Quem cresceu curtindo a Sessão da Tarde sabe muito bem quem é esta figura sexy, engraçada e totalmente do terror; Elvira é uma das personificações mais iconográficas do estilo "Bad Dark Girl". Com seu cabelão, decote generoso e toques em vermelho conquistou um publico tão fiel que seguem seus passos em filmes B, aparições em Comicons e etc, com a mesma paixão de quando ela apareceu no universo dos horror caracters. Definitivamente esta Mistress of the Dark já faz parte do arquivo cultural popular.
Sua primeira aparição foi no programa Movie Macabre em 1981, ela era a apresentadora pré-filmes B de terror, um verdadeiro revival do estilo instaurado por Maila Nurmi na década de 50 - inclusive tendo ocorrido uma disputa judicial pelo visual entre as duas. O sucesso da instigante Elvira foi montando-se aos poucos, costumava ser convidada frequente do The Tonight Show Starring Johnny Carson, bem como, fazer comerciais. Apresentou uma série da Hammer House of Horror e em1986 ganhou um especial para TV, o Elvira's Halloween Special.
Dois anos após este especial a apresentadora saiu do sucesso nacional para mundial com o filme Elvira, A Rainha das Trevas(o qual você pode conferir online e dublado no blog Nascida em Versos). Confesso que foi através desta película - diversas vezes reprisada pela Rede Globo - que eu me apaixonei pelo visual ousado e obscuro da personagem. Os garotos e interessadas queriam tê-la, as garotas e interessados sonhando em se parecer com ela.
A intérprete de Elvira é a igualmente bela; Cassandra Peterson é uma simpatia! Atualmente com - pasmem - 60 anos está mais linda do que nunca. Ela não revela, mas, só pode que ela tem alguma poção misteriosa para manter uma aparência assim... Só pode!
"Every year, I have to spend another hour working out. Pretty soon I'll be spending eight hours working out just to fit in the costume. I have the feeling that the minute I stop doing the character, boom, Roseanne Barr".
Uma das mais
famosas mulheres a se envolver na guerra, depois de Joana D’Arc, é a exótica
Mata Hari. Conhecida por seu trabalho como agente dupla durante a Primeira
Guerra Mundial (1914-1918) e executada por essa prática, a moça acabou se
tornando uma lenda maior que a própria vida. De traços exóticos e comportamento
sedutor, ela viveu muitas outras aventuras além das que foram contadas
exaustivamente por filmes e livros.
Nascida Margaretha
Geertruida Zelle em 1876 na Holanda, era a mais velha numa família com três
outros filhos homens. Teve um começo de vida tranquilo, mas a falência de seu
pai em 1889 trouxe caos à família. Seus pais se divorciaram e em 1891 sua mãe
faleceu, obrigando-a a ir morar com o padrinho. Estava estudando para ser
professora, mas o assédio de um tutor a fez sair do curso e desistir desse
objetivo.
Quando tinha 18
anos, leu no jornal um anúncio de um homem rico que procurava uma esposa e
decidiu se candidatar. Logo se casou com o anunciante, embora fosse 20 anos
mais nova que ele. O casal se mudou para a atual Indonésia e foi aí que os problemas
começaram. Seu marido era alcoólatra e descontava todos os problemas na esposa,
que para fugir da situação opressora, começou a estudar a cultura indonésia.
Apesar das brigas e da traição do marido (ele tinha uma concubina, o que era
aceitável naquela sociedade), eles tiveram dois filhos. As crianças sofriam com
a sífilis, que acabou por ser a causa
mortis de ambos, do menino aos 2 anos e da menina aos 21.
A partir de 1903,
Margaretha passou a se apresentar em Paris. Já estava separada do marido havia
um ano e há cinco havia escolhido o nome Mata Hari, que significa “olho do dia”
em indonésio, como seu nome artístico. Seus conhecimentos da cultura oriental a
auxiliaram no desenvolvimento de um número de dança exótico e sensual, com um
toque de strip-tease. Criou-se todo
um mito acerca de sua origem em meio à realeza hindu, e uma série de fotos
seminua ajudou a aumentar sua fama, embora essas mesmas fotografias fossem mais
tarde usadas por seu ex-marido como chantagem para que ele ficasse com a guarda
da filha.
Mata Hari
também se tornou cortesã, relacionando-se sempre com homens influentes. Era
vista como uma mulher boêmia e livre, até que chegou a década de 1910. Sua
dança passou a ser criticada, consideravam-na sem valor artístico. Era ainda popular,
mas vista pelos especialistas na dança como uma mera exibicionista. Os nervos
também estavam exaltados por uma guerra que eclodiu em 1914. A Holanda, seu
país natal, permaneceu neutra, e Mata Hari podia circular livremente por entre
os países envolvidos.
A partir daí
suas ações são um mistério. A versão oficial é que trabalhava como agente
dupla, espionando para a França e a Alemanha. As informações que levou teriam
sido responsáveis pela morte de 50 mil franceses. Algumas fontes afirmam que
ela teria sido usada como bode expiatório. Ela própria sempre se alegou
inocente. Os arquivos de seu julgamento só serão abertos em 15/10/2017,
exatamente um século após sua execução.
O mito
construído em torno de Mata Hari persiste, em parte, graças ao filme homônimo de 1931, estrelando Greta Garbo e Ramon Novarro. Como era mais importante contar
uma história cativante do que seguir os fatos verdadeiros, foi criada uma trama
de sedução com a bela Garbo, que em nada se parecia com Mata. Outros filmes
focaram a vida da holandesa ou pelo menos de espiãs baseadas nela, como “Ziska”(1922), “Agente H21” (1964), com
Jeanne Moreau, e muitos outros.
Envolta em
mitos e incertezas, a história de Mata Hari permanece com detalhes obscuros e
verdades por descobrir. Mas, se a lenda for realmente mais interessante que a
verdade, apenas o mito será propagado.
"A dança é um poema; cada movimento é uma palavra”
Eu sei que a minha seção no blog é sobre moda, mas a minha inspiração hoje beira um caminho um pouco diferente, um pouco mais pessoal. Eu sempre fui “gordinha” e esse sempre foi um fardo para mim. Sofri muito bullying no colégio, sendo que na minha época essa violência não tinha nome. Minha autoconfiança se abalava toda vez que eu ouvia as piadinhas sobre meu peso. Até apanhei de meninos porque não me enquadrava no padrão que a sociedade impunha. É doloroso falar sobre esse passado, mas parte dele ajudou-me a crescer e construir meu caráter. Não estou dizendo que o bullying no fim tem uma coisa boa, sou completamente contra, eu e meus 112 kilos.
Cansei daquela conversa que escuto sempre...Nossa que rosto lindo! Só falta dizer - pena o corpo. Ainda bem que agora estamos olhando mais naturalmente para a moda Plus! Apesar de que precisa ser uma diva também para ser modelo Plus agora tem-se uma melhor realidade do que se tem por "mulher de verdade".
Sabe aquela mulher que tem voltinhas, curvas, celulite e até estrias. Não esquecendo das mulheres que são magras e que também ouviram absurdos enquanto cresciam. Mulher de verdade tem defeitos, tem perfeições, ora ama, ora odeia, mulher de verdade é aquela que sente! Então independentemente de a mulher ser magra demais, gorda demais, baixa demais, branca demais, alta demais, ou qualquer coisa demais ou de menos o que deve prevalecer é o respeito e o amor!
Depois de me abrir tanto vamos a fotos de divas Plus! Adoraria ser como qualquer uma delas...Lindas!
Tem quem julgue o assunto polêmico, tem os que afirmem ser saturado; É aquela contradição popular: De um lado fala-se "numa mulher não se bate nem com uma flor", de outro pragueja-se "tem mulher que gosta de apanhar mesmo". Tanto se comentou - argumentos a favor e contra - com o advento da Lei Maria da Penha que o interesse principal acabou mitigado, já que ao invés de analisar-se a situação de um ponto de vista estatístico, a conversa tomou o rumo do sexismo. Verdade seja dita, a violência doméstica - a qual ocorre em sua grande maioria contra mulheres e crianças - é um tópico que está muito distante de ser resolvido.
Há algumas postagens atrás comentei sobre a força devastadora de uma paixão mal direcionada; Karla Homolka e Paul Bernardo fizeram de seu relacionamento um conjunto de abusos físicos contra ela e contra terceiros resultando na morte de 4 adolescentes. Poucos momentos visualiza-se a força que um envolvimento íntimo pode ter, especialmente se a dinâmica existente entre os envolvidos não for saudável. Surge aí a dominação e a dependência, combinação perigosamente letal. Algo que era para ser um complemento da vida transforma-se em medo, insegurança, ciúme, agressões... Um jogo intermitente de amor possessivo e ódio, restando marcas difíceis de cura.
Trabalho no ambiente jurídico há anos, passei por fórum, escritórios de advocacia e delegacia, nesta última tive contato com alguns casos de agressões no ambiente do lar, todas sofridas por mulheres e crianças. Obviamente que cada situação vinha com suas particularidades, contudo, os pontos em comum eram: Não se tratava do primeiro abuso e a confusão interna da vítima, por vezes se percebendo como culpada. Soava estranho, mas, parecia um vício. De fato, a dissimulação do agressor é tamanha que a vítima perde o senso crítico habitual.
Não só de agressões físicas é construída a violência doméstica, também de abusos verbais - imagem ilustrativa ao lado foi retirada do blog Introduction of Ethics Discussion Forums - , degradando a pessoa por palavras, e até abusos sócio-econômicos, que consiste na limitação dos gastos e proibição de interação social. Ou seja, há vezes que a agressão fica num plano mais psicológico que físico, contudo, não menos aniquiladora. Então, como forma de atentar, fiz uma pesquisa em alguns sites a fim de listar certos comportamentos de alerta nos relacionamentos. Os sites que usei foram: Dryca Lys, Recovery Man, Primeiros Sinais de Violência no Namoro e Debora's Weblog.
Segue a lista com Sinais de um Relacionamento Abusivo:
Desrespeito;
Agressividade sem motivo;
Imposição de um relacionamento baseado no medo e domínio, com ameças físicas e verbais de ferir o companheiro ou a si mesmo;
Ciúme e possessividade em evidência, com excesso de ligações, emails, SMS, além de uma constante vigilância do parceiro em mídias sociais, companhias e telefonemas;
Controle exacerbado da vítima, a exemplo das roupas, chegando a impor limitações de convívio com amigos, familiares e conhecidos;
Faz questão de colocar a culpa no parceiro (vítima) por seu comportamento alterado e atitudes violentas;
Impõe- soando a ordem - comportamentos sexuais com os quais o outro não se sinta confortável;
Há um temor de agir como "você mesmo" perante o parceiro, fazendo com que se preocupe com a reação dele ao que faz e/ou diz;
Amigos e parentes alertam sobre o parceiro e seu comportamento inadequado;
Mentiras e torturas emocionais são frequentes - aos poucos o companheiro distancia-se da pessoa que se apresentou inicialmente, acumulando promessas incongruentes aos atos -, chegando a ridicularizar as atitudes da vítima provocando constrangimentos;
Dificuldade em terminar o relacionamento mesmo sentindo que é o certo.
Parece simples a identificação, mas, uma vez que a pessoa está envolvida com o agressor, a clareza turvar-se. Então, se você ou algum conhecido seu se encontra num relacionamento que possua estas características, procure ajuda.
O vídeo abaixo é sobre duas situações distintas de violência doméstica relatadas pelas vítimas. O documentário curta-metragem é do Reino Unido e possuí legendas.
Ainda como meio de ilustrar, acrescento o filme completo da Nova Zelândia chamado O Amor e A Fúria - cujo título em inglês é muito melhor Once Were Warriors. É uma película pesada na violência, tem classificação 18 anos, sem legendas, e não recomendo aos mais sensíveis. Existem outros Filmes sobre violência doméstica, basta clicar no link para conferir algumas dicas. Fique com a sinopse do Cineplayers:
Uma família descendente dos guerreiros Maori, com cinco filhos, vive em um bairro violento. O pai, Jake, é intenso e vive a maior parte de seu tempo em um bar brigando e bebendo. Em casa, sua mulher é alvo de sua violência, mas a paixão sexual que ela sente por ele mantém os dois unidos. Enquanto isso os filhos vivem e causam problemas diversos.
Honestamente desisti de saber.
Ou sentir.
Ou entender.
Não sei mais o que pensar.
Foi na condenação minha que armei o meu sentimento,
Hoje vamos
falar rapidamente sobre uma personagem do seriado True Blood. Ui!!! Só de
lembrar deste programa já libero suspiros de excitação. Como ficar sem reação,
ao lembrar do Eric Northmann? Contudo, não irei falar sobre o Eric... nem sobre
o Bill Compton ou o lobão tudo de bom, Alcide Herveaux.Quem acompanha o seriado True Blood
já conhece a protagonista, Sookie Stackhouse(interpretada por Anna Paquin)... então, a publicação do
'Agora é que são ELAS' dessa semana será sobre Sookie...
Quem acompanha a série, sabe que True Blood fala sobre
vampiros que, depois de séculos vivendo no submundo, resolveram sair dos
caixões e passaram a conviver no meio dos humanos. Daí veio a necessidade de se
criar um sangue sintético, que tem as mesmas propriedades do sangue humano.
Contudo, há ainda os que preferem bebericar diretamente da fonte. Uma série com
muita sensualidade e sangue... hot, hot, hot...
Sookie Stackhouse é uma personagem criada por Charlaine Harry para série de livros Southern Mysteries Vampires, que inclusive foi de onde surgiu o seriado televisivo(de Alan Ball).
Ela é uma
garçonete telepata, sulina, que trabalha no Merlot’s, bar de seu amigo Sam
(outro personagem muito interessante. Metamorfo!) e que inicialmente mora com sua avó Adele Stackhouse e seu irmão Jason Stackhouse.
Vive em Bon Temps, na
Louisiania, cercada seres sobrenaturais, alguns maravilhosos maravilhosos, outros nem tanto. Mas, ao meu ver é uma
verdadeira songa monga, cheia de pudores. No entanto, compreendo que faz parte
das características dela. Todavia, porrããããã, ela é solteira e tem um vampiro
como o Eric Northmann e um lobãoauauauuuuuu tudão de bom, Alcide Herveaux, bem no seu pé(para quem curte, há também o Bill
Compton…), cheios de amor para oferecerem e a garota ainda fica na dúvida sobre
qual escolher? Pô, tá doida!? Pega logo os dois(ou os três…) e faça uma escala
semanal para cada um deles, flor!
A nova
temporada de True Blod já começou, mas por questão de organização do meu tempo
ainda não consegui assistir. Enfim, estou me remoendo para conferir as próximas
aventuras da Sookie e de todos os outros excelentes personagens desse maravilhoso seriado. Se você ainda não conferiu, fica a dica!
Aqui no Brasil, tirando o caso da Malhação, as novelas costumam ter a duração de, digamos, uns 12 meses. Contudo, nos Estados Unidos as novelas (soap opera) duram anos, sendo que a principal diferença entre elas e as séries fixa-se na narrativa aberta durando vários capítulos, sempre havendo ao final de um, a promessa de continuidade nos próximos episódios. A série, por sua vez, costuma encontrar a solução no mesmo dia. É com esta contextualização que começo meu post de hoje, já que estarei falando de uma novela americana de muito sucesso durante a década de 60 e que acaba de ser transformada em filme pelo cineasta Tim Burton;
Já sabe de qual estou falando?
Dark Shadows - ou Sombras da Noite aqui em terras brasileiras - foi uma novela apresentada pela ABC Television Network entre 27 de junho de 1966 e 02 de abril de 1971. Contrariando o que costumeiramente passava nas telinhas da época, o plot da mesma era sombrio, sendo pioneira na temática sobrenatural. Ainda que nos seus primeiros 06 meses o elemento espiritual não tenha surgido, houve a inclusão de fantasmas após este período. O sucesso, entretanto, fez-se após a inserção do vampiro Barnabas Collins a trama, visto como a personagem mais carismática.
Vale dizer que não só de fantasmas e vampiros o programa era composto, outros membros do sobrenatural vagaram por entre os cômodos daquela mansão; Como lobisomens, zumbis, homens-monstros, bruxas, feiticeiros, viagens no tempo (tanto para o passado e no futuro) e universo paralelo. Temáticas até hoje abraçadas com vitorioso índice de audiência a exemplo de Arquivo X, Supernatural, The Walking Dead e Charmed.
Como a atração televisiva teve diversas nuances durante os anos vou tentar montar uma sinopse: No início apresenta-se Victoria Winters, os membros da família Collins e a mansão Collinwood, localizada no topo da Widow's Hill. Victoria vai trabalhar lá tentando buscar saber mais sobre seu passado misterioso. Ali ela começa avistar fantasmas, receber tratamento hostil de alguns e o encantamento de Barnabas Collins para com ela. Todavia, ele sempre esteve em busca de seu grande amor: Josette Du Pres.
Deixo o vídeo com a abertura original do programa:
Como toda a boa atração que tenha este clima terror/terrir a combinação de histórias bem contadas, frases de efeito, música tenebrosa, uma pitada de aventura e- no caso da soap opera - o melodrama foram essenciais para o status de cult.
Tamanha é/foi/será a popularidade do Sombras da Noite que mesmo após 30 anos do fim de sua exibição ainda cativa legiões de fãs. Além do programa em si surgiu uma versão em HQ - imagem ao lado, retirada do wikipedia -, isto sem falar da refilmagem para TV ocorrida em 1991 e agora a versão para o cinema lançada em 2012 com o lindo do Johnny Depp, declaradamente apaixonado pela Dark Shadows.
For most men, time moves slowly, oh so slowly, they don't even realize it. But time has revealed itself to me in a very special way. Time is a rushing, howling wind that rages past me, withering me in a single, relentless blast, and then continues on. I've been sitting here passively, submissive to its rage, watching its work. Listen! Time, howling, withering!
A monogamia... Condição primaria de relacionamentos ocidentais. É aquela na qual cada pessoa se dispõe a ter apenas um parceiro/ companheiro/ cônjuge por vez.
Esta é uma lei em nosso país, comumente desrespeitada e, por vezes, o grande fator oxidante dos relacionamentos amorosos.
É muito complicado para um animal, que não é naturalmente monogâmico, se adaptar a uma regra cultural que nos impõe que desejemos apenas uma pessoa por vez. É claro, para todos que têm sangue correndo nas veias, que outras pessoas nos chamam atenção, mesmo estando nos relacionando com alguém.
Existem aqueles que, via de regra, deixam o Id falar mais alto e saciam a vontade. Existem outros que recalcam o desejo e se queixam constantemente de outras coisas, mas que por fim, se realmente conseguissem ver, o que estaria em jogo é esse desejo as avessas dentro da cachola. Outros, no entanto, conseguem sentir o desejo e pesar o que realmente importa: Saciá-lo ou deixar passar e valorizar o construído com seu parceiro anteriormente escolhido.
Já a poligamia, comumente encontrada no oriente médio, valida somente para os homens e em outros locais do mundo, está caindo em desuso sendo, apenas, "permitida" em situações de guerra.
Acho que para nós, ocidentais, não seria mesmo fácil manter um regime poligâmico, porque não seria uma via unilateral masculina e acho que por conta disso, uma guerra civil seria passível de acontecer.
Entretanto, existem alguns formatos de relacionamentos que abrem espaço para a poligamia e, com alguma conversa franca e honestidade de ambas as partes, é possível lidar com ela de forma até, fazer bem para a instituição à dois.
Conheci pessoas que conseguiram manter um relacionamento aberto durante anos sem problemas maiores por isso, especialmente. Conheci outras, que o parceiro desrespeitou até as regras do relacionamento aberto. Ou seja, nada é certo. Nem na monogamia, nem na poligamia.
Valores religiosos são muito levados em consideração também, em relação à escolha de condição relacional. Aqueles que seguem o legado cristão, por certo que não vai conseguir estabelecer com o outro um relacionamento aberto.
Por fim, o que me vem a cabeça é mais ou menos o que sempre me vem ao final de todos os textos. Tudo é uma questão de dar conta de arcar com as responsabilidades que te cabem. Você daria conta de não ficar com mais ninguém além daquele que está com você? Ou, se não, você daria conta de saber que seu parceiro está ficando com outras pessoas, assim como você também está? Entre outras tantas perguntas que surgem à partir da tópica desejo extra-relacionamento.
São questões complicadas. É difícil não ser egoísta com esses assuntos. Queremos satisfazer às nossas vontades, mas não queremos dar espaço para outras pessoas terem a oportunidade de se aproximarem de quem gostamos.
Fico muito feliz em participar desse blog, porque ele me dá a oportunidade de falar de assuntos que dificilmente eu teria espaço para falar em outro lugar. Um deles, é minha paixão por décadas. Sim, como uma boa nostálgica, sou apaixonada por décadas, pelas características que elas trazem consigo e pelas mudanças sociais que carregam. Uma década é sempre o retrato das mentes que por elas passaram, e esse é um pensamento que me muito me apraz.
Hoje, vou falar de uma das minhas décadas favoritas do século XX: Os fervilhantes, frenéticos, intensos e MARAVILHOSOS anos 90. Tenho um xodó especial pelos anos 90 porque foram anos que eu pude vivenciar, e quando falam 'anos 90', eu não tenho que ir fundo demais e imaginar algo que não vivi, porque eles fazem parte da minha história e tenho muito orgulho disso.
É muito difícil resumir uma década tão variada como a de 90 em um simples post, principalmente no quesito musical, que é tão vasto. Mas vou tentar fazê-lo de uma forma clara, mas que consiga trazer de volta a atmosfera azul marinho dessa década tão maravilhosa e inesquecível!
Uma década é sempre o contraste de outra. Os anos 80 marcaram época com seu exagero em tudo: cores vibrantes, cabelos artificializados, roupas misturadas e ritmos que se encontravam. Os anos 90, por sua vez, são uma resposta aos anos 80: Pelo menos em sua primeira metade, o exagero fica de lado, e é tomado pela melancolia do movimento grunge, e as cores vibrantes, aos poucos vão se tornando opacas. E as músicas ecoadas e levemente dançantes (até mesmo no rock n' roll) são substituídas por gritos de socorro, críticas sociais e baladas menos... espevitadas, hehe.
1990 - O cenário musical começa a mudar.
Em 1990, o primeiro ano da década, já é possível perceber - ainda que de forma um pouco mais discreta - a mudança do cenário musical. Os gritos de Cindy Lauper, que embalaram os anos 80, são substituídos pela voz forte, porém suave, de Sinead O'Connor e temos uma Madonna mais enigmática em "Vogue", canção bem diferente das que foram lançadas por ela anteriormente, como "La Isla Bonita", de 1986. O Rock N' Roll também começa a perder a cara caricata consagrada anteriormente pelo Kiss e Van Halen, tornando-se um pouco mais seco. Percebemos isso em "Janie's Got a Gun" do Aerosmith.
Nothing Compares 2 U - Sinead O' Connor
Vogue - Madonna
Janie's Got a Gun - Aerosmith
1991 - O início de uma década
Em 1991 já é possível perceber claramente que o rock mais realista e menos "pomposo" (como era o dos anos 80) começa a conquistar seu espaço. O pop de Madonna, Mariah Carey e o black music de Janet Jackson e Whitney Houston também continuam tendo seu espaço, mas percebemos que o rock chega para imperar seu espaço, e temos Losing My Religion - R.E.M, Wind of Change - Scorpions e Being Boring - Pet Shop Boysdentre as mais tocadas. Não podemos esquecer também da marcante Wicked Game de Chris Isaak e Everything I Do) I Do It For You, de Bryan Adams, que foi a mais tocada daquele ano. Foi também em 1991 que um dos discos mais revolucionários da história do rock, Nevermind (Nirvana), foi lançado, instituindo fortemente um movimento que marcou sua época: O Grunge.
Losing My Religion - R.E.M
Wind of Change - Scorpions
Wicked Game - Chris Isaak
1992 - O Grunge que marcou época
O movimento que começou a surgir de forma discreta pelos subúrbios de grandes cidades dos Estados Unidos, já conquistava o mundo em 1992. Nesse ano, meio a baladas Elton John, Celine Dion e Donna Summer, o rock nu e cru do grunge se instalava e era reconhecido. Em 1992, Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e Guns n' Roses cumpriam sua missão, mostrando ao mundo a que vieram. "Smells Like Teen Spirit', considerada o hino de uma geração, chegava ao topo das paradas de todos os continentes. Era a explosão do Grunge pelo mundo inteiro, que dava entrada a outros estilos melancólicos, como o Radiohead, que teve a explosão de seu hit mais conhecido, Creep, nesse ano. Artistas versáteis como Michael Jackson e Mariah Carey também não perderam seu espaço.
Smells Like Teen Spirit - Nirvana
Man in the Box - Alice in Chains
Even Flow - Pearl Jam
Under the Bridge - Red Hot Chili Peppers
November Rain - Guns N' Roses
1993 - A Repercussão do Grunge
Hits de cunho pop continuavam mantendo seu espaço, mas por influência do movimento Grunge, muitas novas bandas de rock eram formadas, e seguindo a linha melancólica e barulhenta já conhecida, explodiam nas paradas. É o caso do Smashing Pumpkins, banda destaque desse ano. O country, que também é um dos estilos que ilustraram a década de 90 também se destacou com seus derivados nesse ano. Enquanto isso, Kurt Cobain e sua turma de deprimidos continuavam a bombardear as rádios do mundo inteiro com suas canções/hinos.
Today - Smashing Pumpkins
Wu Tang Clan - C.R.E.A.M
. Mr. Jones - Counting Crows
1994 - O rock permanece vivo, mas o Black Music começa a conquistar um espaço maior
1994 foi um ano marcado por diversas canções lendárias no Rock, como "Black Hole Sun" - Soundgarden, Buddy Holly - Weezer e Closer - Nine Inch Nails. O estilo 'creep' permanecia, mas nesse ano houve uma explosão inusitada e diferente: As meninas do TLC, cujo estilo variava entre Black Music, Hip Hop e Dance conquistaram os topos das paradas do mundo inteiro, desbancando nossos queridos roqueiros. Seriam elas as percussoras para o pop que ia invadir nossa casa nos anos seguintes?
. Waterfalls - TLC
Black Hole Sun - Soungarden
Closer - Nine Inch Nails
1995 - O pop retorna de mansinho
1995 foi um ano marcado por boas canções de rock, como a inesquecível Wonderwall - Oasis, 1979 e Bullet with butterfly wings - Smashing Pumpkins, Ironic - Alanis Morisette e Fake Plastic Trees - Radiohead, mas nesse ano o pop de Madonna e Mariah Carey começou a avisar que retornaria com força total. A irreverente Gewn Stefani e seu No Doubt marcavam época enquanto o pop suave de The Cramberies e Des'rée conquistavam seu espaço nas rádios. E a rainha do pop, Madonna, mostrava que não seria esquecida tão cedo com "Take a Bow". .
Wonderwall - Oasis
Bullet with Butterfly Wings - Smashing Pumpkins
. Don't Speak - No Doubt
.
Fake Plastic Trees - Radiohead
1996 - O adeus definitivo do Grunge
Em 1996 já era possível perceber claramente que o movimento grunge estava ficando para trás, e que o cenário musical entrava em uma nova era, menos melancólica, mais pop, dando espaço a canções leves, que jamais teriam sido sucessos se fossem lançadas 3 anos antes. 1996 é o marco da divisão dos anos 90, e nesse ano, os principais sucessos foram Estoy Aqui - Shakira, I Believe I can Fly - R. Nelly, What I Got - Sublime e Woo-Hah!! Got You All In Check - Busta Rhymes. Também podemos destacar o som suave dos Cardigans, banda que também marcou este ano.
. Lovefool - The Cardigans
..
What I got - Sublime
Estoy Aquí - Shakira
1997 - O último suspiro do Rock
Grandes nomes da música como "The Verve", "Foo Fighters", "Radiohead" e "Green Day" marcaram época em 1997, mas apesar de as músicas mais tocadas no ano de 1997 forem essencialmente do gênero Rock, foi nesse ano que o pop começou a ganhar mais força, com as inesquecíveis Spice Girls, o 'N Sync e os Backstreet Boys. 1997 foi o último ano da década de 90 que teve o rock no topo das paradas, por isso digo que aconteceu o último suspiro do Rock; o que não foi de todo ruim, já que os grupos de pop a serem lançados posteriormente marcaram a infância e a adolescência de muitos de nós que já passaram dos 20 anos. ^^ .
Bittersweet Simphony - The Verve
Song 2 - Blur
Everlong - Foo Fighters
.
2 Become 1 - Spice Girls
1998 - O Pop inocente
1998. Muitos nomes que fazem sucesso até os dias de hoje marcaram esse ano, que na minha memória, é tão recente. Foi a explosão de Britney Spears, a consagração de Cher e o "absolutismo" de Madonna. Spice Girls, Backstreet Boys e 'N Sync continuavam "mandando" ver nas paradas, e esse foi, definitivamente um ano da música pop. O pop inocente, apaixonado, porém dançante, que marcou o final da alucinada década de 90.
.
As Long As You Love Me - Backstreet Boys
.
Baby One More Time - Britney Spears
..
Viva Forever - Spice Girls
.
Believe - Cher
1999 - O Adeus dos anos 90
Toda década tem seu fim, e como sempre acontece, o último ano dos anos 90 nos introduziu a aquilo que nos esperava nos anos 2000. Nomes diferentes como "Incubus", "Blink 182" e "Eminem" começavam a entrar em cena, para deixar sua marca fixa na década que se seguiria. Beyoncé e as meninas do "Destiny's Child" também marcaram sua presença, já avisando que não queriam ficar de fora da década seguinte (e não ficariam). E esse foi o fim musical da majestosa década de 90! .
Drive - Incubus
.
All The Small Things - Blink 182
.
My Name Is - Eminem
Curiosidade sobre a década:
Além do movimento Grunge, há mais um movimento que marcou visivelmente a década de 90: O movimento Clubber. Esse movimento também possui uma forte ligação com a música, mas segue uma linha totalmente diferente e muito mais alternativa da que me foi possível postar hoje. Prometo que farei um post só para o movimento Clubber, mais para frente! =)
Destaques da década de 90:
É impossível, em um único post, colocar tudo que marcou musicalmente uma década inteira, e fico até envergonhada por GRANDES nomes não terem sido sequer citados na retrospectiva. Então, resolvi fazer uma lista de bandas e artistas que marcaram significativamente os anos 90, e que podem não ter sido citados acima, mas que são de extrema importância e influência:
Garbage
Pennywise
Bad Religion
Green Day
Des'rée
The Cramberries
The Corrs
Joan Osbourne
Alice Keys
Christina Aguilera
Melvins
Depeche Mode
Lasgo
Blind Melon
Disturbed
Nickleback
Slipknot
Korn
Anthrax
Limp Bizkit
Fuel
Hanson
Anos 90 (e suas músicas) no Brasil:
No Brasil o cenário musical dos anos 90 foi um pouco diferente do resto do mundo. Enquanto Nirvana estourava com "Come As You Are", o pagode estava em alta por aqui, e nomes como É O Tchan!, Raça Negra, Soweto, Katinguelê, Adriana e a Rapaziada, Só pra Contrariar, Terrasamba, Latino, Os Travessos, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano dominavam as paradas. Mas também havia muito para nos orgulharmos como os INESQUECÍVEIS Mamonas Assassinas. Adriana Calcanhoto, Skank e Jota Quest também deixaram sua marca nos anos 90 Brasileiros. No final da década, foi possível conferir o fenômeno da dupla Sandy & Jr. Então, para finalizar, um pequeno tour pelo que foi a década (de forma rasa, porque há muita coisa que merece ser destacada num próximo post) no Brasil:
. Lá Vem o Negão - Cravo e Canela
. Segura o Tchan - É o Tchan
. Terrasamba - Liberar Geral
. Garota Nacional - Skank
. Não Ter - Sandy & Júnior
Queria declarar que foi UM PRAZER para mim fazer esse post!