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3 de mai. de 2013

HANNIBAL

O que nos torna psicopatas? Já nascemos com essa predisposição? É genético? O cotidiano pode nos direcionar para esse caminho?
Todos nós somos um pouco Psicopatas?
O neurologista Ricardo de Oliveira Souza se dedica há 30 anos à pesquisa de cérebros psicopatas. E como, sou apaixonada pelo assunto e às vezes tenho medo dos meus pensamentos(ainda não viraram atitudes) resolvi falar um pouco sobre um filme que amo e pontuar algumas 'curiosidades' sobre o tema[o qual é recorrente neste blog]. Parece, que ninguém é totalmente livre de uma atitude psicopata ,não é? Levante a mão quem nunca mentiu para levar vantagem(que fique registrado que isso não fiz, ok?), quem nunca teve ódio aniquilador de seu vizinho barulhento, que insiste em dar veneno ao seu cachorro(done)? quem nunca teve vontade de ver toda família do vizinho(que só provoca sua mãe) empilhada pelo quintal afora(done)?quem nunca não fez algo de bom ao outro somente por estar em um dia ruim? 
Pois é, nesta linha tênue seguimos com nossa mente, até aí, tudo bem e todos somos um 'pouquinho' psicopata. O problema está quando essas atitudes(ou pensamentos) se tornam um padrão recorrente aí o que temos a fazer? 
Abaixo, segue um pedacinho da pesquisa sobre Psicopatia do Dr. Ricardo de Oliveira Souza(52 anos, Neurocirurgião, formado pela UFRJ, pesquisador do Centro de Neurociências da rede Labs-D'Or)
Dr. Ricardo de Oliveira, explica que nossa mente é um detector que emite julgamentos morais o tempo todo. De vez em quando, escorregamos e caímos mais para o lado psicopata, egoísta." no fundo todos somos egoístas.A verdade é que, morfologicamente, nosso cérebro demonstra ativar áreas de bem estar quando fazemos coisas boas a alguém.O que nos leva a questionar qual a verdadeira motivação de fazer o bem? Por outro lado, no limite somos mais psicopatas do que imaginamos? Neste ponto, pode ser. As lesões cerebrais do psicopata envolvem mais do que isso e definitivamente não tem cura.Trabalhamos para detecção mais precoce.

Quem é o oposto do Psicopata? Nos primeiros estudos de ressonância magnética, demonstramos, entre outras coisas, que todos nós temos um radar, chamado detector moral. Ele fica ligado o tempo todo e nos faz emitir julgamentos morais sobre tudo aquilo que vemos, de forma natural. Um segundo estudo que fizemos nos EUA foi para pontuar o grau desses julgamentos.Imagine uma linha onde, em uma ponta,está o antissocial, que é psicopata. A maioria da população oscila no MEIO, a cada momento pendendo para um lado. Na outra ponta está o altruísta,o pró-social. Pode-se dizer que cerca de 5% da população em geral são exemplares morais.É esse cérebro que agora estamos estudando.
 
Conflitante, não é? Ou seja, para psicopatas que viram criminosos as únicas leis são as suas próprias.Onde crueldade e o poder sobre pessoas lhes dão prazer. Bem semelhante, ao nosso filme de hoje.
Quem adivinha?
Um filme norte-americano do gênero suspense, dirigido por Ridley Scott e lançado em 2001, terceiro filme em que aparece o personagem "Hannibal Lecter"; os demais foram Dragão Vermelho (de 1986 e refilmagem de 2002) e O Silêncio dos Inocentes (1991)Em 2007 foi lançando um quarto filme, com Gaspard Ulliel e Gong Li, contando a infância e juventude de Hannibal Lecter e como ele se tornou o famoso canibal dos cinemas.Jonathan Demme, diretor de O Silêncio dos Inocentes, preferiu se afastar desta continuação por considerar a história muito violenta.Jodie Foster, que interpretou Clarice Starling no primeiro filme, decidiu não participar desta sequência por não concordar com os rumos tomados por sua personagem, os direitos de filmagem do livro lançado(1999) que deu origem ao filme pelo escritor Thomas Harris, foram vendidos a Dino de Laurentiis por US$ 10 milhões, o mais alto valor já pago até então por um produtor para adaptar um livro para o cinema, o final do filme é diferente do final do livro pois, de acordo com o diretor Ridley Scott, o final do livro era infilmável. O escritor Thomas Harris concordou com a mudança,o filme teve um orçamento de US$ 80 milhões e só nas duas primeiras semanas nos cinemas obteve mais de US$ 100 milhões, apenas nos Estados Unidos. 
No elenco,  Anthony Hopkins, Julianne Moore, Gary Oldman, Mason Verger, Ray Liotta entre outros, que fecham com perfeição este filme.
Qual é o filme?
                                                                           Se você, gritou em alto e bom som: Hannibal. 
Acertou em cheio. No filme, temos nosso (delicioso) Dr. Hannibal Lecter, um canibal que há dez anos fugiu da prisão, vive tranquilamente pelas ruas. Porém, a agente do FBI, Clarice Starling, nunca se esqueceu da conversa que teve com Lecter antes que esse fugisse, sendo ainda aterrorizada por sua voz fria. Entretanto, o milionário Mason Verger , uma vítima e sobrevivente do ataque de Lecter, procura vingança e usará Clarice como isca. O filme todo é um deleite. Porém, algumas cenas são majestosas.Como é o caso da cena do banquete incomum regado a sangue, maldade, obsessão, ganância e sede de vingança; o personagem principal, nos mostra sua destreza e compulsão por carne humana.Temos um Anthony Hopkins, em uma atuação visceral e marcante.Óbvio, que se comparado ao filme, Canibal Holocausto, Hannibal parece 'brincadeira de criança' um excelente cartão postal da bela Florença, um pouco de sangue e nada mais.Muitos dizem, que Ridley pecou em fazer um filme tão 'lado B' como este e que o único diretor autêntico, no que se diz suspense/terror, foi o nosso adorado Stanley Kubrick. Mesmo com todas críticas, talvez por ser fã de Hopkins e secretamente adorar a 'companhia' de serial killers, no café da manhã(vide Michael C.Hall) adoro este filme. Porém,quero destacar um comentário pertinente, sobre o longa:
 by Daniel Galera
"Quem já assistiu Hannibal e principalmente quem leu um bom punhado de resenhas que detonam o filme, tem OBRIGAÇÃO de ler esse artigo na Salon, de autoria de um escritor e um filósofo:
Os caras entendem que Hannibal é uma obra-prima, um dos mais autênticos filmes sobre o amor dos últimos tempos, e chegam a comparar o personagem do Lecter com Nietzsche. Provável exagero, mas o texto nos força a repensar o filme e a opinião consensual da crítica de que se trata de um abacaxi sem nenhuma possibilidade de redenção.
Quando eu assisti, saí com uma impressão dividida, o filme tem várias incongruências narrativas e coincidências meio absurdas, mas tem realmente uma porção de cenas impressionantes, principalmente na parte final. A cena do cérebro é uma das coisas mais chocantes que já vi no cinema, e não sei dizer se ela possui apenas choque vazio, ou se é uma sátira genial da ultra-violência no cinema americano. Uma coisa é preciso admitir: a sequencia final, desde o despertar da Clarice, passando pelo banquete macabro, até a mão decepada, foi concebida de maneira admirável pelo Ridley Scott, e resolve o filme de tal maneira que não se pode descartá-lo como lixo sem uma ponderação mais cuidadosa.
Eu li o livro do Thomas Harris e achei uma bosta. A história está fielmente reproduzida no filme do Scott, logo continuou a mesma bosta. Mas essa tensão mais passional entre o Lecter e a Clarice é algo novo, exclusiva do filme; a atração entre eles é intrigante e pode merecer alguma atenção, mesmo que pra isso a gente precise ignorar todas as falhas do enredo. E a cena do corte da mão algemada é um daqueles casos típicos onde uma narrativa tem desfecho ao mesmo tempo óbvio e surpreendente, como nos bons contos. Causa surpresa, seguido da sensação de que aquela era a única coisa que poderia e deveria acontecer.
E então, Hannibal é um thriller de terror absurdo e descartável, uma história de amor sarcasticamente oculta atrás de violência indigesta, ou um pouco de ambos? Ainda estou pensando nisso..."
De: Gerbase
Vou ler esse artigo e depois conversamos. Me cobra. Mas acho MUITO difícil transformar essa Hannibal em obra-prima. Com aqueles javalis? Com aqueles personagens idiotas? Com aqueles ventiladores de teto? Com aquele conflito de Briggite Monfort? MUUUUUITO difícil. E NÃO é uma história de amor. Se fosse, talvez ficasse bem interessante."
Leia mais emDr.Gerbase

Parece, que este tal de Dr. Gerbase é um entendido da sétima arte, não é? rs.
 Voltando, ao filme e nosso papo sobre Psicopatia. Vejo no filme um personagem, brilhante, urbano e totalmente insano. Ele é um assassino 'gourmet' que combina os prazeres de sua vida dupla[matar e comer] com eficiência admirável. Para mim, Hannibal é hipnoticamente mal, frio, calculista e deliciosamente essencial. O que às vezes, me deixa um grama chocada com boa parte a população é o seguinte, algumas vezes muitos adoram filmes com essa temática, não é? Por que, quando vemos essa situação na vida real, muitos acham um absurdo? Como foi o caso de Jeff Dahmer, que matava, violava e comia meninos. Um homem, bom de lábia, na época 31 anos que convenceria a Polícia que um menino asiático de 14 anos, que corria pelado em plena 2 da manhã era seu namorado, então tá né?! Dahmer, seria uma das inspirações para o livro de Thomas Harris? Ele nasceu em Wisconsin(EUA) em 1960, e passou a infância quieto, sem amigos. Um dia seu pai sentiu um cheiro horrível no porão, onde achou uma pilha de ossos de animais. Jeff, tinha 4 anos e começou a pensar em defuntos aos 14 anos, mas só realizou seu 'sonho' aos 18 anos. Deu carona a um rapaz e o levou ao seu quarto para transarem. Depois o matou com uma pancada na cabeça, picou o corpo e o enterrou no quintal. Com uma vida adulta, desregrada, largou a universidade, empregos, não durou no exército, bebia e se envolvia em atentados ao pudor.Quando foi julgado, conseguiu passar a perna no juiz:"Imploro, poupem meu emprego, me deem a chance de mostrar que posso tomar rumo". E deu certo,rs. Após, 10 meses, estava livre e se mudou para casa da avó. Levou o corpo da segunda vítima para o porão, transou com o cadáver e o desmembrou. Cansada dos barulhos, sua avó o expulsou. Dahmer, alugou um apartamento: ambiente ideal, para, em 15 meses, matar mais de 12 rapazes. Teria matado mais se não fosse o azar em Julho de 1991. Policiais viram na rua outro jovem correndo algemado. Ele dizia que um louco tentava matá-lo.

Os policiais foram até o apartamento de Dahmer. Quem abriu a porta foi um homem calmo,eloquente,que se ofereceu para soltar as algemas. Até então, uma brincadeira erótica? Rá, não foi bem isso que os policiais notaram. Quando entraram no apartamento[muito bem arrumado] sentiram um cheiro nauseante. Acharam fotos de cadáveres, cabeças no freezer, mãos decompostas, vários pênis conservados em formol, alguns relatos mostraram que ele chegou a abrir com uma broca a cabeça de alguns rapazes vivos para injetar ácido muriático. Jeff, queria ver se eles virariam zumbis.Outro aspecto interessante do relato foi, o lado Chef de Dahmer(semelhante ao nosso Lecter) para descarnar cabeças, ele cozinhava-as. Chegou até ao canibalismo:confessou ter se servido do bíceps de sua oitava vítima.Para melhorar o gosto, refogou com vegetais. Por fim,  Dahmer, foi preso.
O que passava na cabeça dele? teria se perdido na loucura? Ou seria mais um psicopata frio, calculista e brilhante? Após, ouvir psiquiatras, o jurí decidiu que ele sabia o que fazia. E sua sentença seria perpétua.
Em sua 'nova casa', ele foi morto por seu colega de cela, em 1994, ano em que foi batizado como 'cristão'.
Fico curiosa, em saber como é a anatomia do cérebro de um psicopata. Neurocientistas britânicos identificaram diferenças anatômicas no cérebro de psicopatas que podem explicar as origens biológicas deste distúrbio frequentemente associado a comportamentos criminosos.o estudo publicado na revista Molecular Psychiatry revelou modificações discretas, mas significativas, numa área conhecida como fascículo uncinato, uma via composta por matéria branca (formada pelos axônios dos neurônios) que conecta as duas estruturas anteriores.Essas alterações foram detectadas por meio de tractografia – um tipo específico de ressonância magnética funcional usada para varrer o cérebro de pacientes, em processo pré-cirúrgico, em busca de tratos neurais. Os resultados revelaram ainda que o grau de anormalidade observado nessa região se correlacionou positivamente à gravidade do distúrbio. Segundo os autores, as evidências sugerem fortemente uma base biológica da psicopatia, embora não seja possível afirmar ainda se estas alterações são inatas ou adquiridas ao longo do desenvolvimento cerebral. 



Outro exemplo, de um filme inspirado em um Psicopata(vida real) foi Psicose(1960), de Alfred Hitchcock, escrito por Joseph Stefano, é inspirado na vida de Ed Gein, que cometeu assassinatos em Wisconsin, nos Estados Unidos.
Parece, que somos fascinados pelo lado oculto do nosso SER, não é? Pelo menos na ficção, parece que sim,rs.
Ou não[risada maléfica] e encerrando o post!




22 de mar. de 2013

The Bucket List

Estou vivendo um momento complicado  referente à saúde e outro dia repensando meus atos, questionei: Será que fiz algo bom ao planeta? Aos que me cercam? Aos meus amigos? 
Não tenho medo da morte e acredito que nosso período na terra é apenas uma passagem (aprendizado) e por isso devemos ser menos egoísmo e mais coração. Porém,o meu maior defeito é lidar com raiva e mágoas quem sabe um dia consiga lidar com isso,rs. Enfim, de uns 10 anos pra cá tenho notado um certo distanciamento entre às pessoas, relacionamentos de amizade beirando o superficial, amores expressos e outros egoísmos que cometemos. Notado isto voltei a ficar mais Darth Vader do que Obi Wan, rs. Talvez, isso tenha acelerado meu processo de doenças ou não.
Bom, por essas e outras quero falar um pouco do excelente filme: The Bucket List(Chutar o Balde/Antes de Partir).
Jack Nicholson(meu Muso) depois do atentado 11 de Setembro resolveu fazer filmes mais tranquilos. Assim, foi com Como Você Sabe e Antes de Partir. Este último é maravilhoso e deve ser item obrigatório em nossa DVDteca. Não costumo colocar a sinopse do filme; pois o blog vai em outra direção. Porém, este merece.Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a lista da bota, algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.

O filme é um grande show de interpretação dos nossos magníficos atores. Mas, não podemos esquecer outro que deve receber uma salva de Clap/Claps: o roteirista Justin Zackham que criou uma obra de arte do ponto de vista fotográfico e filosófico. Por outro lado, Rob Reiner diretor que tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & Sally (1989) fica como 
'coadjuvante', quando se tem Freeman e Nicholson. Filme é quase todo rodado em estúdio, infelizmente, não consegue se esquivar do artificialismo[mesmo assim vale assistir]. Seja no Egito ou na Índia, Reiner começa com um plano aéreo para identificarmos o ponto turístico, depois passa para um plano geral da dupla entre alguns figurantes caracterizados, e termina com um plano mais próximo de Nicholson e Freeman conversando em frente a um fundo falso. Cena do paraquedismo também deixa a desejar. Cenários a parte o filme ganha na simpatia do enredo e nas atuações.
Uma curiosidade sobre o longa,uma macabra coincidência assombrou os estúdios um pouco antes das filmagens, Nicholson teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por meses. O fato de interpretar um personagem intransigente à beira da morte evidentemente mostrou mais uma vez a brilhante atuação do Mestre Nicholson que abusou do senso de urgência enriquecendo o personagem, em interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman.Reiner consegue equilibrar o drama da pesada com algum humor, e fazer com que o sentimento não caísse no sentimentalismo de perder o ar de tanto choro. Um filme estranho e absurdo que consegue deixar o espectador apaixonado pela idéia do repensar à vida antes de partir....

Algumas passagens interessantes do filme:
 "É difícil determinar o que resume a vida de uma pessoa.
Uns dizem que são as amizades que deixou.
Outros dizem que é a fé que teve.
Outros, o quanto amou.
Outros dizem que a vida não tem sentido algum.[...]seja como for...Edward Cole viveu mais em seus últimos dias na terra...
do que a maioria em uma vida inteira.
Só sei que ele morreu de olhos fechados...
mas de coração aberto."



Responda à 2 perguntas:
"Eu encontrei alegria em minha vida?"
"Minha vida trouxe alegria a outras pessoas?"
"Três coisas para se lembrar
quando envelhecer.
Nunca dispense um banheiro...
nunca desperdice uma ereção e 
nunca confie em um pum."



1 de mar. de 2013

Se7en

Já dizia, Ernest Hemingway: "O mundo é um local bom, pelo qual vale a pena lutar". Concordo, com a segunda parte.Afinal, o que é céu e inferno? O que é pecado? 
Sou fã da frase: "O inferno está vazio e todos os demonios estão aqui". A Tempestade - Shakespeare. 
É conflitante pensar em outro humano(seja Padre, Pastor,Ministro...) absolvendo nossos 'pecados', não é?
O filme Seven, de Fincher é um soco na alma e ao mesmo tempo uma série de possibilidades interpretativas.Fincher assumiu as funções de diretor dando ao filme características singulares. Com um trabalho aclamado no que diz respeito à conjugação dos vários elementos essenciais ao sucesso do filme, luz, som, tipografia entre outros.A luz trabalhada de forma exemplar sendo através da mesma que o artista identifica o protagonismo a dar às várias personagens.Fincher e seus vários planos também marcam a assinatura do filme.O som e tipografia foram duas características analisadas em aula através da visualização do trailer do filme onde mais uma vez trabalho de Fincher é agradado pelos críticos e público.
Agora, vamos entender um pouquinho essa miscelânea sobre pecados, DEUS, Mandamentos de Moisés, Fé e etc.  
No filme, temos Brad Pitt e Morgan Freeman como detetives. Morgan(Sommerset) prestes a se aposentar e Brad Pitt(recem promovido) ávido por solucionar casos tendo como pano de fundo sua paixão e emoções à flor da pele. Em meio ao cenário urbano, macabro e noturno(gosto dessas locações) os dois saem a caça de da compreensão da mente 'doentia' de John Doe(Kevin Spacey- o 'ator' original seria o vocalista do REM).  
Para isso os detetives precisam ter uma 'aula' sobre fé e pecados. 

Afinal, o que é DEUS?
Ao longo da história da humanidade a idéia ou compreensão de Deus assumiu várias concepções em todas sociedades e grupos já existentes, desde as primitivas formas pré-clássicas das crenças provenientes das tribos da Antiguidade até os dogmas das modernas religiões da civilização atual.Deus muitas vezes é expressado como o criador e Senhor do universo.
O que são os 10 Mandamentos?
Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei). As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34:1, Deus teve de escrever outras. De acordo com o livro bíblico de Êxodo, Moisés conduziu os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessando o Mar Vermelho dirigindo-se ao Monte Horeb, na Península do Sinai. No sopé do Monte Sinai, Moisés ao receber as duas "Tábuas da Lei" contendo os Dez Mandamentos de Deus, estabeleceu solenemente um Pacto (ou Aliança) entre YHWH (ou JHVH) e povo de Israel.
Quais são os 7 Pecados Capitais?
Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.
Paralelo, a toda essa pesquisa sobre fé, tenho meu humilde pensamento que expressa a seguinte opinião: sou uma cientista que acredita em DEUS. Tivemos o Big Bang( teoria sobre o desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente) e o período anterior ao Big Bang?
A frase do físico Clerk Maxwell: "Somente um principiante que não sabe nada sobre ciência diria que a ciência descarta a fé. Se você realmente estudar a ciência, ela certamente o levará para mais perto de Deus." Resume um pouco o meu pensamento.
Voltando ao filme, temos uma frase muito instigante da obra Divina Comédia dita por Sommerset(Morgan Freeman) "É longo e difícil o caminho que do Inferno leva à luz". 
O Inferno é a primeira parte da Divina Comédia, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Nessa parte, Dante Alighieri relata a odisseia pelo mundo subterrâneo para onde se dirigem após a morte, segundo a crença cristã, aqueles que pecaram e não se arrependeram em vida. A viagem, composta por 4720 versos rimados em tercetos, é realizada pelo próprio Dante guiado pelo espírito de Virgílio - famoso poeta romano dos tempos de Júlio César. 
No filme, temos um psicopata brilhantemente feito por Kevin Spacey, que remete seus crimes como uma obra divina, um ato de pregação seguido de punições. Longe, de ser um Padre, Pastor ou Ministro do Bem(esses em 'teoria' serviriam à Deus) John Doe, serve a ele mesmo praticando a contrição forçada onde seus 'pecadores': um obeso, um advogado pederasta, uma prostituta, um preguiçoso, uma modelo viciada em plásticas e outros dois que fecham o filme, não se arrependem por terem fé e sim por medo da morte imposta por ele.
Muitas vezes, o íntimo de cada humano clama por tragédias.Por exemplo, em caso de estupro nunca deve-se gritar "socorrro" e sim "Fogo", só assim alguém irá aparecer para ver qual desgraça esta por vir. Deprimente, não é?

Nosso John Doe, teve prazer em torturar sua vítimas em nome da boa Obra de Deus. Ele não praticou o martírio. O que faz dele um Psicopata em potencial. 
Por outro lado, o que me deixa assustada são os ditos 'Religiosos', como Padres, Pastores, MInistros que fazem tudo em nome de DEUS: matam, roubam, praticam pedofilia..
Seriam,psicopatas,sociopatas, louco...?
Como disse John Doe: " É confortável para você, me rotular como louco". Vivemos um pecado mortal em cada esquina e toleramos.Porque é trivial."
Mills(Brad Pitt) Responde:" Você não é o Messias. No máximo a notícia da semana ou uma camiseta". Essa prática de assassinatos como sermões é complexa e ao mesmo tempo digna de se estudar e investigar. Como disse Sommerset(Morgan Freeman) "Em tempos como esses acolher a apatia como virtude é a única saída."

Concordo, com ele.Algumas pessoas em nosso mundo quase 'moderno' e mega globalizado 'não necessita' de civis bancando os hérois. Alguns só querem comer, trabalhar, amar, assistir TV, ler, ver filmes e jogar na Loto.Algumas pessoas simplesmente, não ligam. E o nascimento de um psicopata muitas vezes é resultado de uma série de negações das pessoas, referente ao seu modo de proceder(no caso deste filme- foi a crença de John)pessoas morrendo em nome de 'DEUS'. Já dizia, Carl Sagan:"Queremos buscar a verdade, não importa aonde ela nos leve. Mas para encontrá-la, precisaremos tanto de imaginação quanto de ceticismo. Não teremos medo de fazer especulações, mas teremos o cuidado de distinguir a especulação do fato".Não creio nas religiões criadas pelos homens. Simplesmente, porquê somos falhos/imperfeitos, somos o bem/mal e muitas vezes indignos de dizer o que está certo ou errado. O cristianismo utilizado como doutrina nunca deveria ser encarado como religião. Enfim, é muito nocivo um ser humano fazer o que quiser levando em conta: Tudo em nome de DEUS! Se quiser cometer algum 'pecado', matar, morrer...Faça e assuma. Prefiro crer no Big Bang e no período anterior ao fenômeno(este período seria DEUS? uma força  misteriosa Transcedental? um vazio?) Só sei que muitos físicos ainda não possuem uma assertiva referente a existência de um criador. O Físico Hawking em seu novo livro:
"O Grande Projeto" explica as teorias científicas recentes sobre o surgimento do universo para o leitor comum.Em coautoria com Leonard Mlodinow, Hawking apresenta o que há de mais novo na física moderna.Basicamente são novas propostas para cobrir as lacunas da teoria quântica, colocando um fim no grande mistério da origem do universo, do ponto de vista científico.
 "Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequa¬do à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação."
Longe de ser uma resposta definitiva a todas as questões existenciais da humanidade, "O Grande Projeto" introduz um avanço em nossas dúvidas.
 Voltando ao nosso filme,não esconda o que realmente quer, pensa ou faz atrás das Religiões(seja ela qual for) ah! Ainda em tempo tenho profundo respeito por toda e qualquer crença, ok?
Se7en, um filme que todos deveriam conhecer.

  

  
     

29 de jul. de 2012

Suicidio em Questão de Liberdade

   Liberdade



O passáro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre na prisão do corpo
Mas livre, bem livre,
é mesmo esta morto.

                ( Carlos Drummond De Andrade)


     Desde que o mundo se fez sociedade, com instituições como Estado, Igreja e Familia, o ser humano nunca obteve o direito de morrer voluntariamente, desde já aviso que esse texto, não é, em pró de suicidio,ou essas coisas, é só minha visão sobre uma das ações mais certas da vida humana, a morte.

Aquele que comete suicídio sempre foi visto, de maneira direta ou indireta como  covarde, fraco e traidor.

Traidor por abandonar seus amigos e familiares, fugir de seus compromissos, e covarde por não ter a capacidade de aguentar os desafios da vida que devem ser superados todos os dias apartir do momento que acordamos.


Na visão da Igreja (um dos pilares que "governam" a sociedade), condena e condenou o suicídio desde epocas da idade medieval, periodo que exerceu, maior poder sobre o mundo, muito antes de Cristo isso foi comum na religião de várias civilizações, havendo uma rejeição superior a outros casos de morte como por acidente no trabalho e trabalhos militares em guerras que marcaram o mundo.

Casos como o suicídio religioso, foram respeitados e até hoje vistos como "sacrifício" pela ordem de Deus, até o momento que viver representasse risco de grande pecado, matando-se o cristão defenderia sua integridade e moral física e acima de tudo sua integridade cristã.

Como exemplo temos o caso de Sansão que derruba as pilastra do templo para vingar sua humilhação diante dos filisteus.

Para a igreja quando o suicídio não é ordenado por uma divindade não possui justificativa.

Como Judas que matasse após entregar Jesus aos soldados, segundo a maioria das religiões Judas é sempre retratado como mau carácter e inferior aos outros seguidores de Jesus.

Uma das justificativas mais comuns são que atentar contra a própria vida é pecado, pois  a vida é o maior dom de Deus, dom de um ser divino e o homem como ser inferior não possui o direito de afrontar aos deuses, destruindo-se.

Desde a Grécia antiga os cadáveres dos suicidas recebiam um tratamento inferior e até descriminatório aos demais.

Hoje na sociedade atual a midia normalmente não noticia casos de suicidas, como forma de não estimular esse "ato impensado", porém o numero é cada vez maior especialmente em países mais desenvolvidos .

O suicídio não deveria ser retratado apenas no modo religioso de que vai ou não para o inferno, mas como uma causa social de uma sociedade cada vez mais individual onde as pessoas estão cada vez mais pensando em si mesmo do que no seu semelhante.

A desigualdade e falta de colectivismo .

Porem normalmente o que mais os estudiosos retratam é que os casos de suicídios provém de um desajuste social, uma pessoa que se vê infeliz, com as normas de uma sociedade que é cada vez mais difícil de alguns indivíduos se encaixarem, muitas vezes o último estágio de uma depressão resultando na morte por escolha própria.

Psicologicamente o suicídio é apresentado como doença.

Mas seria o suicidio uma forma de expressão que escapa ao controle do Homem?

Porém o suicídio seria o exercício da liberdade, levado as últimas consequências.

Onde o ser humano, e até mesmo animais, como vemos na natureza determina por si só a hora que quer deixar de existir.

Não estou estimulando ao suicídio, mas vemos tanto falar em liberdade mas não seria o suicídio um exemplo de liberdade?

ATÉ QUE PONTO SOMOS LIVRES?


fonte:   Morte uma questão sociocultural (livro)