Ano passado, em uma data que há muito passa despercebida
para mim, tive uma agradável surpresa na linha do tempo do meu Facebook. Várias
pessoas, em especial as mais jovens, estavam desejando feliz Dia dos Pais...
para suas mães. Durante todo o dia amontoaram-se fotos, homenagens e mensagens
para as mães batalhadoras que precisam desempenhar um papel duplo na criação de
seus filhos. E até há pouco tempo essas mulheres admiráveis eram vistas com
maus olhos.
Uma das boas consequências da Primeira Guerra
Mundial (e, acredite se quiser, guerras têm boas consequências, como o avanço
tecnológico) foi a inserção mais rápida da mulher no mercado de trabalho, que
seria inevitável, mas talvez demorasse mais em tempos de paz. Milhões de
mulheres foram trabalhar nas fábricas e passaram a sustentar a casa na ausência
dos maridos, sendo que muitos deles não voltaram dos campos de batalha.
A partir da década de 1960, com conquistas sobre seu
próprio corpo, como o direito de decidir quando e mesmo se querem ter filhos,
as mulheres avançaram ainda mais. Entretanto, em especial em cidades pequenas,
a mulher divorciada era vista com muito preconceito, a começar pela Igreja.
Segundo o Censo de 2010, mais de 37% das famílias
brasileiras são chefiadas por mulheres. Em 12,2% dos lares, moravam a mulher e
seus filhos, sem um cônjuge do sexo masculino. Infelizmente, das famílias
chefiadas por mulheres, 53% se encontram abaixo da linha da pobreza, isso
devido à velha condição da disparidade de salários entre os sexos, além do fato
de que muitas meninas pobres engravidam e seus companheiros não assumem a
responsabilidade.
Muitas vezes essa “família disfuncional” é apontada
como causa primeira de traumas e problemas diversos para os filhos. A falta de
uma figura paterna às vezes é apontada como causa de criminalidade, uma vez que
alguns adolescentes não se acostumaram a receber ordens de adultos do sexo
masculino. Sim, as mães solteiras ou divorciadas devem ter o máximo de cuidado
com seus filhos, da mesma maneira que as casadas. Indo para o lado pessoal, fui
criada por minha mãe e por meus avós, e não me transformei em delinquente. Sim,
tenho problemas, mas estes todos nós enfrentamos. Entretanto, não consigo
imaginar a palavra “pai” saindo de minha boca, seja falando sobre meu próprio
pai ou, num futuro que nem sei se ou como vai acontecer, falando de um
companheiro para um filho.
As mulheres sempre sofrem pressão para terem filhos.
Se os têm e se separam, a criança ou adolescente acaba virando um repelente
para outros relacionamentos e motivo constante de preocupação e, às vezes, de
batalhas judiciais. As mulheres que são pai e mãe merecem todo nosso respeito
não só em datas comemorativas, mas em todos os 365 dias do ano.
Estou vivendo um momentocomplicado referente
à saúde e outro dia repensando meus atos, questionei: Será que fiz algo
bom ao planeta? Aos que me cercam? Aos meus amigos?
Não
tenho medo da morte e acredito que nosso período na terra é apenas uma
passagem (aprendizado) e por isso devemos ser menos egoísmo e mais
coração. Porém,o
meu maior defeito é lidar com raiva e mágoas quem sabe um dia consiga
lidar com isso,rs. Enfim, de uns 10 anos pra cá tenho notado um certo
distanciamento entre às pessoas, relacionamentos de amizade beirando o
superficial, amores expressos e outros egoísmos que cometemos. Notado
isto voltei a ficar mais Darth Vader do que Obi Wan, rs. Talvez, isso
tenha acelerado meu processo de doenças ou não. Bom, por essas e outras
quero falar um pouco do excelente filme: The Bucket List(Chutar o
Balde/Antes de Partir).
Jack Nicholson(meu Muso) depois do atentado 11 de Setembro resolveu fazer filmes mais tranquilos. Assim, foi com Como Você Sabe e Antes de Partir.
Este último é maravilhoso e deve ser item obrigatório em nossa DVDteca.
Não costumo colocar a sinopse do filme; pois o blog vai em outra
direção. Porém, este merece.Carter Chambers (Morgan
Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico.
Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se
sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a
ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico
empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto
só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto
precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode
ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios.
Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem
poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a
lista da bota, algo que seu professor de filosofia na faculdade passou
como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que
Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela
Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo
mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.
O
filme é um
grande show de interpretação dos nossos magníficos atores. Mas, não
podemos esquecer outro que deve receber uma salva de Clap/Claps: o
roteirista Justin Zackham que criou uma obra de arte do ponto de vista
fotográfico e filosófico. Por outro lado, Rob Reiner diretor que tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & Sally (1989)
fica como 'coadjuvante', quando se tem Freeman e Nicholson. Filme é quase todo
rodado em estúdio, infelizmente, não consegue se
esquivar do artificialismo[mesmo assim vale assistir]. Seja no Egito ou na Índia,
Reiner começa com um plano aéreo para identificarmos o ponto turístico,
depois passa para um plano geral da dupla entre alguns figurantes
caracterizados, e termina com um plano mais próximo de Nicholson e
Freeman conversando em frente a um fundo falso. Cena do paraquedismo
também deixa a desejar. Cenários a parte o filme ganha na simpatia do enredo e nas atuações.
Uma curiosidade sobre o longa,uma
macabra coincidência assombrou os estúdios um pouco antes das
filmagens, Nicholson teve
que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por
meses. O fato de interpretar um personagem intransigente à beira da
morte
evidentemente mostrou mais uma vez a brilhante atuação do Mestre
Nicholson que abusou do senso de urgência enriquecendo o personagem, em
interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman.Reiner
consegue equilibrar o drama da
pesada com algum humor, e fazer com que o sentimento não caísse no
sentimentalismo de perder o ar de tanto choro. Um filme estranho e
absurdo que consegue deixar o espectador apaixonado pela idéia do
repensar à vida antes de partir....
Algumas passagens interessantes do filme:
"É difícil determinar o que resume a vida de uma pessoa. Uns dizem que são as amizades que deixou. Outros dizem que é a fé que teve. Outros, o quanto amou. Outros dizem que a vida não tem sentido algum.[...]seja como for...Edward Cole viveu mais em seus últimos dias na terra... do que a maioria em uma vida inteira. Só sei que ele morreu de olhos fechados... mas de coração aberto."
Responda à 2 perguntas: "Eu encontrei alegria em minha vida?" "Minha vida trouxe alegria a outras pessoas?"
"Três coisas para se lembrar quando envelhecer. Nunca dispense um banheiro... nunca desperdice uma ereção e nunca confie em um pum."
Dentre
várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a
mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização
europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos
ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de
sua degustação pela população.
Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em
um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz
sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais
cobiçado e desejado por muitos, é
apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir
valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da
filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da
França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da
igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns
moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que
mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como
costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo
de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2
Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias,
doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos
tempos ao sucederem-se as gerações.
O
fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor
ou o Triptofano*.Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas:
os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres.
Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado
triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um
neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença
do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese
de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda
controversa.
Chocolate
é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra
de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o
'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao
'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme
para viciados no prazer do BEM viver! Utópico, sim concordo.Porém, uma
fuga da realidade nos tempos atuais é necessário. Um
filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de
algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos
religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo. Viva o Chocolate!!!!
Dificilmente, um filme consegue
reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros
aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem
subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul
de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que
sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe.
Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não
perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para
Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era
criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas
têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio)
-, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o
pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras
ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai
'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem
preconceitos? Por outro lado, racismo, preconceito, não
são 'comuns' somente em países americanos e europeus referente a
comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo
tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no
filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar,
analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa
razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por
isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso
filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e
sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida
no
planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura,
etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes,
não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as
manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais.
Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert
Bentley, derrotado nas eleições e até mesmo algumas declarações do
derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante
sempre foi uma das
mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do
sexagenário,
ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a
exploração do homem pelo homem. A
lei áurea que foi assinada por
Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da
nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.
Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma
estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços
erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se
tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente,
Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do
título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das
abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas
raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar
de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa
grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas
dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição
de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como
'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das
personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à
ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
Uma
obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte
americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi
essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue
encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme
sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o
espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também
temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo
tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para
absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos
compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/
autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são
esquecidos ou passados em branco. Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!
Compaixão,Ternura,Compreensão,Solidariedade
e Amor entre às pessoas. Todos sentimentos e ações que um dia tive
pelos humanos em leve queda de extinção.Triste e verdadeiro notar que
quando você está fora do mercado social/profissional; pessoas que você
ajudou somem. Interessante, não é? Estender a mão, compartilhar contatos
profissionais, auxiliar com conselhos ou até indicar vagas de
empregos...Ações que agora penso mil vezes antes de fazer. É duro você
ter que optar por um coração 'congelado'... Matar um leão por dia, ver
algumas pessoas virarem as costas para você(sei que todos somos
"substituíveis") e com essas quedas vertiginosas aprendemos que devemos
manter porções razoáveis de bondade. Interessante, essa volta que o
mundo dá. Essa ação e reação sempre constante em nossas vidas. Anyway,
toda essa pequena reflexão, fez lembrar a notória película:
Uma Lição de Amor Mais uma excepcional direção de Jessie Nelson. Diretora que já deixou sua sensível marca
tanto em direção quanto em roteiro nos filmes: Corina, Uma Babá quase
Perfeita, História de Nós Dois, Lado a Lado, Titio Noel e Minha mãe quer
que eu Case.
I AM SAM, conta com a brilhante atuação de Sean Penn, Dakota Fanning, MIchelle Pfeiffer entre outros.
Trilha sonora que funciona mágicamente pois marca uma das características principais de
Sam,um aficcionado pelos Beatles. Tanto que sua filha foi
batizada com o nome de Lucy Diamond, em homenagem à música célebre do
disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band".
E em consequência disso, a trilha sonora é uma ótima coleção de versões
de músicas dos Beatles cantadas por artistas contemporâneos.
Alguns destaques: You've got to hide your love away" (Eddie Vedder), "I'm looking through you" (The Wallflowers, que são mais conhecidos pela música tema do seriado Friends), "Lucy in the sky with diamonds" (Black Crowes) e "Blackbird" (Sarah McLachlan, divina).
Voltemos ao filme,rs. Na Antiguidade Clássica, particularmente
entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas
que apresentassem deficiências físicas ou mentais,
podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por
outro lado, imaginarmos que há várias barreiras
que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas
que dizem respeito à forma como os deficientes são
encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que
ainda há muitas mudanças a serem implementadas.O
personagem Sam
vive dentro de condições que poderíamos
considerar como adequadas no contexto atual, no que tange
a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente
a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio
apartamento, está empregado em uma lanchonete onde
atua como garçom, recebe seus amigos para assistir
vídeos clássicos e cuida de sua filhinha.
No decorrer do filme a convivência entre o cliente deficiente e a
advogada vai fazer com que ambos procurem reavaliar suas relações com as
pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio. As
melhores cenas são, sem dúvida, as em que Sam contracena com seus
amigos, todos eles deficientes, e que garantem bons momentos hilários,
como o da secretária eletrônica, dos balões, dentre outras, que fazem
com que o filme se torne mais agradável de ser assistido.
Outro ponto bem observado no filme é sistema judiciário norte-americano,
onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos
para a solução de um caso traumático
de separação entre pai e filha e temos uma idéia
da trama do filme. Outra amarração da trama é a experiência vivida por Sam ser retratada na figura
de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer),
uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para
ouvir o que seu filho tem a lhe dizer.
A
'frieza' de Rita Harrison, ensina a seu modo que o mundo 'cruel',
muitas vezes acaba afastando nossa compaixão/ternura daqueles que
amamos. Já, Sam dá uma aula do que é o amor incondicional. Sua filha
retribuindo esse amor com indas e vindas sobre sua guarda é emocionante.
Um filme que consegue mostrar 'pinceladas', sobre o que é ser portador
de deficiências, necessitar do sistema judiciário e ainda resolver
conflitos familiares. Tudo isso embalado por essa trilha sonora
impecavelmente necessária em nossa coleção.
Em resumo e segundo filha de Sam:" Nós só precisamos de amor".
(Filha de Sam quando questionada em juízo sobre seu pai).
"One summer, four orphans boys who have grown to be the closest of
friends find themselves competing for the attention of the same family."
Um filme envolvente que trás um Daniel Radcliffe, maduro e um pouco menos Potter.
Baseado no clássico romance de Michael Noonam, Um Verão Para Toda Vida
é a história de quatro adolescentes órfãos que crescem enclausurados em
um convento católico no deserto da Austrália nos anos 1960.
Cada vez mais, eles vêem crianças menores sendo adotadas por famílias
adoráveis, e chegam à conclusão de que, à medida que ficam mais velhos,
sua vez de serem adotados talvez nunca chegue. Quando o convento envia
os meninos para uma região litorânea em um verão, finalmente eles
vislumbram algo em seu horizonte. O filme trata de forma sutil esse
longo caminho da adoção.
No Brasil cerca de 8 mil crianças e adolescentes estão aptas à adoção, segundo
pesquisa do Ipea. Cadastro nacional reunirá dados com perfis de crianças
e possíveis pais adotivos.
Documentos, entrevistas e avaliação psicológica fazem parte do passo a
passo para quem pretende adotar uma criança ou adolescente no país.
Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea),
80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8
mil (10%) delas estão aptas para adoção.
Quem pode adotar
Adultos
com mais de 21 anos, independentemente do estado civil, pode ser
solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato. Na hipótese de
ser casado ou viver em uma relação de concubinato, a adoção deve ser
solicitada por ambos, que participarão juntos de todas as etapas do
processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.Qualquer
pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a
quem pretende adotar. A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste
caso, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.
Quem não pode adotar
Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso,
cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de
Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.
Quem pode ser adotado
Crianças
e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de
adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos. Crianças e
adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com
a adoção de seu filho.Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De
acordo com o novo Código Civil, a adoção depende de sentença de juiz.
December
Boys, retrata o caminho da adoção de maneira poética, sutil e notável.
Com um final inteligente e até surpreendente mostrando os laços de
amizade que acabam superando as rivalidades, selando de uma vez
por todas as fortes amarras que sempre ataram os garotos de dezembro,
fazendo-os descobrir o verdadeiro sentido de amizade, família e amor.
Com locações que encantam nas Ilhas Adelaide e Kangaroo, também com cenas nos estádios da Australian Film Corporation.
O diretor Rod Hardy havia trabalhado na Ilha Kangaroo há alguns anos:
“Eu sabia que era um lugar especial. O roteiro pedia locações em uma
enseada que fosse, ao mesmo tempo, linda e com um ar meio triste,
desolado.Faz mais de dez anos que o produtor Richard Becker adquiriu os direitos do filme Um Verão Para Toda Vida.
Becker diz que sempre gostou de histórias sobre humanidade, amizade e
amor, e que ficou muito comovido com a história dos quatro meninos
órfãs. “Eu acho que todos tiveram um verão inesquecível em que,
repentinamente, amadureceram; em que a jornada foi especialmente
intensa, quando coisas importantes aconteceram.
No
filme, temos um Daniel Radcliffe um pouco distante do óculos Potter,
magias e bruxarias. Porém, sua atuação um pouco 'tímida', deixa o fã com
um ponto de interrogação: Será, que ele nunca atravessará aquarta parede
( parede imaginária situada na frente do palco do teatro) que
transforma os atores em grandes espetáculos? Um grande destaque foi o
ator que fez o papel do Misty(Lee Cormie) atuação que convence e
até emociona.Seu desempenho excelente de muitas maneiras acabou
ofuscando Radcliffe como "Maps". Lee Cormie, seria a nova aposta do
cinema australiano? Lee
Cormie mergulhou de cabeça com o seu
desempenho credível como pesadelo e ferido Michael Greene no filme de
terror sobrenatural Darkness Falls (2003). Alguns críticos condenam o
filme como um verdadeiro(lixo), por outro lado nosso corajoso ator
recebeu críticas
comparando seu desempenho ao de Haley Joel Osmont em 'O Sexto Sentido'.
Sobre o filme Daniel cita: "E a cena em Um Verão Para Toda Vida, que eu pensei que fosse ser
legal e sensual, foi bastante clínica. Minha definição de um bom beijo
não incluiria a palavra clínica."
"Muitos roteiros chegavam até mim, mas nenhum realmente me agradava.
Quando eu li December Boys, eu adorei. Era uma história bastante
simples, mas eu a achei muito bonita, meu personagem Maps é bem
diferente de Harry, e então eu soube que esse seria um desafio pra mim.
Eu tenho interpretado Harry há cinco anos, então é muito bom fazer algo
diferente." Daniel, após longo período entre bruxinhas e trouxas de Hogwarts, ganha uma belissima parceria com Teresa Edwina Palmer(atriz, cantora e modelo) que já atuou ao lado de Nicolas Cage e Adam Sandler.
Relembrando Potter
Emma estreia em novembro “My Week with Marilyn”, uma
produção pequena de US$ 10 milhões.Ela atua como a assistente de
guarda-roupa de Marilyn Monroe. Radcliffe foi
escalado para ser um advogado especialista em heranças às voltas com
fantasmas no terror gótico “A Woman in Black”. Sobre o seu momento
atual ele declarou à revista americana “The Hollywood Reporter”: “Sei
que minha fama não vai durar para sempre. Vão aparecer novas franquias e
outros atores. Portanto, tenho de aproveitar o momento.” O feitiço
virou contra o feiticeiro: o momento de Radcliffe como Harry Potter foi
muito longo e vai ser difícil alguém imaginá-lo sem a
varinha mágica e os óculos de aros redondos.Já, Rupert Grin, fez sua
lição de casa(digna de nota 10) em Driving Lessons e promete continuar
com sua belissima atuação em: Cross Country,Postman Pat: The Movie - You Know You're The One e The Drummer.
No
filme, muitas frases agradam como: "Acredito naquilo que não vejo";
"Ela parece um carro sem motorista"; "Ela já deve ter ido para o céu".
Temos uma fotografia que agrada, cenários típicos de viagem e um cavalo
negro que abre caminho para cena final.Definitivamente,um enredo que
vale a pena.
December
Boys, acende uma fagulha 'sobre o que é' o caminho da adoção, mostra a
singela vida familiar seus encontros e desencontros. No geral,um filme
que acalma! Quando tiver uma noite fria regada com um bom vinho,
biscoitos amanteigados e tortillas apimentadas...Já sabe qual filme
alugar, não é?