19 de jan. de 2013

You´ve got Mail


Minha musa inspiradora é Kathleen Kelly, será que sou cafona? Admiro o empreendedorismo dela? 
Ou simplesmente adoro Upper West Side?
 Mensagem Para Você, é uma comédia romantica que destaca o 'bum' da internet. Com serviços como: AOL(american on line), chats de encontros,correios eletrônicos e toda aquela magia  detrás da tela. Atualmente vivenciamos um aumento dos casos de pedofilia e outros crimes, que não merecem destaque neste texto.Porém, todo cuidado é pouco quando nos referimos a tal magia internética. Dentre os cenários, destacam-se a linda NY(Upper West Side)e o café Lalo, onde a personagem vivida pela Meg Ryan espera ansiosamente para descobrir quem era, afinal, Mr. NY152.Kathleen Kelly é a dona de uma pequena livraria e tem um namorado, Frank Navasky (Greg Kinnear). Porém ela se envolve com um desconhecido, NY152, com quem conversa todos os dias pela internet. Joe Fox também tem uma namorada, e é o proprietário de uma mega-livraria recém aberta que pode acabar com o negócio de Kathleen. Porém, ambos Joe e Kathleen tem mais em comum do que imaginam.
Um filme que me emociona, um filme que já assisti mais de 10 vezes, um filme que ainda não comprei,rs.
O lado psicológico de Kathleen é muito semelhante ao que fui um dia,rs. Ela é doce e ao mesmo tempo forte nos negócios(entende muito do que faz) é respeitosa com seus funcionários, íntegra e amorosa com eles. Assim como ela sou apaixonada por livros e meu sonho seria ter uma bookstore do mesmo estilo do filme: pequena, aconchegante, especializada, fraternal e essencial. 


 Por outro lado, o filme mostra o mundo capitalista engolindo 'velhos e bons costumes'. Lembram do tempo das 'vendinhas'?Aquelas que tinham Leite em Saquinho, Suspiros, Doce de Leite em Barra, Queijo Meia Cura vendido em pedaços...Hum. Hoje, temos os tais mercadinhos gourmets(são interessantes) Mas, deixam a desejar no quesito: homemade e atendimento bem pessoal(aquele sorriso amigo) Alguns comércios até tentam, porém o resultado são sorrisos artificiais e atendimento quantitativo em cifras.
No filme, Kathleen não quer sua loja sendo massacrada pela FOX(MegaStore) ou o que temos por aqui: Livraria Cultura ou FNAC; ela não quer que suas estantes de livros virem prateleiras de azeite(semelhante à loja de Joe Fox, que por sua vez não vê nenhum problema em amplificar os lucros com funcionários, que mal sabem reconhecer um autor/editor de livros infantis.


Em meio toda essa 'briga', temos o romance entre ShopGirl e NY152 indo de vento e popa. Um romance tão lírico e com enredo tão bem amarrado que dá vontade de se apaixonar e mudar ontem para NY,rs.
Um romance que acaba deixando a quase falência de Kathleen como um mero detalhe.

Outro ponto que me encanta é a perseverança de Kathleen em lutar pela loja(que foi de sua mãe) e que está no mesmo endereço há 40 anos. Dentre muitas cenas que enchem nosso coração com sensibilidade, temos a cena dela enfeitando a árvore de natal na loja ao mesmo tempo lembrando de sua mãe(óbvio, que nessa cena sou lágrimas e mais lágrimas)  e teclando isso ao NY152. Ela mistura solidão, incertezas profissionais e um amor sufocado, com maestria digna de inúmeros Oscar´s.

Um filme completo com divertidos e até com certo teor educativo. Claro que muitos não veem o filme por essa ótica, acham um filme bobo e repleto de cenas clichês. Já, Tom Hanks e Meg Ryan resultam em personagens 100% : carisma, talento e doçura. A química dos dois é perfeita, carismática e divertida.
Ainda temos um  Over the Rainbow que funciona lindamente como trilha sonora. O que mais podemos querer neste Natal? Tenho a resposta na ponta da língua: uma livraria(nos moldes de Shop Around The Corner) em NY e um amor em Upper West Side.

5 de jan. de 2013

Perfis de Mulher: Hebe Camargo

O fim do ano sempre chega com a esperança da renovação a partir de primeiro de janeiro. No entanto, há também um gosto agridoce quando nos lembramos de quem se foi no ano que terminou. Em 2012 o Brasil perdeu uma de suas maiores apresentadoras, pioneira na televisão, simpática e adorada pelo público: Hebe Camargo.
Nascida em 1929, na cidade de Taubaté, era a caçula de seis filhos e costumava acompanhar o pai, violinista e cantor, em suas apresentações. Quando ela tinha 14 anos a família mudou-se para São Paulo, pois o pai foi trabalhar na Rádio Difusora, chegando a reger a orquestra da emissora. Um ano depois, Hebe estreava como cantora na Rádio Tupi. Nos anos seguintes cantou em um quarteto familiar e também fez apresentações de sambas e boleros, cantando em boates e gravando discos.
Capa de LP

Seu envolvimento com a televisão se deu desde os primeiros instantes de vida dessa nova forma de entretenimento no Brasil. Em 1950, ela e Assis Chateaubriand foram ao porto de Santos buscar os equipamentos que chegavam para as primeiras transmissões. Hebe havia sido escalada também para cantar o Hino à Televisão na primeira transmissão, mas não foi ao evento e foi substituída pela amiga de longa data Lolita Rodrigues. Mesmo assim, ela foi pioneira nos programas femininos, apresentando “O mundo é das mulheres” em 1965 e a partir daí conferindo o tom descontraído das entrevistas, algo que se tornaria sua marca e sua maior contribuição para a televisão.
Hebe passou por diversas emissoras, onde teve programas de entrevista nos mais variados formatos. Mas com certeza sua mais lembrada casa foi o SBT, no qual ela fez mais de mil programas em quase vinte e cinco anos. Na emissora ela também foi madrinha do Teleton, programa especial dedicado à arrecadação de recursos para as crianças deficientes. Sua saída da emissora em 2010 surpreendeu o público e Hebe firmou contrato com a RedeTV!. Dias antes de a apresentadora falecer, sua volta ao SBT foi anunciada.
Hebe casou-se pela primeira vez aos 35 anos com Décio Capuano, que já namorava fazia 15 anos. Em 1965 ela teve seu único filho, Marcello, e ficou um ano sem trabalhar cuidando do menino. Conta-se que Décio era muito ciumento e não concordava com o trabalho da esposa no rádio e na televisão, motivo que a levou a se separar dele em 1971, menos de sete anos após o casamento. Dois anos depois ela casou-se com o empresário Lélio Ravagnani, com quem ficou até a morte dele, em 2000. Hebe admitiu ter feito um aborto aos 18 anos, quando engravidou e foi abandonada pelo primeiro namorado, e disse que sofreu mais dois abortos espontâneos enquanto vivia com Décio.
O câncer no peritôneo, tecido na região abdominal, foi descoberto no início de 2010. A partir daí sucederam-se séries de cirurgias e internações. Com sua morte e enterro, o país parou e São Paulo viveu 24 horas de cidade fantasma, tamanho era o carinho dos paulistanos pela apresentadora. As homenagens nas mais diversas emissoras mostraram o quanto ela foi benquista por seus colegas de profissão e respeitada pelo público, até mesmo pelos telespectadores que não eram seus fãs de carteirinha.  
Hebe virou até boneca
Sua marca registrada foi a espontaneidade, expressa nas conversas em seu famoso sofá, nos selinhos que distribuía entre os convidados, a quem tratava por “gracinha”. Sua alegria se mostrou presente nas viagens, sobre as quais fazia matérias para seu programa, com direito até a desfilar na parada da Disney. Sua fé era inabalável e seu legado continua, mesmo que inconscientemente, em todos os cantos da televisão brasileira.

“Não existe motivo nenhum para você mudar sua personalidade porque você tem uma situação melhor ou não. Eu fico com pena de quem
muda.”
Hebe Camargo (1929-2012)

4 de jan. de 2013

Peter steele... Type O Negative!

Se estivesse vivo, meu querido Peter Steele - da banda Type O Negative - estaria completando hoje 51 anos de idade.

Para comemorarmos, deixo aqui algumas músicas deste maravilhoso, dono de uma voz singular.





Beijinhos...

Câmbio, desligo!

Chocolate


Dentre várias descobertas, a do chocolate foi uma que influenciou muito a mudança de comportamento das civilizações, principalmente a civilização europeia que recebeu essa descoberta de braços abertos e ficaram atentos ao processo de aceitação do chocolate pelo clero até a viabilidade de sua degustação pela população.
 Esse comportamento foi, de forma romântica e até com um pouco de comédia, mostrado por meio do filme Chocolate, que tem como atores principais Johnny Depp e Juliette Binoche.
Em um vilarejo francês, nos anos 50, o diretor sueco Lasse Hallström faz sua homenagem ao chocolate.Na verdade, o alimento que é tão mais cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados pelo cineasta para discutir valores como tradição, humanismo, moral e principalmente, a tolerância.
 Juliette Binoche é Vianne Rocher, uma forasteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates, ao lado da igreja, em plena Quaresma. Com um ar de 'feiticeira', encanta alguns moradores com suas receitas, algumas bastante exóticas, como a que mistura chocolate e pimenta.
Um ponto que me chamou atenção no filme foi o tradicionalismo. O ceticismo, presente há anos, no Vilarejo assim como costumes, tradições, valores e normas de comportamento adotados ao longo de muito tempo e a maneira como reagiram à abertura de uma chocolaterrie justamente na época de jejuar é algo retratado brilhantemente na película.
No dicionário Aurélio Tradição significa: "sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2 Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações.
O fortalecimento da identidade de cada um no Vilarejo aos poucos aparece. Não sei se o culpado é o Johnny Deep, Juliet Binoche, o Diretor ou o Triptofano*. Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Aztecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.
Chocolate é um filme sobre amor, paixão pelos filhos, tolerância, pseudo quebra de barreiras referente aos costumes(na época o chocolate era visto como o 'diabrete' da gastronomia) devido sua suposta interação ao 'afrodisiaco', um filme sobre contrastes religiosos e sobretudo um filme para viciados no prazer do BEM viver! 
Utópico, sim concordo.Porém, uma fuga da realidade nos tempos atuais é necessário.
Um filme contemporaneo que pode muito bem retratar a luta diária de algumas mulheres em nossa sociedade machista/patriarcal, com aspectos religiosos 'alienantes' e capitalista ao extremo.
Viva o Chocolate!!!!