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1 de set. de 2012

As Bruxas dos Anos 90

Para quem sempre teve um fascínio pelo sobrenatural crescer na década de 90 foi extremamente produtivo. Quem curtiu a infância e a adolescência neste período com certeza deve ter presenciado a "febre wicca", geralmente ligada a garotas buscando uma diferenciação do resto da multidão de jovens. Claro que a grande maioria - assim como eu - só gostava do ideia de estar compartilhando um conceito medieval questionado pela igreja católica - aqui falando esta guria que estudou em um colégio de irmãos - somado ao glamour que alguns filmes da época imbuíram a magia das ditas Bruxas! 

Relembrando um pouco a minha fase de ter várias bruxinhas espalhadas pelo quarto, resolvi fazer uma lista de películas e séries lançadas de 1990 a 1999 com a temática. Segue a Lista:

(1990)
Já comentei no meu blog pessoal que esta película está entre os meus Traumas de Infância; Em que pese tenha assistido diversos filmes com uma temática de "bruxas más" nenhuma supera a bela - na real - medonha - no filme - Anjelica Huston e seu plano de aniquilar com as crianças. Ainda que cite ele como trauma, recomendo. É bem montado, efeitos especiais muito bons para a época e atuação da malévola antagonista está soberba.

(1993)
Do susto pueril para a comédia infantil, temos o adorável Abracadabra. A Disney entrou na onda do Halloween e suas bruxas com três figuras bem diferentes: A chefe (Bette Midlerr), a atrapalhada (Kathy Najimy) e a burra (Sarah Jessica Parker), conhecidas como as Irmãs Sanderson. Elas acordam depois de 300 anos tentando impor o terror, mas dois adolescentes, uma menina e um gato estão dispostos a lutar. O grande trunfo do filme? A escolha das atrizes para as estilizadas bruxas.

(Série - 1996)
Esta é uma série conhecida e no maior estilo família. Sabrina é uma adolescente que descobre que é feiticeira; Assim, ela tem que conviver com suas crises da fase e aprender a usar seus poderes. Hoje em dia seria um equivalente ao Os Feiticeiros de Waverly Place.

(1996)
O maior epítome no quesito "Desejo de conhecer o universo Wicca na adolescência". Contando a história destas quatro garotas que se envolvem no universo da bruxaria, cada qual com o seu objetivo de ganho pessoal. Aos poucos, contudo, Sarah Bailey - a mais poderosa delas - percebe o rumo perigoso de suas brincadeiras , querendo sair. Aí entra a persona de Nancy Downs (interpretada pela estranhamente bela Fairuza Balk). O visual delas era muito copiado - tá, pelo menos por mim, hehehe.

(1996)
Um wannabe de Jovens Bruxas, deixa a desejar em seu enredo - garotas de um colégio católico que acabam sem querer se envolvendo com o oculto - e produção de baixo custo. Mas, como segue a linha de sucesso da época, vale  a menção. 

(1996)
O que eu mais gosto nesta obra cinematográfica? O elenco, é claro! Winona Rider e Daniel Day-Lewis já servem para atrair a atenção. O filme tem como premissa os infames julgamentos ocorridos em Salém durante o século 17, onde diversas mulheres foram condenadas por bruxaria. É baseada em uma peça de Arthur Miller.

(1998)
Baseado no livro Practical Magic de Alice Hoffman, traz a bruxaria para o gênero romance, tratando da história de duas irmãs bem opostas em comportamento e que compartilham do dom para a magia. Uma deles vive de paixões e a outra teme se apaixonar por conta de uma maldição. É um filme bem leve e gostoso de assistir.

(Série - 1998)
Outra referência master para o desejo de "ser bruxa" é a premiada série Charmed. As três irmãs tem de lidar com suas vidas pessoais enquanto enfrentam demônios, fantasmas, poltergeist e pesadelos. Eu, particularmente, adorava esta série - especialmente a Piper Halliwell

(1999)
Nem preciso falar a premissa aqui, não é verdade? Este falso documentário causou um verdadeiro furor e, por bem ou mal, modificou a direção que ia o cinema horror. Quando vi a primeira vez tinha 15 anos e realmente me assustei, confesso.

(1999)
O belo trabalho de Tim Burton traz um cético investigador caindo num emaranhado de instantes e mortes sobrenaturais. O visual gótico e a forma como trata o lado oculto de bruxas e magias transforma o filme num tom de conto espetacular.


Anos 90, Magia para Todos os Gostos!


30 de ago. de 2012

Enquanto isto na Sessão da Tarde... John Hughes!

Conhece aquele jogo de associações mentais onde alguém diz uma palavra e você tem que responder com a primeira que surgir em sua mente? Pois é, para mim, toda vez que penso em Sessão da Tarde, imediatamente, remeto-me a John Hughes. É impossível desvencilhar um do outro; São como queijo e goiabada:

A combinação perfeita!

No geral, nesta sessão do blog eu falo sobre algum programa em específico. Contudo, em virtude da magnitude do trabalho de Hughes - principalmente por ter representado toda uma geração - somado ao fato de que por vezes as pessoas não associam o filme ao diretor/roteirista, resolvi falar (confesso que por alto) de seu trabalho.
Os anos 80 não seriam os mesmos sem John;A Sessão da Tarde não seria tão nostálgica sem o trabalho de Hughes.
John Hughes Jr. nasceu em 18 de fevereiro de 1950, além de diretor, foi  produtor e roteirista. Sua carreira começou através de seus escritos, já que na década de 70,  trabalhou para a revista National Lampoon. Daí passou para os roteiros (filmes e séries), sendo que por ocasiões usou o pseudônimo Edmond Dantès, uma homenagem ao personagem principal de O Conde de Monte Cristo, para apresentar seus trabalhos.

Uma curiosidade interessante é a de que seus filmes possuíam certa característica particular para a época, sempre apresentando cenas extras após os créditos finais.

Hughes faleceu em 2009, aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan. No Oscar 2010 foi apresentada uma homenagem ao seu trabalho, a qual contou com a participação dos seus astros (agora não mais) adolescentes.

E por falar em adolescência, não consigo imaginar outro diretor/roteirista que tenha captado com a mesma destreza esta fase da vida. Sem exageros, John Hughes conseguiu transportar diversos aspectos irrefutáveis e dilemas atemporais - vide Clube dos CincoCurtindo a Vida Adoidado.
 
Como seus maiores destaques de trabalhos são de diretor e roteirista, trago a sua filmografia e faço um desafio para os que presenciaram a Sessão da Tarde principalmente nos anos 80/90: Quantos dos filmes listados você assistiu durante as tardes nas sessões de cinema da telinha? 

John Hughes como Diretor:
1991 - Curly Sue
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões

John Hughes como Roteirista:
2008 - Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
2003 - Beethoven 5
2002 - Encontro de Amor
2002 - Esqueceram de Mim 4
2001 - Beethoven 4
2001 - Os Viajantes do Tempo
2000 - Beethoven 3 - Uma Família em Apuros
1998 - Nadando Contra a Corrente
1997 - Esqueceram de Mim 3
1997 - Flubber
1996 - 101 Dálmatas - O Filme
1994 - Milagre na Rua 34
1994 - Ninguém Segura Este Bebê
1993 - Beethoven 2
1993 - Denis, O Pimentinha
1992 - Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York
1992 - Beethoven - O Magnífico
1991 - Curly Sue
1991 - De Volta para Casa
1991 - Construindo uma Carreira
1990 - Esqueceram de Mim
1989 - Christmas Vacation
1989 - Quem Vê Cara Não Vê Coração
1988 - As Grandes Férias
1988 - Ela Vai Ter um Bebê
1987 - Antes Só do Que Mal Acompanhado
1987 - Alguém Muito Especial
1986 - Curtindo a Vida Adoidado
1986 - A Garota de Rosa-Shocking
1985 - Mulher Nota Mil
1985 - Férias Frustradas II
1985 - Clube dos Cinco
1984 - Gatinhas e Gatões
1983 - Piratas das Ilhas Selvagens
1983 - Mr. Mom
1982 - A Reunião dos Alunos Loucos


E aí, quantos filmes foram?


Para terminar esta singela homenagem a este mestre da Sessão da Tarde, deixo aqui uma Playlist que fiz com algumas músicas das trilhas sonoras dos filmes de John Hughes. Espero que gostem.

Ouça:



 

24 de ago. de 2012

Qual é o Gênero da sua Atividade?

Imagem retirada DAQUI
Quando eu era criança adorava jogar bola, brincar de polícia e ladrão, caçar monstros imaginários e brigar na rua. Fui crescendo e continuei gostando de futebol, virei advogada, adoro terror e tenho interesse em artes marciais. Isto tudo me faz menos mulher? Perdi minhas nuances de sexo feminino?

Pelo Dicionário Priberam,  o conceito de Mulher e  Feminino são respectivamente:
Mulher: (latim mulier, -eris) s. f.
1. Pessoa adulta do sexo feminino.
2. Cônjuge ou pessoa do sexo feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual.
Feminino: adj.
1. Próprio de mulher.
2. Próprio de fêmea.
3. [Gramática] Que é do gênero feminino.
gênero feminino: gênero das palavras que indicam fêmea ou das que se consideram não masculinas.

Até onde eu sei, continuo com a minha fisiologia intacta, não mudei de sexo desde que ingressei em nenhuma das atividades que citei acima. Ainda sou fêmea! Para falar a verdade, sempre achei confusa a separação de ações por gênero. Desde quando um certo esporte, uma determinada profissão, uma cor, só serve para homem ou só para mulher? Tudo isto é assexuado, o que vai delimitar a habilitação ou não para exercê-los são as capacidades de cada um, que variam de pessoa para pessoa e não entre macho e fêmea. Não se trata de gênero, mas, de individualidade. Individualidade esta que é baseada em qualidades e defeitos inerentes do ser que as vive. Simples assim!

Eu sei que há todo um panorama social e antropológico para a construção de paradigmas persistentes até hoje. Contudo, falo aqui do que soa a incoerência perante a evolução tecnológica que presenciamos. Toda vez que saio da academia e encontro as lindas bailarinas mirins chegando para a aula (imagem ao lado retirada DAQUI) penso: Será que não há meninos nesta turma porque eles não querem ou porque ensinaram que não é atividade de garoto? Espero honestamente que seja a primeira opção, já que o mundo ficaria muito menos belo se fossem silenciados bailarinos como Mikhail Baryshnikov ou jogadoras como Marta.

Do not ghettoize society by putting people into legal categories of gender, race, ethnicity, language, or other such characteristics. 


23 de ago. de 2012

O Double Dare Brasileiro

Acho divertido um game show, não para assistir com  frequência, mas, de vez em quando eu paro e curto responder as questões enquanto torço por alguma equipe. Jogo a culpa deste gosto duvidoso na SBT e sua mania de trazer o gênero para cá. Durante os anos 90 um ganhou destaque especial, já que envolvia tortas na cara - com esta dica ficou fácil -:
Sim, é o Passa ou Repassa

Inspirado no programa americano Double Dare, teve sua estréia em 1987, sob o comando de Silvio Santos - HahaHihi -, contudo, foi somente em  1989 que o programa realmente cau no gosto popular por conta  de seu quadro principal, Torta na Cara. A torta era feita completamente de chantili e graças a tal, mais um jargão nasceu: "Quem sabe responde, quem não sabe , leva torta na cara"



Para quem não se lembra, ou mesmo não conhece, vou explicar o conceito do programa:

  • Dois times competindo entre si pela maior pontuação. Por vezes celebridades, por vezes escolas.
  • Primeiro Bloco: Inicia-se com perguntas e respostas, caso o participante não saiba a resposta ele pode passar para o competidor contrário, só que o valor desta pergunta dobra. Um novo repasse é permitido, havendo a duplicação do valor novamente. Ignorando a resposta a equipe terá de pagar uma prenda, que se trata de uma prova valendo pontos. Não conseguindo cumprir, os pontos vão para a equipe adversária.
  • Segundo bloco: O famoso torta na cara, a qual é dada toda vez que um dos participantes não souber a resposta.
  • Terceiro Bloco: Uma gincana mesclando provas, perguntas e obstáculos, quem fizer em menor tempo dobra sua pontuação.
O programa sob este formato foi apresentado de 1987 a 2000, sendo que a ordem cronológica de apresentadores foi, Silvio Santos (1987-1988); Gugu Liberato (1988-1994); Angélica (1995-1996) e Celso Portiolli (1996-2000). Em 2000 houveram algumas alterações e as reprises do programa apresentado por Celso foram ao ar até 2004.

Na época do Gugu havia sido lançado um daqueles joguinhos - acho que era febre ter joguinhos de caixa - baseado no programa; Até hoje lembro como queria aquilo e não ganhei! Traumas da infância...


Para finalizar mais um pouquinho de Passa ou Repassa:



C.R.U.J.,  C.R.U.J., C.R.U.J., Tchau!
Ops... Fiz confusão!


21 de ago. de 2012

Watchmen e a Popularização do Graphic Novel

Via Tumblr.
O ano era 1985, o mundo vivia em tempos complicados de guerra fria, caminhando para que os EUA declaração guerra nuclear contra a União Soviética. Neste cenário encontramos um grupo de super-heróis, alguns do passado (antes da incidência da lei que proibia a ação destes) outros do presente (no caso o Dr. Manhattan), veem-se interligados pela morte misteriosa de um deles.
Este é o plot da série de histórias em quadrinhos americana Watchmen, escrita por Alan Moore e com arte de Dave Gibbons. A mesma foi produzida durante a década de 80, o autor se predispõe a  trabalhar com o conceito de uma realidade alternativa onde a inserção de heróis mascarados e, eventos históricos da humanidade é comum. Daí misturando eventos concretos com os criados, sem falar do abuso de referenciais populares e até simbologismos. Ademais, houve um cuidado na separação dos capítulos, sendo estes intitulados com referências literária - como Nietzsche, Einstein e Bíblia - ou musical - Bob Dylan e Jimi Hendrix

Os zelos na construção estética da história estendeu-se para o conteúdo, fazendo questão de usar uma linguagem anteriormente conectada ao underground do estilo. A temática ampliou-se, buscando trazer questões e personas verossímeis, com falhas, neuroses, problemas éticos e psicológicos - defeitos bem explorados. Se naquele período graphic novel - romance gráfico - era limitado a certos grupos e histórias em quadrinho vistas como infanto-juvenis, Watchmen veio desmistificar, criando uma verdadeira popularização de tal gênero; Não é a toa que a obra apareceu na lista dos 100 Melhores Romances escritos desde 1923, selecionados pela Revista Time.
Via Tumblr.
E por falar nas personagens, eis aqui o elenco dos principais:

  • Comediante: A ironia é seu refúgio, um reflexo com gosto amargo da natureza humana. Assim é a visão deste personagem. Há que se destacar seu temperamento violento e bélico.
  • Dr. Manhattan: Conhecido como homem-deus, já que dotado de superpoderes (o único da hq). Era um cientista antes de acidentalmente ter sido desintegrado em uma experiência. 
  • Coruja I: Policial que se tornou um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp.
  • Coruja II: Um intelectual rico, solitário e retraído, trata-se de um expert em tecnologia avançada e possui vários equipamentos especiais que usa contra o crime.
  • Ozymandias: Egocentrista, inteligente e visionário são características dele, o qual se aposentou três anos antes da lei Kenee que proibia a ação dos vigilantes (menos o comediante e Dr Manhatan).
  • Rorschach: Meu personagem preferido, é enigmático, pessimista e com muita força interior. Tem seu próprio conceito moral, por isto é visto como perigoso e antissocial.
  • Espectral II: Uma mulher forçada a viver à sombra da mãe, a primeira vigilante a obter lucro em cima do combate ao crime, tem uma relação de cumplicidade com Dr. Manhattan, ex dela.

Via Tumblr.
Em 2009 produziu-se uma versão cinematográfica da graphic novel; Watchmen - O Filme procurou reproduzir o estilo do HQ e bem recebido pela crítica e fãs. Abaixo deixo uma das cenas mais memoráveis da película:

Never compromise. 
Not even in the face of Armageddon.

Ruven Afanador: Exaltando a Intensidade Feminina

O Colombiano Ruven Afanador possui fama internacional graças aos seus trabalhos como fotógrafo Fashion, de Celebridades e seus Retratos. Fama esta alcançada graças a sua visão única, contrastante e de claro gosto pelo audaz. Entre os seus trabalhos mais bem conceituados encontramos o livro Mil Besos, publicado em 2009. Com o intuito de buscar a forma mais primitiva e límpida da intensidade feminina, Ruven inspirou-se na teatricalidade do flamenco, - o qual retrata através da dança toda a força do sentimento imbuído a fêmea. Para dar mais força ao seu trabalho - o qual durou cerca de dois anos e meio - as imagens são todas em preto e branco. Em entrevista para o The New Yorker, Afanador comentou acerca da ideia conceitual do livro:
“I always wanted to do a book that would celebrate women, I realized that the gypsy women of flamenco embodied all of the passions of a woman, in the most palpable way, from the most contagious laughter to the deepest despair. I photographed the women over a period of two and a half years, in the south of Spain, in Andalusia. This is the region where the deepest roots of flamenco exist. Every shoot was a combination of every emotion. We laughed and fought, sometimes at the same time. It will always be one of the greatest experiences that I have had as a photographer.”

Seguem algumas das fotografias da obra Mil Besos:

Primal e Intenso; 
Assim como o Flamenco,
Assim como a Mulher.

Para mais informações confira o http://www.ruvenafanador.com/.

18 de ago. de 2012

Aileen Wuornos: O Monstro da Insanidade

Via Tumblr.
O termo Serial Killer já traz em si o pressuposto de insanidade. Difícil imaginar que alguém em perfeito balanço mental sairia por aí matando pessoas, por mais elaborados e bem planejados que os crimes fossem. Contudo, alguns casos assombram pelo grau de "loucura" envolvido. Esta é a situação de Aileen Wuornoos, a qual ficou conhecida mundialmente após sua história virar o filme Monster - Desejo Assassino. Aileen matou 7 homens baleados por diversas vezes: Richard Mallory, 51 anos; Charles "Dick" Humphreys, 56 anos; David Spears, 43 anos; Charles Carskaddon, 40 anos; Peter Siems, 65 anos; Troy Buress, 50 anos; E, Walter Jeno Antonio, 62 anos.

A vida da assassina nunca foi fácil, o que não é novidade no quesito de matadores em série, começando por sua infância. Filha de um homem condenado por abuso de menor foi abandonada conjuntamente com seu irmão Keith por sua mãe, passando a morar com sua avós maternos. Ali  passou a demonstrar os primeiros sinais de uma psique alterada quando se autoinflingiu queimaduras causando-lhe cicatrizes no rosto. Neste período passou demonstrar um comportamento sexual atípico, tendo vários parceiros, inclusive, seu irmão. Aos 13 anos ficou grávida e seu bebê colocado em adoção - já aqui ela afirmava ter sido estuprada. Sua avó veio a falecer e seus problemas com a justiça passaram acontecer, assim, quando Aileen tinha 15 anos foi expulsa de casa por seu avô. Sua vida na marginalidade e prostituição começara.

Os anos que se seguiram foram recheados de idas e vindas no sistema prisional, evidente desrespeito com autoridade e violência. Wuornos chegou a casar-se com Lewis Gratz Fell, 70 anos, presidente de um iate clube. Durante o matrimônio agrediu seu marido com a própria bengala, claro que ele conseguiu uma ordem de restrição contra ela. Entretanto, o relacionamento mais conhecido de Aileen foi com Tyria Moore, companheira dela na época dos crimes. As duas passaram a usar o dinheiro e carro das vítimas, o que acabou, eventualmente, conduzindo os policiais a pista para a solução dos crimes.

Aileen Wuornos durante o julgamento insistiu ter agido em legítima defesa, apesar de não haver provas de tal. Todavia, houve sinais de evidente desequilíbrio psiquiátrico por parte dela durante o julgamento, o que não a livrou da condenação de morte por injeção letal. Sua execução ocorreu em 2002, antes disto há uma filmagem dela relatando seus últimos momentos. O vídeo segue, mostrando um estado mental completamente alterado:



Como em outras tantas histórias de assassinos em série, a vida de Wuornos foi desvirtuada e assombrada por uma visão perturbada do mundo. A resposta, combinada com a insanidade, resultaram num monstro. 
Disease, insanity, and death were the angels that attended my cradle, and since then have followed me throughout my life. 

16 de ago. de 2012

TV Cult: Coração Selvagem

Eduardo Palomo - Imagem Retirada DAQUI
Se na música Sidney Magal é meu prazer culposo, no universo televisivo este encargo fica com o folhetim mexicano Corazón Salvaje. Ambientado no início do século XX em Martinica, tem como plot principal o amor de Mônica (Edith González) e João do Diabo (Eduardo Palomo). Trata-se de uma história muito popular no México, tendo sido realizado 4 versões em telenovelas e 1 versão para filme. A que irei falar hoje é a mais bem conceituada de todas, tendo recebido prêmios e sido sucesso absoluto de público, além de transmitida aqui no Brasil  pela SBT.
Todo el mundo tiene un corazón salvaje y una superficie misteriosa.
Sempre suspeitei que em outra vida - meu passado me condena - eu devo ter vivido em uma época repleta de ciganos e flamenco, só isso explica a minha fascinação por tipos exagerados. Por isto, quem sabe, tenha tanto fascínio pela figura do Juan del Diablo - chamado assim por não ter sobrenome reconhecido. Criado livre das convenções da época, era uma persona  de atitudes bruscas e, porque não dizer, feridas já que morou nas ruas e presenciou uma realidade bem diferente das da classe dominante. Este passado conturbado fez com que Juan tratasse as mulheres em pé de igualdade e como seres pensantes - o que destoava do ensinado e difundido no período. Sim, a personagem de Eduardo Palomo era feminista! Este detalhe foi sugerido pelo próprio intérprete, conforme se percebe pelos depoimentos gravados para o especial La Historia Detras Del Mito - Eduardo Palomo:


Por falar em Eduardo Palomo - Seu Lindo! - o ator consagrou-se na pele do João do Diabo, mas, também era cantor e estava num processo de mudança para os EUA quando veio a falecer por um ataque cardíaco com apenas 41 anos.
Si yo la tuviera a usted, solo volviéndome ciego, sordo o imbécil, la dejaría por otra.
Além de eu não ter a dimensão da novela mundo a fora, quando eu assisti a mesma pela SBT não achei estranho a sexualidade ser explorada de forma relativamente aberta. Todavia, a mesma fora gravada em 1993 e pioneira em trazer a temática para as telinhas mexicanas. Tudo, é claro, com aquele sabor brega latino - parecendo os famosos livros de banca estrelados por Fabio. Muitas frases de efeito, aproximações demoradas e aqueles artifícios de luz para criar um clima de insinuação sexual sem ter que apelar e, assim, limitar a faixa etária.

O lado sexual desta novela foi tão marcante que uma das cenas mais comentadas e lembradas é a da primeira vez entre Mônica e Juan:


Sua canção tema acabou virando hit no México e colocando no mapa Miguel Mijares:


Um ponto que acredito valer creditar é que a história do casal principal não é daquelas em que num instante tudo acontece e pronto: Apaixonados. Não, Juan e Mônica vão se conhecendo, ainda machucados do passado e sem intenções maiores, e aos poucos percebendo o sentimento. Para mim faz muito mais sentido do que aquelas paixões arrebatadores de infância que nunca passam - vide Avenida Brasil.
A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy. 

13 de ago. de 2012

Top 5 Músicas Para Recomeçar!

Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. "Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente".(Imagem Via Tumblr)
O trecho acima foi retirado do filme O Curioso Caso de Benjamin Button, e é perfeito para retratar aqueles instantes em que o recomeço é a melhor alternativa. De nada vale seguir por entre os dias em amorfo sentir. Há que se tirar o máximo de cada detalhe e, se tal não parece possível, parar, repensar e as vezes retroceder antes de iniciar um novo trajeto.

Uma das coisas mais difíceis é a admissão de que determinadas escolhas não foram as mais acertadas, vez que, com isto, uma série de outros fatores na convivência são afetados. É preciso coragem para admitir a infelicidade; É preciso determinação para caminhar em uma nova e desconhecida direção. Assim, resolvi montar uma playlist com algumas canções inspiracionais. Nada de permanecer só por estar. Viva como se a vida não fosse insignificante; Afinal, não creio que ela o seja.

Para garantir a força em seguir adiante: 
Tom Petty and The Heartbreakers

Para não temer o Adeus: 
Shinedown

Para o momento de decisão: 
Martin L. Gore

Para notar as novas possibilidades: 
Nina Simone

Para um novo amanhecer: 
Bob Dylan

Que a coragem não fuja de nossas almas!