31 de out. de 2012

Doces ou Travessuras - Especial Livros e HQ´S

Preparem-se para muitos sustos porque hoje é Halloween,bebê !  E para não deixar passar em branco a data dos tons obscuros,eu resolvi fazer uma postagem especial,unindo as minhas especialidades aqui no blog que são a Literatura e os Quadrinhos,vulgo HQ´s,que seja!
No início da semana,comemoramos o Dia Mundial do Livro e não custa nada lembrar como livros são importantes em nossa formação pessoal,pois com o seu conteúdo nós temos a base para montar e seguir as nossas ideologias,tomamos nota de  todas as  informações existentes,além do requisito mínimo para entender o que eu citei acima,saber ler e escrever,não adianta negar é um processo mecânico nisso,é como malhar o bíceps: No começo é difícil,mas exercitando-se com regularidade,nota-se que o rendimento torna-se superior e logo é necessário aumentar a carga e assim sucessivamente vai ocorrendo o processo de aprendizagem de leitura e escrita. E não é bom se acomodar ao pensar que já consegue ler um livro ou escrever um bilhete: Assim como o músculo,se a acomodação se instalar e desse modo o exercício cessar, o músculo vai atrofiar! Ou seja,aquilo que você levou tanto tempo para aprender vai se dissipando de sua mente aí bebê você percebe que já não tem a mesma potência. 


E para recomeçar e logicamente recuperar o tempo perdido,haverá a necessidade de um sacrifício maior...Algum tempo atrás,eu fiz uma postagem sobre o Dia do Escritor,mas como ia ficar um assunto muito repetitivo,resolvi publicar hoje,juntamente com o que seria o espaço das HQ´S,pois posso abordar o mesmo tema para ambos os assuntos e prestar homenagem ao nosso mentor intelectual, o livro. O verdadeiro motivo para postar hoje,além do fato que seria dia de quadrinhos,é a data comemorativa comumente chamada o Dia das Bruxas, e encontra-se baseada na crença do antigo povo celta,que todo dia 31 de outubro,não é importante somente por causa da definição das estações do ano,mas segundo o que eles acreditavam,os espíritos andam entre os vivos neste dia e para espantá-los havia a necessidade de ornar habitats e pessoas com coisas feias como ossos por exemplo. Isso foi a uns 2500 anos atrás e é claro que hoje, o pessoal está mais interessado pelos concursos de fantasia e os doces! E sendo Halloween,eu resolvi elaborar um combo de obras diversificado e assombroso que eu recomendo para o dia de hoje,então certifiquem-se que as luzes estão acesas,olhem embaixo da cama, e não se desesperem!




Drácula - Bram Stoker

Esse aí é o vampiro verdadeiro,com ele não tem essa história de sentimentos ou pó de pirlimpimpim, com ele a sequência não é do pente,é do predador e caça.Enquanto você ao menos cogitar a idéia de ser como a Bella Swan,no mínimo sua jugular já estará seca e antes que você possa protestar vai levar uma estacada de madeira direto no coração,sem delicadeza,assim na maior, dentro de um caixão e se possível,em um cemitério realmente tenebroso para deixar de ser tola por querer se envolver com vampiros! O Drácula de Bram Stoker é de 1897 e foi escrito com base no folclore e lendas do povo romeno...Ou seja,se você for a inúmeros cemitérios antigos desse povo,você vai reparar que os mortos descansam com uma estaca enfiada no peito...Edward não sobreviveria nem um mês na Romênia...

DRÁCULA - BRAM STOKER 



Crônicas Vampirescas - Anne Rice

Os vampiros de Anne Rice são existencialistas sim mas essa característica não os deixam delicados como fadas,muito pelo contrário. O único mundo que eles conhecem está mergulhado em trevas,não apenas as trevas da noite e a sua impossibilidade de andar à luz do sol,são trevas mais significativas,que concentram perversidade,luxúria,dominação. Se você não souber fazer a sua vida,és literalmente devorado por outros "peixes" maiores que você neste gigantesco mar de podridão. Dentre as crônicas vampirescas,a mais popular dentre elas é "Entrevista com o Vampiro",principalmente depois que recebeu a sua versão cinematográfica com Brad Pitt encarnando o existencialista Louis e Tom Cruise o psicopata Lestat. Uma coisa interessante,é que as obras de Anne Rice sempre deixam escapar nas entrelinhas aspectos da vida pessoal da autora. Cláudia,a vampira que viveria eternamente sob um aspecto infantil foi inspirada na filha de Anne,que morreu aos cinco anos,vítima de leucemia. As crônicas foram escritas no período entre 1976 e 2003. Se você quer saber como é a vida dos predadores eles contam. Só não garanto que você estará respirando no final.

                             ENTREVISTA COM O VAMPIRO - ANNE RICE  



                                       Lord Byron e Álvares de Azevedo


Estamos aqui falando de vampiros ficcionais,mas porquê não dar espaço aos vampiros "reais",se levarmos em conta a fascinação que um devasso Lestat nos provoca, o que levou gerações e mais gerações de mulheres a terem sonhos eróticos com os filhos de Caim ( segundo a mitologia de Vampiro- A Máscara,que é descaradamente inspirado no mundo criado por Anne Rice). Mulheres que enlouquecem por tipos intelectuais,erráticos e boêmios conheçam Lord Byron,esse escritor pertencente à casta dos ultra-românticos que morreu jovem,tinha limitações físicas,porém teve uma vida muito produtiva,aventuresca e luxurienta,além de muitas e muitas polêmicas,como é o caso do incesto e do romance com centenas de mulheres comprometidas. Ele era doce como mel e amargo como fel...De onde vocês acham que surgiu a figura de Don Juan?Ele foi nitidamente imortalizado como vampiro na obra de seu amigo John Polidore,cujo título é,adivinhem,O Vampiro!E o nosso conquistador também escreveu sobre vampiros em seu poema The Giaour,ou o Infiel,em árabe. Sabe,a ele não bastava falar sobre vampiros,tinha que ter algum elemento exótico!  E desculpa aí meninas,Ghouls,são muito mais do que vampiros,são demônios árabes comedores de carne e sedentos por sangue que vivem em cemitérios,prontos para lanchar algum desavisado.Se por acaso passar por essa imprudente cabecinha de tentar beijar um ghoul,devo lhe alertar que o bafo do galã das catacumbas não deve ser nem um pouco agradável! A alma gêmea de Lord Byron nasceu no Brasil e atendia pelo nome de Alvares de Azevedo e como o escritor anterior,morreu jovem,escreveu muito e era um boêmio inveterado. Para este Halloween sugiro Noite na Taverna,tem o clima propício para a data!

                                            THE GIAOUR- LORD BYRON
                            NOITE NA TAVERNA:ÁLVARES DE AZEVEDO


                             


                                            Frankestein - Mary Shelley

Outro monstro clássico é o Frankestein e surpreenderia a vocês saberem que quem inventou a sua história foi uma jovem, de nome Mary Shelley? Ah,mas hoje mulheres escrevem livros principalmente,livros sobre vampiros fadas! Na época em que viveu,digamos que a mulher não era estimulada a pensar e nem muito menos a se intrometer em assuntos que seriam restritos aos homens que seriam política,filosofia,ciências...Coisas complexas demais para cabecinhas que eram treinadas desde a mais tenra idade apenas para discutir frivolidades. Com Mary foi diferente,ela teve toda a assistência do pai e fazia muito bom uso dessa educação avant - gardé. E foi num bate papo gostoso e descompromissado que ela criou o seu tão famoso personagem,afinal naquela época havia ocorrido um boom significativo no campo das experiências científicas,então era realmente estimulante tentar reanimar defuntos. Aliás é um desafio magnífico...Seria a solução definitiva para o apocalipse zumbi,é só pegar as sobras que os zumbis não devoram,uni-las e esperar uma tempestade! Pronto,temos um mundo repovoado de novo! Ficou curiosa para saber se rolaria umas  civilidades com essa criatura artificial? Dê uma lida e confira!

                                     FRANKESTEIN - MARY SHELLEY



                                     O Chamado de Cthulhu - H.P Lovecraft

Lovecraft de longe é o Pai da Literatura de Terror,criou um universo fantástico com todo o tipo de coisas horripilantes que se possa imaginar portanto ele é a cara, o espírito e a mentalidade do Halloween! Dentro desse mundo extraordinário existem panteões de deuses que lutam entre si sobre a soberania sobre a Terra,planeta que a bilhões de anos atrás,eles mesmos fizeram surgir a vida,inclusive a humanidade. Existem aqueles que acreditam em ANNUNNAKIS e que nós descendemos de extraterrestres e esta sua crença se assemelha e muito com o imaginário Crafteriano. Sua obra é tão impressionante que há os que juram de pés juntos que o Necronomicon,livro de invocações de demônios é de verdade,porém ele é mais um ingrediente da cosmogonia de Lovecraft. Apesar de reunir vários contos,o livro leva o nome de uma criatura chamada Cthulhu,uma criatura anterior ao aparecimento de vida sobre a Terra e é cultuada como se fosse uma divindade em corpo de barro para que um dia retorne à vida. Porém na qualidade de extraterrestre e criatura bestial,a Humanidade não será beneficiada com esse retorno e todos irão para o beleléu. E nada de beijinho!

                               O CHAMADO DE CTHULHU - H.P LOVECRAFT



                                                     A Coisa - Stephen King

A última criatura de livros que eu vou falar pertence às obras de Stephen King e embora ele e outros autores tenham vampiros,lobisomens e zumbis à vontade para nos exibir,vou falar deste palhaço tenebroso comedor de criancinhas,porque ele personifica o terror que as pessoas sentem com a figura do palhaço,notadamente quem está do lado de lá,nos EUA,porque houve uma vez,um maníaco que se vestia de palhaço e matou muitas pessoas.  O personagem de Stephen não é meramente um serial killer,é uma entidade sobrenatural que não se alimenta apenas dos corpos,mas principalmente do medo de suas vítimas ( a la Fred Krueguer ),principalmente crianças. Um grupo de sete crianças uma vez o enfrentou e trinta anos se passaram desde então,até que um deles que ainda morava na cidade,pressentiu que o perigo retornou e solicitou que seus amigos também retornassem à cidade para o confronto final. A minha opinião pessoal é que a versão cinematográfica não consegue nem de longe ser aterrorizante como o livro,porque obviamente no livro existem muitas coisas que gerariam polêmica se fossem exibidas no cinema,mas que funcionam de um jeito perturbador no contexto da obra. Recomendo a leitura imediata e se possível que se ignore a versão em filme. Não me meteu medo,deu vontade de rir do filme. Com o Pennywise eu aprendi que não se deve confiar em palhaços que te oferecem coisas legais de dentro  de uma vala de esgoto. Meninas, ele é dentuço,fica a dica!



                                                     
                                                        Quanto aos quadrinhos:


 Dos títulos da Vertigo,vou escolher os menos óbvios.Títulos como Hellblazer, Sandman e Monstro do Pântano,deixemos para conferir depois,mesmo que estes combinem muito com Hallowen!

FÁBULAS: Criaturas das histórias de contos de fadas coexistem com os seres humanos,embora procurem não se misturar com eles. Se você já viu Shrek,imaginem o mundo do ogro de uma perspectiva macabra e terão idéia do que é ler esta HQ! Aqui está um exemplar da série:

                                                                  1001 NOITES
                                                                  
A TESSALÍADA: Esta minissérie conta a história da bruxa Tessaly,a última das bruxas da Tessália na Grécia. Apesar de manter-se no anonimato como uma jovem estudante de literatura de Nova York,ela terá que lutar contra ecos de seu passado,pois cães de caça infernais estão em seu encalço e ela tem que descobrir quem ou o quê está por trás dos acontecimentos estranhos. Eu tive o prazer de ter a minissérie completa em mãos e é uma leitura surpreendente,mais uma vez o fantástico e o sobrenatural entrelaçam-se de modo hábil de acordo com a brilhante mentalidade de Neil Gaiman!

Aqui estão os  volumes da mini- série:

                                                         TESSALÍADA # 1
                                                         TESSALÍADA # 2
                                                         TESSALÍADA # 3
                                                         TESSALÍADA #4

EU,ZUMBI: Eu fiquei sabendo que está em fase de produção uma série para a TV de uma versão zumbi para o dilema do vampiro borboleta e este zumbi é todo cheio de bons sentimentos e pó de arroz,assim como o seu colega Edward. Mas antes disso,já existia uma zumbi gostosona,que namora um lobisomem e tem uma amiga fantasma que ao comer o cérebro de pessoas já falecidas no cemitério,absorve uma parte do que elas eram. Mas ao invés de se apaixonar pelo parceiro do defunto,ela se incumbe de solucionar questões como assassinado e assim honrar a comida que tem à mesa.Interessante,não? Vai um pedacinho aí?

Primeiro volume:

                                                    EU,ZUMBI # 1
BRUXARIA,UMA HISTÓRIA DE VINGANÇA: Secretamente,mulheres cultuam às deusas obscuras na floresta em noite oportuna ,quando um bárbaro interrompe a celebração e acaba estuprando e matando uma delas que antes de morrer faz um juramento de que se vingará em outra vida, e o seu desejo é tão extremo que as deusas,uma velha,uma matrona e uma jovem o concedem à moribunda. Nesta época o Império Romano ainda dominava o mundo até então conhecido, e o local era Londres. Então através dos séculos e sob diversas aparências,esta pessoa perseguirá seu assassino,mas até que ponto essa perseguição é coerente? Confiram a minissérie inteira em 3 volumes:

                    BRUXARIA,UMA HISTÓRIA DE VINGANÇA-COMPLETO


UZUMAKI: O clima deste mangá é extremamente perturbador. Uma cidade  começa a ser assombrada por padrões geométricos que lembram espirais e influenciam os moradores de modo extremamente bizarro e logo o local todo é tomado pelas espirais assassinas e a heroína Kirie ,uma das poucas pessoas sobreviventes à possessão,assiste intrigada um a um os seus conhecidos serem destruídos e logo tudo será destruído.Essa é história  para ler  de dia ou de preferência de luz acesa,e de preferência bem longe dos caracóis!

Primeiro capítulo:


                                  UZUMAKI - A ESPIRAL DO HORROR


Gente,acho melhor eu parar por aqui senão eu ficarei dias e dias listando tudo o que eu conheço na área,espero que vocês gostem da seleção que fiz,desculpem-me a demora,a internet está oscilante. Beijocas!

                                       

29 de out. de 2012

Mr. Sandman... ou Mr. Sandman!?


Olhem que coisinha mais fofa... esbarrei com essas "fofolettes"(The Chordettes), inclusive já falei sobre elas aqui no grupo, na postagem "Elas são umas fofolettes!".
As achei umas verdadeiras fofuras e amei encontrar uma música que gosto "so much", Mr. Sandman.

The Chordettes - Mr. Sandman

PORÉM, sempre a ouvi na voz de uma banda que gosto tantão, chamada Blind Guardian. Digamos que seja uma versão mais... é... como diria... mais pancadinha!  


Eu indico que ouçam as duas versões(o segundo vídeo é um clipe que eu adoro! Sugiro que confiram ele todo!!). Tanto o áudio das  Chordettes, quanto o clipe sensacional do Blind (abaixo) são curtinhos e valem a pena. 

Nem preciso dizer que prefiro a segunda versão, né!? Quem me conhece, sabe disso. Apesar de achar as vozes das "gracinhettes" muito lindinhas. Ainda assim, fico com a versão dos rapazes! ;)
 
Confiram a versão com Blind Guardian - Mr. Sandman

A caracterização dos rapazes é muito boa! Showwwwww mesmo!

E aí? Me digam qual vocês preferem! 

 Mr. Sandman... ou Mr. Sandman!?

;)

Beijinhos...

Câmbio, desligo!!

Mulher de Preto

Aproveitando o mês Helloween(Dia das Bruxas  - USA) vou teclar sobre um suspense no mínimo interessante: Mulher de Preto, com nosso querido e eterno Bruxinho Harry Potter que semelhante a um bom vinho quanto mais velho melhor..
Quero começar nosso texto com um pequeno pensamento: O que eles chamam de fantasmas...Nós, chamamos de espíritos!
Vamos ao filme?
Um suspense interessante. Daniel Radcliffe, consegue fazer o advogado Arthur Kipps de maneira honesta e cativante. Viúvo, pai de um filho pequeno, vai ao interior da Inglaterra finalizar papeladas de uma família que vivia em um casarão abandonado. Lá, encontra mistérios e terror nesta casa 'assombrada' por um terrível espírito maligno e vingativo. Um filme que conta com a produção da Hammer Film Productions, que foi uma companhia cinematográfica britânica, fundada em 1934, célebre por realizar uma série de filmes de terror, entre os anos 1955 e 1979. Chegou ao auge nos anos 60, revelando para o mundo atores do porte de Christopher Lee e Peter Cushing, sua decadência iniciou-se em meados dos anos 70, sendo que suas últimas produções datam da década de 1980, com séries de terror para a televisão. Ressurgiu sob nova direção em 2008 realizando filmes como “Deixe-me Entrar” e “A Inquilina”. Em 2011 produziu “A Mulher de Preto”. Dirigido por James Watkins e escrito por Jane Goldman é baseado no romance de Susan Hill, com o mesmo nome.

O filme consegue nos levar ao drama sufocante de James, em meio ao cenário bucólico, fotografia sombria e personagens sinistros. Sua dor em tentar entender e por fim auxiliar o espírito que vive na casa encontre seu caminho de luz é algo notável. O filme mostra de maneira 'sutil' o que 'entendemos' sobre espiritualidade. Não aprofunda e preenche algumas lacunas com os tais clichês.
Na Era Eduardiana, o jovem advogado Arthur Kipps vive com seu filho de quatro anos de idade, Joseph (Misha Handley) e babá de seu filho (Jessica Raine). A esposa de Kipps Stella (Sophie Stuckey) morreu após o parto. Kipps é atribuído a lidar com a propriedade de Alice Drablow, dona de uma mansão inglesa conhecida como Eel Marsh House, onde vivia com seu marido, o filho Nathaniel, e sua irmã Jennet Humfrye (Liz White). Embora os moradores queiram que ele vá embora, Kipps faz amizade com Sam Daily (Ciarán Hinds), um rico fazendeiro e sua esposa Elisabeth (Janet McTeer).
Na Eel Marsh House, localizada em uma ilha cheia de pântanos, Kipps vai para um quarto no andar de cima depois de ouvir passos e vê uma mulher vestida de preto fora da janela. Ele corre para os pântanos e as testemunhas do afogamento de Nathaniel. Acreditando que ele seja real, ele relata o avistamento na delegacia local e, enquanto lá, dois meninos trazem uma menina que havia tomado soda caústica, ela morre nos braços de Kipps.

Enquanto isso o espírito 'maligno' que vive na casa é vingativo e ao mesmo tempo solitário. Assim, como nós(vivos) sempre buscamos auxilio/ajuda/conselhos os espíritos também necessitam de tal apoio. Geralmente, filmes com a temática 'espiritualidade', remetem ao terror; o que não deveria. Ao mesmo tempo nossa sétima arte necessita do tal suspense para sairmos um pouco do modo documentário. Sobre, espiritualidade o que podemos começar a entender é essa idéia da imortalidade física proporcionando às pessoas a oportunidade de desvendar seu anseio inconsciente de morte e libertando da tirania da mentalidade de mortalidade.
 A derrota da morte é o teste básico de inteligência neste universo físico. A imortalidade física é o primeiro passo para qualquer prática de iluminação espiritual. Purificar a si mesmo significa manter seu amor tão puro, de modo que ele mantenha você praticando a verdade em todos os seus relacionamentos. A espécie de amor que produz imortalidade física é a paciência eterna. A vida na Terra não é para as pessoas fracas. Todas as pessoas fracas morreram no passado. E todas as pessoas que pensavam que eram fortes, mas não eram, também morreram. Mas muitas pessoas adquiriram integridade suficiente para conseguir a vida eterna de seus espíritos, mente e corpo. Entrei um pouco no assunto espiritualidade para mostrar o que talvez o autor, diretor quiseram mostrar com o espírito da Mulher de Preto. Nessa história o espírito torna-se vingativo devido uma série de acontecimentos supostamente mal resolvidos(em suas vidas) marcam sua existência física e cármica com ódios, mágoas, tristezas que  resultam nessa eterna vingança fazendo com que ele permaneca enraizado em nosso plano.

  Enfim, adoro teclar sobre os mistérios do Universo e sou fã de Carl Sagan. Creio, que somos infinitamente microscópicos quando comparados ao Cosmos e filmes com essa temática:espiritualidade  e ciência conseguem prender minha atenção.
Mulher de Preto,é digno de pipoca e ao mesmo tempo um filme que assistiria no máximo três vezes,rs.Esperava um pouco mais do final e a atuação do nosso eterno Potter ainda necessita de muitos reparos.Porém, o filme é bem produzido, bem dirigido e consegue cumprir o papel de suspense.





27 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Agatha Christie


A rainha do suspense é a autora que vendeu mais livros na história segundo o Guinness Book: foram quatro bilhões de cópias em mais de cem idiomas. Sua peça “A Ratoeira” sustenta outro recorde: está há 60 anos em cartaz, somando mais de 24 mil apresentações. Seus trabalhos mirabolantes  e interessantíssimos serviram de base para 34 filmes, além de séries de animação japonesas, videogames e programas de televisão. E olhe que a vida de Agatha não perde em nada para suas histórias.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de setembro de 1890, era a terceira e última filha de um casal da classe média-alta inglesa. Foi educada em casa, aprendeu a ler, escrever e tocar piano com sua mãe e passava a maior parte do tempo sozinha, lendo ou brincando com animais. Quando seu pai morreu, Agatha tinha apenas 11 anos e foi pela primeira vez para a escola, não se adaptando à disciplina rígida da instituição. De volta para casa, com seus irmãos já morando fora, ela foi enviada para estudar em Paris.
Aos 20 anos começou a procurar um marido por insistência da mãe. Enquanto a busca não tinha sucesso, Agatha escreveu e atuou em algumas peças de teatro amador e também escreveu poemas. Seu próximo passo foi criar histórias curtas com seus temas favoritos, que incluíam espiritualidade e experiências de viagem. Todas essas histórias, assim como seu primeiro romance, foram rejeitados pelos editores a quem os enviou.
Em 1912 conheceu Archibald Christie, um indiano que fazia parte do exército, e se casou com ele na véspera de Natal de 1914, já durante a Primeira Guerra Mundial, da qual Agatha participou sendo enfermeira voluntária. Com Archibald ela teria sua única filha, Rosalind.
Em 1919, finalmente, ela viu seu primeiro romance publicado: “O Primeiro Caso de Styles”, em que surge seu mais famoso personagem, Hercule Poirot, um detetive belga inspirado nos refugiados da Bélgica que ela conhecera durante a guerra. Poirot seria o protagonista de 33 de seus livros, além de 54 contos. Ele também tem a honra de ser o único personagem fictício a receber uma nota no obituário do New York Times quando da publicação do último romance de Agatha com Poirot, Curtain, em 1975. No entanto, mais de uma vez Agatha confessou estar cansada do personagem!
Outra investigadora famosa na galeria de Agatha é Miss Marple, uma senhorinha pessimista baseada na avó da escritora. O que também sempre está presente nas obras é uma investigação que termina com uma revelação surpreendente. Certa vez Agatha declarou que escrevia seus livros até o penúltimo capítulo, analisava os personagens para ver quem era o menos suspeito e depois de escolher o culpado voltava e completava os outros capítulos com algumas provas incriminatórias.   
Uma das paixões de Agatha, a arqueologia, está presente em vários de seus livros. Embora ela já tivesse visitado o Egito em 1910, foi só em 1930, quando conheceu seu segundo marido, Max Mallowan, que ela realmente começou a se interessar pelo assunto. Outra marca de sua experiência pessoal em livros é o uso de venenos em alguns romances escritos após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou em uma farmácia de uma universidade londrina.
O primeiro marido deixou-a em 1926, trocando-a por outra mulher. No mesmo dia em que o marido saiu de casa, Agatha viajou para Yorkshire sob um pseudônimo e sem avisar ninguém, deixando centenas de fãs apreensivos por seu sumiço, que foi um caso bastante difundido pela imprensa nos 11 dias em que ninguém soube notícias dela. Até hoje se especula porque ela sumiu: muitos fãs interpretaram como uma jogada de marketing ou forma de culpar o marido por um suposto assassinato; outros simplesmente aceitam a hipótese de um colapso nervoso, e ainda outros acham que Agatha queria apenas assustar o marido e não causar comoção nacional. Esse episódio foi desenvolvido ficcionalmente no filme “Agatha” (1979), com a atriz Vanessa Redgrave interpretando a escritora, e também num episódio da série “Dr. Who” em que o sumiço é interpretado como consequência da ligação com um alien.       
Agatha com o segundo marido
Agatha Christie faleceu em 1976, cinco anos após receber o título de “dama” da coroa britânica. Lembrada e homenageada tantas vezes ao redor do mundo, a autora nos legou 66 romances e 15 coletânea de contos. Sabendo entreter e surpreender como ninguém, toda vez que abrimos um livro de Agatha descobrimos um novo mundo e temos a oportunidade de sermos nós mesmos grandes detetives.     

"A melhor receita para o romance policial: o detective não deve saber nunca mais do que o leitor."
Agatha Christie (1890 – 1976)                                           

20 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Maria Antonieta


Rainha odiada pelo povo e por outros membros da nobreza, Maria Antonieta morreu guilhotinada durante a Revolução Francesa, com apenas 37 anos. Mais de um século depois se tornou ícone, aparecendo em diversas mídias. No entanto, sua imagem ainda está cheia de interpretações incertas. Tendo a responsabilidade caído em seu colo ainda muito jovem, ela teve uma das vidas mais intensas do século XVIII.
Nascida Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena, era a décima quinta e penúltima filha do casal imperial da Áustria. Foi naturalmente muito mimada na infância, embora sua educação não fosse muito rígida. Teria sido uma criança espontânea até que, ao perder o pai com dez anos de idade, viu sua mãe mudar de comportamento e passar a vigiar os filhos com rigidez. Foi a mãe também que arquitetou o casamento de Maria Antonieta com o delfim da França, futuro rei Luís XIV, quando a menina tinha apenas 14 anos.
O casamento foi feito por procuração e oficializado em uma cerimônia um mês depois. Sem nunca ter visto o marido, Maria Antonieta ficou decepcionada ao perceber que ele era bem diferente dos retratos que ela recebera. Inseguro, sem vocação para governar, ele nutria um profundo preconceito pelos austríacos, um dos motivos apontados para ele ter demorado três anos para consumar o casamento com Maria Antonieta.  
Aos 18 anos era rainha da França. Sem grande importância política, cabia a ela vez ou outra tentar convencer o marido a beneficiar os interesses austríacos, o que era severamente criticado pelo povo francês. As críticas também vinham de sua mãe, Maria Teresa, e do irmão, José II, que se incomodavam com a falta de relações sexuais entre Antonieta e Luís XVI. Ao mesmo tempo circulavam panfletos pelas ruas da França maldizendo os gastos da rainha, os bailes que ela frequentava, seu círculo de amizade e até mesmo sua tentativa de levar uma vida mais simples, quando construiu uma pequena vila ao lado de um palacete da família real.    
A situação da França foi se tornando insustentável. Os séculos de monarquia e esbanjamento, as crises econômicas, a seca: tudo aumentou o descontentamento do povo, que em 1789 iniciou a revolução. Sempre temendo por sua família, Maria Antonieta foi envelhecendo rápido conforme as preocupações aumentavam e as fugas eram mal-sucedidas. No início de 1793, Luís XVI foi julgado e enforcado. A rainha foi a julgamento meses depois, acusada de vários crimes e vendo seu próprio filho, que lhe havia sido retirado na prisão, depor contra ela. Ainda acreditando na legitimação divina da monarquia e dos monarcas, Maria Antonieta não esperava ser condenada. Acabou guilhotinada, mas sem perder a fé.
Apesar dos insucessos sexuais, Maria Antonieta e o rei tiveram quatro filhos. A mais nova faleceu com apenas um ano e os dois meninos morreram um com oito anos, antes da revolução, e o outro com dez, depois. Somente a filha mais velha chegou à idade adulta, mas não deixou herdeiros. O povo muito falava sobre casos amorosos da rainha tanto com homens quanto com mulheres, mas a única paixão confirmada foi o conde sueco Axel von Fersen, que jamais chegou a ter uma relação verdadeira com a soberana.
Tendo sofrido tanto e com muita resignação, Maria Antonieta entrou para a história e despertou a curiosidade geral. Foi personagem de 19 filmes. Os dois mais importantes feitos fora da França sobre a rainha datam de 1938, com a famosa atriz do cinema mudo Norma Shearer como Antonieta, e de 2006, com Kirsten Dunst no papel principal, numa releitura pop de uma das mais controversas e surpreendentes mulheres que o mundo já viu. 

“Eu era uma rainha, e tiraram minha coroa, uma esposa, e mataram meu marido, uma mãe, e levaram meus filhos para longe de mim. Tudo que sobrou foi meu sangue. Levem-no, mas não me façam sofrer mais”.
Maria Antonieta (1755-1793)

19 de out. de 2012

Psicose

Resolvi teclar sobre este clássico preferido da minha mãe por ter um amor não resolvido com este filme. Já assisti zilhões de vezes(2 versões) e minha mãe na última vez disse:"Acho esse filme triste. O sofrimento de Bates me deprime." Fiquei pensando sobre isto e no fim cheguei a conclusão que ela tem razão. O filme trata um pouco sobre esquizofrenia, loucura e psicose. Sim, existe diferença entre as doenças.Nem tudo é loucura,nem tudo é sociopatia, psicopatia, esquizofrenia ou psicose temos que entender um pouco a mente de Bates para depois apreciar ou não o filme.
Hitchcock nosso eterno gênio comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final não fosse revelado.Psicose custou 800 mil dólares e faturou 50 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro.Em 1998 o diretor Gus Van Sant fez um remake do filme, com Vince Vaughn e Anne Heche nos papéis de destaque. No elenco ainda contava com belissima Juliane Moore no papel da irmã de Marion.

Uma das frases que mais gosto é:
"Ela só fica meio zangada às vezes. Todos ficamos um pouco zangados de vez em quando, não ficamos?" Norman Bates.
Bates usa para justificar a fúria com que a mãe fala para ele.Será que Hitchcock quis falar algo para platéia? Até que ponto somos passíveis de cometermos um crime? Este filme atemporal nos conecta com nossos medos. Um dos filmes mais impactantes e Hitchcock nos despista, para nos apresentar quase na metade da projeção uma trama macabra, representada pelo fantástico personagem Norman Bates e o seu hotel no meio do nada.
A cena memorável do filme possui uma sequência construída como uma sucessão de cortes ritmados pela trilha sonora e pelo som da faca.Se observarmos, vemos que a arma sequer encosta na atriz. A violência está na genial montagem de Hitchcock e na trilha sonora de arrepiar de Bernard Herrmann.
Ao refletir sobre o assunto "Loucura" é inevitável para uma apreciadora da sétima arte como eu, deixar de pensar neste filme com tanto amor. Esse enigma fílmico de duas ou três incógnitas: Janeth Leigh, Anthony Perkins e a Mãe num jogo de repetições e de duplicações em que o mestre do suspense leva à conclusão o tema da duplacidade: a dupla personalidade.Que outros sentimentos poderiam, aliás, provocar um personagem tão absolutamente e inevitavelmente amarrado a um destino fatal e destruidor, e que não morre no final, ou antes, sobrevive noutra personalidade, pela qual é morto e "denunciado"? Personagem dominado pela mãe, pelo passado, pelo isolamento, pelo desejo sexual que se transforma em desejo de morte ou de destruição.Nessa perspectiva o "Louco" é considerado menos como uma pessoa do que como um dos pontos de relação, um dos nódulos de intercâmbio de um sistema de interações, de uma rede de comunicação: a família. Seus sintomas, suas anomalias, suas "crises" são substituídos e reexaminados no sistema dinâmico das trocas familiares. duas características fundamentais estão sempre presentes entre essas famílias ou esses grupos: seu funcionamento como sistema fechado, relativamente isolado, e sua repressão de toda sexualidade genital.A componente patológica carrega o filme em tons de comédia e drama, ou de comédia dramática, Hitchcock vinha repetindo desde os seus filmes mudos as relações familiares e o seu peso, o papel e a figura da mulher, os diversos comportamentos do homem em função da mulher, a contraposição e identidade entre a mãe e a mulher, o desejo e o desejo de morte, sobre essa imperceptível fração de segundo em que um indivíduo age e, agindo, transforma o ato desejado num ato outro, que o nega.Os esquizofrênicos e suas famílias mantêm o mito e o credo de uma harmonia inabalável na família, que tem prioridade sobre tudo. Eles se comportam como se toda motivação que contraria a autonomia da criança fosse qualificada de "boa", independente de sua idade; e todo pensamento ou ação autônoma seria "mau". Essa família que é uma pseudofamília, onde ninguém fez sua individuação, vive num estado de reciprocidade sem identidade e consideram a ordem e a limpeza como valores supremos; sua casa é uma fortaleza: ninguém tem o direito de atacá-la (lembram do desespero de Norman quando qualquer um se aproximava da casa). Todos esses conceitos são tão importantes que a casa da família Bates transformou-se no símbolo do filme e também inspirou outras obras de suspense de diretores vindos depois de Hitchcock.
 Resta, deste tipo de relacionamento a submissão; a revolta final é a loucura. Norman Bates é o personagem anormal e patológico do filme, as suas motivações acabam por lhe conferir um grau de humanidade, a um ponto que é o comportamento normal e humano de Marion (Janet Leigh) que se transforma no elemento perturbador que se vem instalar na paz familiar dos Bates, desencadeando o ciúme e a ira da mãe, e o desejo de Norman que Hitchcock, de forma magistral, distingue e identifica. A mãe morta e embalsamada é mantida viva pelo desdobramento da personalidade do filho privado, que se  traveste, retirando-a da sua "vida" embalsamada para uma vida real e concreta. Essa genialidade de Alfred é algo sinistramente encantador, concordam?
Nosso Anthony Perkins na personalidade da mãe de Norman, acompanhada pelo monólogo interior, explicativo para o filho, que constitui um dos momentos mais terríveis da história do cinema.Os discursos eruditos sobre a loucura descrevem o louco não só como um frustrado do tipo pessoal, normal, equilibrado e correto, mas deixam também outra possível explicação, que louco é fundamentalmente um frustrado da espécie, razão pela qual uma imagem de "monstro" paira no discurso psiquiátrico. Essa imagem, com a alteridade radical que supõe, tende a excluir o louco da comunidade humana. Seria a loucura é um ritual de rebelião? O psicótico não é nunca um revolucionário, é um revoltado que não consegue expressar sua revolta. A expressão dessa revolta na forma de psicodrama o dispensa de realizá-la.A loucura, com efeito, é menos uma fatalidade ou uma maldição do que uma companheira que nos indica os limites de nossa liberdade.Uma variedade infinita das situações humanas, onde todos podem, um dia, experimentar essa sensação de inquietude estranheza de exílio interior, de desmoronamento psíquico, que anuncia um naufrágio interior. Cabe a nós estarmos atentos aos nossos pensamentos para detectarmos nosso Bates interior. Ou não...



17 de out. de 2012

É de pequeno se faz um bom leitor!

Olá, queridos e queridas... quanto tempo que não escrevo aqui. Mas, hoje resolvi tirar a poeira do meu teclado extraordinário e partilhar uma ideia super bacana. 

A verdade é que eu pensei em aproveitar que estamos no mês de outubro que, de certa forma "é o mês das crianças", para dar uma dica super bacana aos pequenos e "quase grandes"(adolescentes).

Imagem retirada do google
Ano passado, por volta do mês de de outubro(há 1 ano), compartilhei no Facebook, uma dica super bacana do site "EducarParaCrescer". Era o link de um HotSite(clique AQUI para ser encaminhado até ele) muito legal com dicas de 204 livros para crianças e adolescentes. As sugestões de livros estão divididas por faixa etária, de 2 à 18 anos.
Imagem retirada do site Educar para crescer

Esse site é super legal e fácil de navegar. Ao entrar nele, basta clicar na faixa etária para você saber quais livros são indicados. Muiiito bom! Eu me esbaldei.

Penso que em época onde muitos só incentivam presentear com brinquedos(sim, crianças adoram brinquedos) se estimularmos nossos pequenos com mimos literários, acredito que podem passar a gostar muito de livros e você, adulto, é o grande responsável para que isso aconteça.
 
Já que estamos dando dicas, vou aproveitar para sugerir uma coleção infanto juvenil super legal. Meu filho estava numa fase muito "complicadinha", em que não se interessava por ler outra coisa que não fosse gibis(nada contra... eu adooooro! Mas, é importante abrir o leque para outras leituras). Foi então que resolvi comprar os dois primeiros volumes de "Diário de um banana", há algum tempo(a pedido dele). O danadinho gostou tanto, que pretende ler todos da saga(ganhou o terceiro, da tia e pretendo dar os outros da coleção).

Gustavinho(meu filho) e seus livros "Diário de um banana"
"Diário de um banana"
Todas as fotos dessa postagem são de meu(Joicy) arquivo pessoal.
Então é isso! A postagem é mais como uma super dica para papais, mamães, titias, titios, vovós, vovôs, dindas, dindos e todos que gostam de presentear com livros.

Beijinhos.
Câmbio, desligo!


13 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Janis Joplin


Uma artista que revolucionou a música no século XX e conseguiu uma legião de fãs teve sua carreira precocemente interrompida pela morte aos 27 anos, causada por overdose. As drogas e a bebida tolheram sua saúde e muitas vezes prejudicaram suas apresentações, mas não impediram que ela escrevesse seu nome na história da música.  
Nascida Janis Lyn Joplin em 19 de janeiro de 1943 no Texas, era a mais velha de três filhos e, segundo seus pais, sempre demandou mais atenção que os outros. Na adolescência fez amizade com um grupo de pessoas que, como ela, se sentiam excluídas pela maioria. Acima do peso e com a pele marcada pela acne, Janis era motivo constante de chacota por parte de seus colegas. Mesmo depois de famosa, ao participar de uma reunião de ex-alunos, Janis sentiu-se desconfortável e fora de seu ambiente natural.
Janis começou a cantar no coro da Igreja, como muitas outras cantoras de sucesso. Na época de estudante, no entanto, ela preferia se dedicar à pintura. No começo de 1963 ela decidiu sair da Universidade do Texas e ir para San Francisco, onde teve seu primeiro contato com as drogas. Usou muita heroína enquanto gravava suas primeiras fitas, até ser persuadida a voltar a sua terra natal para livrar-se das drogas. Lá ela até pensou em mudar de vida e estudar Sociologia, mas uma apresentação solo em Austin mudou os rumos de sua carreira.
Um promoter da banda “The Big Brother and the Holding Company” a viu e a convidou para se juntar a eles e mudar-se para a Califórnia. A primeira grande apresentação com a banda foi em um templo Hare Krishna. Janis e outros membros do grupo já estavam então há um ano usando drogas intravenosas. Depois do primeiro álbum, a banda começou uma turnê por várias cidades e participou de alguns festivais, mas foi só com o segundo disco, capitaneado por Janis, que eles alcançaram imenso sucesso: “Cheap Thrills” ficou no topo das paradas por oito semanas e vendeu um milhão de cópias em um mês.
O maior destaque dado pela imprensa a Janis em eventos e programas de televisão gerou descontentamento nos outros membros da banda. Em 1969, usando 200 dólares de heroína por dia, Janis deixou The Big Brother e formou outra banda, chamada The Kozmic Blues Band, com a qual fez uma turnê pela Europa no mesmo ano. Outro momento importante com o grupo foi a apresentação em Woodstock. Após uma espera de dez horas regada a uma mistura de drogas e bebida, Janis subiu ao palco mas não ficou feliz com sua performance, mesmo assim permaneceu até o fim do festival. Um problema semelhante ocorreu na apresentação da banda no Madison Square Garden, quando, de acordo com depoimentos, a plateia assistia a seus números sem saber se ela conseguiria chegar ao final. Na ocasião ela cantou com Tina Turner, cantora de quem Janis era fã.
Após o fim de The Kozmic Blues Band depois de um disco e menos de um ano, Janis veio para o Brasil, onde parou de beber e usar drogas e se envolveu com David Niehaus, rico estudante Americano que estava dando a volta ao mundo. Ela e Niehaus romperam após a volta aos EUA, uma vez que Janis não estava disposta a deixar a carreira em segundo plano para viajar com David e ele também não tolerava que ela usasse drogas. Então ela fundou a Full Tilt Boogie Band, com a qual iniciou uma turnê e a gravação de um álbum que não terminaria.
Janis no Brasil
Em 4 de outubro de 1970 ela foi encontrada morta em um quarto de hotel. Ela estava neste hotel de Los Angeles desde o final de agosto para a gravação do album Pearl, nome que faz referência ao apelido dado por seus amigos. Também estava noiva do estudante Seth Morgan, que na época tinha 21 anos. Poucos dias antes de morrer havia gravado uma mensagem musical para o aniversário de 30 anos de John Lennon.  Hoje a hipótese mais aceita é a de que sua morte foi causada por uma overdose accidental, visto que ela recebera um tipo de heroína muito mais forte do que estava acostumada, o que aconteceu com outros usuários na mesma época. Sua morte chocou o mundo da música, que dezesseis dias antes havia perdido o guitarrista Jimi Hendrix, também aos 27 anos.     
Comparada a grandes músicos como Elvis Presley, tinha uma presença única e elétrica. Seu disco póstumo foi um grande sucesso e influenciou inúmeras outras bandas e cantores. Seu estilo despojado virou marca dos hippies na década de 1970 e suas tatuagens abriram uma porta para que os desenhos no corpo passassem a ser melhor aceitos pela sociedade. Dezenas de compilações de suas músicas foram feitas e muitos livros foram escritos. Uma biografia lançada por sua irmã em 1992 virou peça de teatro em 2001. No ano de 1979 o filme The Rose foi feito inspirando-se na vida da cantora, mas até hoje ela ainda não ganhou sua merecida cinebiografia.   

“Quando eu canto, eu me sinto como quando você se apaixona pela primeira vez. É mais que sexo. É quando duas pessoas têm o que realmente se pode chamar de amor, quando você toca alguém pela primeira vez, mas é enorme, multiplicado por todo o público.”
Janis Joplin (1943-1970)                      

6 de out. de 2012

Perfis de Mulher: Clarice Lispector


Uma das autoras brasilerias com maior número de citações circulando pela Internet, Clarice Lispector é também uma das mulheres brasileiras mais respeitadas no exterior.
Nascida num vilarejo da Ucrânia em 1920, Clarice chegou ao Brasil ainda criança. Durante a guerra civil que se seguiu após a Revolução Russa de 1917, várias famílias judias foram perseguidas, e a de Calrice era uma delas. Já em terras brasileiras a maioria dos membros aportuguesou os nomes (o nome de batismo de Clarice era Chaya) e se instalou em Maceió, mudando para Recife três anos depois. Na capital pernambucana a mãe de Clarice veio a falecer quando ela tinha apenas nove anos, deixando na filha um forte sentimento de culpa e impotência frente à doença da mãe, sífilis, supostamente contraída após um estupro durante a guerra.
Aos 15 anos ela veio com a família para o Rio de Janeiro e, aos 17, entrou na faculdade de Direito. O curso não atingiu suas expectativas e Clarice passou a escrever para distrair-se. Em 1940, no mesmo ano da morte do pai após complicações em uma cirurgia simples, ela teve sua primeira história publicada em uma revista. Ao ver-se órfã, passou a trabalhar para sustentar-se, primeiro na Agência Nacional de imprensa, depois no jornal A Noite.
Em 1943, já com cidadania brasileira e casada com um colega da faculdade, Clarice publicou seu primeiro livro, sucesso imediato de crítica: “Perto do coração selvagem”. Pela primeira vez no Brasil um romance era apresentado através do fluxo de consciência do protagonista, deixando de lado algumas convenções na escrita. No ano seguinte à publicação, Clarice e o marido, Maury Gurgel Valente, foram morar na Europa, onde ela inclusive trabalhou como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial.
Já em tempos mais calmos, Clarice escreveu “A Cidade Sitiada” na Suíça, mesmo país em que nasceu seu filho Pedro, que mais tarde seria diagnosticado esquizofrênico. Os tempos no país dos Alpes não foram só de alegria, uma vez que a escritora expressou seu tédio e tristeza da vida naquela época. Além disso, “A Cidade Sitiada” não foi tão bem recebida quanto o primeiro livro ou mesmo o segundo, “O Lustre”, publicado três anos antes.
Depois de mais algumas viagens e um aborto sofrido durante uma visita a Londres, Clarice e a família ficaram no Rio por um ano, quando ela publicou uma série de contos que serviria de base para seu livro “Laços de Família” e também escreveu para a revista Comício sob o pseudônimo Teresa Quadros. Depois ela ficou sete anos nos Estados Unidos, onde nasceu seu segundo filho, Paulo. Neste período não publicou nenhum livro.
Os contatos de Clarice ao longo da vida foram importantes para sua carreira e seu desenvolvimento como escritora. Do poeta e novelista Lúcio Cardoso, homossexual por quem ela se apaixonou na juventude, resultou uma amizade duradoura. Enquanto esteve nos Estados Unidos, conviveu com o também famoso escritor Érico Veríssimo e a esposa do embaixador brasilerio, filha do ex-presidente Getúlio Vargas.
Suas obras mais celebradas seriam escritas com seu retorno definitivo ao Rio, deixando o marido nos EUA. As coletâneas de contos “Laços de Família” e “Legião Estrangeira” foram lançadas ainda na década de 1960. Em 1968 Clarice participou de uma manifestação contra o enrijecimento da repressão instituída pela ditadura militar.
As obras-primas viriam nos anos finais: “Água Viva”, romance filosófico que, segundo amigos, foi o que Clarice ficou mais insegura quanto à publicação, e “A Hora da Estrela”, com sua problemática social. Reza a lenda que o cantor Cazuza gostava tanto de “Água Viva” que leu o livro 111 vezes. Em 1973 Clarice tinha sido demitida do Jornal do Brasil, juntamente com todos os judeus que lá trabalhavam. Ela escrevia colunas para o público feminino do jornal e, vendo-se desempregada, passou a fazer traduções de livros. Era fluente em inglês francês e iídiche. Além disso, também escreveu cinco livros infantis, sendo dois de publicação póstuma.
Em 1966, ela sofreu um grave acidente ao tomar pílulas para dormir e cair no sono com um cigarro aceso que incendiou sua cama. Sua mão direita quase foi amputada e a escritora passou dois meses internada. Voltaria ao hospital em 1977, pouco depois da publicação de “A Hora da Estrela”. Ela tinha um câncer inoperável no ovário e mesmo assim continuou ditando suas ideias para uma amiga. Faleceu na véspera de seu aniversário de 57 anos.
Na juventude, foi considerada uma mulher tão bela quanto Marlene Dietrich e que escrevia tão bem quanto Virginia Woolf. Celebrada no mundo todo pela inovação de seus escritos, Clarice nasceu na Ucrânia, mas sempre se considerou brasileira. Assunto de tantas teses e debates, além de livros e biografias estrangeiras, Clarice pode ganhar sua própria cinebiografia e ser interpretada por Meryl Streep. 

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector (1920-1977)

1 de out. de 2012

Filadélfia

Combinação Tom Hanks e o gênero Drama sempre rende um bom espetáculo. O Filme Filadélfia, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner. Conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Ser só para somente ser? Solidão em meio a multidão? Seu preconceito não me fere. O que tenho não é contagioso...Um filme que dá uma pincelada no que é ser gay, ter AIDS e mendigar 'ajuda' jurídica.
A aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças.Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX. A aids foi reconhecida pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.As três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina  dos indivíduos infectados, mas não há casos registrados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante. O tratamento antirretroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis. Ou seja o motivo de preconceito referente ao Beckett foi totalmente ignorante.
 
O filme foi um marco não só pela história emocionante e arrebatadora de amor, preconceito e justiça, mas por inúmeros detalhes que tornaram ela grandiosa e merecedora de todos os prêmios que recebeu na época. A trilha sonora com Bruce Springsteen, Neil Young e a maravilhosa ópera "La mamma morta". Andrew Beckett, vítima de discriminação pela aids, encara com a mais absoluta classe e dignidade sua desesperadora e humilhante situação até o fim e Denzel Washington, que com seu quase homofóbico Joe Miller, representou grande parcela da população que ignora a realidade dos gays e embora não faça nada pra prejudicá-los também não os querem muito perto, mostraram ser astros de primeira grandeza.

Cenas memoráveis: Andrew e Miguel dançando juntos, Andrew escutando "La mamma morta", Andrew cantando e chorando ao som da ópera de Maria Callas, um desabafo em meio ao turbilhão de sentimentos pelo qual passa. O apoio incondicional da família é outro ponto marcante do filme.Preconceito nosso de cada dia, amém.Todos temos algum tipo de pré-conceito, ou pós conceito ou preconceito. O preconceito mais evidente é contra homossexuais(ainda mais se forem portadores do HIV ou qualquer doença).Na cena em que Joe Miller estende a mão cumprimentando Andrew, logo após saber de sua doença ele fica olhando a mão, atemorizado quer limpá-la, fica indocomodado e mantém distância de Andrew.Outra cena é a do julgamento, na qual Andrew interpelado sobre seus conhecimentos sobre a doença. Ele responde que já tinha "ouvido falar"  vagamente sobre uma doença chamada "peste gay"....O problema da AIDS mostrado no filme de maneira tão singular , tráz a tona o 'pânico' de se estar diante de uma doença 'incurável'  e que tem a morte como pano de fundo. " A doença que mistura racismo,sexo e sangue,só pode ser uma doença revolucionária" Herbert Souza(Betinho). 
 
O quanto somos isentos de preconceitos?
Essa ambiguidade em "não ter preconceitos" e cometer atos discriminatórios e preconceituosos contra tudo aquilo que difere dos 'padrões', impostos pela sociedade é ou não uma questão a se pensar, refletir e com o tempo mudar?