! E a capa é um espetáculo à parte : Assinada pelo artista coreano Jim Lee, teve como inspirações ícones da fotografia e da pintura respectivamente. As obras são  O Beijo, de Gustav Klimt e V-J in Times Square, de Alfred Eisenstaedt. Chique não é mesmo? Sob o perigo de parecer Nelson Rodriguena demais,eu digo que já estava na hora de ser "A Vida Como Ela é"!


E aí,gostaram da novidade?  Beijocas!