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11 de ago. de 2013

Feliz Dia dos Pais, mamãe!

Ano passado, em uma data que há muito passa despercebida para mim, tive uma agradável surpresa na linha do tempo do meu Facebook. Várias pessoas, em especial as mais jovens, estavam desejando feliz Dia dos Pais... para suas mães. Durante todo o dia amontoaram-se fotos, homenagens e mensagens para as mães batalhadoras que precisam desempenhar um papel duplo na criação de seus filhos. E até há pouco tempo essas mulheres admiráveis eram vistas com maus olhos.
Uma das boas consequências da Primeira Guerra Mundial (e, acredite se quiser, guerras têm boas consequências, como o avanço tecnológico) foi a inserção mais rápida da mulher no mercado de trabalho, que seria inevitável, mas talvez demorasse mais em tempos de paz. Milhões de mulheres foram trabalhar nas fábricas e passaram a sustentar a casa na ausência dos maridos, sendo que muitos deles não voltaram dos campos de batalha.

A partir da década de 1960, com conquistas sobre seu próprio corpo, como o direito de decidir quando e mesmo se querem ter filhos, as mulheres avançaram ainda mais. Entretanto, em especial em cidades pequenas, a mulher divorciada era vista com muito preconceito, a começar pela Igreja.    

Segundo o Censo de 2010, mais de 37% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Em 12,2% dos lares, moravam a mulher e seus filhos, sem um cônjuge do sexo masculino. Infelizmente, das famílias chefiadas por mulheres, 53% se encontram abaixo da linha da pobreza, isso devido à velha condição da disparidade de salários entre os sexos, além do fato de que muitas meninas pobres engravidam e seus companheiros não assumem a responsabilidade. 
Muitas vezes essa “família disfuncional” é apontada como causa primeira de traumas e problemas diversos para os filhos. A falta de uma figura paterna às vezes é apontada como causa de criminalidade, uma vez que alguns adolescentes não se acostumaram a receber ordens de adultos do sexo masculino. Sim, as mães solteiras ou divorciadas devem ter o máximo de cuidado com seus filhos, da mesma maneira que as casadas. Indo para o lado pessoal, fui criada por minha mãe e por meus avós, e não me transformei em delinquente. Sim, tenho problemas, mas estes todos nós enfrentamos. Entretanto, não consigo imaginar a palavra “pai” saindo de minha boca, seja falando sobre meu próprio pai ou, num futuro que nem sei se ou como vai acontecer, falando de um companheiro para um filho.  

As mulheres sempre sofrem pressão para terem filhos. Se os têm e se separam, a criança ou adolescente acaba virando um repelente para outros relacionamentos e motivo constante de preocupação e, às vezes, de batalhas judiciais. As mulheres que são pai e mãe merecem todo nosso respeito não só em datas comemorativas, mas em todos os 365 dias do ano.

22 de mar. de 2013

The Bucket List

Estou vivendo um momento complicado  referente à saúde e outro dia repensando meus atos, questionei: Será que fiz algo bom ao planeta? Aos que me cercam? Aos meus amigos? 
Não tenho medo da morte e acredito que nosso período na terra é apenas uma passagem (aprendizado) e por isso devemos ser menos egoísmo e mais coração. Porém,o meu maior defeito é lidar com raiva e mágoas quem sabe um dia consiga lidar com isso,rs. Enfim, de uns 10 anos pra cá tenho notado um certo distanciamento entre às pessoas, relacionamentos de amizade beirando o superficial, amores expressos e outros egoísmos que cometemos. Notado isto voltei a ficar mais Darth Vader do que Obi Wan, rs. Talvez, isso tenha acelerado meu processo de doenças ou não.
Bom, por essas e outras quero falar um pouco do excelente filme: The Bucket List(Chutar o Balde/Antes de Partir).
Jack Nicholson(meu Muso) depois do atentado 11 de Setembro resolveu fazer filmes mais tranquilos. Assim, foi com Como Você Sabe e Antes de Partir. Este último é maravilhoso e deve ser item obrigatório em nossa DVDteca. Não costumo colocar a sinopse do filme; pois o blog vai em outra direção. Porém, este merece.Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a lista da bota, algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.

O filme é um grande show de interpretação dos nossos magníficos atores. Mas, não podemos esquecer outro que deve receber uma salva de Clap/Claps: o roteirista Justin Zackham que criou uma obra de arte do ponto de vista fotográfico e filosófico. Por outro lado, Rob Reiner diretor que tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & Sally (1989) fica como 
'coadjuvante', quando se tem Freeman e Nicholson. Filme é quase todo rodado em estúdio, infelizmente, não consegue se esquivar do artificialismo[mesmo assim vale assistir]. Seja no Egito ou na Índia, Reiner começa com um plano aéreo para identificarmos o ponto turístico, depois passa para um plano geral da dupla entre alguns figurantes caracterizados, e termina com um plano mais próximo de Nicholson e Freeman conversando em frente a um fundo falso. Cena do paraquedismo também deixa a desejar. Cenários a parte o filme ganha na simpatia do enredo e nas atuações.
Uma curiosidade sobre o longa,uma macabra coincidência assombrou os estúdios um pouco antes das filmagens, Nicholson teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por meses. O fato de interpretar um personagem intransigente à beira da morte evidentemente mostrou mais uma vez a brilhante atuação do Mestre Nicholson que abusou do senso de urgência enriquecendo o personagem, em interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman.Reiner consegue equilibrar o drama da pesada com algum humor, e fazer com que o sentimento não caísse no sentimentalismo de perder o ar de tanto choro. Um filme estranho e absurdo que consegue deixar o espectador apaixonado pela idéia do repensar à vida antes de partir....

Algumas passagens interessantes do filme:
 "É difícil determinar o que resume a vida de uma pessoa.
Uns dizem que são as amizades que deixou.
Outros dizem que é a fé que teve.
Outros, o quanto amou.
Outros dizem que a vida não tem sentido algum.[...]seja como for...Edward Cole viveu mais em seus últimos dias na terra...
do que a maioria em uma vida inteira.
Só sei que ele morreu de olhos fechados...
mas de coração aberto."



Responda à 2 perguntas:
"Eu encontrei alegria em minha vida?"
"Minha vida trouxe alegria a outras pessoas?"
"Três coisas para se lembrar
quando envelhecer.
Nunca dispense um banheiro...
nunca desperdice uma ereção e 
nunca confie em um pum."



4 de jan. de 2013

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!! 



19 de dez. de 2012

The Secret Life of Bees

Dificilmente, um filme consegue reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai 'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem preconceitos?

Por outro lado, racismo, preconceito, não são  'comuns' somente em países americanos e europeus referente a comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar, analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida no planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura, etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes, não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais. Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert Bentley, derrotado nas eleições  e até mesmo algumas declarações do derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante sempre foi uma das mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do sexagenário, ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a exploração do homem pelo homem. A lei áurea que foi assinada por Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.

 Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente, Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como 'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
 Uma obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/ autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são esquecidos ou passados em branco.
Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!

12 de nov. de 2012

I AM SAM - Uma Lição de Amor



Sabe, o que 'curiosamente' sinto falta?
 Compaixão,Ternura,Compreensão,Solidariedade e Amor entre às pessoas. Todos sentimentos e ações que um dia tive pelos humanos em leve queda de extinção.Triste e verdadeiro notar que quando você está fora do mercado social/profissional; pessoas que você ajudou somem. Interessante, não é? Estender a mão, compartilhar contatos profissionais, auxiliar com conselhos ou até indicar vagas de empregos...Ações que agora penso mil vezes antes de fazer. É duro você ter que optar por um coração 'congelado'... Matar um leão por dia, ver algumas pessoas virarem as costas para você(sei que todos somos "substituíveis") e com essas quedas vertiginosas aprendemos que devemos manter porções razoáveis de bondade. Interessante, essa volta que o mundo dá. Essa ação e reação sempre constante em nossas vidas. Anyway, toda essa pequena reflexão, fez lembrar a notória película:

Uma Lição de Amor

Mais uma excepcional direção de Jessie Nelson. Diretora que  já deixou sua sensível marca tanto em direção quanto em roteiro nos filmes: Corina, Uma Babá quase Perfeita, História de Nós Dois, Lado a Lado, Titio Noel e Minha mãe quer que eu Case.
I AM SAM, conta com a brilhante atuação de Sean Penn,  Dakota Fanning, MIchelle Pfeiffer entre outros.
 Trilha sonora que funciona mágicamente pois marca uma das características principais de Sam,um aficcionado pelos Beatles. Tanto que sua filha foi batizada com o nome de Lucy Diamond, em homenagem à música célebre do disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band". E em consequência disso, a trilha sonora é uma ótima coleção de versões de músicas dos Beatles cantadas por artistas contemporâneos.
Alguns destaques:  You've got to hide your love away" (Eddie Vedder), "I'm looking through you" (The Wallflowers, que são mais conhecidos pela música tema do seriado Friends), "Lucy in the sky with diamonds" (Black Crowes) e "Blackbird" (Sarah McLachlan, divina). 

Voltemos ao filme,rs. 

 Na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.O personagem Sam vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha.
No decorrer do filme a convivência entre o cliente deficiente e a advogada vai fazer com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio. As melhores cenas são, sem dúvida, as em que Sam contracena com seus amigos, todos eles deficientes, e que garantem bons momentos hilários, como o da secretária eletrônica, dos balões, dentre outras, que fazem com que o filme se torne mais agradável de ser assistido.


Outro ponto bem observado no filme é sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Outra amarração da trama é a experiência vivida por Sam ser retratada na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer.
A 'frieza' de Rita Harrison, ensina a seu modo que o mundo 'cruel', muitas vezes acaba afastando nossa compaixão/ternura daqueles que amamos. Já, Sam dá uma aula do que é o amor incondicional. Sua filha retribuindo esse amor com indas e vindas sobre sua guarda é emocionante. Um filme que consegue mostrar 'pinceladas', sobre o que é ser portador de deficiências, necessitar do sistema judiciário e ainda resolver conflitos familiares. Tudo isso embalado por essa trilha sonora impecavelmente necessária em nossa coleção. 
Em resumo e segundo filha de Sam:" Nós só precisamos de amor". 
(Filha de Sam quando questionada em juízo sobre seu pai).





12 de set. de 2012

December Boys

"One summer, four orphans boys who have grown to be the closest of friends find themselves competing for the attention of the same family."
 
Um filme envolvente que trás um Daniel Radcliffe, maduro e um pouco menos Potter.
 Baseado no clássico romance de Michael Noonam, Um Verão Para Toda Vida é a história de quatro adolescentes órfãos que crescem enclausurados em um convento católico no deserto da Austrália nos anos 1960. Cada vez mais, eles vêem crianças menores sendo adotadas por famílias adoráveis, e chegam à conclusão de que, à medida que ficam mais velhos, sua vez de serem adotados talvez nunca chegue. Quando o convento envia os meninos para uma região litorânea em um verão, finalmente eles vislumbram algo em seu horizonte. O filme trata de forma sutil esse longo caminho da adoção.

No Brasil cerca de 8 mil crianças e adolescentes estão aptas à adoção, segundo pesquisa do Ipea. Cadastro nacional reunirá dados com perfis de crianças e possíveis pais adotivos.
Documentos, entrevistas e avaliação psicológica fazem parte do passo a passo para quem pretende adotar uma criança ou adolescente no país. Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para adoção. 

Quem pode adotar 
Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil, pode ser solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato. Na hipótese de ser casado ou viver em uma relação de concubinato, a adoção deve ser solicitada por ambos, que participarão juntos de todas as etapas do processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.Qualquer pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a quem pretende adotar. A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.
Quem não pode adotar 
Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso, cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.
Quem pode ser adotado 
Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos. Crianças e adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com a adoção de seu filho.Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De acordo com o novo Código Civil, a adoção depende de sentença de juiz.

December Boys, retrata o caminho da adoção de maneira poética, sutil e notável. Com um final inteligente e até surpreendente mostrando os laços de amizade que acabam superando as rivalidades, selando de uma vez por todas as fortes amarras que sempre ataram os garotos de dezembro, fazendo-os descobrir o verdadeiro sentido de amizade, famí­lia e amor.
Com locações que encantam nas Ilhas Adelaide e Kangaroo, também com cenas nos estádios da Australian Film Corporation. O diretor Rod Hardy havia trabalhado na Ilha Kangaroo há alguns anos: “Eu sabia que era um lugar especial. O roteiro pedia locações em uma enseada que fosse, ao mesmo tempo, linda e com um ar meio triste, desolado.Faz mais de dez anos que o produtor Richard Becker adquiriu os direitos do filme Um Verão Para Toda Vida. Becker diz que sempre gostou de histórias sobre humanidade, amizade e amor, e que ficou muito comovido com a história dos quatro meninos órfãs. “Eu acho que todos tiveram um verão inesquecível em que, repentinamente, amadureceram; em que a jornada foi especialmente intensa, quando coisas importantes aconteceram.

No filme, temos um Daniel Radcliffe um pouco distante do óculos Potter, magias e bruxarias. Porém, sua atuação um pouco 'tímida', deixa o fã com um ponto de interrogação: Será, que ele nunca atravessará a quarta parede ( parede imaginária situada na frente do palco do teatro) que transforma os atores em grandes espetáculos? Um grande destaque foi o ator que fez o papel do Misty(Lee Cormie) atuação que convence e até emociona.Seu desempenho excelente de muitas maneiras acabou ofuscando Radcliffe como "Maps". Lee Cormie, seria a nova aposta do cinema australiano? Lee Cormie mergulhou de cabeça com o seu desempenho credível como pesadelo e ferido Michael Greene no filme de terror sobrenatural Darkness Falls (2003). Alguns críticos condenam o filme como um verdadeiro(lixo), por outro lado nosso corajoso ator recebeu críticas comparando seu desempenho ao de Haley Joel Osmont em 'O Sexto Sentido'.

Sobre o filme Daniel cita: "E a cena em Um Verão Para Toda Vida, que eu pensei que fosse ser legal e sensual, foi bastante clí­nica. Minha definição de um bom beijo não incluiria a palavra clí­nica."
 "Muitos roteiros chegavam até mim, mas nenhum realmente me agradava. Quando eu li December Boys, eu adorei. Era uma história bastante simples, mas eu a achei muito bonita, meu personagem Maps é bem diferente de Harry, e então eu soube que esse seria um desafio pra mim. Eu tenho interpretado Harry há cinco anos, então é muito bom fazer algo diferente." Daniel, após longo período entre bruxinhas e trouxas de Hogwarts, ganha uma belissima parceria com Teresa Edwina Palmer(atriz, cantora e modelo) que já atuou ao lado de Nicolas Cage e Adam Sandler.

Relembrando Potter
Emma estreia em novembro “My Week with Marilyn”, uma produção pequena de US$ 10 milhões.Ela atua como a assistente de guarda-roupa de Marilyn Monroe. Radcliffe foi escalado para ser um advogado especialista em heranças às voltas com fantasmas no terror gótico “A Woman in Black”. Sobre o seu momento atual ele declarou à revista americana “The Hollywood Reporter”: “Sei que minha fama não vai durar para sempre. Vão aparecer novas franquias e outros atores. Portanto, tenho de aproveitar o momento.” O feitiço virou contra o feiticeiro: o momento de Radcliffe como Harry Potter foi muito longo e vai ser difícil alguém imaginá-lo sem a varinha mágica e os óculos de aros redondos.Já, Rupert Grin, fez sua lição de casa(digna de nota 10) em Driving Lessons e promete continuar com sua belissima atuação em:  Cross Country,Postman Pat: The Movie - You Know You're The One e The Drummer.

No filme, muitas frases agradam como: "Acredito naquilo que não vejo"; "Ela parece um carro sem motorista"; "Ela já deve ter ido para o céu". Temos uma fotografia que agrada, cenários típicos de viagem e um cavalo negro que abre caminho para cena final.Definitivamente,um enredo que vale a pena. 
December Boys, acende uma fagulha 'sobre o que é' o caminho da adoção, mostra a singela vida familiar seus encontros e desencontros. No geral,um filme que acalma! Quando tiver uma noite fria regada com um bom vinho, biscoitos amanteigados e tortillas apimentadas...Já sabe qual filme alugar, não é?