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8 de fev. de 2013

O Signo da Cidade

O Signo da Cidade é um filme brasileiro de 2007, do gênero drama, dirigido por Carlos Alberto Riccelli e com roteiro de Bruna Lombardi, que também interpreta a personagem principal.

No filme temos nossa São Paulo, com suas histórias, sua grandiosidade, particularidades, solidões e amores.Bruna interpreta a astróloga Teca, que em seu programa de rádio, acolhe, escuta e dá conselhos. Mesmo se recuperando da recente separação ela fica levemente atraída pelo Gil (Malvino Salvador) que por sua vez enfrenta uma crise conjugal com sua mulher (Denise Fraga).Com o pai (Juca de Oliveira), Teca vive um dilema bem mais forte e antigo. A amiga de sua mãe que morreu, que ela sempre viu como uma espécie de tia, tem um segredo para lhe contar.O filme retrata uma São Paulo,pesada, urgente, doente e carente. Há racismo, como o vivido tanto pelo enfermeiro Sombra (Luís Miranda) e o travesti Josialdo (Sidney Santiago). E há a inadequação, como o emo Biô (Bethito Tavares), mergulhado nas baladas em busca de diversão e amor.A chave da história é essa dor humana que não se pode evitar, por mais remédios que se procurem.A astróloga não tem a pretensão de ser a 'cura' para esse pseudo mal que assola os grandes centros urbanos: Solidão. Claro que existem aqueles que amam estar só(sou um desses) admiro a frase:"Ser só para somente SER". Por outro lado, os centros urbanos englobam uma grande variedade de pessoas com seus estilos e culturas variadas. A população nas cidades urbanas vem crescendo ao longo dos anos através do desenvolvimento da industrialização e a crescente oferta e demanda de empregos nestes grandes centros.

A diversidade é algo encantador, pois dentro de uma cidade pode-se encontrar diversas manifestações culturais como, por exemplo, a dança, a música e a crença e também uma grande variedade de etnias.  
Algumas pessoas, principalmente os que moram nos centros urbanos, estão vivendo em uma época onde o consumismo está em alta, a banalização da cultura cresce cada vez mais e a tecnologia ocupando nossa vida quase 24h por dia.Tudo é cronometrado, a vida está muito controlada pelo relógio. A cultura do efêmero, dita que tudo deve ser consumido agora, no presente, e muitas vezes isso acaba sendo prejudicial.


Muitas vezes os moradores das cidades urbanas como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a impressão de que não “habitam” a cidade onde moram, ou seja, não participam da vida social da cidade, não conhecem os lugares de lazer, pois estão sempre correndo contra o tempo. Esta falta de tempo e a necessidade de consumir cada vez mais diminuem as relações sociais entre as pessoas o que gera a sensação de solidão. Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas.Emile Durkhaim, sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social.Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. 

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das ideias. 
 O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso redor.


O filme consegue resumir tudo isso apoiando-se numa dramaturgia inteligente, sem demagogia e um legítimo interesse pelo ser humano. Tudo isso é coroado pela direção e câmera sutis (ótima direção de fotografia de Marcelo Trotta), que revelam uma São Paulo ambígua e generosa.

"Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento".

Um filme peculiarmente fascinante!

4 de dez. de 2012

O Iluminado - The Shining


Seria o livro O Iluminado uma inspiração do Cinq Contes(O albergue/Pousada) de Guy Maupassant?“Mais tarde, assim que as trevas desceram sobre a montanha, novos terrores o assaltaram. Começou a andar pela cozinha escura, mal-iluminada pela chama da vela, andava de um para o outro lado, com passos largos, atento, desejoso de certificar-se se o grito apavorante da noite anterior não tornaria a romper o silencio morno lá de fora. E o desgraçado sentia-se só como nenhum outro homem jamais estivera! Estava sozinho naquele imenso deserto de neve, sozinho a dois mil metros acima da terra habitada, acima das moradas humanas, acima da vida que se agitava, rumorejava e palpitava, sozinho no céu gelado! Atenazava-o uma vontade louca de fugir para qualquer outro lugar, fosse qual fosse, de atirar-se ao abismo para chegar a Loeche; mas nem sequer ousava abrir a porta, na certeza de que o outro, o morto, lhe interceptaria o passo a fim de também não ficar sozinho naquelas alturas.” O tratamento que Kubrick deu ao filme te agradou? Crítica 'especializada' reclamou da extinção de sustos, arrepios e fidelização ao livro. King é "o rei do terror", já Kubrick resolveu fazer um filme que não fosse uma reprodução filmada do romance.Pauline Kael da revista The New Yorker, por exemplo, censurava alguns 'excessos' técnicos de Kubrick como distração para o que deveria ser uma honesta e amedrontadora história de terror. 

Ela também ia diretamente ao ponto quando investia contra a mania metafísica do diretor, que colocava Jack Torrance (Jack Nicholson) como o zelador eterno do hotel Overlook, o que é parte de um diálogo de um garçom-fantasma com Jack. Kael faz a dedução perfeita: se o mal é eterno, o osso projetado no ar, de 2001, seria a 'forma primitiva' do machado de Jack em O iluminado
Jack e seus roncos furiosos/animalescos na perseguição dos animais recortados nos arbustos do jardim, seria a transformação dele mesmo em macaco?  Maybe!
Fãs de Kubrick gostaram já os fãs de King 'detestaram'. Eu adoro os dois portanto AMEI.No livro, entende-se que o hotel, uma entidade do Mal, queria se apoderar da capacidade paranormal de Danny, o menino da história. Isso é tratado de raspão no filme. Jack, no livro, é um alcoólatra que está se recuperando. O hotel aproveita para dominar sua mente. No filme não se fala disso, o que faz a frase de Jack ― "Daria qualquer coisa por um drinque" ― uma espécie de oferenda de sua alma para o Mal, sem efeito para quem não conheça o livro.Do que se tem medo em O iluminado
A loucura de Jack poderia ser sinonimo de esquizofrenia?
O simples e inofensivo ato de pensar estar na pele de Torrance é intimidador? Não acho. 
Talvez a ficção, mais especificamente o cinema, seja o único modo de enfrentarmos de CARA LIMPA algo que nos é implícito: a violência. Mesmo que contra as pessoas que mais amamos. E nenhuma outra obra representaria com tanta autoridade o saciamento deste desejo primário. Stanley Kubrick ensaia entregar uma válvula, um passaporte para aquele mundo onde podemos liberar raiva e fúria acumuladas sem maiores problemas. Onde se ensaia o sentido mais bruto de “liberdade”, cortado ao meio pelo final feliz mais triste de todos os tempos.
Jack Torrance meio a frustrações e incapacidade de levar seu projeto adiante.


Exibe um festival de ações/sentimentos para o deleite de qualquer psiquiatra forense.
O diretor faz de Jack Torrance um resumo do seu próprio estilo. Um círculo fechado, um pesadelo, um labirinto infinito pelo qual, em toda obra com a insígnia do Stanley, somos convidados a passear, a nos perder e a enlouquecer tentando nos encontrar.
Fotografia é muito bonita, como na cena do bar. Trilha sonora me agrade muito. Jack Nicholson em seu estilo "Estranho no Ninho" , sou fã, rs.
De qualquer forma um dos mais desajustes esquizofrênicos mais geniais do cinema.

12 de nov. de 2012

I AM SAM - Uma Lição de Amor



Sabe, o que 'curiosamente' sinto falta?
 Compaixão,Ternura,Compreensão,Solidariedade e Amor entre às pessoas. Todos sentimentos e ações que um dia tive pelos humanos em leve queda de extinção.Triste e verdadeiro notar que quando você está fora do mercado social/profissional; pessoas que você ajudou somem. Interessante, não é? Estender a mão, compartilhar contatos profissionais, auxiliar com conselhos ou até indicar vagas de empregos...Ações que agora penso mil vezes antes de fazer. É duro você ter que optar por um coração 'congelado'... Matar um leão por dia, ver algumas pessoas virarem as costas para você(sei que todos somos "substituíveis") e com essas quedas vertiginosas aprendemos que devemos manter porções razoáveis de bondade. Interessante, essa volta que o mundo dá. Essa ação e reação sempre constante em nossas vidas. Anyway, toda essa pequena reflexão, fez lembrar a notória película:

Uma Lição de Amor

Mais uma excepcional direção de Jessie Nelson. Diretora que  já deixou sua sensível marca tanto em direção quanto em roteiro nos filmes: Corina, Uma Babá quase Perfeita, História de Nós Dois, Lado a Lado, Titio Noel e Minha mãe quer que eu Case.
I AM SAM, conta com a brilhante atuação de Sean Penn,  Dakota Fanning, MIchelle Pfeiffer entre outros.
 Trilha sonora que funciona mágicamente pois marca uma das características principais de Sam,um aficcionado pelos Beatles. Tanto que sua filha foi batizada com o nome de Lucy Diamond, em homenagem à música célebre do disco "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band". E em consequência disso, a trilha sonora é uma ótima coleção de versões de músicas dos Beatles cantadas por artistas contemporâneos.
Alguns destaques:  You've got to hide your love away" (Eddie Vedder), "I'm looking through you" (The Wallflowers, que são mais conhecidos pela música tema do seriado Friends), "Lucy in the sky with diamonds" (Black Crowes) e "Blackbird" (Sarah McLachlan, divina). 

Voltemos ao filme,rs. 

 Na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.O personagem Sam vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha.
No decorrer do filme a convivência entre o cliente deficiente e a advogada vai fazer com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio. As melhores cenas são, sem dúvida, as em que Sam contracena com seus amigos, todos eles deficientes, e que garantem bons momentos hilários, como o da secretária eletrônica, dos balões, dentre outras, que fazem com que o filme se torne mais agradável de ser assistido.


Outro ponto bem observado no filme é sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Outra amarração da trama é a experiência vivida por Sam ser retratada na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer.
A 'frieza' de Rita Harrison, ensina a seu modo que o mundo 'cruel', muitas vezes acaba afastando nossa compaixão/ternura daqueles que amamos. Já, Sam dá uma aula do que é o amor incondicional. Sua filha retribuindo esse amor com indas e vindas sobre sua guarda é emocionante. Um filme que consegue mostrar 'pinceladas', sobre o que é ser portador de deficiências, necessitar do sistema judiciário e ainda resolver conflitos familiares. Tudo isso embalado por essa trilha sonora impecavelmente necessária em nossa coleção. 
Em resumo e segundo filha de Sam:" Nós só precisamos de amor". 
(Filha de Sam quando questionada em juízo sobre seu pai).





17 de set. de 2012

RAIN MAN - (D)eficiências?

Hoje, vou teclar sobre Deficiências ou como prefiro citar: Eficiências.
O que vem a ser deficiência?
Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psiquica, fisiológica ou anatomica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em termos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.
O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença. Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo, o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa.
A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto, o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.

O filme que escolhi para abordar foi RAIN MAN, que trata sobre a questão do autismo.
Mas, antes de entrarmos no filme o que é autismo?
 Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Causas  
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir( por não poder ou não querer) falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal, com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.


Rain Man - Filme
O filme retrata a história de Raymond um autista interpretado por Dustin Hoffman que vive em um hospital psiquiátrico, até que herda uma fortuna de seu pai. Seu irmão Charlie (Tom Cruise) que desconhecia a existência de Raymond, depois do falecimento de seu pai, resolve procurar o irmão autista com interesse na sua herança. Raymond é sequestrado do hospital psiquiátrico pelo irmão, a fim de exigir a fortuna. Os dois viajam para Los Angeles para se conhecerem melhor. Durante a viagem, Raymond demonstra suas habilidades autistas. A personalidade de Reymond é marcada por suas reações (gritos, insistências, etc.) quando era forçado a fazer algo que não lhe interessava. Porém, apresentava características típicas de um garoto superdotado, como facilidade em matemática e excelente memória. No início, Charlie se irrita facilmente com o irmão, mas aos poucos, vai se envolvendo profundamente com Raymond e começa a entender suas limitações criando um carinho pelo irmão e ficando admirado com sua inteligência. A partir daí, o dinheiro não é mais prioridade para Charlie. Um filme que nos ensina a resgatar, reaprender, multiplicar ou aprender a ter respeito, carinho, amor, paciência e sensibilidade com todas pessoas. Nossos irmãos de alma que possuem um 'Q' a mais de notoriedade, devem ter suas necessidades motoras/comportamentais/psiquicas/sociais, entre outras respeitadas.O direito de ir e vir, trabalhar, socializar, amar...Deveria ser um direito de todos, não é? Sei que sair do papel virar ação efetiva são outros quinhentos principalmente, no Brasil. Porém, todos pagam impostos, todos votam,todos contribuem para o sálario mínimo dos deputados(girando em torno) 20 mil/ mês...etecéteras.Em certos momentos somos todos iguais em outros não?É minha gente, o filme Rain Man faz os mais sensíveis pensarem alto. Tenho muitos amigos (d)EFICIENTES e sei o sofrimento que é para um cego, cadeirante e outros andarem em nossas calçadas, utilizarem transporte público, etc.
Pergunta que nunca quer calar?
Este país tem jeito?