19 de jun. de 2013

Edifício Master

Edifício Master é um filme documentário brasileiro de 2002, dirigido pelo cineasta Eduardo Coutinho, sobre um antigo e tradicional edifício situado em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, que tem em média 500 moradores.Eduardo Coutinho é, atualmente, um dos documentaristas mais destacados de sua geração, e se caracteriza pela forma direta na produção de seus documentários, sem a utilização de muitos efeitos.
Um dos pontos mais abordados(pelo menos o que percebi) foi a solidão e como isso é infinitamente expressivo em grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo que estamos ao lado de milhões pessoas,oportunidades, encontros amorosos, não temos nada(ou somos nada) somos apenas mais um na multidão, apenas mais um número no crachá... Atualmente, o individualismo e a solidão vem sendo uma tendência marcante das sociedades contemporâneas. No entanto, mais do que marcar uma característica dos nossos tempos, a questão do isolamento é mais um dos vários fenômenos sócio-culturais abrangidos pelos estudos da sociologia. Além disso, a questão do isolamento não se limita a seres isolados, sendo também vivenciado por certos grupos sociais.Nas últimas décadas, o isolamento social pode ser presenciado na chamada “tendência single”, onde um grande número de pessoas – que vivem em grandes centros urbanos – prefere experimentar uma rotina solitária. Nesse tipo de fenômeno, o indivíduo não se mostra totalmente recluso da sociedade. Entretanto, o individualismo e o receio de estabelecer laços e compromissos com outro acabam transformando a solidão em uma opção mais confortável para o “single”. O filme mostra  exatamente isso e nos presenteia com a identidade dos moradores, suas particularidades, suas condições e formas de vida. Realizamos um passeio ao lírico e ao mesmo tempo decadente pelo edifício através de sua estrutura física, com misteriosos corredores.

Voltando ao aspeto solidão X humanos.  Ao longo da História, poderíamos encontrar outros casos de isolamento social. Na Idade Média, por exemplo, diversos membros da Igreja procuravam a elevação de sua condição espiritual buscando uma vida reclusa no interior dos mosteiros. Na Grécia Antiga, os instrumentos da democracia ateniense poderiam condenar um cidadão ao ostracismo, espécie de degredo onde as pessoas que ameaçavam a ordem política ficavam exiladas por dez anos.No âmbito coletivo, o isolamento social também atingiu grupos sociais que tinham suas liberdades restringidas. Durante o processo de colonização da África do Sul, por exemplo, as autoridades inglesas adotaram uma política de isolamento socialmente conhecida pelo nome de “apartheid”. O apartheid previa uma série de leis que visavam impedir que os indivíduos considerados negros tivessem algum tipo de contato com qualquer pessoa de descendência européia. 



No documentário, uma das cenas que mais comove é de um senhor(Henrique)que é fã do Frank Sinatra.Em meio ao contexto da entrevista ele coloca "My Way" e ao olhar aquele senhor em sua simplicidade revivendo seu passado em um presente tão singular e solitário, sinto um vazio(até que necessário) que no meu caso refere-se ao profissional e derramo lágrimas.Talvez uma das mais tristes e preocupantes consequências de vivermos cercados de pessoas egoístas seja a dificuldade de confiar. É que quem só pensa em si mesmo sequer reconhece como traição suas mentiras ou omissões mal intencionadas. Talvez por falta de consciência, por excesso de autoindulgência ou pela simples ausência de um autoexame, essas pessoas consideram naturais e justificáveis todas as suas ações, não se importando com quem ficar ferido pelo caminho. Cada um que cuide de si.

Mas, no documentário temos um período de bonança com cenas agradabilissimas como: aniversário surpresa, romances,  cena do ínicio de uma vida em cidade grande entre outras. A produção foi bem bacana, o diretor e sua equipe mantiveram-se durante três semanas dentro do edifício, literalmente morando lá, com a intenção de que ocorresse uma ambientação entre a equipe que produzia o documentário e os moradores. Apesar do edifício Master estar localizado em uma área nobre da cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana, a maioria de seus moradores pertence às classes médio-baixa e baixa, principalmente comparando com a realidade da sociedade carioca. Os moradores do edifício são pessoas provenientes de diversos locais e origem, com idades diversas, e com diversas histórias de vida, mas habitando todas em um mesmo local. Estes mesmos moradores raramente se vêem, ou nem sabem da existência um do outro.Mais ou menos equivalente ao COPAN SP.
Intrigante pensar que vivemos em um mundo "globalizado", onde vivemos a "era da informação" e ao mesmo tempo, um aniquilando o outro seja corporativamente ou socialmente falando. Tudo em nome de um pseudo final 'feliz'!Edifício Master, um excelente documentário que mostra um pouco do que é conviver com a solidão, diversidade e esperança.


9 de jun. de 2013

Estatuto do nascituro, a questão do estupro e a pré-história dos direitos das mulheres

Atenção: Esse artigo reflete a opinião de apenas uma das colunistas do Antes que Ordinárias, Letícia Magalhães, e não necessariamente de todas as colaboradoras.

As leis brasileiras são algumas das mais complicadas e rebuscadas do mundo. A recente aprovação do Estatuto do Nascituro, além de causar muita polêmica, em especial na Internet, reflete essa complicação. Seu texto breve, que pode ser encontrado na íntegra AQUI, embora não revogue algumas medidas legais sobre o aborto, em muito as atrapalha ao estabelecer uma série de direitos ao embrião / feto.
No Brasil é permitido o aborto no caso de risco de vida para a mãe, gravidez resultante de estupro e fetos anencéfalos. Como o estatuto prevê que os direitos do embrião / feto devem ser garantidos mesmo em caso de deficiência física ou mental, a interrupção da gravidez no caso de anencefalia, aprovada em nosso país há pouco mais de um ano e bastante discutida, fica em aberto. Some à discussão o caso de uma moça de El Salvador, país que não permite o aborto, que descobriu que a gravidez de seu feto anencéfalo podia matá-la, considerando seu histórico de lúpus e problemas renais. Depois de debates e abaixo-assinados, foi realizada uma cesariana na moça.

O ponto mais polêmico, obviamente, é a garantia da continuidade de uma gravidez causada por estupro e, no caso de a mãe passar por dificuldades financeiras, receber ajuda governamental, medida que foi apelidada de Bolsa Estupro (e, conhecendo o “jeitinho brasileiro”, nem me espantaria ao ver alguém inventando um estupro para receber o benefício). Em tal caso a falta de dinheiro é o menor dos problemas: a tortura psicológica não está presente apenas em criar o filho de um estuprador (um ponto é que a criança pode ser dada para adoção se a mãe quiser), mas sim ter de gerá-lo, carregá-lo e pari-lo. Está prevista ajuda psicológica a estas gestantes, mas, como boa parte das promessas na área de saúde no Brasil, é muito provável que isto também não seja cumprido. O mais absurdo é a ideia de localizar o estuprador e obrigá-lo a pagar uma pensão, o que seria, além de uma humilhação incomensurável, a comuta da prisão por uma fiança.

Os debates sobre aborto são muito acalorados e os argumentos, os mais diversos possíveis, dos bem fundamentados até os esdrúxulos. Há quem diga que a legalização do aborto, assim como uma hipotética descriminalização da maconha, deixaria as mulheres menos conscientes, em especial as adolescentes, que transariam como se não houvesse amanhã, sabendo que poderiam interromper a gravidez. Porém, da mesma forma que acontece com quem realmente quer usar drogas, a mulher que de fato deseja um aborto vai procurar todos os meios de fazê-lo. Milhões de abortos são feitos clandestinamente todos os anos, tornando o assunto uma questão de saúde pública, de controle de danos.
De fato, muitas mulheres que optam pelo aborto não se protegeram na relação sexual. Mesmo assim, elas não deveriam ser obrigadas a levar a gestação adiante. Se elas querem abortar, provavelmente não quererão cuidar da criança após o nascimento e até ela ser independente. Boas pessoas podem nascer de gestações indesejadas, mas grandes bandidos, estupradores e males em geral para a sociedade também.

Outras tantas mulheres, meninas e adolescentes, por total impossibilidade de começarem a vida sexual, não usam contraceptivos. Se uma delas for estuprada, pode vir a engravidar. No caso de meninas muito jovens, o caso pode chegar ao absurdo, como um que ocorreu alguns anos atrás e cujos detalhes mais ínfimos não lembro. Era uma menina de nove anos que foi estuprada e engravidou de gêmeos. Uma quantidade vergonhosa de manifestantes se opôs à interrupção de uma gravidez provavelmente fatal. Muitos deles, como os religiosos, acreditam que um embrião que é apenas uma promessa de vida vale mais que a vida concreta de uma pessoa que já nasceu e pecou. Digo promessa de vida baseando-me em um documentário que vi nos idos de 2006 e que me causou profunda impressão. Nele, há um close no rosto de um embrião em um poderoso ultrassom 3D, e a fala: “não é garantido que isso vá se transformar em um olho. Aliás, é muito provável que isso nunca venha a ser um olho”. Que o digam as várias mulheres que sofreram um ou mais abortos espontâneos, a forma de a natureza dizer que algo não estava se desenvolvendo bem.
Voltando ao Estatuto, seu maior retrocesso está nas entrelinhas: a pesquisa com células-tronco seria proibida se o texto for interpretado ao pé da letra. Garantindo direitos até ao embrião fecundado in vitro, o Estatuto dá sua própria definição de quando a vida começa: na fecundação. Definição esta que, vale ressaltar, não se chegou a um acordo desde que os debates começaram, com os pais da filosofia na Grécia antiga. Assim, todas as pesquisas responsáveis por desenvolverem vacinas e darem esperança de cura e reabilitação para pessoas vivas seriam jogadas fora.
Nossos congressistas deveriam nos representar, mas a maioria tanto do Congresso quanto da Câmara é formada por homens maiores de quarenta anos, ou seja, com visões que tendem a ser mais conservadoras. Em geral, o aborto foi discutido e legalizado em países desenvolvidos recentemente. Em pesquisa para meu novo livro, já concluído mas ainda não publicado, descobri que até a década de 1970 o estupro era culpa da mulher, só deixando de lhe cair esta culpa se ela provasse que tentou seriamente se defender. Outro fenômeno recente são os abaixo-assinados na Internet e, obviamente, existe também um contra o Estatuto do Nascituro. Lembrando que a petição para o Impeachment de Renan Calheiros teve mais de um milhão de assinaturas e a para a saída de Feliciano da Comissão de Direitos Humanos contou outras tantas centenas de milhares, mas nenhuma das duas surtiu efeito, é provável que o fim do Estatuto também não seja alcançado. Mas que ele seja cumprido, essa já é outra história.

4 de jun. de 2013

Little Miss Sunshine

Welcome to Hell! Assim, iniciamos nossa viagem cinematográfica por este excelente filme sobre uma família disfuncional e até bem humorada. O longa Little Miss Sunhine, é um filme norte-americano de 2006 dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris e escrito por Michael Arndt. Temos no elenco nomes de peso como: e strelado por Greg Kinnear, Steve Carell, Toni Collette, Paul Dano, Abigail Breslin e Alan Arkin. 
Com um orçamento 'simpático' de oito milhões de dólares, sendo gravado durante um período de trinta dias no Arizona e no Sul da Califórnia.Teve sua estréia no Festival Sundance de Cinema(2006) e levou 2 Oscars(Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin) um filme que devemos ter em nossa DVDteca. Um filme sobre cotidiano, egoísmos, solidão,amor, desilusões entre outros percalços. Uma temática que nos sensibiliza tendo como personagem principal a doce e talentosa Abigail Breslin, que faz Olive. O filme gira em torno do concurso "A Pequena Miss Sunshine" que acontece na Califórnia.
Olive, é a típica garota americana gordinha, usa óculos, um pouco geek e óbvio desprezada na escola.
No filme dá para perceber que a cabecinha dela gira em torno de 'agradar' pelo menos sua família. Ela almeja ser a ganhadora do concurso, sonha que seu Pai Richard (Greg Kinnear)tenha orgulha dela. É amorosa com todos, sonhadora e muito inteligente. 

Seu avô paterno (Alan Arkin), ensaia com ela todos os dias a coreografia para o concurso. Talvez, um dos únicos momentos de alegria onde ele deixa de lado seu  vicio em Cocaína, seu ódio latente por frango frito e promiscuidades.Por outro lado, um dos únicos dotado de lucidez e até sabedoria; o pai de Olive o Sr. 'Perfeito' Richard que adora vencer e odeia perder (Greg Kinnear) tenta emplacar seu programa de auto-ajuda. Uma série de palestras motivacionais para quem quer ser um vencedor; a mãe de Olive é Sheryl (Toni Collette), supervaloriza a honestidade, ama e odeia sua família, fumante invicta que tenta esconder isso de todos. Ainda temos o tio Frank (Steve Carell), irmão da mãe de Olive, que ama Proust e detesta viver,  gay que em uma tentativa frustrada de suicídio se torna o mais novo 'hospede' da família.
Olive, ainda conta com o 'apoio' do seu irmão mais velho Dwayne (Paul Dano) obcecado em ser piloto da Força Aérea, um adorador de Niezsche que faz um "voto de silêncio" no filme damos um logo passeio por toda sua crise profissional existencial pré-vida adulta(Caro, Dwayne isso é só o começo,rs) onde ele odeia tudo e todos. Todos encaram a disfuncionalidade familiar para levar Olive ao concurso, com a velha e companheira Kombi amarela e bastante usada. Nessa viagem, muitas descobertas, desabafos , desilusões e o retorno ao extinto sentimento: Amor.

Um dos aspectos abordados no filme é a cobrança que alguns pais fazem sobre os filhos. Essa incansável e exaustiva expectativa pode resultar em inúmeras desilusões.O peso do sucesso se complica quando os pais são profissionais de sucesso e exigem do filho o mesmo êxito. "O sucesso dos pais pode ser um modelo positivo, dependendo das expectativas que eles formam no filho. Se estimularem a auto-estima, independência, autoconhecimento, o sucesso não afeta". Porém, se os pais exigirem muito, o quadro se inverte.
Diante desta realidade, a criança pode desenvolver diversos comportamentos, dependendo da personalidade, que têm reflexos na carreira.Por exemplo, se a criança seguir a carreira que os pais desejam, ela  pode se anular e perder sua identidade.Outra crença que a criança pode desenvolver é de que não é competente, de que está fadada ao fracasso. Neste caso, falta confiança e a criança(posteriormente, jovem/adulto)acaba anulando a busca de seus próprios sonhos.Mostrar aos filhos que eles possuem escolhas, mostrar os erros cometidos e até criar um processo de reflexão sobre o que a criança realmente tem interesse é um bom começo. Pesquisar junto, incentivar o caminho profissional (com os pés no chão) muito diálogo e saber recomeçar é o que chamamos do bom convívio familiar. 
O que diferentemente ocorre no filme. O pai simplesmente pergunta" Você acha que irá ganhar o concurso? Por que não tem sentido participar de algo sem que você tenha certeza que irá ganhar." Outro ponto que chama atenção no filme é o egoísmo de cada personagem. Richard, é um excelente exemplo disso.Ele está tão preocupado em alcançar o sucesso com seu projeto de Palestras Auto Ajuda, que acaba esquecendo de ajudar sua própria família. Inconscientemente(ou não) ele anula seu convívio familiar em nome do 'pseudo sucesso'.  Quem é egoísta tem dificuldade em admitir ou prefere ficar calado, com medo das críticas. E quem se opõe a esse tipo de comportamento não perde a chance de criticá-lo. "Há uma idéia de que o egoísta sempre age em benefício próprio, mesmo que isso possa prejudicar alguém", afirma o psiquiatra Geraldo Possendoro, especialista em medicina comportamental. "Portanto, quem critica uma pessoa egoísta também está agindo em causa própria, com receio de que venha a sofrer os efeitos do egoísmo do outro".
Os especialistas ainda não sabem dizer se pensar demais em si mesmo é uma característica natural dos seres humanos ou um hábito que aparece com o tempo, conforme as experiências vividas. "Sabemos que as crianças são egoístas e dependem disso para afirmar suas vontades. Mas faz parte da passagem à idade adulta o abandono deste modelo", explica o médico. Com as responsabilidades crescendo, o individualismo tende a surgir, ou seja, um comportamento em que é preciso satisfazer suas necessidades, mas sem abrir mão de pensar nas outras pessoas.

Já, Tio Frank é um exemplo clássico de egocentrismo. A pessoa egocêntrica não olha para os lados, ela não quer saber como os outros estão se sentindo. O mundo inteiro precisa se adaptar aos interesses do egocêntrico.Na prática, a diferença aparece de forma bem simples. "O egoísta aceita ir ao cinema, mesmo detestando o filme, desde que o melhor lugar esteja reservado para ele. Já o egocêntrico só combina programas que ele aprove, jamais admitindo alguma contrariedade, por menor que seja ela", exemplifica a psicóloga Carmem da Nóbrega, de Campinas.Uma pessoa egoísta sempre tem como seu melhor amigo a solidão.Os amigos inventam desculpas para se afastar dele e a família não faz questão de tê-lo por perto. No trabalho, há problemas para desenvolver projetos em equipe entre outras coisas. Bom, já mostramos 2 grandes reflexões(impostas) ou não pelo filme. Ainda vemos um avô que demonstra ter tido uma vida bem atribulada no quesito sexo, drogas e rock & roll, um verdadeiro 'tsunami' sobre o que é ter uma vida louca.Ele é viciado em cocaína e ao mesmo tempo em uma das cenas mostra um carinho lírico e sábio por seu filho. Seu personagem é daqueles que fala pouco e certeiro. 

A mãe é uma fofa , fumante inveterada e adepta da honestidade, que tem na nicotina sua válvula de escape contra a depressão e frustrações. Uma mãe dedicada, amorosa e sempre presente. O filme ainda apresenta o típico adolescente Dwayne que está enfrentando o início de sua 'extensa' crise profissional/ pessoal.
Pequena Miss Sunshine, consegue arrancar sorrisos e lágrimas. Flerta com a velha temática do relacionamento familiar e possível final feliz.Um filme sobre desunião familiar, caos sentimental, hipocrisias e falta de expectativas, que faz tão bem aos olhos. Não sei se é pela suavidade como o enredo foi trabalhado ou a proximidade do tema e como isso reflete em nossas vidas. Um Road Movie,  que devido problemas financeiros demorou 5 anos para ser filmado, um filme encantador, sutil, com trilha sonora perfeita e para completar a 'coadjuvante'  Kombi amarela, com seu aspecto 'enferrujado' mostrando(talvez)o andar da carruagem do psicológico da família.

"She's a very kinky girl
The kind you don't take home to mother
She will never let your spirits down
Once you get her off the street, ow girl

She likes the boys in the band
She says that I'm her all-time favorite
When I make my move to her room it's the right time
She's never hard to please, oh no

That girl is pretty wild now
(The girl's a super freak)"



Little Miss Sunshine, um filme GENIAL!