Mostrando postagens com marcador Casais que matam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casais que matam. Mostrar todas as postagens

8 de set. de 2012

Martha Beck: Quando um Coração Solitário Mata


Aqui no blog já foi comentado sobre casais assassinos e o estrago deixado por eles. Este é mais um destes casos, onde duas pessoas em sintonia maligna unem-se no intento de levar suas fantasias mais perversas ao concreto. Alguns se conhecem pelo acaso, outros - como na história de Martha e Raymond - estavam procurando encontrar. 

Martha era uma mulher insegura com seu peso, oriundo de um problema glandular que também causou-lhe uma puberdade precoce. Durante seu crescimento Martha teria sido abusada sexualmente por seu próprio irmão. Ao contar a sua mãe, esta agrediu-lhe afirmando que a culpa era dela. Depois disto o assunto foi ignorado e ela continuou estudando até formar-se em enfermagem, entretanto, não conseguiu emprego mafacilmente devido ao seu peso. Quando conseguiu foi numa funerária. Mas, não aguentou muito tempo e largou o emprego para ir a Califórnia.

Foi aí que ela conseguiu trabalho num hospital e engajar num comportamento sexual lascivo. De uma destas aventuras acabou engravidando, todavia, o pai não quis assumir a criança. Sem alternativa, ela retornou a sua cidade e inventou a história de que estava casada com um soldado, o qual faleceu em combate. Sua filha nasceu e pouco tempo depois ela retornou a engravidar, desta vez casou-se com um motorista de ônibus chamado Alfred Beck. O casamento não durou e ao ver-se com dois filhos e sem perspectiva, Martha procurou uma resposta escapista em revistas, livros e filmes românticos. Isto tudo até 1947, quando ela colocou um anúncio na sessão "Lonely-Hearts" - Corações Solitários - de um jornal; Este foi respondido por Raymond Fernandez.

No instante que estes dois ingressaram num romance intenso o rumo de suas vidas cruzaram com a de suas vítimas; Martha perdeu o emprego, entregou seus filhos para o Exército da Salvação e passou a aplicar golpes junto com Raymond. Tais golpes consistiam em Martha posar de irmã de Raymond, enquanto este seduzia a vítima e retirava-lhe dinheiro. Beck sempre mostrou-se ciumenta e violenta com a possibilidade de Fernadez engajar numa relação sexual com as vítimas, assim, sempre vigiando de perto.

Aos poucos o temperamento colérico de Beck evidenciou-se, sendo que em 1949 a dupla matou 3 pessoas:  + Janet Fay: A mesma, com 66 anos, ficou noiva de Raymond durante uma das ações da dupla; Contudo, Beck flagrou os dois na cama e deu uma martelada na cabeça dela e depois a estrangulou;
Delphine Dowing e sua filha: O golpe seguinte foi na jovem viúva Delphine, a qual possuía uma filha de 02 anos, esta passou a manter um comportamento agitado que era manejado pela dupla através de comprimidos. Num dia a garotinha de 02 anos caiu num choro descontrolado e Beck irritou-se matando-a afogada numa bacia de água. A vitimização por assassinato foi o destino de Delphine. As duas foram enterradas no porão da casa. Os vizinhos estranharam e denunciaram. Foram presos em 28 de fevereiro de 1949.

O julgamento foi extremamente sensacionalista, especialmente no que tangia ao comportamento sexual do casal. A sentença final foi a execução na cadeira elétrica, a qual ocorreu em 1951.

A história destes assassinos em lua-de-mel teve duas versões cinematográficas, uma de 1969 chamada de The Honeymoon Killers e Lonely Hearts de 2006 - gosto mais da versão antiga -, seguem os trailers: 



My story is a love story. But only those tortured by love can know what I mean [...] Imprisonment in the Death House has only strengthened my feeling for Raymond....


25 de ago. de 2012

Amor doentio... casais que matam!

Ontem eu terminei de ler o livro "Serial Killers - Nas mentes dos monstros" de Charlotte Greig. Quando comecei a folhear as páginas dessa obra, pensei em uma postagem sobre alguns dos assassinos em séries apresentados nele. Fiquei tentada em publicar algo sobre as mulheres assassinas, citadas pela autora. Contudo, quando li a sessão "Amantes demoníacos" achei que seria interessante publicar à respeito. Fiquei espantada com o relacionamento desses casais apresentados de forma detalhada, no livro em questão. Assustador! Principalmente, diante do pressuposto de que os assassinos em séries são pessoas solitárias e que gostam de agir em segredo, ou seja, sem compartilhar com outros suas fantasias terríveis. Com isso, quando encontramos casos de pessoas que encontram outro ser tão doente quanto(ou mais) para realizar suas fantasias inescrupulosas, ficamos de fato boquiabertos.


Diante disso, irei apresentar na sessão "Terror" de hoje alguns dos amantes doentios, que são abordados no livro. São eles:

Ian Brady and Myra Hindley
Conhecidos como "Os assassinos dos pântanos", Ian Brady e Myra Hindley foram vistos como a própria personificação do mal. De maneira brutal eles torturaram e mataram pelo menos cinco crianças no início dos anos 1960. O que deixou todos ainda mais chocados e revoltados foi o fato de uma mulher estar envolvida nessa monstruosidade, ainda mais porque até então só se ouvia falar de homens envolvidos em casos de assassinatos em série de cunho sexual, envolvendo crianças. Não é à toa que Hindley se tornou ainda mais odiada do que o autor principal dos crimes, Ian. O ápice da loucura de Ian aconteceu quando ele começou a se vangloriar de seus crimes para o cunhado de Hindley, David Smith. Quando este não acreditou, Brady fez com que Hindley levasse Smith à sua casa no dia 6/10/1965 para que ele presenciasse o assassinato de sua mais recente vítima, Edward Evans. Contudo, o rapaz ficou aterrorizado e fez uma denúncia formal à polícia que chegou ao local e encontrou o corpo. Depois de uma investigação detalhada encontraram fotos e uma fita com o assassinato de uma das vítimas. Os dois foram condenados à prisão perpétua. Estima-se que houve mais vítimas do que 5 vítimas.
 Charles Starkweather e Caril Ann Fugate
Casal composto por uma adolescente de 13 anos de idade, apaixonada pelo rapaz de 19 anos, rebelde, que adotava "estilo" de se vestir de James Dean. Uma história assustadora que pareceu motivada não apenas pela extrema violência, mas também por sua curiosa falta de inteligência. Em dezembro de 1957, em meio a uma grande discussão com a mãe de Caril(13 anos), quando Charles(19 anos) foi até a casa da garota para vê-la, ele teve um ataque de fúria, atirou nos pais dela e esfaqueou até a morte a irmã pequena de sua namorada. Quando Caril chegou da escola e viu o que tinha acontecido, ajudou Charles a limpar todo o sangue e os dois ficaram por vários dias, sozinhos, na casa. Sempre que chegava alguém para visitar a família, a menina dizia que todos estavam com "gripe" e não podiam receber ninguém. Até que a polícia chegou para investigar e o casal acabou fugindo. Depois disso os dois fizeram uma "farra" de assassinatos até que fossem pegos, em janeiro de 1958. Starkweather foi condenado à morte e Fugate, por sua pouca idade, recebeu prisão perpétua. 

Douglas Clark e Carol Bundy
Na época em que foram presos os críticos fizeram comentários à respeito de suas diferenças físicas, dizendo que os dois formavam um casal incomum, pois Douglas era um homem rico e sedutor, com inúmeras garotas em sua 'cola', enquanto Carol era uma mulher divorciada, com óculos de lentes grossas e problemas de peso. Acredita-se que Bundy tenha embarcado na "onda" de Clark por sua carência afetiva(aliada ao seu ledo 'sombrio', também, claro!). Não demorou muito para que Clark percebesse que Bundy seria a mulher perfeita(e imensamente manipulável) para que ele pudesse colocar suas perversões criminosas em prática. Bundy foi sentenciada à prisão perpétua e Clark recebeu a pena de morte.

Paul Bernado e Karla Homolka
Dois belos jovens de classe média, envolvidos em crimes bizarros. Bernado e Homolka tramaram juntos o estupro, tortura e assassinato de pelo menos 3 jovens, incluindo a irmã mais nova(15 anos) de Karla. Quando os assassinatos foram descobertos, Homolka se colocou como mais uma vítima, apenas, e aceitou fazer uma barganha onde ela assumiria a responsabilidade de homicídio culposo e receberia uma pena de 12 anos em troca de seu testemunho contra Bernado. Durante seu julgamento, em 1993, ela culpou seu abusivo marido Paul por todos os crimes, fazendo o papel de esposa abusada, recebendo a sentença combinada, no entanto, 2 anos depois, durante o julgamento de Paul Bernado, evidências mostraram que ela também estava diretamente envolvida nos assassinatos, permitindo que todos conseguissem perceber o quão solícita a cúmplice Karla havia sido durante o estupro e assassinato de duas vítimas. Bernardo tentou jogar toda a culpa na esposa, contudo as gravações em vídeo era altamente comprementedoras e ele recebeu prisão perpétua. Homolka ficou presa até 2005(o que gerou grande revolta entre a população canadense).

Fred e Rosemary West
Os crimes desse casal, de uma família aparentemente normal, chocaram o povo da Grã Bretanha, quando foram descobertos. Assassinatos que aconteceram por mais de 20 anos. Entre os corpos encontrados em sua casa, estavam os de Charmaine(filha de Fred com sua antiga esposa, foi morta por Rose num ataque de fúria), Heather, filha do casal e Rena(mãe de Charmaine, quando ela veio em busca da menina). Um total de 9 corpos foram retirados do pátio da residência dos West, bem como os corpos de outras vítimas em locais diferentes, achados posteriormente. Uma semana depois de terem sido acusados de assassinatos(dezembro de 1994) Fred se enforcou na cadeia. Rose recebeu pena de prisão perpétua.

As informações para essa postagem foram retiradas do livro citado no início: "Serial Killers - Nas mentes dos monstros" de Charlotte Greig.

Câmbio, desligo!