31 de mai. de 2012

É o Novo! # 1 : Anjos da Lei

Aqui estou eu mais uma vez lhes trazendo algo de minha autoria! Dessa vez estou inaugurando a sessão "É o Novo!" para comentar séries que ficaram para sempre em nossas recordações! Vocês sabem o que significa a expressão  É o Novo? Aqui no Nordeste o pessoal usa essa expressão para explicitar que aquele algo com o que eles estão tendo contato, na verdade é uma coisa antiga! Que graça,não?


Então,quem aí ficava ansioso para acabar logo a Sessão da Tarde para assistir algum seriado empolgante na Sessão Aventura? Sim,naquele tempo a Globo mandava muito bem por não ter tido ainda a ideia de inventar uma novela teen Highlander... e colocá-la como substituta de excelentes seriados como Profissão Perigo, Magnum, A Gata e o Rato, Casal 20, o Incrível Hulk e Anjos da Lei! Naquele tempo, lá pelo final da década de 80, um certo rapaz começou a arrancar suspiros de adolescentes fanáticas por revistas teen, daquelas que vem com inúmeros posteres com astros da TV lançando olhares sedutores e contando que estão solteiros e que namorariam sim, uma fã, para delírio de suas leitoras, que sonhavam com o dia em que esse rapaz seria apenas delas e de mais ninguém.


Foi em 1987, ano em que o meu irmão mais novo nasceu, que esse rapaz após participar minimamente de A Hora do Pesadelo e de Platoon decidiu dar as caras em 21 Jump Street, um seriado jovem de baixo orçamento pertencente a um canal igualmente "humilde", o canal FOX. Ele estava relutante em participar da série, mas como no final sempre manda a lei da sobrevivência e da barriga vazia lá foi ele interpretar o papel do policial imberbe Tom Hanson que juntamente com uma equipe de colegas se fazia passar por um estudante de Ensino Médio, a fim de ficar por dentro das quebradas e evitar que adolescentes se desviassem do caminho correto e se tornassem perigosos criminosos.


Eles decidiam que estratégia tomar se unindo em seu Q.G, que por coincidência, o endereço era também o nome da série na versão original. Cada episódio abordava uma temática social diferente, o que era uma inovação para a época, além de transmitir valores morais para os jovens ao final de cada capítulo. Anjos da Lei é uma reformulação de “Mod Squad”, série do final da década de 1960, e que teve tanto impacto como a versão revisitada. O sucesso da série oitentista foi tão grande que lá nos EUA que havia até disque denuncia real baseado nos episódios.


Esse rapaz de quem eu estava falando,vocês sabem, é o Johnny Depp, e o Deppito andava irritadíssimo querendo dar um jeito de pular fora, pois não havia previsto que a série faria tanto sucesso assim, um babado né,?! Pois tal sucesso só foi possível devido à sua magnífica e tesuda presença. Tudo nele sempre foi "MAS": Era o policial mais gostoso e bonito além de ser preocupado, dedicado, envolvia-se emocionalmente com cada caso e era também quem passava lição de moral na vergonha alheia, tá pensando o quê? Ele sentava a vara nos moleques infratores! Mas os prós perderam para  um único contra e não eram aquelas roupas típicas dos 80, meio que punk de boutique que deixavam sua bundinha sexy com um ar rebelde não, até que ele gostava, porque se veste assim até hoje!


Ele havia aceitado o papel já imaginando que não ia dar certo,mas deu e ele começou a brigar judicialmente para sair do seriado, algo nele reprovava o fato dele ser "BEJETO SEXUAL" ansiosamente desejado por mulheres do mundo todo, não só das menininhas mas também das mulheres experientes que estavam doidas para dar um trato naquela carne de primeira! Vindo do Depp, tal reação não é uma simples frescurite de rabo, era o sinal de sua engenhosidade. Ele queria um desafio! Foi muito com a cara de um tipo esquisito, o Tim Burton e decidiu participar das filmagens de um filme que este rapaz produzia e essa parceria está dando certo até hoje, é quase um casamento de intelectos!

Burton
Conseguiu se livrar à muito custo do seriado,que resistiu mais uma temporada sem ele e foi assim que ele se tornou Edward Mãos de Tesoura, e com seu olhar de menino desprotegido e inocente despertando para o amor e as duras realidades da vida que ele definitivamente tornou-se um BEJETO SEXUAL. Convenhamos que é excêntrico mas a mulherada "pira" no "diferente"! Tá vendo aí Depp,não adianta fugir,tu é gostoso de qualquer jeito mesmo e acabou!


Caramba, foi a melhor série para jovens de todos os tempos, e não só porque contava com o Depp,mas sim porque tudo era discutido de forma a abrir os olhos dos jovens em questões cruciais como drogas,crimes,aborto e inclusive a Aids,doença que começava a despontar nessa época e que ninguém sabia ainda as dimensões a que ela poderia alcançar enquanto mazela social. Falar sobre Aids era tabu na época.


Quem me dera  se de uma hora para outra policiais deste naipe se infiltrassem em novelinhas de adolescentes atuais e colocassem todo mundo pra correr por ensinar o que não presta aos jovens de hoje... Ah eu ficaria muito satisfeita! Ei Depp, dessa vez você pode vir de xerife,pode sentar a vara meu filho!!!

Aqui vão alguns petiscos para adoçar a boca de quem sente falta deste tempo:
Abertura de Anjos da Lei

Vinhetas da Sessão Aventura

E é claro que eu não poderia me esquecer da bundinha do Johnny!


Espero que tenham gostado!

Aprendi no Telecurso 2000!

O que a internet representa hoje, a televisão um dia representou. Foi a principal fonte de informação e entretenimento diário. Claro, com as novas tecnologias, a politicagem e a concorrência a situação mudou. o domínio foi se instalando na mão de uns  poucos e a qualidade fugindo para horários absurdos. 

A verdade é que, independente do cenário em que a programação da telinha formou-se (ou deformou-se), sua importância no ambiente cultural brasileiro é indissociável e inegável. Eu mesma me recordo de acordar super cedo quando criança e correr até a casa dos meus avós, só para tomar café com eles enquanto assistia ao Telecurso 2000.

Para quem não se recorda deste programa - ou mesmo não viveu nos "anos dourados" do mesmo -, o Telecurso 2000 foi criado pela Fundação Padre Anchieta em parceria com a Fundação Roberto Marinho em 1978 sob o nome Telecurso 2.º Grau. Mais tarde, em 1983, criou-se o Telecurso 1.º. Contudo, somente em 1995 que surgiu o formato mais conhecido deste projeto: O Telecurso 2000 que passava nas telinhas da Rede Globo, TV Cultura e o Canal Futura; Tendo sido exibido até 2008.

O conceito era bem simples, algumas aulas criativas - cada uma com duração de 15 minutos - divididas por matéria, que visavam ao público que não havia alcançado o ensino fundamental ou médio. A exibição acontecia de manhã cedinho - acho que sempre fui bicho madrugador

Com o tempo o material foi se tornando desatualizado e obsoleto, o que fez com que o programa saísse do ar. Todavia, ocorrei uma revisão do material e conteúdos e houve uma remodelagem, inclusive para cursos profissionalizantes, gerando o Novo Telecurso 2000.

Engraçado como um programa relacionado a educação possa me trazer tantas boas lembranças, com cheirinho de pão fresquinho e "chimia de uva" caseira.

Para ativar melhor a nossa memória deixo alguns vídeos com aulinhas do telecurso:

1.º - Aula sobre FOGO

2.º - Aula de Língua Portuguesa

3.º - Aula de Química, com direção e criação de Marcelo Tas

4.º - Aula de Física

5.º - Aula de Ciências para o Ensino Fundamental

6.º - Aula de Curso Profissionalizante

7.º - E, obviamente que não iria faltar, a pérola super comentada nos sites por aí...

Aprender pode ser divertido, não é verdade?

30 de mai. de 2012

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que É


É aquela velha história...

Se ele pega todas: "Garanhão!", "Nossa, ele deve ser demais!" "Vale nada, mas bem que eu queria pegar também!" 

Já ela: "Vadia!", "Eu sempre falei que ela era puta...", "Piriguete, vagaba...", "Só pegaria para comer... namorar, nem pensar..."

Já é sabido que os machos, em qualquer espécie, podem procriar a qualquer momento, com várias fêmeas. Já o contrário, tem toda uma burocracia biológica de ciclo reprodutivo e que, uma vez fecundada é só esperar o(s)  rebento(s) vir(em) à nós. (Ressalva: por não ser Expert em assuntos da biologia, não tenho certeza se são todas as espécies assim, mas deduzo, no pouco que sei, que a grande maioria se encaixa nesse perfil).

Contudo moçada, somos seres cognitivamente desenvolvidos, estamos no século XXI, temos várias formas de prevenção à gravidez e doenças, discernimento e raciocínio para que ambos, tanto o homem quanto a mulher, escolham seus parceiros sexuais, além de vivermos em uma cultura na qual temos, principalmente, liberdade de expressão. 

Expressemo-nos, então. Todos e Todas.

A mulher conseguiu seu espaço no social. Ainda com dificuldade, por certo, mas estamos todos os dias, lutando por direitos mais igualitários como salários justamente pagos, reconhecimento e participação ativa no meio político. E não nos esqueçamos das conquistas já estabelecidas como estudos, direito ao voto e jornadas de trabalho mais decentes. Enfim, estamos sendo vistas como um Ser Humano, e não com a ultrapassada, para não dizer patética, ideia de que fomos feitas da costela do homem. Ou seja, um pedaço mal-acabado do perfeito. 

O que quero dizer com isso é que já que estamos tão ativas e donas de nossas próprias vidas, é direito nosso também, poder nos relacionar da forma como bem entendemos com as pessoas que escolhemos fazer, sem os julgamentos infames que surgem à partir das nossas escolhas. Ninguém deixa de ter valor porquê já ficou com mais ou com menos pessoas. E digo mais, experiências sejam elas quais forem, são acréscimos de informação e crítica para aqueles que têm capacidade de abstração, distinguir o que vale a pena fazer.

Quem nunca criticou o próximo e no momento seguinte cometeu o mesmo erro?! Quem não tem telhado de vidro, que atire a primeira pedra.

Citar celebridades de reality shows, que resolveram ser o que elas realmente são, e acabaram por cair na boca do Brasil, taxadas de vagabundas, é um bom exemplo para ilustrar essa dinâmica. Bom, elas fizeram o que queriam, estão ganhando dinheiro e quem realmente se importa com elas, nunca deixarão de se importar. Mas o povo gosta é de rebaixá-las, ao invés de cuidar da própria vida ou se importar com a situação do país e se revoltar com a baderna que está nosso governo que são assuntos que também estão na mídia muito mais importantes do que "quantos fulanos ciclana ficou dentro da casa".

É preciso que tenhamos um pouco mais maturidade para saber lidar com as diferentes formas de pensar e escolher. Afinal, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, terem contas à pagar, obrigações e deveres à serem cumpridos e direitos à gozar. Que gozem como bem entenderem, sejam homens ou mulheres.


Dica de leitura da Carol # 3 - A Bicicleta Azul

Apenas um alerta moçada: Esse artigo pode conter spoilers!
Hoje eu vou falar de mais um livro que fez parte da minha mocidade [isso à 12 anos atrás ]e que de repente me deu uma saudade danada de ler,assim que eu fiz aquela postagem sobre o livro Yargo,pois se vocês bem se lembram eu tinha uma porção de livros por ajudar um senhorzinho de idade em sua loja de livros usados. Além de Yargo, havia esse também, A Bicicleta Azul, um romance histórico,que eu me interessei logo de cara porque tinha três volumes em sequência.Eu e essa minha mania de gostar de combos!Na época com meus dezessete anos após ler Yargo e As Brumas de Avalon [ três livros também] era chegada a hora de ler esses outros três livros.

Era assim mesmo quando eu lia esta série!
O início quase me fez desistir,porque a protagonista, Léa era o tipo de menina muito diferente de mim e não ocorreu uma identificação como com a Morgana, de As Brumas de Avalon,que me conquistou de imediato porque tinha muito de mim,não que eu seja narcisista ou coisa do tipo,mas é porque nós leitores sempre lemos algo buscando nos identificar e reconhecer padrões que se encaixem em seu próprio estilo de vida,seu comportamento e psique. É o famoso arquétipo,todos nós mesmo que inconscientemente buscamos nos comparar constantemente.É essa instância interna que nos leva a sentir agrado ou rejeição à personagens,lugares ou situações independente do que estamos entrando em contato,se é livro ou filme.

Safadinha hein,adora escrever um livro erótico!
Voltando ao assunto inicial, Léa era mimada, acostumada a ter o que quisesse à hora que bem entendesse,filha de pais podres de ricos, a sua única preocupação na vida era não ter preocupações e viver de dolce far niente pelo resto de seus dias nas imensas propriedades de seu genitor. Extremamente bonita,ela não tinha dificuldades para atrair os olhares e desejos masculinos para a sua pessoa e disso fazia um jogo,seu passatempo predileto.Como toda pessoa mal acostumada e sem limites,ela nunca estava satisfeita com o que tinha e necessitava retirar o que era dos outros por puro capricho. E assim tentou fazer com o noivo de sua frágil prima Camille, o galã dos anos 40,Laurent,mas não consegue o que quer,o que a deixa injuriadíssima com tamanha ofensa ( cuma,mas cuma? me rejeitar?ninguém me rejeita!).

True History!
Depois deste insulto,Léa a coquete de Paris,literalmente "roda" nas mãos de diversos personagens do romance em seu desenfreado desejo de viver,embora só o que consiga ver sejam destroços,violência e morte causados pela Segunda Guerra Mundial. Enquanto tinha a idéia fixa de dar umas lescadas com Laurent ( e realmente conseguiu,bem nas barbas de sua prima adoentada,muito baixo nível essa parte,eu nem queria comentar),a nossa anti-heroína arrumou tempo para lutar pela causa de sua nação,sim,surpreendentemente ela estava se interessando por política!

Bem que poderia ser a capa do livro...combina!
E é aí que o livro faz jus ao título porque era com uma bicicleta azul que Léa saracoteava sedutoramente para lá e para cá sem levantar suspeita de suas atividades subversivas.As feridas se não te matam,te tornam forte,é o que eu penso desse engajamento. Uma jovem que mal desabrochara para a vida adulta,sem ter o preparo necessário para suportar grandes perdas e privações foi obrigada a se adaptar a um mundo perigoso para que pudesse sobreviver. Apesar de continuar daquele jeito que eu não suportava,sério tinha hora que eu desejava mandá-la ie para a casa do caralho,porém eu não fazia isso porque com certeza ela iria gostar,apesar de continuar despirocada das idéias e caprichosa,ela começou a enxergar as mazelas provocadas pela ganância de alguns e se sensibilizou com aquele sofrimento que também era o dela mas ao mesmo tempo era coletivo.  E como sofriam! A autora francesa Régine Deforges caprichou nos detalhes,descreveu com exatidão histórica tudo o que remetia à Segunda Guerra Mundial.

Os pais dela não esqueceram a sua Caloi...
Ás vezes tais descrições eram intermináveis,aí eu tinha a impressão de que se me olhasse no espelho naquele momento,eu estaria em frangalhos também.Teve um sujeito que me cativou bastante apesar de ser tão boçal,WTF e troll como a protagonista que apesar de todos os defeitos trazia à Léa,toda a estabilidade que ela estava precisando apesar dela não enxergar assim. Aí a coisa muda de figura! Eu passei a torcer para que tudo se ajeitasse e que eles vivessem felizes para o resto da vida,o típico final feliz de conto de fadas! Leiam o livro e me digam se não tenho razão em desejar que isso aconteça!Resumo da ópera: A série de livros A Bicicleta Azul,de Régine Deforges é uma excelente costura épica de romance com guerra que acaba prendedendo a atenção do leitor do início ao fim e te deixa com aquerla sensação de "quero mais".Tem quem ame,tem quem odeie,dizem que  é cópia descarada de E o Vento Levou e que Léa não é cativante como Scarlet. Acho que tal antítese foi a maior sacada da escritora,o romance não iria funcionar se a jovem desamparada fosse do tipo inocente e recatada como as heroínas padrão.Por falar em recato...Foi com esse livro que eu tive as minhas primeiras noções do que é de fato a sexualidade,nos livros ela é gratuita e marcante. Depois dessas, meus sonhos com Depp, Van Damme, Bruce Lee, Brad Pitt e Lorenzo Lamas se tornaram mais vivazes se é que vocês me entendem! E para a nossa alegria depois de 12 anos,o número de livros da série saltou de três para oito,eu já estou lendo os livros restantes e recomendo a vocês essa fantástica leitura também!

Versão cinematográfica:


Espero que gostem!

29 de mai. de 2012

Sofia Coppola: Cineasta ou Editora de Arte?

Sofia Coppola; Coppola. Com toda a certeza esse é um sobrenome de peso. Carregar o nome de um dos maiores cineastas de todos os tempos não deve ser fácil. Ser filha de ninguém menos do que Francis Ford Coppola, diretor da trilogia mais aclamada de todos os tempos (O Poderoso Chefão), e do filme considerado o mais marcante de sua época (Apocalypse Now), muito menos. Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola, herdou o gosto do pai pelo cinema, e hoje, é uma aclamada diretora e roteirista.

Muitos se perguntam se Sofia é mesmo uma cineasta talentosa, ou se apenas pegou carona no sucesso do pai. Essa é uma questão delicada, porque envolve muita subjetividade, inclusive gostos pessoais. Talentosa ou não, Sofia ainda não dirigiu um filme que realmente marcasse época; não que essa seja sua obrigação ou que não tenha potencial para isso, mas vindo de veias onde corre o sangue de F.F Coppola, sempre esperamos um pouco mais. É claro que Sofia é uma pessoa e que seu pai é outra, mas com um laço tão próximo que liga dois cineastas com traços bem característicos, comparações são inevitáveis.

Apesar de ainda não ter dirigido um filme realmente marcante, Sofia possui características que não podem passar despercebidas por fãs de cinema. Ela pode não ser a melhor roteirista de todas, mas com certeza, possui um enorme talento para direção de arte, ou pelo menos para escolher os SEUS diretores de arte. Geralmente seus filmes tratam de temas delicados e femininos, são lentos, diálogos breves que podem trazer até certa monotonia, mas em direção de arte, a moça só tirou 10. Como estou aqui hoje para falar sobre Artes Visuais, vou tirar um pouco o foco de Coppola filha como cineasta, e vou colocar o foco em Coppola filha como diretora de arte. Aqui estão algumas fotos de seus trabalhos, que com certeza, são um show de deslumbramento visual.

The Virgin Suicides (As Virgens Suicídas, 1999)

Lost in Translation (Encontros e Desencontros, 2003)


Marie Antoinette (Maria Antonieta, 2006)

Somewhere ( Um Lugar Qualquer, 2010)

Bom, se existem divergências sobre o talento cinematográfico de Sofia, acho que não devem existir em relação ao talento artístico da moça, né?! Dos filmes que eu assisti, o meu favorito é "Lost in Translation", mas vou ver "Somewhere" essa semana e conto para vocês!

Um beijo e até a próxima!

Mulheres de Celulóide #1 - As Brasileiras!

Vamos concordar que a indústria dos quadrinhos não é tão forte no Brasil como em outros lugares,como Japão e EUA,mas nós temos as nossas criações,e entre tantas mulheres de celulóide,eu escolhi as três mulheres mais impactantes dos quadrinhos brasileiros,aquelas que alçaram um vôo muito além das revistas e jornais onde foram lançadas: Rê Bordosa,Radical Chic e Aline!

Rê Bordosa
Simboliza a mulher da época do Power Flower,com tabus sendo quebrados,o colorido dos hippies,as viagens de LSD,a sexualidade desenfreada e os grandes festivais de rock,como o de Woodstock.Criação do cartunista Angeli.



Radical Chic
Personagem de Miguel Paiva,Radical Chic representa a dicotomia que é ser mulher nos tempos de hoje, principalmente após o período ditatorial que o nosso país viveu. Ela tem tempo para tudo,para trabalhar, filosofar, meditar e principalmente ser bonita e desejada,é a mulher que sabe exatamente que cada coisa tem a sua ação e reação: o poder que a sua beleza exerce sobre os homens,as consequências dos relacionamentos, preconceitos, dieta, sexo, política, enfim, a ruiva versa sobre tudo um pouco.


Aline
Aline é um caso fora de série! A jovem moça viciada em sexo que transa com dois namorados e trabalha numa loja com cowboys gays,pertence à geração da internet,do aquecimento global,do fast food,das "ficadas",dos psicólogos,das imagens e do movimento,das causas possíveis,onde o que antes era estranho agora é muito comum e o que era comum causa estranheza. Um mundo onde liberdade confunde-se com libertinagem.Personagem de Adão Iturrusgarai.



Aqui estão os vídeos de Re Bordosa,e Aline,só não achei a Radical Chic!




Espero que tenham gostado das Mulheres de Celulóide de hoje!