22 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Jeanne Calment


Qual a importância de Jeanne Calment para as artes ou as ciências? A priori, nenhuma. Seu maior feito foi viver, e viver muito: Jeanne foi a pessoa mais velha do mundo. Ninguém alcançou seu recorde de incríveis 122 anos. Em mais de um século, ela presenciou as mais notáveis descobertas e mudanças. Mas qual foi seu segredo para viver tanto?  
Jeanne Louise Calment nasceu em 21 de fevereiro de 1875, na cidade de Arles, na França. A longevidade se mostrou presente entre seus familiares mais próximos, uma vez que seu pai viveu quase cem anos e o irmão, 97. No entanto, seus descendentes não tiveram a mesma sorte: a filha de Jeanne morreu aos 35, vítima de pneumonia, e o neto, criado por Jeanne, aos 36 em um acidente de carro. O marido dela, um rico comerciante, faleceu aos 73 anos, depois de comer uma sobremesa com cerejas estragadas.
Jeanne nunca foi atleta ou obcecada pela beleza e saúde. A riqueza de seu marido permitiu que ela se dedicasse a seus hobbies, como jogar tênis, nadar, andar de bicicleta e também ir à ópera. Ela andava de bicicleta mesmo com 100 anos de idade e morou sozinha até os 110. Sua dieta também não era extremamente regulada. Ao ser perguntada a que ela creditava sua vida longa, respondeu que era ao azeite de oliva que consumia nas refeições e também esfregava no corpo. Entre seus hábitos alimentares estavam tomar vinho do porto e comer um quilo de chocolate por semana.
Os casos de supercentenários, pessoas que vivem mais de 110 anos, são cada vez mais comuns, mas mesmo assim devem ser investigados. Considerando-se que muitos registros de nascimento do século XXI e início do século XX saíam com erros, uma vez que não havia máquinas que auxiliassem em sua emissão, vários casos de pessoas que se diziam as mais velhas do mundo acabaram sendo provados como falsos. Jeanne, no auge de sua fama, teve sua idade posta à prova e confirmada várias vezes, em especial por se tratar da única pessoa que passou dos 120 anos.
Apesar de ter vivido tanto e numa época tão turbulenta e cheia de mudanças, Jeanne teve um cotidiano calmo. Só ficou famosa aos 113 anos, quando equipes de repórteres foram à sua cidade devido ao centenário da visita de Van Gogh a Arles, onde ele pintou alguns famosos quadros. Jeanne foi entrevistada por tê-lo conhecido, embora dissesse que ele lhe pareceu “sujo, mal-vestido, muito feio, mal-educado e doente”. Mesmo assim, Jeanne apareceu brevemente em um filme sobre o pintor, tornando-se a pessoa mais velha a aparecer em uma película.
Cada vez mais procuramos a fórmula da longevidade. Cuidamo-nos com alimentos saudáveis, exercícios físicos regulares, atividades intelectuais e tentamos ficar livre dos vícios. Jeanne não cresceu com essa mentalidade e fumou dois cigarros por dia durante 95 anos. A ciência está desconfiada de que, apesar de bons hábitos serem importantes, o que determina quem vai viver mais de 100 anos são nossos genes. E não é a presença de genes da longevidade que marca um felizardo, mas sim a ausência de certos genes ligados a problemas do coração, câncer e doenças degenerativas. Enquanto não somos capazes de fazer um teste e descobrir se fomos abençoados pela genética ou mesmo como podemos tornar nossos genes melhores, o fundamental é que vivamos com alegria, pois o bom-humor sempre foi marca registrada de Jeanne Calment.

[Aos 110 anos]: “Eu só tenho uma ruga, e estou sentada em cima dela”.       
Jeanne Calment (1875-1997)       

19 de dez. de 2012

The Secret Life of Bees

Dificilmente, um filme consegue reunir tudo que gosto.Cenário, Figurinos, Atores, Enredo entre outros aspectos. Com Secret Life of Bees foi assim. Mesmo com toda mensagem subliminar que veremos a seguir.A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd.
O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção executiva de Jada Pinkett Smith.
O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido.Amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.
A vida secreta das abelhas vai 'fundo' no problema do racismo e tolerância. Seria muito utopico uma situação econômica estável resultando em uma sociedade sem preconceitos?

Por outro lado, racismo, preconceito, não são  'comuns' somente em países americanos e europeus referente a comunidades latinas, asiáticas e negras. Nosso Brasil, tem de sobra todo tipo de preconceito. Quando somos pegos por cenas tristes(como no filme), nosso cérebro entra em parafuso, e tentamos raciocinar, analisar. Assim, temos o coração gerando o resultado e não mais nossa razão. Psicologicamente, tendemos ficar ao lado do fragilizado. Por isso, filmes com essa temática são perigosos,rs.
Nosso filme é retratado nos EUA, um dos maiores impérios de todos os tempos e sempre em evidência; com um terço da cultura industrializada consumida no planeta produzida em seu perímetro (cinema, áudio, literatura, etc.) fica mais interessante explorar este conceito de vida em filmes, não é? Alguns exemplos recentes como o do estado do Alabama e as manifestações de imigrantes latinos por perseguições raciais. Declarações como a do candidato republicano ao governo do estado, Robert Bentley, derrotado nas eleições  e até mesmo algumas declarações do derrotado Romney. No Brasil é de conhecimento que a classe dominante sempre foi uma das mais 'chatinhas' entre todas existentes. Estão aí as leis do sexagenário, ventre livre, áurea, CLT e tantas outras que fortalecem a exploração do homem pelo homem. A lei áurea que foi assinada por Isabel com uma pena de ouro, uma representante da burguesia e da nobreza. E observe que a mídia conduz este processo até hoje.

 Voltando ao nosso filme, ao entrar na casa das irmãs pela primeira vez, Lily depara-se com uma estátua em tamanho natural de uma silhueta feminina, com um dos braços erguidos em atitude de saudação, (mais tarde Lily veio saber que se tratava da representação de “Maria Negra”). No decorrer da estória, as verdades interiores caem. Gradualmente, Lily vai tomando seu lugar. Seria essa a ligação do título com a estória? A vida secreta das abelhas seria a servidão das abelhas à sua rainha? Na obra, a autora tenta deixa de lado suas raízes eurocêntricas aristocráticas. Apesar de Lily habitar a casa de mel (local 'mais simples') e não a casa grande.Consegue se fazer presente.A vida secreta das abelhas, ao promover o choque entre estas duas dimensões possíveis ao enredo, acaba colocando o espectador na posição de juiz das ações a que assiste, em vez de deixá-lo simplesmente como 'personagem', que vive, pela identificação, os sentimentos das personagens. Assim como veremos as heroínas transitarem da passividade à ação, realizaremos, num plano intelectual, processo semelhante.
 Uma obra sutil e ao mesmo tempo dissimulada da aristocracia sulista norte americana, conservadora, burguesa, escravagista.De qualquer modo, se foi essa ou não a intenção da autora e da direção, o filme consegue encantar. com atuações belíssimas de Queen, Dakota e Okonedo. Um filme sobre preconceito com uma 'pegada' tão pesadinha que acaba deixando o espectador com o pé atrás. Não por ser uma obra americana, pois também temos nossas 'maçãs podres', mascarando a verdadeira intenção(exemplo:TV- jornais, alguns Jornais Impressos, alguns programas de rádio; entre outros) devemos embarcar na estória e ao mesmo tempo entender o que ocorria naquela época retratada no filme. Para absorver e retirar algo positivo de determinada película, devemos compreender(ou tentar) desvendar a mensagem inconsciente que o diretor/ autor quiseram mostrar. Muitas vezes conceitos importantes são esquecidos ou passados em branco.
Entre indas e vindas o filme vale a pipoca!

15 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Ada Lovelace


No dia 10 de dezembro, eu e mais muitas pessoas fomos surpreendidos quando acessamos o Google. O “doodle” (jeito estilizado de exibir a marca Google) do dia homenageava Ada Lovelace, desconhecida para mim até então. Foi só quando, curiosa, fiz uma busca por seu nome que descobri que ela se destacou em uma área que até hoje sofre com a escassez de mulheres: a computação. 
Nascida Augusta Ada Byron em 1815, era a única filha do famoso poeta Lord Byron com Annabella. Lord Byron desejava ter um filho homem, porém, mesmo com a decepção, escolheu o nome do meio “Ada” para a menina, pelo qual ela ficaria conhecida mais tarde. Seus pais se separaram quando ela tinha apenas um mês e, apesar de a lei inglesa dar a guarda da criança ao pai, Byron não manifestou esse desejo, saindo logo da Inglaterra e morrendo quando Ada tinha oito anos. Annabella mostrava-se como uma mãe carinhosa e preocupada para a sociedade, mas deixava a filha sempre sob os cuidados da avó.
Com o intento de cultivar a mente da menina e evitar que ela fosse igual ao pai, sua família ofereceu-lhe tutores particulares que lhe ensinaram matemática. Em sua adolescência, Ada era também vigiada de perto por alguns amigos da mãe que tinham essa incumbência. Annabella não perdia uma oportunidade de desmoralizar Byron e fazer com que a filha odiasse o pai que não conheceu e cuja fotografia só viu depois dos vinte anos.
Através da amiga e pesquisadora Mary Sommerville, Ada foi apresentada ao matemático e professor de Cambridge, Charles Babbage. Ela traduziu um artigo em italiano sobre o computador analítico projetado por Charles e foi a responsável por explicar o funcionamento geral da máquina, de modo que suas notas explicativas acabaram ficando maiores que o próprio artigo original. Através deste escrito, Ada manifestou sua ideia de que a função dos computadores poderia ir bem além de fazer cálculos. Apesar de a máquina nunca ter sido construída, Ada tornou-se a primeira programadora da história e pioneira na área de processamento de dados.
Outras aventuras no campo da matemática, realizadas sem sucesso ou nem sequer terminadas, incluem um estudo envolvendo matemática e música, uma investigação sobre ondas cerebrais e uma tentativa de usar sequências e equações para prever resultados em jogos de apostas. Neste último caso, Ada formou um sindicato com amigos e apenas o que conseguiu foram dívidas.
Ada casou-se aos 19 anos com William King, tornando-se a Baronesa King. Quando o marido adquiriu um novo título de nobreza, ela passou a ser conhecida como Condessa de Lovelace, usando agora esse sobrenome. Eles tiveram três filhos. Muito se fala sobre a infidelidade de Ada e o afastamento de seu marido nos últimos meses de vida dela pode ter sido causado por uma confissão de adultério no leito de morte.
Ada Lovelace faleceu aos 36 anos, vítima de câncer de útero. Novamente e pela última vez ela ficou à mercê da mãe, que impediu muitos amigos de visitarem-na. Seu último desejo, certamente para desespero da mãe, foi ser enterrada ao lado do pai. Hoje algumas pessoas duvidam da contribuição e da importância de Ada para os programas de computação, mas é impossível desprezar sua incrível capacidade matemática e suas ideias visionárias.
Um programa de computador desenvolvido nos anos 80 foi batizado de Ada em sua homenagem. Ela também serviu de inspiração para medalhas e programas de incentivo à incursão das mulheres nas ciências exatas. A moça tem até um dia dedicado a ela, no meio de outubro. Afinal, a primeira programadora da história merece.
Livro inspirado pela história de Ada

“Eu nunca estou realmente satisfeita com meu entendimento de alguma coisa; porque, entendendo isso bem, minha compreensão pode ser só uma fração infinitesimal de tudo que eu quero entender sobre as muitas conexões e relações que me ocorrem, como o problema em questão foi pensado de início ou surgiu, etc,etc.”


Ada Lovelace (1815 – 1852)          

10 de dez. de 2012

Preparando-se para "feriar"?

Preparando-se para as férias de final de ano?


Então, eis aqui uma música deliciosa pra abrir a temporada de descanso(ou de curtição, farra e afins... que seja!). :)

Essa música, em meu ponto de vista, é mais uma crítica(com uma super pitada de humor) muitíssimo bem sacada que a banda Rammstein fez aos EUA. Como eu disse, apenas meu ponto de vista! 

Ok, prometo que não vou ficar aqui falando o quanto eu acho o Till Lindemann(vocalista) um #lindão... prometo mesmo! *-*


Beijinhos e abraços... 

Câmbio, desligo!

8 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Princesa Isabel


Recentemente, a princesa Isabel foi uma das finalistas do concurso exibido na televisão “Omaior brasileiro de todos os tempos”. A razão de tamanha admiração por esta figura real, tão distante de nós, é o fato de ela ser considerada a redentora dos escravos, tendo abolido a escravidão em 13 de maio de 1888. No entanto, apesar desse feito importante, ela merece destaque por uma série de fatos, entre eles o de ter sido a primeira mulher a governar o Brasil.
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu em 29 de julho de 1846, a segunda filha do imperador Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. Com a morte de seu irmão mais velho, ela foi proclamada oficialmente a herdeira do trono aos quatro anos de idade. Sua infância foi marcada por uma educação rígida, sendo que ela e a irmã Leopoldina não podiam frequentar festas ou espetáculos de teatro.
Quando Isabel completou 18 anos, seu casamento foi arranjado. Numa situação incomum para a época, ela e a irmã puderam escolher seus futuros maridos e acabou que elas ficaram com o pretendente uma da outra, sem que houvesse desentendimentos. Pouco mais de um mês após a chegada do noivo, Luís Felipe Maria Fernando Gastão de Orleans, o conde d’Eu, ao Rio de Janeiro, foi realizado o casamento. Com a lua-de-mel veio a mudança na vida da princesa: ela conheceu vários países da Europa e passou a participar de recepções e bailes.
De volta ao Brasil, o conde d’Eu insistiu junto a D. Pedro para ir lutar na Guerra do Paraguai, o que Isabel reprovou. Entretanto, em 1869 ele foi para o campo de batalha, voltando vitorioso menos de um ano depois. No ano seguinte Isabel assumiu pela primeira vez a regência, devido a uma viagem de seu pai. Durante esse seu primeiro governo foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que libertava todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data. Anos antes, no dia de seu casamento, Isabel já havia alforriado os escravos que trabalharam para ela.    
A cada nova regência, Isabel se mostrava mais madura para governar e tinha novas ideias, a maioria trazidas de suas viagens para a Europa, sobre como modernizar o país. Apesar de alguns avanços, o ideal republicano ganhava cada vez mais adeptos. Cresciam também as campanhas abolicionistas e Isabel pressionava o Ministério conservador, levando o ministro a demitir-se. A nova manobra da regente foi propor a Lei Áurea, aprovada sem problemas na câmara e no senado. Seu feito foi comemorado em todo o país, no entanto, o Barão de Cotegipe, o ministro demitido, fez essa profecia a Isabel: “ganhou a partida, mas perdeu o trono!”
A abolição fez o Império perder o apoio dos fazendeiros. Antes disso, já havia perdido importantes grupos, como os militares e os religiosos. A proclamação da república, assim como a própria abolição, era questão de tempo. Em 15 de novembro de 1889 ela foi proclamada e a família real foi para o exílio na Europa. Dom Pedro II, Isabel, o conde d’Eu, seus três filhos, todos nascidos depois dos 30 anos da princesa, pela última vez viram o Brasil. Isabel, que era tão cara ao nosso país, não pode sequer voltar após o fim do banimento da família real. Em 1921, ela faleceu em Paris, ainda com as doces lembranças do Brasil e a certeza de que havia feito a coisa certa.  

5 de dez. de 2012

Comprar ou não comprar, eis a questão!

Oioioioi, blogosféricos leitores do Antes que ordinárias! Final de ano chegando e a correria já está [quase] no ápice, então, pensei em publicar aqui um texto que escrevi para meu blog, Umas e outras, ao final do ano passado e em minha opinião, bastante pertinente para o momento em que estamos... Fiz algumas adaptações para se encaixarem melhor no ano atual.
Estamos em épocas de festas, comemorações e planos para o novo ano que está por vir. Mas, já? Nóóóóóóóóóóó... É, honey, final de 2012 já está mais perto do que imaginamos. Mais alguns pulinhos e alcançaremos 2013. E o fim do mundo? Acho que ficará para uma próxima (ou não?). hehehe Não, não iremos falar disso, agora. Falaremos um pouquinho sobre compras... alguns olhinhos brilharam, que eu sei! *-*
É o seguinte, confesso que shopping lotado me dá urticárias! Caramba!!! As pessoas realmente gostam de gastar. A corrida, por conta das festas de final de ano já começou!! Eu não vou ficar dando uma de “boa moça” dizendo que não gosto de comprar. Gosto! Principalmente quando são meus filmes e livros... 
A questão é que o "bonde sem freio" das compras de final de ano já está desgovernado. Presentes, presentes, presentes... consumo, consumo, consumo. Eu tbem adoro presentear! Ok? Mas, não iremos falar de compras de natal, nem a respeito dessa data festiva. Ok, Papai Noel?
Vamos falar um pouco a respeito desse consumismo desenfreado. (redundante, eu sei!)
Vi uma reportagem, ano passado, não me lembro onde(canal fechado), de uma moça relatando seu comportamento durante essa época de final de ano. Ela disse que sempre se perde no meio das compras de presentes, pois acaba comprando para ela também, inclusive coisas desnecessárias. Que comprar é um vicio e que se está numa loja para comprar um sapato para a mãe, acaba comprando dois para ela, mesmo sem precisar. 
Isso se chama CONSUMISMO!
Consumismo é o ato de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços. É também uma característica do capitalismo e da sociedade moderna rotulada como “a sociedade de consumo”. BrasilEscola
Puxa, que puxa... lendo o significado acima, percebo que há mais pessoas assim, do que imaginamos! Até eu, que NÃO me considero uma pessoa consumista, descobri que SOU consumista, em alguns momentos! Abri meu guarda roupa e vi tantas bolsas que nem me lembro de ter usado todas. Mas, eu fui pra luz(rsrs), já há algum tempo e não vivo mais assim. Parei com essa mania de comprar coisas desnecessárias. *-* 
Tá, tá, tá, de vez em quando tenho uma recaída, mas, busco me “policiar”. Minha amiga Karla Xavier sempre diz que sou muito controlada. Realmente, sou!
Brincadeiras à parte, esse caso é mais sério do que imaginamos. Não percebemos que esse problema acarreta outros mais sérios ainda. Além de poder se tornar um distúrbio de ordem mental, tbem colabora para problemas seriíssimos, de ordem ambiental.

Há alguns anos assisti um vídeo que se chama “História das coisas”. Esse videozinho apresenta os problemas sociais e ambientais que surgiram a partir desse hábito desenfreado e desnecessário, mostrando que o consumo consciente é uma boa forma de controlar seu impulso consumista. Acredito que a maioria aqui já deve ter visto, pois circulou pela internet e virou “o vídeo do momento” durante um bom tempo. Não me estenderei no assunto, pois é uma temática que merece um espaço maior...
Não sou "bobinha" à ponto de achar que esse problema vai acabar. Mas, não custa tentar amenizar a situação... Sacomé, né!? A gente ainda acredita no bicho homem.

Para quem ainda não conhece o vídeo, História das coisas, aqui está! Vale a pena conferir...


Finalizo com minha querida Mafalda, para descontrair um cadinho!!!
Cultura X Consumismo

Beijinhos!
Câmbio, desligo... 

Ps. Esta postagem já estava pronta, quando surgiu a proposta do Christian V. Louis(do blog Escritos Lisérgicos) de se fazer uma Blogagem Coletiva com a temática "Consumismo em época de final de ano". Foi então que resolvi acrescentar meu texto dentro da B.C. em questão. :) Para saber mais sobre o projeto do Chris e ler outros textos referentes ao tema, basta irem ao post clicando aqui.

4 de dez. de 2012

O Iluminado - The Shining


Seria o livro O Iluminado uma inspiração do Cinq Contes(O albergue/Pousada) de Guy Maupassant?“Mais tarde, assim que as trevas desceram sobre a montanha, novos terrores o assaltaram. Começou a andar pela cozinha escura, mal-iluminada pela chama da vela, andava de um para o outro lado, com passos largos, atento, desejoso de certificar-se se o grito apavorante da noite anterior não tornaria a romper o silencio morno lá de fora. E o desgraçado sentia-se só como nenhum outro homem jamais estivera! Estava sozinho naquele imenso deserto de neve, sozinho a dois mil metros acima da terra habitada, acima das moradas humanas, acima da vida que se agitava, rumorejava e palpitava, sozinho no céu gelado! Atenazava-o uma vontade louca de fugir para qualquer outro lugar, fosse qual fosse, de atirar-se ao abismo para chegar a Loeche; mas nem sequer ousava abrir a porta, na certeza de que o outro, o morto, lhe interceptaria o passo a fim de também não ficar sozinho naquelas alturas.” O tratamento que Kubrick deu ao filme te agradou? Crítica 'especializada' reclamou da extinção de sustos, arrepios e fidelização ao livro. King é "o rei do terror", já Kubrick resolveu fazer um filme que não fosse uma reprodução filmada do romance.Pauline Kael da revista The New Yorker, por exemplo, censurava alguns 'excessos' técnicos de Kubrick como distração para o que deveria ser uma honesta e amedrontadora história de terror. 

Ela também ia diretamente ao ponto quando investia contra a mania metafísica do diretor, que colocava Jack Torrance (Jack Nicholson) como o zelador eterno do hotel Overlook, o que é parte de um diálogo de um garçom-fantasma com Jack. Kael faz a dedução perfeita: se o mal é eterno, o osso projetado no ar, de 2001, seria a 'forma primitiva' do machado de Jack em O iluminado
Jack e seus roncos furiosos/animalescos na perseguição dos animais recortados nos arbustos do jardim, seria a transformação dele mesmo em macaco?  Maybe!
Fãs de Kubrick gostaram já os fãs de King 'detestaram'. Eu adoro os dois portanto AMEI.No livro, entende-se que o hotel, uma entidade do Mal, queria se apoderar da capacidade paranormal de Danny, o menino da história. Isso é tratado de raspão no filme. Jack, no livro, é um alcoólatra que está se recuperando. O hotel aproveita para dominar sua mente. No filme não se fala disso, o que faz a frase de Jack ― "Daria qualquer coisa por um drinque" ― uma espécie de oferenda de sua alma para o Mal, sem efeito para quem não conheça o livro.Do que se tem medo em O iluminado
A loucura de Jack poderia ser sinonimo de esquizofrenia?
O simples e inofensivo ato de pensar estar na pele de Torrance é intimidador? Não acho. 
Talvez a ficção, mais especificamente o cinema, seja o único modo de enfrentarmos de CARA LIMPA algo que nos é implícito: a violência. Mesmo que contra as pessoas que mais amamos. E nenhuma outra obra representaria com tanta autoridade o saciamento deste desejo primário. Stanley Kubrick ensaia entregar uma válvula, um passaporte para aquele mundo onde podemos liberar raiva e fúria acumuladas sem maiores problemas. Onde se ensaia o sentido mais bruto de “liberdade”, cortado ao meio pelo final feliz mais triste de todos os tempos.
Jack Torrance meio a frustrações e incapacidade de levar seu projeto adiante.


Exibe um festival de ações/sentimentos para o deleite de qualquer psiquiatra forense.
O diretor faz de Jack Torrance um resumo do seu próprio estilo. Um círculo fechado, um pesadelo, um labirinto infinito pelo qual, em toda obra com a insígnia do Stanley, somos convidados a passear, a nos perder e a enlouquecer tentando nos encontrar.
Fotografia é muito bonita, como na cena do bar. Trilha sonora me agrade muito. Jack Nicholson em seu estilo "Estranho no Ninho" , sou fã, rs.
De qualquer forma um dos mais desajustes esquizofrênicos mais geniais do cinema.

1 de dez. de 2012

Perfis de Mulher: Mabel Normand


Se fosse necessário apontar uma pioneira na área da comédia, esta com certeza seria a atriz de cinema mudo Mabel Normand. Um dos mais importantes ícones de seu estúdio e de sua era, ela não apenas fez multidões rirem, mas também criou diversas situações cômicas ao escrever e dirigir alguns filmes. Sem ela, também, provavelmente Chaplin não teria chance no cinema e alguns dos momentos mais preciosos da sétima arte nunca teriam sido criados. Em paralelo às comédias que interpretava nas telas, Mabel enfrentava dramas em sua vida pessoal.
Nascida Amabel Ethelreid Normand em Staten Island, perto de Nova York, sua data de nascimento é controversa: parentes dizem ser 1892, enquanto as publicações de quando ela estava no auge diziam 1894 ou 1895. Era a filha mais nova de várias gestações malfadadas. Quatro filhos sobreviveram ao parto e apenas três chegaram à idade adulta. Aos 14 anos Mabel deixou o colégio interno, longe de casa, para trabalhar como modelo e ajudar financeiramente a família, tendo tempo apenas para estudar desenho e música à noite. Seu pai era carpinteiro e músico itinerante e Mabel queria ser uma grande musicista.
Em 1910 ela conseguiu alguns trabalhos como extra em estúdios de cinema e logo evoluiu para papéis maiores. Seus primeiros empregadores e colegas de cena ensinaram-lhe muito, embora ela já tivesse aprendido várias expressões faciais, tão essenciais no cinema mudo, durante sua experiência como modelo. Nesse tempo ela atuou com igual sucesso em dramas e comédias, tornando-se logo ídolo das plateias.
Sua predisposição para a comédia falou mais forte e, quando foi para a Califórnia, logo se juntou ao recém-fundado estúdio Keystone. Seus trabalhos lá eram basicamente filmes curtos e que causavam riso fácil. Sua persona cinematográfica se consolidou nesta época: Mabel, a personagem, era uma moça espoleta que vivia as mais loucas situações, que exigiam que Mabel, a atriz, fizesse cenas arriscadas sem dublê.   
No final de 1913, Mabel era a mais importante estrela feminina do estúdio, mas seu chefe, Mack Sennett, sofria com a perda de dois atores que foram tentar carreira solo. Para substitui-los, ele foi até a Inglaterra e contratou um comediante do teatro, chamado Charles Chaplin. Reza a lenda que Sennett detestou os primeiros trabalhos de Chaplin para o estúdio e queria demiti-lo, mas Mabel insistiu para que Charlie ficasse. Esta passagem é retratada no filme “Chaplin” (1992), em que Mabel foi interpretada por Marisa Tomei. O ator permaneceu no estúdio, Mabel tornou-se sua melhor amiga e ele foi ganhando prestígio e o melhor, liberdade criativa.
Em meio a alguns de seus maiores sucessos, como “Mickey” (1918), feito em sua própria produtora, Mabel viu-se no meio dos maiores escândalos de sua época. Em 1921, seu antigo colega de trabalho Roscoe “Fatty” Arbuckle foi acusado de estupro e assassinato de uma jovem atriz em uma festa, gerando um debate inédito sobre a moral nos filmes e a conduta dos atores. No ano seguinte, o diretor William DesmondTaylor, que estava lhe ensinando muito sobre artes, foi assassinado e Mabel foi a última amiga a vê-lo com vida. Muitos questionaram o envolvimento dela com o diretor e levantaram a hipótese de o culpado ter cometido o crime por ciúmes de Mabel. Logo no início de 1924 seu motorista atirou em um magnata que havia feito um comentário maldoso sobre ela. E, no mesmo ano, ela foi apontada como pivô de uma separação, o que mais tarde foi comprovado ser uma acusação falsa.
Todos esses problemas geraram consequências para Mabel, embora seu envolvimento fosse mínimo. O destaque dado a ela pela imprensa acabou ajudando a divulgar alguns de seus filmes que viraram sucesso de bilheteria, mas a cada nova confusão ela se tornava mais triste e sua atuação tinha mais traços de sofrimento. O fracasso de sua única peça, feita em 1925, também não ajudou.
Sua saúde começou a declinar já em 1915, quando ela sofreu uma concussão mal explicada na cabeça. Há quem diga que foi a amante de Mack Sennett, então noivo de Mabel, que tenha atirado um objeto na cabeça da atriz. Depois de um tempo no hospital, ela começou a tomar remédio para aliviar a dor, viciando-se no medicamento. Algumas fontes citam que ela também seria viciada em cocaína e foi o desejo de livrar-se do vício, e não o interesse por livros, que a fez se aproximar de William Desmond Taylor. Assim como muitas estrelas da época, ela também não levava uma vida regrada, alimentando-se de forma errada e participando de festas selvagens que duravam a noite toda. Todos esses fatores, aliados a fraturas ocorridas em suas cenas sem dublê, levaram-na a contrair pneumonia em 1923, tendo uma recaída quatro anos depois. A pneumonia evoluiu para uma tubercolose que acabou por matá-la em 1930.
Mabel e Lew Cody
Novamente há muitos boatos sobre a vida amorosa de Mabel. Sua relação com Chaplin e o magnata Samuel Goldwyn ainda é motivo de controvérsia. Sennett, seu ex-noivo, jamais se casou. Estando em Paris em 1922, ela foi pedida em casamento por um príncipe egípcio, mas recusou. Em 1926, casou-se com Lew Cody, com quem já havia contracenado. Os dois tinham grandes diferenças e viviam separados, mas Cody, assim como seus muitos amigos de Hollywood, foi de total importância para Mabel em seus tempos difíceis. Cody faleceu em 1934, vítima de problemas cardíacos. Sem viver para enfrentar as mudanças causadas pela chegada do som ao cinema, Mabel Normand deixou um legado de comédias que ainda divertem e uma história de vida que ainda emociona.