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2 de fev. de 2013

Bruna Surfistinha

Hoje, tomei a liberdade de postar um texto do meu colega Roni dos Santos, Filósofo e Professor de Sociologia. Em se tratando de política ele é adepto da esquerda libertária. É blogueiro na Porta IconoclastaCinéfilos, Uni-vos.  Ele tecla muito bem e fez uma resenha bem interessante sobre o filme :Bruna Surfistinha.

Vamos ao filme?

A verdade é que uma cinematografia pode alcançar diferentes níveis de discussão. Um muito comum é: o cinema é uma ferramenta de função pública, e entendemos função pública no sentido da interação com o telespectador, logo, o que devemos admitir aqui é se deve existir uma ética que conduza a cinematografia.

 Ou ela deve se pautar somente pelo reconhecimento de si, ou seja, a arte não tem dever nenhum em relação ao seu público, assim como o público não é obrigado a acompanhar uma obra. Obviamente as duas posições são radicais. Mas uma variação deste debate é saber se uma obra deve oferecer um caráter moralizante a seu público ou um caráter reflexivo. Para pensar a questão escolhemos o filme “Bruna Surfistinha”. “Bruna Surfistinha” é um bom filme, mas perde a graça ao lermos o livro do qual se baseou, “O doce veneno do escorpião”. Contudo, isto não importa. O filme procura construir um roteiro e uma linha de argumentos consolidadas no cinema, sem surpresas. “A adolescente rebelde que sai de casa para se prostituir”. Entretanto, existe uma covardia e uma coragem no filme, mas nem isso é certo.

Pensar que a história da prostituição no cinema já não é algo novo nos oferece um lugar de comparação. Por exemplo, o clássico “Pretty Baby” (1978) que resgata a história da prostituição no início do século XX e discute de forma silenciosa a consolidação moral da burguesia americana no contexto da Belle Époque e como seus valores irão mudar práticas muito comuns para a época e como os ritos de iniciação de uma nova prostituta dentro dos cabarés irão desaparecer. No caso de “Bruna Surfistinha”, a questão não se centra no questionamento de dilemas morais, ou pelo menos, não naqueles dilemas morais. Os dilemas posto pelo filme, muito diferente do livro, aqui são outros. Então, qual é a covardia do filme? Ele não abre mão do gênero melodramático. Isso é um problema? Não exatamente. O problema é o caráter moralizante do filme, isto é, o gênero melodramático é usado para fazer circular a velha ideia de que a prostituição esta entre a linha do céu e do purgatório. Não podemos esconder que ser prostituta, seja de luxo ou do posto de gasolina em uma estrada deserta do nordeste, do próprio ponto de vista das profissionais do sexo, tem suas depreciações, mas pode haver o contrário e cabe perguntarmos a elas, por isso não cabe julgar suas vidas.O drama coloca o indivíduo com peça chave de problematização e resolução dos entraves colocados pelo contexto. Embora muitos personagens acompanhem sua trajetória, mas estes servem somente para dar ênfase a complexidade da situação que o indivíduo experimenta. Os personagens secundários do filme trabalham em função da estigmatização da personagem central, isto é, sem o próprio filme se dar conta de que trabalha em cima de um estigma.Por um lado, o filme, corajosamente, traz á luz o debate de uma forma de prostituição em São Paulo. Mostra, sutilmente, quais são os critérios que definirão se você será “puta de luxo” ou “puta suburbana”. Um debate que a sociedade parece evitar e por isso desconhece completamente suas divisões de território, sua linguagem, suas diferenças mais latentes. E por isso, de um lado, ou acham que prostituição é uma completa exploração e, de outro, é uma completa imoralidade o que não é verdade.

Por outro lado, ele aposta nos clichês comerciais mais comuns para alcançar o sucesso. Nem todos admitem, mas sexo e violência vendem. Embora eu concorde que ninguém faz filme para ser um fracasso de bilheteria, mas qual é a formula para fazer um filme de caráter reflexivo que atinja o público. Não tenho nada contra o cinema comercial, “Pretty Baby” tinha a bela imagem de Susan Sarandon nua, no entanto, a fotografia e o enquadramento acompanhavam a proposta do filme. Não tenho uma opinião definitiva sobre o filme, o tempo pode-nos mostrar como estávamos errados acerca de determinadas posições. Novos sentidos podem aparecer e, então, podemos olha-lo com outros olhos e assim eu espero. 


29 de jul. de 2012

Mortes prematuras em Hollywood.

Eles eram belos, talentosos e pareciam ter o mundo nas mãos. Prometiam ter um futuro brilhante, SE não falecessem tão prematuramente. Aqui está uma lista de  inesquecíveis nomes de Hollywood que, um dia foram extremamente promissores, mas que por algum motivo faleceram muito jovens, deixando uma grande marca, mas ainda menor do que aquela que possuíam potencial para deixar. 

Aaliyah (1979 - 2001)

Aalilyah foi uma cantora de R&B, dançarina, atriz e modelo dos Estados Unidos. Aaliyah participou de 2 filmes e lançou 3 álbuns em vida, tendo conseguido 5 nomeações ao Grammy Awards. Considerada pelos críticos uma artista em pontecial, a bela Aaliyah faleceu em um acidente de avião. Em 25 de agosto de 2001, às 06:45 (EST), Aaliyah e vários membros da sua gravadora embarcaram em um bimotor Cessna 402B (N8097W) em Marsh Harbour, Ilhas Abaco, Bahamas, para voltar ao Estados Unidos, específicamente para o aeroporto de Opa-locka, Flórida, de uma viagem que haviam feito para divulgar o novo trabalho musical da artista. O grupo não sabia que o avião era incapaz de trasportar parte do equipamento das filmagens. Portanto, a aeronave ultrapassou o padrão de peso e o limite de tolerância para próprio equilíbrio, proporcionado pela Cessna. O avião caiu logo após a decolagem, a cerca de 200 metros do final pista, causando, assim, a morte de Aaliyah e de seus colegas de trabalho. 


Brittany Murphy ( 1977 - 2009)

A incrível Brittany Murphy era, de fato, uma das melhores atrizes de sua geração. Muito diferente do que Hollywood costuma impor para suas atrizes, Brittany tinha uma alma suave, era doce, engraçada, verdadeira e não tinha medo de se arriscar em diversos papéis diferentes. Ela alterava com facilidade entre personagens suaves (como em "As Patricinhas de Beverly Hills" e "Os Garotos da Minha Vida") e personagens pesados e complexos ("Garota Interrompida" e "Spun"). A atriz foi encontrada inconsciente no chuveiro por sua mãe no dia 20 de Dezembro de 2009. Segundo a mãe, Brittany passou o dia inteiro dentro de seu quarto, deslocando-se apenas para vomitar.  A causa de sua morte, apesar de ainda misteriosa, foi declarada por pneumoni e anemia consequente da deficiência de ferro.

Brad Renfro ( 1982 - 2008)

Brad Renfro estreou no cinema com apenas dez anos, e em 1995 já era apontado como um dos 30 mais famosos do mundo antes dos 30 anos pela People. Mas parece que o jovem ator teve problemas para lidar com a pressão depositada nele pela indústria cinematográfica e desde cedo já apresentava sinais de desequilíbrio emocional. Em 1998, ele começou a ter uma série de problemas com a lei devido ao uso de drogas, chegando a ter que interromper sua carreira por quase um ano, fazer tratamento de desintoxicação e passar um tempo na prisão. Brad Renfro foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles, Califórnia, em 15 de janeiro de 2008, aos 25 anos. A causa da morte foi dada como overdose de heroína. Ele estava atuando em "The Informers", ao lado de atores como Mickey Rourke, Winona Ryder e Billy Bob Thornton, trabalho que deixou inacabado.

Dominique Dunne (1959 - 1982)

Dominique Dunne ficou famosa após sua atuação no polêmico Poltergeist. A atriz faleceu aos 22 anos, após cinco dias de coma. Ela foi estrangulada por seu ex-namorado, John Thomas Sweeney, que estava insatisfeito com o fim do namoro. Após estrangulá-la, o ex namorado a deixou em uma rodovia, de maneira extremamente fria e cruel. A atriz, que nunca tivera namorados antes, apaixonou-se por John Thomas Sweeney, que era um ajudante de cozinha que trabalhava no Ma Maison, um dos melhores restaurantes de West Hollywood. Dominique levou-o a Nova York para conhecer seus pais e na ocasião ele revelou seu temperamento explosivo num acesso de ciúmes, mostrando-se possessivo e tentando afastá-la de seus amigos.

Heath Ledger ( 1979 - 2008 )

Heath Ledger conseguiu provar a que veio muito antes de seu falecimento. O ator australiano era um dos mais cotados de Hollywood antes de sua morte, e participou como protagonista de filmes inesquecíveis como " O Segredo de Brookback Mountain", "10 Coisas Que Eu Odeio Em Você" e "Candy". Antes de sua morte, Heath gravou aquele que seria o seu papel mais importante no cinema, o Coringa em "Batman - The Dark Knight Rises", que estreou depois de sua morte. As causas da morte de Heath permanecem misteriosas, uma vez que ele foi encontrado morto em seu quarto, após ingerir uma quantidade elevada de medicamentos. Não se sabe porque Ledger fazia o uso desses medicamentos, já que por toda sua vida demonstrou ser uma pessoa fisica e mentalmente saudável. Uma enorme perda, de alguém que poderia se tornar um dos melhores atores de seu tempo.


Heather O’Rourke (1975- 1988) 

A morte de Heather O'Rourke é considerada uma das mais chocantes de Hollywoood. A menina, que interpretou a loirinha Carol Ann em Poltergheist, faleceu com apenas 12 anos de idade. Foi a morte dela, inclusive, que deu origem ao mito da maldição de filme. Ela foi levada ao hospital com uma suposta gripe, mas foi constatada uma obstrução intestinal, que causou uma crise de septicemia. Heather morreu em 1 de fevereiro de 1988, faltando quatro meses para o lançamento do último filme da trilogia. 



James Dean (1931 - 1955)

Um dos nomes mais falados do século passado, James Dean precisou de apenas 24 anos para se tornar um ícone mundial, que prevalece até os dias de hoje. O excelente jovem ator teve uma carreira curta, porém intensa e marcante, deixando as pessoas boquiabertas com sua morte prematura. Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas. O médico-legista observou que o corpo de James Deanera coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como "Cinzeiro Humano", ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele. No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas Amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

Jean Harlow (1911 - 1937)

Jean Harlow é considerada por muitos a percursora de Marilyn Monroe, por ter sido a primeira loira de Hollywood a explorar publicamente seu sex-appeal. Estrelou mais de trinta filmes em uma carreira que durou apenas dez anos.Em 1937, durante as filmagens de "Saratoga", Harlow ficou doente e faleceu. Dessa forma, o filme teve que ser finalizado por uma dublê, sempre filmada à distância. Durante as filmagens de Saratoga, a saúde da atriz estava debilitada e em 29 de maio de 1937 Harlow teve um colapso no set e o diretor a mandou para casa para descansar. O que aconteceu depois disso permanece um mistério.Acredita-se que Jean ficou uma semana de cama com náuseas, pois sua mãe, com quem ela vivia, se recusava a chamar um médico devido à sua crença religiosa, a Ciência Cristã. Outros dizem que a própria Jean se recusou a ser internada e passar por uma cirurgia.


Jonathan Brandis (1976 - 2003)

Mais conhecido por seu inesquecíveis papeis como Bastian Bux do filme "A História Sem Fim II: O Próximo Capítulo" e Lucas Wolenczak da série SeaQuest DSV, o ator, diretor e roteirista Jonathan Brandis começou sua carreira de ator aos seis anos de idade quando já aparecia em alguns comerciais para televisão. Ele se mudou com sua família para Los Angeles com nove anos de idade e fez alguns programas como "L.A. Law", "Who's the Boss?", "Murder, She Wrote" e "Kate & Allie". Brandis suicidou-se em 12 de Novembro de 2003, enforcando-se. O ator não deixou nenhum tipo de recado. Seus familiares ficaram chocados ao saber de sua morte. Ele não tinha problemas pessoais, exceto pelo fato que era muito exigente consigo mesmo. Segundo a sua mãe, ele nunca teve nenhuma tentativa de suicídio, bebia moderadamente e havia parado de fumar há dois anos.

Lucy Gordon (1980 - 2009)

A belíssima Lucy Gordon foi uma atriz e modelo europeia. Como Jonathan Brandis, ela se suicidou por enforcamento em seu apartamento em Paris, em maio de 2009. Ela havia acabado de gravar La Vie Heroïque, a cinebiografia de Serge Gainsbourg, onde fez o papel da famosa Jane Birkin, mas não chegou a ver o filme estrear. Gordon foi capa das mais importantes revistas de moda e beleza do mundo, além de também ter atuado em filmes como "Perfume", "Serial", "Spider Man 3" e "Frost."




River Phoenix ( 1970 - 1993)

River Phoenix foi, sem dúvida, um dos atores jovens mais famosos de sua época. Admirado por garotas de todo mundo, ele recebia milhares de cartas por semana, e estampava a capa das principais revistas adolescentes. Apesar de ser um ídolo teen, ele estava listado no John Willis's Screen World, vol. 38 como um dos doze "promissores novos atores de 1986" e foi altamente aclamado por seu talento por críticos como Roger Ebert e Gene Siskel. De fato, seu talento era verdadeiro e genuíno. Excelente ator, ele marcou presença em filmes importantes como "Conta Comigo", "Garotos de Programa", "Indiana Jones" e "Te Amarei Até Te Matar". River, que sempre havia passado a imagem de um jovem comportado e exemplar, também tinha seus problemas emocionais. Faleceu de overdose em frente à uma famosa boate 
hollywoodiana. Seu irmão, o ator Joaquin Phoenix, o amigo Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers, e o ator Johnny Depp estavam presentes no momento de sua morte. River também era ativista e sempre apoiou causas voltadas para o direito dos animais.

Sharon Tate (1943 - 1969)

Sharon Tate tinha uma carreira brilhante. No auge de seus 26 anos, Sharon Tate havia protagonizado diversos filmes, era casada com o famoso diretor Roman Polanski, estava grávida de oito meses e era considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo. E, também no seu auge, Sharon foi brutalmente assassinada por integrantes da notória Família Manson, seita de jovens hippies seguidores de Charles Manson. Ela implorou para que os assassinos lhe dessem apenas mais duas semanas de vida, para ter seu filho, mas eles não atenderam seu pedido.

Infelizmente a morte chega prematuramente para alguns, mas ainda assim, eles conseguiram deixar suas marcas na história e fazer seu próprio legado.

Até a próxima!!